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OFICINA DE REVISテグ IDENTIDADE ORGANIZACIONAL AGGEB


RELATÓRIO I – INTRODUÇÃO Nos dias 11 e 18 de setembro de 2015 foi realizada, nas instalações do Hotel Sol Bahia, a Oficina de Revisão da Identidade Organizacional da Associação de Gestores Governamentais do Estado da Bahia – AGGEB. Esta Oficina, inserida na pretensão da atual Diretoria da AGGEB, eleita para o biênio 2015-2017, de consolidar a identidade organizacional corporativa a partir do planejamento estratégico participativo e da criação de uma agenda institucional positiva, teve como principal objetivo rever de forma compartilhada o propósito da AGGEB e o foco de sua atuação, tendo como produto final, além destas definições identitárias, a elaboração do Plano de Trabalho da entidade para o período 2015-2017. A Oficina foi estruturada metodologicamente em dois momentos: um primeiro momento de avaliação da atuação da AGGEB e revisão da identidade organizacional, em especial nos quesitos propósito e áreas de competência, e um segundo momento de elaboração do plano de trabalho, correspondendo cada momento respectivamente aos dias 11 e 18. Os associados tiveram a opção de participar integralmente da Oficina ou em apenas um dos dias. A participação foi aberta a todos os associados através de comunicação individual por correio eletrônico, e através do site da AGGEB, resultando num total de 30 inscrições. A diretoria abriu também a possibilidade de receber contribuições por meio eletrônico daqueles associados que desejassem contribuir mas que não pudessem estar presentes no evento, recebendo um total de 5 mensagens​ . Participaram efetivamente dos trabalhos 20 associados, abaixo relacionados:

NOME 01 02 03 04 05 06 07 08

Alexandre Vascocelos Junqueira Aníbal Picanço Bentes Antonio Marcos Barreto Antonio Marcos Tavares Celso Lopes Serpa Cida Tripodi Edinalva Santos Fabiana Mattos

ÓRGÃO ONDE ATUA Seplan Casa Civil SEI PGE Fundação Cultural SSP/SPREV Sesab Seplan


09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

Jorge Torres Jr Joubert Levi Queiroz Lilian Maria Ferraz Marco Aurélio Borges Neves Márcio... Margareth Gerbase Neube Vestina Paulo Pimenta Roberval Rocha de Miranda Rosanita Barbosa Tania Soledade Ribeiro Carlos Eduardo Freitas (Jornalista)

PGE Sesab Setur Inema Saeb/Planserv SDE PGE Seagri Saeb/Gabinete Saeb Sesab Saeb/DDE AGGEB

O perfil dos associados participantes se apresentou bastante variado com relação ao local de designação, incluído 12 órgãos diferentes e permitindo abranger nas discussões uma diversidade de situações. Em sua maioria os EPPGG’s participantes estão na Associação há bastante tempo, e muitos participaram do início da associação, mas também estiveram presentes alguns associados recentes e com histórico pontual de participação, permitindo uma visão diversificada de interesses e aspirações durante o trabalho. Além da contribuição efetiva dos que estiveram presentes, foram consideradas durante a Oficina as contribuições enviadas por escrito, mencionadas em muitos momentos pela Diretoria. Essa produção está apresentada neste Relatório em duas partes: a primeira apresenta o processo de discussão, incluindo reflexões, questionamentos, resultados de sub-grupos, de modo a possibilitar uma visão de como os produtos finais foram obtidos; a segunda parte apresenta estes produtos em seu formato final, enxuto, incluindo as definições de propósito, negócio, áreas de atuação, e o plano de trabalho, afim de facilitar sua divulgação para aqueles que não participaram do evento. Ao final do relato foi acrescentado um capítulo com comentários da mediadora acerca dos desafios da AGGEB decorrentes da Oficina.

II – O PROCESSO: 1

1º DIA DA OFICINA : DE VOLTA AO COMEÇO 1. Abertura

A Oficina foi iniciada com uma breve apresentação do Diretor–Presidente da AGGEB, Jorge Torres Jr. que ratificou sua intenção de focar sua ação no desenvolvimento institucional da AGGEB e de consolidar, de ​ Este título faz referência à abordagem metodológica que foi dada ao processo, de resgate da trajetória para avaliação da atuação institucional e de recuperação da motivação inicial dos associados quando criaram ou se associaram à AGGEB como base para a revisão do propósito. Essa perspectiva história , pessoal e organizacional, permeou todo o processo de reflexão e proposição relativas à identidade organizacional da Associação.  1


forma participativa, a identidade corporativa. Em seguida, Levi Queiroz, Diretor Administrativo-Financeiro, ratificou a importância de que os associados definissem a pauta de atuação da AGGEB a partir da revisão da missão institucional, orientando o foco de ação da diretoria da entidade. Após esta fala institucional de abertura, a mediadora Teca Ramos apresentou os objetivos da Oficina, a saber: I - Revisar os termos de missão, visão e atribuições da AGGEB a partir da avaliação da atuação institucional e sua repercussão junto aos associados; II - Definir o foco efetivo de atuação na AGGEB no contexto atual a partir das expectativas dos seus membros integrantes. III -Elaborar um plano de ação para a AGGEB com base nas tarefas essenciais definidas. Explicou que o primeiro dia do trabalho teria como foco os objetivos I e II e que o Plano de Trabalho, expressão do objetivo III, seria tratado no segundo dia da Oficina. Finalizando a apresentação formal da oficina, a mediadora solicitou aos participantes que se apresentassem através de um “crachá personalizado”, no qual seriam escritos o nome, órgão e função de cada participante e, através de um desenho, sua percepção atual acerca da AGGEB, orientada pela pergunta: “Como vejo a AGGEB hoje?”.

2. Percepção atual dos participantes acerca da AGGEB O conteúdo da percepção dos 17 participantes presentes neste momento, cujo registro se encontra na íntegra em anexo, pode ser apresentado em quatro grandes blocos: a) ausência de rumo; b) baixo nível de participação; c) espaço de defesa em crise de crescimento; e d) imagem negativa frente a outras carreiras e ao Estado. O bloco que agregou maior número de percepções individuais (41% dos participantes) foi o segundo, que evidenciou o baixo nível de participação dos associados. Neste bloco as imagens destacaram o isolamento da associação, a dispersão dos gestores, cada um no seu próprio caminho, e a AGGEB como uma rede desconectada em alguns pontos, uma casa vazia, sozinha, isolada, pedindo ajuda. Em menor proporção, com 29% dos depoimentos, se situaram percepções mais positivas, segundo as quais a Associação é um espaço de defesa e fortalecimento da carreira, um porto seguro para o associado, cujas dificuldades são inerentes ao processo de construção e crescimento. Em terceiro lugar, com 18% dos depoimentos, foi dado destaque à falta de rumo da Associação, descrita como barco à deriva, setas apontando em todas as direções, sem direcionamento claro, um carro (sem motorista) com o pneu furado, do qual cada associado espera algo diferente. Um último bloco, com 12% dos depoimentos, apontou para as dificuldades de relação com as outras carreiras e servidores, e a imagem negativa que estes têm dos EPPGG’s.


