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NR. 197 | MAIO

ÁGORA

JORNAL

NESTA EDIÇÃO O Carnaval no Centro os desfiles, as máscaras e as surpresas

Memórias revividas após 100 anos jantar de testemunhos do Padre Aleixo

Rúbrica: Padre Aleixo, um testemunho, uma vivência João Pedro Tavares

4 anos a DAR Natacha Oliveira

Rúbrica: Psicologia ao Alcance de Todos Psicóloga Fernanda Craveiro Reis

Remodelação do cabeleireiro o antes e o depois

Dança, cor e alegria baile da primavera

CCPC contribuiu para a sua saúde campanha do Banco Farmacêutico

Voluntariado na 1ª Pessoa com Ana Teles

TELEFONE

21 457 89 52 E-MAIL

geral@centrocomunitario.net WEBSITE

www.centrocomunitario.net MORADA

Av. Loureiro, nr. 394 2775-599, Carcavelos, Portugal


NR. 197 | MAIO

ÁGORA

JORNAL

NESTA EDIÇÃO O Carnaval no Centro [pág. 5 - 7]

Memórias revividas após 100 anos [pág. 8]

Rúbrica: Padre Aleixo, um testemunho, uma vivência [pág. 10 - 11]

4 anos a DAR [pág. 12 - 13]

Rúbrica: Psicologia ao Alcance de Todos

COORDENAÇÃO

Natércia Martins

[pág. 14 - 15]

REDAÇÃO

Remodelação do cabeleireiro

Lisete Fradique, Agostinho Velez, Nelson Cavaco, Dora Pires, João Pedro Tavares

[pág. 16]

Dança, cor e alegria [pág. 18 - 19]

CCPC contribuiu para a sua saúde

GRAFISMO

Lília Neves FOTOGRAFIA

[pág. 20]

Lília Neves, Dora Pires

Voluntariado na 1ª Pessoa

REVISÃO

[pág. 22 - 24]

Conceição Fernando


aconteceu no centro

MAIO '16 a abrir

No dia 8 de Fevereiro realizou-se a nossa habitual Festa de Carnaval, muito colorida, com direito a baile de máscaras e muitas outras surpresas. No âmbito das comemorações do centenário do nascimento do Padre Aleixo Cordeiro, na data do seu aniversário, 29 de Janeiro, teve lugar um jantar no Centro, com vários testemunhos sobre a sua presença. O Ágora esteve à conversa com a Natacha Oliveira que, ao fim de quatro anos de dedicação e trabalho no Centro, partiu para uma nova etapa da sua vida profissional. Numa sala decorada a rigor e a condizer com o tema deste baile, “A Primavera”, apresentaram-se várias surpresas com o tradicional Baile, evento que teve lugar no dia 18 de março. No «Voluntariado na 1ª Pessoa» fica o testemunho de Ana Teles.


destaques em poucas palavras

AS CURTAS DO CCPC OBRIGADO ACCENTURE A Accenture, Consultores de Gestão S.A ofereceu 5 computadores portáteis ao Centro Comunitário. Este donativo foi muito importante porque permitiu substituir 5 computadores que já dificilmente funcionavam.

PROJECTO PAIS ACTIVOS No dia 20/1 pelas 18h realizou-se a III Ação de Sensibilização no âmbito do Projecto Pais Activos com o tema “Preparar a chegada do Inverno, nariz entupido, tosse e expectoração” (Mini Curso) dada pelo Instituto 4Life por uma Fisioterapeuta. Os pais apresentaram várias questões acerca do tema e viram esclarecidas essas mesmas dúvidas. “Estratégias práticas para dias felizes em família”, foi o tema escolhido para a IV Ação de Sensibilização promovida pela Parentalidade Positiva Magda Dias, coach e formadora nas áreas comportamentais e comunicacionais há mais de 12 anos, dinamizou esta sessão.

SEMEAR SORRISOS No passado 8 de março, dia da Mulher, o CCPC distribuiu cartões e mensagens por todos os espaços, para que todas as mulheres, quer colaboradoras, quer visitantes, se sentissem especiais. Um pequeno miminho para espalhar sorrisos e boa disposição através de um pequeno gesto.

