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Jornal do

SANTU SANT UÁRIO

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Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

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Expediente CELEBRAÇÕES NO SANTUário

MENSAGEM DO PÁROCO • Segunda-feira - 19h30 (pelos falecidos) • Terça-feira - 16h (pelas intenções da rádio e internet) e 19h30 • Quarta-feira - 19h30 (pelas famílias) • Quinta-feira - 7h, 16h (pelos enfermos) e 19h30 • Sexta-feira - 7h, 12h30 e 19h30 • Sábado - 7h (devocional mariana) e 19h • Domingo - 6h30, 8h, 9h30, 11h30, 17h e 19h • 1ª sexta-feira do mês: 7h, 12h30, 16h, 19h30 e 23h • Missa com tradução em Libras: 4° domingo do mês - 19h • Missa dos Grupos Bíblicos de Reflexão: 2ª terça-feira do mês - 19h30 INFORMAÇÕES importantes • Atendimento de confissões, orientação espiritual e bênção de objetos Terça a sexta-feira - 8h30 às 11h | 14h30 às 17h Sábado - 8h30 às 11h • Adoração Eucarística Quinta-feira - 8h às 19h30 • Grupo de Oração RCC Quinta-feira - 20h30 • Santuário Jovem Sábado - 20h • Terço dos Homens Segunda-feira - 19h

hORÁRIOS DAS RÁDIOS Rádio Clube (AM 1590) Segunda a sexta 7h55 - Nos Caminhos da Palavra 11h55 - O Pão da Palavra

Por padre Sildo César da Costa, scj

Queridos paroquianos e devotos do Sagrado Coração de Jesus: estamos celebrando a festa mais importante do cristianismo, a Páscoa. São Paulo afirma: “Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou; e se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês têm” (1Cor 15,13-14). E ainda: “Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens” (1Cor 15,19). Páscoa é ressurreição, vida nova. Em Cristo somos inseridos no mistério da salvação, não há alegria maior do que ter a certeza que nós temos um lugar preparado (cf. Jo 14,2). Como é triste para alguém sentir-se abandonado, sem rumo, sem destino. Não ter o “porto seguro” para ser acolhido e amado. Nós somos participantes da graça de Deus, Ele é nosso Pai. Sendo Ele o nosso Pai, somos por pura graça divina chamados de filhos (cf. Jo 20,36). O nosso destino é o céu, nossa terra prometida, “onde corre leite e mel” (cf. Dt 26,15). É o Senhor nosso “porto seguro”, onde podemos sentir paz e alegria. Alegria que faz o nosso coração arder quando estamos perto do Ressuscitado (Cf. Lc 24,32). No tempo quaresmal fizemos a experiência da misericórdia: foram momentos de muita graça. Aproveito para deixar registrado, as inúmeras pessoas que decidiram voltar à Igreja Católica. Pessoas que sentiram a experiência de dizer: “Vou voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído”. Dizia um católico que estava retornando à Igreja: “Andei por tantos caminhos, e percebi as bênçãos que temos como Igreja. Somente quando perdemos é que valorizamos”. Saiba, meu irmão e minha irmã, que você será sempre bem recebido na “Casa do Coração”. Retornar parece difícil, porém, a chegada é uma grande festa (cf. Lc 15,11-32). Muitos que abandonaram a fé, agora querem retomar a sua espiritualidade. Não mais uma espiritualidade vazia, sem comprometimento, sem conhecimento, e sim, renovada e comprometida, querendo ser um melhor cristão e um melhor católico. Caro irmão e irmã: se a sua saída da Igreja foi por falta de acolhida, de algum erro de um padre, de uma liderança da Igreja, de fatos que chocaram a sua fé, saiba que a Igreja é feita de pessoas, que como você e eu, falham. Erramos pela limitação humana, mas que nosso erro não distancie você de Deus, da sua comunidade. Por isso, voltar para casa é sentir-se acolhido por Deus e pela comunidade. Minha fé é maior que a humanidade das pessoas, minha fé é maior que os pecados que alguém possa cometer, minha fé é maior que essas mágoas do passado, que agora quero cicatrizar pelo perdão e recomeçar uma nova vida. Páscoa é festa da misericórdia. Vamos celebrar a grandeza do amor de Deus por nós! Ele olhou para ti com muito amor (cf. Mc 10,21). Em nome dos padres, diácono Osvaldo, e todas as lideranças do Santuário, desejamos uma feliz e abençoada Páscoa. Jesus manso e humilde de Coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

