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art alive

Design História Inspiração

Produção gráfica

ART DÉCO


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E

sta edição é uma pesquisa histórica sobre o movimento artístico Art Déco desde o surgimento, e sua forte influência no campo do design gráfico. Esperamos que nossos leitores viajem no mundo de descobertas da decáda de 20 e suas inumeras referências. Aproveitem a leitura e acima de tudo DIVIRTAM-SE!


SUMÁRIO Introdução............................................05

um breve mergulho no Art Déco

Art Déco refletindo em peças gáficas.........06 A cara do design gráfico no Art Déco.........07 Art Déco e Moda......................................11 Propagandas...........................................13 The Great Gastby e o luxo.........................16


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INTRODUÇÃO Um breve mergulho no Art Déco

década de 20 foi uma A época de mudança cultural

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rápida. Tecnologias de transportes foram ficando mais rápidos, os edifícios mais altos e as cidades maiores e mais condensadas. Época glamorosa, do início do cinema, principalmente nos Estados Unidos. O resultado de tudo isso foi uma sensação de fragmentação vertiginosa, que podemos ver refletidas nas obras cubistas

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1 2 Posters do filme “Metropolis” produzidos por Heinz Schulz-Neudamm. 1927

combinada com uma obsessão com o luxo, velocidade e potência. E então a Art Decó surgiu na Europa nessa mesma década, com seu auge na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, a que lhe deve o nome, ocorrida em 1925 em Paris, e, a partir daí, se expandiu para outras partes do mundo, tendo na década de 30 “explodido” nos outros


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Art Déco refletindo em peças graficas Antes de qualquer coisa, vamos ao princípio de tudo para entendermos a fundo do que se trata o Design Gráfico e sua importância no movimento Art Déco. Gráficos são a produção das demonstrações visuais . A sua definição mais ampla,inclui, portanto, toda a história da arte, embora esqueçamos frequentemente disso.

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Agora com os conceitos mais estabelecidos do que é o Design Gráfico, vamos interliga-lo ao Art Déco. Como já sabemos, o movimentoocorreu ao mesmo tempo em que avanços sociais e tecnológicos estavam acontecendo rapidamente em todo o mundo. Então, do meio desse luxo, da velocidade, das máquinas, dos cinemas e grandes cidades, surgiu oArt Déco, e com isso a necessidade de representar de uma maneira igualmente interessante, decorativa e luxuosa o mundo comercial que rondava as pessoas da época. E como juntar os elementos cotidianos com tal modernidade? Como chamar a atenção numa era em que tudo chamava atenção? Como vender produtos? Como fazer propagandas? Como mostrar ao mundo cada vez mais moderno o que ele próprio tinha para oferecer?


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A CARA DO DESIGN

GRÁFICO

NO ART DÉCO A. M. Cassandre (1901-1968) foi um designer, litografista e pintor franco-ucraniano. Cassandre não só incorporou o que era o estilo, mas é ainda considerado por muitos o principal designer gráfico e tipográfico do período, não podendo deixá-lo de fora quando o assunto tratado se resume em Art Déco. Para poder-se ter uma melhor ideia da importância de Cassandre e sua influência sobre tudo o que acontecia ao seu redor, é válido dizer que seus posteres publicitários e seu tipo de design ajudou a definir o estilo Art Déco em si. O primeiro grande poster de Cassandre foi para a loja de departamento "The Woodcutter"e tinha aproximadamente 12 metros de largura. Cassandre sempre começava com o texto e escolhia a tipografia, que eram, em sua maioria, criadas por ele. Suas ilustrações eram sempre baseadas nas formas geométricas. Ele também costumava reduzir os objetos em questão para silhuetas e símbolos geométricos. Ele acreditava em total integração entre palavra e imagem. Esse pode ter sido, quem sabe, sua principal contribuição para o design gráfico. As ilustrações de Cassandre ajudaram a romantizar um pouco mais o apelo para os carros, locomotivas e transportes marítimos. Cassandre também era considerado um gênio pelo o que ele promovia em seus cartazes, quanto a ilusão do progresso. Ao invés de destacar as coisas, ele vendia ideias, e não carros, por exemplo, usando movimento e ação. Ele ajudou a fazer da arte comercial uma profissão mais respeitada, e dizia, quando lhe era perguntado o que fazer, ser um "Engenheiro Publicitário". Com influências do Cubismo, Cassandre conferiu um status estético em tudo que ele fez. Ele se matou em 1968 e uma carta rejeitando um novo design de letra foi achado em sua mesa.


Estilo que deu o tom da produção gráfica impressa Art Déco


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ART DÉCO E MODA


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Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz. A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinemas, que costumavam exibir os filmes de Hollywood. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, Livre dos espartilhos, usados até o final do século 19, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquiagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquiagem. A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado. A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos. Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um verdadeiro escândalo aos mais conservadores. A década de 20 foi da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.


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Propaganda é a alma do negócio As peças gráficas de propaganda produzidas nessa época se utilizavam do glamour para encorporar nas marcas e torná-las objetos de desejo. É possível reparar isso desde pequenos anúncios de cosmédicos a capas de revista de moda.


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A revista Vougue sempre voltada a classe “A” defendia página por página o consumo do alto luxo


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The

Great

Gatsby


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T

he Great Gastby vai muito além da produção gráfica impressa, o filme possui inumeras referências luxuosas do figurino ao cenário. “The Great Gatsby”, escrito por F. Scott Fitzgerald e publicado pela primeira vez em 1925, é considerado um dos maiores clássicos da literatura norte-americana. Ainda que recebido friamente à época de seu lançamento, o livro, com o passar dos anos, passou a ser admirado e reverenciado como um dos mais pungentes retratos de sua época, dissecando uma sociedade formada por pessoas que se atiravam ao glamour e a um estilo de vida exuberante, mas que escondia muito de podre e decadente por baixo da superfície. O cineasta Baz Luhrmann(Moulin Rouge!, Romeo + Juliet) , diretor da ultima versão do filme, decidiu construí-lo a sua própria maneira. E O Grande Gatsby (2013) é exatamente o que se espera de um filme de Baz Luhrmann: uma produção com muito espetáculo, cor e energia, mas que por vezes acaba deixando de lado a história e os personagens. Mas vamos focar exatamente no espetáculo por trás da história. No figurino impecável, no cenário impressionante e no ritmo agitado e com um toque moderno que se vivia nos anos 20. Imagens da segunnda produção (2013) que não desejou a desejar quanto a forte influência Déco. Após o lançamento do filme seus cenários e figurinos despertaram o interesse por peças retro que encantaram o publico mais jovem

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