Page 1

San t uá r i o S ag r a do Cor aç ão de Je sus | joinville | JANEIRO | 2 0 1 8 | di s t r i b u i ç ão g r at u i Ta


EXPEDIENTE

Ano novo, vida nova

2

EventoS do mês Dia devocional ao Sagrado

Por Pe. Léo Heck, scj

Coração de Jesus

Caros amigos, está começando um novo ano. Por isso, cumprimentamos os familiares, amigos, conhecidos e até os estranhos que encontramos, dizendo: “Feliz ano novo!”. O Natal já ficou para trás. Agora é a virada de ano, férias e desafios do novo ano que se apresentam. Começar bem o ano é importante. Há, no coração de todos, um só desejo e esperança: que 2018 seja melhor do que o ano que passou. Em 1º de janeiro, celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus e é também o Dia Mundial da Paz. Podemos e devemos pedir a Nossa Senhora, mãe e Rainha da Paz, que vivamos na sabedoria e irradiemos paz ao longo desse ano. Na verdade, é inútil esperar que a paz venha de fora, menos ainda dos políticos e homens de negócio. A paz nasce ou morre nos corações. Por isso, rezamos: “Jesus, manso e humilde de Coração, fazei os nossos corações semelhantes ao Vosso!”. Janeiro, para muitos, é sinônimo de férias. Hora de desligar, sair, viajar. Isso está se tornando cada vez mais comum e necessário, num tempo em que as informações se multiplicam a cada segundo, bem como as demandas do trabalho, família, estudos e encargos. Chega o momento em que precisamos variar atividades e descansar. Todo mundo precisa de um momento para si, para cuidar da saúde física, mental e pessoal. Desligar da rotina, visitar lugares diferentes, tirar o atraso na leitura, conhecer pessoas interessantes, relaxar… São coisas que fazem bem para o corpo e para a alma. Se tudo isso não for suficiente para você se motivar a tirar alguns dias de folga, pense na sua saúde. E não é exagero, é uma questão de bem estar mesmo. Importante não se esquecer do essencial em nossa vida de fé e valores. O novo ano começa com uma motivação especial. É o ano dos leigos e leigas. O objetivo do Ano do Laicato como Igreja, povo de Deus, é celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão. É preciso testemunhar Jesus Cristo e Seu reino na sociedade. Nesse ano especial, vamos comemorar os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os leigos (1987) e os 30 anos da publicação da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo 2º, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo. Vamos dinamizar o estudo e a prática do documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade” e demais documentos do magistério, em especial, o do papa Francisco sobre o laicato e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, “verdadeiros sujeitos eclesiais”, como “sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade. Desejo a todos os paroquianos e devotos do Coração de Jesus um ano frutuoso e abençoado, sob a bênção do Sagrado Coração de Jesus e da Virgem Maria.

• Terça-feira - 19h30 (pelas intenções da rádio e internet) • Quarta-feira - 19h30 (pelas famílias) • Quinta-feira - 19h30 • Sexta-feira - 19h30 • Sábado - 19h • Domingo - 6h30, 8h, 11h30 e 19h • 1ª sexta-feira do mês: 7h, 12h30 e 19h30 • Missa com tradução em Libras: 4° domingo do mês - 19h

Missa com bênção das velas 2 de fevereiro (dia de Nossa Senhora da Luz) 7h, 12h30, 16h e 19h30 Missa com bênção da garganta 3 de fevereiro (dia de São Brás) 7h e 19h

memórias pe. Aloísio

“Jesus veio ao mundo para fazer a vontade de Deus. Em tudo foi obediente ao Pai. A desobediência é a nossa desgraça. A falta de amor faz com que não obedeçamos a Deus e às pessoas. Jesus se fez obediente. Nós também, se obedecer, seremos santificados.”

• Rádio Clube (AM 1590) Segunda a sexta-feira 6h55 - Nos Caminhos da Palavra 12h55 - O Pão da Palavra Sábado 7h - A Voz do Santuário 7h30 - Direção Espiritual

INFORMAÇÕES importantes

• Rádio Difusora Arca da Aliança (AM 1480) Domingo 8h - Santa Missa Segunda a sexta-feira 12h - Oração do Almoço • Rádio Cultura (AM 1250) De 8 a 12/1 e de 29/1 a 2/2 11h30 - A Palavra de Deus

O Jornal do Santuário é uma publicação do Santuário Sagrado Coração de Jesus, sob responsabilidade do padre Léo Heck, scj Rua Inácio Bastos, 308 - Bucarein - Joinville/SC 47 3455.2204 | www. santuarioscj.com.br

Missa às 7h, 12h30 e 19h30

hORÁRIOS DAS RÁDIOS

CELEBRAÇÕES NO SANTUário • Segunda-feira - 19h30 (pelos falecidos)

5 de janeiro

Produção

• Atendimento de confissões, orientação espiritual e bênção de objetos Entre 26 de dezembro e 31 de janeiro Terças e quintas-feiras: 14h30 às 17h Quartas, sextas e sábados: 8h30 às 11h • Grupo de Oração RCC Quinta-feira - 20h30

SUGESTÃO DE CONTEÚDO: redacao@agenciaarcanjo.com.br www.agenciaarcanjo.com.br facebook/agenciaarcanjo 47 3227.6640

DIAGRAMAÇÃO Gabriela Veiga

JORNALISTA RESPONSÁVEL Rayana Borba DRT/SC 3809

REDAÇÃO Filipe Natali

TIRAGEM: 2.500 exemplares

REVISão Bruna Brenneisen

IMPRESSÃO: Gráfica Volpato

www.santuarioscj.com.br


Celíacos são autorizados a comungar somente do vinho, diz Vaticano

geral

Por Jouber Castro e Rayana Borba

Foto: Jacqueline Freudenborg

Eucaristia

No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas têm a doença e não podem consumir trigo A doença celíaca é uma reação do organismo à proteína do glúten, presente no trigo, que causa inflamação no intestino, dor intensa e diarreia crônica, entre outros sintomas. No Brasil, afeta uma a cada cem pessoas. O único tratamento possível é uma dieta sem glúten. A hóstia da Eucaristia é um pão sem levedura, feito obrigatoriamente de trigo. Ou seja: a hóstia tem glúten e não pode ser ingerida por celíacos. O papa Francisco diz que devemos nos empenhar “para que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos”. Por isso, o Vaticano – por meio da Congregação para a Doutrina da Fé – permite desde 1995 que celíacos comunguem sob a espécie do vinho, que não contém glúten. O documento da CNBB “Orientações Pastorais sobre o acesso das pessoas celíacas à Comunhão Eucarística” define procedimentos para que os celíacos “não venham a sofrer discriminação e se sintam plenamente acolhidos”. No Santuário, os celíacos devem ir à Sacristia antes do início da celebração, informando sua condição de poder comungar apenas sob a espécie do vinho. Para eles, será preparado um cálice de vidro específico, sem contato com partículas que contém glúten. Logo no início da Comunhão, os celíacos devem se aproximar do lado esquerdo do presbitério (área em torno do altar), comungando logo após os ministros e antes do restante da assembleia, com o cálice que lhes for designado, conforme orientação da CNBB. Esses procedimentos visam a segurança física e a plena participação sacramental dos cristãos celíacos.

Celíacas são Ministras Extraordinárias da Comunhão Foi diante do constante mal-estar que Andressa da Silva, na época com 8 anos, vinha sentindo, que veio o diagnóstico: ela é portadora da doença celíaca. Por se tratar de uma doença genética e muitas vezes hereditária, após exames laboratoriais, a doença foi identificada também em sua mãe, Andréa, e em sua irmã, Camila. Como o glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, os portadores da doença não podem consumir qualquer produto que contenha a proteína, incluin-

www.santuarioscj.com.br

3 do a hóstia. Mesmo assim, mãe e filhas comungam do Cristo, mas somente pelo vinho. Mais tocante ainda é o fato de que Andréa e Andressa oferecem a Eucaristia aos fiéis que participam das missas no Santuário, como Ministras Extraordinárias da Comunhão Eucarística (foto). A seguir, conheça mais sobre esta experiência de fé. (JS) Jornal do Santuário: A intolerância/alergia ao glúten afasta vocês da fé em Cristo? (AA) Andréa e Andressa da Silva: Não. A nossa fé nos levou a servir a Cristo e reforçar ainda mais a nossa caminhada. A fé não está somente na comunhão, mas dentro do nosso coração. A hóstia é uma das formas de nos aproximar de Jesus, mas o vinho que comungamos também nos faz presença viva n’Ele. (JS): Como veem a preocupação da Igreja em incluí-las na comunhão? (AA): Quando descobrimos a doença, ficamos alguns anos sem receber a Eucaristia, mas não deixamos de seguir a nossa caminhada. Participávamos sempre da missa, não comungávamos e sentíamos muita falta. Até que em uma conversa com o Pe. Sérgio da Costa, scj – irmão do Pe. Sildo, ele nos orientou a comungar somente do Sangue de Cristo. (JS): Como é oferecer o Corpo de Cristo aos fiéis, mesmo sem poder tomá-lo? (AA): Nos sentimos especiais e gratas. Oferecer a Eucaristia à comunidade nos realiza. Mesmo sem poder consumir a hóstia, entregamos Jesus aos irmãos que podem comungar. (JS): Quais as dicas que têm para os celíacos? (AA): Não se afaste do caminho de Deus, nem desista da caminhada para servir a este Pai maravilhoso que nos ama incondicionalmente. E também não se abata por problemas, dificuldades ou pelo que as pessoas falam ou pensam. Isso tudo só nos afasta de Deus.


