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Sumário 04

Encontro

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Temática

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Artigo: Quem não se comunica bem, não evangeliza ninguém!

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Artigo: Seu tempo parece escasso? Delegue corretamente!

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Artigo: Nós evangelizamos pela música

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Homenagem: Um leigo Notável

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Testemunho

In f or m açõ es

Dom Or a n i Joã o, C ar de al T e mp e s t a, O. C is t .

An to n io Migu e l K at e r F ilh o

Au gu sto Kater

Er a ld o Ma ttos

Lu iz An to n io M on t e ir o d e B a r r os

Pe. Da m á zio

Expediente Presidente: Orani João Cardeal Tempesta, O.Cist. Vice Presidente: Monsenhor Aguinaldo de Carvalho Tesoureiro: João Carlos Valentim Secretaria: Irmã Nair Paschoalini Conselho Fiscal: José Nilson Ferreira Gomes Filho, João Monteiro de Barros Filho e Augusto Mariotto Kater Diretor Executivo: Antonio Miguel Kater Filho Jornalista Responsável: Cássio Abreu - MTB 34831 A REVISTA MARKETING CATÓLICO É PUBLICADA, EDITADA E REGISTRADA PELO IBMC Tiragem: 15000 exemplares INSTITUTO BRASILEIRO DE MARKETING CATÓLICO Av. Tenente Haraldo Egídio de Souza Santos 777 – Sala 07 13070-160 – Campinas/SP Telefone: (19) 3242-2128 / Whatsapp: (19) 99975-1413 Site: www.ibmc.com.br Twitter: www.twitter.com.br/i_b_m_c Facebook: facebook.com/ibmcbrasil Produção:

(47) 3227-6640 | www.agenciaarcanjo.com.br Diagramação: Matheus José Revisão: Filipe Natali Saramento Foto da Capa: Canindé Soares

Editorial Com alegria e muito entusiasmo, apresentamos a primeira edi-

ta em desenvolvimento pessoal, faz uma análise de como podemos

ção de nossa Revista Marketing Católico que trata sobre o 23º Encon-

trabalhar melhor nosso tempo e obter mais e melhores resultados,

tro de Marketing Católico, que será realizado de 22 a 25 de Maio em

delegando funções corretamente. Sem dúvidas, um artigo que lhe

Vitória/ES, no lindo hotel Sheraton. Retornar ao Espírito Santo qua-

ajudará a trabalhar melhor a liderança em sua paróquia ou comuni-

se vinte anos depois é sem dúvida um presente para nós. Estamos

dade. Destinamos um espaço para uma justa homenagem que um

muito felizes por essa oportunidade, especialmente pela acolhida

filho (Luis Antônio) faz ao seu pai: a um leigo notável, que fez e faz

sempre muito marcante que esse estado nos oferece! Por mais um

história no mundo da Comunicação Católica - João Monteiro de Bar-

ano, teremos a presença de três cardeais em nosso encontro e Dom

ros Filho, presidente e fundador da RedeVida de Televisão. Por fim,

Orani Tempesta, nosso presidente, foi muito feliz ao escolher o tema

Eraldo Matos, da Banda Anjos de Resgate fecha a revista falando da

desse ano: “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). É exatamente

música como instrumento de evangelização. Ele que também é leigo

sobre esse tema que ele discorre no primeiro artigo da revista; um

e hoje uma das figuras mais respeitadas no meio musical católico.

tema muito oportuno para o ano que nossa Igreja Católica está de-

Essa é a oportunidade que você tem para fazer sua inscrição e parti-

dicando ao laicato. Também nesta edição, Kater Filho - diretor exe-

cipar do 23º Encontro de Marketing Católico! Faça hoje mesmo a sua

cutivo e fundador do IBMC - apresenta o papel da comunicação na

inscrição pelo site www.ibmc.com.br ou preenchendo a ficha nesta

evangelização e como devemos estar atentos aos desafios que ain-

revista e enviando-a para para nosso e-mail ibmc@ibmc.com.br, ou,

da encontramos em nossas celebrações eucarísticas (desde a falta

telefone (19) 32422128 das 8h às 18h. Venha participar deste evento

de preparo dos leitores, passando pelas homilias e chegando até a

você e sua equipe de pastoral! Um investimento que trará inúmeros

escolha inapropriada de cantos). Em seguida, Guto Kater, especialis-

benefícios à sua Paróquia, Diocese ou outra organização!

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23º Encontro

23º ENCONTRO DE MARKETING CATÓLICO 22 a 25 de Maio de 2018 - Vitória/ES Tema: “Sal da terra e luz do mundo”

O que é o Encontro de Marketing Católico?

É um encontro anual, realizado há 23 anos, que propicia a troca de experiências bem sucedidas entre dioceses, paróquias, instituições e empresas católicas que utilizam as técnicas e ferramentas de marketing com bom senso e sob a ética cristã, para atingir objetivos predeterminados e, principalmente, atender a necessidade de seus clientes: satisfazendo-os e encantando-os para que se fidelizem, sejam eles fiéis ou consumidores de produtos e serviços católicos.

Quem pode ou deve participar do Encontro de Marketing Católico?

O encontro é marcado pela forte presença de organizações católicas em geral: - paróquias, dioceses, congregações e ordens religiosas; - associações, seminários, grupos missionários; - emissoras de Rádio e TV, escolas, - pastorais: do dízimo, de turismo, de música e demais pastorais; Pode e deve participar, qualquer organização que busca melhorar seu desempenho e aumentar a eficácia de suas atividades ou ainda, instituições que querem levantar fundos com profissionalismo para manter suas atividades, ampliar instalações, construir ou reformar Igrejas ou ainda empresas que querem se comunicar melhor com a comunidade, utilizando novas tecnologias.

Local do evento e data

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O Encontro será realizado de 22 a 25 de Maio de 2018, no Hotel Sheraton Vitória, na Av. Saturnino de Brito Avenue, 217 – Praia do Canto, na cidade de Vitória/ES. O Hotel está localizado a 20 minutos do Aeroporto de Vitória.

O evento terá início às 10h do dia 22 de Maio (terça-feira) e encerramento às 13h do dia 25 (sexta-feira).

Palestras

As palestras do Encontro de Marketing Católico têm a duração de 1h e 10min (1 hora de explanação e 10min para perguntas ao conferencista). Algumas são plenárias, ou seja, de interesse geral com a participação de todos e outras serão segmentadas - por assuntos específicos - e simultâneas; neste caso, o participante poderá optar por assistir uma ou outra. As palestras plenárias têm um tempo maior de explanação e perguntas. As palestras apresentadas são dinâmicas e expostas quadro a quadro, em equipamentos de data show. Conferencistas experientes e experts no assunto abordado ministram as palestras, que são avaliadas uma a uma pelos participantes imediatamente após o seu término. Cada participante deve avaliar a palestra assistida em vários quesitos. Essas pesquisas garantem o alto nível que o evento mantém.

Grupos de Interesses

Os Grupos de Interesse são atividades de partilha, onde se reúnem, em mesa redonda, participantes que tenham interesses específicos e afins para troca de experiências práticas, sem a mediação dos conferencistas. Normalmente são formados grupos de até 12 participantes em duas sessões durante o evento: nos dias 23 e 24 de maio das 8h às 9h45 da manhã.


O investimento da participação por pessoa (já inclusos quatro almoços nos dias 22/05, 23/05, 24/05 e 25/05 no restaurante do hotel) é de:

{

725

R$

para pagamentos entre os dias 01/02/2018 até o dia 31/03/2018

790

R$

para inscrições feitas depois do dia 31/03/2018

{

Valor das Inscrições

23º Encontro Participantes de outros Encontros de Marketing promovidos pelo IBMC: R$

para participantes de 690 especial outros Encontros promovidos pelo IBMC – para pagamentos até o dia 31/03/2018

inscrições feitas depois do 750 para dia 31/03/2018

R$

Para maiores informações ou inscrições, acesse o site www.ibmc.com.br, preencha a ficha de inscrição no site ou a anexa à revista ou entre em contato conosco pelo e-mail: ibmc@ ibmc.com.br ou pelo telefone (19) 3242-2128.

