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COMUNIDADE BETHÂNIA | MAIO E JUNHO DE 2015 | EDIÇÃO 6


Palavra do Padre Vicente, bth

EDITORIAL

Na Escola do Coração de Jesus em Bethânia “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11,28-30) Você que nos acompanha, sabe que ao rezarmos no Terço de Bethânia “Jesus Manso e Humilde de Coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso”, não estamos repetindo uma jaculatória qualquer, mas ressoando um programa de vida. É o que queremos em Bethânia. Reforçamos esta convicção na oração diária, nas Primeiras Sexta-feira do mês, ou ao longo do mês de junho dedicado ao Coração de Jesus. O escopo é o mesmo: aprender do Coração que “amando os seus que estavam no mundo amou-os até o extremo” (cf. Jo 13,1). Pe. Léo escreveu no Viver Bethânia falando sobre o Reino do Coração de Jesus: “queremos vê-lo implantado no coração das pessoas e da humanidade. Para que isso aconteça, alguns comportamentos constantes são para nós valores privilegiados: disponibilidade, oblação, vida de amor, Eucaristia e reparação” (cf. VB 44). Aprender com o Coração de Jesus os seus ensinamentos mais profundos, entrar na sua escola, sem se deixar contaminar pelos ensinamentos dos fariseus, baseados na hipocrisia e falta de transparência e testemunho (cf. Mt 23,1-39). Entrar na Escola do Coração de Jesus é servir com humildade e mansidão, acolhendo sempre e em todas as situações. Servir no Espírito. Servir numa Igreja misericordiosa como verdadeiro discípulo-missionário de Jesus, como pede de cada cristão católico o nosso querido Papa Francisco. Servir acolhendo com alegria, partilhando os bens da Providência Divina, não almejando status, elogios, honras. Servir acolhendo sem exigir nada, a não ser de nós mesmos, para fazermos bem, e assumir com responsabilidade o nosso compromisso de colaboradores na construção de uma sociedade mais humana. Tudo com um coração restaurado, incapaz de usar a religião para enganar a comunidade, para adquirir algum tipo de poder, para se exaltar ou humilhar o irmão. Estamos na Escola do Coração para com o Mestre vivenciar a máxima: “... o maior dentre vocês deve ser aquele que serve. Quem se exalta será humilhado e quem se humilhar será exaltado” (cf. Lc 22,26). Aprendamos com Cristo que é o nosso único mestre, seguindo Seu exemplo, na tentativa de ser igual a Ele, quando nos diz: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Entremos, sem exceção, na Escola do Coração de Jesus em Bethânia. Que a leitura atenta da nossa revista ajude você a se matricular e perseverar nesta Escola de Misericórdia e se encontrar com o Mestre Jesus. Estamos juntos! Boa leitura! Abraço e benção!

Testemunho Por Lucilia Leal

“Não vou à Comunidade porque precisam de mim, mas sim porque eu preciso deles. Bethânia é sem dúvida um lugar de vida plena, um lugar em que você é amado do jeito que é. Isso é apenas um pouquinho do que pude aprender com Padre Léo. Apesar dele não estar mais entre nós a obra não para, muito pelo contrário continua, firme e forte diante de todas as lutas diárias. Deixo aqui meu eterno agradecimento a Comunidade Bethânia que me permite fazer parte dessa obra agraciada por Deus. É por isso que eu acredito e ajudo essa obra.”

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A família no processo de restauração do dependente químico Por Margarida Palochi, Psicóloga - CRP 12/12/141