CRONOGRAMA MENSAL Noite do Pastel Show Data: 2 de abril Horário: a partir das 18h

Encontro de Pais e Padrinhos Data: 23 de abril Horário: 14h Inscrições na Secretaria

Encontro de casais que convivem Data: 30 de abril Horário: 13h30 Inscrições na Secretaria

Sábado 7h - A Voz do Santuário 7h30 - Direção Espiritual Rádio Difusora Arca da Aliança (AM 1480) Domingo 8h - Transmissão da missa Rádio Cultura (AM 1250) 1ª semana do mês (segunda a sexta-feira) 11h - Refletindo a Palavra

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Geral VOCAÇÕES

Por Irmã Lucí Pazinato

Encerramento do Ano da Vida Consagrada Jubilares 70 anos: - Irmã Martha Pleszcak (Congregação das Irmãs Franciscanas da Santíssima Trindade)

50 anos:

Foto: Jacqueline Freudenborg

- Irmã Diva da Silva (Congregação das Filhas da Caridade – Canossianas) - Irmã Cássia Vieira (Congregação do Divino Salvador – Irmãs Salvatorianas) - Frei Danilo Biasi (Ordem dos Freis Capuchinhos)

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- Padre Sildo da Costa (Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus) - Irmã Lucí Pazinato (Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus) - Irmã Maria Sebastiana da Silva (Congregação das Irmãs Franciscanas da Santíssima Trindade)

Foto: Jacqueline Freudenborg

O Santuário realizou, em 20 de fevereiro, a missa de encerramento do Ano da Vida Consagrada e a celebração do jubileu de consagração dos religiosos da Diocese de Joinville. Presidida pelo pároco-reitor do Santuário, padre Sildo, scj, contou com a participação de sete consagrados jubilares, que juntamente aos demais religiosos presentes, renovaram sua consagração a Deus e a serviço do Reino. Foi um momento de alegria, de ação de graças e de reconhecimento da bondade e misericórdia de Deus na vida de todos os consagrados. O Ano da Vida Consagrada foi proclamado pelo Papa Francisco para ser vivido de 30 de novembro de 2014 até a festa da Apresentação do Senhor, celebrada em 2 de fevereiro de 2016 – Dia Mundial do Consagrado. O encerramento se deu no momento em que estamos vivendo com intensidade o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, quando toda a Igreja e cada cristão é chamado a contemplar a misericórdia de Deus, tornando assim mais forte e eficaz o testemunho dos fiéis. Diversas foram as iniciativas no Ano da Vida Consagrada, para despertar o encanto, a alegria e o entusiasmo no seguimento de Cristo, assumidos por todos os consagrados e consagradas na sua existência como discípulos missionários e por todas as formas de vida consagrada. A vida consagrada está colocada no coração da Igreja, como elemento decisivo para a missão, visto que exprime a íntima natureza da vocação cristã. E continua a ser um dom precioso e necessário também no presente e para o futuro do povo de Deus, porque pertence intimamente à sua vida, santidade e missão. Os consagrados são chamados a assumir, na radicalidade do seu ser, a mesma exigência que é feita a todos os discípulos de Cristo, no horizonte das bem-aventuranças: “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai Celeste” (Mt 5,48). O Ano da Vida Consagrada foi vivido com muito entusiasmo, despertando e trazendo novas possibilidades, abrindo novos horizontes para a vida consagrada e para a Igreja.

25 anos:

Padre Sildo, Ir. Maria Sebastiana, Ir. Martha, Ir. Cássia, Ir. Lucí, Ir. Diva e Frei Danilo