Hotel Hotel Sheraton Vitória Tarifas de Hotel O hotel escolhido para o evento foi o Hotel Sheraton Vitória e os preços negociados para as hospedagens dos nossos participantes foram os seguintes: Quarto individual: R$ 245,00 a diária Quarto duplo: R$ 245,00 a diária (ou R$ 122,50 por pessoa) Quarto triplo*: R$ 310,00 a diária (ou R$ 103,33 por pessoa) *A modalidade quarto triplo é o Quarto duplo com a montagem de uma cama extra de solteiro. ** As diárias do hotel incluem o café da manhã. *** As inscrições para o evento dão direito a quatro refeições (almoço) nos dias 22/05, 23/05, 24/05 e 25/05 **** Os participantes que optarem por apartamentos duplos e triplos, deverão indicar as pessoas que com eles dividirão o quarto e as despesas de hospedagem.

Importante: Os participantes que não se hospedarem no Hotel Sheraton Vitória deverão pagar, além da inscrição do evento, o valor adicional de R$ 90,00 pelo uso do Centro de Convenções do hotel e pelo direito aos coffe-breaks oferecidos durante o evento.

Endereço do Hotel:

Valores para inscrições de grupos:

Hotel Sheraton Vitória Av. Saturnino de Brito Avenue, 217 Praia do Canto, Vitória/ES.

Temos descontos especiais para inscrições de grupos a partir de 05 pessoas pertencentes à mesma instituição. Para maiores informações, entre em contato conosco pelo e-mail: ibmc@ibmc.com.br, pelo telefone (19) 3242-2128. Tratar com Maria. 05


Inscrição Dados gerais (preenchimento obrigatório) Instituição ou organização:____________________________________________ Nome do Participante: ________________________________________________ Nome para o crachá: _________________________________________________ Endereço: _____________________________________________________________ Complemento: (não obrigatório): _____________________________________ Bairro: ________________________________________________________________ Cidade/Estado: _______________________________________________________ CEP: ___________________________________________________________________ Telefone 1:____________________________________________________________ Telefone 2: ____________________________________________________________ Celular (operada): _____________________________________________________ Email: _________________________________________________________________ Site/Blog: _____________________________________________________________ Twitter: _______________________________________________________________ A – Hospedagem (preenchimento obrigatório) ( ) Vou hospedar-me no Hotel Sheraton, onde será realizado evento. Data e horário de chegada:______________ Data e horário de saída:_________________ ( ) Vou hospedar-me por conta própria e pagar, além da inscrição do evento, a taxa de R$90,00 pelo uso das dependência do hotel e pelo direito aos cofee-breaks oferecidos durante o evento. (Nesta caso pule para a questão B). A.1) Tem acompanhante para ficar acomodado no hotel?* ( ) Não. Estou sozinho. ( ) Sim. Quantos? : _____________ A.2) Tipo de acomodação escolhida: ( ) Quarto individual: R$ 245,00 a diária ( ) Quarto duplo: R$ 245,00 a diária (ou R$ 122,50 por pessoa) ( ) Quarto triplo*: R$ 310,00 a diária (ou R$ 103,33 por pessoa)

C- Grupos de interesse (Workshops de pequenos grupos que discutem temas afins em comum) Em quais desses temas gostaria de participar: ( ( ( ( ( ( ( ( ( (

) Dízimo ) Campanhas Financeiras ) Administração de Paróquias e Comunidades ) Congregações e Seminários ) Comunicação Católica (Rádios, TVs Católicas, Sites, Redes Sociais) ) Música e Sonorização ) Catequese e formação ) Juventude ) Pastorais e Movimentos. Quais?: _________ ) Outros. Quais____

D – Passeio opcional Desejo participar do passeio (City Tour) pelos principais pontos turísticos de Vitória/ES e jantar típico ao final do dia pelo valor de R$ 150,00 por pessoa. ( ) Sim. Quantos? ________________ *Favor depositar a quantia referente junto com o valor da inscrição E- Valor da Inscrição** (preenchimento obrigatório) ( ) R$ 690,00 – Para ex-participantes até 31/03 ( ) R$ 725,00 – Para inscrições entre os dias 01/02 e 31/03 ( ) R$ 790,00 – Para inscrições feitas depois do dia 31/03 * As inscrições para o evento dão direito a quatro refeições (almoço) **Temos descontos especiais para inscrições de grupos a partir de 6 pessoas pertencentes à mesma instituição. Para maiores informações, entre em contato conosco pelo e-mail: ibmc@ibmc.com.br, pelo telefone (19) 32422128. Tratar com Maria Corrêa.

* A modalidade quarto triplo é o Quarto duplo com a montagem de uma cama extra de solteiro.

Emitir recibo em nome de: ____________________________________________ CPF/CNPJ:_____________________________________________________________

A.3) No caso de quarto duplo ou triplo, tem preferência para acompanhante no quarto? ( ) Não. ( ) Sim. Quem? ___________________________

Emitir boleto em nome de: ___________________________________________ CPF/CNPJ:_____________________________________________________________

** Os participantes que optarem por apartamentos duplos e triplos, deverão indicar as pessoas que com eles dividirão o quarto e as despesas de hospedagem. O IBMC não se responsabilizará por desistências de companheiros de quarto nem pelo acréscimo de valor na hospedagem causado por essas desistências ou ausências. Endereço: Hotel Sheraton Vitória, na Av. Saturnino de Brito Avenue, 217. Praia do Canto, na cidade de Vitória/ES. B- Segmento de palestras que pretende assistir ( ) Marketing e Comunicação ( ) Gestão Empresarial

Atenção: O cálculo do valor de pagamento deve ser realizado somando-se as atividades selecionadas na ficha da inscrição. Esquema de cálculo: inscrição (de acordo com os pré-requisitos) + passeio opcional (se aderir). O resultado será o valor a ser depositado para o IBMC. Obs.: A hospedagem será acertada diretamente com o hotel no momento do check-out e a taxa de uso (no caso de quem não se hospedar no hotel) será acertada diretamente na secretaria do evento no momento da retirada do crachá. A sua inscrição será validada e sua reserva confirmada no hotel (se for o caso) assim que essas informações forem enviadas corretamente e o boleto for pago ou que o comprovante de depósito do Bradesco (Agência Bradesco 0046/9 – Conta corrente: 5730-4 em nome do Instituto Brasileiro de Marketing Católico) for enviado digitalizando para o e-mail: ibmc@ibmc.com.br ou por correio para:

B.1) Qualificação do participante ( ) Bispo ( ) Sacerdote ( )Religioso(a) ( ) Diácono ( ) Leigo (a) B.2) Participou de outros encontros? ( ) Não ( ) Sim. Quais?: _______________

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IBMC – A/C: Secretaria do 21º EMC Av. Ten. Heraldo Egidio de Souza Santos, 777 Sala 7 – Jd. Chapadão CEP: 13070-160- Campinas/SP Tel.: (19) 99975-1413


23º Encontro

Passeio

Turístico

No dia 24 de maio (quinta feira) a partir das 14 horas, promoveremos um passeio pelos principais pontos turísticos de Vitória/ES em confortáveis ônibus executivos e com acompanhamento de guias turísticos. À noite, teremos um jantar típico num restaurante tradicional da cidade! Esse passeio é opcional e por adesão e custa R$ 150,00 por pessoa (já incluso o jantar com uma bebida não alcoólica). A adesão por pessoa deverá ser feita na ficha de inscrição e o pagamento feito junto à inscrição ou ainda na secretaria do evento, no hotel.

