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15 agosto 2012

ANO 1 NUMERO 1

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Informativo

REDE MINEIRA DE INOVAÇÃO

Secretaria Executiva dá agilidade aos trabalhos da RMI

Implantação do órgão teve apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) e da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG)

A equipe da RMI, empenhada na implantação de projetos que ajudam as associadas; para Paulo Nepomuceno (no detalhe), parcerias fortalecem o Movimento de Incubadoras e Parques Tecnológicos de Minas.

A Rede Mineira de Inovação (RMI) ganhou uma importante aliada para ter uma atuação mais efetiva junto às associadas e parceiros. Trata-se da Secretaria Executiva, órgão responsável pelo suporte operacional e administrativo de suas atividades. A implantação da Secretaria Executiva foi possível graças ao apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) e da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). “Além do suporte nas nossas atividades, essa parceria possibilitou a contratação de uma equipe qualificada, imprescindível para a implementação de nosso Planejamento Estratégico, proporcionando presença mais ativa da Rede

Projeto: Metodologia de Avaliação das incubadoras

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perante o público alvo e promovendo a agilidade nos processos operacionais”, explica a vice-presidente da RMI e coordenadora do projeto, Ana Cristina Alvarenga Lage. Paulo Nepomuceno, presidente da RMI, faz questão de manifestar, em nome da atual diretoria, um agradecimento especial à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, pelo apoio no projeto: “é através de parcerias fortes, como essa, que poderemos fortalecer o Movimento de Incubadoras e Parques Tecnológicos de Minas Gerais e gerar o desenvolvimento desejado”, ressalta. Para José Luciano de Assis Pereira, superintendente de Inovação Tecnológica da SECTES, o investimento feito corrobora com este escopo

SEBRAE: de mãos dadas com as incubadoras

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de que a RMI dará capilaridade aos trabalhos e ações do governo, bem como trará a essência do pensamento, das reivindicações e das ações que os associados entendam como benéficas aos ambientes mineiros de inovação. Isso, prossegue José Luciano, “auxilia na elaboração de políticas públicas efetivas que promovam a inovação e o desenvolvimento em Minas”. “O governo de Minas deu sua contribuição apoiando a estruturação da Secretaria Executiva, porém é a participação e o envolvimento dos associados que construirá uma rede sólida e robusta, dando a perenidade e a representatividade que a Rede precisa no sistema nacional de inovação”, ressalta o superintendente.

Aculturação: RMI mais próxima das associadas

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editorial

Trocar criação por implementação

No próximo dia 25 de novembro a atual diretoria completa dois anos de mandato. Muito trabalho foi realizado nesse período: o objetivo de reagruparmos os associados em torno de temas relevantes nos processos de inovação e empreendedorismo, e consequente fortalecimento da RMI, foi sempre o alvo que nos guiou. Revitalizar as reuniões da rede foi um primeiro desafio para nós. Entendíamos que somente propondo temas relevantes e trazendo palestrantes ilustres, poderíamos estabelecer um processo interativo entre diretoria, parceiros e associados, permitindo assim, que novamente atuássemos como rede e que pudéssemos implementar as ações necessárias. E assim tem sido nossas reuniões, realmente muito proveitosas, um aprendizado constante que tem guiado nossas ações. Dentre as muitas ações já desenvolvidas ou em desenvolvimento cabe destacar: Capacitação dos gestores na Metodologia “Bota pra Fazer” (projeto em parceira com SEBRAE-MG e Endeavor); Capacitação dos gestores na Metodologia Implantação do CERNE 1 (parceria SEBRAE-MG e Anprotec); Planejamento Estratégico Operacional (parceria SEBRAE-MG e SECTES); Estruturação da Secretaria Executiva (parceria SECTES); projeto Aculturação dos Associados;