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Nossa vida começou quando fomos gerados no ventre de nossa mãe; antes não existíamos. Com Jesus, porém, não foi assim. Ele sempre existiu; não como homem, mas como o Verbo de Deus. Ele é antes de todas as coisas. Como homem, por obra do Espírito Santo, Jesus nasceu da Virgem Maria, em Belém, pequena cidade do sul da Judeia: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (Jo 1,14). Nascido, “esvaziou-se a si mesmo, tomou a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, humilhou-se a si mesmo, foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,6-8). Jesus teve uma vida perfeita e irrepreensível. “Ele não cometeu pecado, nem se achou falsidade em Sua boca” (1Pe 2,22). Desde sempre foi obediente a Deus Pai: “Não sabeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” (Lc 2,49). “E Jesus crescia em estatura, sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Sua obra foi grandiosa. Fez muitos milagres, prodígios e sinais: curou enfermos, deu a vista aos cegos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou alimentos, pregou às multidões, fez discípulos e ensinou-os a agradar o Pai. Tudo pelo poder do Espírito Santo de Deus. Como homem, Jesus continuou se esvaziando, nunca fazendo Sua própria vontade. Várias vezes, foi tentado pelo demônio, mas permaneceu obediente ao Pai até a morte: “...padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado...”. Morreu por nossos pecados. Nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava por um caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós. Jesus morreu para satisfazer a justiça de Deus e aplacar a Sua ira. Mas, ao terceiro dia... Jesus ressuscitou! Não está mais entre os mortos! Ele mesmo havia dito: “O Filho do homem...ressuscitará ao terceiro dia” (Lc 24,7). A ressurreição de Jesus é a Sua vitória sobre a morte e sobre todos os males. E a Sua ressurreição é a base de nossa ressurreição. Pela ressurreição, Jesus tornou-se homem eternamente, com um corpo transfigurado e glorificado. Pela ressurreição, Jesus foi comprovado como Filho de Deus. A ressurreição é o triunfo do amor. “Nós não O vemos com nossos olhos, mas Ele se aproxima de nós, quando abrimos, com humildade, nosso coração e pressionamos as teclas íntimas da nossa fé”. A Ressurreição de Cristo é o símbolo vivo da superação, da revelação de que “o amor transcendeu a cruz”. A ressurreição de Cristo é o fundamento de nossa união com Ele. Jesus é nosso Deus-homem. Ele é onipresente, está em todo lugar (Mt 18,20; 28,20); é onisciente, sabe todas as coisas (Jo 21,17; Cl 2,2-3); é onipotente, tem todo o poder (Ap 1,18). Ele é Deus (Rm 9,5; 1Jo 5,20). Para nós, católicos, a ressurreição de Cristo é festejada no domingo da Páscoa, a festa mais importante do calendário litúrgico. Os quarenta dias que antecedem a Páscoa – a Quaresma – são dedicados à penitência, jejum e oração, para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que Ele suportou na cruz. A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém. Na Quinta-feira Santa, comemoramos o mais famoso ato de Jesus relatado na Bíblia: a Última Ceia, na qual Jesus participou, com seus apóstolos, da comunhão do Corpo e do Sangue, simbolizados pelo pão e pelo vinho. Foi a Instituição da Eucaristia (Lc 22,7-20). Na Sexta-feira Santa, celebramos a Paixão e Morte de Jesus na cruz. A palavra Páscoa tem origem no termo hebraico Pessach e significa passagem. Passagem das trevas para a luz, da morte para a vida. Vivendo essa “passagem”, encontramos forças para superar os sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana: os obstáculos da vida, a violência, a cultura da morte, as deficiências do espírito humano, o desprezo à obra de Deus e à vida de nossos irmãos necessitados. Neste Ano Santo da Misericórdia, Papa Francisco conclama-nos a abraçarmos “a defesa da vida humana em todas as suas fases, e da natureza, ambiente da vida, dom do Criador. O cuidado da Terra, nossa casa comum, e o zelo pela sua capacidade de acolher e abrigar a vida são cada vez mais urgentes e requerem o esforço solidário de todos nós”. Abramos, pois, o nosso coração, permitindo que o Cristo que habita em nós possa ressuscitar todos os dias de nossa vida! Uma feliz e abençoada Páscoa! Por Ivone Moreira

