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Ano 3 . Nº 34 . Novembro/2010

Estejam focados em Deus Por Alan Cota (Membro do Conselho Arquidiocesano da RCC)

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ão sei se você já teve a nítida impressão que o grande mar, lindo, agradável e forte que estava a sua frente misteriosamente desapareceu, como acontece quando ele se recolhe após quebrar na praia com uma violenta e sonora onda. Vai-se a onda e ficam os sentimentos de vazio, de deserto e de desolação. Temos uma dificuldade enorme de conviver com situações que não entendemos, ou que não temos o total controle. Somos humanos. Precisamos do controle e de pés no chão para nos sentirmos seguros. Porém caminhar com Deus é trilhar caminhos nem sempre entendíveis e muito menos fáceis de serem caminhados. Muitos serão os momentos em que teremos que andar por caminhos de aridez e deserto, que causarão um grande desconforto e uma crise existencial muito grande. Se, ao trilhar caminhos como estes, eu não tiver o foco total em Deus corro o sério risco de não resistir e não esperar a onda retornar à praia. E

meus irmãos, eu lhes garanto que a onda sempre retorna à praia. Ainda mais forte! Mais viva! Se olharmos para os desafios e riscos inerentes àqueles que se aventuram pelas terras áridas de um deserto, com certeza enumeraremos uma série de itens que nos garantem o direito de não ir além. Aqui entra, novamente, a visão de Deus diante de momentos de deserto em nossa vida. Deus sabe dos riscos. Claro! Ele é Deus! E sendo Deus ele sabe que muito além dos riscos inerentes ao momento de deserto, também estão os largos benefícios que proporcionarão um crescimento ímpar para àqueles que se lançarem a caminhar pelo tempo que se fizer necessário. Todos os que passam por situações de aridez espiritual são acrescidos de novas e firmes experiências que nos fazem testemunhar e experimentar um Deus vivo, presente e acima de tudo amoroso! É no deserto que renovamos nossas forças,

como acontece quando o mar recolhe sua onda. Quando uma onda é recolhida, na sequência uma outra ainda mais forte quebra. O que devemos fazer é esperar o tempo que for, até que a areia se torne mar novamente, pela força motriz do amor de um Deus apaixonado que nos permite crescer e aprender com os nossos vazios. Por isso, se o mar recolheu sua onda e junto com ela levou sua alegria, sua força de vontade e motivação, não desanime e nem desista! Saiba que a onda pode se recolher, mais voltará em muito breve e ainda mais forte! Viva seu momento de aridez espiritual certo que Deus tem algo a tirar disso. Encontre-se com Deus e não tenha medo de deixá-lo mudar e moldar seu coração, para que você volte para o meio do povo e por cima das águas, mais forte do que nunca! Vivemos no tempo da graça e da presença de Deus! Experimente-o!


ACONTECEU

“Voa alto, água de Deus”

Retiro de Núcleos em Campo Grande nos recorda a importância da missão Por Vinícius Rossi (Coordenador Arquidiocesano da Comunicação)

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uvimos alto um chamado que nos dizia: “Vai, servo meu, pois fui eu mesmo, O Senhor Deus, quem te escolheu... a minha mão estará sobre ti.!” Nesse espírito, envolvidos por este mistério de amor e misericórdia, participamos do Retiro Anual para Núcleos de Grupos de Oração e Ministérios da RCC. A Facul-

dade São Geraldo, localizada no município de Cariacica, tornou-se para nós um grande cenáculo, onde Maria Santíssima serviu como aquela que nos apresenta ao Coração Chagado de Jesus, o único a quem devemos dar o digno louvor e profunda adoração. No retiro de 2010, cada grupo de oração foi chamado a retomar o 02

