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3 PERGUNTAS A ANTÓNIO PINTO RIBEIRO COORDENADOR GERAL DA PROGRAMAÇÃO O que vai ser a Capital Ibero-americana da Cultura em Lisboa? As capitais anteriores de que há alguma informação têm sido maioritariamente organizadas a partir das ofertas de espetáculos, exposições, concertos disponibilizados pelos governos autárquicos ou nacionais dos países do universo ibero-americano. No caso de Lisboa redigiu-se uma carta programática com um conceito que aborda o passado e o presente das relações existentes neste universo iberoamericano e estabeleceram-se quatro linhas programáticas que darão coerência e organicidade à programação.

Que desafios/problemáticas a heterogeneidade dos territórios envolvidos coloca a um programador? Tratou-se de num curto espaço de tempo “montar” uma programação anual que envolveu artistas, programadores, produtores, universidades dos países da América Latina, Espanha, Andorra e Portugal, ao mesmo tempo que se estabeleceram formas de funcionamento e de colaboração entre os equipamentos culturais da CML e de outros equipamentos da cidade de Lisboa que entretanto aderiram a este projeto. Tratou-se no fundo de fazer uma negociação cultural em que todos os envolvidos são corresponsáveis pela programação.

Que relevância têm estes eventos para a cidade? A expectativa é que esta programação contribua para diferenciar Lisboa cultural de outras cidades europeias e que esta diferenciação passe por assumir que uma capital iberoamericana pode ser um momento especial para a produção de conhecimento crítico num ambiente festivo e em que a diversidade é também uma mais-valia.


Agenda Cultural Lisboa | janeiro '17