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Jornal do

SANTU SANT UÁRIO

www. santuarioscj.com.br

Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

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Expediente CELEBRAÇÕES NO SANTUário

MENSAGEM DO PÁROCO • Segunda-feira - 19h30 (pelos falecidos) • Terça-feira - 16h (pelas intenções da rádio e internet) e 19h30 • Quarta-feira - 19h30 (pelas famílias) • Quinta-feira - 7h, 16h (pelos enfermos) e 19h30 • Sexta-feira - 7h, 12h30 e 19h30 • Sábado - 7h (devocional mariana) e 19h • Domingo - 6h30, 8h, 9h30, 11h30, 17h e 19h • 1ª sexta-feira do mês: 7h, 12h30, 16h e 19h30 • Missa com tradução em Libras: 4° domingo do mês - 19h • Missa dos Grupos Bíblicos de Reflexão: 2ª terça-feira do mês - 19h30

INFORMAÇÕES importantes • Atendimento de confissões, orientação espiritual e bênção de objetos Terça a sexta-feira - 8h30 às 11h | 14h30 às 17h Sábado - 8h30 às 11h • Adoração Eucarística Quinta-feira - 8h às 19h30 • Grupo de Oração RCC Quinta-feira - 20h30 • Santuário Jovem Sábado - 20h • Terço dos Homens Segunda-feira - 19h

hORÁRIOS DAS RÁDIOS Rádio Clube (AM 1590) Segunda a sexta 7h55 - Nos Caminhos da Palavra 11h55 - O Pão da Palavra Sábado 7h - A Voz do Santuário 7h30 - Direção Espiritual

Por padre Sildo César da Costa, scj

Queridos paroquianos e devotos do Sagrado Coração de Jesus, vejam como é interessante: o ano inicia em janeiro, porém algumas pessoas consideram o começo apenas em fevereiro, quando recomeçam as atividades. Muitos paroquianos, devotos e lideranças estavam vivendo as suas merecidas férias e agora retomam as atividades, sejam no trabalho, aulas, como também nas pastorais da Igreja. Assim, a partir de fevereiro, os horários de atendimento dos padres e as celebrações eucarísticas voltam ao normal. No fim do ano passado, com grande alegria, abrimos o ano da Misericórdia e o Ano do Centenário. Agora estamos vivenciando um ano de graça especial em nosso Santuário, o qual somos chamados a viver intensamente. E assim, em 10 de fevereiro, abriremos mais um tempo litúrgico importante no calendário católico que é a Quaresma. Neste dia, celebraremos a Quarta-feira de Cinzas. O tempo quaresmal vai até a Missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa). É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, durante estes quarenta dias, a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola. O tema de 2016 é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). Neste período da Quaresma, voltemo-nos a nós mesmos, olhando pra dentro de nós. É como se fosse ver um filme da própria vida: enxergar as atitudes, o meu agir em relação a Deus, ao irmão, a natureza (nossa casa comum) e a nossa pessoa. Será que sou misericordioso? Ter atitude de misericórdia é assemelhar-se ao Misericordioso, aquele que tomou atitudes de misericórdia. Aquele que não só falou, mas foi ao encontro do que mais necessitava da misericórdia. Vamos celebrar a Quaresma com o olhar da misericórdia, o acolher da misericórdia, o sentir da misericórdia, o falar da misericórdia, o viver da misericórdia... A misericórdia nos traz alegria, paz, nos leva ao verdadeiro sentido da felicidade. Um coração livre para poder amar. Visite o nosso Santuário e venha receber a graça da misericórdia. Toda primeira sexta-feira do mês somos chamados, de uma forma especial, a passarmos pela Porta Santa e receber as indulgências, dentro deste Ano Santo. Nosso Santuário é um dos lugares de peregrinações. Passe pela Porta Santa que fica na entrada central do Santuário. Seja um peregrino da misericórdia. Sinta-se na casa do Coração misericordioso de Jesus. Jesus, manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

CRONOGRAMA MENSAL Abertura do ano pastoral (MISSA)

Data: 27 de fevereiro Local: igreja Horário: 19h

CURSO DE NOIVOS

Data: 12 de março Inscrições na Secretaria Horário: 8h

Rádio Difusora Arca da Aliança (AM 1480) Domingo 8h - Transmissão da missa Rádio Cultura (AM 1250) 1ª semana do mês (segunda a sexta-feira) 11h - Refletindo a Palavra

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Geral Por Comunicação Arca da Aliança