Como se inscrever para participar do 23º Encontro de Marketing Católico ENDEREÇO DO IBMC Instituto Brasileiro de Marketing Católico Av. Ten. Haraldo Egídio de Souza Santos, 777 sala 7 – Jd. Chapadão CEP 13070-160 – Campinas/SP Tel.: (19) 3242-2128 Site: www.ibmc.com.br

Preencha a ficha de inscrição anexa informando todos os dados solicitados e nos devolva digitalizada para o email: ibmc@ibmc.com.br ou pelo Correio. Caso prefira, você pode fazer a sua inscrição online pelo site www.ibmc.com.br preenchendo a ficha e enviando-a pelo próprio site. Pague o valor da taxa de inscrição por meio de depósito bancário (Agência 0046-9 – Conta corrente: 5730-4 em nome do Instituto Brasileiro de Marketing Católico). Caso prefira, envie um e-mail para ibmc@ibmc.com.br e solicite a emissão de um boleto informando seu nome e instituição e pague-o em qualquer agência bancária em todo o país. Caso precise utilizar transporte aéreo, sugerimos a agência Porto e Poli que nos atende há 23 anos para consulta de preços em promoção. Telefones: (19) 3234-7925 / 3234-7926 / 3232-7984 – falar com Alexandre ou Adriana - site: www.portoepoli.com.br

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Temática

Sal da terra e luz do mundo A Igreja Católica no Brasil, desde a solenidade de Cristo Rei de 2017, vive o “ano do laicato”, ou seja, um ano dedicado à reflexão e sugestões de atividades para os cristãos leigos e leigas. O tema nos remete ao protagonismo do leigo no mundo: “sujeitos na “igreja em saída”, a serviço do Reino. Desta forma se vislumbra a presença de católicos convictos testemunhando sua fé em meio a um mundo conturbado e cheio de tensões em todos os âmbitos. É exatamente aí o lugar por excelência da atuação dos cristãos leigos e leigas. O lema desse ano, que irá se concluir na solenidade de Cristo Rei de 2018, é “Sal da Terra e Luz do Mundo”. Dessa forma, estamos em sintonia com a Conferência Nacional do Bispos no Brasil, que dedicou este ano aos leigos, quando escolhemos o tema deste 23º Encontro de Marketing Católico: “Sal da terra e Luz do mundo” (Mt 5, 13.14). Teremos como centro de nossa reflexão a imprescindível atuação dos leigos e leigas na Igreja e, principalmente, no mundo. Leigos e leigas que, com o seu testemunho de vida, são a própria celebração viva da Palavra, dando sabor e cor ao mundo! Leigos e leigas que com a sua fé iluminam as trevas que rondam as famílias humanas pelo mundo. O Código do Direito Canônico diz acerca dos leigos: “Uma vez que, como todos os fiéis, por meio do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os

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Dom Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm a obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente por meio deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo.” (Cân. 225 § 1). OS LEIGOS E LEIGAS SÃOS DESTINADOS AO APOSTOLADO Mas, o que é objetivamente o apostolado? Assim diz o Catecismo da Igreja Católica: “A palavra grega apostoloi significa enviado. Faz referência ao chamamento que Jesus Cristo faz aos apóstolos para darem continuidade à missão que o Pai lhe confiou: anunciar o reino de Deus por todo o mundo. “Como o Pai me enviou também vos envio” (Jo 20, 21; cf. Jo 13,20; 17,18); “embaixadores de Cristo (II Cor 5, 20), “servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (I Cor 4,1). Todos os cristãos, pela natureza da vocação cristã, são chamados a propagar o Reino de Cristo por toda a terra. ” (Catecismo da Igreja Católica 858 – 859. 863). Portanto, os leigos e leigas são enviados como novos apóstolos a darem continuidade à missão que Jesus atribuiu aos seus discípulos. Missão clara e inquestionável que lemos no Evangelho de São Marcos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura ” (Mc 16,16).


LEIGOS E LEIGAS: MISSIONÁRIOS NO MUNDO ATUAL Todos os missionários e missionárias são servos e servas de Jesus que saem dos templos e vão em direção a todos aqueles que estão fora da Igreja, e que precisam ouvir o anúncio da Boa Nova. Os leigos e leigas, são a Igreja em saída, sempre em movimento em missão permanente (DAp). Não podemos nos acomodar, não ser uma Igreja estagnada, fechada em si mesma, como recorda o Papa Francisco, auto referencial: “Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus em Cristo Jesus; não digamos mais que somos “discípulos” e “missionários”, mas sempre que somos “discípulos missionários”. Se não estivermos convencidos disto, olhemos para os primeiros discípulos, que logo depois de terem conhecido o olhar de Jesus, saíram proclamando cheios de alegria: “Encontramos o Messias! ” (Jo 1,41). A Samaritana, logo que terminou seu diálogo com Jesus, tornou-se missionária e muitos samaritanos acreditaram em Jesus “devido as palavras da mulher” (Jo 4, 39). Também São Paulo, depois do seu encontro com Jesus Cristo, “começou imediatamente a proclamar que Jesus era o Filho de Deus. ” (At 9. 20). Porque esperamos nós? (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 120). LEIGOS E LEIGAS SÃO DISCÍPULOS E DISCÍPULAS, MISSIONÁRIOS E MISSIONÁRIAS Esta colocação final do Papa Francisco: Porque esperamos nós? vem ao encontro do último trecho do Canon 225 § 1 que citei e que diz: esta obrigação (de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens) é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente por meio deles (leigos e leigas) os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Há, naturalmente, um clericalismo resistente (e talvez inconsciente) entre a maioria dos fiéis que espera tudo do padre ou mais especificamente do pároco, que por sua vez, mal dá conta das suas inúmeras funções eclesiais, administrativas e burocráticas. Só para que possamos ter uma noção das dificuldades e limitações por nós enfrentadas, hoje no Brasil temos, aproximadamente, 15.000 sacerdotes ordenados, dos quais apenas 13.000 exercem a função de párocos e/ou vigários. Temos, de acordo com o último censo nacional, cerca de 170 milhões de brasileiros e brasileiras que se declararam católicos. Se fizermos uma simples divisão equitativa veremos que há quase 15.000 católicos para cada pároco, pastorear. Isso sem contarmos ainda com a dificuldade do sacerdote de frequentar ambientes onde somente os leigos podem atuar. É aqui que entram os leigos e anunciam a Boa Nova àqueles que ainda não têm conhecimento dela. O leigo necessita assumir sua missão no mundo e atuar junto às situações complexas da sociedade. O PROTAGONISMO LEIGO NA EVANGELIZAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL! Não há como evangelizar o mundo de hoje sem a intervenção, o apoio e a presença real do leigo no processo. Se olharmos as Escrituras veremos que em cada um dos 73 livros da Bíblia há a presença do leigo. Foram os leigos, e não apenas o clero, que permitiram que o Evangelho chegasse intacto até os nossos dias. Da mesma forma se nos atermos à vida dos santos e santas canonizados pela Igreja perceberemos que a maioria deles era laica e que, por amor a Jesus e aos Seus ensinamentos, muitos, a exemplo do Mestre, deram a sua vida pela causa do Evangelho. São os mártires de nossa Igreja Católica Apostólica Romana, que desde o seu nascimento (narrado nos Atos dos Apóstolos) até os dias de hoje (nos conflitos orientais), morreram, derramando seu san-

