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Boletim Federação Imaculada Conceição dos Mosteiros da OIC no Brasil Outubro de 2010 – Ano 03 – Número 26

DANDODANDO-SE A ELE EM CORPO E ALMA COMO HÓSTIA VIVA – pág. 03 03

(Ir. Mª Auxiliadora do Preciosíssimo Sangue – OIC Presidente da Federação Imaculada Conceição no Brasil) SEGUIR O CRISTO A EXEMPLO DE MARIA – pág. 04 FICHA DE REFLEXÃO – pág. 06

(Frei Estêvão Ottenbreit, OFM – Assistente da Federação Imaculada Conceição no Brasil) A FIDELIDADE – Ir. Ana Roy – pág. 07

(Me. Lindinalva de Maria – OIC)

CAMINHANDO COM MARIA (XII (XIII III) – pág. 10

(Irmã Maria Imaculada de Jesus Eucarístico OIC )

CANTINHO CANTINHO DE LEITURA - pág. 11 11

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CURSO DE FORMAÇÃO DA OIC NO BRASIL CONVOCAÇÃO – pág. 13 PROGRAMAÇÃO – pág. 15

AS MÁRTIRES CONCEPCIONISTAS – pág. 16

(Ir. Maria Antônia de Santana Galvão - OIC)

ISABEL DA HUNGRIA, A PRINCESA ENTRE OS POBRES POBRES – pág. 17

(Papa Bento XVI)

FELICIDADES! (ANIVERSÁRIOS) – pág. 21 21

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“DANDO-SE A ELE EM CORPO E ALMA COMO HÓSTIA VIVA” A entrada nesta Ordem é uma singular oferta, que a nosso Redentor e a sua gloriosa Mãe se oferece, dando-se a Ele em corpo e alma como hóstia viva. (Regra II, 2) Esse texto de nossa Regra se inspira na Palavra de Deus: “Exorto-vos, portanto irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus: este é vosso culto espiritual” (Rm 12,1) Oferecer-se a Deus como hóstia viva nos faz lembrar o “Cordeiro Imolado”, Aquele que tira o pecado do mundo. Quer dizer, ser uma hóstia viva nos pede uma inteira identificação com o Cristo, na sua total entrega ao Pai para vida do mundo. A hóstia também nos faz lembrar a Eucaristia, isto é, dar graças, louvar, bendizer, elogiar, agradecer, proclamar, glorificar, confessar, adorar. Isto quer dizer que vida da Concepcionista deve ser a vivência dessas atitudes e isso por um motivo particular, por aquilo que Deus realizou em Maria na sua concepção imaculada, a criatura simplesmente humana, mas a mais bela saída das mãos do Criador em vista do mistério da Encarnação. Em tudo dar graças a Deus, aqui e agora no cotidiano de nossa vida. Transformando cada momento em uma proclamação da soberania de Deus, em uma celebração de sua glória. Fazer que os acontecimentos pequenos ou grandes sejam revestidos do louvor e da bendição. Acolhendo todas as coisas na gratuidade do amor. Assim sendo as asperezas e dificuldades do caminho também serão banhadas na luz do amor de Cristo, ocasião de renovação espiritual. Ser uma vida imolada pela salvação do mundo, mas acima de tudo ser uma vida imolada para o louvor da glória da inesgotável misericórdia de Deus. Louvado sejas meu Senhor por todas as tuas criaturas, mas sobretudo por Aquela que é a causa de nossa alegria, a honra de nosso povo. Irmã Maria Auxiliadora do Preciosíssimo Sangue – OIC Presidente da Federação Imaculada Conceição

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SEGUIR O CRISTO A EXEMPLO DE MARIA

