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SANTU SANT UÁRIO

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Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

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SANTUÁRIO

Expediente CELEBRAÇÕES NO SANTUário

MENSAGEM DO PÁROCO • Segunda-feira - 19h30 (pelos falecidos) • Terça-feira - 16h (pelas intenções da rádio e internet) e 19h30 • Quarta-feira - 19h30 (pelas famílias) • Quinta-feira - 7h, 16h (pelos enfermos) e 19h30 • Sexta-feira - 7h, 12h30 e 19h30 • Sábado - 7h e 19h • Domingo - 6h30, 8h, 9h30, 11h30, 17h e 19h

INFORMAÇÕES importantes • 1ª sexta-feira do mês - 7h, 12h30, 16h, 19h30 e 23h • Missa com tradução em Libras 4° domingo do mês - 19h • Missa dos Grupos Bíblicos de Reflexão 2ª terça-feira do mês - 19h30 • Atendimento de confissões, orientação espiritual e bênção de objetos Terça a sexta-feira - 8h30 às 11h | 14h30 às 17h Sábado - 8h30 às 11h • Grupo de Oração RCC Quinta-feira - 20h30 • Santuário Jovem Sábado - 20h • Terço dos Homens Segunda-feira - 19h

Por padre Sildo César da Costa, scj

Queridos devotos do Sagrado Coração de Jesus: estamos concluindo uma etapa da nossa reforma em preparação para o Centenário do Sagrado Coração de Jesus, em Joinville. Somos agraciados por ter uma comunidade que assume em conjunto os projetos propostos. Nosso primeiro passo, que foi o interior da Igreja, foi concluído. Agora temos um desafio maior, que é o lado externo do Santuário: Gruta de Nossa Senhora, Praça do Jesus no Horto, colocação dos pavers no estacionamento, iluminação, toda a infraestrutura. Somos desafiados para fazer sempre o melhor. Nunca esquecendo que tudo isso tem a graça de um Deus que nos abençoa para prepararmos um ambiente em que celebraremos com muita alegria e grande festa os cem anos de nossa história como comunidade. Viver em comunidade é ser um sinal de comunhão. Esta obra é sinal de comunhão. Que este gesto de colaboração, querido devoto do Coração de Jesus, seja uma expressão de agradecimento, de louvor a Deus por tudo o que Ele fez e continua fazendo em nossas vidas. Quero recordar que uma das motivações pelas quais estamos fazendo esta reforma é deixar um legado para as futuras gerações, um marco no Centenário. Que vossos netos, bisnetos e tataranetos possam recordar que seus antepassados fizeram o melhor para que eles pudessem ter um espaço para o encontro com o Senhor. No início de outubro do ano passado, enviávamos uma carta para os dizimistas do Santuário para informar sobre o projeto e começávamos, ali, uma campanha com um carnê de contribuição para a reforma. Agradeço às tantas famílias, dizimistas e devotos, que a partir daquele momento assumiram e estão fazendo a sua contribuição com alegria. É com esta alegria que quero convocá-los para continuarmos este projeto. Dizia naquela carta enviada: “Todos juntos, somos mais fortes”! Aquele que não participou desta primeira parte da obra e sente no coração a vontade de colaborar, pode pegar seu carnê na secretaria do Santuário. São dez boletos. Não há nenhum valor estipulado. Podem ser pagos na Secretaria do Santuário, nos bancos ou casas lotéricas. Sua colaboração será muito importante e bem-vinda. Não esqueça: “Deus é rico em misericórdia” (Ef 2,4) e saberá recompensar a sua colaboração, pois “ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9,7) No próximo mês, celebraremos a grande festa do Sagrado Coração de Jesus. Que todos nos sintamos convidados a celebrar e participar. Jesus manso e humilde de Coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

hORÁRIOS DAS RÁDIOS Rádio Clube (AM 1590) Segunda a sexta 7h55 - Nos Caminhos da Palavra 11h55 - O Pão da Palavra Sábado 7h - A Voz do Santuário 7h30 - Direção Espiritual