gue por causa do Evangelho. Em honra a eles, e seguindo o seu exemplo, cada leigo ou leiga que realmente assume a sua fé, deve anunciar o Evangelho com suas palavras, seu testemunho, seu amor aos mais carentes, enfim a toda criatura que encontrar pelo caminho! Imagine a sua paróquia ou comunidade sem a presença atuante de leigos e leigas engajados cada um em uma pastoral ou missão. O que teríamos? Praticamente nada, pois os párocos necessitam dos leigos para bem exercerem o seu sacerdócio. Aliás, o sacerdócio é exercido de modo especial para os leigos e leigas, pois, os padres foram ordenados para que Jesus Cristo chegasse ao coração dos leigos pela Santa Eucaristia e pelo Sacramento da Reconciliação com Deus. Eu conheço muitos leigos que são verdadeiros missionários e que depois de se prepararem convenientemente saem pelo Brasil pregando retiros, dando palestras, enfim sendo Igreja, desempenhando a sua missão de batizado que em unidade com os padres cumprindo a ordem de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. ” (Mc 16, 16). Há uma diversidade de carismas e todos são importantes. Para que tenhamos missionários necessitamos também daqueles e daquelas que no anonimato e no silêncio, cuidam das tarefas essenciais e indispensáveis em suas paróquias. São os verdadeiros servos e servas que servem sem ser percebidos pela maioria, porém que são vistos com benevolência por Jesus e por Seu Pai. Eles encarnam perfeitamente o que Jesus nos ensina: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.” (Lc 17,10). Os leigos e leigas que servem no anonimato e não são percebidos pela maioria da comunidade tem o modelo em Maria a primeira serva do Senhor que, no silêncio e no anonimato, preparou o filho de Deus para ser o nosso Salvador. Ela que apontando Jesus disse aos serventes na passagem das Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” (Jo, 2, 5). São este leigos e leigas espalhados pela face da terra que nós queremos incentivar a que, cada vez mais, assumam o seu papel de evangelizadores não somente em casa, em suas famílias, suas comunidades, mas por todo os lugares por onde passarem sendo luz onde as trevas ainda existem. Serão os leigos e leigas que, no dia a dia, que irão testemunhar com suas vidas, seus exemplos, suas palavras e seus gestos de misericórdia e de amor, que Deus existe, está vivo e se manifesta por meio de nós criaturas humanas no cotidiano da vida. LEIGOS E LEIGAS MOSTRAM A FACE DE DEUS AO MUNDO Cada sorriso, cada gesto de bondade, cada mão estendida em direção aos que estão caídos, são sinais visíveis da presença de Deus no mundo, agindo pela pessoa dos leigos que assumem e encarnam o Evangelho em suas vidas no mundo que ainda não viu a face de Deus. Necessitamos de leigos conscientes, animados, apostólicos, atuantes e corajosos que enfrentem as adversidades sem perder a fé, que não permitam que o maligno envolva as criaturas humanas escravizando-as pelos vícios e pelos pecados. O Papa Francisco tem sido enfático em suas homilias pedindo que cada leigo e cada leiga se comprometa mais com o Evangelho, vivendo-o em suas vidas terrenas. Ele como nosso Pastor, sabe que a vida dos leigos, apesar das dificuldades, conta sempre com a presença do Espírito Santo e a intercessão materna de Nossa Senhora que, como leiga, mais do que viveu o Evangelho, mas o gerou em seu ventre puro e imaculado. Por tudo isso a Igreja espera que, pelos leigos e leigas, o mundo conheça a face de Deus em cada rosto de nossos batizados. Deus que é amor, paciência, esperança e misericórdia para os que ainda não O conhecem.

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Artigo

Quem não se comunica bem, não evangeliza ninguém! Antonio Miguel Kater Filho Consultor de Marketing Católico e fundador do IBMC

“Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura!” Mt 16,1. O primeiro passo a darmos para seguir esta ordem de Jesus é o de comunicarmos bem o Seu Evangelho a todas as pessoas em nossas pregações, como nos alerta São Paulo: “Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar se não houver quem pregue? Logo a fé provém da pregação” (Rm 10,12-17). A pregação do Evangelho é essencial para alimentar a fé das pessoas, o próprio Jesus, o sujeito do Evangelho, tinha ciência disso, pois logo após ser batizado por João Batista e passar pelo deserto, Ele foi o primeiro a comunicar a Boa Nova de Deus como lemos na narrativa de São Marcos: “Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho” (Mc 1,14-15). Jesus tinha consciência plena de que Sua missão aqui na terra era comunicar a Boa Nova a todos, sem exceção. Podemos perceber isso nitidamente por algumas narrativas dos evangelistas, como em São Lucas que assim nos conta: “Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.): O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres (...) E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir” (Lc 4,16-18.20-21). São Mateus também ressalta isso ao escrever: “Desde então, Jesus começou a pregar: Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 4,17). A Boa Nova atraia as pessoas para perto de Jesus e, a partir daí Ele foi se revelando a todos como o Filho de Deus, curando, libertando, mostrando assim ao mundo que Deus ama a todos sem exceção e quer que todos sejam salvos. Jesus se mantém vivo no decorrer dos milênios graças à pregação da Boa Nova do Evangelho que, em síntese, consiste em pregarmos Ele próprio, pois o Evangelho e Jesus são o mesmo, não há como distingui-los. Logo, ao comunicarmos a Boa Nova estaremos automaticamente pregando Jesus, que, para todos os evangelistas, Se identifica com o Seu próprio Pai! Ele é a concretização do anúncio dos profetas que, antes do nascimento de Jesus, ao falarem em nome de Deus diziam: Assim diz o Senhor ou então: Oráculo do Senhor. Já Jesus assim afirma: Em verdade eu vos digo, personificando o Pai! 12


NÓS PREGAMOS A JESUS CRISTO, O SENHOR! São Paulo, na segunda Carta aos Coríntios assim nos escreve: “Não é a nós mesmos que pregamos, mas a Jesus Cristo, o Senhor!” II Cor 4,5. Ora, diante disso, fica evidente que ao comunicarmos o Evangelho, seja no púlpito, em retiros ou nos diversos meios de comunicação e redes sociais, estamos pregando Jesus, o filho de Deus, ou, precisamente, o próprio Deus, na pessoa de Jesus, que assim afirmou a Filipe, que pediu a Ele que lhes mostrasse o Pai: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe? Aquele que me viu, viu também o Pai (...) não credes que estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. Crede-me estou no Pai e o Pai em mim.” Jo 14, 9 – 11. Ora se o Pai está no Filho e não há como distingui-Los e o Filho, Jesus, é o próprio Evangelho, precisamos comunicar o Evangelho de forma clara e inteligível, de maneira que todo mundo O ouça, O entenda e, aceitando-O, O viva, pois estará vivendo como Jesus (e consequentemente o Pai) viveria em nosso lugar, em nossa profissão, em nossas famílias, enfim, em nosso dia a dia! PRINCÍPIOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO Comunicar-se, não se restringe somente a nos expressarmos por palavras aquilo que queremos que os outros ouçam. Comunicar-se é fazer com que os outros ouçam e compreendam claramente aquilo que estamos lhes comunicando e ainda que reajam de alguma maneira ao que lhes comunicarmos. Diante disso, precisamos rever alguns pontos essenciais em nossa comunicação, particularmente, nas missas celebradas em nossos templos. Inicialmente é preciso que proporcionemos os meios para que a comunicação seja ouvida claramente por toda a assembleia. Daí, é imprescindível cuidar da sonorização de nossa Igrejas, que, salvo algumas honrosas exceções, no âmbito geral deixa muito a desejar, mas muito mesmo. A edificação da maioria das Igrejas no Brasil não levou em conta a sonorização, visto que na época em que foram construídas as homilias eram feitas sem amplificação eletrônica, logo o eco era o recurso utilizado pelos padres de voz possante... Assim ao amplificarmos a comunicação precisamos escolher cuidadosamente os equipamentos, caso contrário estaremos amplificando o eco natural já existente no ambiente, daí fica difícil ouvir o que se fala aos microfones, particularmente para os mais idosos que, via de regra, já apresentam dificuldades auditivas... Diante disso, não basta amplificar a nossa comunicação, é preciso, acima de tudo, equalizar e ambientar a sonorização das Igrejas, caso a caso, e isso é tarefa para profissionais e não para curiosos ou amadores.