Durante o terceiro ano de preparação ao jubileu da Regra OIC nos propomos “passar os olhos” na própria Regra da OIC e nas Constituições Gerais em vigor. Neste mês vamos para o capítulo segundo que enfoca o tema “Desposando-se com Cristo, nosso Redentor”. Já o primeiro título chama a nossa atenção: “Uma forma de seguir a Cristo com Maria”. Sempre de novo devemos convencer-nos e insistir que o carisma OIC é profundamente cristológico, isto quer dizer: centrado sobre a pessoa de Jesus Cristo. Infelizmente, principalmente depois da declaração do dogma em 1854, o mistério de Deus, manifestado na Imaculada Conceição de Maria, foi “inflacionado” virando para muitos “apenas” uma devoção à Nossa Senhora. A OIC não pode e não deve contentar-se com isso. Devemos até reagir e proclamar em alta voz que o carisma da OIC é profundamente cristológico porque o mistério de Deus, escolhendo Maria desde toda a eternidade para ser a Mãe de seu Filho Jesus, só tem sentido nesta essencial união com o envio de Jesus Cristo para manifestar ao mundo o amor de Deus e a redenção de toda a humanidade. Assim afirma o artigo 24 com muita razão: “Maria, abraçando a vontade salvífica de Deus com coração pleno, não retida por pecado algum, consagrou-se totalmente como serva do Senhor à pessoa e à obra de seu Filho.” No artigo 25 as CCGG continuam afirmando: “Santa Beatriz da Silva fundou uma Ordem... vivendo a consagração radical com que Maria foi consagrada a Deus no mistério de sua Conceição Imaculada.”

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Vale a pena recordar em que consiste esta consagração – de Santa Beatriz de suas companheiras dos pouco mais de 500 anos -. A indicação clara, encontramos no artigo 26: 1. Vivendo só para Deus. “A contemplação é seu apostolado” (artigo 15 das CCGG). 2. Desenvolvendo o dinamismo da graça batismal em resposta ao chamado de Deus. 3. Testemunhar o gênero de vida que Cristo propôs aos discípulos que o seguiam. Assim a fórmula que usamos para a profissão na OIC é também muito explícita quando diz: Eu, Irmã ... - me comprometo a seguir o Cristo - segundo a forma do Santo Evangelho - e viver em fraternidade Vida consagrada a Deus sempre é antes de tudo “seguimento de Cristo”. Por isso, o carisma Concepcionista nos coloca em profunda relação com o Cristo. Com e como Maria – a escolhida por Deus – queremos também nós acolher Jesus, cuidar de Jesus, acompanhar Jesus em todos os momentos de sua e de nossa vida. Este seguimento tem um referencial muito claro e inequívoco: o Santo Evangelho. Lendo, ouvindo e meditando o Evangelho entraremos em sintonia com Jesus para cada vez mais, pensar, sentir e agir como Jesus. Expressão máxima e autêntica do seguimento de Jesus Cristo no seu Evangelho é a vida em fraternidade. Isto significa na sua expressão positiva: “quem crê não está só”. A fraternidade nos quer antes de tudo amparar para que possamos viver a nossa consagração a Deus com alegria. Na sua expressão negativa, ou melhor dizendo, desafiadora significa: a fraternidade é lugar de comprovação de nossa fé. Não basta falar, querer, idealizar. Importa viver e comprovar! Que Maria de Nazaré nos inspire e nos ajude sempre de novo para o seguimento do Cristo, seguindo o exemplo dela. Frei Estêvão Ottenbreit, OFM Assistente Religioso da Federação Imaculada Conceição

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Graça das Origens – 500 anos da Regra OIC Tema do ano: “Retomar com alegria a missão confiada por Deus” Enfoque do mês: SEGUIR O CRISTO A EXEMPLO DE MARIA 1. Após a morte de Santa Beatriz: São Francisco, quando falava da vontade de seguir a Jesus pobre, frequentemente mencionava também Maria, a Mãe de Jesus: “Seguir a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.” Foi esta também a vontade expressa de Dona Beatriz ao acolher o carisma daquelas que seriam futuramente chamadas e conhecidas como “Concepcionistas”: Seguir o Cristo, imitando o exemplo de vida da Mãe de Jesus, no mistério de Deus, escolhendo-a desde toda a eternidade para ser habitação digna do Redentor da humanidade. 2. