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ANO 1 NUMERO 3

Informativo

REDE MINEIRA DE INOVAÇÃO

Bill Souza

Autoridades na posse da nova diretoria Nova diretoria (da esq. para dir.): Paulo Nepomuceno, Ana Cristina, Renato Nunes e Adriana Ferreira

“É preciso criar e fortalecer o sistema de confiança mútua no movimento de incubadoras”. A declaração é do professor Renato Nunes, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), novo presidente da RMI Rede Mineira de Inovação. A cerimônia de posse foi realizada, em 18 de fevereiro, no Automóvel Clube de Belo Horizonte. Ele acredita ainda que é necessário o envolvimento das universidades públicas e a efetiva integração dos empresários nesse processo. Renato Nunes substituiu o professor Paulo Augusto Nepomuceno Garcia no comando da RMI. Paulo Nepomuceno assumiu a vice-presidência da entidade. Também fazem parte da nova diretoria a professora Adriana Ferreira de Faria, diretora executiva do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CENTEV) e Ana Cristina de Alvarenga Lage, ex-vice-presidente da RMI. Adriana Ferreira e Ana

Diagnóstico das IEBTs

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Transmissão de cargo foi realizada, em fevereiro, no Automóvel Clube de Belo Horizonte

Cristina serão diretoras da rede. Para Paulo Nepomuceno, “o conhecimento, a experiência e o comprometimento do professor Renato Nunes, junto com a dedicação característica de cada associado, trarão uma nova dinâmica para RMI”. Assim, prossegue o professor, a rede “continuará a ocupar a vanguarda do movimento no âmbito nacional”. O evento teve a participação do diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da FAPEMIG, Paulo Kleber Duarte; o diretor

Aceleradora de empresas

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de Operações do SEBRAE Minas, Fabio Veras de Souza; a professora Elza Fernandes de Araujo assessora adjunta de Inovação da FAPEMIG (Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais); e o superintendente de Inovação Tecnológica da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, José Luciano de Assis Pereira. Veja mais sobre a posse na página 3

Projeto SEBRAE Mais

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editorial Cooperar e convergir é preciso O Governo Federal anunciou, no dia 14 de março, através de pronunciamento à nação da presidenta da República, a criação do Plano Inova Empresa, com o objetivo maior de criar, expandir e consolidar Programas, Projetos e Ações (política pública) direcionadas para fortalecer a mola propulsora da competitividade do setor empresarial brasileiro: a inovação, seus agentes e ambientes. O Plano destina o aporte, muito significativo, de R$ 32,9 bilhões, oriundos de várias fontes, que devem ser aplicados no biênio 2013-2014. Fato verdadeiramente alvissareiro. Mas que nos deve alertar, de imediato, para a dura realidade de que a execução financeira correspondente exigirá um enorme esforço de gestão, de cooperação e de capacidade de execução. Neste contexto, a expansão significativa de uma vertente da economia do conhecimento em Minas Gerais, que vem sendo gradativamente implantada através da criação e implantação de um conjunto de políticas públicas estaduais, de caráter transversal; por programas e projetos oriundos de entidades representativas do Setor Empresarial e, ainda que de forma pouco integrada, por planos e projetos oriundos de instituições de ensino superior e de pesquisa sediadas no Estado, em muito se pode beneficiar das propostas apresentadas no referido Plano. Por outro lado, esta expansão passa, obrigatoriamente, pelo crescimento, alicerçado em bases sólidas, dos nossos sistemas de geração de empreendimentos, intensivos em conhecimento e tecnologia, e do conjunto dos nossos parques científico-tecnológicos. Sempre com a visão de que esta é uma ação indispensável, mas não única! Neste sentido, a Rede Mineira de Inovação, como entidade que agrega os esforços de cooperação e representação das Incubadoras, dos Parques e, quiçá, dos Pólos e Tecnópolis do Estado, tem a capacidade de desempenhar um importante papel, de protagonista, na identificação de parcerias e de propostas de cooperação, que possam atender demandas e anseios da Rede e dos seus associados e possibilitem agregar competências e recursos necessários à viabilização dos projetos que se mostrarem convenientes e necessários. Com este intuito, a RMI propõe-se estabelecer um conjunto de contatos institucionais, já iniciados de fato, com órgãos governamentais, agências de financiamento e de fomento, entidades de representação empresarial, instituições de ensino superior e pesquisa sediadas no Estado, representações parlamentares, instâncias do Judiciário, organismos de fiscalização e controle e Executivos e Legislativos municipais, entre outros. O objetivo é propiciar um processo de conhecimento e aculturação mútuos, de estabelecer relações de confiança, de identificar mecanismos de cooperação que permitam definir claramente a atuação da RMI, e dos seus associados, no contexto do Sistema de Inovação de Minas Gerais e de colaborar, no âmbito destas atribuições, para o aprimoramento do processo de gestão e para o acréscimo da capacidade de execução acima mencionado. E, como decorrência, contribuir, decisivamente, para o fortalecimento, constante, das incubadoras e parques científico-tecnológicos mineiros. Vivemos mais um daqueles momentos em que cooperar e convergir é preciso.