A PROCLAMAÇÃO DA BOA NOVA Outro cuidado a tomarmos é quanto aos que irão proclamar as leituras do dia. Não basta que sejam leitores alfabetizados que saibam ler, mas sim proclamadores entusiastas e competentes, afinal estarão proclamando a Palavra de Deus e não lendo um texto qualquer. Pausas, vírgulas, pontos de interrogação e de exclamação, mas principalmente interpretação, são quesitos que devem ser observados rigorosamente, para que a Palavra proclamada atinja o íntimo dos ouvintes: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4,12-13). Porém para que a Palavra seja assim tão eficaz junto à comunidade, precisamos proclamá-la criteriosamente, pois volto a dizer é a Palavra de Deus, ou, como nos ensina São Timóteo, são textos extraídos das Sagradas Escrituras e: “Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” II (Tm 3,16-17). Por esta razão, quando me pedem orientação neste sentido eu sempre aconselho o pároco ou a pastoral de liturgia a selecionar e treinar criteriosamente os leitores e leitoras, porque a Palavra de Deus é transmitida pela voz humana e, ao mesmo tempo, pelo Espírito Santo nela contido. Assim corrobora o Padre Raniero Cantalamessa em seu livro: O Mistério da Palavra de Deus (Editora Canção Nova): “Esta é uma verdade simplíssima e quase óbvia, porém de importância imensa. É a lei fundamental de todo anúncio e de toda evangelização. As notícias humanas são transmitidas ou por viva voz, ou via rádio, via cabo, via satélite etc.; a notícia divina, enquanto divina, é transmitida via Espírito Santo. Este é seu verdadeiro e essencial meio de comunicação, sem o qual não se percebe da mensagem senão o revestimento humano. As palavras de Deus são “Espírito e Vida” (cf. Jo 6,63) e, portanto, não podem ser transmitidas ou acolhidas a não ser no Espírito.” (pg. 63). Vem daí a importância dos leitores e leitoras da Palavra nas celebrações, as lerem antecipadamente, compreenderem o seu sentido e, principalmente, pedirem ao Espírito Santo para que lhes assista durante a sua proclamação nas missas, para que assim elas produzam efeito nos corações dos ouvintes. É inadmissível o improviso da escolha dos leitores na assembleia a esmo, minutos antes do início da celebração, como observo com frequência nas missas diárias que participo há 34 anos. Uma triste realidade que constato, mas que discordo totalmente.

A pregação do Evangelho é essencial para alimentar a fé das pessoas.”

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Artigo

AS HOMILIAS Diria o mesmo quanto as homilias, que salvo honrosas exceções, aparentemente não são preparadas antecipadamente pelos presidentes das celebrações. O comum é ouvirmos o que chamo de “sermão eco”, ou seja a homilia é uma repetição enfadonha do texto bíblico já lido (e ouvido por todos) sem acréscimo de algo que possamos tirar algum proveito para o crescimento de nossa fé. Há também o enigmático “sermão labirinto”, quando o pregador pega uma linha de raciocínio e de repente a abandona por uma vereda diferente, em seguida por outra, até que passem os 10 minutos reservados para a homilia, e ele então para e entoa: Creio em Deus Pai, Todo Poderoso... Parece que nos conduz por um labirinto e ao parar subitamente, nos deixa num beco sem saída, pois acaba não concluindo raciocínio nenhum dos que abordou. Padre Cantalamessa, no mesmo livro acima citado, assim aconselha aos pregadores da Palavra de Deus: “Há dois modos de preparar um sermão ou um anúncio qualquer de fé: oral ou escrito. Posso primeiro sentar-me à mesa e escolher eu mesmo a palavra a ser anunciada e o tema a ser desenvolvido, baseando-me em meus conhecimentos, minhas preferências, etc., e em seguida, uma vez preparado o sermão, apressadamente, pôr-me de joelhos para pedir a Deus que abençoe o que escrevi e dê eficácia às minhas palavras. Já é uma coisa boa, mas não é a via profética. Pelo contrário, devemos fazer o oposto. Colocar-se primeiro de joelhos e consultar a Deus sobre qual é a Palavra que Ele quer dizer; depois sentar-se à mesa e utilizar os próprios conhecimentos para dar corpo àquela palavra. Isso muda tudo, porque assim não é Deus que deve fazer sua a minha palavra, mas sou eu que faço minha Sua palavra!” (pg 87). A MÚSICA E O CANTO NAS CELEBRAÇÕES Como músico profissional com 10 CDs gravados (série Louvemos o Senhor COMEP) e dezenas de outros dirigidos e produzidos, além de trabalhar 10 anos como cantor (crooner) de conjunto profissional, animando bailes e formaturas, mais décadas como radialista, eu vejo que a música é imprescindível na liturgia para ajudar a criar a mística que nos aproxima do sagrado. Porém, infelizmente, este é outro quesito que, se não trabalhado profissionalmente, mais atrapalha do que ajuda na evangelização. A começar do volume dos instrumentos, sempre muito acima do desejável. Volume que, com o eco natural dos templos, atordoa os fiéis. Inconveniências como plugar os instrumentos nas caixas de som da Igreja que realçam daí a desafinação dos instrumentos, os acordes errados e que incomodam os fiéis com os excessos de agudos e graves. O correto é plugar o instrumento (caso seja necessária a sua amplificação, que nem sempre o é) em um amplificador à parte das caixas espalhadas pelo templo. Os instrumentos são de ACOMPANHAMENTO e dão o tom e o ritmo para o canto, que deve ser interpretado pela COMUNIDADE e guiado pelo cantor ou cantora, estes sim com a voz nas caixas de som. Outro quesito não bem cuidado é a afinação dos que cantam na Igreja. Se estes não são afinados a desafinação se amplifica e daí, mais incomoda do que agrada aos ouvidos. Comparo a música nas celebrações às trilhas sonoras dos filmes. As trilhas têm o papel de ajudar

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ao espectador entrar no clima da cena e tocar os seus sentimentos. A música nas missas tem o mesmo objetivo: nos ajudar a elevarmos nossa alma, nosso espírito e os demais sentidos para o Alto, nos aproximando do Sagrado. Consigo isso raramente e geralmente nos mosteiros onde monges afinados e BEM ENSAIADOS elevam o canto a Deus e com ele as nossas preces, os nossos corações e nossos espíritos. Também é preciso um critério mínimo para a escolha da música em cada momento da celebração. Por exemplo: já ouvi, como canto de ação de graças, depois de comungar a Hóstia Santa a equipe cantar: Eu não sou digno ó, meu Senhor, de que tu entres em minha casa... canto que, liturgicamente, deveria estar sendo entoado antes da comunhão e não depois... Isso sem citar ainda o irritante “afinar” dos instrumentos, minutos antes do início da celebração, quando estamos ali nos preparando espiritualmente para a celebração. Solos de contrabaixo, acordes agudos de guitarras e teclados, sons de bumbos, caixas e tontons que nos irritam e nos tiram a paciência e a paz necessárias, além dos infalíveis: “teste, Jesus, som, um, dois, alô,”etc. falados nos microfones... Comunicação nas celebrações envolve tudo isso, amigos e amigas, e com tudo isso ou sem isso nos evangeliza ou nos afasta das celebrações dominicais. Reflitamos sobre estes tópicos acima juntos, no 23º Encontro de Marketing Católico de 22 a 25 de maio no Sheraton em Vitória, pois quem não se comunica bem, não evangeliza ninguém.