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consolidação do Manual de Aplicação das Boas Práticas das Incubadoras Mineiras; criação de grupos temáticos (Gestão do Conhecimento e Capacitação, Gestão de Incubadoras e Parques tecnológicos); elaboração da estratégia para participação no edital CERNE do SEBRAE, etc. No entanto alguns desafios ainda permanecem e devem ser objeto de trabalhos futuros. A ampliação da base de associados, incluindo outros atores presentes nas áreas de inovação e empreendedorismo, deve ser buscada. Divulgar e incentivar a aplicação de metodologias modernas de gestão de ambientes de inovação, encontrar mecanismos para profissionalização dos gestores, são exemplos de ações importantes e demandadas pelos associados e parceiros. Mas, como uma associação de habitats de inovação, devemos também desenvolver mecanismos de criação de empresas tecnológicas que estejam inseridas nas cadeias produtivas locais, aumentando a competitividade da economia local. Por fim, gostaria de deixar uma mensagem de otimismo. Visto que está claro para todos que a economia brasileira vem crescendo e que novos desafios serão impostos, tenho a absoluta certeza que nossa missão, de ajudar a construir empresas inovadoras, será foco central de qualquer política econômica que venha a ser desenvolvida. Portanto, como acredito em um Brasil próspero, tenho a certeza que vamos contribuir muito para o desenvolvimento de Minas Gerais. Paulo Nepomuceno Presidente da RMI

Projeto visa atender as demandas dos associados O grande objetivo da atual diretoria e equipe é atender as demandas dos associados e parceiros, promovendo o desenvolvimento e a inovação. Destacam-se os seguintes objetivos específicos: ü Prospecção dos projetos, visando à sustentabilidade da Rede. ü Gerenciamento da comunicação e do sistema de informações no âmbito da Rede. ü Relacionamento e aproxima ação com associados. ü Suporte técnico, administrativo e financeiro aos projetos e convênios formalizados com outras entidades. ü Fortalecimento das

parcerias atuais e a celebração de novas parcerias, com o intuito de identificar oportunidades para a Rede e seus associados. ü Consolidação da RMI como agente indutor e executor de políticas públicas. “A RMI busca construir uma rede corporativa sólida de maneira a gerar espaços de interação e negócios para o Movimento de Incubadoras, Parques Tecnológicos e Núcleos de Empreendedorismo e Inovação de Minas Gerais, fortalecendo as iniciativas inseridas no Estado”, explica a vice-presidente da Rede, Ana Cristina de Alvarenga Lage.

expediente O Informativo RMI é uma publicação da Rede Mineira de Inovação

Av. Afonso Pena, 4.000, 3º Andar, Cruzeiro, Belo Horizonte/ MG - CEP: 30130-009. Contato: (31) 3281-2011; E-mail: rmi. comunicacao@rmi.org.br; Site: www.rmi.org.br Presidente: Paulo Augusto Nepomuceno Garcia; Vice-presidente: Ana Cristina de Alvarenga Lage; Diretora: Samantha Cidaley de Oliveira Moreira; Assessora de Comunicação: Lucilaine Silva. Edição: Bill Souza; Projeto Gráfico e Diagramação: Contexto Assessoria em Comunicação (35 8828-0861); Impressão: Gráfica Amaral; Tiragem: 1.000 exemplares. Parceiros RMI


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Projeto Metodologia de Avaliação das incubadoras José Luciano de Assis Pereira Superintendente de Inovação Tecnológica - SECTES

As incubadoras de empresas de base tecnológica são, sem dúvida, um dos instrumentos mais eficazes da política de desenvolvimento setorial e produtivo de um país. Seu principal objetivo pode ser sintetizado no suporte à transformação de projetos empreendedores em empreendimentos sustentáveis de grande sucesso. São elas as catalisadoras da inserção de novas empresas no mercado mediante a sistematização dos primeiros passos a serem dados pelo empreendedor, seja com relação aos aspectos tecnológicos inerentes aos produtos a serem comercializados, seja na orientação e capacitação gerencial para a vitalidade, maturidade e longevidade do negócio. Infelizmente, ainda é uma realidade nacional que boa parte das incubadoras necessite prioritariamente de recursos públicos. É preciso buscar a sustentabilidade, mas ainda se fazem necessárias políticas públicas efetivas que permitam maior autonomia admi-