Em 2017, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) declarou que 2018 será o Ano do Laicato, iniciando em 26 de novembro de 2017 e se estendendo até 25 de novembro de 2018. O tema escolhido para nortear este tempo foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). Em 1965 a Igreja Católica encerrava o Concílio Vaticano 2º, evento que, segundo o beato Paulo 6º, “constitui um ato de amor, um grande e tríplice ato de amor: a Deus, à Igreja e à humanidade”. Foi por meio desse Concílio que os leigos começaram a ter mais funções efetivas na Igreja, e exercer também serviços antes feitos somente pelo clero. Papa Francisco em uma mensagem aos 50 anos do Concílio, enfatizou o papel dos leigos na Igreja: “O Concílio não olha os leigos como se fossem membros de segunda categoria, a serviço da hierarquia e simples executores de ordens provenientes do alto, mas como discípulos de Cristo que, através do Batismo e sua inserção no mundo, são chamados a animar todo ambiente, atividade e relação humana segundo o espírito do Evangelho (…) Ninguém melhor que os leigos pode desempenhar a tarefa essencial de inscrever a lei divina na vida da cidade terrena”, escreveu o pontífice. As dificuldades desta sociedade precisam de uma resposta. É a partir do testemunho que os leigos atuam na ação evangelizadora da Igreja, porque constituem de fato o corpo da Igreja. Assim fizeram também os santos, que levantaram inúmeros seguidores, não para si, mas para Cristo. Um deles foi São João

Batista que batizava pessoas e pregava a Palavra de Deus, desde sua infância ele anunciava aqu’Ele que não mais batizaria em água, mas com o fogo do Espírito Santo: Jesus. Como assim está escrito: “No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois de seus discípulos. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus” (Jo 1,35-37). As pessoas precisam conhecer Jesus por meio dos testemunhos que se levantam, e os leigos são as melhores oportunidades para isso, porque eles vivem na sociedade, no meio das fábricas, nos estádios, nas filas de bancos, onde geralmente o clero não consegue estar. Ter um coração entrelaçado ao Coração de Jesus é isso, é fazer o reino de Deus sair das quatros paredes de um templo físico, é ser um anunciador que planta sua semente de evangelização. Como disse Santo Ambrósio: “O Senhor espera de nós o esforço e não o êxito”. A grande resposta para a Igreja encontrada pelo papa Paulo 6º, que escreveu em sua exortação apostólica, foi: “Será pois, pelo seu comportamento, pela sua vida, que a Igreja há de, antes de mais nada, evangelizar este mundo; ou seja, pelo seu testemunho vivido com fidelidade ao Senhor Jesus, testemunho de pobreza, de desapego e de liberdade frente aos poderes deste mundo; numa palavra, testemunho de santidade” (Evangelii Nuntiandi 41). Que sejamos a resposta para uma Igreja que precisa de leigos e leigas comprometidas com o reino dos céus aqui na terra! Por Arcanjo Comunicação Católica

www.santuarioscj.com.br


Por Rayana Borba O Ano do Laicato, reforça a missão dos leigos: ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14). Mais que isso, clama pela saída da Igreja para testemunhar Jesus Cristo e Seu reino na sociedade. A seguir, saiba como os fiéis do Santuário Sagrado Coração de Jesus têm vivido sua espiritualidade no mundo.

