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INFORMATIVO

São Vicente PUBLICAÇÃO ESPECIAL- 90 ANOS DE PRESENÇA DEHONIANA EM FORMIGA-MG

Edição Especial

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Dehonianos a 90 anos a serviço do povo de Formiga A Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, há 90 anos trabalha nestas terras do centro oeste mineiro. Nosso Fundador Leão João Dehon nasceu na França em 1843. Fundou em 1878 uma Congregação com a espiritualidade do Coração de Jesus. Pe Dehon era um homem a frente do seu tempo. Mandou que seus padres saíssem das sacristias e fossem ao povo. Impulsionado por esse espírito missionário, o próprio fundador enviou missionários para diversas partes do mundo. No ano de 1903 chegaram os primeiros Dehonianos no sul do Brasil, os Padres Gabriel Lux e José Fóxius. Este último assumiu, em 26 de novembro de 1922, a pedido de Dom Manuel Nunes Coelho, Bispo do Aterrado (hoje Luz), a Paróquia São Vicente Férrer de Formiga. Com esse Padre iniciava-se uma presença que marcaria e marca ainda hoje a história de nossa cidade. Nos dizeres do saudoso Dom Belchior “Formiga era uma cidade de espírito acanhado, para não dizer traumatizada, pois em tempos não distantes deixara de ser sede do Bispado por motivos pouco lisonjeiros.” Os padres do Sagrado Coração de Jesus transformaram o ambiente paroquial. Renovaram a Paróquia num impulso de vida e religiosidade cristã, levando a este povo o carisma de Leão Dehon, aplicando-o na vida paroquial através da missa diária; adoração diária na matriz; as obras sociais da paróquia; os veículos de comunicação; o atendimento paroquial e nas vocações religiosas e sacerdotais que fazem de nossa paróquia uma referência no trabalho vocacional. Os filhos de Pe. Dehon assumiram a responsabilidade pastoral desta paróquia de São Vicente Férrer e a nós não nos faltam diretrizes seguras desde os primeiros Párocos Pe José Fóxius, Pe. Pedro Storms e Pe Remaclo Fóxius, passando pelos Padres Mauro Jungklaus, Inocêncio Warmling, Nicolau, Alírio Garcia, Cornélio Korovsky, Daniel Nascimento, Leonardo Hellman, Aloísio Hellman, Claudio Weber, Felipe Dalcegio, José Luis de Gouvêa chegando até nosso atual pároco Pe. Aurélio Pereira. Com estes homens de Deus a frente da família paroquial, e outros devotados apóstolos, como Pe Clemente entre outros, que deixaram e deixam aqui traços marcantes de discípulos e missionários a serviço do povo desta paróquia. Fr. Túlio Marcos, scj. Terra Boa - PR


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Fr. Túlio Marcos, scj. Terra Boa - PR

Uma História com muitos nomes! PE CLEMENTE KOLLHOFF, SCJ

Muitos foram os Padres que por aqui trabalharam. Cada um deixou aqui um pouco de si. Dos padres que aqui trabalharam destaco alguns nomes: Pe Remaclo, Pe Clemente, Pe. Cornélio, Pe Daniel e Pe Aluísio, já falecidos e que ainda hoje são lembrados por muitas pessoas. PADRE REMACLO FÓXIUS, SCJ

1880 – 1956 Um padre que, com certeza, marcou a história de nossa cidade foi Remaclo Fóxius. Pe. Remaclo nasceu em 16 de setembro de 1880 na cidade de Thomen na Alemanha. Era irmão mais novo de outro Padre, José Fóxius, que foi um dos pioneiros no Brasil e em Formiga foi o primeiro pároco dehoniano de 1922 a 1924. Pe. Remaclo chegou ao Brasil no dia 1º de dezembro de 1907, seu último trabalho antes de vir para Formiga foi em Jaraguá do Sul – SC. No dia 9 de maio de 1926 tomou posse como Pároco da Paróquia São Vicente Férrer de Formiga, cargo que ocupou até 1955, portanto 29 anos à frente desta porção do povo de Deus. Neste longo período à frente da paróquia ajudou a fundar escolas (Ginásio do Espírito Santo e Antônio Vieira); obras sociais; acompanhou confrarias e movimentos da Igreja. Amante de música deu-nos um tesouro como herança, o órgão de tubos, inaugurado em 17 de novembro de 1937. Compôs o hino em honra a São Vicente Férrer e o hino do Congresso Eucarístico de Belo Horizonte. Tamanha era a admiração e o respeito da sociedade formiguense pelo reverendo padre, que, em 9 de maio de 1951 foi decretado feriado municipal, por ocasião dos 25 anos à frente de nossa paróquia. Pe. Remaclo faleceu em 17 de dezembro de 1956 e foi sepultado no cemitério do Santíssimo, e ainda hoje é lembrado pelas pessoas mais velhas como um exemplo de religioso.

1914-1993 Pe Clemente veio para o Brasil aos 0l/07/1937, ainda como seminarista. Aqui fez depois, o noviciado e seus estudos de filosofia e teologia. Pe Clemente passou a maior parte de sua vida na Paróquia São Vicente Férrer de Formiga, cidade onde era muito amado pelo povo. Anteriormente esteve na Penha, Rio, São Judas, São Paulo, Lavras, Minas Geras. Mas foi em Formiga onde viveu de 1958 até a sua morte, 35 anos de serviço alegre e fiel a uma cidade. Corpo de gigante, alto, gordo e pesado era dono de uma sensibilidade enorme. Simples, feliz e sempre aberto ao riso Mas levava com seriedade imensa seus compromissos. Em suma, um testemunho de sacerdote feliz e realizado. Seu amor pelo confessionário e pe1as comunidades rurais, para com os doentes são páginas de ouro e dedicação sacerdotal que a diocese de Luz nunca pode esquecer (palavras de D. Belchior Neto, Bispo diocesano). Devotíssimo de N. Sra. e adepto fervoroso da reza do terço, Pe. Clemente era um homem de oração e zelo admirável. Na enfermidade mostrou a mesma força. Operado três vezes, na última no resistiu não câncer na região dos intestinos. Faleceu a 24./01/93 no Hospital Santa Marcelina, SP. Foi sepultado em Formiga a pedido do povo que o estimava sobremaneira.