nistrativa às incubadoras e que possam garantir recursos mediante retorno de receitas, por exemplo, na forma de fundos que captem percentuais dos impostos arrecadados de empresas graduadas. É notório que os bons resultados dos trabalhos das incubadoras ainda precisam ser mais bem apresentados à classe política para que os efeitos possam ser vistos muito além do discurso, ou seja, na prática. As metodologias de avaliação das incubadoras precisam ser encaradas como qualificadoras dos investimentos necessários para estes ambientes de inovação e não como meros instrumentos de “rankeamento”. À medida que se avalia,

se pode inferir sobre pontos fortes, pontos fracos, gargalos de gestão, enfim, sinais que determinam onde investir melhor para gerar maior efeito com os recursos investidos, contribuindo para o crescimento da incubadora e de seus serviços prestados aos empreendedores. Como nem sempre os recursos são suficientes para financiar todas as necessidades de cada um dos ambientes de inovação do Estado, a expectativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é de avaliar para qualificar os investimentos, dando oportunidade de maximizar a aplicação de cada centavo investido visando o melhor retorno para a sociedade.

A importância para os parceiros Andréa Furtado de Almeida Gestora estadual do Programa Sebraetec e incubadoras de Empresas do SEBRAE - MG

O SEBRAE/MG estimula à incubação de empresas, que é um dos caminhos para a criação de empreendimentos mais sólidos e,

portanto, mais bem sucedidos, tanto em Minas Gerais quanto no restante do país. A necessidade da criação de uma metodologia de avaliação das incubadoras de empresas de base tecnológica é para investigar a atuação das IEBT, no que diz respeito às principais

características do processo de incubação no Estado de Minas Gerais, de forma a proporcionar informações, que subsidiem a atuação do SEBRAE/MG e parceiros no que se refere ao apoio para desenvolvimento das IEBT e o de suas respectivas empresas.


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Sucesso na primeira fase do BH-TEC Parque Tecnológico de Belo Horizonte, inaugurado em maior, abriga 16 empresas e já tem mais 70 interessadas em lista de espera. Empresas de base tecnológica ganharam um importante aliado com a inauguração do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). A primeira fase do empreendimento foi inaugurada em maio passado e a equipe gestora já faz planos para viabilizar um novo prédio para acolher os empreendimentos que estão na lista de espera. O BH-TEC, que ocupa uma área de 535 mil metros quadrados, cedida pela Universidade Federal

de Minas Gerais (UFMG), abriga hoje 16 empresas. O novo prédio será necessárioo porque há mais de 70 empreendimentos interessados em ocupar um espaço no parque. A meta dos gestores do BH-TEC é captar recursos financeiros, públicos e privados, para investir na expansão do empreendimento. A previsão é que ainda nesse ano seja publicado edital para selecionar um investidor parceiro, que será responsável pelas próximas fases de construção. O primeiro prédio foi construído pelo Governo do Estado, por meio do Departamento de Obras Públicas (DEOP-MG). Possui área total construída de 7,5 mil m², dos quais

2,5 mil m² estão ocupados pelas empresas selecionadas na chamada pública. O edifício abriga ainda o escritório da Diretoria Executiva, quatro salas de reunião e um miniauditório para uso comum. Em uma estrutura de governança ímpar, o BH-TEC foi criado pelas seguintes instituições: UFMG, Governo de Minas, Prefeitura de Belo Horizonte, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (SEBRAE-MG) e Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). O BH-TEC é um parque multitemático e hoje abriga empresas de diferentes portes e estágios de desenvolvimento, das


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Linha de crédito para empresas residentes em parques