CRONOGRAMA MENSAL Formação de Iniciação à Vida Eucarística Data: 20 de maio Horário: 19h30 Local: Sala 17

dIA DE PENTECOSTES Local: Centreventos Cau Hansen Data: 24 de maio Horário: 8h

Rádio Difusora Arca da Aliança (AM 1480) Domingo 8h - Transmissão da missa Rádio Cultura (AM 1250) 1ª semana do mês (segunda a sexta-feira) 11h - Refletindo a Palavra

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Geral DiA DO TRABALhO

Por Rayana Borba

Honrar a Deus também pelo trabalho “Quem não quer trabalhar também não há de comer” (2 Ts 3,10) Começamos o mês de maio celebrando uma importante data, que é o Dia do Trabalho. E é também nele que devemos ser corretos e justos, honrando o nome do Senhor. Cada qual sabe das tarefas a serem cumpridas. Mesmo assim, é difícil resistir a distrações improdutivas, não é mesmo? Pois saiba que este não é um simples ato. É um pecado, uma falta contra o sétimo mandamento: “Não roubarás”. Mais que um direito, o trabalho é dever do homem (CIC 2427). Toda pessoa, em idade adequada, tem a obrigação de honrar a Deus por meio do trabalho, para se sustentar e “prestar serviço à comunidade humana” (CIC 2428). O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2409) nos ensina que o trabalho malfeito é imoral. Afinal, quem não cumpre suas obrigações profissionais, lesa aquele que paga seu salário. Lembre-se de que é no ambiente profissional que passamos a maior parte do nosso tempo. Sendo assim, é onde Cristo mais precisa que os cristãos deem testemunho dEle. Um colaborador distraído, preguiçoso, incompetente ou irresponsável perde a oportunidade de honrar o nome do Senhor diante dos homens. Enquanto isso, um cristão que cumpre suas obrigações profissionais com amor, porque reconhece que aquela realidade é um dom de Deus, faz a diferença. Não é à toa que São José Maria Escrivá, um santo do século 20, insistia na busca da santificação pelo trabalho: “Seja qual for, o trabalho profissional converte-se numa luz que ilumina os vossos colegas e amigos. Por isso, costumo repetir (…): que me importa que me digam que fulano de tal é (…) um bom cristão – mas um mau sapateiro?! Se não se esforçar por aprender bem o seu ofício, ou por executar o seu trabalho com esmero, não poderá santificá-lo nem oferecê-lo ao Senhor” (Amigos de Deus, 61). O trabalho é tão importante que foi assumido por Jesus até o início de Sua vida pública. Ele trabalhou como qualquer outro homem: “O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artesão de Nazaré e o crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira para o Filho de Deus em Sua obra redentora. Mostra-se discípulo de Cristo carregando a cruz, cada dia, na atividade que é chamado a realizar. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo” (CIC 2427). Neste 1º de maio, faça uma reflexão sobre como você tem honrado ao Senhor com seu trabalho. Caso seja preciso, procure a confissão e ore a Deus para ser um exemplo de cristão também na vida profissional. Adaptado de O Catequista

SANTO DO MÊS

Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na graPor Rayana Borba tuidade do amor Adaptação da mensagem do papa Francisco para o 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais Voltar à família pode nos ajudar a tornar mais autêntica e humana a comunicação. A experiência do vínculo faz com que a família seja também o contexto onde se transmite a forma fundamental de comunicação que é a oração. E assim, a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação: o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros. Não existe família perfeita, mas não é preciso ter medo dos conflitos. Preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. E o perdão é uma dinâmica de comunicação que definha e se quebra, mas por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar ao se tornar uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo” (BENTO 16, Mensagem do 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012). A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.