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A grande esperança do mundo se fez homem, verbo encarnado e recebeu as dores impostas à humanidade. Jesus desceu de Sua realeza para se fazer sacrifício pelo ser humano. Obediente, Ele caminhou para a morte de cruz, sem murmurar. Decidido, tomou as dores e pecados naquele madeiro. Mas no terceiro dia ressuscitou e por Seu sangue todas as feridas foram lavadas. A Sagrada Escritura relata que: “pelo batismo na Sua morte, fomos sepultados com Ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova” (Rm 6,4). E este é o chamado para os cristãos: ressuscitemos com Cristo. Conhecer sobre a ressurreição de Jesus ainda é pouco. A fé cristã direciona também a acreditar, e ter a convicção de que o ser humano tem essa garantia de ressurreição, representada em duas dimensões: em vida e após ela. O Catecismo da Igreja Católica diz: “Há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por Sua morte Jesus nos liberta do pecado, por Sua Ressurreição Ele nos abre as portas de uma nova vida. Esta é primeiramente a justificação que nos restitui a graça de Deus” (CIC 654). Logo, num primeiro momento, a ressurreição de Cristo representa para os fiéis vida nova. O sentido de vida nova estabelecido por Cristo na cruz é apresentado por Paulo, em sua carta ao povo de Colosso, em que o apóstolo escreve: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra” (Cl 3,1-2). Eis o primeiro desejo de Deus com a ressurreição de Seu Filho: a busca da santificação da humanidade. Porque, a exemplo de Cristo, os fiéis são convocados a buscarem as coisas do alto aqui na terra, deixar rastros do céu em suas atitudes. Na segunda dimensão, a ressurreição se dá após a vida. “Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado” (CIC 997). Esse é o sentido que deve nortear a grande busca do ser humano. Todos sonham e anseiam pela felicidade, e a felicidade plena, sem mais tristezas, somente é encontrada na ressurreição. Portanto, acreditar na ressurreição de Cristo é esperar desejoso pela salvação, mas, sobretudo viver rastros de ressurreição ainda em vida. Prova disso é o relato de São João, que descreve sobre a experiência dos apóstolos com o ressuscitado: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam, isto atestamos” (cf. 1Jo 1,1-2).

Foto: Jacqueline Freudenborg

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Santuário LEMBRANÇAS

Por Carin Montes

Memória do Centenário O segundo pároco dehoniano

Padre Henrique Zicke, scj

Foto: arquivo institucional do Santuário

Em 15 de março de 1954, padre Henrique Zicke, scj, recebe a nomeação como pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Nascido em 4 de junho de 1916 em Hannover, Alemanha, “Heinrich Zicke” desembarcou no Brasil em dezembro de 1935, sendo ordenado sacerdote em 19 de novembro de 1944 na Diocese de Lorena/SP. Atuou como pároco até janeiro de 1963, quando entregou a Paróquia ao padre Erico Ahler, scj. Padre Henrique partiu para a casa do Pai em 16 de março de 1995, após longo tempo de enfermidade e recolhimento no Seminário Sagrado Coração de Jesus em Corupá/SC.

(1947)

Alguns dos acontecimentos durante sua gestão 15/8/1954

Padre Ambrósio Gies, scj, benze uma nova capela no Bupeva (hoje bairro

Itaum), sob o título de Nossa Senhora de Fátima - Padre Henrique dá continuidade às obras da matriz, e em 13/11/1955, com a devida licen-

Construção da torre (1957 a 1959)

ça do bispo diocesano, benze a nova igreja 29/6/1957

A Diocese de Joinville tem novo bispo: Dom Gregório Warmeling

1959 Foi promovida pela primeira vez as duas procissões: a do Encontro e a do Senhor Bom Jesus 15/3/1959

Término da construção da torre da igreja, iniciada em agosto de 1957

Curiosidades: No início de 1960 foram realizadas as matrículas para a Catequese de Primeira Eucaristia, contando com mais de 500 crianças inscritas. Por falta de lugares, Pe. Henrique introduziu mais uma missa dominical, às 9h, para as crianças da catequese e da Cruzada Eucarística Infantil, que já contava com a participação de 150 crianças.

Foto: arquivo institucional do Santuário

Moradora da rua Inácio Bastos, a Sra. Marlene Fernandes descreve padre Henrique como “um homem muito trabalhador!”, recordando que “para dar sustentação à torre, ele ajudou a instalar o fundamento que iniciava num buraco de muita profundidade, no qual ele entrava e sumia”.

Padres Coadjutores

Ambrósio Gies (1950-1964)

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João Stolte (1954-1956)

Júlio Lenfers (1959-1963)

Bênção dos sinos (1959)