D. Incubadora

Referência mineira na incubação de empresas de design Cláudia Melo

Sob a coordenação geral do Centro Design Empresa, a D. Incubadora de Empresas e Negócios de Design foi inaugurada em 2006. Sua missão é oferecer orientação, apoio técnico, gerencial e infraestrutura básica aos graduados em design de ambientes, produto e gráfico pela Escola de Design, da Universidade do Estado de Minas Gerais. Incentivando ideias e propostas de empresas e negócios criativos, em consonância com as demandas e oportunidades do mercado, a D. Incubadora tem obtido resultados positivos e vem se revelando como experiência bem sucedida no Estado de Minas Gerais. Para desenvolvimento de suas ações, a D. Incubadora

Contato

conta com os parceiros que compreendem a importância do design como estratégia para inovação: Secretaria de Estado de Educação, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes) e Sebrae Minas.  Apoiando o movimento de incubadoras e participando na promoção de empreendimentos inovadores, a D. Incubadora é associada à RMI Rede Mineira de Inovação e à Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores). Virtude a qualidade dos produtos, processos e serviços oferecidos, e dos resultados apresentados pelos empreendimentos apoiados, a D. Incubadora é referência em processos de incubação de empresas de design em Minas Gerais.

D. Incubadora de Empresas de Design Av. Pres. Antônio Carlos, 7.545, São Luiz – Belo Horizonte/MG Telefone: (31) 3439-6510 http://iedincubadora.blogspot.com.br/

expediente O informativo da RMI é uma publicação trimestral da Rede Mineira de Inovação.

Av. Afonso Pena, 4.000, 3º Andar, Cruzeiro, Belo Horizonte/MG - CEP: 30130-009. Contato: (31) 3281-2011; E-mail: rmi.comunicacao@rmi.org.br; Site: www.rmi.org.br Presidente: Renato de Aquino Faria Nunes. Vice-Presidente: Paulo Augusto Nepomuceno Garcia. Diretoras: Adriana Ferreira de Faria e Ana Cristina de Alvarenga Lage. Assessora de Comunicação: Lucilaine Silva. Projeto Gráfico e Diagramação: Contexto Assessora em Comunicação - (35) 8828-0861. Edição: Bill Souza (MTB – 25.949/SP); Revisão: Ana Cristina de Alvarenga Lage e José Osmar Dutra. Impressão: Gráfica 30 Minutos. Tiragem: 500 exemplares. Parceiros RMI

Renato Nunes Presidente da RMI

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abril 2013 Fotos: Bill Souza