Santa Rita de Cássia

Nasceu em Cássia, na Itália em 1380. Seu maior desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando. Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou um traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam. Rita sempre intercedeu e deu bom exemplo a eles. Passou por grandes sofrimentos com o assassinato do marido e a ameaça de vingança dos filhos, que acabaram também morrendo pouco tempo depois. Sem o marido e filhos, Santa Rita não desistiu e manteve-se em oração pelo seu sonho religioso. Ela então foi, milagrosamente, aceita no convento. Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade. Hoje é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”. Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

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Maio conta um ar diferente, composto por um vento intenso que sopra do Espírito Santo. Neste mês, a Igreja Católica celebra o Dia de Pentecostes. E celebrar esta data é atualizar um fato impressionante vivenciado pelos apóstolos de Jesus cinquenta dias após a ressurreição, narrado na Sagrada Escritura: “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2,1-4). A Bíblia não diz que um ou dois ficaram cheios do Espírito de Deus, foram todos. E todos se encheram do poder do alto, porque o Espírito Santo dava a eles autoridade e os impulsionava a evangelizar os povos. Pentecostes é o início da evangelização da Igreja Católica, é o começo do espírito missionário na vida dos fiéis. Assim como narra a Palavra, os apóstolos, depois de receber o Espírito Santo, saíram evangelizando por todas as nações, anunciando “as maravilhas de Deus” (At 2,11). Muitos pensavam que eles haviam se embriagado, quando na verdade estavam repletos da unção do Paráclito derramado. Paráclito significa consolador, defensor, aquele que intercede, e este é um termo muito usado como referência ao Espírito Santo na Palavra de Deus.

Como ser renovado no Espírito Santo? Por professor Felipe Aquino

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Uma profundidade espiritual enorme na vida de cada ser que carrega dentro de si o consolador. Como vem questionar São Paulo na sua carta ao povo de Corinto: “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (1 Cor 6,19). Todos carregam o Espírito Santo consigo desde o batismo, mas ele só age se houver abertura, se o coração estiver disposto a vivenciar uma nova experiência. A Sagrada Escritura vai dizer também que “descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8). Desta forma, muitas foram as testemunhas do Espírito Santo derramado em Pentecostes e depois do acontecido. Porém, ainda é possível identificar novas testemunhas a cada dia. Como é o caso da coordenadora do Grupo de Oração do Santuário, Maria Lúcia de Aquino, que há 19 anos caminha na Renovação Carismática no Santuário: “Na minha vida, Pentecostes concedeu-me a oportunidade de conhecer a beleza da Igreja Católica Apostólica Romana, de conhecer um Jesus vivo e ressuscitado que é o Senhor, dando-me a fortaleza para continuar a caminhada na vontade de Deus”, testemunha. Segundo o Catecismo da Igreja Católica: “no dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou

Recebemos o Espírito Santo no Batismo e na Crisma; mas, muitas vezes Ele ficou sufocado em nós por causa de nossos pecados, vida tíbia, falta de oração, de trabalho apostólico, etc. São Paulo disse que “quem não tem o Espírito de Cristo não é de Cristo” (Rom 8,9). Então, precisamos ser renovados no Espírito Santo, ser “batizados” nEle. Isso não é um novo Batismo e nem nova Crisma, mas deixar que o Espírito Santo – que já está em nós – tome conta de nós, de nosso agir, de nossos pensamentos e de nossas palavras. Em primeiro lugar é preciso purificar-se. Deus não ocupa, nem usa, vasos sujos. O Espírito Santo ocupa qualquer coração, mesmo o coração cheio de pecado; porque Ele é Santo. No entanto, é preciso renunciar com toda a vontade o pecado: soberba, orgulho, vaidade, ganância, ambição, sexualismo, luxúria, adultério, pornografia, raiva, ódios, ciúmes, revoltas, lamúrias, horóscopos, superstições, inveja, preguiça, etc. Limpar a casa e

perfumá-la, para q A segunda exig exigência que Deu que estejamos arr aos homens os seu doardes aos home Essas palavras de e não pode ser rep mais difícil for, m Em terceiro lu ser testemunha de nós, para o nosso ciar a nossa vonta