26º Queremos Deus:

Quarta-feira de Cinzas

celebrando os 30 anos da Arca

Foto: Comunicação Arca da Aliança

Por Enriete Stolf

O Queremos Deus está chegando. Sua 26ª edição acontece de 6 a 9 de fevereiro, na Comunidade Católica Arca da Aliança. Neste ano, devido à comemoração dos 30 anos da Arca, estarão presentes padres e bispos de várias dioceses do país. Serão dias de grande alegria, pois é com gratidão que a comunidade quer celebrar seus 30 anos de evangelização. Além disso, haverá atrações como o Queremos Deus mirim, confissão, atendimento de oração e adoração. Os ministérios de música confirmados são: Arca da Aliança, Banda Israel, Single Core e Diante do Rei. Para a celebração da santa missa foram convidados os padres: Sérgio Silva; Dom Wilson Tadeu Jönck, Arcebispo de Florianópolis; Pe. João Marcos, da Comunidade Canção Nova e o Bispo da Diocese de Joinville, Dom Irineu Roque Scherer. Esta edição promete momentos de bênçãos e graças. É importante ressaltar que durante o evento, a Arca da Aliança será local de peregrinação e indulgências por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

serviço

Abertura do ano pastoral Por Sidinei Thomas, coordenador do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP)

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A Quarta-feira de Cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. A celebração ocorre 40 dias antes da Páscoa, sendo que seu posicionamento no calendário varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A Igreja Católica trata a Quarta-feira de Cinzas como um dia para se lembrar da própria mortalidade. Missas são rezadas tradicionalmente neste dia. O padre mancha a testa de cada fiel com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até o pôr do sol, antes de lavá-la. No catolicismo romano é um dia de jejum e abstinência. É uma tradição muito antiga e simboliza o sacrifício de Jesus Cristo em prol de toda a humanidade. Assim como Jesus se sacrificou para salvar o homem do seu pecado, o cristão deve também fazer sacrifícios para manifestar sua comunhão e gratidão para com Jesus, de modo que se abster de carne e fazer jejum representam um sacrifício. Os apóstolos Mateus e Tiago, explicam muito bem: “Lembras-te que és pó, e ao pó retornarás”. Este sentido da Quaresma nos faz refletir de nossa pequenez e fragilidade neste mundo, que somos meros peregrinos nesta terra, rumo ao céu. Que de nada vale nossa soberba e arrogância, nossos bens e posses. Tudo é pó e ao pó retornará.

Foto: Jacqueline Freudenborg

Carnaval

Missa de Quarta-feira de Cinzas (10/2) no Santuário: 8h e 19h30. Participe!

Neste Ano da Misericórdia e do Centenário, iremos fazer a abertura do nosso ano pastoral no sábado, 27 de fevereiro, na celebração das 19h. Para iniciarmos bem este ano de trabalhos pastorais, após a celebração Eucarística teremos um momento de partilha e confraternização para celebrarmos a abertura do ano e o aniversário do nosso vigário, padre Geraldo, que ocorreu em 8 de janeiro. Para começarmos uma boa caminhada, é indispensável que tenhamos momentos para nos abastecermos espiritualmente. O nosso primeiro retiro deste ano está agendado para 19 de março, sábado, a partir das 8h30, no Clube Amigos de Joinville (CAJ), sendo que as inscrições já podem ser feitas na Secretaria. Destacamos que as vagas são limitadas. Venha participar conosco e viver intensamente o Ano da Misericórdia!

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Vivemos o Ano Santo da Misericórdia. O papa Francisco, na Bula de instituição do Jubileu, diz: “Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo”. Na Bíblia, encontramos várias passagens que falam da misericórdia de Deus: “O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel...” (Ex 34,6); “Porque eterna é a Sua misericórdia” (Sl 106,1b); “O Pai é rico em misericórdia” (Ef 2,4); “Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). O papa propõe vivermos a misericórdia segundo o exemplo do Pai, que pede para não julgar nem condenar, mas perdoar e oferecer amor sem medidas. Recomenda, ainda, curar as feridas dos caídos, aliviá-las com o óleo da consolação e enfaixá-las com a misericórdia. O Ano da Misericórdia é intenso. Desde o início do cristianismo, a Quaresma é tida como o tempo favorável para a reconciliação com Deus, com o objetivo de se chegar à conversão. Que, também neste ano, seja tempo forte na prática da penitência. Lembremos as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). A penitência, que se nutre da esperança na misericórdia divina, implica arrependimento, dor por causa de nossas falhas, propósito de evitá-las e confiança na ajuda de Deus. A melhor penitência, sem dúvida, é a do sacramento da confissão, instituído por Jesus em Sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição, dizendo-lhes: “...Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados...” (Jo 20,23). Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência. Além da confissão, a Igreja nos oferece outras formas de penitências que nos ajudam a buscar a santidade, sobretudo, as que Jesus recomendou no Sermão da Montanha (Mt 6,1-18): o jejum, a esmola e a oração, chamados pela Igreja de remédios contra o pecado. Jejuar é abrir mão de um grande prazer. A exemplo de Cristo,