Posse

Paulo Kleber Duarte, da FAPEMIG (acima); Renato Nunes, presidente da RMI; e Fábio Veras, do SEBRAE - Minas (abaixo, à dir.) durante transmissão de cargos na RMI

Agenda mineira de inovação Lucilaine Silva

Qual a agenda de inovação de Minas? Esse foi o tema levantado por Fábio Veras, diretor de Operações do SEBRAE Minas, durante a cerimônia de posse da nova diretoria da RMI Rede Mineira de Inovação. “Precisamos melhorar nossa agenda, pois temos vários casos de sucesso significativos, relevantes e transformadores, mas os números ainda são mínimos”, disse. Para Fábio Veras, “é necessário desenvolver ainda mais a excelência no padrão de relacionamento entre universidades e empresas”. José Luciano de Assis Pereira, superintendente de InovaçãoTecnológica da Secretaria de Estadode Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Ge-

rais (Sectes), acrescentou que Minas Gerais “necessita de uma agenda efetiva de inovação capaz de trazer o desenvolvimento que todos nós esperamos”. Paulo Kleber Duarte, diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais), lembrou que Minas Gerais é o “estado do conhecimento” e a Rede Mineira de Inovação tem a função preponderante de alavancar e buscar a inovação para o Estado. “Esse é o momento adequado”, acredita. Os participantes da mesa ressaltaram ainda, durante a cerimônia, que a atenção de todos os setores envolvidos deve estar focada no crescimento do movimento de incubadoras e parques científicos e tecnológicos. Enfati-

zaram também a necessidade de atrair investimentos para desenvolvimento de projetos de inovação em Minas Gerais.

Diagnóstico das Incubadoras de Empresas Base Tecnológica É notória a relevância das Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica (IEBTs) para a geração e fortalecimento de empreendimentos inovadores. Nesse sentido, há uma necessidade de compreender o atual cenário, a dinâmica de inovação atrelada a esse ambiente, suas dificuldades, bem como coordenar essas ações, de forma a contribuir para o desenvolvimento de Minas Gerais. Para tanto, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES), na viabilização do recurso financeiro e apoio técnico, a Universidade Federal

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de Viçosa, por meio do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTev/ UFV), irá realizar um novo estudo de diagnóstico das IEBTs mineiras. O objetivo é conhecer o atual cenário que esses habitats de inovação se encontram. Com a colaboração do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE Minas) e da RMI Rede Mineira de Inovação, o estudo foi iniciado em janeiro de 2013 e contemplará as seguintes etapas: mapeamento, diagnóstico, análise e proposições referentes às incubadoras. Por fim, será também desenvolvido um conjunto de análises e proposições sobre o atual ambiente de inovação no Estado.

As informações geradas nesse diagnóstico auxiliarão no fortalecimento do movimento de incubadoras. Também serão de grande valia para órgãos públicos, entidades privadas ligadas ao setor e instituições parceiras na elaboração de políticas públicas e na execução de ações de fomento e incentivo ao empreendedorismo de base tecnológica no Estado. Espera-se que os resultados da pesquisa indiquem as dificuldades e os entraves enfrentados pelas incubadoras de empresas, de forma a contribuir com bases sólidas para a proposição de ações que promovam sustentabilidade, fortalecimento e integração dos diversos atores envolvidos neste movimento.

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Foto: Mírian de Jesus

Metodologia

Encontro da diretoria da RMI com parceiros: na pauta, o atendimento das demandas dos associados

Ferramenta para acompanhar as incubadoras mineiras Uma ferramenta capaz de acompanhar a atuação das incubadoras de Minas Gerais, sua evolução e seu impacto regional. Esse é o principal objetivo da criação da Metodologia de Acompanhamento das Incubadoras Mineiras. Cada incubadora poderá ser acompanhada nos aspectos quantitativos e qualitativos, comparando não apenas com o desempenho das demais, mas também com a própria performance ao longo dos anos. Essa metodologia permitirá ainda uma atuação mais acertada dos parceiros, no que tange ao apoio para o desenvolvimento desses ambientes de inovação, bem como aos empreendimentos apoiados por estes. “Estamos realizando um trabalho conjunto com o SEBRAE Minas e a Secretaria de Estado de

Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES) para que, ao final, consigamos atender às demandas dos parceiros e termos um instrumento confiável que nos garantirá uma melhor atuação no desenvolvimento e apoio às incubadoras mineiras”, explica a diretora da RMI, Ana Cristina de Alvarenga Lage.