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como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC 731). Ou seja, a Ressurreição de Cristo na vida das pessoas não terminou no domingo de Páscoa, este mistério se completou com o seu Espírito Santo após cinquenta dias. É esse espírito que hoje “ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, e vai também formá-la para a vida de oração” (CIC 2623). E, desde aqueles tempos, Pentecostes vem se atualizando na vida dos cristãos. São vivenciados nas pastorais, movimentos e missões feitas fora da Igreja. Como assim conta Hermes Machado, servo no Grupo de Oração da RCC no Santuário: “A maior herança que recebemos de Pentecostes é o nosso batismo sacramental que nos dá o direito de herdar o Reino de Deus nos céus. Além disso, recebemos por antecipação a graça de conviver com o Pai, o Filho e o Espírito Santo usufruindo de sua presença e benefícios sem fim na nossa vida”, afirma. Diante disso, que todos possam viver de coração aberto o Dia de Pentecostes, pois nesse dia o Senhor convida cada um a professar a presença da terceira pessoa da Santíssima Trindade.

que o Senhor da glória seja então recebido. Faça a sua confissão! gência para ser renovado no Espírito Santo, é perdoar a todos. A única us nos impõe para nos perdoar – qualquer que seja o nosso pecado – é rependidos e que perdoemos os que nos ofenderam. “Se perdoardes us delitos também o vosso Pai Celeste vos perdoará; mas, se não perens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos” (Mt 6,14). Jesus são claras demais! Quem não perdoa não é perdoado por Deus, pleto do Seu Santo Espírito. Nem sempre é fácil perdoar; mas, quanto mais agradará a Deus e maior será o nosso mérito. ugar, é preciso querer fazer a vontade de Deus em nossa vida, e querer e Jesus. Queira isto com todo o coração. O Espírito Santo não vem a deleite e bem-estar. Ele vem a nós para que, por Ele, possamos renunade e fazer a vontade de Deus.

Em quarto lugar, pedir o Espírito Santo com fé. Deus quer nos dar este grande dom, muito mais do que nós queremos recebê-lo. E o grande segredo é pedir, e pedir por intercessão de Nossa Senhora. Ela é a sua Esposa, inseparável. Diga, como ela mesma ensinou-nos: “Vinde Espírito Santo, vinde pela intercessão poderosa do Imaculado Coração de Maria, vossa amadíssima esposa”. Repita muitas vezes esta oração que Ela mesma ensinou ao padre Stefano Gobbi, do Movimento Sacerdotal Mariano. Jesus deixou claro que o Pai Celeste dará o Espírito Santo “àqueles que o pedirem” (Lc 11,13). Depois disso agradeça a Deus pelo Espírito Santo presente em sua alma. Nem sempre essa será uma experiência sensível, mas será sempre uma experiência de fé. No dia de Pentecostes, São Pedro disse que essa graça era “para todos”, não só para eles, os Apóstolos. “A Promessa é, de fato, para nós, assim como para os vossos filhos e para todos aqueles que estão longe, todos quantos foram chamados por Deus nosso Senhor” (At 2,38-39). *Adaptado de cancaonova.com

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Santuário Celebração

Por Jouber Castro

Semana Santa: preparação e grande festa de Páscoa O Santuário celebrou a Páscoa com uma série de atos que remontaram, passo a passo, os dias de Jesus até a Sua ressurreição.

O retorno de Jesus a Jerusalém foi recordado nas celebrações do Domingo de Ramos. Ao som do “Hosana”, os ramos dos fiéis foram abençoados.

Na segunda-feira, 30 de março, a meditação de Jesus no Horto das Oliveiras foi mais um passo na preparação para o Tríduo Pascal. Conhecido também como “agonia”, o momento retrata um dos mistérios dolorosos do Santo Rosário. Um dos momentos mais emocionantes da Semana Santa foi o resgate da tradição da Procissão do Encontro, quando os homens acompanharam o trajeto da imagem do Senhor dos Passos e as mulheres seguiram Nossa Senhora das Dores.

Durante a celebração da Quinta-Feira Santa, Pe. Lucas lavou os pés de representantes das pastorais e movimentos que atendem pessoas em situação de fragilidade, recordando a temática da Campanha da Fraternidade: “Igreja e Sociedade”.