Relatos de viagens, ensinamentos, reflexões sobre a Igreja e lições de vida e liderança do

PAPA FRANCISCO

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Artigo

Seu tempo parece escasso? Delegue corretamente! Augusto Kater Administrador, agente literário e instrutor Master Mind (Fundação Napoleon Hill)

Há mais de 20 anos atuando no mercado editorial e, nos últimos 3 anos, com desenvolvimento pessoal de executivos, tenho percebido que um dos maiores desafios do meio corporativo é conseguir delegar de forma correta. Por que é tão difícil delegar? Primeiro, porque delegar implica “conferir a alguém, poder e representatividade”. Aí está a primeira barreira. Vivemos reclamando que o ritmo está pesado, que temos muita responsabilidade nas costas, que não estamos dando conta do recado... Mas será que estamos preparados para “passar o bastão”? Pode parecer pouco, mas você já parou para contar quanto tempo você gasta com tarefas rotineiras, simples de se realizarem, e que por algum motivo ainda são feitas apenas por você? Permita-se fazer uma lista de tarefas que consomem o seu dia e repare atentamente cada uma delas, talvez você descubra como ainda faz coisas que não precisavam ser feitas por você! Sabe por quê? Porque todos temos dificuldades para delegar tarefas que tenham um significado emocional para nós. Tarefas que, em algum momento, nos renderam elogios por terem sido bem executadas por nós e que, de fato, nos orgulham até hoje... Talvez por isso, nos apegamos a elas e pensamos que só nós conseguimos executá-las com qualidade. Quanto mais apegados às tarefas rotineiras ficarmos, menos tempo nos restará para fazermos outras tarefas importantes... Assim, a primeira pergunta que temos que nos fazer é: - Eu sei por que eu preciso delegar essa tarefa? O que poderei fazer com o tempo que me restar quando elas estiverem sendo executadas por outras pessoas? Isso nos remete a um segundo ponto: Autorresponsabilidade. Se você é líder e as coisas não vão bem com a sua equipe, entenda de uma vez por todas: - Isso é de sua responsabilidade, ou no linguajar mais popular “a culpa disso é sua!”. Quando entendemos nosso papel de líder no contexto geral, as coisas fluem melhor. Nessa posição não há espaço para o “vitimismo” - aquele processo no qual lastimamos aos quatro cantos, nos fazendo de vítimas. Alguns líderes me dizem: – minha equipe é difícil, não me obedece, não entende o que eu peço!”. Enquanto enxergamos os problemas nos “outros”, nos blindamos de olhar para dentro de nós mesmos e enxergarmos no que poderemos ser melhores. Esse sentimento geralmente ocorre de forma involuntária, pois as pessoas, via de regra, vivem ligadas no “piloto automático”. A dificuldade em parar e se auto avaliar talvez seja a causa principal dos resultados medianos que estão presentes na maioria das instituições!

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Outro fator que contribui para essa realidade “mediana” é a compreensão de: eficiência e eficácia. As diferenças entre esses dois conceitos podem até parecer sutis, mas são muito relevantes. Peter Drucker, um dos maiores nomes da administração, é enfático ao afirmar: Eficiência é “fazer certo as coisas”, eficácia é “fazer as coisas certas”. E complementa: o resultado depende de “fazer certo as coisas certas”. A cultura profissional brasileira, por sua vez, confunde esses termos e uma visão parcial disso pode resultar em grandes problemas, dentre os quais, incluo a delegação de tarefas de forma inadequada. Somos viciados em “fazer coisas”. Estamos sempre ocupados, correndo atrás das coisas. E que coisas? De todas! Documentações, reuniões, novas oportunidades, apresentações de relatórios, enfim, de tudo mais. Se você perguntar para um colaborador como estão as coisas, provavelmente ouvirá: -Tá corrido. Se qualquer líder propuser uma contratação de um assistente para um coordenador de área, 9 entre

Então, como gerar mais e melhores resultados?

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10 dirão que estão precisando. Agora, será que eles sabem quem são os seus vilões do tempo? O que ele estão fazendo é realmente importante para os resultados esperados ou estão gastando tempo de qualidade com coisas menos importantes? Tomemos como exemplo um vendedor que tenha como tarefas principais: Agendar visitas, preparar o seu material, visitar os clientes e trazer resultados... Agora, pergunte a um vendedor que não tem atingido as últimas metas como está o dia dele... Provavelmente, mesmo sem atingir os resultados esperados, ele dirá que está corrido. Analisando a fundo essa realidade, o que será que consome o tempo dele? Com certeza, ele está sempre “fazendo coisas”... Mas a pergunta aqui é: Está fazendo as coisas certas que lhe levarão aos resultados? Ele pode até estar convicto de que está trabalhando muito... Se dedicando. Mas, aquilo a que se dedica, traz resultados? Infelizmente não, caso contrário, estaria batendo as metas!

Esse é o ponto! Gostamos de nos sentir ocupados! É como se isso nos blindasse da necessidade de obter resultados, pois é muito frustrante sentir que nós não fizemos o suficiente... Então arrumamos coisas pra fazer e nos apoiamos no surrado jargão “estamos trabalhando”... Agora trabalhar, trabalhar e trabalhar e constatar - ao fim do mês - que seus resultados não foram suficientes, é por acaso algo bom? É evidente que não! Cientes disso, se treinarmos melhor os nossos liderados para focar seus esforços naquilo que precisa ser feito, combatendo as “enrolações” e não tolerando “desculpas” infundadas, será que não obteremos mais resultados positivos em nossas equipes? E a pergunta que vale milhões é: Você realmente quer delegar mais

Agora, será que eles sabem quem são os seus vilões do tempo?

para ter melhores resultados? Se a resposta for sim, parabéns! Então, aprenda a delegar corretamente! Mostre aos seus liderados os benefícios que terão ao seguir um modelo. Seja você o exemplo: na forma de se comunicar, na busca de resultados, abandonando aquilo que você gosta de fazer para cuidar daquilo que precisa ser feito por você, dada a sua posição. Sobre os desafios de delegar e como gerar mais, e melhores resultados para a sua instituição, conversaremos bastante no 23º Encontro de Marketing Católico. Você terá uma surpresa agradável ao constatar que muito do que hoje lhe atormenta pode ser resolvido a partir da sua postura, da mudança de atitude que você pode ter diante de sua equipe. Nos vemos em Vitória/ES!


Artigo

Nós evangelizamos pela música Eraldo Mattos

A MÚSICA TEM PODER! Já há muitos anos atuando no meio musical católico eu costumo comparar o poder da música, ao cajado de Moisés, que tinha o dom de extrair água de pedra, de abrir o mar para o povo passar a pé enxuto, fazer cair pragas sobre o Faraó impiedoso, etc. Realmente a música tem um poder enorme, mas assim como outros meios poderosos, ela necessita de responsabilidade quanto ao seu “manuseio”. Assim como uma faca afiadíssima nas mãos de um açougueiro é capaz de separar partes nobres de carne, limpá-las das gorduras excessivas, fatiá-las em bifes; ou ainda, um bisturi nas mãos de um exímio cirurgião é capaz de extirpar tumores, curando doenças, essa mesma faca ou o bisturi que são capazes de tantas virtudes, nas mãos de uma criança, com certeza, gerarão um acidente com consequências imprevisíveis. Olho para o passado e fico observando o quanto as pessoas que se tornaram líderes e formadores de opinião, de uma hora para outra, não sei porque razão, teimam em ser cantores, mesmo sem o dom, o talento ou ao menos a afinação necessária para tal. Me faz recordar o Pelé, nosso rei do futebol, quando cismou de cantar... Para mim foi um gol contra! Me lembro ainda quando a apresentadora infantil resolveu se tornar também uma cantora da noite para o dia e rapidamente se tornou, na época, a campeã de vendas de material fonográfico no Brasil e nem as grandes e famosas cantoras chegaram perto do número de cópias que essa recém descoberta “cantora” foi capaz de vender. Quando penso na música com o objetivo evangelístico, me vem à cabeça um turbilhão de coisas boas e também de outras não tão boas. Por comparação vejo uma criança entrando na área do açougueiro. Ali ela pode estar aprendendo a arte com o mestre, mas também pode ser apenas uma criança buscando diversão no lugar errado. 20

“Quando penso na música com o objetivo evangelístico, me vem à cabeça um turbilhão de coisas boas.”