Retiro Pertencemos a Deus Por Pe Elinton, bth

“Dar-vos-ei um coração novo, e em vós porei um espírito novo; e tirar-vos-ei do peito o coração de pedra, e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei o meu Espírito, fazendo que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos. Habitareis a terra de que fiz presente a vossos pais; sereis meu povo, e serei vosso Deus” (Ez 36, 26-28). Nos dias 17, 18 e 19 de julho, nós da Comunidade Bethânia, queremos com você declarar nossa total pertença a Deus. Convidamos você para essa experiência íntima e profunda de fé. Proposta profética e desafiadora diante da realidade social que vivemos de opressão religiosa, econômica, política e social. São tantas as propostas e os falsos profetas que tentam desviarnos do verdadeiro sentido vida que por vezes nos fazem tomar decisões erradas, preenchendo nosso coração com coisas e situações que nos escravizam e aumentam nosso vazio interior, nossa solidão. Pe Léo inúmeras vezes nos alertou sobre o perigo das seduções do mundo. Em suas pregações, e no seu livro “Pertencemos a Deus”, ele nos ajuda a reformular a simples pergunta: Quem sou eu? Normalmente respondemos o que fazemos e não o que somos: eu sou médico, eu sou padre, eu sou mecânico, eu sou jogador de futebol, enfim, nossa profissão. Respostas que identificam uma ação, mas não quem nós realmente somos. Um médico provavelmente tem família, sentimentos, sonhos, aspirações, frustrações, enfim, tantas outras realidades

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GERAL

Sabemos que a família é o ponto de apoio para a restauração do dependente químico. Quando o grupo familiar também adere ao tratamento, percebemos que as relações vão sendo fortalecidas e reconstruídas, podemos dizer que a família vai sendo restaurada. Vale lembrar, que a família que está junto no processo de acolhimento é a mesma que estava em situação de sofrimento no período do uso abusivo de álcool e drogas, e os vínculos familiares foram rompidos devido ao descrédito frente às sucessivas recaídas. É fundamental a participação da família nesse processo de restauração. Vários estudiosos compartilham de um pensamento ecológico em que reconhecem que todos estão interligados e conectados, e que a mudança em um indivíduo provoca mudança no sistema. Esse contexto é favorecido por um conjunto de apoios contextuais como família, grupos e redes de amigos. No início do tratamento os acolhidos estão fragilizados emocionalmente, é nesse momento que o suporte familiar influencia positivamente nos resultados do tratamento. Esse acompanhamento dos familiares pode ter um papel vital tanto na prevenção, quanto no desenvolvimento da recaída. Os estu

dos enfatizam que o acompanhamento dos familiares durante o tratamento pode auxiliar na remoção de atritos e melhorar a interação interpessoal. Isso pode ajudar a manter a abstinência e assumir um novo papel social após o tratamento. É possível observar em nosso Serviço de Acolhimento, que mesmo com a dinâmica familiar comprometida em função da dependência química, o familiar se faz presente e que todos eles têm uma rede de apoio. Há outros ainda que constroem novas redes, formadas por amigos ligados a instituições religiosas que também dão o suporte necessário. Na Comunidade Bethânia não há restrição de tempo para que o acolhido receba visita de seus familiares. Acreditamos que é preciso unir forças com a família para superar os problemas da melhor forma possível, assim, todos os domingos, os familiares poderão estar em contato: conversando, acompanhando, enfim, restaurando gradativamente os vínculos que foram fragilizados ou até rompidos pela dependência química. Os familiares trazem necessidades e dificuldades relacionadas a dependência química, procuramos dar o suporte através de atendimentos individuais e em grupos. Dessa forma, as relações familiares vão sendo restauradas e novas habilidades retomadas, sendo a principal delas o diálogo. É através de uma nova forma de comunicar-se que muitos problemas podem ser resolvidos. 1. Sousa J, Kantorski LP, Mielke FB. Vínculos e Redes Sociais de Indivíduos Dependentes de Substâncias Psicoativas Sob Tratamentos em CAPS AD. Revista Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drogas. Vol. 2, n1, p.1-17, fev. 2006. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-69762006000100003&lng=pt&nrm=iso>. acesso em: 02 de maio de 2012.

que o faz ser alguém muito mais que um simples profissional da saúde. Com isso, pe Leo convida a indagarmo-nos “De quem eu Sou?” , pois olhando para nossa essência, nossa origem identificamos quem realmente somos. Somos de Deus (1Jo 4,6), imagem e semelhança d’Ele somos criados (Gn 1, 26). Filhos de Deus chamados a mergulhar na essência do qual pertencemos: Amor! Deus é amor (1Jo 4, 8) logo, convocados a declarar essa verdade que gera cura, liberdade e paz. Fazer essa experiência do profundo amor de Deus é a resposta ao profundo anseio humano. Resposta também para dar certo a família, os relacionamentos, encontrar realização e felicidade. Deixe o verdadeiro amor que preenche o coração humano envolve-lo e transformá-lo. Permita que Deus tire seu coração feito pedra pelas várias armadilhas do encardido e do mundo, colocando no lugar um coração novo forjado pelo Espírito Santo e saboreie as maravilhas do verdadeiro amor. Declare aos quatro cantos do mundo e para todas as áreas de sua vida: EU PERTENÇO A DEUS! E com certeza milagres serão alcançados em sua vida. Você vai perder essa oportunidade? Contato (48) 32654416 falar com Andréia.

