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SANTU SANT UÁRIO

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Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

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SANTUÁRIO

Opinião CELEBRAÇÕES NO SANTUário

MENSAGEM DO PÁROCO • Segunda-feira - 19h30 (pelos falecidos) • Terça-feira - 16h (pelas intenções da rádio e internet) e 19h30 • Quarta-feira - 19h30 (pelas famílias) • Quinta-feira - 7h, 16h (pelos enfermos) e 19h30 • Sexta-feira - 7h, 12h30 e 19h30 • Sábado - 19h • Domingo - 6h30, 8h, 9h30, 11h30, 17h e 19h

INFORMAÇÕES importantes • 1ª sexta-feira do mês Missa às 7h, 12h30, 16h, 19h30 e 23h • Adoração ao Santíssimo Sacramento Toda quinta-feira - das 8h às 19h30 • Missa com tradução em libras 4° domingo do mês - 19h • Missa dos Grupos Bíblicos de Reflexão 2ª terça-feira do mês - 19h30 • Bênção de objetos Após as missas da 1ª sexta-feira do mês e no expediente paroquial • Confissão Terça a quinta-feira - 8h30 às 11h | 14h30 às 17h Sexta-feira - 7h às 19h30 Sábado - 8h30 às 11h

Por padre Sildo César da Costa

Queridos paroquianos e devotos do Sagrado Coração de Jesus: estamos entrando num tempo litúrgico da Igreja muito forte, que é a Quaresma. Quarenta dias de caminhada penitencial que nos levará para a grande celebração dos cristãos: a Páscoa! A Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas, 40 dias antes da Semana Santa, e é tradicionalmente um período de reflexão e recolhimento para nós, católicos e cristãos. É neste sentido que podemos ver a Quaresma como um grande retiro espiritual. Somos chamados a fazer silêncio, jejum, oração, penitência, abstinência e concentrar dentro do mistério da salvação em Cristo Jesus. A cada domingo da Quaresma, abordaremos um tema que nos levará a um único compromisso. Quero convidá-los a vivenciar este espírito. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e mudar algo em nós, para sermos melhores e podermos viver mais próximos de Cristo. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia de domingo, façamos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis e viver como filhos de Deus. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de conversão espiritual; tempo de preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando as boas obras. Somos convidados a viver uma série de atitudes cristãs que ajudam a nos espelharmos em Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo de perdão e de reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos minimizar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a cruz de Jesus. Com isto, aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição. Neste tempo, a Igreja no Brasil, por meio da Campanha da Fraternidade, convida os fiéis a fazer uma reflexão sobre um tema pertinente na área social. O tema escolhido para este ano é “Fraternidade e Tráfico Humano”, junto ao lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O objetivo é identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus. Desta forma, quero desejar a todos que vivenciem uma intensa Quaresma que nos traga uma conversão profunda para Deus. Jesus, manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

hORÁRIOS DAS RÁDIOS Rádio Clube (AM 1590) Segunda a sexta 7h55 - Nos Caminhos da Palavra 11h55 - O Pão da Palavra Domingo 20h30 - A Voz do Santuário

“É a Igreja que nos coloca este tempo forte, para uma nova caminhada, para crescer no amor, e na reparação. É tempo de meditar sobre a paixão de Jesus, sobre o perdão, sobre o amor a nossos irmãos. É tempo de cultivar o silêncio e de meditar sobre o sofrimento de Jesus. É tempo especial para mudança de vida.” Padre Aloísio

Rádio Difusora Arca da Aliança (AM 1480) Domingo 8h - Transmissão da Missa 1ª sexta-feira do mês 15h45 - Bênção das casas 16h - Transmissão da Missa Rádio Cultura (AM 1250) 1ª semana do mês (segunda a sexta-feira) 10h - Refletindo a Palavra

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Geral ARTIGO DO MÊS

Por Ivone Moreira

Maria, mulher e mãe

No dia oito deste mês, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Sem a presença da mulher, o mundo simplesmente não existiria, pois é ela a responsável por gerar os filhos. Foi ela a escolhida por Deus para trazer ao mundo a vida. A mulher foi a alegria completa da criação. E hoje, queremos lembrar o modelo perfeito de mulher e de mãe para todos os tempos: Maria. Filha de uma tradicional família da região, Maria nasceu em Nazaré, cidade situada ao norte de Israel. Humilde, tinha consciência de sua humanidade e reconhecia a glória de Deus. Tinha conhecimento da obra de Deus na vida de seu povo. Mulher de fé, acreditava