Concessão é o caminho para expansão do BH-TEC O modelo de concessão a ser adotado, com vista à ampliação do parque, já está sendo trabalhado pela equipe gestora do BH-TEC. O estudo é coordenado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e financiado com recursos do SEBRAE-MG, da FIEMG e da FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa e Ensino de Minas Gerais). Para ajudar no trabalho foram contratados a Accenture do Brasil, o escritório de arquitetura Athié Wohnrath e o escritório de advocacia Junqueira e Ferraz

Associados. Essa equipe de consultores está delimitando o escopo da concessão, bem como delineando todas as condições para o sucesso da futura parceria. A ideia é selecionar pelo menos um parceiro privado capaz de alavancar os investimentos necessários à construção e manutenção de novos espaços, que serão alugados para empresas e instituições de base tecnológica. Também se espera que o concessionário a ser licitado contribua na atração de empresas e na estruturação física de um ambiente inovador.

mais diversas áreas: biotecnologia, tecnologia da informação e comunicação (TIC), meio ambiente, automação industrial, ele-

trônica, aeronáutica e também uma empresa de consultoria em gestão. Todas elas estão focadas no aprimoramento e desenvolvi-

O BDMG e a FAPEMIG firmaram parceria e criaram uma linha de crédito para atender empresas residentes em parques tecnológicos de Minas Gerais. Denominado PROPTEC, o objetivo é financiar projetos de implantação, ampliação e modernização dessas empresas. O valor máximo, por empresa, é de R$ 2 milhões. O financiamento poderá ser usado para obras civis, construção e reforma; máquinas e equipamentos novos, usados ou importados; instalações, montagens, móveis e utensílios; veículos utilitários ou caminhões novos; informatização e desenvolvimento tecnológico; pesquisa e desenvolvimento; investimentos intangíveis; além de capital de giro associado. Oito das empresas residentes no BH-TEC já se beneficiam dessa linha de crédito. Juntas, elas irão receber o aporte de aproximadamente R$ 3,5 milhões. Para enquadramento, as interessadas devem apresentar avaliação técnica positiva do parque tecnológico. Não há exigência de garantias reais, sendo suficiente o aval dos sócios. A taxa de juros é fixa, de 0,72% a.m. (9% ao ano), com carência de até 12 meses para começar a pagar. Mais informações no seguinte endereço eletrônico: www.bdmg. mg.gov.br.

mento de novos produtos e serviços e na geração de inovação tecnológica. Mais informações no site www.bhtec.org.br.


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Edital SEBRAE CERNE destina R$ 2,9 milhões a 18 incubadoras de Minas

Gestores e consultores das incubadoras durante encontro para a discussão do Modelo CERNE

CERNE representou um grande avanço para o modelo de gestão das incubadoras Dezoito incubadoras de empresas de Minas Gerais foram contempladas em edital de fomento preparado pelo SEBRAE, em parceria com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Juntas, elas irão receber em torno de R$ 2,9 milhões. Os recursos deverão ser aplicados para viabilizar a aplicação e manutenção de uma plataforma de serviços com base no modelo do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (CERNE). “A implementação do modelo CERNE dará oportunidade para que a incubadora de empresas trabalhe de maneira ativa e encontre o caminho para

a sua sustentabilidade, levando-se em consideração os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais”, diz Maria de Lourdes da Silva, gestora do projeto de incubadoras do SEBRAE Nacional. Maria de Lourdes explica que, para apoio às Incubadoras de Empresas, foram definidas duas Modalidades no âmbito do Edital: Incubadoras Nucleadoras (Tipo 1), os projetos de incubadoras de empresas que possuem maturidade mercadológica, empresas incubadas e graduadas; e Incubadoras Nucleadas (Tipo 2), os projetos de incubadoras em fase de consolidação mercadológica e que possuem empresas incubadas. Andréa Furtado de Almeida, gestora estadual do Programa Sebraetec e incubadoras de Empresas do SEBRAE – Minas, o CERNE representou um