Padre Cornélio nasceu a 23 de setembro de 1934, em Rio Negrinho (SC). Com 14 anos entrou no seminário de Corupá (SC). Após o noviciado e primeira profissão religiosa em 2 de fevereiro de 1957, em Rio /Cerro/Jaraguá do Sul (SC), cursou filosofia no Convento Sagrado Coração de Jesus de Brusque (SC), de 1957 a 1958, tendo sido ordenado presbítero a 8 de dezembro de 1961. Mais tarde, fez ainda um curso de filosofia, na Faculdade de Filosofia e Letras de Lavras (MG). Depois do ano previsto de tirocínio pastoral, na paróquia N. Sra. da Candelária de Vila Maria - SP foi transferido para o setor de Minas Gerais, onde permaneceu até o fim de sua vida. Iniciou sua atividade na paróquia São Vicente de Férrer, de Formiga (MG), em 1964. Depois foi diretor do seminário (Escola Apostólica Dehonista) de Lavras, em 1967. Seis anos depois, voltou para a paróquia de Formiga, primeiramente como vigário paroquial, e a partir de 1975 foi pároco da mesma paróquia, até sua transferência em 1983. Em nossa Paróquia destacou-se na atividade pastoral incentivando a juventude com o auxílio de seu vigário Pe Daniel Lindo, e, o Movimento de Cursilho de Cristandade. Muitas das pessoas que hoje atuam em nossas pastorais são frutos das sementes lançadas por Pe Cornélio. Padre Cornélio foi um religioso e sacerdote exemplar do Coração de Jesus. Sempre fiel e muito dedicado aos seus fiéis. Mas também foi provado por muitos sofrimentos e graves enfermidades. Veio a falecer, em Varginha, na manhã do dia 15 de julho. Lembramos-nos de seu zelo e dedicação a sua missão e seu heroísmo na hora do sofrimento. PADRE DANIEL NASCIMENTO LINDO, SCJ

PADRE CORNÉLIO RICARDO KOROWSKY, SCJ

1934 – 2003

1945 - 1986 De origem portuguesa, padre Daniel que nasceu num Natal após a guerra, recebeu dos pais o significante nome de Daniel Nascimento Lindo. Iniciou, porém, seus estudos em Lavras, já que morava no Brasil, em Osasco (SP). Terminados os estudos e ordenado por Dom José Antônio do Couto (+1997). Foi logo a seguir, formador em Corupá, em 1975. No ano

seguinte foi vigário paroquial em Formiga onde desenvolveu excelente trabalho junto à juventude. No último ano de sua presença em Formiga, foi pároco (1983). Em nossa comunidade, desenvolveu grande trabalho junto à juventude. Assessorou a Pastoral da Juventude, o Movimento Shalom e a Renovação Carismática Católica. Estes movimentos trouxeram muitos jovens para a Igreja e deles saíram muitas vocações religiosas, sacerdotais e matrimoniais. Isso mesmo. Muitos pais de família aprenderam a ser pais com a Igreja, e hoje, esses homens e mulheres, são lideranças na Paróquia e na sociedade. Faleceu em 1986 vítima de um acidente automobilístico em Santa Catarina. PADRE ALOÍSIO HELLMANN,SCJ

1930 - 1996 Padre Aloísio Hellmann nasceu em Pinheiral, município de Braço do Norte (SC), no dia 25 de novembro de 1930. Em 8 de dezembro de 1961, foi ordenado sacerdote, na mesma data de seu Batismo e Primeira Eucaristia. De 1984 a 1991 exerceu a função de conselheiro provincial, e como vice-provincial, no último triênio, veio residir no provincialado para auxiliar o superior provincial na animação da Província. Transcorrido o mandato de conselheiro, em agosto de 1991, voltou a Minas Gerais como pároco de Formiga, na paróquia São Vicente de Férrer. Para nós deixou um legado espiritual, de uma pessoa consagrada, justa, que vive da fé. Fiel em tudo, amigo, sereno, capaz de ouvir. Discreto no ser e no falar, dedicado à oração, prudente, forte na fé, heroico no sofrimento. Consciente na oblação, sem medo de viver, sem medo de morrer, gentil, fraterno... tudo isso padre Aloísio foi. Em 1994 enquanto trabalhava conosco, em Formiga, descobriu um câncer nos órgãos internos, que o fez ser transferido para SP para tratamento. Passou por um longo sofrimento, e ofereceu sua dor pelos confrades. Faleceu aos 65 anos, no dia 22 de março de 1996.


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Padre Dehon - (1843-1925)

Sociólogo, escritor, advogado e padre Fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Sua vida foi um constante caminhar. Sonhador, lutador, teve decepções, surpresas alegres e tristes. Aprendeu a amar a Igreja. Soube ouvir os gritos numa França cheia de desafios. Fundou jornal, revista, publicou livros, escreveu muito nos Meios de Comunicação Social de então, e deixou-nos por herança: O Sagrado Coração de Jesus. João Leão Dehon nasceu a 14 de Março de 1843, em La Capelle, França. Desde adolescente quis ser sacerdote, contra a vontade do pai. Obedecendo ao pai freqüentou o curso de Direito, em Paris e aceitou a viagem que este lhe ofereceu para fazer esquecer a idéia do sacerdócio. Ao longo de 10 meses percorreu várias regiões, entre elas a Terra Santa. No fim dessa viagem, Leão partiu para Roma e entrou no Seminário de Santa Clara. A 19 de Dezembro de 1868, foi ordenado sacerdote, na presença de seus pais. Nomeado Vigário Paroquial de Saint-Quintin, assumiu a missão com todo ardor e tomou várias iniciativas que abrangeram os mais diversos sectores da sociedade. Dehon tinha algo que o inquietava. Depois de um longo discernimento, tomou a decisão de fundar a Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus a 28 de Junho de 1878, dia da sua Primeira Profissão. Com o objetivo de difundir o pensamento social da Igreja proferiu conferências, escreveu artigos em jornais e revistas e publicou vários livros. Faleceu a 12 de Agosto de 1925, com 82 anos de idade.

Pensamentos

necessidades, no tempo oportuno, se nos abandonar-mos a Ele.

Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos.

O Coração de Jesus resume toda a minha vida: Por Ele vivi, por Ele morro.

A nossa vida será árida se Deus não a regar com a Sua Graça.

O meu único ideal é Cristo.

Sem o Trabalho as coisas úteis e agradáveis ou não existiriam ou não serviriam.

É preciso que nos façamos santos. Deus o quer. Já estamos atrasados. Mãos à obra!

O conhecimento da nossa debilidade conduz-nos à confiança em Deus.

Um homem que queira mudar a sociedade não pode ter idéias tímidas.

Falar com eloquência é muito bonito, mas agir com prática é muito melhor.

Vivamos com toda a religião para com Deus, toda a santidade para conosco, toda a justiça para com o próximo, toda a sobriedade para com as coisas.

Todos os acontecimentos da vida nos levam a Deus.

O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição.

A pesca milagrosa não se faz na sacristia mas no alto mar.

Façamos as coisas mais comuns de uma maneira não comum.

Façamo-nos santos e façamos santos. A união com Deus é o mais poderoso remédio para todos os defeitos.

O amor de Deus torna grande o coração do homem.

O carácter é a fisionomia da alma.

Fazei da vossa vida uma questão de amor e não uma questão de interesse.

Não há amor sem dor. Deus não sabe o que fazer com o nosso saber e com as nossas obras se nelas não estiver o nosso coração. Não basta fazer bem aquilo que fazemos, é preciso fazê-lo com amor.

Só com amor se reparam as feridas do coração. A eucaristia e a cruz são os mananciais dos quais o Sagrado Coração se expande em ondas de amor, de graça, de misericórdia. O Ideal da minha vida é conquistar

o mundo para Jesus Cristo instaurar o Reino do Sagrado Coração. A Cruz é tão necessária que Jesus tem feito dela a medida da nossa glória. A humildade é o fundamento de todas as virtudes. Levar Cristo ao coração do mundo; Trazer o mundo ao coração de Cristo. Deus sempre é bom, mesmo quando prova tem desígnios de misericórdia. Nosso Senhor olha por todas as

O jovem é a mais bela criatura de Deus, é a esperança do provir. A vida do jovens dependerá mais daquilo que serão pelo coração e pelo carácter, do que pelo conhecimento acumulado na mente. Não podemos estar sempre em oração perto de Jesus. Saibamos também servi-lo na pessoa dos seus irmãos. Deus é amor. Fazendo-se homem concentra todo o seu amor num coração humano. Para tempos novos, obras novas.