Após a apresentação dos participantes, foi solicitado que observassem o conjunto dos desenhos e identificassem os aspectos comuns. Compatível com a estatística dos depoimentos apresentada acima, os presentes destacaram uma visão pessimista dos associados, marcada pela falta de direcionamento e conflitos, mas também uma perspectiva de crescimento, um viés de esperança. Foi discutido que a Associação já tem um lugar conquistado junto à carreira, “um certo capital simbólico”. O ponto que suscitou maior polêmica foi a questão da imagem ​ negativa da carreira frente aos dirigentes e aos servidores de outras carreiras, idéia esta não aceita por todos os presentes, e à confusão entre as esferas de competência relativas à associação, à carreira e ao Estado. Nas apresentações pôde-se perceber que algumas tarefas atribuídas à AGGEB são competências do Estado, e que algumas das expectativas levantadas são relativas à carreira e não à associação. A mediadora explicou que a percepção elencada acima constituía uma percepção subjetiva decorrente da experiência individual na carreira e na relação com a Associação, e que para verificar o grau de aproximação dessa percepção com a realidade era importante avaliar também a atuação da AGGEB com base em sua trajetória objetiva. Passou-se então a uma avaliação mais direcionada da atuação tanto da carreira quanto da Associação. Esta avaliação se deu em torno de dois aspectos: a) identificação dos marcos significativos da trajetória da carreira e da associação desde sua criação; e b) análise dos aspectos positivos e dos aspectos críticos dessa trajetória.

3. Avaliando a atuação da AGGEB

3.1.

Marcos significativos das trajetórias da carreira e da AGGEB

Foi solicitado aos participantes, em sub-grupos, que listassem os marcos significativos da trajetória da carreira e o mesmo fazendo em relação à trajetória da AGGEB. Estes marcos deveriam ser transcritos para tarjetas amarelas, no caso da carreira, e azuis, no caso da Associação. Em seguida cada subgrupo apresentou sua leitura dessas trajetórias. Depois da apresentação de todos os subgrupos, as tarjetas foram agrupadas e organizadas em uma sequência temporal desse desenvolvimento, permitindo uma comparação entre as duas trajetórias.


Quando as duas trajetórias foram organizadas sequencialmente, foi percebido que a trajetória da AGGEB acompanhou e as vezes precedeu a trajetória da carreira, contribuindo positivamente para esta. Foi observado pelos participantes que todos os momentos significativos da carreira foram acompanhados por igual movimento na Associação. Desde sua fundação, as lutas da Associação acompanharam e fortaleceram os processos de desenvolvimento da carreira, fosse no questionamento à certificação, fosse no processo de articulação para reestruturação da carreira ou na participação para construir o programa de formação de 2010 e nas câmaras técnicas que trataram das questões relativas à progressão e avaliação de desempenho. Do mesmo modo, foi a defesa jurídica feita pela AGGEB a alguns associados que conquistou para a carreira o reconhecimento do direito de incorporar na aposentadoria o último nível individual alcançado na carreira, independentemente do tempo do servidor nesta classe. A análise da trajetória da AGGEB evidenciou também a crise decorrente da gestão obscura dos recursos da Associação, mas após a apresentação, os participantes propuseram uma alteração na sequência da trajetória da AGGEB, deslocando a tarjeta de “estruturação jurídica e institucional” para o final, depois das tarjetas relativas à má administração, numa escala ascendente, mostrando que a evidencia de má administração levou à uma reestruturação da AGGEB. 3.2.

Aspectos positivos e aspectos críticos


A partir da reconstituição e análise das trajetórias da carreira e da Associação, os participantes foram convidados a identificar, em subgrupos, os aspectos positivos e os aspectos críticos (negativos) daquela dupla trajetória, obtendo o seguinte resultado: ASPECTOS POSITIVOS

ASPECTOS CRÍTICOS

CARREIRA

- Capilaridade e abrangência da carreira - Influencia exercida pela carreira - Processo de formação - Definições institucionais

- Imagem negativa da carreira - Deficiências na gestão da carreira - Visão sobre a carreira

AGGEB

- Referência de organização para outras carreiras - Atuação na defesa jurídica - Rede de comunicação e interatuação

- Baixo envolvimento e participação do associado - Pouca clareza de direcionamento da Associação - Fragilidade da gestão da entidade

Com relação à Carreira um dos aspectos de destaque positivo foi o próprio conjunto de características constitutivas da mesma, com ênfase no perfil diversificado de seus integrantes, na grande abrangência de campos de atuação relacionados às políticas públicas e gestão governamental, e à capilaridade decorrente do fato de que o EPPGG pode ser designado para qualquer órgão, em qualquer lugar. Também foi considerado, a partir da trajetória de seu desenvolvimento, a influência exercida atualmente pela carreira na Administração Pública, evidenciada pela ocupação de postos relevantes na estrutura gerencial e pelo prestígio junto à alta direção dos órgãos. Foi ponto de destaque o processo de formação iniciado em 2010, que desde então vem se realizando de modo contínuo e com regularidade. No âmbito das definições institucionais, os participantes mencionaram a melhoria no foco de atuação da carreira e as definições relativas aos processos de avaliação de desempenho e promoção. Os aspectos críticos no âmbito da Carreira disseram respeito à imagem dos EPPGG’s na Administração Pública, identificada pelos participantes na visão depreciativa de outras carreiras públicas e no desprestígio com outros servidores públicos, cujo exemplo é a suposição, ouvida com frequência por integrantes da carreira em seus ambientes de trabalho, de que os EPPGG’s legislam em causa própria e que se consideram superiores aos demais. No âmbito da gestão da carreira pela SAEB foi identificado como principal fator crítico a inadequação dos mecanismos de gestão, identificada em 70% dos depoimentos, e traduzida em: a) inexistência de um Núcleo Gestor da Carreira; b)os problemas com mobilidade e foco de atuação vividos pelos especialistas; c) desconhecimento dos critérios de alocação dos EPPGG’s; d) pouca clareza nos processos de promoção; e) inexistência de oferta para formação strictu sensu (mestrados e doutorados); e f) ocorrência de apenas três concursos públicos em 18 anos de existência da carreira. Um destaque foi dado ao aspecto crítico da visão de parte dos próprios integrantes da carreira que confundem, na percepção do grupo, o acesso individual a cargos comissionados com o sucesso da carreira. Com relação à AGGEB, predominou como aspecto positivo o papel da Associação na articulação dos EPPGG’s, através rede de comunicação expressa pelo site e redes sociais e também pela realização de eventos sociais que integram os associados. Outro aspecto positivo evidenciado foi a defesa jurídica dos