grande avanço para o modelo de gestão das incubadoras. “Entretanto, para que a implantação de todas as 36 práticas mapeadas do CERNE fossem bem-sucedidas tornou-se necessário que recursos humanos e financeiros fossem empreendidos e, dentro desse contexto, veio o Edital 01/2011, com aprovação de 18 projetos de incubadoras mineiras”, ressalta. Andréa Furtado destaca ainda o papel fundamental da Rede Mineira de Inovação (RMI) para a aprovação dos projetos mineiros no Edital. “A Rede sempre teve uma atitude proativa frente ao processo CERNE, buscando a disseminação das melhores práticas no contexto estadual e a articulação com os parceiros”, diz. “Quando tomei contato com as primeiras ideias


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Resultados do Edital em Minas MODALIDADE

Nucleadora Tipo 1

Nucleada Tipo 2

INCUBADORAS

CENTEV/UFV – Viçosa INCIT – Itajubá HABITAT – Belo Horizonte PROINTEC – Santa Rita do Sapucaí INATEL – Santa Rita do Sapucaí INSOFT – Belo Horizonte UNITECNE – Uberaba CIAEM – Uberlândia IEP – Patos de Minas ORIGEM – Itabira INDETEC – São João Del Rey INOVA – Belo Horizonte INCULTEC – Ouro Preto CRITT – Juiz de Fora INC/FAI – Santa Rita do Sapucaí INBATEC – Lavras INC – Montes Claros D INCUBADORA – Belo Horizonte

do CERNE entendi, naquele momento, que a metodologia seria um divisor de águas para as incubadoras brasileiras. Como o apoio do SEBRAE Nacional, previsto para até 2015, as incubadoras tem agora uma oportunidade efetiva de atingirem a sua profissionalização. Deixam de ser, em sua

maioria, apenas condomínios de empresas para se tornarem alavancadoras do desenvolvimento, por meio da Consolidação de Empreendimentos Inovadores e Competitivos Orientados para a transformação socioeconômica do país”, afirma Daisy Mello, diretora da FUMSOFT.

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Ampliar o portfólio de treinamento e consultoria Adriana F. Faria Professora - Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CENTEV)

A metodologia do CERNE veio para somar às práticas já estabelecidas na IEBT que tem como foco o desenvolvimento de empresas de base tecnológica. Os recursos obtidos pelo Edital do SEBRAE viabilizarão a implantação efetiva de todas as práticas estabelecidas pelo CERNE, principalmente no seu primeiro nível (CERNE 1). Consideramos o CERNE 1, cujo foco está nos empreendimentos, a etapa mais importante e mais complexa de toda a metodologia. Neste sentido, os recursos do Edital apoiaram a IEBT/CENTEV na implantação, manutenção e melhoria de seus modelos gerenciais maximizando as suas potencialidades de modo que os serviços oferecidos possam ser ainda mais eficientes. Ainda, por meio do Edital será possível ampliar o nosso portfólio de treinamento e assessorias às empresas, estabelecer novas relações de parcerias, ampliar o de prospecção de novos negócios e melhorar a qualidade de nossos sistemas de informação e comunicação.

Apoio necessário para implementar o CERNE Angélica Salles Diretora da Biominas

Para a Biominas Brasil, o Edital SEBRAE/ANPROTEC é uma oportunidade, até o momento única, para apoiar e subsidiar as incubadoras de todo o país a se prepararem para a implementação e certificação no modelo CERNE. Mais do que isso, é uma oportunidade para que as incubadoras reorganizem e aprimorem seus processos

internos, buscando uma gestão mais plena e profissional de sua atuação como instrumentos geradores de empreendimentos inovadores e de sucesso. No caso específico da HABITAT, permitirá que ela implemente as boas práticas de gestão já reunidas em seu manual, baseado no excelente trabalho desenvolvido pelo grupo das incubadoras mineiras, liderado pelas diretorias da RMI, passada e atual, com

o suporte da SECTES e SEBRAE Minas, incrementando, dessa forma, o seu modelo de gestão e o seu programa de incubação. Além disso, o edital estimula um trabalho de forma cooperada onde a HABITAT participa do arranjo com mais outras três importantes incubadoras mineiras (CRITT/UFJF, INOVA/UFMG e INCULTEC/ UFOP), grupo esse comprometido e focado em atingir os objetivos do edital.