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Mensagens “Um homem que pretende transformar o mundo, não pode ter ideias tímidas”. Esta é, sem dúvida, uma frase que marcou e que continua marcando muito bem a Paróquia São Vicente Férrer em todos estes anos de sua existência... E não podemos negar, também, que esta frase foi bem significativa no coração de tantos homens que se colocaram a caminho para IR ao encontro do povo para anunciar uma nova civilização do amor... Homens destemidos, que a exemplo de seu fundador João Leão Dehon, deixaram terra, família e saíram para propagar um mundo novo, onde o Coração Misericordioso de Jesus fosse o impulso para a transformação de outros corações. Homens que assumiram, junto com o seu fundador João Leão Dehon, o sonho de se ter uma igreja diferente... um novo jeito de Igreja onde os padres não ficassem presos às paredes da sacristia, mas saíssem ao encontro das necessidades do povo... Novembro é o mês em que os paroquianos da Matriz São Vicente Férrer estarão celebrando a coragem e a ousadia destes padres, que trouxeram para a Paróquia a graça de se ter o carisma dehoniano durante todos estes anos... São 90 anos, onde a vida dos mais fracos e necessitados sempre foi priorizada por todos aqueles que assumiram a cruz não apenas pendurada no peito, mas cravada em seus corações... Nestes 90 anos de presença dos padres do Sagrado Coração de Jesus... dos padres dehonianos, podemos constatar que a Paróquia cresceu com o carisma dehoniano tomando conta de cada ação dentro de Paróquia São Vicente Férrer... Carisma que fez com que todos os paroquianos assumissem a graça de deixarem que o Coração de Jesus e o amor à Eucaristia fossem sempre uma constante em suas vidas. 90 anos, profundamente marcados pela espiritualidade do amor do Pai manifestado aos homens no Sagrado Coração de Jesus... Espiritualidade que nos revela que o amor é o único caminho seguro e certo para toda a humanidade. E, não podemos negar, também, que foi sempre este anseio de amor que impulsionou toda a intensa e externa atividade pastoral da nossa Igreja no campo social, revelando que todos os seguidores de Jesus devem ter como missão principal a preocupação com os pobres e pequeninos da sociedade, a exemplo do próprio Jesus... Nestes 90 anos, nos quais durante 09 anos pude estar presente, a Paróquia São Vicente Férrer aprendeu que toda mudança na sociedade deve passar primeiro pela conversão e pelo amor... É preciso que a sociedade sinta todo o amor que emana do Coração de Jesus e assim possa se transformar e transformar a vida de seu povo... De Varginha/MG, parabenizo a Paróquia que, com solicitude e docilidade, acolheu o carisma dehoniano, deixando com que os frutos, no tempo certo surgissem. Parabenizo, também, todos os padres que tiveram a ousadia de lançar a semente e enviar sempre novos operários a esta messe que perdura a 90 anos. Pe. Felipe Dalcegio, scj - Varginha MG.

É bom celebrarmos os noventa anos da presença dehoniana em Formiga. É bom fazer memória dos diversos dehonianos que contribuíram para a evangelização de nossa cidade. E melhor ainda é saber que cada membro da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que trabalhou ou passou por Formiga, contribuiu para que o Reino do Coração de Jesus fosse anunciado e enraizado. A Paróquia São Vicente Férrer, ao longo destes noventa anos, tem motivos de sobra para festejar, pois como um bebê que nasce, cresce e amadurece, assim foi acontecendo com nossa Paróquia. Num primeiro momento, dando continuidade ao trabalho de evangelização, de vários diocesanos, mais uma vez, nascia e realizava-se o sonho de Padre Dehon: “ser missionário” pelo mundo. Em Formiga, o ardor dos primeiros dehonianos influenciaram muitos leigos. Através dos anos, crescia a presença de tantos leigos engajados e formados para assumirem a sua participação ativa. Dessa forma, nossa paróquia amadurecia a cada ano, surgindo novas lideranças, que contagiaram tantos cristãos a se envolverem cada vez mais nas pastorais e movimentos da Igreja. Nascemos do sonho de tantos dehonianos, crescemos na fé e na formação de lideranças. Amadurecemos nosso ser cristão, numa Igreja-Comunhão, que aprendeu a respeitar as diferenças e praticar a “unidade na diversidade”. Nesses noventa anos aprendemos a exemplo de Padre Dehon e dos dehonianos, a amar mais a Eucaristia, a recebê-la, adorála e a colocar sempre o Cristo como o centro de nossas vidas. Como muitos já afirmaram: “Somos uma cidade Eucarística”. Somos uma paróquia adoradora e intercessora das vocações religiosas e sacerdotais, que em comunhão com as demais paróquias formiguenses e diocesanas, percebemos o poder da oração. Os resultados existem: já estamos próximos dos sessenta padres e vários religiosos e religiosas espalhados pelo mundo. No espírito do “Ecce Venio”, disponibilidade total de Jesus, os dehonianos aproximaram muitos leigos da Misericórdia do Senhor através do Sacramento da Confissão. E no espírito do “Ecce Ancilla”, com amor serviçal, a exemplo de Nossa Senhora, uma infinitude de famílias foram atendidas, enfermos acolhidos e curados, como também houve uma excelente formação permanente em relação à política e à justiça social. Sem sombras de dúvidas por todos esses anos houve um grande empenho dos dehonianos, em que cada um na sua limitação, mas com grande desejo de acertar, contribuíram para que o Reino de Coração de Jesus acontecesse no coração de cada paroquiano e formiguense. Parabéns Paróquia São Vicente Férrer e,que a exemplo de Padre Dehon, possamos todos dizer: “PARA ELE VIVEMOS, PARA ELE MORREMOS”. Conscientes de que toda a nossa vida foi vivida por Amor a Cristo e consumir todas as nossas energias em prol da família, da juventude e busca de uma sociedade cada vez mais justa, fraterna, praticante da Palavra, em comunhão com a Igreja e sendo cada vez mais formadora de discípulos e Missionários segundo o Coração de Jesus. Pe. João Veloso, scj -

Terra Boa PR.