que jejuou e rezou durante quarenta dias, antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto, a Igreja nos pede o jejum durante a Quaresma, mas podemos praticá-lo em várias situações. Jejuar não é somente abster-se das comidas. A Igreja nos ensina a jejuar de todos os sentidos, como maus pensamentos, maus olhares, maus desejos, más palavras, uso indevido de nossas mãos e de nossos pés na busca desenfreada das paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância, luxúria, preguiça). O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas não dominem a nossa vida e a nossa conduta. Repartir o que possuímos é também uma maneira de jejuar. Neste mundo consumista, queremos sempre ter e nos esquecemos de dar. Atitude admirável é a pessoa desfazer-se de alguma coisa de que gosta para ajudar alguém que necessita daquilo. Enfim, uma penitência maravilhosa, prodigiosa é a oração. Assim como, no nosso dia a dia, convivemos com pessoas, falamos com elas e as ouvimos, mais ainda é preciso falar com Deus e escutar o que Ele nos diz. Quando formos orar, primeiro, louvemos a Deus pela Sua grandeza e majestade infinita, e agradeçamos a Ele tudo o que temos e somos. Então, podemos pedir uma graça, uma bênção, uma providência, um socorro. Muito importante é saber ouvir o que Deus tem a nos dizer. Precisamos aprender a escutar a Palavra de Deus. A oração fortifica a alma no combate ao pecado. Ela é “a força do homem e a fraqueza de Deus”. Jesus mesmo nos ensinou: “É necessário orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará.” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (1Ts 5,17). E lembremos sempre: a penitência é um meio de purificação e santificação; por isso, deve ser feita com alegria. Neste Ano da Misericórdia, vivamos piedosamente a Quaresma, para, como diz o profeta Ezequiel, arrancar o coração de pedra e substituí-lo por um coração de carne, sensível, cheio de amor e de paz.

POR IVONE MOREIRA

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Geraldo Kohler

Padre

“A Quaresma é o tempo de preparação para a Páscoa. Cada ano fazemos esta experiência, com uma vida de oração, jejum e penitência. Pela oração falamos a Deus, pelo jejum mortificamos nossos impulsos e pela penitência purificamos a vida. Neste Ano da Misericórdia, além do que sempre vivemos, somos convidados a fazer o bem, falar a verdade e praticar a religião com alegria, para buscarmos uma vida nova, sendo misericordiosos como o Pai. Assim, vamos crescer em santidade no Cristo, e experimentaremos a paz da ressurreição. Eis a verdadeira conversão.”

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Lucas Scheid

Padre

“Dentro da espiritualidade da Quaresma existem muitas práticas penitenciais, mas o grande tema é a conversão. Dentro das práticas de conversão o principal sacramento é da penitência, a confissão. Neste ano, em especial, em que vivemos o Ano da Misericórdia, papa Francisco nos deixa a oportunidade de celebrar um ano voltado à misericórdia de Cristo. A misericórdia está diretamente ligada ao sacramento da penitência. Então é muito importante viver a essência da confissão, onde é Deus que nos perdoa por meio da Sua misericórdia e nos concede uma renovação espiritual. E ao mesmo tempo que recebemos a misericórdia de Deus, nós seremos portadores da misericórdia. Então nessa Quaresma, a vivência da misericórdia é essencial.”

Sildo da Costa Padre

“A Quaresma parece ser um tempo de tristeza, de avaliar os pecados, de nos penitenciar pelos erros cometidos. Um peso a carregar por quarenta dias. Eu vejo a Quaresma como uma libertação. Libertar é sentir-se livre. Livre para amar, perdoar e servir. Quaresma é tempo forte de conversão. Conversão é ter a capacidade de reconhecer que o caminho pelo qual estou seguindo me levará ao peso da dor, da morte... Assumir um novo caminho, com alegria, sem olhar para trás. É a oportunidade que Deus nos dá para entendermos o Seu amor. Quaresma não pode ser um tempo de tristeza, mas um caminho para a felicidade definitiva (Páscoa). Celebrar a Quaresma é aproveitar cada momento: participar da Eucaristia, retiros, celebrações penitenciais, peregrinações, obras de misericórdia, leitura da palavra, sacramento da penitência, jejum, adoração eucarística. Enfim, é fazer um grande retiro espiritual de quarenta dias.”

Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)

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Santuário LEMBRANÇAS

Por Carin Montes

Memória do Centenário

Continuamos, nesta edição, a transcrever o que foi relatado pelos entrevistados de cada uma das comunidades que no passado foram atendidas pelos padres do Sagrado Coração de Jesus.

“No início, a Comunidade se reunia na igreja para rezar o terço, e somente uma vez por ano, no dia do Senhor Bom Jesus (6 de agosto), três ou quatros moradores vinham até o porto do Bucarein, em uma bateira, a remo, buscar o padre Augusto para celebrar a missa. Padre Augusto não era bravo, ele apenas queria as coisas bem-feitas. Quando ele adoeceu, a Comunidade passou a ser atendida pelo padre Ambrósio Gies e depois pelo padre Geraldo de Andrade. Hoje a Comunidade faz parte da Paróquia São Miguel Arcanjo”. Vicente e Anésia Soares

Foto: Enriete Stolf

Comunidade Senhor Bom Jesus (Morro do Amaral)

Foto: Enriete Stolf

Capela São Sebastião (Corveta/Araquari) “O padre Augusto era muito corajoso, trabalhador, batalhador... dizia as coisas e queria que acontecessem. Era um homem de muita fé e respeito, que cobrava dos católicos a vivência dos sacramentos. Foi substituído pelo padre Ambrósio, que vinha até a comunidade de moto. A missa era celebrada apenas no terceiro domingo do mês. Em 1958, o padre Henrique Zicke decidiu ampliar a capela, e parte do teto caiu. O povo chorava ao ver as imagens quebradas. Somente a imagem do padroeiro, São Sebastião, foi restaurada e permanece até hoje no templo. Desde 1990 a Capela é atendida pelo Santuário Senhor Bom Jesus de Araquari”. Nemézio de Souza e Marli Vieira

“No início, os padres Ambrósio, Geraldo e Aluísio Hellman celebravam a missa na escola da comunidade. Posteriormente, a comunidade recebeu a doação de um terreno, onde foi construída uma igreja em madeira, já pertencendo à Paróquia Cristo Ressuscitado. Em 2007, com a colaboração dos moradores, foi construída a atual capela em alvenaria, que é atendida pelo Santuário Senhor Bom Jesus de Araquari”. Maria Salete da Cunha

Foto: divulgação

Capela Nossa Senhora das Dores (Jacu/Araquari)

Foto: Acácio Freudenborg

Comunidade São José (Itinga) “Chegamos à comunidade em 1984, e encontramos uma pequena igreja, em madeira. Buscávamos toras de madeira em carro de boi e até nas costas para reformar a igreja. Quando a capela já pertencia à Paróquia Cristo Ressuscitado, foi derrubada a igreja antiga e construída a de alvenaria. Fomos coordenadores da Comunidade por quase 13 anos. Hoje somos atendidos pela Paróquia São Luiz Gonzaga”. Cesinando e Terezinha de Oliveira

Continuaremos a contar nossa história na próxima edição, não perca!

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Espiritualidade DOUTRiNA

Por Arcanjo Comunicação Católica

SERViR

Existência dos anjos comprovada pela Igreja

Por Diácono Osvaldo da Rosa

O trabalho do leigo

A existência dos anjos é uma verdade de fé confirmada por vários Concílios, pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja, que os apresenta nos escritos dos santos padres e dos santos doutores. O Catecismo da Igreja Católica afirma sem hesitação a existência dos anjos: “A existência dos seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição” (CIC 328). A Sagrada Escritura revela explicitamente a submissão dos anjos a Cristo, como o centro de tudo. “Pois nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Principados, Potestades, tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1,16). O primeiro Concílio Ecumênico que confirmou a existência dos seres espirituais foi o de Niceia, em 325, quando fala no Decreto (DS 54), em “coisas invisíveis”: “Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis”. Essa verdade foi reafirmada no Concílio de Constantinopla I, em 381. Também o Concílio regional de Toledo, em 400, reafirmou a mesma verdade, dizendo: “Deus é o Criador de todos os seres visíveis; fora d’Ele não existe natureza divina de anjo, de potência que possa ser considerada como Deus.” “Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino” (CIC 332). São Gregório Magno dizia que cada página da revelação escrita atesta a existência dos anjos. A presença e a ação dos anjos bons e maus estão a tal ponto inseridas na história da salvação, na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, que não podemos negar a sua existência e ação, sem destruir a revelação de Deus.