“Ser cristão não é tarefa fácil: é preciso ir sempre ao encontro da vocação. A minha missão é ser luz onde eu estiver. Para isso, busco a intimidade com Deus pelo convívio diário e oração pessoal. É na contemplação da Palavra que o Senhor conduz a minha prática, pois evangelizar é testemunhar pelas atitudes na vida pessoal, familiar e profissional”. Solange da Silva, analista fiscal e frequentadora da Comunidade Shalom

“Eu sempre participei da Igreja, mas minha conversão é recente, há cerca de um ano. Agora estou buscando a constância para me fortalecer e mudar alguns comportamentos. Busco não ser incoerente nas minhas relações externas, com as outras pessoas, vivendo o mesmo que sou aqui dentro da igreja”. Kilke Carneiro, recém-crismado

“Como pai de família, busco ser um exemplo. Nossas filhas são educadas na fé cristã, com todos os sacramentos, e hoje já estão se formando como coroinhas. Rezamos sempre juntos, antes de dormir, e estimulamos bons comportamentos, como ajudar ao próximo onde estiverem”. Carlos Cunha, esposo de Regiane e pai de Gabriela e Tayná

“Eu sempre rezo na escola, no início da aula, e antes de dormir rezo o Pai-Nosso com os meus pais e com a minha irmã. Viemos à missa juntos e levo a Luiza no coração que bate”. Julia Machado, irmã de Luiza

Fotos: Jacqueline Freudenborg

www.santuarioscj.com.br


Ano Pastoral

6

2018: o ano do laicato Iniciamos um novo ano e, com ele, nossas atividades pastorais. Em 2018, nossa caminhada segue sustentada na visão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde viveremos o Ano do Laicato (cristãos leigos engajados na Igreja), visando estimular o protagonismo do leigo na sociedade. Para seguirmos nesse planejamento e com esse foco, fundamentaremos nossas ações nos três eixos que um santuário de espiritualidade dehoniana deve ter, segundo o Pe. Joãozinho, scj: 1) Comunhão eclesial: para vivermos a comunhão eclesial entre pastorais e movimentos, estimularemos uma vivência fraterna ainda mais profunda dentro de nosso Santuário, com a Comarca e Diocese. 2) Disponibilidade oblativa ou disponibilidade voluntária: viveremos uma adoração eucarística ainda mais efetiva, testemunhando nosso carisma, que é o amor ao Sagrado Coração de Jesus.

3) Solidariedade reparadora: vivendo ações de proximidade com nossa comunidade, especialmente buscando aquelas pessoas que mais necessitam de nossa presença. Essa visão somente é possível quando há um engajamento de todas as pastorais e movimentos, buscando um caminhar conciso, perene. E é graças a essa união que conseguimos planejar nosso ano pastoral. Mas as ações concretas citadas acima são somente algumas das ações que executaremos neste ano. Teremos tantas outras preparadas e planejadas por nossas pastorais e movimentos, a fim de garantir uma vivência fraterna e profunda dentro de nossa Paróquia. E nesse caminhar, vamos em direção a uma vivência de pura sintonia com um Jesus real, um Jesus de obras e viveremos o que nosso papa tanto nos pede: uma Igreja em saída. Venha conosco nessa jornada. Contamos com sua participação!

Foto: Jacqueline Freudenborg

santuário

Por Fabiano Espindola, do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP)

Na última reunião de 2017 do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), em 6 dezembro, foram votadas algumas ações para 2018, conforme os três eixos da espiritualidade dehoniana: comunhão eclesial, disponibilidade oblativa e solidariedade reparadora. Confira as ações nas próximas edições do Jornal do Santuário.

clero Por Marco Farias

Novo vigário O Santuário terá um novo vigário paroquial em 2018: Pe. Anísio José Schwirkowski, scj, atual pároco-reitor do Santuário Santa Rita de Cássia, em Curitiba. O religioso assumirá o cargo ocupado desde 2013 pelo Pe. Geraldo Kohler, scj, que foi transferido para a Paróquia São Cristóvão, em Itajaí. Confira a seguir um pouco do caminho vocacional trilhado pelo nosso futuro vigário paroquial: Anísio nasceu em São Bento do Sul, em 30 de setembro de 1971, terceiro filho de Silvestre e Lídia Schwirkowski. Iniciou sua caminhada vocacional em 1992, ao ingressar no propedêutico do Seminário São José, em Rio Negrinho, onde ficou até concluir o postulantado em 1994. No ano seguinte, começou o noviciado em Jaraguá do Sul, professando seus votos em 25 de fevereiro de 1996. Em seguida, iniciou o curso de Filosofia, em Brusque, concluído em 1998. Entre 1999 e 2000, fez o tirocínio no Seminário de Crissiumal, no Rio Grande do Sul, seguindo para Taubaté, onde cursou Teologia de 2001 a 2004. Foi ordenado sacerdote em 8 de janeiro de 2005, em sua terra natal, pela imposição das mãos de dom Angélico Sândalo, à época bispo da Diocese de Blumenau. Em março do mesmo ano, seguiu para Roma, onde foi nomeado vice-secretário-