associados e o fortalecimento da imagem da carreira como categoria organizada. Como pontos críticos, os participantes destacaram principalmente a falta de direcionamento da Associação (46% dos depoimentos), cujos indícios percebidos se davam na pouca atuação institucional em relação à mobilização dos associados, na pouca clareza relativa ao papel da diretoria, no baixo protagonismo da entidade em relação à discussão da carreira, na falta de lobby para atuação da categoria, e distância em elação às outras carreiras do Estado . Em segundo lugar nos aspectos críticos, com 30% dos depoimentos, foi apontada a fragilidade da gestão interna da Associação, indicada sobretudo pela má administração financeira, à qual foram acrescidos dados desatualizados dos associados, cronogramas indefinidos e pouca circulação das informações. Foi proposto como ponto negativo da AGGEB a falta de sede própria e de incentivos para a diretoria, mas em sua maioria o grupo reagiu negativamente às duas colocações. Foi explicado pela mediadora que “​ o que falta não existe, e se não existe, não é problema​ ”. Explicou que o emprego da palavra “falta” expressa uma proposição e não um aspecto da realidade. Indagou o grupo acerca do que existia que fazia com que eles sentissem falta dessas duas propostas. Em resposta, membros do grupo responderam que poucas pessoas querem participar da diretoria e que na última eleição por pouco os cargos não ficaram vagos. Relataram ainda a dificuldade de espaço para as reuniões e arquivo de materiais. Os demais participantes ponderaram que uma remuneração para atuar como diretor poderia atrair para AGGEB pessoas cuo interesse não fosse a associação e sim a remuneração, ao que outros retrucaram que o incentivo não necessitaria ser uma remuneração, mas uma liberação parcial de carga horária para poder tocar as atividades da Associação. Quanto à sede, os participantes forma , em sua maioria, contrários à idéia, informando que os escritórios virtuais ofereciam também este serviço de arquivo e sala de reunião, além do endereço, a depender do tipo de contrato efetuado. 4. Revisão do propósito institucional da AGGEB existente Depois de analisar a trajetória e avaliar os aspectos positivos e críticos tanto da carreira quanto da associação, os participantes passaram à revisão da identidade organizacional, revisitando suas motivações e aspirações com relação à AGGEB. Esse processo foi feito individualmente e compartilhado em pequenos grupos, e posteriormente apresentado em plenária. Para orientar esta discussão, a mediadora fez uma breve introdução sobre o processo de constituição de uma organização associativa, explicando que as pessoas se movem a partir de um interesse individual. Somente quando não conseguem alcançar seu objetivo individual sozinhos, os seres humanos buscam outros. O que se diz do caráter gregário do homem decorre de uma necessidade primária. O ser humano, como a espécie animal mais fraca no ambiente primitivo, só tinha a seu favor, para sobreviver, o próprio grupo. Só em grupo era possível caçar, proteger-se, aquecer-se. O princípio que estrutura o grupo é, pois, a impossibilidade de realização solitária do objetivo. A mediadora esclareceu que nem toda junção de indivíduos constitui um grupo. Foi explicado aos participantes a diferença entre agrupamento e grupo, destacando-se que no agrupamento, que se caracteriza pela serialidade, as pessoas podem ter objetivos iguais, objetivos em comum, mas cada um está centrado na sua própria necessidade. Nesse caso, quando sua necessidade individual é atendida, a


pessoa ​ não se sente compromissada com o grupo. Num ponto de ônibus, as pessoas têm objetivos iguais, mas cada um que pega o ônibus sente seu objetivo alcançado e despreocupa-se dos demais. No grupo, as pessoas têm um objetivo comum, isto é centrado na necessidade comum, coletiva, de todos. O objetivo de um só é alcançado quando o objetivo de todos é alcançado. A mediadora esclareceu que a construção do sentido de grupo passa pela capacidade de vincular o interesse individual ao interesse coletivo, transformando objetivos iguais em objetivo comum. Acrescentou que para que isso aconteça é importante conhecer o interesse individual de cada participante e sua aspiração, sugerindo em seguida uma tarefa para explicitação desses interesses e aspirações. 4.1.

Motivações e Aspirações dos associados

A partir desta explicação, foi solicitado aos participantes responder quatro questões individualmente, e depois compartilhá-las nas mesas e em plenária. As questões foram: ● ● ● ●

Por que me associei á AGGEB? Em que momentos participei da Associação? Porque continuo associado? O que eu espero da Associação?

Os subgrupos tiveram como tarefa sistematizar as respostas sem excluir nenhuma, apenas escrevendo uma única vez o que aparecesse de forma repetida. As respostas dos subgrupos foram agrupadas em plenária, com o seguinte resultado: PERGUNTA

RESPOSTA Fortalecimento da carreira

Porque me associei à AGGEB?

Força de Representação Senso de pertencimento Representatividade

Porque continuo associado?

Defesa de interesses Possibilidade de exercer influência Vínculo, pertencimento Processos institucionais

Em que momentos participei da AGGEB?

Articulação Política Eventos de aprendizagem Eventos sociais Defesa

O que espero da AGGEB?

Formação Articulação política Rede


De modo geral os associados entraram na AGGEB pelo desejo de dar sustentabilidade à carreira, ter força de representação frente à Administração, ver na Associação um fator de crescimento da categoria e para se sentir parte do grupo de EPPGG’s. Sua permanência como associado foi atribuída à capacidade de representação e defesa dos interesses dos associados e da carreira que a AGGEB demonstrou ao longo do período, e pela segurança de ter na Associação a defesa jurídica de questões específicas. Além disso, os associados veem na AGGEB a capacidade de influenciar a Administração Pública e promover o reconhecimento da carreira, impulsionando seu desenvolvimento, assim como um espaço de socialização e fortalecimento dos vínculos entre os associados. O grau de participação apresentou variação: praticamente todos os presentes participaram em algum momento da vida da Associação, predominando a presença em eventos institucionais, como reuniões, eleição de diretoria, assembleias. Alguns participaram em comissões, conselhos, grupos de trabalho ou mesmo como diretores em algum momento. Também identificaram em menor escala a participação em eventos de aprendizagem, eventos sociais ou em momentos de articulação política da carreira. A maior parte dos presentes apresentou um histórico significativo de participação da Associação, alguns desde seu processo de criação, e uma parte menor de participantes declarou participar pontualmente em assembleias, constituindo-se a Oficina em sua primeira participação mais efetiva. Em relação ao que esperam da AGGEB, as aspirações dos associados se situam em quatro campos de expectativas: defesa da categoria, formação profissional, articulação política da carreira e fortalecimento de vínculos entre os associados. A expectativa de defesa da categoria liderou o ranking dos depoimentos, tendo seu conteúdo em 44% das tarjetas apresentadas. Neste âmbito os associados esperam representação e defesa de direitos, amparo da associação em questões não só relacionadas aos interesses e necessidades coletivas, a exemplo da renovação da carreira, das questões salariais e de promoção, mas também relativas à mobilidade, assédio e defesa frente aos abusos da Administração. Além disso esperam da AGGEB a luta pela renovação da carreira, o fortalecimento da imagem da categoria e o posicionamento em defesa dos interesses da sociedade. Seguindo-se à expectativa de defesa, foi destacado, como aspiração dos participantes, o desejo de que a AGGEB atue no campo da articulação política, com 22% dos depoimentos nessa linha. Considerado o conteúdo das tarjetas, que destacam a articulação político-institucional e o apoio à gestão da carreira junto à administração pública, em relação à movimentação, processos de promoção, integração e assessoria jurídica, este campo de aspiração se situa muito próximo da defesa, diferenciando-se desta pelo caráter preventivo da articulação. Nesse  sentido,  os  associados  esperam  da AGGEB que seja  uma  organização com capacidade de negociação e poder de barganha junto ao Estado.