FORMAÇÃO EM TÉCNICAS E CUIDADOS DO LAR Entre 14 e 21 de março decorreu mais uma formação em Téncias e Cuidados do Lar. As aulas tiveram lugar no CCPC e CCPP (Centro Comunitário da Paróquia da Parede). Em maio está prevista uma nova sessão. Este projeto resulta de uma parceria entre o CCPC e CCPP tendo como coordenadora a Rita Almeida, responsável do Gabinete de Inserção Profissional. Esta formação pretende desenvolver Competências Pessoais e Profissionais e integra módulos como Culinária, Engomadoria e Lavandaria, Etiqueta, Cuidados a Idosos, entre outros.


os desfiles, as máscaras, e as surpresas

O CARNAVAL NO CENTRO

No dia 8 de Fevereiro realizou-se a habitual Festa de Carnaval. A animação contou com a atuação de colaboradores e utentes. O concurso de Máscaras, com uma participação numerosa e de qualidade, deu muito trabalho ao júri na atribuição dos Prémios. Estes tiveram em conta a originalidade e o empenho. No final foram distribuídos diplomas pelos primeiros três vencedores de cada categoria. Agostinho Velez


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jantar de testemunhos do Padre Aleixo

MEMÓRIAS REVIVIDAS APÓS 100 ANOS No âmbito das comemorações do centenário do nascimento do Padre Aleixo Cordeiro, na data do seu aniversário, 29 de Janeiro, após a Missa presidida por D. Manuel Clemente e concelebrada por vários sacerdotes amigos, teve lugar um jantar no nosso Centro. Foi um momento muito forte de vivência comunitária, muito ao jeito do nosso saudoso Padre Aleixo. Aderiram cerca de 120 pessoas que, através da sua presença, trouxeram consigo a presença do Padre Aleixo. Foi mais um momento em que a comunidade, de certo modo, deu resposta à interpelação que o Padre Aleixo sempre nos fez: Igreja para que existes? Naquele jantar, a Igreja – Povo de Deus esteve reunida à volta da mesa, partilhou amizade, experiências de vida, interesses, valores, tendo sempre, como pano de fundo, a lembrança do Padre Aleixo. A Igreja existe para isso: construir comunidade. Várias pessoas testemunharam experiências de empenhamento por terem sido desafiadas por este pároco tão especial, ou do impacto da sua influência nas suas vidas. Deu-nos muita alegria a presença de duas das suas sobrinhas, que se mostraram muito gratas pela forma como a Igreja de Carcavelos e o seu Centro Comunitário recordam o seu tio. O jantar decorreu em clima de alegria fraterna, para o que muito contribuiu o empenhamento do CCPC através das pessoas que se disponibilizaram para organizar tudo. A simplicidade imperou mas

também o cuidado em fazer com que todos se sentissem bem. Embora algumas pessoas não se vissem há muito tempo, conversaram como se se tivessem encontrado no dia anterior. E é bom pensar que quem convocou todos foi o Padre Aleixo. Podemos imaginar como “terá ficado feliz” de ver todos juntos no dia dos seus anos, respondendo à sua convocatória de reunião, como sempre se fez quando estava entre nós. Lisete Fradique


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rúbrica Padre Aleixo

UM TESTEMUNHO, UMA VIVÊNCIA "Cheguei à paróquia de Carcavelos em 1978, 1 semana depois da partida da minha avó paterna, um misto de alegria por voltar a viver junto da família e tristeza pela sua partida. Em certa medida, uma incompreensão para com Deus e alguma revolta. Estava triste e Ele acolheu-nos… através do Padre Aleixo e de muitos outros. Ao reviver a memória e recordar o que é ser “um jovem entre os jovens”, ressalvo alguns aspectos. Desde logo a PROXIMIDADE, estava próximo, era próximo. Usava a nossa linguagem, percebia os nossos gostos, entendia as nossas escolhas. Recebia-nos de braços abertos e, quando perto, segredava-nos o caminho que lhe parecia certo e adequado. Não se impunha e era profundamente PACIENTE connosco. Era “Jovem com os jovens”, “Pobre com os pobres” e por isso, sabia o que era viver em Paz e em Unidade (quanto prezava a Unidade dos cristãos e a forma como o celebrava, com enorme sentido ecuménico). Sempre disponível, fazia o caminho connosco. Gostava que o acompanhássemos pela rua, ao seu ritmo, “de velho”, mas sobretudo

