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AMADEO

DE SOUZA CARDOSO

2016-1916

O Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado inaugura dia 12 deste mês a exposição Amadeo de Souza Cardoso 2016-1916, que evoca as duas únicas mostras individuais realizadas em Portugal pelo artista (1887-1918) em 1916. As exposições, que decorreram no Jardim Passos Manuel, no Porto, e na Liga Naval Portuguesa, em Lisboa, foram comissariadas pelo próprio e provocaram, na altura, algum escândalo e debate sobre o que era a arte contemporânea e mostraram a determinação de Souza Cardozo em afirmar a sua carreira. Em 1916, foram expostas 114 obras no Porto e 113 em Lisboa. Um século depois, o MNAC assinala a efeméride com uma mostra comissariada por Raquel Henriques da Silva e Marta Soares que reúne 81 trabalhos, cerca de 70% das obras identificadas a partir dos catálogos originais. Vinda diretamente do Porto, onde esteve patente no Museu Nacional Soares dos Reis até ao final de 2016, esta exposição apresenta o resultado de um período muito produtivo de Amadeo Souza-Cardozo, fruto de uma longa estadia do pintor em Manhufe, a freguesia do concelho de Amarante que o viu nascer. Reunir as obras que Amadeo expôs em 1916, que estão hoje dispersas por variadas coleções privadas e públicas, é, por si só, uma homenagem ao malogrado pintor, que viria a morrer, inesperadamente, com apenas 30 anos de idade. Ana Rita Vaz

Fotografia Fundação Calouste Gulbenkian

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