RETIRO

nas promessas do Senhor, não tinha medo de refletir e questionar, era uma mulher de coragem e compromisso. Maria sonhava com o dia em que os valores seriam invertidos, com o fim da opressão e com a implantação da justiça. Nascida sem a mancha do pecado original, Maria foi escolhida por Deus para uma das mais importantes missões do universo: ser a mãe de uma criança, o Salvador. Obediente, Maria acolheu a sua vocação destinada e nada fácil, de esposa e mãe da Família de Nazaré. Mulher, virgem, grávida, mãe, cuidadosa, recatada, audaciosa, serva, submissa e adoradora d’Aquele que do seu ventre saiu, Maria tornou-se, ao longo da história um forte modelo de mulher e de mãe. Soube reconhecer o seu papel e o seu lugar no plano divino, quando engrandeceu ao Senhor e se alegrou em receber de Deus a salvação. Maria nunca usou o filho para se exaltar. Não era oportunista, não queria viver a vida do filho. Era submissa ao seu marido; mãe cautelosa, mas sujeita a falhas. Também aprendia com seu filho, pois, na vida, todos nós ensinamos e aprendemos. Seu exemplo de mulher destaca-se na submissão ao Espírito Santo, no papel de mãe e nas palavras que apontaram para Jesus como o único soberano, Senhor e Salvador. Como mãe, Maria acompanhou o filho desde a concepção (Lc 1,35) até os pés da cruz (João 19,25-27), na qual foi amparada pelo apóstolo João, a pedido do próprio Jesus. Após a ressurreição, Maria esteve presente no início da Igreja primitiva. Exemplo permanente de fé e obediência nas escrituras, Maria é destaque como a virgem de caráter inquestionável e fé inabalável que, colocando-se ao serviço de Deus, colocou-se também ao serviço dos homens, um serviço do amor. O que sempre a sustentou foi a fé. Peçamos-lhe, pois, sua proteção. Como Maria, também nós, mulheres e mães, acreditemos neste Deus maravilhoso e adoremo-Lo em todos os instantes da nossa vida. Acreditar e orar são objetivos que nos ensina Maria mulher, Maria mãe do Filho de Deus.

Por Sidinei Thomas

Foto: Jacqueline Freudenborg

Abertura do ano pastoral Em 22 de fevereiro, dezenas de pessoas estiveram reunidas no Seminário Diocesano Divino Espírito Santo, participando do retiro espiritual de abertura do ano pastoral da Paróquia, conduzido pelo padre Sildo. No retiro, fomos motivados a fazer nosso encontro pessoal com Deus, inspirados na exortação apostólica, Evangelii Gaudium¸ “Alegria do Evangelho.” Com momentos de pregação e motivação em conjunto, o retiro também contou com oração e reflexão individual, além de deserto.. O local do retiro foi propício para a reflexão e convivência em comunidade. Encerramos o nosso dia com a celebração eucarística, na qual tivemos a oportunidade de partilhar o aprendizado de profunda intimidade com Deus. A experiência de fazer a abertura do ano pastoral com toda a comunidade foi muito bem aceita, e nos deu a certeza de que a alegria do evangelho e o engajamento na comunidade enchem o coração e a vida daqueles que se encontram com Jesus, como bem afirma o nosso papa Francisco.

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SANTO DO MÊS

São Domingos Sávio

Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, na cidade de Riva, na Itália. Ao fazer a primeira comunhão, aos sete anos, jurou para si mesmo o que seria seu modelo de vida: “Antes morrer do que pecar”. Quando estudante, houve alguns registros de compaixão para com seus colegas, intervendo brigas e acobertando seus amigos. Esses fatos chamaram a atenção de seu diretor espiritual, João Bosco (hoje declarado santo). Ele encaminhou Domingos para a vida religiosa. Domingos Sávio consagrou-se à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Ele tinha dois sonhos na vida: tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu, pois uma terrível doença o levou antes. Mas o maior sonho foi alcançado com uma vida exemplar e curta: apesar de morrer cedo, sua vida foi perfeita para a Igreja, que o canonizou em 1957.