Etapas O trabalho está organizado em etapas. A primeira consistirá em um diagnóstico que será feito conjuntamente com a Universidade Federal de Viçosa, por meio do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTev/UFV) e a SECTES – ação prevista no Projeto “Diagnóstico das Incubadoras Mineiras”, financiado pelo MCTI (Mi-

nistério da Ciência, Tecnologia e Inovação), considerando que os objetivos dos projetos corroboram entre si. O diagnóstico prevê entrevistas in loco em todas as Incubadoras que compõem a rede mineira, onde se pretende conhecer o perfil, metodologias de gestão, infraestrutura, dentre outros aspectos. A segunda etapa será para análise e validação dos dados coletados. A terceira terá por objeto o desenvolvimento da metodologia de acompanhamento e, por fim, a quarta etapa, que consistirá na apresentação da metodologia. A expectativa em relação a este trabalho é muito grande por parte dos parceiros SECTES e SEBRAE MINAS e da própria RMI, que se prepara para uma gestão profissional e mais eficiente.

Ação oportuna A iniciativa da RMI, apoiada pela SECTES e SEBRAE Minas, é oportuna e pertinente. O movimento de incubação de empresas brasileiro está consolidado. Temos já mais de um quarto de século de experiência, que tem sido exitosa, mas que precisa ser aperfeiçoada para atender às demandas originadas do acirramento da competição tanto setorial quanto territorial. As incubadoras necessitam permanecer atentas às transformações do mundo contemporâneo e

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eficientes no apoio à criação de novos negócios de alto valor agregado. Implantar um sistema de acompanhamento das incubadoras mineiras vai permitir estabelecer diretrizes mais calibradas para seu desenvolvimento, resultando em apoios adequados às peculiaridades identificadas. Maria Alice Lahorgue Diretora Geral do Instituto Christiano Becker de Estudos sobre Desenvolvimento, Empreendedorismo e Inovação

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Foto: Bill Souza

Empresas do Grupo TIC se associam ao Sindicato das Indústrias de Itajubá

Empreendedores da INCIT que fazem parte do grupo de Tecnologia da Informação e Comunicação

As 17 empresas que fazem parte do grupo TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) da INCIT (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá) se associaram ao Sindicato das Indústrias (SIMMMEI) com uma proposta ousada: atrair as 120 empresas do Município que atuam nos mais diversos segmentos do setor para fortalecer e potencializar as ações do grupo. “São empresas que trabalham no desenvolvimento de softwares, games, computação em nuvem e estruturação de redes, todas com grande potencial de crescimento”, diz o coordenador do grupo, Pedro Henrique Athanasio Delalibera, sócio proprietário da Mútuos - Inteligência em Compras. Pedro Delalibera explica

as razões pelas quais o Grupo TIC decidiu pela associação ao SIMMMEI: “o grupo sentiu a necessidade de estar amparado através de um grande sindicato patronal e alcançar representatividade em todo o sistema FIEMG, com objetivo de conseguir importantes contatos em grandes empresas e favorecer a possibilidade de novos negócios”. Ele ressalta ainda que as empresas associadas poderão contar com os benefícios oferecidos pelo Sindicato das Indústrias, como a assessoria em Recursos Humanos e cursos e treinamentos sobre os mais variados temas. Para Sandra Márcia Cortez Ribeiro, gerente do SIMMMEI, a união entre empresas e entidades que têm objetivos comuns é a melhor forma de crescimen-