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CENTRAL

Coração de Jesus, Acolhimento e Misericórdia expressam os

Quando invocamos o Coração

contornos da espiritualidade que a Família Bethânia é chamada

to, queremos significar a Pessoa d

a viver. Espiritualidade indica o espírito de uma coisa, um estilo

de, o que ele realmente significa,

de vida, uma mentalidade; é uma maneira de ser e agir.

ção do amor divino-humano com

Acentuando a espiritualidade do Coração de Jesus temos, então, o estilo de vida que deve ter uma pessoa que acredita no

Percorremos o caminho de m

amor de seu Deus. Alguém que experimentou profundamente

da Igreja beberam nas fontes de “Á

o grande amor que o Pai e que o Coração de Jesus têm por ele.

to. Entre eles: São Francisco de A

Diz respeito a quem acolheu em si o Espírito do Amor e se une,

do Amor de Deus; São Francisco

por amor verdadeiro, ao Coração de Cristo nesta grande obra de

do Amor de Deus; Santa Margarid

redenção e misericórdia para com os irmãos e irmãs, principal-

a apóstola do Coração de Jesus

mente os que mais precisam.

1925), o apóstolo do Coração de Je

Quando falamos em ‘coração’, destacamos o símbolo natural

Sagrado Coração de Jesus; Santa

do amor. Não o órgão físico, mas algo da interioridade humana

da Divina Misericórdia; e como

que repercute, de modo maravilhoso, toda a gama de manifesta-

fundador Pe. Léo (1961-2007).

ções afetivas que, em nós, está relacionada ao amor. O Concílio Vaticano II usa, também, o símbolo do coração

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nos ama.

Em Bethânia, a luz do Evang

“Lado Aberto do Crucificado, o sin

ao falar do amor de Cristo: “O Filho do Homem, com sua encar-

tal de si mesmo, recria o homem

nação, uniu-se a todo homem. Trabalhou com mãos de homem,

pistes do homem velho com os s

pensou com inteligência de homem, trabalhou com vontade de

novo, que se vai restaurando cons

homem, amou com coração de homem” (GS 32).

le que o criou” (cf. Cl 3,8-17). Con

Com a expressão ‘Coração de Jesus’ entendemos a própria

na cruz, símbolo privilegiado dess

Pessoa de Jesus, o seu aspecto mais nobre, mais atraente para

nossa vocação. Somos, com efeit

nós: o amor, síntese e foco unificador de toda a vida, de toda a

se movimento de amor redentor,

obra e de toda a Pessoa de Jesus.

Cristo e como Cristo. “Nisto conh

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por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo

de Jesus Cristo na sua totalida-

3,16)” (cf. VB 37).

, ou seja, a máxima manifesta-

Em nossa missão, principalmente a exercida em nossos

m que Jesus Cristo nos amou e

Recantos, queremos ver implantado o ‘Reino do Coração de Je-

CENTRAL

o de Jesus, ou Coração de Cris-

sus’ nas pessoas e na sociedade. Como o próprio Jesus, acen-

muitos que ao longo da História

tuamos valores como acolhimento, disponibilidade, oblação,

Água Viva” do Coração de Cris-

via de amor, Eucaristia e reparação (cf. VB 44). Nos unimos ao

Assis (1182-1226), o Pobre Cantor

movimento redentor de Cristo que entregou Sua vida por amor.

o de Sales (1567-1622), o Doutor

Somos chamados a ser “amor acolhedor”.

da Maria Alacoque (1647-1690),

Também entregamos nossa vida, como Cristo e por amor a

s; Pe. João Leão Dehon (1843-

Cristo e, com Ele nos tornamos reparadores. A Reparação em

esus e fundador dos Padres do

Bethânia, conceito importante da espiritualidade do Coração

a Faustina (1905-1938), apóstola

de Jesus, envolve três aspectos fundamentais: o acolhimento

não destacar, nosso querido

do Espírito, a vida de oblação e doação, e nosso trabalho na Comunidade Bethânia (cf. VB 45).