O campo de aspiração relativo à formação, com 17% dos depoimentos, inclui três aspectos: o fomento à qualificação, que envolve a articulação com a SAEB para oferta de programa de formação específico para a carreira; a oferta de formação propriamente dita, envolvendo inclusive a oferta de mestrado e


doutorado; e informação, no sentido de manter atualizados os associados quanto aos conteúdos técnicos da carreira (politicas públicas e gestão governamental). As expectativas relacionadas à formação  de  rede  entre  os  associados  alcançaram  também  17%  das  tarjetas,  e  envolveram  o  desejo  de  que a AGGEB promova práticas de comunicação e interação capazes  de  fortalecer  a   identidade  organizacional  e  os  vínculos  entre   os  associados,  assim  como  maior  transparência  nas  informações  e  dados  da  carreira,  consolidando  o  caráter   estratégico  e  sistêmico  da  mesma.

4.2.

Análise do termo de missão em uso

A partir do agrupamento das aspirações e motivações apresentadas pelos participantes, o grupo analisou o termo de missão existente, afim de identificar se naquela formulação estavam contempladas todas as aspirações levantadas pela atividade anterior. Antes de apresentar o termo formulado pela AGGEB, a mediadora indagou aos participantes se a missão traduzia aquelas aspirações. Com exceção dos diretores atuais, com quem essa atividade tinha sido discutida na preparação da oficina, nenhum dos participantes conhecia ou recordava qual era a missão da Associação. Explicando que a missão ou propósito de uma organização é expressão da razão de sua existência, funcionando como guia que orienta o sentido das ações de seus integrantes, e que, portanto, é algo a ser internalizado, e não um papel de parede que uma vez elaborado fica exposto e é esquecido, a mediadora apresentou o termo de missão existente: “promover a ​ valorização e o ​ desenvolvimento d ​a carreira de EPPGG através da ​ defesa de interesses comuns, individual ou coletivamente, focando a s​ olução de problemas e ​ criação de oportunidades vinculadas ao exercício profissional.”

Diante do termo apresentado, alguns participantes disseram se recordar de sua elaboração, enquanto outros declaravam ser a primeira vez que tomavam conhecimento do mesmo. Uns e outros, em sua primeira impressão, entenderam que esta formulação traduzia pelo menos em parte suas expectativas, especialmente aquelas que diziam respeito à formação, presentes na ideia de valorização e desenvolvimento, e à defesa, expressa na forma de “defesa de interesses”. Frente a essas repostas, a mediadora fez algumas provocações como: Valorização e desenvolvimento da carreira é responsabilidade da AGGEB ou da SAEB? Essas definições são o propósito da associação ou atribuições que a associação precisa fazer para realizar seu propósito? Também explicou a diferença entre propósito (ou missão, ou papel) , negócio e atribuição. A mediadora esclareceu que ​ “propósito” diz respeito a razão de ser fundamental que justifica a criação de uma organização e diz o que ela é. “​ Atribuição” é tudo o que a organização precisa fazer para cumprir seu propósito, e “negócio” diz respeito à necessidade do cliente que a organização satisfaz. Debruçando-se sobre o texto da missão, os participantes perceberam que valorizar e desenvolver a carreira, que diz respeito à sua formação e aperfeiçoamento, é uma atribuição, e que esta atribuição é da responsabilidade da Saeb. A AGGEB pode interferir e até mesmo oferecer alguma capacitação, mas a Associação não foi criada para isto. De igual modo solucionar problemas e criar oportunidades, além de


extremamente vago, são no máximo coisas a fazer, portanto, atribuições. A defesa individual do associado também foi entendida como atribuição, restando a questão de saber qual é, de fato, a razão de ser da AGGEB. Chegou-se ao entendimento de que a necessidade dos EPPGG’s que a AGGEB satisfaz é a defesa dos interesses da carreira, e que valorização e desenvolvimento, solução de problemas, criação de oportunidades podem ser atribuições, são coisas que a associação deve fazer mas não constituem sua razão de ser. A discussão que se seguiu pode ser organizada em quatro focos de reflexão: uma conversa inicial com constatações sobre os integrantes da carreira e dúvidas quanto às questões elencadas; uma reflexão sobre a relação entre a AGGEB e a Carreira, a AGGEB e o Estado, a AGGEB e a Sociedade; questionamentos relativos à diferença entre propósito e atribuição da AGGEB; e finalmente uma investigação acerca do propósito da Associação. As falas dos participantes estão descritas no Registro em anexo destacando-se aqui apenas aspectos essenciais que orientaram a produção. O primeiro destes aspectos foi a reflexão de que a AGGEB serve à carreira, portanto seu propósito não pode estar desvinculado do propósito da carreira. A carreira serve ao Estado como ​ agente estratégico de garantia do interesse público na gestão da coisa pública, e é assegurando a atuação do Estado centrada no interesse público que ela se relaciona com a sociedade. É como Estado, e não como carreira, que se dá esta relação com a sociedade. O depoimento abaixo ilustra essa triangulação entre AGGEB X Carreira X Estado: “- Se a AGGEB é um coletivo dessa carreira ela pode ser um concentrador de ideias e propostas.” “- São questões em que cabe um amadurecimento, por exemplo no propósito atual eu estou vendo que claramente não contempla essas atividades sociais, não contempla também a contribuição da melhoria da Gestão Pública, não contempla essa sedução do associado, então eu acho que a gente precisa de mais tempo para fazer uma reflexão. Estamos num momento divisor de águas onde teremos que decidir se vamos fazer o que está no propósito ou não.”

O propósito da AGGEB, portanto, tem caráter mais profundo e existencial ou, no dizer de um participante: “- O propósito tem que ser o DNA.”

Para reconhecer o propósito organizacional, a mediadora explicou que o propósito tem como característica ser simples e nobre, e pode ser encontrado remontando-se às origens. Seguiram-se a essas explicações os seguintes comentários dos participantes: “- Antes de existir a AGGEB ou qualquer coisa quando nós passamos no concurso de 2002, nós promovemos uma mobilização que fez com que entrassem vários colegas nossos, antes da Associação existir.”


“- Na criação da Associação nós queríamos criar uma unidade/identidade da nossa carreira. Se ficássemos desarticulados poderíamos cair no esquecimento.” “- Nós demos um choque na Administração, trocamos documentos pedindo que valessem nossos direitos, assinados por todos.” “- Nós tínhamos duas necessidades: de administração da carreira e defender os interesses legais.” “- A questão da rede é fundamental, nós estamos pulverizados no Estado e a Associação nos dá essa oportunidade de resgate de rede.”

Desses comentários sobre a origem da associação emergiram as seguintes pistas para compreensão da missão: - Necessidade de reconhecimento da posição da carreira no Estado - Necessidade de assegurar o vínculo entre os integrantes da carreira - Rede de atuação entre os membros da carreira - Defesa da carreira Em função do avançado da hora e frente à necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a razão de ser da Associação, a diretoria propôs encaminhar aos participantes as questões propostas, o registro das produções do dia e o relatório da capacitação de 2010 em que foi definido de modo compartilhado o propósito da carreira, afim de que como tarefa de casa pudessem se aproximar de uma definição mais efetiva do propósito da AGGEB, encerrando assim as atividades do primeiro dia da Oficina. 2º DIA: UM PASSO À FRENTE A semana que se seguiu ao primeiro dia da Oficina repercutiu entre os associados participantes e não participantes. Entre os não participantes que a mediadora encontrou durante este período foram muitas as perguntas e o desejo de ver a produção final; entre os participantes, alguns encaminharam e-mails com sugestões, propostas, ideias. O segundo dia contou com a presença de praticamente todo o grupo anterior e de dois novos integrantes. Afim de retomar o ambiente da discussão e verificar como cada EPPGG presente percebia a caminhada do primeiro dia, a mediadora colou toda a produção anterior nas paredes e propôs iniciar o dia com um passeio socrático. Contou que Sócrates ensinava caminhando com seus discípulos pela cidade, observando os aspectos do entorno e fazendo indagações sobre o que via. Explicou que o grupo iria simular um passeio socrático pela produção do primeiro dia que estava colada na parede da sala, pedindo que cada mesa sorteasse um participante e que este explicasse um dos passos percorridos, acrescentando ao final uma observação (algo que notou e quer destacar nessa descrição), ou uma indagação (um questionamento que considera importante no item descrito, ou uma pergunta que levou consigo a partir do exercício apresentado. Se a pessoa sorteada não estivesse no primeiro dia, deveria expressar seu entendimento acerca da informação presa na parede. Foram destacados nessa retrospectiva a importância da definição do propósito da AGGEB, o desejo de enxergar um rumo para a carreira no Estado e de transformar os aspectos críticos em agenda positiva.