to. “O sindicato fortalecido é o caminho mais eficiente para o desenvolvimento das indústrias, pois facilita alcançar resultados e superar barreiras em parceria”, afirma. O Grupo Tecnologia da Informação e Comunicação, criado em junho do ano passado, nasceu com a proposta de buscar o desenvolvimento socioeconômico de Itajubá por meio do desenvolvimento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação. “Com a atuação do Grupo, as empresas podem trocar experiências, levantar demandas em comum – como o curso Aspectos Tributários para Empresas de TI, realizado em dezembro passado, com apoio do SEBRAE Minas –, qualificar mão de obra e buscar atuação em novos mercados”, completa.

Anprotec lança novo portal do modelo Cerne Está no ar desde março o novo portal do Cerne: www.anprotec.org.br/cerne. Além de um layout mais moderno e funcional, foram agregados novos conteúdos, com informações detalhadas sobre o modelo, tais como histórico, objetivos, princípios, estrutura, níveis de aplicação, benefícios e capacitação.

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O site oferece, ainda, uma área exclusiva para downloads de documentos e publicações referentes ao Cerne, um FAQ (com respostas a perguntas frequentes), uma agenda e um fórum de discussão voltado aos profissionais de incubadoras de empresas e demais interessados no modelo.

O Cerne é um modelo de gestão criado pela Anprotec, em parceria com o SEBRAE, que visa promover a melhoria dos resultados das incubadoras em termos quantitativos e qualitativos. A metodologia foi criada com inspiração em programas de apoio a micro e pequenas empresas americanas e europeias.

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Secom UFJF

Novas empresas incubadas no Critt

Da esquerda para direita: Dejan Petkovic, Paulo Nepomuceno, José Luiz Rezende Pereira (vicereitor da UFJF), Luiz Carlos Tonelli e André Zuchi (coordenador de Projetos da Prefeitura de JF)

BH-TEC realiza consulta pública para definir parceiro privado O BH-TEC finalizou a modelagem para concessão imobiliária, em parceria com o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), para atração de investidores privados interessados em atuar como incorporadores imobiliários para construir e operar prédios do parque. Os documentos para consulta pública estão disponíveis no site do BH-TEC, no seguinte endereço www.bhtec.org.br. Até mar-

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Bemmelhor Soluções Inteligentes, Gestiva Gestão de Projetos, Smart Inove; Imovi Sistemas e Infoteste. Para o diretor Tonelli, é importante ter esses novos empreendimentos vinculados à universidade, pois são empresas que, em sua maioria, têm domínio tecnológico, mas ainda precisam melhorar sua gestão. Ressaltou, ainda, que a instituição está em um novo período. “Em um país em desenvolvimento precisamos ter tecnologia própria para ter autonomia e gerar expectativas e riquezas. Por isso, a Universidade mudou. Antes era baseada ape-

nas no ensino, há pouco tempo passou a ser no ensino, pesquisa e extensão. Agora podemos acrescentar também o empreendedorismo”, afirmou. A Incubadora de Base Tecnológica (IBT) do Critt trabalha com apoio aos empreendedores que pretendem iniciar uma empresa ou desenvolver produtos, processos ou serviços que apresentem grau de tecnologia e inovação. As empresas incubadas recebem apoio gerencial no acompanhamento dos planos de negócios, estratégias e ações, além de se beneficiarem pelo processo de aprendizado.