calmo, sabendo saborear o tempo na lentidão de cada passo, o nosso “avô padre”. Por baixo daquele sorriso marcante e de uma inteligência fulgurante escondia-se um coração acolhedor, tudo transportado num corpo frágil. Tão frágil que o aperto de mão não passava de um inerte estender da mão e nos impelia muitas vezes para um forte abraço. Tratava-nos por cowboy e permitia-nos que o tratássemos da mesma forma. Era um tratamento com amplitude, para conhecidos e desconhecidos e com isso desconcertava-nos e permitia-nos uma resposta ao mesmo nível. “Ah grande Alex!” quantas vezes exclamávamos, na impertinencia da nossa juventude e a resposta era, invariavelmente, um sorriso rasgado. Estava estabelecida a ponte, construída a proximidade. A partir daí, o caminho era na intimidade, coração a coração na construção de uma grande amizade. Daquelas que ficam para vida, ou melhor, que vão para além da Vida e que me leva a comprometidamente dizer-lhe: “conta comigo até ao final, como um Cristão comprometido, devolvendo tudo o que recebi, ainda que não tenha tempo suficiente para tanto agradecer”. Um pastor à Papa Francisco, daqueles que cheira a rebanho, sempre rodeado, sempre próximo,


sempre presente, apontava caminhos mais do que soluções e estendia convites. Como recordávamos, “olha lá, sabes andar de bicicleta?”, “claro que sim!”, seria a resposta. “ e tens bicicleta?”, “tenho sim…”, então passas a ir buscar isto para mim. “Sabes ler?”, mas é claro. “Vais fazer uma leitura na missa”. Ou ainda, “sabes servir cafés?”… “pois então, fazes parte da equipa do Bar”… e assim por diante, os Dons eram para isso mesmo, e todos os tinham, sabendo retirar de cada um aquilo que podia e, com isto, desarmando os “nãos” com autoridade, colocava-nos o “sim” nos lábios de quem também buscava, com este exemplo, ser coerente. A todos desarmava, a cada um incluía e fazia-o sentir-se parte de um grande corpo comunitário. Ninguém ficava à porta por falta de convite, ou melhor, com Dons por descobrir… AUTÊNTICO e incapaz de se proteger com máscaras, dava a cara, denunciava a injustiça e a pobreza, chamava cada um à sua responsabilidade pessoal. Ali não havia outros senão cada um que pessoalmente era chamado a cumprir com o que lhe era devido. Com CORAGEM denunciava o que estava mal, com o Poder, demonstrava força e poder e, com enorme inteligência e sabedoria, sabia persuadir, motivar e mobilizar. Como era possível um corpo tão frágil transmitir tanta energia e força? Deixava os jovens fazer muita coisa, desde que soubéssemos escolher e responsabilizarmo-nos. Raramente nos dizia que não mas ensinava-nos a dar um SIM responsável. Usávamos o salão para as festas e para os jogos, fossem de cartas, de pingue pongue. Nunca nos veio inspeccionar e entregava-nos tudo como sendo nosso. Era a nossa segunda casa e os nossos pais sabiam que, se não estivéssemos em casa, estávamos no salão. Obrigado pelos amigos que nos deixaste!... Com enorme CARISMA, tem uma profunda Visão de futuro, lançando e deixando obra. Sabendo que a Comunidade não se esgota nas paredes de uma sacristia, denominou o Centro como autóno11 ÁG O R A