Durante o percurso houveram duas discussões significativas: a primeira acerca de se o que estava sendo discutido e proposto na oficina representava ou não o conjunto dos associados; e o segundo sobre a existência de uma “área cinzenta” entre a ação da AGGEB e a expectativa do Estado com relação à contribuição dos EPPGG’s. Com relação ao primeiro destes aspectos, o participante que trouxe a pergunta à baila explicitou seu entendimento de que, se estivessem presentes os 250 associados, as motivações e aspirações seriam diferentes das que saíram no grupo. Afim de tornar mais clara esta reflexão, a mediadora perguntou ao participante o que estes 250 associados diriam, se estivessem aqui. Todas as alternativas apresentadas pelo participante estavam descritas sob algum aspecto nas motivações e aspirações elencadas, de modo que o próprio participante se deu conta de que a produção era representativa do público associado. Quanto ao segundo aspecto, trazido por outro participante, descreve-se abaixo o diálogo travado entre participante e mediadora: Participante - ​ “- Gostaria de dividir essa angustia com vocês (e mostra em um desenho dois círculos com uma interseção no centro que ele chamou de zona cinzenta). Entre a AGGEB e a Administração existe uma zona cinzenta que me traz a seguinte aflição: ela vai existir porque não podemos nos afastar da Administração e tratar somente de interesses corporativos e individuais, porque senão não sustentamos a carreira, mas também não podemos abarcar atribuições que não estão ao nosso alcance. Essa “zona cinzenta” ela me parece que pode se tornar mais clara com o exercício que faremos hoje, com a definição das ações e do papel da associação.” A mediadora pergunta: “O que é essa “zona cinzenta”? Participante – ​ “- Por exemplo, as dificuldades que a Administração tem com determinado problema, agora mesmo estamos vivendo uma crise econômica... A associação, representando os gestores, que cuida de uma carreira que teoricamente deveria estar bem envolvida com todas essas questões de patrimônio, despesas e etc..., vai entrar aqui nesse meio, em algum momento vai manifestar coletivamente com intuito de valorizar a própria carreira?”

Com relação a este questionamento, foi explicado pela mediadora que e intersecção (e não zona cinzenta) é a carreira, esclarecendo que a AGGEB não é a carreira e que representa penas os associados, mas está a serviço da carreira. Se o Estado está em crise e a carreira é de gestão, a carreira tem obrigação de responder a isso (e não a AGGEB). Mas para isso, o que a carreira vai buscar na AGGEB? A AGGEB terá que atender ao que a carreira buscar para atender ao Estado. Para finalizar a discussão, a mediadora acrescentou que a AGGEB não é uma associação isolada, a associação está a serviço da carreira, não existe solta no mundo, portanto esta relação não pode se perder no seu horizonte, isto é, de que ela serve uma carreira que tem o seu próprio papel, a sua própria missão. Concluiu dizendo que Propósito da AGGEB não pode estar desvinculado do Propósito da carreira. A mediadora aproveitou essa deixa para retomar o processo de discussão da oficina anterior, recuperando os passos dados e os aspectos a ser considerados na formulação do propósito da AGGEB.

5. Definição do Propósito da AGGEB


A mediadora reconstituiu os passos dados na primeira parte da Oficina, destacando a seguinte sequência:

Lembrou as questões que foram trazidas anteriormente e que deveriam nortear as discussões do propósito: 1) 2)

3) 4) 5)

O texto atual trata realmente da razão de ser da AGGEB ou trata de coisas que a AGGEB tem que fazer par realizar o seu propósito? O que compete à AGGEB x Carreira x Saeb nos elementos contemplados na formulação atual (valorização e desenvolvimento da carreira + defesa de interesses individual ou coletivamente + solução de problemas + criação de oportunidades) De que interesses a missão está tratando? Diferença entre Propósito (sentido) x Negócio (necessidade) X Competência (tarefa) Aspectos considerados importantes na definição da missão a. Importância do reconhecimento da posição da carreira (remuneração, ocupação de cargos, influência) por parte da Administração pública b. Fortalecimento dos vínculos entre integrantes da carreira c. Idéia de Rede d. Centralidade da idéia de Defesa

Propôs então que os participantes, divididos em cinco subgrupos, elaborassem o novo termo de propósito com base nos aspectos considerados importantes na sessão anterior da Oficina. O resultado dos subgrupos está descrito a seguir.

GRUPO

G.1

G.2

G.3.

FORMULAÇÃO DE PROPÓSITO Defender os interesses de seus associados tendo como norte o propósito da carreira de especialista em políticas públicas e gestão governamental Representar os interesses individuais e coletivos, dos gestores públicos, alinhados às demandas da sociedade.

Representar e defender os direitos e interesses dos seus associados junto às entidades competentes, colaborando para o reconhecimento e valorização da carreira.

COMENTÁRIO (do grupo que formulou a proposta) O foco nosso é a defesa, é a garantia de algo que não se conseguiria individualmente e tendo como referencial aquele que foi definido como norte da carreira. A gente se perguntou: Tem representatividade? Tem porque são os interesses dos gestores. Tem segurança, tem o reconhecimento e o fortalecimento da gestão alinhados as demandas. Direitos e interesses, a gente agrupou todos e possíveis entes como entidades competentes pode ser Saeb, Ministério Público e a relação de causa e efeito.


G.4

Defender o caráter estratégico e transformador da carreira, tendo seus associados atuando em rede.

G.5

Fortalecer o reconhecimento da posição estratégica da carreira, no âmbito das políticas públicas e gestão governamental, perante a administração pública e a sociedade.

Quando a gente olha para aqueles aspectos, tem o reconhecimento. Dentro do reconhecimento tem a remuneração, a ocupação de cargo e a influência. A gente enxergou que influencia abarca os outros. A gente traz para cá defender o caráter estratégico transformador e que possa ter influência na Gestão Pública. Olhando, fortalecimento de vínculos e ideia de rede, a rede a gente trás dentro dela vínculo e fortalecimento das relações. E a questão da defesa, que nós juntamos com os principais. Fortalecer o reconhecimento da posição estratégica da carreira, é o que a gente quer. O âmbito das políticas públicas é em que a gente quer esse reconhecimento. E, perante a Administração Pública e a sociedade é por quem a gente quer ser reconhecido. O reconhecimento para nós traduz a maioria das nossas aspirações.

Após a apresentação e cada subgrupo a mediadora solicitou aos participantes que dissessem o que observavam no conjunto das formulações propostas, e frente a resposta de que eram bastante parecidas, pediu que expusessem os pontos de semelhança, obtendo as seguintes respostas:

“Representar e defender.” “Fortalecimento da carreira.” “Interesse.” “Caráter Estratégico.” “Carreira.”

Indagou se todas as expressões constituíam a o sentido existecial da AGGEB ou se havia nas proposições aspectos que eram competências, tarefas, explicando que frequentemente estas coisas se apresentam misturadas, e que é preciso separar o que diz respeito à razão existencial daquilo que é necessário fazer. Analisando cada termo proposto, os participantes foram diferenciando aqueles que constituíam competência, isto é, tarefa da AGGEB, daqueles que davam sentido a esta tarefa. Desta forma, os participantes observaram que “representar” é tarefa, “defender o associado” é tarefa. Com relação a defesa do associado, houve um questionamento se isso não seria o propósito. Foi perguntado em que momento a defesa do associado individualmente deixa de ser tarefa e passa a ser o sentido existencial da Associação, ao que os participantes responderam que acontecia quando o interesse defendido era um interesse da carreira. A mediadora explicou que isto acontece quando a defesa em questão extrapola o associado e alcança a carreira. A defesa da carreira torna-se sentido quando ajuda a carreira a cumprir seu próprio propósito, isto é, seu papel de agente estratégico de garantia do interesse público na gestão da coisa pública. Esta reflexão ocorreu também em relação à representação do interesse da carreira. A mediadora comentou que o limite entre a defesa corporativista e a defesa não corporativista se dá quando essa representação ameaça afetar a coletividade e com isso ameaça a imagem da carreira, comprometendo o reconhecimento de sua posição estratégica o serviço público.


Também foi discutido que o fortalecimento da carreira requer da AGGEB uma atuação em relação à imagem da carreira no Estado, e que isso implicaria um trabalho de marketing. Depois de longa reflexão os participantes chegaram à seguinte definição:

Um outro aspecto importante na análise desta formulação final foi a ideia de rede, identificada como essencial à lógica do propósito e trazida por um dos grupos. Ao incorpora no termo de propósito como traço de identidade, e como rede de defesa, os participantes reconhecem que a defesa da posição estratégica da carreira não é responsabilidade apenas da diretoria , mas é responsabilidade coletiva. Cada associado é responsável pela defesa da posição estratégica da carreira com a sua própria maneira de atuar nela. Nessa ideia de rede de defesa da posição estratégica foi bastante discutido o papel da imagem da carreira para o cumprimento de seu propósito, do que se depreendeu a importância do marketing da carreira, incluindo aí não só a divulgação mas a demonstração prática da importância da carreira. Uma vez definido o senso de propósito e o foco de atuação, os participantes foram convidados a elaborar o Plano de Trabalho da AGGEB para o período 2015-2017.

6. Elaboração do Plano de Trabalho A metodologia adotada para elaboração do Plano de Trabalho considerou os seguintes critérios: a) planejamento por área de competência da AGGEB; b) escolha individual da área a ser trabalhada; e c) matriz de planejamento. Com exceção dos participantes que ficaram responsáveis pela área de competência Representação Sindical, todos os demais escolheram sua área de preferência. Para cada uma deveria definir: estratégias (o quê), objetivos (para quê), atividades (como), prazos (quando) e responsáveis (quem), considerando neste último item um diretor responsável e associados interessados.


O resultado do Plano de Trabalho está apresentado na segunda parte, relativa aos produtos da Oficina, destacando-se aqui algumas contribuições mais significativas de cada área de competência. No âmbito da defesa jurídica a preocupação central foi o acompanhamento mais efetivo do impacto da legislação no desenvolvimento da carreira, propondo como estratégia inicial a realização de um diagnóstico do ordenamento jurídico da carreira, cuja análise pode propiciar uma pauta de ações corretivas a ser negociadas. No âmbito da representação sindical, partindo da mesma lógica da equipe anterior de identificação de pauta, foi proposto um Encontro para avaliação da situação trabalhista da carreira e construção de agenda de negociação. Estas duas áreas de competência foram aprovadas pelo conjunto dos participantes sem questionamento. Com relação ao marketing político da carreira, o foco das proposições considerou a necessidade de aproximação com outras carreiras, a necessidade de influenciar significativamente a Administração Pública assegurando o marketing da posição estratégica, e o estabelecimento de uma marca da carreira. Para tanto a equipe propôs uma interlocução com outras carreiras, a criação de uma revista de livre distribuição em meio físico, com matérias e artigos de EPPGG’s que possa influenciar o pensamento de gestão pública dos servidores, e uma revisão da identidade visual da AGGEB. Estas propostas provocaram discussões acaloradas sobretudo acerca da criação da Revista e do posicionamento da Associação. Com relação à Revista, foi lembrado que houve uma tentativa anterior de produzir uma publicação que não deu certo e feito um questionamento se o mesmo não aconteceria á nova iniciativa. A equipe propositora alegou que a publicação anterior não era uma revista, era um folhetim com propaganda do Estado e pouca contribuição efetiva, e que o que se estava propondo agora era uma revista de caráter técnico e político, com artigos escritos por integrantes da carreira, resenha de artigos de outros autores, sessão de verbetes de políticas públicas, algo que pudesse efetivamente contribuir com a reflexão técnica e política acerca da gestão governamental e das políticas públicas. A apresentação dessa nova abordagem provocou entusiasmo dos participantes e sugestões de temas, periodicidade, autorias, sendo aprovada com entusiasmo. Na mesma lógica, foi discutida a necessidade de posicionamento da AGGEB em relação a questões relevantes na gestão, sendo sugerido que a Associação manifestasse apoio à Campanha do Ministério Público das Dez Medidas contra a Corrupção, contribuindo com a coleta de assinaturas. Esse ponto também foi aprovado pelos participantes. Foi acrescentado durante a discussão uma preocupação com a contribuição social da carreira, sugerindo-se incluir ações de extensão mediante as quais os associados oferecessem gratuitamente à organizações da sociedade civil conhecimentos e apoio na área de gestão. Foi sugerida a implementação de uma Escola Itinerante de Gestão e Políticas Públicas como trabalho voluntario dos associados para dar conta dessa contribuição. No âmbito do apoio à formação, a preocupação que orientou a equipe foi a fragilidade da carreira no conhecimento relativo a políticas públicas e a pouca oferta, por parte da Saeb, nesta direção. Nesse sentido a proposta da equipe caminhou na idéia de que a AGGEB oferecesse essa formação através de parcerias com universidades em cursos de mestrados e doutorado. Também propuseram provocar a SAEB nesta direção através de nota técnica. Sugeriram ainda uma série de eventos regulares para reflexão em torno de temas específicos.