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Deoclézio Wigineski Pároco | Diocese de Palmas-Francisco Beltrão/PR

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Artigo QUEM SÃO OS MAIORES DIVULGADORES EM MÍDIA DA DOUTRINA CATÓLICA? LEIGOS OU NÃO LEIGOS? A imagem pública dos evangelizadores da igreja católica é constituída praticamente por padres, que por terem algum talento pessoal ou algum atrativo particular, ja os fazem midiáticos ou populares. Ora isso já é o suficiente para dar-lhe o título de cantor, sem a necessária formação musical básica, nem tampouco a capacidade de compor e expressar a sua catequese através do que canta. Geralmente cantam aquilo que faz o povo vibrar, criam coreografias originais para animação e nem sempre para a evangelização e demais artifícios midiáticos. Num dado momento eles trocam o seu guarda roupa (abandonando os trajes clericais), ficam donos de seus próprios narizes e já não são mais capazes de ser aqueles pastores que muito provavelmente foi o carisma mais forte que levou, a fazer da plateia, seus admiradores. Antes eram pastores de almas, agora agem como ídolos seculares, cheios de manias, exigências, etc... Se no passado nós, católicos, fomos criticados pelos evangélicos pela suposta idolatria a imagens, hoje, com certeza, tanto nós como eles idolatramos imagens vivas em cima de palcos e púlpitos com luzes, fumaça e outras alegorias... A culpa da idolatria pastoral é tanto do “pop star” como dos leigos que permitem que isso aconteça desta maneira. Nós somos uma igreja composta de pessoas carentes, inacessíveis à fama. Muitas vezes comunidades pobres se sacrificam para pagar caches (merecidos ou não) para que o coordenador da comunidade mostre a todos que ele é próximo do astro. Coitado, mal sabe ele que ambos valem a mesma coisa. Entendam que eu não estou aqui fazendo apenas uma crítica ácida, mas sim analisando algumas coisas que eu não quero, ou não gosto e coisas que gosto e quero para o meu ministério de música. Compreendam que eu, Eraldo, não quero e nem preciso de fama, tietagem e badalação. O meu maior modelo em sua maior e mais famosa apresentação morreu nu pendurado num madeiro.

EU QUERO E PRECISO CANTAR UM CÂNTICO NOVO, MAS QUE CANTO NOVO É ESSE? Eu fui um dos primeiros “violeiros” da RCC – Renovação Carismática Católica, na cidade de São Paulo, estamos falando dos idos de 1973. Eu participei da revolução que foi a música carismática na Igreja e sou o fundador da primeira gravadora católica leiga, onde tive a oportunidade de ajudar a caminhada de muitos que hoje cantam e são sucesso na Igreja Católica. E depois de tantos anos aprendi que: “o que era, sempre será de maneira nova”! Mas como assim, Eraldo? Simples: a nossa história, a nossa catequese, os sentimentos de fé do povo, a oração com Deus, etc... tudo isso deve e precisa estar em nossas canções, pois assim teremos sementes selecionadas lançadas em solos fecundos. Quando termina o show de minha banda o último aviso que eu dou à platéia é esse: - Aqui no palco exercemos e executamos um dom de Deus que é a arte, fora desse palco somos membros da mesma Igreja que vocês, por isso não nos tratem como se ainda estivéssemos no palco, como artistas, ao tirar uma foto, ao dar um abraço que seja para marcar o momento de intimidade com Deus que pode viver através de nossa apresentação. Assim nós atendemos to22

das as pessoas que esperam para serem atendidas nos pós show, ali o espirito de nos tornarem ídolos vai por terra e nós, Anjos de Resgate, crescemos no espirito de fortalecimento de nossa Igreja. Não duvido da eficácia da união do poder de Deus e da arte, pois nesses muitos anos de caminhada, vi, de maneira extraordinária, isso se concretizar! Eu já vi acontecerem reconciliações de anos de briga, vi gente testemunhando que ficou curada de inúmeras enfermidades diferentes, de casais que não engravidavam e no momento do show sentiram-se curados, e em poucos meses testemunhavam o nascimento de mais um fruto da graça de Deus. Acredito em sacerdotes que abrem caminhos para os leigos, que são bandeirantes da arte de outros que seguirão suas trilhas. Acredito em cantores e músicos que exercem a sua missão independente da plateia, que creem que dão o melhor de si para se sentirem úteis nas mãos de Deus, e com certeza Deus jamais deixará de agir em ministros sinceros e verdadeiros. A música pode seduzir, fascinar, apaixonar, mas acima de tudo ela pode mudar vidas e esse é só o começo do que queremos partilhar juntos no próximo encontro de Marketing Católico, em Vitória/ES, onde estarei com vocês. “Catequizar para mim, amigos e amigas, é repercutir Jesus!”


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Homenagem

Um leigo notável Luiz Antonio Monteiro de Barros

A PALAVRA VIVA DO FUNDADOR DA REDE VIDA Jornalista Monteiro Filho alinha felicidade com o discernimento da vontade de Deus. “Sejam felizes porque vocês merecem!” A frase pronunciada pelo jornalista João Monteiro de Barros Filho fecha todos seus discursos, pronunciamentos feitos em assembleias, reuniões e encontros sociais, comunitários e familiares, além das entrevistas para a mídia. A expressão resume a marca de idealismo, de coragem e de determinação, focando a felicidade como busca permanente para fazer a vontade de Deus e a utilização dos talentos conforme aponta o evangelho de Mateus 25, 14, confiante na Misericórdia divina e na graça do Espírito Santo. O despertar na fé de Monteiro Filho, um paulista de Barretos, nascido em 5 de novembro de 1938, veio com a persistência de sua mãe Inês Monteiro de Barros, que em sua sabedoria maternal, insistia na educação religiosa, incluindo sua inscrição na “cruzadinha infantil paroquial”. “Deixa o Joãozinho em paz que ele vai ser presidente do Brasil!”, dizia o velho peão de boiadeiro João Monteiro para sua esposa, protegendo o caçula da insistência maternal para que o filho se dedicasse mais aos estudos e à religião. Vendedor de frangos e de verduras na cidade natal, em Barretos, interior paulista, Monteiro Filho despertou a sua vocação para a comunicação, formando um trio para coberturas esportivas. Com Joel Waldo Dal Moro e Marco Antônio Siqueira de Mattos, criou a Reportagem que não Para, em 20 de junho de 1955. “Eu tinha voz ruim para o rádio e Joel e Marco Antônio eram ótimos locutores. Fui para a área de vendas e os dois fizeram carreira na narração esportiva, inclusive nas grandes emissoras da capital”, admitiu em depoimento na Tribuna Independente, com Dalcides Biscalquin. Após estreia na Rádio Barretos na década de 50, tornou-se gerente da Rede Piratininga no início dos anos 60. Quando o grupo de comunicação colocou várias de suas emissoras à venda, Monteiro Filho adquiriu o prefixo da unidade de Barretos, pagando-a em prestações mensais. Em 1º de abril de 1969, criou O Diário de Barretos, passando da atuação no rádio também para a comunicação impressa. Durante os anos 70 e 80, agregou emissoras de Frequência Modulada ao seu grupo de comunicação. O desenvolvimento na comunicação social foi acompanhado pela trajetória de fomento espiritual. O seu primeiro mentor foi o padre Gabriel Correr, sacerdote de sensibili-