Arquivo BH-TEC

O Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apresentou à sociedade as novas cinco (5) empresas incubadas. Para recepcionar as empresas foi realizado, em 21 de fevereiro, um evento que contou com a presença do vice-reitor, José Luiz Rezende Pereira; do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e vice-presidente da Rede Mineira de Inovação, Paulo Nepomuceno; do diretor do Critt, Luiz Carlos Tonelli; e dos empresários representantes de cada empresa. As cinco empresas incubadas são:

ço, potenciais investidores,como fundos imobiliários, incorporadoras e bancos de investimento, puderam fazer questionamentos e solicitar adaptações ao projeto. Simultaneamente, ocorrerão audiências públicas e reuniões de apresentação do projeto (road show). Após análise das audiências públicas, o Conselho de Administração do BH-TEC decretará início do processo de licitação para seleção do parcei-

ro privado. Com investimento total estimado em R$ 465 milhões, a implantação será realizada em ondas, sendo a área de concessão correspondente a um conjunto de cinco edifícios e uma praça de convivência, formando um complexo de 207 mil metros quadrados de área construída. A previsão é que o certame e posterior contratação do concessionário ocorram até julho de 2013.

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Oportunidade

Minas sediará uma das aceleradoras do Start-up Brasil Foto: Fumsoft

Candidatura mineira foi aprovada pelo programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que oferecerá incentivos para empresas nascentes de TI

Empreendedores da Fumsoft, uma das nove escolhidas para o projeto brasileiro

Minas Gerais abrigará uma das aceleradoras do programa Start-Up Brasil, que investirá no desenvolvimento de empresas nascentes de Tecnologia da Informação (TI). Liderado pelas entidades que representam o setor no estado (Assespro-MG, Fumsoft, Sindinfor e Sucesu-MG), o Projeto Acelera-MG foi um dos escolhidos no Brasil. Além do Projeto Acelera-MG, outras oito propostas foram selecionadas: Aceleratech, 21212, Microsoft, Papaya, Pipa, Wayra, Outsource e StartYouUp. O programa Start-Up Brasil prevê a aceleração de 100 startups na primeira rodada, com o investimento de R$ 200 mil em cada uma, além de mentoria, capacitação e inserção no mercado, entre outros benefícios do processo de aceleração. O edital para aceleração das empresas participantes está previsto para ser divulgado no início de abril. Em junho deste ano, terá início o processo de aceleração das selecionadas, que terá duração de seis meses a um ano. O apoio às startups participantes será promovido por uma série de ações, que envolvem contato com mentores e investidores; financiamento a projetos inova-

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dores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D); consultoria tecnológica e de mercado; parcerias com universidades, institutos de pesquisa e incubadoras; contatos junto a grandes companhias nacionais e internacionais; e facilidades de acesso ao mercado. O Projeto Acelera-MG faz parte das ações do Programa MGTI 2022, construído pelas entidades do setor em parceria com o Governo de Minas, a Prefeitura de Belo Horizonte, o Sebrae Minas e uma ampla rede de apoiadores e parceiros. O objetivo é tornar Minas Gerais uma referência nacional em TI num período de dez anos. De acordo com o superintendente da Fumsoft, Marcio Tibo, a conquista é importante para todo o ambiente empreendedor de Minas Gerais. A Fumsoft está entre as nove aceleradoras (a única de Minas Gerais) que receberão as empresas startups. Ele aponta que as startups mineiras de forma geral podem participar do programa de aceleração. “A RMI é uma importante parceira nesse projeto e, por isso, fica o convite para que toda a rede de empresas incubadas conheça o processo e se inscrevam”, afirma.

Como participar Poderão participar do programa qualquer empresa nascente que tenha no máximo três (3) anos de operação e cujo negócio seja o de desenvolvimento de novos softwares ou de serviços de TI com base em software. Será permitida a candidatura de empreendedores que já tenham participado de um processo de aceleração, desde que tenham concluído este processo e que a candidatura seja com base em uma nova ideia. Startups incubadas são um dos alvos do programa (as empresas incubadas poderão receber suporte paralelo, tanto da incubadora, quanto da aceleradora). A ideia é conferir um apoio mais completo a essas empresas, complementando as ações de preparo e suporte ao empreendedor já desenvolvidas pelas incubadoras. Mais informações http://www.fumsoft.org.br/ aceleramg