A proposição deste grupo também provocou questionamentos e complementações. Foi sugerido que a AGGEB elaborasse um Programa de Formação e Aperfeiçoamento da Carreira para propor e negociar com a SAEB, não apenas uma nota técnica. Quanto à formação acadêmica em políticas públicas, o grupo entendeu que não era função da AGGEB oferecer esta formação, substituindo esta oferta direta pela realização de parceria com a Universidade Estadual, no caso do mestrado profissional ou pós graduação latu sensu, para obtenção de desconto para os integrantes da carreira. A proposta de eventos de natureza reflexiva foi muito bem aceita, sugerindo-se que o conteúdo destes eventos alimentasse a publicação da revista. Também foi sugerido incluir no programa de formação da AGGEB a realização de um evento periódico que seja a “marca da carreira”. A área de competência de fortalecimento dos laços associativos teve como eixo de proposição o estímulo à participação do associado e o fortalecimento dos vínculos, surgindo como proposições a realização de um Encontro para divulgação dos resultados da oficina e inclusão de outros associados nas iniciativas propostas, a realização de eventos de confraternização (comemorativos), e estratégias de comunicação permanente, e de prestação de contas com transparencia. Também sugeriram a contratação de uma consultoria para elaboração de um programa nessa linha. Foi acrescido à proposta do grupo a reativação do Sistema da AGGEB. A mediadora comentou a respeito das proposições desta área de competência que a política de inclusão proposta pela diretoria pode gerar esse sentimento de pertencimento com a execução das outras ações propostas. Se o plano for implementado de modo inclusivo, provocativo, transparente, a participação e o senso de pertencimento são conseqüências quase naturais. Após a apresentação e discussão, o plano de trabalho da AGGEB foi aprovado pelos participantes. 7. Avaliação e encerramento Finalizando a elaboração do Plano, a mediadora solicitou dos participantes uma avaliação da Oficina com base em quatro perguntas: ▪ Valeu a pena? Por quê? ▪ O que foi bom? O que pode melhorar? ▪ O que aprendi a partir dessa oficina? ▪ Como vejo a AGGEB neste momento? Todos os participantes foram unânimes em reconhecer que valeu a pena participar da Oficina, destacando como aspectos positivos a produção compartilhada, a leveza metodológica, a condução, os produtos alcançados e o espaço para colocar livremente suas idéias. Também destacaram como ganho o fortalecimento da identidade, o sentimento de pertencimento do grupo e muitos se disseram mais próximos da AGGEB a partir desse momento.


Como pontos a melhorar foram identificados apenas dois aspectos: a participação dos outros associados que não estiveram presentes e o pós-oficina, chamando atenção para a importância de implementar o plano e assegurar o envolvimento de todos no mesmo. Como aprendizado foi destaque o processo de construção coletiva e de planejamento, assim como o sentimento de grupo, da força coletiva, independente da quantidade de pessoas. Em relação a AGGEB, chamou atenção a mudança do espírito pessimista inicial para a expressão de um sentimento mais otimista de esperança e confiança na Associação. Os depoimentos foram unânimes nesse sentido, destacando a “volta por cima”, renascer das cinzas”, “possibilidades a ser concretizadas”, assim como a percepção de um rumo a seguir, também presente em diversas falas. Após este momento, a mediadora agradeceu os participantes e a diretoria, e encerrou os trabalhos. III – PRODUTOS 1.

DEFINIÇÕES IDENTITÁRIAS

PROPÓSITO DA AGGEB Ser uma Rede de Defesa da posição estratégica da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental na gestão pública. NEGÓCIO DA AGGEB Defesa da categoria ÁREAS DE COMPETENCIA DA AGGEB 1. Defesa jurídica do associado Compete a AGGEB assegurar ao associado, individual ou coletivamente, o direito à defesa jurídica de seus interesses.

2. Representação sindical da categoria Compete a AGGEB articula estratégias de reconhecimento institucional da carreira junto à Administração Pública estadual.

3. Marketing político da carreira


Compete à AGGEB fortalecer a imagem da carreira frente à Administração Pública e assegurar sua influência nas concepções de gestão governamental e políticas públicas.

4. Apoio à formação técnica e política do associado Compete à AGGEB articular institucionalmente a formação e aperfeiçoamento da carreira e impulsionar a reflexão crítica em gestão e políticas públicas entre os associados.

5. Fortalecimento dos laços associativos. Compete à AGGEB fortalecer o caráter de Rede entre os associados, fomentando sua participação na vida da entidade e sua vinculação com o propósito da carreira.


2. PLANO DE TRABALHO DA AGGEB PARA O PERÍODO 2015-2017


ÁREA DE COMPETÊNCIA

ESTRATÉGIA

OBJETIVOS

AÇÕES VIABILIZADORAS

PRAZO

Diagnóstico do Ordenamento Jurídico

Identificar possibilidades de correções

Grupo de estudo Escritório

15/11/2015

Acionamento Jurídico.

Correção das distorções

Escritório

Abril/2016

Análise de Novas Medidas

Agir tempestivamente quando couber

- Criação de GrupoPermanente - Analisar Impactos - Escritório - Organizar o evento - Sensibilizar e divulgar o evento - Sistematizar resultados do encontro (relatório) - Priorizar a pauta - Articular com o gabinete da Saeb espaço na agenda - Negociar pauta - Acompanhar o cumprimento do que foi compactuado - Divulgar os resultados (conquistas alcançadas) - Elaborar um diagnóstico com a situação atual da Carreira - Elaborar proposta definindo competências e atribuições - Divulgar e colher contribuições/ Ajustar Apresentar a Saeb/ - Divulgar resultados ATIVIDADE

30/10/2015

- Participação em eventos da carreira- Encontros com Determinadas Associações discutir temas de Gestão Pública - Apoio á campanha 10 Medidas contra a Corrupção - Criação de uma nova marca da AGGEB - Criação do slogan - Contratação de designer gráfico - Criação de um conselho editorial - Projeto gráfico (criação, diagramação e produção da revista) - Levantamento de custos - Plano de distribuição da revista

Até 2017

Defesa Jurídica

Encontro para avaliação da situação trabalhista da Carreira

Representação sindical

Criação de agenda permanente de negociação com a Saeb

Articulação para a criação do Comitê Gestor da Carreira na Saeb

ÁREA DE COMPETENCIA

Marketing da carreira

ESTRATÉGIA

Identificar pautas de negociação e mobilização da carreira

Negociar os interesses e necessidade coletivos da Carreira

Criar uma instância gestora da Carreira, garantindo participação da AGGEB

OBJETIVO

Interlocução com outras associações do Estado da Bahia

Firmar Parcerias com outras associações para promover a divulgação e troca de experiências

Revisão da Identidade Visual da AGGEB

Apresentar a nova cara da AGGEB (fruto da revisão organizacional) para o público interno e externo

Revista Sobre Gestão e Políticas Públicas

- Fortalecer a imagem da carreira - Contribuir para a melhoria da Gestão Pública - Disseminar informação.