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Projeto leva RMI para perto das associadas Trabalho de Aculturação já visitou incubadoras do Sul de Minas e do Triângulo Mineiro A atual equipe gestora da Rede Mineira de Inovação (RMI) implantou projeto pioneiro para buscar uma aproximação cada vez maior

com os membros da rede. O objetivo do “Trabalho de Aculturação com Associados”, como é denominado, é percorrer todo o Estado em visitas às incubadoras e parques científicos e tecnológicos. Desde sua criação, a equipe já visitou seis incubadoras e um parque em

duas regiões do Estado: no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro. “A visita à IME proporcionou uma oportunidade ímpar para que pudéssemos apresentar nossas demandas e resultados, e também ajustou a participação da rede no Conselho Consultivo da


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Conhecer a realidade de cada região

incubadora”, diz Dani Xavier, diretora do Programa Municipal de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica (PROINTEC), de Santa Rita do Sapucaí. “Gostaria de parabenizar os gestores da RMI pela iniciativa, pois, demonstrou o esforço no sentido de buscar a sincronia necessária para as entidades”, completa. A IME (Incubadora de Empresas) integra o PROINTEC. Para Marcos Costa e Silva, gerente Centro de Incubação de Atividades

Empreendedoras (CIAEM) da Universidade Federal de Uberlândia, a visita da equipe da RMI “foi muito significativa, tanto para a incubadora quanto para os incubados”. “Nosso Estado é grande e com características econômicas e culturais diferentes entre as regiões, e essas visitas podem subsidiar no planejamento das ações futuras da RMI, podendo atender as necessidades básicas dos associados”, ressalta (confira outros depoimentos nesta página)

A primeira visita da RMI aconteceu na região do Sul de Minas, de 25 a 27 de abril, quando a equipe conheceu as incubadoras de Itajubá – INCIT (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá) e de Santa Rita do Sapucaí – IME/PROINTEC, INCEVS (Incubadora de Empresas do Vale do Sapucaí) e a incubadora do INATEL. Ainda em Itajubá, também visitou o Parque Científico e Tecnológico (PCTI) do município. A segunda ocorreu nos dias 26 e 27 de junho, quando foram visitadas a Incubadora de Tecnologia e Negócios (UNITECNE), da Universidade de Uberaba, e o CIAEM, de Uberlândia. “O nosso objetivo, ao criar o programa, foi conhecer a realidade de cada associado, levantar suas expectativas, necessidades e prioridades, buscando incrementar o relacionamento entre as Incubadoras e Parques Tecnológicos, o que fortalece a Rede e o movimento de incubação”, explica a vice-presidente da RMI, Ana Cristina de Alvarenga Lage.


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Ação que fortalece o movimento

Trabalho que engradece a Rede Raquel Resende Coordenadora da UNITECNE

Encontro no INATEL: Visita demonstra o comprometimento da Rede com seus associados

Luiz Carlos Dionísio Gestor da Incubadora do Inatel

A iniciativa da RMI, de se executar visitas às Incubadoras Associadas à Rede, é de extrema importância para o movimento mineiro de incubação. A presença da Diretoria da RMI, através de visitas, demonstra o comprometimento da Rede para maior aproximação com seus associados. Além disso, por meio dessas visitas, é possível que a RMI evidencie, por exemplo, ações de sucesso que as incubadoras realizam,

bem como presenciar as suas fragilidades. O resultado percebido durante a visita, em particular na Incubadora do Inatel, foi a oportunidade que tivemos de poder mostrar para a Diretoria da Rede as possibilidades de gerar ações estratégicas através de relevantes projetos. Além disso, através da persistência na captação de recursos com os parceiros, e na interação com as empresas graduadas, torna possível gerar benefícios e melhorias na Incubadora e, consequentemente, nas empresas incubadas.