mo da paróquia mas chamando os paroquianos a responsabilizarem-se e a testemunharem junto dos outros. Convidou-me a um dos trabalhos mais difíceis que fiz e que foi visitar os novos moradores da Quinta da Alagoa, batendo porta-a-porta aos sábados à tarde, dando as boas vindas e apresentando-nos. Mas por ti, tudo fazia… Do alto ao altar, sabia quem estava e quem não estava. Ao vir de Lisboa à noite, durante a semana, passava pela Igreja para uma breve oração, quase sempre durante a missa e, retirava-me. Chamou-me e disse-me: “quando entrares durante uma Eucaristia, ficas até ao fim. É como visitares um amigo durante uma refeição, não a interrompes mas tomas parte”. De enorme sentido prático, quantas vezes ao distribuir a comunhão me dizia: “O Corpo de Cristo, … no final vai ter comigo. Preciso falar-te…” e fazia-o sem problema quando necessário… Um dia estava de saída para o Técnico, estudava engenharia e à hora de almoço apareceu em minha casa. Não sei a propósito do quê referiu: “sabes qual é o teu problema? É que não acreditas naquilo que és capaz”…. Fiquei magoado na altura mas terá sido das interpelações mais marcantes da minha vida pois pergunto-me diariamente e em todas as circunstâncias “João Pedro, estás mesmo a acreditar naquilo que estas a fazer?... Ou estás como passageiro e assistente? Tomas parte? Ou cumpres calendário”. “Ah grande Alex”, como tudo isto ficou gravado no meu coração e é bom recordar. Se no dia da minha partida tiver que eleger as pessoas que mais me marcaram na vida, este meu cowboy estará lá seguramente, pelo pedaço de Céu que me deu na terra. Até lá, conta comigo …" João Pedro Tavares


Natacha Oliveira

4 ANOS A

DAR

O Ágora esteve à conversa com a Natacha Oliveira que, ao fim de quatro anos de dedicação e trabalho no Centro, partiu para uma nova etapa da sua vida profissional. “Foi no dia 15 de fevereiro, que aqui comecei a trabalhar. Era Carnaval e fui logo para uma festa. Fiquei imediatamente surpreendida com o espirito de toda a instituição”. É desta forma que Natacha Oliveira recorda o seu primeiro dia de trabalho no Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos (CCPC), onde esteve os últimos quatro anos. “Tive logo que me mascarar e participar, foi super positivo”, lembra a psicóloga que agora finaliza um ciclo profissional dedicado ao apoio psicossocial à comunidade sénior do concelho de Cascais. Em 2012 abraçou de alma e coração o projecto da Linha Sénior de Cascais, um serviço de âmbito local promovido pela Câmara Municipal de Cascais em parceria com o CCPC, destinado a apoiar e informar a população sénior do concelho, através de uma linha de atendimento telefónico.

Da experiência no CCPC destaca o ambiente de trabalho em equipa, em oposição a experiências anteriores em instituições de solidariedade social e de trabalho de clínica que “considera um trabalho demasiado isolado”. A “grande família” que encontrou no centro foi para Natacha Oliveira, um dos aspectos mais positivos, assim como a confiança e autonomia que depositaram na sua capacidade de trabalho. “As minhas propostas eram bem aceites e deixavam-me desenvolvê-las, algo que não acontecia nos outros sítios”, refere, e acrescenta que “numa instituição como esta não nos limitamos a um só projecto, apoiamos e colaboramos em vários outras áreas, temos que ser polivalentes. Na memória fica uma “estimulante troca de saberes e de experiências” aliada a “um ritmo de trabalho alucinante com a responsabilidade de dar respostas simultâneas e competentes a todas as situações”, o que considerou ter sido bastante enriquecedor a todos os níveis.

"Trabalhei com a Natacha desde a minha chegada aqui ao Centro. Foi quem fez o meu acolhimento na Instituição e logo desde o início senti uma grande empatia. Ao longo do tempo, fomos aproximando e acabamos por formar uma grande equipa. Foi crescendo também uma amizade e companheirismo, pois temos muitas coisas em comum. Até diziam que parecíamos irmãs. Foi com muita pena que tivemos de nos despedir mas a sua presença é sentida diariamente por mim e por todos nós. Um grande Obrigado por teres feito parte de mim." Isabel Botelho