gelho de São João, vemos no

O Acolhimento é o meio eficaz pelo qual traduzimos “o

nal do amor que, na doação to-

amor e a misericórdia” que somos convocados a evidenciar

m segundo Deus. “Vós vos des-

neste mundo. Ao assumirmos o “compromisso do acolhimen-

seus vícios, e vos revestistes do

to, com todas as suas consequências, nos comprometemos

stantemente à imagem daque-

ntemplando o coração rasgado

se amor, somos fortalecidos em

to, chamados a inserir-nos nes-

em amar segundo o Coração de Jesus” (cf. VB 43). Nossa estrada passa necessariamente pelo Coração. Viva Bethânia! Estamos juntos!

, doando-nos aos irmãos, com

hecemos o amor: Ele deu a vida

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Pe. Vicente de Paula Neto. bth

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A equipe do Recanto Guarapuava/PR, agora conta com a atuação de uma assistente social. A jovem Kamila Tokarski, formada pela Universidade Estadual do Centro Oeste, esteve recentemente em treinamento no Recanto São João Batista/SC, para conhecer melhor e absorver os ideais da Comunidade BePor Kamila Tokarski, Assistente Social - CRESS/PR 10.875 thânia, para assim dar início aos trabalhos. A assistente social está entusiasmada com o novo desafio. Na atuação desenvolverá atividades por meio dos grupos de acolhimentos, restauração e reinserção social, além de atividades com os familiares dos acolhidos. “Entendo que a família é Por Padre Elinton Costa o alicerce. Muitas delas são destruídas pelos vícios e sentem dificuldade de acolher novamente aquele filho que lhe causava tanta preocupação, por isso o objetivo é auxiliar a família diante da mudança”, explica Kamila. Ela também já está atuando na garantia dos direitos dos acolhidos como o acesso a benefícios do INSS. Outro aspecto a ser desenvolvido pela assistente social é o fortalecimento da parceria com o Departamento de Políticas sobre Drogas de Guarapuava. “Acredito que este trabalho acrescentará muito conhecimento, tanto na vida pessoal como profissional, espero poder dar o meu melhor para contribuir com a missão de Bethânia”, finaliza.

Guarapuava/PR

RECANTOS

Uma nova integrante na equipe

Irati/PR Reconstruindo uma nova história Por Dimas Machado, bth A maioria dos filhos e filhas que chegam até nós são oriundos de famílias mal estruturadas, fragmentadas, por isso constantemente somos chamados a reconstruir junto a eles uma nova história. Aqui sempre partilhamos a necessidade de olhar com gratidão para o passado, por mais que tenha sido dolorosa a história de vida é preciso reconciliar-se consigo mesmo, gerenciar e administrar estes conflitos interiores e exteriores, entrar em contato com suas realidades e reconhecer o diferente como algo bom. Viver em Bethânia é não cair num determinismo “eu nasci assim, eu morri assim, eu não quero mudar”. Nossos filhos estão muitos sensíveis, precisam de carinho, atenção e amor. Viver Bethânia é ser propício a mudanças. O ser humano está em constante transformação, em construção. Não é uma tarefa fácil olhar com gratidão para o passado, até porque muitas das nossas dores são precedentes dele, mas é necessário nascer de novo.

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Todos têm a capacidade de se reestruturar e reconstruir sua própria história. A certeza que temos, é que hoje, depois de algum tempo tentando colar os cacos do que restou, ou até mesmo empurrando-os para debaixo do tapete, percebemos que os vasos ainda servem ao seu propósito e aos desígnios de Deus. A reconstrução é a base para vida nova e plena.