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dade religiosa e ação social, construtor de casinhas populares para famílias carentes. O vigário encaminhou Monteiro Filho para o movimento de Cursilhos de Cristandade, em Aparecida. A adesão como cursilhista abriu caminho para o desenvolvimento de diferentes dons, em serviços à igreja. Além de casais e famílias, Monteiro Filho contribuiu de modo intenso no zelo evangelizador no Treinamento de Lideranças Cristãs, o denominado TLC junto aos jovens. Em 1973, ganhou o seu grande amigo profético. A chegada do primeiro bispo de Barretos, dom José de Mattos Pereira, foi renovadora. Ao longo de três anos - de 9 de junho de 1973 até 12 de agosto de 1976 - o pastor diocesano firmou a alma cristã do jornalista. Monteiro Filho acolheu o testamento de despedida do bispo, em seu leito de morte na Santa Casa de Misericórdia. Em 1977, a chegada do segundo bispo diocesano, dom Antônio Maria Mucciolo, permitiu que a semente plantada por dom José de Mattos Pereira gerasse muitos frutos. O primeiro esforço de testemunho, para ação de obra concreta de leigo a serviço da causa de Deus, foi realizado para atender o desejo vocacional e missionário formador de Dom Antônio Maria Mucciolo. A criação da Cidade de Maria no caminho para o Distrito rural de Alberto Moreira exigiu articulações com empresários rurais, industriais e governantes. A pavimentação da estrada rural até a Cidade de Maria foi resultado de uma habilidosa articulação feita por Monteiro Filho junto ao governo estadual e ao DER – Departamento de Estradas de Rodagem. A Cidade de Maria era um sonho realizado como centro de espiritualidade, formação espiritual de sacerdotes e religiosas, e progresso no diálogo ecumênico. “Agora chegou a hora de investir em Televisão”, recomendou o advogado Marcelo Coutinho, para espanto de Monteiro Filho, sempre acostumado a ouvir que TV era “brincadeira muito cara”. O jornalista provocou a abertura de um canal de teve em São José do Rio Preto, criando a TV Independente. Monteiro Filho venceu a concorrência, oferecendo o sinal para que a CNBB implantasse a “rede nacional de televisão”. A estrutura da conferência nacional do episcopado entendeu ser um projeto inviável, pela complexidade da operação e a diversidade das dioceses brasileiras. Monteiro Filho procurou então com o arcebispo de Botucatu e segundo bispo de Barretos, dom Antônio Mucciolo, a orientação para criar organismo de viabilização da rede de televisão com valores e princípios cristãos. “Se o senhor dizer sim, vou em frente. Se o senhor dizer não, deixo o projeto de lado”, argumentou o jornalista no encontro com o arcebispo de Botucatu.

Sejam felizes porque vocês merecem.”


Homenagem A adesão do metropolita deu origem ao Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã, o INBRAC. A proposta foi encaminhada ao arcebispo de Mariana, dom Luciano Mendes de Almeida, durante almoço na casa de Antônia Mucciolo, na capital paulista. “Foi uma reunião muito rápida, porque dom Luciano Mendes sempre tinha uma agenda muito apertada em suas passagens por São Paulo. Dom Luciano deu apoio ao plano, incentivando dom Antônio e o Monteiro”, relatou a primeira mulher a integrar o Conselho Superior do Inbrac, Antônia Mucciolo a irem em frente. Os juristas Ives Gandra Martins e Celso Neves contribuíram para estruturar as diretrizes do organismo básico da comunicação cristã, envolvendo a Rede Vida de Televisão. O INBRAC foi fundado em 17 de dezembro de 1993. A trajetória de comunicador social de Monteiro Filho avançou no caminho do marketing cultural, sustentado pelo Concílio Vaticano II, a doutrina social da igreja, as encíclicas de João Paulo II e Bento XVI e os documentos oficiais da CNBB. “O livro ‘Confissões de Santo Agostinho’ tocou o mais profundo do meu íntimo e seu relato de conversão e serviço a Deus foi inspirador”, contou Monteiro Filho na primeira entrevista em rede nacional, no dia 20 de junho de 1995, com o radialista José Vicente Dias Leme. O programa traçou diretrizes éticas, sociais, humanas, cívicas e cristãs da Rede Vida, admitindo seguir as inspirações de santo Agostinho. Trechos do livro foram riscados com caneta amarela. A escolha do nome do canal surgiu de um encontro com o padre jesuíta Eduardo Dougherty. A inspiração da marca “Rede Vida” foi assimilada, inclusive com a adesão do sacerdote para produção de um programa de evangelização aos domingos na nova emissora. Louvemos ao Senhor, produzido e apresentado por Kater Filho, foi uma das atrações pioneiras de sucesso da Rede Vida de Televisão. Ao longo do caminho da emissora - de 20 de junho de 1995 a 20 de junho de 2017 - o aprimoramento tecnológico, o crescimento da programação e expansão de repetidoras foram significativos. O marketing cuidou de atender todas as visitas dos papas ao Brasil, os anos jubilares do Vaticano, os anos santos nacionais e as campanhas da fraternidades. - É preciso estar casado com Dona Perseverança - resume o fundador da Rede Vida todas as vezes que define a sua missão na área da comunicação. Através de liderança aglutinadora, de alianças motivadoras e estratégicas, foi na oração diária e na fé inabalável que Monteiro Filho trilhou, passo a passo, a construção de sua vida. Consagrando a Rede Vida em Portugal à Nossa Senhora de Fátima e no Santuário brasileiro à Nossa Senhora Aparecida, Monteiro Filho enfatizou a devoção mariana que norteia todas as deliberações do Canal da Família. A fé e as convicções religiosas criam condições internas de confiança e esperança que alimentaram a inteligência e a criatividade para direcionar a Rede Vida. As experiências pessoais de Deus, como fonte de afetividade para a efetividade do pensar e agir, foram âncoras cotidianas. - A Rede Vida de Televisão não é um segredo, mas um milagre em que se leva em conta a vontade de Deus, no discernimento oferecido pelo evangelho, pela igreja católica, pelos bispos, padres e leigos inspirados. O projeto de emissora para atender a família brasileira, promover a esperança que sempre faz bem, fomentar a fraternidade, a solidariedade, a cultura de paz revela o querer e o agir para a vontade de Deus, combatendo o bom combate, conforme recomendou São Paulo a Timóteo. Quando recomenda em seus pronunciamentos e entrevistas que “sejam felizes porque vocês merecem”, Monteiro Filho resume e reflete toda a marcha percorrida com dedicação e lealdade a disciplina pessoal de entender que “a verdadeira felicidade está e só pode ser atingida em Deus”. É o legado que como leigo notável deixa para seus dois filhos, 6 netos e bisnetos.

João Monteiro de Barros Filho

Datas históricas 12 de março de 1990 Decreto 99.156 da TV Independente. 17 de junho de 1992 Criação do Inbrac. 1o. de maio de 1995 Primeira missa. 20 de junho de 1995 Inauguração da Rede Vida. 30 de novembro de 2000 Abertura do Santuário da Vida. 1º de fevereiro de 2009 Jornal da Vida ao vivo. 18 de março de 2009 Implantação do sistema HD. 29 de setembro de 2012 Morte de Dom Antônio Mucciolo. 11 de fevereiro de 2013 Eleição de dom Orani Tempesta. 20 de junho a 2 de novembro de 2016 Porta Santa da Misericórdia no Santuário. 26 de novembro de 2017 Abertura do Ano do Laicato 25


Testemunho

Pe. Damázio

Vejo isto como uma missão

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“Prezado Kater: Falei com você no curso de Natal, sobre o livro que estava escrevendo. São breves palavras, mas creio que tenha importância por se tratar do jeito encantador com que Jesus agia e falava nestes tempo em que se tenta restringir os espaços e símbolos religiosos dentro de nossa sociedade. Só tenho a agradecer o que aprendi com vocês e todo o resultado que isso está trazendo para o meu trabalho pastoral e inclusive para minha vida pessoal. Tem várias coisas para serem corrigidas no texto, na segunda tiragem vou melhorar. Estou divulgando mais pela minha Diocese, mas já enviei alguns para o resto do Brasil. Recebi alguns retornos muito agradáveis, de bispo, padres e leigos. Estou trabalhando agora naquele que para mim será minha melhor contribuição escrita para a minha Igreja, por tratar de coisas do dia a dia, onde por pequenos desconhecimentos (ou até preconceito em relação ao Marketing religioso) muita coisa é desperdiçada ou mal aproveitada, mas elaborada, sem foco, sem o mínimo de conhecimento do que daquilo que se está produzindo, do jeito que está sendo feito vai gerar nas pessoas que vão ter acesso aquele produto ou mensagem. Creio que posso colaborar um pouco para melhorar a qualidade e o resultado final de diversas coisas que se produz amadoristicamente dentro de nossa Igreja. Vejo isto como uma missão.”


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Revista Marketing Católico - Edição 3  

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