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Mensagens Ao chegar a Formiga em janeiro de 1988, de início causou-me boa impressão o fato de ver quanto eram respeitados e valorizados os padres dehonianos. Via-o na maneira como o povo falava bem dos que haviam passado pela paróquia, desde o P. José Foxius, até aos que haviam trabalhado mais recentemente. Os paroquianos também falavam com satisfação dos padres nascidos na cidade, não só pelo seu grande número, mas por aquilo que eram e por aquilo que realizavam em tantos campos de missão em diferentes partes do país e no exterior. Lembravam deles pelo que eram, não pelo que representavam. No breve período em que aí trabalhei, acompanhei o funeral de dois dos meus irmãos dehonianos, e mais uma vez pude constatar o carinho e o reconhecimento do povo pelos seus sacerdotes: P. Teodoro Becker, sepultado em Taubaté, e P. Clemente Kohlhoff, no cemitério do Rosário. Obrigado ao povo por essa atenção e gratidão! Sinal expressivo da presença dehoniana é que muitos paroquianos escolhem a espiritualidade do Coração de Jesus, da maneira como foi vivida pelo P. Dehon e seus seguidores, como caminho espiritual que orienta suas próprias vidas. Estão aí presentes os leigos e leigas consagradas, a missão dehoniana juvenil, o grupo paroquial de leigos dehonianos, e muitos outros que em P. Dehon se inspiram. Fato marcante é a entrada de muitos formiguenses na Congregação, desde o Ir. Vicente Rosário e Dom José Antonio do Couto, até aos tantos jovens ingressados recentemente, dentre os quais acaba de ser ordenado o P. Carlos José Ramos. Com eles e com os leigos, torna-se possível a realização de outros tantos serviços de evangelização em muitas novas frentes pastorais. Graças a Deus! Vale ressaltar que a diocese de Taubaté abriu recentemente a causa de beatificação de Dom Couto, com a finalidade de reconhecer oficialmente como exemplar o seu estilo de vida, o seu dedicado apostolado em favor do povo de Deus e o modo evangélico como viveu os limites humanos e a enfermidade. O seu testemunho de fidelidade à vida religiosa e sacerdotal, bem como o de muitos outros padres e irmãos de vida igualmente modelar, inspire as novas gerações a consagrarem a sua vida, com generosidade, pela causa do Evangelho. Os comentários positivos dos paroquianos não se limitavam aos seus sacerdotes. Com justo orgulho exaltavam a religiosidade e a fé das famílias e a fidelidade de homens e mulheres abnegados(as), que levavam a vida de acordo com os valores do Evangelho. Logo percebi que não se tratava de vaidade bairrista. Pude constatar pessoalmente um grande entusiasmo de muitos dos formiguenses pelas coisas de Deus e da Igreja, a sua sede de ouvir e de conhecer melhor a Palavra de Cristo e de orientar a vida pelos ensinamentos do Mestre e Pastor de coração aberto e solidário. Uno-me à ação de graças da paróquia e da congregação, e louvo a Deus pelos dons que lhes concedeu ao longo desses 90 anos. Rendo graças a Deus por todo o bem aí realizado, e pela constante sintonia entre a congregação, a diocese e o povo da paróquia. Muitíssimos fiéis leigos, homens e mulheres, sempre estiveram em comunhão com os dehonianos, com eles colaboraram e com eles realizaram a sua vocação de cristãos, vivida na participação ativa na missão da Igreja, na vida familiar e social. De fato, inúmeras pessoas deram magnífico testemunho de fé e de compromisso solidário, ajudando a formar uma sociedade mais fraterna e mais justa, pela presença cristã no mundo do trabalho e nos mais diversos organismos da sociedade. É gratificante poder constatar que várias gerações aprenderam dos religiosos dehonianos a fundamentar a sua fé no imenso amor do Coração de Cristo. A partir desse amor passaram a colaborar com a realização daquilo que P. Dehon propunha como meta do seu apostolado: o Reino do Coração de Jesus na vida das pessoas e nas estruturas da sociedade. Ao dar graças a Deus, faço votos de que tudo isso continue bem vivo nas comunidades de hoje e amanhã, e nos serviços pastorais da paróquia S. Vicente Férrer. Pe. Cláudio Weber, scj - Roma, Itália. Parabenizo a Comunidade Dehoniana, bem como o Povo Formiguense, pelos 90 anos de Presença Dehoniana em Formiga. Uma festa, duas bênçãos: 90 anos de comunhão e participação. O povo acolhedor, que ama a Igreja e os seus sacerdotes, que se faz presente e atuante no anúncio da Boa Notícia de Jesus e os Dehonianos, que anunciam o Reino do Coração de Jesus aos corações e à sociedade, sob o signo do Amor e da Reparação. Sou muito feliz em participar dessa festa, carrego no coração a marca dessa presença. Posso dizer que a convivência com os padres e com os funcionários na casa paroquial, as lideranças e os trabalhos pastorais, os amigos e o estar junto deles, as celebrações e a participação dos fiéis, as comunidades urbanas e rurais, a cidade e o jeito de ser do povo de Deus marcaram minha vida. Senti-me acolhido pelos padres diocesanos residentes na cidade e na Diocese. Encontrei no carinho das pessoas o suporte para a determinada missão que me foi confiada. É uma recordação viva, não se apagará, pois o povo de Formiga me ajudou a ser Padre. Sou eternamente grato por tudo que vivi e aprendi, pelas amizades que conquistei e que me conquistaram e, muito mais, pelas eucaristias celebradas nos altares das igrejas e dos corações que nos uniram num único sentimento de trabalhar pelo pela causa do Reino. Faço-me presente através das orações e das recordações. Rogo ao bom Deus que continue a abençoar essa Terra das Areias Brancas e encontre corações generosos que aceitem o seu chamado como fundamento de vida e disponibilidade para o anúncio do seu amor. Os festejos sejam momentos de impulso missionário para todos. Pe. José Luís de Gouvêa, scj - Rio de Janeiro RJ.


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Mensagens O momento se reveste de especial comemoração pelos 90 anos de pastoreio dos padres dehonianos nesta cidade mineira de Formiga. Agradeço a Deus por fazer parte desta história entre os anos de 1990 a 1993 quando exerci meu ministério sacerdotal nesta paróquia, uma das melhores etapas da minha vida. Nós padres tínhamos a reunião semanal na qual se fazia a partilha do Evangelho do domingo seguinte. Como nos enriquecia e ajudava a ter uma qualidade melhor nas homilias, justamente na minha “adolescência” sacerdotal. Recordo-me do profundo trabalho da Catequese Familiar, motivo pelo qual fui para esta paróquia, onde conseguimos dar um sangue novo, envolvendo as famílias em pequenos grupos nas casas. Aos domingos me posicionava próximo da Igreja para ver os grupinhos de pais e filhos vindos de todas as ruas próximas para a missa das crianças. Vibrava ao ver a Igreja lotada de crianças e seus pais. Quanta mudança de vida, quantos belos testemunhos registrados no jornal paroquial da época. Outro trabalho foi a formação para assessores de grupos de jovens. De uma só vez criamos um grupo de jovens em cada uma das 36 comunidades da época, incluindo as da periferia da cidade. As missas se renovaram com a presença juvenil que criaram também o Festival de música cristã com a conclusão transmitida ao vivo pela rádio FM local. A mesma rádio que numa das missas da juventude de domingo à noite nos procurou para transmitir a nossa celebração eucarística, semanalmente animada por grupos de jovens diferentes. Outro fato marcante foi o Concurso de presépios feito pelos jovens em cada uma das comunidades, cabendo-nos a dura missão de gravar em vídeo e posteriormente fazer parte do júri a quem coube a dificil tarefa de definir os primeiros lugares. Cada presépio mais bonito que o outro, todos com algo em movimento, com características locais, sem perder a identidade cristã, motivo da celebração natalina. Foi também neste perído que a comunidade da Matriz resolveu fazer uma ampla reforma na Igreja. Um fato pitoresco coube a mim como pároco interino resolver, tendo em vista que bem neste período o pároco se encontrava em Roma. Não se chegava a um acordo sobre o piso da Matriz que foi totalmente destruido para ser refeito, porém o degrau que existia no meio da igreja era um entrave que dificultava o aproveitamento do espaço e a colocação de bancos. Se levantasse o piso na parte mais baixa teríamos que encurtar a porta da frente e a estragaria. Se rebaixasse na parte da frente teria que emendar as portas laterais, oque tiraria a estética. Numa das noites indormidas, veio a solução que no dia seguinte apresentei à coordenação paroquial e foi aceito: nivelar do fundo até a frente preservando o desnível, porém sem degrau de tal forma que quem entra na igreja é como se estivesse subindo, porém levemente. Assim ficou até hoje, sem maiores gastos para a comunidade e aprovado pelo pároco no retorno da viagem. Todos estes fatos, cercados pela acolhida mineira, regada à pão de queijo e “trem”, me fez melhor sacerdote, motivo de agradecimento e alegria. Deus vos abençoe. Pe. Nivaldo Oliveira Souza – Joinville SC.