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Nesta última quarta-feira, dia 5 de março (Quarta-feira de Cinzas), iniciou-se o tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a celebração da Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo. A Quaresma tem como preceito relembrar e vivenciar o tempo que Jesus passou no deserto, antecedendo Sua morte e ressurreição. Para tanto, é proposto aos cristãos que se purifiquem espiritualmente por meio de jejum e abstinência de diversos hábitos comuns do dia a dia. O Catecismo da Igreja Católica vem confirmar que “a Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto” (CIC 540). O Santuário assumiu o chamado de viver o tempo da Quaresma, pois os devotos do Coração de Jesus são convidados a se despojarem de suas rotinas e viverem um tempo de pura reflexão, renúncia e maior intimidade com Deus. É um tempo de espera, no qual os fiéis precisam ser perseverantes na Palavra. Nesse período, normalmente as tentações possuem um peso maior sobre os ombros, assim como Jesus quando foi tentado pelo próprio demônio no deserto: “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo” (Mateus 4,1). Por causa dessas forças ocultas que influenciam na vida de renúncias e desapego, é imprescindível que todos possuam uma vida constante de oração, procurem as coisas do alto, procurem

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estar na presença de Deus buscando forças para viver esses 40 dias em plenitude de graça. Um grande exemplo de entrega total a Deus, de renúncia e obediência, que pode ser lembrado nessa Quaresma é o de Santa Faustina, que em nota ao seu diário relata o que Deus lhe dizia: “És miserável, e achei bom realizar a obra da Misericórdia justamente por meio de ti, que és a própria miséria. Não temas, pois eu não te deixarei sozinha. Faz por essa causa tudo que puderes, Eu farei tudo que não conseguires. Tu sabes o que está em teu poder, então realiza-o.” (Diário de Santa Faustina, p. 881). O Senhor quer realizar as Suas obras, mas para que isso aconteça, de fato, é necessário que a entrega seja total e verdadeira. Muitos são os miseráveis a quem o Senhor quer realizar a Sua obra da misericórdia e que, com o exemplo de Santa Faustina, precisam estar em constante comunhão com Ele para não cair em qualquer dificuldade que a vida apresentar. Que o Coração de Jesus seja moradia constante daqueles que querem viver essa Quaresma em espírito e em verdade. Que cada cristão consiga deixar seus costumes para experimentar algo novo, deixar de falar para começar ouvir, deixar de conduzir para se permitirem ser conduzidos. Este é o tempo propício para isso!

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Campanha da Fraternidade 2014 em tempo de Quaresma A Campanha da Fraternidade (CF), surgida no período da Quaresma no ano de 1964, procura elucidar a realidade vivenciada pela Igreja. Todo ano um tema específico é escolhido para ser o assunto central da campanha. Neste ano, o tema proposto é “Fraternidade e Tráfico Humano”. A CF traz um assunto bem pertinente para os dias atuais, que trata do comércio de pessoas, um problema que assola não só o país, mas também o mundo. Não se tem um perfil ao certo das pessoas traficadas, todos estão sujeitos a esse tipo de tráfico, que, aliás, é o segundo mais presente no mundo na atualidade, perdendo apenas para o tráfico de drogas. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1), versículo da carta de São Paulo aos gálatas, é o lema da campanha em 2014. Em tempo de Quaresma, chamados a vivenciar o período em que Jesus viveu no deserto, os cristãos são convocados a viver um tempo de escuta e meditação. Uma vida espiritual sadia exige constante comunhão com Deus, e a Quaresma, além de propor um período ainda mais voltado a Ele, propõe um tempo de caridade e amor, sendo, portanto, necessário olhar para cada irmão com misericórdia. A cada ano, a Campanha da Fraternidade estimula esse olhar fraterno para bem viver a Quaresma. É preciso refletir sobre este tema, a princípio, polêmico, e perceber a realidade dura que persegue tantos irmãos e irmãs espalhados pelo mundo. A Quaresma, junto com a CF, chega como um despertar para muitas pessoas, da alma e do coração: da alma no sentido espiritual e do coração no sentido de buscar o lema da campanha, “a liberdade”. A Sagrada Escritura vem dizer que muitos povos antigamente já eram escravizados, como o exemplo da história de Moisés (Êxodo 3), José (Gênesis 40), Paulo (Atos 9), entre outros. Logo, é de se pensar: “O chamado de Deus não é para a liberdade?”. É exatamente isso o que a CF vem propor aos cristãos, a reflexão da realidade de vida oferecida, comparando com o que era visto em tempos remotos. A partir disso, é possível perceber que a escravidão ainda continua, apenas ganhou outros nomes e outras formas de subsistir. O Catecismo da Igreja Católica recorda que: “A liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos” (CIC 1738). Portanto, é necessário que os cristãos, como exemplo para muitos, vivam e exerçam a sua liberdade, porém com atenção. Que no período de Quaresma todos revejam seus atos e atitudes com consciência e prudência. Que a Campanha da Fraternidade de 2014, seja vista como uma luz no fim do túnel e a esperança para muitos filhos de Deus que infelizmente se encontram como objetos de outras pessoas. A humanidade evoluiu muito com o passar dos anos, mas se referindo à dignidade humana, o mundo retrocedeu.