geral e, posteriormente, secretário-geral da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, permanecendo na função até 1º de dezembro de 2010. Ainda em Roma, ocupou-se com estudos durante 2011. Em seu retorno ao Brasil, em 2012, foi designado pela Congregação para auxiliar na organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada na cidade do Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de julho de 2013. Em setembro do mesmo ano, foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Palmas, no Paraná, atuando como vigário até fevereiro de 2014, quando tomou posse como pároco-reitor do Santuário Santa Rita de Cássia. Em novembro de 2017, foi designado para atuar como vigário no Santuário Sagrado Coração de Jesus, sendo que sua chegada a Joinville está programada para meados de fevereiro. Nossa eterna gratidão ao Pe. Geraldo por estes cinco anos de dedicação à Casa do Coração, sendo um canal da graça do Coração misericordioso de Jesus em nosso meio. Desejamos sucesso em sua nova missão! Ao Pe. Anísio, nossa acolhida de braços e coração abertos! Fique ligado! Na contracapa desta edição, você confere a mensagem de despedida do Pe. Geraldo. Já na edição de fevereiro, publicaremos uma entrevista com o Pe. Anísio. Não deixe de ler!

www.santuarioscj.com.br


espiritualidade

Celebração Por Rayana Borba

Padres do Santuário atendem ao Mosteiro Rainha da Paz É diante da Eucaristia que os padres do Santuário Sagrado Coração de Jesus encontram as irmãs do Mosteiro Maria Imaculada Rainha da Paz. Embora se encontrem semanalmente, já há muitos anos, eles não mantém muito contato. As religiosas seguem a ordem monástica, vivendo enclausuradas no próprio mosteiro. “Nossa missão na comunidade é rezar. Não temos atividades ou apostolado externos, mas assistimos todas as pastorais com nossas orações”, explica uma das três monjas que lá habitam. Embora sejam poucas, as atividades são intensas. Diariamente oferecem missa à comunidade: segunda-feira, às 18h; terça a sábado às 7h, e aos domingos, às 8h. Já o terço é contemplado às 6h30, 14h e 16h30, todos os dias. O mesmo acontece com o Santíssimo, exposto aos fiéis diariamente das 14h às 18h. Devotas de Santa Beatriz, fundadora da congregação, as freiras sabem que são a voz orante da Igreja, apresentando a Deus todo o seu povo em suas alegrias, dificuldades e esperanças. “Os atendimentos são diários, das 9h às 11h e das 15h às 16h, para aqueles que recorrem por necessidades materiais, mas principalmente espirituais”, comenta. Assim como assistem aos fiéis, também são assistidas por benfeitores que auxiliam nas despesas e na manutenção da casa, além dos sacerdotes que celebram as missas para elas e também para a comunidade.

Foto: Marco Farias

7

Reze conosco Às terças-feiras, às 7h, os padres do Santuário Sagrado Coração de Jesus celebram voluntariamente no Mosteiro Maria Imaculada Rainha da Paz, que fica na rua João de Lima Cubas, 124 – Guanabara.

Projetos Por Luciana de Borba

Foto: Jacqueline Freudenborg

Planejamento pessoal de vida

Todo fim e início de ano é assim, paramos entre um encerramento e outro, um amigo secreto, festa com a família, montagem da árvore de Natal,