Trabalhei como vigário Paroquial em Formiga, 3 anos na nossa Paróquia São Vicente Férrer, nos anos 1983 a 1985! Neste período dediquei meu serviço pastoral na catequese, o que destaco neste trabalho é a participação ativa da catequese, a dedicação dos catequistas e catequizados, isso me deixou com muita alegria e satisfação, foi algo que caracterizou seu trabalho pastoral. Outro serviço pastoral que destacava era o trabalho com as comunidades rurais da cidade, o que me chamava atenção era espiritualidade Eucarística, a religiosidade dos moradores da zona rural, mas principalmente percebia sentido da comunhão entre elas, havia um entrosamento entre as comunidades rurais, no sentido ser cristão tanto na oração, quanto na partilha. Nas comunidades rurais, sentia profundamente o espírito acolhedor que reinava nas famílias quando eu os visitava, e normalmente éramos recebidos para partilhar o pão. Relembro um fato quando fui celebrar uma festa em uma das famílias na comunidade rural, cheguei atrasado, porque avistei um galho no caminho, interpretei como um obstáculo. Já para aqueles que ali moravam, o galho indicava o lugar certo para ir, onde seria a celebração! Depois de desviar do tal galho e pegar outro caminho, acabei me perdendo! Depois de muito tempo consegui chegar ao locar, com muito atrasado celebrei a missa e na homilia me intitulei como: “Padre perdido”, e não padre Trindade, onde era a festa! Um fato pitoresco de se lembrar depois de anos vividos nesta comunidade paroquial. Reunia com as professoras de educação religiosa escolar, no salão paroquial, analisava os conteúdos religiosos que elas recebiam de sua escola, e em cima destes refletíamos com textos bíblicos. Por algum tempo acompanhei também os jovens da paróquia. A convivência era algo muito agradável com o povo e também com a comunidade religiosa, às vezes íamos à Lagoa (Country Clube) jogar bola, peteca e outros esportes, era momento de convivência dos que buscavam entreter-se com o esporte. Como também lembro que joguei várias vezes futebol com a comunidade rural de Padre Trindade. De modo geral o povo de Formiga é muito religioso e profundamente eucarístico! Eu agradeço por ter convivo estes três anos em Formiga, como sacerdote do Coração de Jesus. A religiosidade do povo me impregnava do próprio carisma dehoniano “do ir ao povo” de tal maneira que e me sentia acolhido e em casa! Agradeço de coração todos aqueles que pelo seu testemunho fortalecia ainda mais o meu sacerdócio, muito obrigado! Que Deus vos abençoe sempre! Carinhosamente! Padre Alberto Luiz Huber, scj – Florianópolis SC.


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Palavra semeada com amor, germina em solo fértil!

LURDINHA GOMES

É de Padre Dehon a frase: “Sejam como fogo para fazer conhecido o Amor do Coração de Jesus em todas as partes”. Os padres Dehonianos levaram muito a sério, a filosofia do trabalho do grande Pe. João Leon Dehon – fundador da congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Tornaram –se grandes chamas do amor de Cristo a espalhar a Boa Nova; as fogueiras, de início tímidas e fracas vão se alargando e alçando alturas. A questão social é resolvida, o ambiente de trabalho também, a parte espiritual recebe então um carinho especial. É a evangelização Dehoniana que se expande, é a semente da Palavra que é levada aos quatro cantos e nossa sedenta cidade a faz germinar com sucesso. O amor à Eucaristia é plantado nos nossos corações formiguenses. Formiga-cidade se assemelha a sua homônima, pequenina, mas esperta, e guarda bem o caminho certo que leva à salvação. A bíblia, contendo toda a riqueza de Deus é conhecida, respeitada e amada. Vários foram os sacerdotes e principalmente párocos que dedicaram, de maneira especial aos cursos bíblicos. Na minha história de vida, como cristã engajada, comecei a tomar consciência da importância da Bíblia, com nosso querido Pe. Cláudio Weber. Lembro-me bem: era uma turma que frequentemente se reunia aos sábados, Pe. Cláudio nos ensinou a amar o livro do Êxodo – a libertação do povo de Deus, dentre tantas santas palavras! Pe. Pedro Bretano conseguiu reunir um pessoal firme e sedento de conhecimentos bíblicos. Impressionamos com seu conhecimento da história do povo eleito. Foi com emoção que vimos a chave do sacrário ser entregue pelo Pe. Cláudio ao Pe. Felipe – o sorridente e dinâmico pároco. No auditório do Colégio Santa Terezinha havia mais de 250 pessoas interessadas em conhecer a Doutrina Católica, motivados por ele. Foi um tempo bom e muito proveitoso. Com Pe. José Luiz de Gouvêa tivemos um curso de Teologia, vimos um pouco de Cristologia e Mariologia. Dentre tantas perícopes (pequena citação bíblica), memorizamos um bom número delas. Não podemos deixar de citar, Pe. Daniel do Nascimento Lindo – grande pregador e formador! Hoje, nosso pároco, Pe. Aurélio Pereira nos dá de presente outro curso bíblico: de versículo por versículo, iniciamos no Livro do Gênesis. Muito bom! E assim, semeando a palavra com amor, perseverança e fé, os Dehonianos deixaram e deixam em nossas mentes e espírito um grande amor e respeito à palavra de Deus. Que o Sagrado Coração de Jesus os abençoe! Nós, formiguenses louvamos a Deus pelos nossos queridos padres Dehonianos! Terminando também com Pe. Dehon: “É bom falar com eloquência, agir é melhor”!