A visita dos diretores da Rede Mineira de Inovação foi muito importante para nós. Durante a reunião, realizada na sede administrativa da UNITECNE, foram relatadas as atividades atuais da incubadora, resultados e dificuldades enfrentadas. Também se discutiu a possibilidade de a RMI apoiar seus associados na utilização de novos modelos de incubação virtual – que hoje é adotado pela UNITECNE e está em construção. Foram feitas explanações sobre projetos futuros da incubadora, e já estamos planejando a utilização de novos recursos com o apoio da Rede, que tem mostrado excelente gestão, com muita proximidade e de muito fácil acesso à diretoria. Esperamos que essa visita renda frutos, tanto para os associados como para a Rede Mineira de Inovação, que, a meu ver, é o mais importante órgão de apoio às incubadoras hoje em Minas Gerais. A UNITECNE parabeniza a atuação dos gestores Paulo e Ana que dispõem de seu tempo para a realização desse trabalho voluntário, pois sabemos que, na Rede Mineira de Inovação, o trabalho dos diretores é como uma “missão” que muito engrandece todo o movimento de incubação.

Presença transformadora Geanete Dias Morais Batista Gerente da INCIT

É louvável o projeto implantado pela atual gestão da RMI de buscar essa aproximação cada vez maior com as associadas. A proposta faz toda a diferença porque nos permite uma troca de experiências, saberes e práticas dentro da realidade em que estamos

inseridos. É uma presença transformadora. Acredito que, ao visitar nossa incubadora, a atual diretoria da RMI pode conhecer mais de perto o nosso dia a dia e o trabalho que realizamos, ver como é o nosso projeto de gestão, ter um contato direto com as empresas que fazem parte do Programa de Incubação e, acima de tudo, pode sentir o imenso potencial e desafios que temos pela

frente. Para mim, o “Trabalho de Aculturação com Associados” é uma proposta que fortalece nossos laços e realça a necessária união que precisamos ter para construir um movimento cada vez mais forte e coeso. Espero que o trabalho cresça, dê frutos e juntos possamos desenvolver nossos projetos cada vez mais, frente ao Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia.


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SEBRAE: apoio às incubadoras Maria de Lourdes da Silva Gestora do Projeto de Incubadoras do SEBRAE Nacional Athos Vinicius Valladares Ribeiro Analista Técnico do Projeto Incubadoras de Empresas SEBRAE Nacional

No atual contexto das mudanças ocorridas no cenário econômico e social no país, o SEBRAE pretende ser um efetivo agente de transformação da realidade brasileira, ajudando a instalar um ambiente favorável ao surgimento de pequenos negócios sustentáveis além de gerar conhecimentos sobre esse relevante segmento do setor empresarial, contribuindo, assim, para a construção de um Brasil mais justo. O SEBRAE Nacional tem fomentado as incubadoras de empresas desde 1988, período em que teve início no Brasil as primeiras iniciativas político institucionais de criação de instrumentos voltadas à incubação de empreendimentos. Este movimento também foi replicado pelos SEBRAE Estaduais que possuem programas locais de apoio às incubadoras de empresas. Esse apoio vem, principalmente, pela operação de Editais. A característica desses Editais variou de acordo com o momento do movimento de Incubadoras no Brasil. Podemos destacar Editais de incentivo à criação de incubadoras, ampliação do número de empresas incubadas, benefício de empresas incubadas, capacitação da Incubadora e, hoje, a Implantação do Modelo CERNE. Os resultados físicos e financeiros alcançados até o momento com o Edital demonstram o acerto da decisão estratégica de realizar um processo orientado com base no estabelecimento de um ciclo evolutivo de Editais que permitam, em um hori-