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Servir no Espírito para bem servir a Igreja! Por Luciana Neves, coordenadora da RCC Criciúma

FORMAÇÃO

Você e eu, a partir do nosso Batismo Sacramental, por meio do “Batismo de João”, recebemos um Nobre Convidado para habitar em nós: O Espírito Santo! No entanto, este Divino Hóspede não age por si só, sem nosso consentimento, sem nossa vontade, e sem que esta não esteja de acordo com a vontade do Pai. Porém, cada vez que nos abrimos a esta suprema ação em nós, pela oração e caridade dos irmãos para conosco, pelo nosso arrependimento ou por nossa obediência e busca aos Sacramentos, experimentamos então o batismo no Espírito Santo. Trata-se de um evento que ocorreu na ocasião de Pentecostes, sobre a Igreja primitiva (At 2, 1-4) e que se repete desde então até os nossos dias.

Jesus é o batizador. Ele envia seu Espírito sobre nós para nos fazer compreender que quando imolamos nossas vontades, quando renunciamos às obras da carne (Gl 5,19), quando calamos nosso “eu” que grita em nossa natureza egoísta para promovermos os irmãos, quando vivemos na obediência nossos carismas de comunidade, de batizados, de servidores, podemos então constatar que estamos debaixo da graça de Deus e amparados por ela. A festa em memória de Pentecostes se aproxima. Por isso, meus irmãos e minhas irmãs, abramos nosso coração e nos deixemos conduzir pelo Espírito Santo, esta Gentil e Cavalheira Pessoa da Santíssima Trindade, que nada mais deseja, senão nos fazer santos, tal como Ele é Santo. Que nos quer amar e nos fazer amar sem medida. Que nos quer presentear todos os dias com Sua Divina Presença e Seu Sopro de Vida. Tenhamos a certeza de que, só poderemos ser Igreja, e verdadeiramente serví-la se vivermos em Espírito! Nos deixemos conduzir!! Nos deixemos ser os servidores que o Pai deseja! Servidores no Espírito!

Se cumprindo a profecia de São Pedro, nosso primeiro Papa “A promessa é para vós, para vossos filhos e para todos que ouvirem de longe o apelo do Senhor, Nosso Deus” (At, 2,39).

Esta experiência de efusão, de mergulho no Espírito, nos molda, nos transforma e nos impulsiona sempre a uma vida nova, de alegria, de paz e de amor. É por isso que nos são confiados os serviços do Senhor. Porque não o fazemos por nós mesmos. Não estamos sozinhos, mas recebemos a ajuda do Paráclito, do Auxiliador, do Doce Conselheiro e Amigo Fiel. Mas como sabermos se, de fato, estamos debaixo desta unção de Pentecostes? Se estamos servindo em e no Espírito? Nosso saudoso Pe Léo em seu exemplar do livro “Servir no Espírito” que foi lançado há 2O anos e que tive a graça de ter em minhas mãos e de ler há 18, direcionado à lideranças, nos diz que “a liberdade que é dada por Jesus é para fazer o que devemos e não o que queremos”.

Recordando Pe. Léo Trecho do livro Seja feliz todos os dias - Pe. Léo, scj Um dos grandes segredos para sermos felizes é saber enfrentar os problemas com maturidade e serenidade. Se você quer ser feliz, não deixe que nada de negativo invada seu coração. Procure viver e reagir com naturalidade. É claro que vamos nos sentir magoados quando alguém nos ofender. Mas, como já sabemos, é preciso ter serenidade e maturidade diante das críticas e ofensas. Infelizmente a maioria das pessoas acha que precisa ter sempre razão acerca de tudo. E isso também tira-lhes a paz interior, pois sentem-se forçadas a argumentar até as últimas consequências. Aí está a causa de tantas brigas, discussões e contendas. Não precisamos ter sempre a última palavra. O outro também pode ter razão, talvez estejamos enganados. Talvez o outro precise de um reforço positivo,

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talvez também tenha necessidade de se superar. São argumentos que nos ajudam a não perder a paz com discussões idiotas. A Bíblia nos diz que Jesus não discutia nunca. Ele simplesmente respondia, ocultava-se de seus adversários ou se retirava. Em meio a uma discussão que não levaria a nada, “ocultou-se deles” (Jo 12,36). Jesus sabia quem era, a verdade que possuía e a importância de sai missão. Por isso mesmo, ao ser uma vez agredido, “passando por eles, retirou-se” (Lc 4,30). Ele nunca contestava. Jamais precisou argumentar: Só saio daqui quando provar que sou o Filho de Deus. Ele sabia que o era.

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Revista Viver Bethânia - Edição Maio / Junho 2015  
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