15/11/2015 28/02/2016 60 dias 30 dias 90 dias 30 dias 60 dias Trimestral

Após 15 dias do fato 30 dias 60 dias 75 dias 90 dias PRAZO

Março 2016

Permanente com periodicidade Trimestral ou Semestral


Apoio à Formação

ÁREA DE COMPETENCIA

Escola Itinerante de Gestão Provocar a Saeb quanto à formação em políticas Públicas Pós Graduação ou Extensão em Ciências Políticas Debates Constantes: Um “Observatório de Ideias Estranhas” Evento anual de Gestão ESTRATÉGIA

- Aproximar a carreira da soc. - Fortalecer a competência de gestão de políticas públicas - Aprimorar o PFAC -Ampliar as oportunidades de formação - Alimentar intelectualmente a rede de EPPGG’s

A planejar. Nota Técnica. Elaborar proposta de PFAC Negociar com Saeb Fazendo Parcerias ou Seleções Públicas Debates Constantes

- Criar uma marca de contribuição da carreira OBJETIVO

Socialização das Informações

Visibilidade Aproximação

Fomentar a Coesão do Grupo

Fortalecimento de Laços

Fomentar o Sentimento de Pertencimento

Associado sentir-se parte do grupo Reativação e Modernização do Sistema da AGGEB

Fortalecimento dos laços associativos

? 2016 (até 15/11/2015) 2016 2016/2017

ATIVIDADE

1)

Encontro para apresentação dos resultados dessa Oficina Prestação de contas 1) Confraternização estendida 2) Reativar datas comemorativas Comunicação permanente (clipagem, eventos, acontecimentos Contratar Consultoria

PRAZO

Out/2015

Dez/2015

2016


III – CONCLUSÃO: DESAFIOS DA AGGEB

Três desafios se colocam à AGGEB a partir deste ponto: 1) manter o envolvimento dos participantes presentes na Oficina; 2) transformar o Plano em instrumento de participação e engajamento do associado na vida da Associação; e 3) promover o êxito psicológico dos participantes envolvidos. A tarefa não é pequena! 1. Manter o envolvimento O primeiro destes desafios vai exigir da Diretoria da AGGEB agilidade na ​ devolução dos resultados da Oficina e dar visibilidade aos produtos construídos​ . Uma forma de materializar esta produção para o associado que não esteve presente pode ser a elaboração de um pequeno ​ Guia do Associado da AGGEB contendo as definições identitárias produzidas e os serviços inerentes às áreas de competência da Associação. Da perspectiva de quem produziu, isto é, dos participantes presentes, esse Guia valoriza sua contribuição , é um material no qual ele irá se reconhecer. Da perspectiva de quem não participou, receber individualmente este Guia em seu endereço, lembrará seu vínculo com a Associação e despertará sua curiosidade acerca do Plano produzido. Se este material vier acompanhado do convite para participar de uma Assembléia em que o Plano será apresentado, as chances de sua participação aumentarão enormemente. 2. Transforma o Plano em instrumento de participação Um dos problemas mais frequentes nas organizações associativas é atribuir a implementação dos planos à execução direta de suas diretorias que, sobrecarregadas, sem pernas para tocar todas as ações, acabam abandonando grande parte das propostas. Uma forma de evitar isso é, após a apresentação do plano na Assembléia, propor a formação de grupos de trabalho para cada estratégia, ou pelo menos para as principais estratégias. Algumas estratégias propostas no Plano de Trabalho da AGGEB contém um potencial mobilizador muito grande, que não deve ser perdido; é o caso da Revista, da elaboração do Programa de Formação, e a realização de eventos. Estes grupos de trabalho deverão contar sempre com um Diretor responsável mas podem ser coordenados por um dos associados participantes do grupo, seja por maior afinidade técnica com a área, seja pelo grau de envolvimento do mesmo com a proposta. Com relação especificamente aos eventos, é importante não realizar eventos demais, agregando aqueles de natureza semelhante. Por exemplo, a área de defesa jurídica pretende fazer um diagnóstico do ordenamento jurídico da carreira; a área de representação sindical sugere um Encontro para identificar a pauta trabalhista. As duas finalidades podem ser tratadas no mesmo evento, que pode ser um Encontro de Avaliação da Carreira, do qual sairá a pauta de negociação e a agenda das duas áreas.


Do mesmo modo, no eixo de apoio à formação foi sugerida a realização de um evento anual com a “cara da carreira”, que seja uma espécie de marca, e o plano de marketing sugeriu a interlocução com outras carreiras. Um Fórum de Gestão e Políticas Públicas, promovido pela carreira através da AGGEB, e aberto a outras carreiras do estado, pode cumprir simultaneamente estes papéis. É portanto um desafio para a diretoria encontrar pontos de conexão entre as propostas sugeridas, fortalecendo as iniciativas e concentrado esforços. 3. Assegurar êxito psicológico Uma das condições de sucesso do plano e de manutenção da participação dos envolvidos é a produção do sentimento de êxito psicológico, isto é, o sentimento de que satisfaz que as pessoas tem quando estão alcançando os resultados pretendidos. Assegurar êxito psicológico requer duas práticas: a prática de dividir grandes metas em conquistas parciais e a prática de comemorar e celebrar as pequenas conquistas. O Plano de Trabalho da AGGEB é , em si, ambicioso para uma Associação que, ao início da Oficina identificava como principal problema o baixo nível de participação do associado. Assegurar sua realização é condição número um para conquistar a adesão de novos participantes e fortalecer a participação daqueles que á se mostram envolvidos. O êxito, neste caso, estará em organizar a agenda com ações cuja realização produza resultados rápidos. Algumas ações sugeridas apresentam esse perfil, como por exemplo a revisão da identidade visual da AGGEB e a elaboração da proposta de Plano de Formação e Aperfeiçoamento da Carreira- PFAC para apresentar e negociar com a Saeb. No caso da revisão da identidade visual, a AGGEB pode sair com a proposta de um concurso de imagem e frase de efeito que vinculem o nome da associação a seu propósito na própria Assembléia de apresentação dos resultados da Oficina. A finalização do concurso e a definição da marca devem ser concluídas ainda este ano e ser amplamente divulgada entre os associados. No caso da proposta do PFAC, para que seja possível incluir alguma proposta no Plano Anual de Capacitação da SAEB, a proposta deverá ser elaborada e negociada até 30 de novembro. A Assembléia de apresentação dos resultados, que deve ser realizada em outubro, pode incluir uma celebração de do Dia do Servidor e oferecer um prêmio simbólico a servidores que se destacaram na construção da Associação e na construção da carreira, por exemplo. Ou algo como o EPPGG do ano. Para 2016, é importante que até o final do 1º semestre seja realizado um evento “Café com Debate/Observatório de Políticas Públicas” à provocando algumas reflexões críticas. Isso fará muita diferença no marasmo atual e pode acionar o engajamento de outros associados à iniciativa. Também será bastante interessante se o primeiro número da Revista sair até o final do primeiro semestre.


Uma tarefa preparatória que se impõe a AGGEB com certa urgência é a preparação da Assembléia para devolutiva da Oficina, que não deve ultrapassar três semanas do término do evento. O conteúdo do plano deve ser melhor trabalhado para a apresentação: algumas ações precisam ser melhor especificadas, os objetivos põem ser ajustados , os prazos, etc. Esta mediadora se dispõe a ajudar na preparação, caso seja desejado. A Diretoria da AGGEB teve um grande acerto na concepção desta Oficina e na iniciativa de propor de forma compartilhada uma revisão do sentido da organização e dos eixos de sua atuação. Prova disso é a mudança em 180° no estado de espírito dos participantes ao início e ao final da Oficina e o sentimento de esperança e pertencimento que marcou os depoimentos de avaliação do evento. A mesma lógica de compartilhamento e inclusão que orientou a Diretoria deve ser adotada para manter acesa a chama deflagrada e incendiar os corações e as vontades da categoria. Salvador, 28 de setembro de 2015. Maria Teresa Ramos da Silva (Teca Ramos)  

Relatório da Oficina de Revisão Organizacional da Aggeb  
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