caminho de santidade, na busca pelo conhecimento da Palavra, no testemunho de vida de seus membros e no exercício constante de oração, que nos faz sentir sede da eucaristia, fonte de todos os carismas, e renova nossas forças para a batalha. Foi clamando pelo Espírito Santo, fundador da Renovação Carismática no mundo, que redescobrimos que não podemos mais viver como galinhas que ciscam num mesmo lugar e só voam baixo, como ossos secos sem vida e sem vontade, mas sim, como verdadeiros profetas que não se cansam enquanto não cumprem plenamente a vontade de Deus, revelada e Jesus Cristo. “Eu sinto em minha alma que Deus tem um grande projeto a realizar-se nessa arquidiocese, através da RCC e que todos aqui são chama-

dos a retomarem, com novo vigor, o ser missionário”, afirmou o pregador convidado, o “Juninho”, membro da Comunidade de Vida Ide. Ao meditarmos no livro profético de Ezequiel, no capitulo 37, Deus nos levantou de nosso abatimento. Nosso diretor espiritual, Pe. Hiller S. Sezini, que conduziu todo o momento de adoração, manifestou-nos o seu carinho e mais uma vez se colocou a serviço de todos. Enfim, após ouvirmos de nosso estimado coordenador, Murilo Peixoto, algumas importantes orientações, todas elas pautadas no amor, voltamos para os nossos postos, onde veremos um novo povo converter-se ao Evangelho e prostra-se aos pés Daquele que não mediu esforços para nos salvar. “Quem fique um só grupo de oração de pé, mas que este, seja santo”, concluiu o Murilo. Forte demais, não?


FORMAÇÃO

Cristo é Rei, Sacerdote e Senhor! “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum”. Esta foi a inscrição que Pilatos mandou pôr sobre a cabeça do Cristo quando foi sentenciado à morte. Desde esse dia milhares de pessoas no mundo olham a cruz com devoção a saber, que estão diante do Deus que se dou até o fim. Passaram já vinte séculos de História e no entanto por esse Rei sentenciado à morte somos hoje como uma coroa humana de corações em louvor, em admiração, em obediência e em fervor para Cristo Rei, nosso Único Salvador! Estávamos no ano de 1925 de nossa era Cristã. Já se avizinhava à distância outra guerra terrível, a II Guerra Mundial. Tão absurda quanto a primeira, ela nos custaria 26 milhões de vidas. Naquela hora de dor o Papa Pio XI fez ouvir a sua voz e gritou: “A paz de Cristo, pelo reinado de Cristo!”. Com a encíclica chamada “Quas Primas”, o Papa instituía a Festa de Cristo Rei. O Santo Padre insistia na necessidade de reconhecer a autoridade universal de

Cristo, porque a aceitação de Cristo faria desaparecer as divisões de pessoas, classes sociais, povos e nações, que acabaria com os ódios e deitaria por terra toda injustiça e toda a escravidão. Assim concluía o Papa: “é necessário que Cristo reine na mente dos homens, é necessário que Cristo reine na vontade dos homens, é necessário que reine nos corações dos homens, por um ardente amor à Ele; e é necessário que Cristo reine em nossos corpos e em nossos membros para que sirvam à paz externa da sociedade e à paz interna de nossas almas. Assim, a festividade de Cristo Rei foi instituída liturgicamente no ano santo de 1925. Tal festa seria pois, uma das mais

recentes da liturgia católica e marcaria então, a cada ano, o início de um novo tempo na missão da Igreja. Salve o Nosso Rei e Senhor! Fonte de pesquisa: WWW.paroquiacristorei.com.br

ACONTECEU

xx Festa do Rei Jesus Por Aloyr Neto (Núcleo do Min. de Comunicação)

No dia 25 de Setembro de 2010 a RCC da Diocese de Cachoeiro do Itapemirim viveu mais um grande momento de sua vida. Estamos falando da Festa do Rei Jesus, comemorando seus 20 anos de nascimento. Aproximadamente 17 mil jovens do nosso estado e de outros lugares do Brasil como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, se reuniram para celebrar “o dom de ser todo de Deus”. O excelso anfitrião e centro da festa,

esteve presente nessa “balada”: JESUS SACRAMENTADO, NOSSO DEUS AMADO. Animaram o lindo encontro bandas como Anjos de Resgate, Cerymônia (SP), Beatrix(SP), Rosa de Saron(SP), Tribo