Maria de Lourdes Silva diz que o CERNE é instrumento estratégico ao sucesso das incubadoras

zonte de planejamento de cinco anos, alcançar o nível de maturidade do CERNE 4 em todas as Incubadoras do país. Aliás, nunca um Edital lançado pelo Sistema SEBRAE envolveu tantas Incubadoras de Empresas, Estados da Federação e significativo volume de recursos (veja arte). Ação inédita Além do ineditismo supracitado destacamos a inovação do Edital que estimulou a colaboração entre os proponentes. Antes do presente, o conceito de Edital era, inegavelmente, atribuído à competição e ao “rankeamento” segundo mérito técnico. Quebramos paradigma provando que a colaboração dinamiza o acesso ao conhecimento e às oportunidades bem como incentiva a melhoria contínua quando avaliamos o processo pela intensa troca de experiências geradas pela elaboração dos projetos de forma compartilhada. Para o SEBRAE, especialmente para a Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia que faz a gestão do Projeto de Incubadoras de Empresas e, o resultado do Edital foi expressivo. Além de termos superado uma

de nossas Metas de Equipe contribuímos para a ampliação interna da necessidade de buscarmos alternativa para que haja transversalidade entre o tema Incubadoras de Empresas com projetos prioritários para a Unidade e o SEBRAE como são os casos dos Programas Nacionais Sebraetec e Agentes Locais de Inovação. Ações para este fim já têm sido articuladas no âmbito da gestão dos Programas e do Projeto de Apoio às Incubadoras. Em outras palavras, estamos vivenciando o momento em que as Incubadoras de Empresas são “a bola da vez”! Ao SEBRAE, entregamos resultado extremamente relevante. Embora historicamente sejamos reconhecidos como um dos parceiros essenciais ao sucesso do movimento de Incubadoras de Empresas no Brasil, há três anos não lançávamos um Edital de amplitude Nacional. Além das grandes somas orçamentárias e alcance das metas físicas previstas, o Edital CERNE é considerado, pelos técnicos do Sistema SEBRAE, como instrumento estratégico ao sucesso das Incubadoras de Empresas do Brasil.

RESULTADOS EDITAL CERNE Adesão: 152 Incubadoras de Empresas selecionadas 44 como Nucleadoras e 108 como Nucleadas Capilaridade: 20 Estados da Federação com projetos contemplados; Investimento (SEBRAE): R$ 24.694.163,00 Contrapartidas (Entidades Proponentes): R$ 31.986.504,00


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Associados da RMI aprovados Edital CNPq

Vista do INATEL, em Santa Rita do Sapucaí: incubadora é uma das quatro contempladas

Quatro incubadoras de empresas e instituições que atuam no Movimento de Incubação em Minas Gerais foram aprovadas em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma agência do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As contempladas receberão apoio financeiro para projetos de melhoria das infraestruturas de incubadoras que abrigam empresas de base tecnológica. O objetivo, de acordo com o CNPq, é contribuir para o esforço de desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação do País. As contempladas pelo edital 09/2011 são: a incuba-

dora do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CENTEV), da Universidade Federal; a Biominas Brasil; a incubadora do Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL); a FUMSOFT - Sociedade Mineira de Software; o programa de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica do Programa Municipal de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica (PROINTEC); e Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (PCTI). “Para a Incubadora Municipal, que acabava de inaugurar sua nova sede, esse edital veio de encontro aos nossos objetivos,

proporcionando uma melhoria significativa com a aquisição de equipamentos e material permanente”, explica Dani Xavier diretora do PROINTEC. Para ela, um diferencial muito interessante também são as modalidades de bolsa do CNPq que permitem a contratação de profissional com vínculo empregatício: “isso permitiu que disponibilizássemos de um bolsista com vasta experiência em gestão de pequenos negócios, para que, assim, os empreendedores possam aproveitar de suas habilidades e seus talentos na construção de seus negócios inovadores”, ressalta a diretora.


Informativo RMI - Setembro 2012