www.santuarioscj.com.br

preparação da ceia, enfim, entre tantas tarefas deste período, sempre nos perguntamos: o que fiz neste ano? O que farei no próximo? Há quem faça isso de forma setorizada, analise sua vida pessoal, profissional, financeira, espiritual, seus relacionamentos. Há quem pense em tudo isso junto. Por fim, acabamos relacionando aquilo que vivemos e dentro disso o que pode ser melhorado, acrescentado ou até descartado. O importante é analisar com carinho tudo o que fizemos, para onde queremos ir, e a partir disso, estabelecer metas e fazer acontecer. Neste início de ano, a vida espiritual merece destaque, pois permeia tudo e deve estar presente em todas as áreas. Para saber como está sua vida espiritual, pergunte-se: “Como está meu relacionamento com Deus?”; “Quanto tempo me dedico a estar com Ele?”; “Converso com Deus? Escuto-O?”. Muitos reclamam que não, mas esquecem que para ouvi-Lo é preciso deixar que o Senhor fale. É preciso ter o Senhor como amigo, ser atento a Ele. Proponha-se a encontrar um horário para estudar a Bíblia, rezar o terço, ir à missa, jejuar e se confessar, conforme nos pede a Igreja. Alimentar a vida espiritual dá ânimo e coragem para caminhar e vencer em todas as demais áreas de nossas vidas. Tenha coragem! Avalie sua vida! O que precisa melhorar? Retome e caminhe que Deus será seu sustento!


A alegria da chegada ao Santuário, em 30 de janeiro de 2013, foi revestida de grande esperança. Começava a realizar-se um sonho da minha vida de padre: trabalhar, evangelizar, viver em família num Santuário e fui premiado a fazer esta experiência na Casa do Coração! Chegou a hora de seguir, na 11ª transferência nestes 38 anos de sacerdócio. Vou para a Paróquia São Cristóvão, em Cordeiros, Itajaí/SC. Uma realidade diferente daqui, uma paróquia com capelas, assim como quando aqui cheguei. Atendíamos São Judas, Rosário, Sagrada Família e o Divino. Como nós somos ordenados padres não para nós, nem para um determinado povo, mas para a Igreja, é preciso “ir ao povo”. Estou feliz pelo que vivi, celebrei, partilhei durante estes cinco anos aqui. Deixo o bem que vivi com a comunidade, na dimensão dos sacramentos e pastorais, e em especial nas orientações espirituais. Levo o bem que vivi e a verdade que orienta a minha vida sacerdotal, que é Cristo. Na misericórdia está a base da minha vida religiosa, e no servir por amor, está a motivação para o meu sacerdócio, em Cristo, em favor do povo que evangelizo. Recordo o poeta: “Foi bom enquanto durou”. Chegou a hora de dizer o que mais me marcou: o aconselhamento e o confessionário, pois vivi com muita intensidade o amor e a misericórdia. Ajudei muita gente, como ministro e sacerdote de Cristo, no atendimento aos doentes, em especial na Quaresma e no Advento com visitas nos hospitais e nas casas, unção dos enfermos e bênçãos. Não poderia deixar de lembrar o envolvimento nas pastorais com carinho e alegria. Sempre servindo, por amor, para que as pessoas se sentissem também amadas por Cristo, abençoadas por Deus, santificadas no Espírito e protegidas por Nossa Senhora de tantas devoções. Esse contato informal com as pessoas, pela palavra amiga, uma bênção no pátio

da igreja, um aceno de mão, uma bênção à distância, um abraço com votos de saúde, paz e bênção. Ah, o contato com as crianças da catequese, a figura do “Padre Noel”; a acolhida das romarias e peregrinações; na oração diante do Coração que bate, pois como sempre diziam, ”Como é bonito o coração que bate... até parece o Coração de Jesus!”. As celebrações eucarísticas, revestidas de tanta unção, motivações; as primeiras sextas-feiras do mês - quanta beleza na oração dum povo de fé. Isso sem contar o Centenário da Paróquia e da presença dos padres do Sagrado Coração de Jesus em Joinville. O servir às então comunidades São Judas, Divino, Rosário e Sagrada Família; as missas no Mosteiro e no Lar Bethânia dos amados idosos ficarão marcados para sempre. Assim digo: a Deus, a minha eterna gratidão e ação de graças! À Província Brasileira Meridional, meu obrigado! Aos padres do Santuário, a minha oração e alegria pela vida fraterna vivida e celebrada! Ao povo de Deus, o “até mais ver”, minha gratidão, minha alegria pelo dever cumprido, minha oração e bênção! Ah, perdão se for preciso ou necessário: “Jesus, manso e humilde de Coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!”. A alegria da despedida vai fazer a saudade chorar! Tiau! Pe. Geraldo Kohler, scj

Fotos: Jacqueline Freudenborg e Marco Farias

Profile for Agência Arcanjo

Edição de Janeiro - Jornal do Santuário  

Edição de Janeiro - Jornal do Santuário  

Advertisement