Dimensão Social do Carisma Dehoniano Nestes 90 anos de presença dehoniana em nossa Paróquia é fundamental se destacar e falar um pouco sobre a importância das ações sociais desenvolvidas ao longo destes anos. Porém é preciso ressaltar primeiramente que Pe. Dehon, fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, foi um homem que se preocupou e se dedicou muito às questões sociais. Não só defendia e conhecia profundamente as causas sociais de sua época, como realizou várias obras e publicou diversos textos e livros sobre o tema. “Ele acreditava na ação social e política como maneira eficaz de mudar uma sociedade”. Advogado, jornalista e sociólogo, um homem e sacerdote com ideias à frente de seu tempo, Pe. Dehon sabia conciliar muito bem espiritualidade com solidariedade, como bem disse Pe. Joãozinho, scj. E é, portanto, justamente daí, de onde nasce esta dimensão social do carisma dehoniano que, com certeza, esteve sempre presente nestes 90 anos dos dehonianos em nossa cidade. Vários sacerdotes dehonianos que passaram pela Paróquia São Vicente Férrer deixaram aqui seus legados com relação às questões sociais e necessidades de nosso povo. Podemos citar aqui várias obras criadas e/ou incentivadas pelos dehonianos e que se encontram bem vivas e atuantes em nosso meio. Por exemplo: o Patronato São Luiz (hoje Associação de Assistência aos Menores de Formiga) fundado em 1932, cuja função o próprio nome já diz; a Sociedade Beneficente Pe. Remaclo Fóxius (conhecida como Cantina Pe. Remaclo) fundada em 1954 e instalada no Bairro do Rosário e que tanto já fez pelos mais carentes daquela comunidade; o GAS – Grupo de Ação Social João Paulo II, que surgiu em 1981 e continua atuante até hoje, atendendo as necessidades de moradia dos menos favorecidos; a mais recente criada Associação Dom José Antônio do Couto que mantém a Casa da Divina Misericórdia que atua no atendimento, tratamento e recuperação de dependentes químicos. Também podemos citar o Asilo São Francisco de Assis, que, instalado em nossa paróquia, e mantido pelos vicentinos (SSVP) sempre contou com o apoio, participação e assistência dos dehonianos. E tantas outras ações sociais e trabalhos solidários que foram realizados ao longo destes 90 anos. Mas além destas obras, e talvez tão importante quanto elas, é o processo de enculturação desta dimensão social do carisma dehoniano, ou seja, mostrar e levar nosso povo a compreender a importância de nos preocuparmos com as questões sociais e políticas de nosso tempo e agir para transformá-las. RUY MARTINS


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Eis-me aqui, eu vim, ó Pai, para fazer a vossa vontade - Hb 10, 7 A presença dehoniana em Formiga é marcada pela ação evangelizadora junto ao povo. De acordo com o carisma de Padre Dehon, a disponibilidade para o serviço e a preocupação com as transformações sociais dá o tom aos trabalhos realizados. Em vésperas de comemoração de 90 anos dessa presença, tenho comigo que grandes sinais fazem a diferença por onde passam os dehonianos. Seja nos trabalhos paroquiais, nas missões juvenis, nas ações litúrgicas ou nas participações comunitárias. Na década de 90 e 2000, estive mais próxima aos trabalhos paroquiais em função da articulação das CEBs e dos Cursos Bíblicos nas Comunidades Rurais. Em um processo de mobilização e fortalecimento das lideranças locais, onde a máxima preconizada, era propiciar aos membros daquelas agremiações, a importância de ser ferramenta, de ser protagonista e não mero expectador, já de maneira implícita o exercício do ”Ecce venio!”, sem jamais ter tido a oportunidade, de antecipadamente, estudar sobre. Um grupo de jovens, envolvidos a principio com a PJR _ Pastoral de Juventude Rural, que se dispuseram a serem missionários levando adiante a proposta de serviço e participação junto às pontas; lá onde as peculiaridades são outras, as realidades são divergentes e o povo alimenta os desejos de mudança. Por onde passaram os Missionários Dehonianos Juvenis, ficaram rastros de fraternidade, sementes de transformações e certeza de que a grande verdade do serviço, prevalece acima das descrenças. Tanto tempo de congregação Dehoniana no mundo, e 90 anos na cidade de Formiga, MARIA VITÓRIA RAMOS representa a certeza de que nenhuma proposta permanece por tanto tempo, se não for alicerçada na espiritualidade, no princípio da ação de serviço e no desejo de semear o bem, e a proximidade com o eterno...

Os Frutos Vocacionais dos 90 anos de Presença Dehoniana Formiga é cidade privilegiada pelo grande número de vocações sacerdotais e religiosas que disponibiliza para a messe do Senhor. Refazendo uma linha de tempo, desde os idos 1847 até 1917, são 18 o número de padres ordenados e, a partir de 1922, com a chegada dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, os dehonianos, contamos com mais 36 sacerdotes, comprovando ser esta uma cidade abençoada pelo trabalho dinâmico destes dehonianos incansáveis em promover as vocações sacerdotais. É verdade que cada pessoa tem sua história particular de chamado vocacional, mas em todas, encontramos a voz de um padre dehoniano a convidar: “e aí, menino, você já pensou em ir para o seminário?” nestas histórias que desvelam muitos nomes que são o Cirilo, Jonas, Joel, José, Rafael, Rubens, Herculano, Antônio Wagner, Afonso, Mauricio, Jair, Marcos, Rafael, Messias, Aparecido, Antônio Silva, Geraldo, Reginaldo, Kleber, Mauro, Anderson, Aguinaldo, João Veloso, Fábio de Melo, Fernando, Levi, Valquimar, Daniel, Fábio Costa, Luiz, Reynaldo, Emmerson, Cristiano, Ângelo, Hênio, Julio, Marcos, Kerol, Denison, Carlos, também entram dois irmãos de vida religiosa, Vicente e Gilmar e dois Bispos: Dom José Antônio do Couto e Dom Antônio Wagner da Silva. A começar pela música de Padre Remaclo Foxius, pedindo “ó Senhor enviai operários, para os campos da messe de Luz”, o povo reza sempre com mais fervor para que as vocações sacerdotais aumentem. Prossegue com o incentivo de Padre Cornélio, em janeiro de 1974. Organizam-se Adorações ao Santíssimo Sacramento às quintasfeiras; a Santa Missa das sete horas do Domingo é dedicada às vocações. Nas casas, são entregues uma correspondência orientando as

famílias a fazerem um trabalho manual pelas vocações, muito mais, que a cada etapa de realização deste trabalho, fossem oferecidas orações pelas vocações. Em janeiro de 1981, Padre Antônio Moreti continua este trabalho. Em 1983, Padre Alberto começa nova etapa, com visitas às escolas para falar das vocações. Em 1984, Padre Onivaldo sensibiliza jovens da cidade e zona rural para a questão vocacional. Em junho de 1988, cria-se um núcleo vocacional paroquial, denominado Pastoral das Vocações e Ministérios, após almoço promovido pelo grupo vocacional para padres e seminaristas. A equipe existente é ampliada, começa a dar apoio aos seminaristas de Lavras, com colaboração material dos paroquianos, muita oração, retiros, reflexões e formação. Em agosto de 1990 recebemos subsídio vocacional para ser trabalhado , sendo realizados quatro encontros. Há o primeiro encontro dos exseminaristas e também três jovens seminaristas vêm estagiar na paróquia. Em janeiro de 1991 Padre Nivaldo faz realizar a Feira Vocacional, dando ênfase aos trabalhos dos leigos, padres, religiosos e missionários. Em 1993, Padre Luisinho convida os pais dos seminaristas para participarem mais efetivamente da PVM, sendo promovidos encontros, reuniões e momentos de oração. Em 1994 realiza-se, sob a coordenação do Padre Cláudio, a Semana Vocacional nas Escolas, com a participação de padres, religiosos e leigos de outras cidades. Os jovens que querem fazer discernimento vocacional continuam a se reunir periodicamente. Em 1995, Padre Felipe continua animando o trabalho vocacional, com visita às escolas, palestras, orações, encontros. Em 1997, Padre Jacinto reúne-se com a equipe vocacional para rezar, fazer dinâmicas, organizar encontros. Começam os terços mensais nas casas dos vocacionados. As famílias

passam a fazer o Encontro de Confraternização, Oração e Partilha, anualmente, no Colégio Santa Teresinha. No Ano 2000 Padre Alceu assume e dá ênfase e continuidade ao trabalho, faz questão das missas dos benfeitores, arrecada bens materiais para o seminário, é muito presente e dinâmico. Em 2003 Padre José Luís incentiva a equipe e está sempre presente na récita do terço. Demonstra especial carinho com a família dos padres e seminaristas, orienta a equipe a rezar incansavelmente pelas vocações. Em 2005, é a vez de Padre Francisco nos acompanhar, dá apoio, incentiva, tem habilidade para se aproximar dos jovens e animar a todos. No ano de 2009, Padre José Luis de Gouvêa faz lembrar da importância do ano vocacional e valorização da figura do sacerdote como mensageiro de esperança, reconciliação e paz. Em 2010, Padre Aurélio acompanha a