12 PROMESSAS Adaptado de: As 12 promessas do Coração de Jesus, Pe. Joãozinho, scj

5ª promessa do Sagrado Coração de Jesus: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos” Diante da quinta promessa, você lembra das quatro anteriores? Perceba que em cada uma delas, Jesus concede algum benefício. Na primeira, ele oferece a “graça”. Na segunda, promete a “paz”. Na terceira, oferece “consolação” e na quarta, “refúgio”. Chegamos à quinta: agora o Coração de Jesus promete a “bênção” a Seus devotos. Você já parou para pensar no que significa a “bênção”? É uma palavra que indica a “ação de bendizer”. Bênção é “dizer o bem”. Existem dois tipos de “bênção”. A primeira é a que desce dos céus. Deus nos “bendiz”. Está entendendo? Deus diz uma palavra das pessoas. E, às vezes, acabamos tendo pouca fé na Palavra de Deus. Lembra-se do tempo em que os contratos eram feitos só de palavra? Nem precisava papel com carimbo de cartório. As pessoas se orgulhavam de dizer: “Sou um homem de palavra”. Hoje, até com papel passado é difícil acreditar. Existe tanta corrupção que ficamos muito desconfiados. Mas com Deus é diferente. Ele fala e faz. Ele promete e cumpre. A Palavra de Deus é como a chuva caída na terra que não volta para o céu sem ter feito a semente germinar e crescer. Veja o que diz a Bíblia: “...assim acontece com a palavra que sai da minha boca; ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei” (Is 55,11). Isto é a bênção que desce do céu. Deus fala uma palavra sobre você. E essa palavra se realiza em sua história.

Na tarde da Sexta-Feira Santa, a Viasacra foi revista pelas crianças. Na sequência, foi o momento da Celebração da Paixão de Cristo. Ao anoitecer, a Procissão do Senhor Morto ocupou as ruas do bairro Bucarein. No Sábado Santo, a Vigília Pascal começou com a bênção do fogo e acendimento do Círio, passando pela recordação da aliança de Deus com Seu povo e culminando com a proclamação da Páscoa e a renovação das promessas de Batismo. O último grande ato da Semana Santa foi também o mais glorioso: às 6h do Domingo de Páscoa, a Procissão do Ressuscitado levou o povo novamente às ruas do entorno do Santuário, para anunciar a boa nova da ressurreição.

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Inaugurada no Domingo de Ramos, 29/3, a nova capela localizada no segundo andar do Centro Comunitário. O belo e aconchegante espaço destaca-se também pela funcionalidade, contando com duas configurações de área útil, permitindo assim a realização de Adorações Eucarísticas até celebrações como missas e casamentos.

Em 18 de abril aconteceu a reabertura da igreja, que agora conta com novo piso, moderno sistema de som e ar-condicionado central.

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Espiritualidade vínculo

Por Ivone Moreira

Santíssima Trindade

A Santíssima Trindade é a essência de um só Deus em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É um mistério e dogma de fé. Santo Agostino de Hipona, teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender esse inefável mistério. Conta-se que, certo dia, após o trabalho, adormeceu no claustro e sonhou que caminhava por uma praia deserta, quando avistou um menino que, com um copo na mão, ia até a água do mar, enchia o copo e, de volta, despejava a água num pequeno buraco cavado na área. Era uma ação repetitiva. Perplexo e curioso, Agostinho perguntou ao menino o que pretendia fazer e ele respondeu: “ Vou colocar toda a água do mar neste buraco”. Santo Agostinho explicou-lhe que era impossível e o menino disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco do que se