As situações confidenciais com que lidava diariamente foram a sua maior exigência profissional. Assumidamente uma pessoa emocional e com espirito de entrega, revela que se sentia “tocada” pelas realidades que lhe eram transmitidas durante o atendimento, mas o controlo que impõe para si mesma permitiu-lhe sempre separar a questão profissional da pessoal: “A pessoa perceber que nos toca não faz mal nenhum, julgo mesmo que demonstra preocupação genuína. As preocupações levo-as comigo mas não ao ponto de afetar a minha vida pessoal.” Do ponto de vista pessoal entende que as pessoas que conheceu no atendimento e os colegas de trabalho nunca serão esquecidas e o gosto por aquilo que faz a levou a “ultrapassar os limites”, a crescer e aprender durante todo o processo de acompanhamento dos utentes: “Conheci coisas capacidades em mim que desconhecia” afirma, para finalizar que na realidade o seu trabalho se resume a “DAR”. “O último dia? Vai custar, mas vou entendê-lo como um até já” finaliza, desejando “tudo de bom ao Centro e felicidades, na continuação de um excelente trabalho, junto da comunidade”. Nelson Cavaco

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a alimentação

MOMENTOS RICOS E POSITIVOS com Fernanda Craveiro Reis (psicóloga)

A situação de alimentação é frequentemente referida pelos pais de crianças pequenas como um momento difícil de gerir. É comum saber que os filhos na escola aceitam alimentos que recusam em casa ou que aqui se tornam mais caprichosos na hora das refeições. É natural que juntamente com outras crianças e motivadas pelos seus educadores e professores, as crianças sintam a refeição como mais um momento de socialização o que facilita a aceitação até de alimentos menos desejados.

de de outra forma.

Em casa, as famílias têm outras dificuldades nomeadamente quando os horários são complicados e as crianças são muitas vezes levadas a comer sozinhas em horas diferentes das dos seus familiares. As resistências aparecem e com elas as cedências por parte dos pais que se sentem encurralados entre a necessidade de alimentar os filhos e o confronto diário face aos seus desejos e negações.

Os pais têm, assim, um papel importante na forma como é vivenciada a situação de alimentação. Seria bom que as refeições fossem sempre uma fonte de saúde. Saúde física, pessoal e relacional. Seja criando hábitos de alimentação saudáveis, seja tornando esses momentos ricos e positivos no aspecto emocional.

É desejável que se evite transformar a hora da refeição num momento de conflito em que a criança percebe que quanto maior for a recusa e a zanga mais tempo terá a atenção do progenitor só para si. Se se enfatizar o convívio e o prazer de se estar juntos, conversando e fazendo a criança sentir-se um membro participante da família, evitar-se-á centralizar nela todas as atenções e ansiedades e desmotiva a tendência de poder canalizar na refeição toda a comunicação de dificuldades pessoais e relacionais que não encontra expressivida-

A situação de alimentação é, desde sempre, revestida por emoções muito variadas. Aprendemos muito cedo a comunicar através da alimentação. Comunicamos o nosso bem-estar e também as nossas tristezas; o nosso agrado e a nossa revolta. Comunicamos, seja comendo, seja não comendo. E aquilo que comunicamos através da alimentação tem tanta importância quanto aquela que sentimos que os outros lhe dão.

Pode-se, desde cedo, procurar variar os alimentos em qualidade, cores e formas. Diversificar quer nutricionalmente, quer em sabores e apresentação, predispõe a criança para encarar a novidade e a mudança como uma perspectiva positiva e, neste caso, como uma descoberta saborosa. É bom que a família se reúna à volta da mesa para comer e confraternizar; para partilharem os alimentos, as vivências diárias ou mesmo o silêncio. A perspectiva de uma refeição deve ser positiva e gratificante mesmo que, por força dos horários, por vezes, tenha que ser rápida.


Algumas sugestões • Crie um ambiente calmo e agradável no momento das refeições. • Desligue televisão ou outros elementos de distracção, de forma a canalizar a atenção nos alimentos e na relação. • Procure que todos os elementos da família comam o mesmo. • Não troque alimentos por outros; diminua a quantidade dos alimentos menos desejados (sem os excluir) e combine-os com outros que sejam do agrado da criança. • Não se deixe enveredar por situações de conflito e confronto; centre-se no diálogo e na partilha de vivências e não insista demasiado para que a criança coma. Assim que perceber que a recusa dos alimentos não é um meio eficaz de ter a atenção dos pais por mais tempo, a criança passa a comer de uma forma mais pacífica.

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o antes e o depois

REMODELAÇÃO DO CABELEIREIRO O espaço do Cabeleireiro do Centro sofreu alterações no ano passado, tendo sido completamente remodelado. Agradecemos às empresas responsáveis por esta ajuda: El-fun Portugal e Catarina Farkat Hair Concept (cabeleireiro do CC Riviera).