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Santuário COBERTURA

Por Marco Aurélio

DEHONIANOS

Novas paróquias

Celebrações instituíram três das antigas comunidades do Sagrado Coração de Jesus como paróquias.

Por Moacir e Zinha Medeiros

A vida e a espiritualidade de padre Dehon

As Comunidades, que até então pertenciam ao Santuário Sagrado Coração de Jesus, passaram a ser administradas pelos padres da Diocese de Joinville. Presididas pelo bispo diocesano Dom Irineu Roque Scherer, as missas contaram com a presença de vários padres diocesanos, diáconos e do pároco-reitor do Santuário, padre Sildo.

São Judas Tadeu

Foto: Cleide Carvalho

No sábado, 1º de fevereiro, a então Comunidade São Judas Tadeu foi instituída paróquia, por meio da leitura de um decreto assinado por Dom Irineu. Em seguida, aconteceu a tomada de posse do primeiro pároco, padre Luciano dos Santos (foto). Após a solene celebração, a assembleia foi convidada a participar de um coquetel.

Nossa Senhora do Rosário Já no domingo, 2 de fevereiro, foi a vez da Comunidade Nossa Senhora do Rosário ser instituída paróquia. A tradicional celebração dominical foi marcada pela participação das pastorais e da tomada de posse do primeiro pároco, padre Adalberto Donadelli Júnior e do diácono Jackson Rampellotti (foto). Em seguida, todos foram convidados para o almoço servido no salão paroquial.

Concluindo o processo de criação das novas paróquias, no dia 7 de fevereiro, centenas de fiéis estiveram presentes na instituição da Paróquia Divino Espírito Santo e na posse do primeiro pároco, padre José Carlos Oliveira (foto). Após a celebração festiva, os participantes foram recepcionados em um coquetel.

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Foto: Rogério Neves

Divino Espírito Santo

A história de Leão Dehon começa no dia 14 de março de 1843, numa família de La Capelle, cidadezinha ao norte da França, sendo batizado dia 24 de março deste mesmo ano. Leão descobre o amor do Coração de Jesus no colo de sua mãe. Em seus braços, aprendeu o amor e a ternura de Deus. No dia 28 de junho de 1878, festa do Sagrado Coração de Jesus, Leão Dehon faz sua primeira profissão no pequeno oratório do Colégio São João, sendo esta a data oficial do nascimento da congregação que se chamava “Sacerdotes do Coração de Jesus”. Padre Dehon combateu muitas batalhas e, em meio a tantas lutas, sempre tinha algo apropriado a dizer: “Muitas vezes, as coisas que mais amamos se complicam e de repente nos encontramos no meio de sarças e de espinhos. Somente uma convicção profunda e uma fé em Deus podem nos manter de pé e ajudar a vencer todas as dificuldades”. Padre Dehon experimenta a felicidade de ver sua obra crescer e estenderse sempre mais. Com todas as suas forças, com todo o seu coração, ele quis expressar o seu amor a Deus e aos irmãos até o fim, acima de qualquer incômodo da idade avançada e das dificuldades econômicas. A morte não preocupa padre Dehon, na medida em que envelhece, ele se prepara com grande emoção para o encontro com Aquele cuja vontade quis cumprir, fundando uma nova congregação. A agonia começa no dia 12 de agosto de 1925. Olhando para a imagem do Coração de Jesus, pronuncia suas últimas palavras: “Por Ele vivo, por Ele morro”.