Pastoral e as realizações continuam sendo pautadas no terço vocacional, trabalhos voltados para a ordenação presbiteral do Diácono Hênio, um trabalho inusitado por tratar-se do primeiro padre diocesano a ser ordenado na Matriz São Vicente Férrer. No ano de 2011, Padre Alceu ressalta a importância em renovar a coordenação, promove reuniões para preparar a missa do quarto domingo, foi um ano rico em graças com a ordenação de quatro padres. Em 2012, somos acompanhados por Padre Júlio, esperamos continuar nossa caminhada de animação vocacional com a certeza de que cada um procura estar a serviço da Igreja, doando o melhor de si, para que estes trinta e oito frutos vocacionais possam multiplicar em graças e bênçãos sobre nossa cidade que tem o privilégio em ter os padres dehonianos a nos guiar. IÊDA MARIA DINIZ E SILVA


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Edição Especial

Discipulos de Pe. Dehon, trazendo o mais precioso tesouro: o Coração de Jesus Fui pego de surpresa! Eu, homem de muitas palavras, as perco poucas vezes. Hoje tive que pensar para começar a escrever. Normalmente é um ato comum, preparo-me diante do computador e as letras saem naturalmente... Desta vez parece que há uma luva nas minhas mãos, mãos Dehonianas. Quem sabe um peso a mais nos meus ombros, ombros de um ser totalmente Dehoniano. A cruz pesa, mas as palavras pesam muito mais. A cruz apenas pesa, enquanto as palavras são espadas afiadas que podem defender ou condenar-nos. Mas, tudo isso me traz boas recordações, afinal de contas, foi numa sala de aula Dehoniana que aprendi a escrever, a falar em público (às vezes por amor e, noutras vezes, pela dor do sorteio) e também foi nos campos da messe SCJ onde ceifei, enquanto pude, buscando um certo Reino. Não posso deixar de mencionar que no meu primeiro despertar no Seminário de Lavras, fomos acordados pela voz rouca de Pe. Jonas Abib, pouco conhecido na época, que vinha de uma caixa de som (bem ruinzinha), moldando nossos corações: “Virgem Silenciosa, tu me ensinas a silenciar também...” Mãe e Filho me acolhiam junto com outros tantos, novatos, com medo do todo. Entre nós estava o nosso ex-pároco e meu xará José Luis de Gouvêa.

Era nossa primeira experiência, primeiro despertar de uma noite de sono que, na verdade, simbolizava nosso despertar para uma nova realidade. A voz calma de Pe. Napoleão era um acalento. Papéis do sorteio em mãos, enquanto rezávamos para não sermos sorteados, ele fazia ares de mistério, dizia o nome do “felizardo” e qual tema teria o discurso da aula seguinte. Éramos avisados que teríamos 10 minutos para falar sobre temas que fugiam das nossas conversas do dia-a-dia, como “fotossíntese”, “o jornal de ontem”, “o trabalho da formiga”, etc. Aprendi que nas pequenas ideias estão os maiores resultados. Cada gesto, cada olhar, cada palavra eram avaliados com cuidado. Hoje não temo microfones que já foram mais temidos por mim que uma injeção de Benzetacil. Hoje não tremo ao digitar, porque eu fui obrigado a fazer o que hoje faço ludicamente: deslizar meus dedos sobre o alfabeto. Descobri que letras não dão choque elétrico, apenas chocam sentimentos. As aulas de latim, inglês e outras línguas foram um capítulo à parte. Pouco aprendi, mas ri demais... Do latim restou-me o “orum”! Que vergonha... O sul do País me fez mais forte. A distância não afrouxou meus sentimentos,tornou-me mais disposto a lutar e a correr. Ser Dehoniano tem cheiro de chimarrão,

embora as Províncias, embora a quilometragem. Uma mistura de raças, línguas e culturas. Fui mais eu e desenvolvi-me como “gente”. Na Vila Maria, em São Paulo, convivi com vários Dehonianos. Aprendi muito e isso me levou ao discernimento. Da música Virgem Silenciosa, quando acordei pela primeira vez em Lavras, à Vila Maria, quando conversei com o saudoso Pe. Silvino Kunz, pedindo para deixar a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, passou-se sete anos muito bem vividos. Contrastando, a resistência inicial daquele grande Padre Provincial, em aceitar meu não, foi uma grande alegria porque eu soube que havia honrado meu primeiro sim naqueles anos todos. Perceberam que falei de mim e dos Dehonianos ao mesmo tempo? Foi difícil começar a escrever porque não há diferença entre meu ser vivente e meu ser servente Dehoniano. O Servo de Deus, Pe. Dehon, desafiou tudo e todos para ser “um com o Sagrado Coração de Jesus”. Eu apenas desafiei meus sentimentos e minha estrutura pessoal: 80% do que sou, devo aos Padres Dehonianos. O restante, a vida se encarregou de me ensinar... Quando completam 90 anos de presença em nossa Paróquia, não representa apenas um elevado número de anos, representa o fato de que, se eles não conseguiram fazer religiosos a todos os seminaristas, eles conseguiram formar homens de fé. Os SCJ não formam padres simplesmente, formam homens novos para uma nova

sociedade sonhada por Pe. Dehon. Sigo a vida, saudoso, evangelizador, amante das letras e dos microfones. Sigo meus rumos hoje asfaltados, mas que foram pura poeira... Eu levava meu simples SER e os Dehonianos se encarregavam de asfaltar minhas veredas. Pra não falar que não fiz nada, pus um pouco de água e sal nessa massa asfáltica. A messe continua grande, eu bem sei, mas eu nunca deixarei a busca por ser um bom operário, construindo sob o sol e sob a chuva o “Reino que vislumbrei”. JOSÉ LUIS DOS SANTOS