ANTES

DEPOIS


. . OFICINA DE

RESTAURO

. SERVIÇOS

RESTAURO DE MOBILIÁRIO LIMPEZA/ARRUMAÇÃO DE GARAGENS E ARRECADAÇÕES E/OU OUTROS ESPAÇOS SEMELHANTES

PEQUENAS MUDANÇAS COM TRANSPORTE E MÃO-DE-OBRA

PEQUENAS REPARAÇÕES E SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO

PINTURAS

. HORÁRIO SEGUNDA A SÁBADO SEGUNDA A SEXTA | 9H00 ÀS 13H00 E DAS 14H00 ÀS 17H30 SÁBADO | 10H00 ÀS 13H00

LOJA DE . .

´ MOBILIARIO CONTACTOS

. HORÁRIO

MORADA

SEGUNDA A SÁBADO

RUA DO PARQUE - MATARRAQUE, SÃO DOMINGOS DE RANA

SEGUNDA A SEXTA | 10H00 ÀS 16H00 SÁBADO | 10H00 ÀS 13H00

915 412 287


baile da primavera

DANÇA, COR E ALEGRIA Numa sala decorada a rigor e a conduzir com o tema deste baile, “ A Primavera”, apresentaram-se várias surpresas além do Costumado Baile. Numa sala decorada a rigor e a conduzir com o tema deste baile, “ A Primavera”, apresentaram-se várias surpresas além do tradicional Baile. A Festa começou da melhor maneira com o grupo do AJAC a apresentar uma coreografia da Cláudia M., “a chegada das Andorinhas”.

De seguida e depois do intenso baile teve lugar uma demonstração de quatro estilos de dança que faziam parte do Concurso de Dança por parte dos colegas e nossos convidados. Mira, Andreia, Rita Almeida e Mauro estiveram fantásticos e levaram a actuação muito a sério animando o Salão durante alguns minutos. Por fim, o concurso nos estilos chá chá chá, valsa, twits e passo double tiveram os prémios a dividirem-se pelos ABCs, seniores e AJAC. Foi uma tarde bem animada. Agostinho Velez


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campanha do Banco Farmacêutico

CCPC CONTRIBUI PARA A SUA SAÚDE O Banco Farmacêutico levou a cabo a sua recolha anual de medicamentos. Desta vez foram duas as farmácias que contribuiram para o Centro Comunitário: a farmácia Sacoor do CC Riviera e Palmeiras.

Com o apoio das farmácias e dos voluntários consegui-se cerca de 500 medicamentos que serão uma ajuda importante para a comunidade que mais precisa.


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rúbrica

VOLUNTARIADO NA PRIMEIRA PESSOA

com Ana Teles | A "STORA" ANA

Ana é daquelas professoras que nunca deixam de o ser. Quando deixam de dar aulas falta-lhes quase tudo. Se não estão a ensinar, estão a pensar em como e quando podem voltar a ter alunos. E porque a escola é onde estão os alunos - Ana Teles é professora de inglês, voluntária. Há 14 anos, por questões familiares, deixou de trabalhar fora. Não saía para dar aulas e começou a dar explicações “de graça” aos amigos dos filhos.

“Foi preciso dedicar-me ao meu filho, deixei o trabalho, felizmente podia. Há uns tempos deixou de fazer tanta falta em casa e procurou um lugar de voluntária. Procurou muito. Não foi fácil até chegar ao Centro de Carcavelos." “Antes trabalhei num centro de acolhimento de crianças, mas não gostei da experiência." Desistiu desta instituição e tentou muitas outras, sem sucesso: “Acho que muitas instituições são fechadas,