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Destaque

O Fórum Permanente Mineiro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FOPEMIMPE) é uma das principais ferramentas para a construção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento dos pequenos negócios em Minas Gerais. Com a participação da sociedade civil organizada e empresários, o fórum promove debates, diagnósticos e a proposição de ações e projetos com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico no Estado. Presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (SEDE), o FOPEMIMPE é composto por instituições que representam o poder público e os setores da indústria, do comércio e serviços e do turismo. Trata-se de representantes de Secretarias de Estado, autarquias, empresas estatais, entidades representativas e de apoio atuantes no segmento de microempresas e empresas de pequeno porte de Minas Gerais. Os membros do FOPEMIMPE se reúnem periodicamente em comitês temáticos, nos quais são discutidos problemas e soluções de questões de interesse

Foto: Arquivo

A voz das micro e pequenas empresas do Estado

Fernando Passalio Avelar, superintendente Estadual de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

do segmento de microempresas e empresas de pequeno porte. A partir dessas discussões, são formatadas propostas de políticas públicas que, após aprovadas em Assembleia, são encaminhadas ao membro indicado como responsável para sua execução. Entre as ações discutidas no FOPEMIMPE, se destaca a construção do Estatuto Mineiro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que regulamentará o tratamento diferenciado e favorecido dispensado ao segmento no Estado. Atualmen-

te, o projeto de lei do estatuto (PL 3869/13) está em tramitação na Assembleia de Minas. O FOPEMIMPE conta com um instrumento para interação direta entre sociedade civil organizada, empresários e agentes responsáveis pela construção de políticas públicas. Esse instrumento, que funciona por meio do endereço eletrônico colabore@fopemimpe.mg.gov.br, permite aos mineiros o envio de sugestões e ideias para fortalecer o segmento dos pequenos negócios.

Programa SEBRAE para Empresas Avançadas Para auxiliar aos empreendedores na manutenção da competitividade do negócio, o SEBRAE Mais - Programa SEBRAE para Empresas Avançadas - promove um conjunto de soluções focadas nas empresas de pequeno porte. Podem participar empresas que estejam no mercado em torno de dois anos e com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões/ano, e que possuem uma gestão mais estruturada. Os cursos que compõem o Programa trabalham a realidade de cada empresa, utilizando metodologias práticas e aplicáveis no dia a dia do negócio – tudo de forma personalizada. Mesclam consultoria, treinamento e atendimento à distância. São eles: Estratégias Empresariais; Gestão Financeira: do controle à decisão; Gestão da Inovação; Gestão da Qualidade e Empretec (veja texto nesta página). A proposta do SEBRAE Mais é formar grupos de 10 a 15 empresas

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Cursos SEBRAE Mais: + Estratégias Empresariais: duração aproximada de quatro meses, com encontros quinzenais e presenciais. Nele, o participante elabora um plano de ação estratégico para tomada de decisões, permeando as questões estratégicas da empresa. + Gestão Financeira – do controle à decisão: tem duração de 90 dias e é uma solução que inclui encontros presenciais e atendimentos à distância. + Gestão da Inovação: Tem duração aproximada de dois meses e objetiva a elaboração de um plano de ação com foco em inovação na gestão empresarial. Aborda novas ideias que poderão ser implementadas na empresa. As aulas são presenciais e os encontros quinzenais. + Gestão da Qualidade: Baseado em critérios da Fundação Nacional da Qualidade, o objetivo é implementar um sistema eficaz de gestão nas empresas. O curso é estruturado em 12 meses e apresenta cinco módulos: Fundamentos da Excelência, D-Olho na Qualidade, Parcerias Eficazes, Processos e Visão Estratégica.

e fazer com que o empresário passe a ser o ator principal do processo,

contando com o suporte do consultor especialista.

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