Maranata(MG), Banda Dominus (MG) e é claro, a Banda Rezza (banda local) que gravou o seu 1º DVD, com a participação de Marcelo Duarte, vocalista da Anjos de Resgate. Outras bandas do estado também testemunharam a efusão do amor que nos levou a nos abraçarmos e confraternizarmos diante do Rei. Qual foi tema da festa? “EXISTE UMA ESPERANÇA”. E você, ainda duvida disso? Louvemos para sempre nosso bom e amado Deus. Nossos parabéns a diocese irmã. Shalom! 03


A RCC E O PASTOREIO

Depoimentos de quem conhece suas ovelhas

O MÊS SANTO D

25 de novembro

O que o Coordenador pode fazer para o servo não esfriar na caminhada? “É necessário levar o servo a compreender com o coração a verdadeira fé da Igreja, para que a prática da oração não se torne algo somente individual ou isolado. Como o ramo precisa estar unido a videira, senão não dará frutos, assim também o servo se não estiver engajado e vivendo em comunidade, esfriará e não frutificará.” Marcos Roberto Coutinho - Grupo de Oração Fonte de Misericórdia -Porto de Santana -Cariacica “Primeiramente é preciso assegurar que ele terá uma profunda experiência com Deus através do contato com a Palavra, da vida sacramental, mas sobre tudo, precisamos amá-lo e estarmos disponíveis a socorrê-lo, como coordenadores que somos.” Liliane de Oliveira

“Se todos nós somos servos, é preciso então reconhecer a nossa pequenez diante de Deus e simplesmente mergulhar nas profundezas do Espírito Santo” Angela Maria Dolores Grupo de Oração Fonte de Água Viva – Viana

Grupo de Oração Mãe da Providência Região Serrana - Santa Isabel

“Viver no grupo de oração a radicalidade do amor ao próximo, um amor que acolhe, que compreende e que cura. O amor transforma o grupo de oração numa verdadeira família. Quando tudo parece enfraquecer se há amor todos serão fortalecidos novamente.” Edizair Pelaudio Grupo de Oração Poder de Deus - Vila Velha

“Muitos dos nossos irmãos de caminhada não conseguem lidar com as dificuldades que surgem no dia a dia e por isso, esfriam na fé e caem. Logo, precisamos estar juntos e ensinar o outro a combater o bom combate para que assim, conquistemos a desejada coroa da vitória” Arlindo Laporti Grupo de Oração Rompendo em Fé - Serra

Oração à Nossa Senhora das Graças 27 de novembro Ó Santíssima Virgem Maria, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição...és a mais pura flor dos jardins de Deus,a estrela do mar, a Rainha sem mancha de pecado original. Que por vossa Conceição Imaculada e sua gloriosa prerrogativa de mãe de Deus, ó puríssima Virgem Maria, alcance eu o amor humilde de vosso filho Jesus Cristo e Sua santa humildade. Tome-me por inteiro a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, do corpo e do espírito e acima de todos os problemas, consiga eu, a graça da perseverança na prática do bem, uma santa vida no seio de minha família, o devido testemunho perante o mundo desolado, e uma boa morte junto de vossos súditos que me receberão um dia no céu, os incontáveis anjos de vossa corte celestial. Amém.

EXPEDIENTE Coordenação: Murilo Soares Peixoto Colaboradores nesta edição: Vinicius Rossi / Ana Lúcia Antunes Editoração Eletrônica: Vera Miranda - 3081-6839 Impressão: Gráfica Luppy - 3322-0416

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Santa Catarina de Alexandria Neste dia 25 lembramos a vida desta santa que é inspiradora e protetora de um Estado brasileiro: Santa Catarina. Nascida em Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliadores. O pai, diz a lenda, era Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou que se apresentasse qualquer pretendente. “Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu d’Ele?”, perguntou Maria. -”Oh, sim”. ”E tu, Jesus, gostas dela?” -”Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha que sou feia”, disse chorando. -”Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de Santa Catarina”. Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentouse em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50 melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do terrível imperador. Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334). Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!


Informativo RCC Vitória | Novembro