Meus amigos: para falar sobre o tema proposto, me inspirei na leitura da 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios (12,4-11), onde ele explica àquela comunidade a diversidade de dons e ministérios existentes, mas todos regidos por um só Espírito, o Espírito Santo de Deus (sugiro a leitura). “Há também diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos”. Pelo batismo, somos inseridos na vida de Cristo na tríplice missão de celebrar, de profetizar (anunciar e denunciar) e de organizar a comunidade. Recebemos de graça, da parte de Deus, os diversos dons e carismas que servem para o nosso bem-estar e conforto, mas também para colocá-los a serviço de nossos irmãos e irmãs. Há muitas atividades em nosso Santuário que necessitam da presença e participação de todos os batizados. Estamos celebrando neste ano o centenário de existência de nossa Paróquia, que devido à grande peregrinação dos devotos do Coração de Jesus, foi elevada à Santuário, no ano 2000, exigindo assim de todos nós uma atenção toda especial quanto ao acolhimento dos romeiros que diariamente chegam para celebrar as graças alcançadas e conhecer a “Casa do Coração”. Aproveito a oportunidade, caro leitor e devoto do Coração de Jesus, para que meditando o texto de São Paulo, possa pôr em prática todos o dons e carismas que recebestes em favor de nossos irmãos e irmãs, assumindo alguns serviços em nosso Santuário. Se você tem o dom da palavra, faz uma boa leitura, precisamos de liturgos para as nossas celebrações; se sabe cantar ou tocar algum instrumento musical, necessitamos de vozes para animar nossas celebrações. Se tiveres o dom da comunicação, necessitamos de comunicadores para as diversas áreas, seja rádio, jornal, internet e/ou redes sociais. Temos também muitas outras atividades que talvez lhe interesse, como: catequese, acolhida... não só em nossas celebrações, mas também no acolhimento aos romeiros. Como diz o texto de São Paulo, “há diversas atividades”. Se alguma delas lhe sensibilizou, aproveite a oportunidade, pois Jesus está te chamando! Responda positivamente e venha participar conosco. Lembre-se do que Jesus falou: “tudo o que fizeres a um desses pequeninos, é a Mim que o fazeis”.

Reprodução/internet

24 horas para o Senhor

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O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização realizará mais uma vez o projeto “24 horas para o Senhor”. Motivada pelo Papa Francisco, trata-se de uma jornada penitencial, na qual as igrejas que a ela aderirem devem manter as suas portas abertas, motivar e facilitar o acesso dos fiéis à confissão. Suprindo o período do evento com orações, reflexões, missas, adoração eucarística, entre outras manifestações de fé. No Santuário, o projeto acontecerá juntamente com o Dia devocional ao Sagrado Coração de Jesus, 4 de março, a partir das 15h, estendendo-se até 15h do sábado, 5 de março. Não perca!

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Foto: Arcanjo Comunicação Católica

As comemorações do Centenário foram oficialmente lançadas com a abertura da Porta Santa do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Agora, o Santuário Sagrado Coração de Jesus é um dos locais de peregrinação para aqueles que buscam a indulgência plenária. O templo também foi dedicado solenemente, como um edifício no qual os filhos de Deus se reúnem para rezar. A celebração aconteceu em 21 de dezembro, quando a Paróquia completou 99 anos de fundação. Confira os principais momentos:

A abertura da Porta Santa foi feita por Dom Irineu Scherer

O incenso queimado relembra o sacrifício de Cristo. Também representa as orações dos fiéis que sobem ao trono de Deus

A iluminação faz recordar que Cristo é luz para se revelar às nações, cuja claridade resplandece a Igreja

Seguindo a tradição litúrgica, foram ungidas as dozes colunas da igreja, que é a imagem da santa cidade de Jerusalém

O altar foi ungido, tornando-se símbolo de Cristo, que foi ungido por Deus

Padres do Santuário Sagrado Coração de Jesus e da Diocese de Joinville participaram da celebração festiva Fotos: Cleide Carvalho Fotografia

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Jornal do Santuário - Edição Fevereiro de 2016  

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