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Espiritualidade CELEBRAÇÃO

Por padre Geraldo Kohler, scj

Solenidade de São José É o esposo de Maria, pai adotivo de Jesus, zeloso e fiel na missão. Homem justo, trabalhador, carpinteiro, dedicado ao seu lar e modelo como pai de família. Cultivou a vida de união a Deus, amor, convivência e diálogo com Maria e Jesus. É padroeiro da Igreja, protetor, intercessor e mediador. Assim nós conhecemos São José, homem humilde, sincero e dedicado à sua missão de pai adotivo de Jesus. Celebrado no dia 19 de março, é lembrado como padroeiro dos trabalhadores, dos pais de família e da Igreja. Da sua biografia pouco se sabe, pois a própria Escritura fala muito pouco deste homem tão importante para a história da salvação. Talvez seja de propósito, dando destaque a Jesus e Maria. São José, no seu silêncio, fiel e servo dedicado de coração à sua missão de cuidar, proteger e viver com amor a vida na Família de Nazaré, mostra o verdadeiro perfil para os pais de nossas famílias cristãs. Desta forma, é bom recordar a vida de íntima união com Deus que ele viveu, sempre atento aos sinais por Deus revelados, ou pelo anjo e pelos acontecimentos, como na fuga apressada para o Egito. Com certeza, São José se alegrou muitíssimo com o nascimento de Jesus, se preocupou e cuidou dele, até mesmo quando ameaçado de morte por Herodes. Outro momento de amor, convivência e diálogo se dá na perda e encontro de Jesus no templo, aos 12 anos de idade. Acompanha Maria e vai à procura do menino. Encontrando-o, voltam para casa (Nazaré), a vida segue cordial e o menino cresce em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens. Depois vem um longo silêncio, entre a adolescência e a vida adulta de Jesus. Quando Jesus inicia Sua vida pública, é quase certo de que São José já tenha falecido, pois não se fala mais dele. São José é venerado e invocado como patrono da Igreja de Cristo, proclamado assim pelo papa João 23 para que nós todos o invoquemos e confiemos como mediador, intercessor e protetor. São José, rogai por nós!

A importância da confissão para bem viver a páscoa Por padre Francisco Sehnem, scj

Por que devo me confessar? Ficamos muitas vezes divididos quando falamos do sacramento do perdão dos pecados. O homem contemporâneo perdeu a noção ou o sentido profundo do pecado. A palavra evoca o moralismo que dá lições, a autoridade que esmaga a consciência individual e absoluta do homem. No Evangelho, o pecado é visto a partir da iniciativa divina que vem manifestar aos homens a sua misericórdia. O pecado é uma falta de amor que atinge a relação entre o homem e o próprio Deus e, por isso, reconhecemo-nos pecadores não apenas quando olhamos para nós, mas, sobretudo quando nos deixamos olhar por Deus e experimentamos o amor que Ele nos tem. E este amor de Deus nos faz sentir a necessidade de pedir perdão e mudar de vida.

Por que a necessidade de um sacerdote? O perdão e a reconciliação são sinais de amor. Deus é amor e nos perdoa sempre que desejamos o Seu perdão. Ele não teria necessidade de passar por homem para nos perdoar. Somos nós que temos necessidade de um gesto concreto, de uma palavra pronunciada pelo ministro da Igreja que nos restaure na alegria e na confiança reencontrada. Por isso, Cristo nos deixou um gesto concreto. Este gesto, esta palavra, é o Sacramento da Reconciliação.

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Jesus confere aos Seus discípulos o poder de perdoar os pecados em Seu nome, e é por isso que o encontro entre o padre e o penitente exprime o encontro pessoal do pecador com Deus. É um encontro com Deus que nos convida a deixar o eu interior e vivenciar Ele, o ser Divino. Este sacramento não é só a fonte maravilhosa da paz, mas ele é também a fonte da divina misericórdia. É a misericórdia de Deus que ficou neste mundo. Na Sexta-Feira Santa, colocamos nossos pecados no amor misericordioso de Jesus, e na Páscoa poderemos celebrar a Ressurreição de Cristo, bem como a nossa Ressurreição.

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Temos algumas figuras da Quaresma aqui representadas. Complete a palavra de acordo com a figura que ela representa! Vamos lá!

Vamos descobrir qual imagem está escondida atrás desses pontinhos? Então, ligue os pontos na sequência correta e forme a imagem! Você consegue? Eu aposto que sim!

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Jornal do Santuário - Edição março/2014  

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