Profetas do amor semeando fé e vida! E os “Profetas do Amor” são os nossos Sacerdotes Dehonianos, que para felicidade nossa, aqui estão há 90 anos. A disponibilidade do Filho de Deus “Ecce Venio” e de sua mãe Maria Santíssima “Ecce Ancilla” que marcaram a vida de Pe. Dehon, também são características destes zelosos sacerdotes. Aprendizes fiéis de seu fundador, nossos padres dão grande importância à celebração Eucarística que acontece diariamente em nossa paróquia. Possuem e propagam a devoção ao Coração de Jesus e à Maria Santíssima. Ao lado disso pregam o serviço a Cristo no serviço aos irmãos porque acreditam que a “a fé sem obras é morta”. Pe. Dehon dizia: “É preciso conquistar o mundo para Jesus Cristo”. E a conquista do mundo depende da conquista do coração dos homens. Pe. Remaclo, inesquecível para aqueles que o conheceram, já dizia que esta conquista do coração deve acontecer já nos primeiros anos de vida. E ele colocava isso em prática de forma bem concreta. Ensinava o sinal da cruz, e as primeiras orações do cristão a cada criança da paróquia. E a catequese regular de preparação para os sacramentos da iniciação cristã era também ministrada por ele, no casarão hoje chamado “dos Vicentinos”. A pedagogia que ele usava, só nos tempos atuais encontramos nos manuais de catequese “A pedagogia do Afeto”. Nos intervalos da doutrina, ele contava histórias colocando as crianças no seu colo. Outras vezes, como prêmio pelo bom aprendizado, levava as crianças a saborear frutas no pomar da casa paroquial. Temos ainda na cidade pessoas que dão testemunho disso. Quem viveu não esquece jamais! Mas como a Vila Nova de Formiga foi aos poucos crescendo, progredindo e a população aumentando, cresceram as obrigações pastorais dos sacerdotes que não podiam mais ser catequistas. Iniciou-se o trabalho de formação de leigos para a catequese. Muitos de nossos sacerdotes se destacaram neste trabalho. Gostaria de salientar o tão querido Pe. Cornélio que considerava a catequese “a menina de seus olhos”. Ele assistia a cada catequista com zelo incansável e olhava de perto o desenvolvimento de cada uma. Muitos outros, depois dele, orientaram a catequese. Alguns mais jeitosos com crianças, mais alegres e comunicativos. Mas todos eles, até os atuais, preocupados com a orientação dos catequistas e a boa formação das crianças. Gostaria de lembrar aqui Pe. Cláudio Weber que repassou para os catequistas da cidade, num curso prolongado, toda a orientação sobre a “catequese renovada”. Pe. Cláudio deu também especial destaque ao estudo da palavra de Deus, preparando leigos para ministrar cursos bíblicos em todas as comunidades. E o estudo da palavra continuou preocupação dos nossos sacerdotes até os dias atuais. Sem espaço para citar todos os nomes, como paroquiana que há várias décadas vive e acompanha a vida de nossa paróquia, afirmo, com certeza e muita alegria, que todos os Dehonianos, os de ontem e os de hoje plantaram e plantam nesta terra a semente de fé e vida. WANDA PICARDI


Galeria de Imagens

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Fotos antigas da Paróquia

Padres que atualmente estão na Paróquia.

Pe. Aurélio Pereira -Paróco

Pe. Sebastião Andrade - Vigãrio

Pe. Antônio Vilas Boas - Vigário

Pe. Júlio César Ferreira - Vigário

Pe. José Stolfi - Vigário

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Oração pelos 90 anos de presença Dehoniana Ó Pai, como é bom vos louvar e agradecer! Nós vos louvamos pela presença dos padres Dehonianos durante 90 anos dedicados com amor e reparação em nossa Paróquia. Somos mais que agradecidos, por este tempo de graça que nos concedestes. Jesus, no teu coração chagado de amor pela humanidade, queremos sempre estar, procurando viver o carisma de Padre Dehon. Desejamos continuar a fazer de nossa vida uma oblação santa, viva e agradável a Deus. Espírito Santo inflama em nossa Paróquia, pastorais, movimentos, comunidades, projetos e ações o seu fogo abrasador. Pois, sempre conduzistes tudo com amor e ciência. Por isso, conduzi nossa Paróquia a um renovado ardor, nesta comemoração, até chegarmos todos à morada eterna, onde viveremos para sempre, na comunidade dos bem-aventurados que já começou aqui nestes 90 anos de presença. Maria, mãe de Jesus e nossa, interceda com São Vicente Férrer, a Deus por nós! Amém.

Hino aos 90 anos

Programação

Letra e Melodia: Liliane Sales Cardoso André Luiz Silva

16/11 – 6ª feira - 19h Tema: Discípulos de Pe. Dehon, trazendo o mais precioso Tesouro: O Coração de Jesus. Celebrante: Pe. Joel Francisco Silva - Diocese de Luz. Convidados: Apostolado da Oração, Leigos Dehonianos.

Lançar-se além das fronteiras. O mundo, sem medo, mudar. Doar-se inteiramente. O Reino da Paz, anunciar. Assim, profetas do amor, à luz de um novo ardor, nos mostram precioso tesouro: o Coração Restaurador.

21/11- 4ª feira - 19h Tema: Profetas do Amor formando uma Igreja Missionária. Celebrante: D. Antônio Wagner da Silva, scj - Bispo de Guarapuava PR. Convidados: Catequese, Pastoral com os Noivos, Batismo, Curso Bíblico.

17/11 - Sábado - 19h Tema: O amor do Coração de Jesus gerando Comunidades Fraternas. Celebrante: D. Antônio Carlos Félix Convidados: MDJ, Comunidades Urbanas e Rurais

22/11- 5ª feira - 19h Tema: De um passado bem vivido, uma Igreja que se renova. Celebrante: Pe. Júlio César Ferreira, scj. Convidados: Setor Juventude: EJC, EAC, Projeto Resgate, MAC, GDD, Mater Jovem, Grupo de Jovens do Rosário.

Vamos juntos cantar, como Igreja celebrar noventa anos de história: legado de luta e vitórias. Povo eleito, em união, selado num só Coração: Coração de Deus, faz sagrado este chão. Em solo de claras areias, rocha firme se formou, onde alicerça este templo do nosso povo acolhedor. Palavra, com fé, semeada; na esperança, cuidada; brotam comunidades, una Igreja: fraternidade. O tempo, a nós não pertence, só em Deus firmará. De um forte passado se vê o futuro àquele que soube acreditar. Buscar justiça e verdade, viver a santidade. É nossa missão, nossa meta. O desafio à eternidade.

18/11 - Domingo - 9:30h Tema: Da semente lançada brota o amor ao Coração de Jesus. Celebrante: Pe. Antônio Villas Boas, scj Convidados: Ministros Extraordinários da Eucaristia, Ministros da Palavra, do Batismo, Matrimônio e da Esperança. 19/11- 2ª feira - 19h Tema: Profetas do Amor semeando Fé e Vida. Celebrante: Pe. José Felipe Dalcegio, scj Convidados: Paróquias São Judas Tadeu, Sagrado Coração de Jesus, São Geraldo, São Sebastião. 20/11- 3ª feira - 19h Tema: O Carisma Dehoniano em sintonia com os anseios do Povo. Celebrante: Pe. José Luís de Gouvêa, scj Convidados: Irmãos do Santíssimo, RCC, Congregados Marianos, Confraria do Rosário, Cursilho.

23/11- 6ª feira - 19h Tema: Palavra semeada com amor germina em solo fértil. Celebrante: Pe. Leonardo Hellmann, scj Convidados: Setor Família: ECC, Past. Familiar e Pastoral Vocacional. 24/11- Sábado - 19h Tema: História Marcante, Espiritualidade Transformadora. Celebrante: Pe. Aurélio Pereira, scj Convidados: Pastorais Sociais: GAS, Amor Exigente, Vicentinos, Casa Divina Misericórdia, Cantina Pe. Remaclo, Pastoral da Criança, Domingo da Caridade. 25/11 Domingo- 9:30h MISSA FESTIVA Celebrante: Pe. Mariano Weizemann, scj Convidados: Sacerdotes, Religiosos, Religiosas, Vocacionados Formiguenses e toda comunidade Paroquial.


Informação