não querem voluntários. Já me ofereci para dar aulas de inglês em mil sítios – só me responderam prontamente do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos. Responderam-me logo, chamaram-me para uma entrevista, pediram-me o currículo e lá fui”. E cá estou. Porquê a insistência em encontrar um lugar para fazer voluntariado? “Porque gosto muito de ajudar e sinto que posso fazer alguma coisa em vez de estar em casa...” Gosta do desafio de conquistar as crianças para depois as poder ensinar. Ana gosta de dar e“não sejamos hipócritas, para mim também é uma satisfação pessoal, também é receber.” Desde o início do ano letivo, Ana Teles é a “stora” de inglês no ATL de 12 alunos, na casa dos 12 anos. Uma dúzia de crianças fáceis. “Não têm nada a ver com a experiência anterior. “ Que diferenças? “Uma diferença abissal! Estas são bem, educadas, têm disciplina. Claro, têm 12 anos, custa-lhes estar quietas. O nosso sistema de ensino tem uma carga horária perfeitamente ridícula; ao fim dos 40, 45 minutos as crianças desligam.” Como é que faz? “É assim, digo-lhes: Têm 5 minutos para rebolar. Deitam-se e rebolam. Têm 5 minutos para falar baixinho. Durante 5 minutos vamos falar de outro assunto. E pronto, depois vão voltando ao inglês.” A professora Ana Teles tem um horário ligeiro, só à quarta-feira e só das 15 às 17.30. Vive em S. Pedro de Sintra e vem dar aulas a Carcavelos, “até vinha mais vezes, se houvesse mais turmas. É uma pena ser só até ao 7ºano.” Portanto quer mesmo fazer isto?” Quero! Claro! Não gosto de estar sem fazer nada. Enquanto puder ajudar alguém com aquilo que sei, é ótimo.” Ainda mal começou e já começa a ter pena de vir a deixar estes alunos no próximo ano letivo. As coisas estão a correr bem e só há uma queixa: ”Os miúdos veem cansados, às vezes querem é conversar. São muitos castigados hoje em dia. Por 23 23 ÁG O R A

um lado facilita-se muito, saem sem saber quase nada, por outro têm um excesso de carga letiva e de atividades”. O cansaço não costuma ajudar no processo de aprendizagem, será que o facto de ser voluntária também prejudica a disciplina? “Não, não acho que se levem miúdos de 12 anos pela força. Acho que se levam muito mais pelo coração, digamos assim”. É recém-chegada, mas por coincidência da vida, quase se pode dizer que está de regresso: “É engraçado porque vim cá parar porque a minha filha quando era miúda fez aqui voluntariado e já na altura, achei que esta instituição era muito bem organizada. Isto foi já há uns anos. Agora decidi, deixa-me lá tentar. Enviei um email e responderam-me logo. O que foi perfeitamente anormal. Pensei que tinha sido engano! Uma resposta tão rápida? Que extraordinário!

Dora Pires


próximos eventos

DESTAQUES CCPC ANIVERSÁRIO CCPC > 16 MAI No dia 16 de Maio, o CCPC estará de parabéns, a completar nesta data o seu 35º aniversário.

COMISSÃO SÉNIOR > 6 de Maio - Festa da Flor - organização da União das freguesias de Parede e Carcavelos; > 13 Maio - Tarde alusiva a História de Fátima; > 20 Maio - Semana do CCPC;

CONVITE A Direcção do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos tem a honra de convidar Vossa Excelência para uma celebração eucarística, no dia 16 de maio, pelas 18h30, comemorativa do 35º aniversário do Centro.

(qualquer actividade pode sofrer alterações por razões de força maior)

CANTARES DA MINHA TERRA > 27 MAI Av. do Loureiro, 394, 2775-599 Carcavelos | Tel: 21 457 89 52

geral@centrocomunitario.net | www.centrocomunitario.net

Mais uma edição do "Cantares da Minha Terra", desta vez dedicado a Coimbra. A música tradicional, gastronomia e curiosidades históricas, farão parte deste serão de festa e cultura.


º aniversário 5 3 16 MAIO

18h30 | Celebração Eucarística

19 MAIO / OPEN DAY Dia aberto à comunidade! Venha conhecer as nossas atividades e serviços. Visitas guiadas às 9h30, 11h, 14h30 e 16h.

19h00 | Cool Jazz VENHA CELEBRAR CONNOSCO!

ENTRADA LIVRE

Av. do Loureiro, 394, 2775-599 Carcavelos | Tel: 21 457 89 52 geral@centrocomunitario.net | www.centrocomunitario.net

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Ágora 197 - Maio 2016  
Ágora 197 - Maio 2016  

Tudo o que se passa no Centro Comunitário.

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