RESSURREIÇÃO

compreender o mistério da Santíssima Trindade”. Santo Agostinho acordou assustado. Tivera uma mensagem divina. E concluiu que a mente humana é extremamente limitada para assimilar a dimensão de Deus. O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas. Deus Pai não foi criado nem gerado. Por si só, é princípio de vida, de quem tudo procede. Possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. A Deus Pai, atribui-se a criação do mundo. O Deus Filho procede eternamente do Pai, por quem foi gerado. É eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se a Deus Filho a redenção do mundo pela Sua morte e ressurreição. Já o Deus Espírito Santo procede do Pai e do Filho. É como uma expiração, um sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho. Manifestou-se primeiramente no batismo e na transfiguração de Jesus, depois em Pentecostes. A Ele, atribui-se a santificação do mundo. O Pai é pura paternidade, o Filho é pura filiação e o Espírito Santo é puro nexo de amor. Os três possuem a mesma eternidade, imutabilidade, majestade e poder. No Pai está a unidade, no Filho a igualdade e no Espírito Santo a harmonia entre a unidade e a igualdade. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Mesmo sem compreendê-la, devemos crer nEla. Só Deus pode se revelar como Pai, Filho e Espírito Santo. A verdade revelada da Santíssima Trindade está nas origens da fé viva da Igreja, principalmente pelo batismo. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Cor 13,13; 1 Cor 12, 4-6 e Ef 4,4-6), já pronunciavam os apóstolos. A Santíssima Trindade é inseparável naquilo que é e naquilo que faz; mas na única operação divina, cada uma das três pessoas manifesta o que lhe é próprio na trindade. A festa da Santíssima Trindade é uma das mais importante celebrações do ano litúrgico. A Igreja nos convida a “glorificar a Trindade Santa”, como manifestação da celebração. E não há melhor forma de fazê-lo, senão melhorando as relações com nossos irmãos para, assim, vivermos a unidade querida por Jesus: “Que todos sejam um” (Jo 17, 21).

Por Ruan e Cicelly Bertoli

Ascensão do Senhor Caros irmãos e irmãs, após vivermos intensamente a Semana Santa e a Paixão de Cristo, é tempo de celebrarmos a Ascensão de Jesus, momento em que Jesus em Sua glória, vai ao encontro do Pai após a vida terrena. Não devemos ver a Ascensão em si como perda pela partida de Jesus, mas sim como graça de Deus, pois Ele agora se faz presente em todos os lugares, e faz morada em nossos corações. Ainda antes de partir, Jesus nos envia o Espírito Santo: “Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai” (Lc 24,49a), para que por Ele possamos ser guiados e orientados. É através do Espírito Santo que recebemos toda a graça e os dons de Deus. Sim, não temos dúvida, Deus é amor, um amor misericordioso, um amor paciente, um amor incondicional, e é com este amor que devemos olhar para nossos irmãos, para que possamos ser sinal e presença de Deus na vida de cada um deles, para que possamos caminhar em direção da nossa santificação e de nossas famílias. Sabemos que nem sempre é fácil, porém partilhamos com vocês um segredo: Deus não põe em nossos ombros maior peso do que os joelhos possam suportar. As dificuldades são oportunidades de nos aproximar de Deus e encontrar nEle, força e sabedoria para superá-los. Lembrem-se: antes da Sua ascensão e glória, Jesus, para a remissão dos nossos pecados e para nossa salvação, suportou a dor e a morte, e morte de cruz. Por isso, com grande alegria e ardor no coração, vamos celebrar a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo certos de que Ele novamente virá em nosso auxílio para que, então, possamos participar do Seu reino de paz e amor. Permaneçam na paz de Cristo, e que Ele nos acompanhe hoje e sempre.

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Escrever para as mães é sempre um grande desafio. Como expressar em algumas linhas o que elas representam na vida dos seus? Como traduzir tanto amor e admiração contido no coração de cada filho? Definitivamente, a família das palavras não consegue dar conta de tamanha responsabilidade. O que quer que digamos será sempre insuficiente para homenagear tantas mulheres que acolhem o dom da maternidade. Nesse mês, que é especialmente dedicado a elas, também reservamos com carinho um espaço que retrata a imagem de tantas mães. Por isso aqui estamos para agradecer você, mãe, por todo zelo e cuidado atribuído a cada filho. Certo provérbio da Bíblia diz: “Ensina ao teu filho o caminho em que ele deve andar, pois quando ainda ele for velho, não se desviará dele” (Pr 22,6). E de fato, o que cada filho se torna na idade adulta, deve muito a sua mãe, que sempre ensinou, orientou, educou, aconselhou e esteve ao lado para dar o sustento necessário. Vai além de gerar no ventre, é acolher e estar sempre em prontidão para amar, em todas as circunstâncias. Por tudo isso e muito mais, é que com muito amor e carinho deixamos aqui registrado a nossa gratidão a cada uma dessas mulheres. Em cada filho há muito de uma mãe!

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Jornal do Santuário - Edição Maio de 2015  

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