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Espiritualidade COMPROMiSSO

Por Pe. Aléssio da Rosa, scj

Foto: Arcanjo Comunicação Católica

FESTA DA MiSERiCÓRDiA

Por Arthur Bartsch

Santa Faustina e a devoção à Divina Misericórdia

Diz-se que a catequese inicia no ventre materno e vai até o fim da vida. Ou seja, sempre devemos estar abertos para aprender, conhecer e rezar. Quando somos crianças, seguimos o que nossos pais nos mostram, apresentam e ensinam. Na igreja não é diferente. Se a criança não acompanha os pais nas celebrações, aquele espaço sagrado para nós, adultos, será apenas um ambiente estranho para ela. Se para os adultos um ambiente diferente dispersa, imagina para uma criança que ficará num lugar estranho, durante uma hora – como no caso da missa – sentada no colo da mãe ou do pai. Sem dúvida, não será agradável se aquele ambiente não fizer nenhum sentido para ela. Desde cedo é importante que as crianças acompanhem seus pais nas celebrações para que a igreja se torne um lugar comum pra elas. A igreja não deve ser um espaço somente para adultos ou idosos. É um ambiente que acolhe em todas as idades. E em todas as idades somos chamados a participar da maneira que é possível. Como crianças, aprendemos com nossos pais as primeiras noções sobre Deus, fé, Igreja e comunidade, diante das primeiras perguntas: quem é Jesus? Onde Ele mora? O que a gente faz aqui na igreja? E nossos pais, aos poucos, vão nos ensinando o que estamos fazendo ali naquele espaço sagrado, que é a igreja. Então aprendemos, como crianças, a cultivar uma espiritualidade de criança. Uma catequese infantil. O ambiente estranho, normalmente, inquieta a criança. Nada mais que natural. O melhor a fazer, e isso também vale para os adultos, é criar o hábito de frequentar as celebrações. À medida que vamos nos acostumando com o ambiente, ele passa a fazer sentido para nós. E para criar hábito, precisamos repetir uma ação para que se torne natural. É pelo exercício que criamos um hábito. E isso a gente aprende desde pequeno. Se os pais são os primeiros catequistas, não devem deixar para ensinar os valores para os filhos somente quando forem quase adultos. Hoje, diante da correria da vida contemporânea, nada melhor do que aprendermos a cultivar os valores da vida, permanecendo junto da nossa família. E o ambiente da igreja e da comunidade, são riquíssimos e oportunos para esse cultivo, seja enquanto os filhos ainda são bebês, ou quando adolescentes, jovens e/ou adultos. A melhor idade é a que temos agora. A vida não para, mas também não volta atrás. Não percamos a oportunidade de sermos catequizandos e catequistas junto aos nossos filhos. No hoje de nossa vida é que devemos encontrar o Cristo caminho, verdade e vida.

Santa Faustina Kowalska (1905-1938) foi canonizada em 2000 pelo papa São João Paulo 2º. Por excelência, Santa Faustina é a missionária da misericórdia de Cristo. Após uma juventude muito sofrida, Helena Kowalska entrou no convento das Irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia, sob o nome de Maria Faustina. No convento, teve profundas experiências e visões do Ressuscitado. Nessas visões, Jesus demonstrava Sua dor: por vezes, Nosso Senhor mostrou a Faustina o número de almas que perecia no inferno e todo o sofrimento já nessa terra causado pela imensidão dos pecados cometidos, queixando-se que não havia mais quem suplicasse à Divina Misericórdia. Por isso, em diversos momentos, a santa viu o Senhor prestes a derramar Sua cólera ao mundo. Entretanto, devido às suas orações clamando misericórdia, o Senhor demonstrou Sua compaixão. Assim, o Senhor apresenta a Divina Misericórdia como caminho para humanidade retornar ao Pai. Impelida pelas aparições e pedidos de Cristo, o trabalho de Faustina deu forças à devoção da Divina Misericórdia, sobretudo, com a Imagem de Jesus Misericordioso, com a Hora da Misericórdia, com o Terço da Misericórdia e com as promessas de Cristo aos devotos da Divina Misericórdia. Além disso, por ordem de seu confessor, Beato Miguel Sopocko, Faustina deixou o registro das aparições e de suas experiências espirituais em livro, conhecido como Diário de Santa Faustina. Na ocasião da canonização de Faustina, João Paulo 2º proclamou a Festa do Domingo da Misericórdia no domingo seguinte à Páscoa, conforme o pedido de Cristo à santa. Todos esses elementos da devoção à Divina Misericórdia permitiram uma rápida propagação dessa prática, que se tornou uma das mais populares entre os fiéis no mundo todo. De fato, o apelo celeste e as abundantes graças prometidas aos devotos da Divina Misericórdia auxiliam as pessoas em sua caminhada de conversão e a trazer mais paz ao mundo. Que Santa Faustina e São João Paulo 2º nos inspirem a trilhar os caminhos da misericórdia do Senhor.

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Reprodução/internet

A presença das crianças na missa: qual o dever dos pais?

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Jornal do Santuário - Edição Abril de 2016  

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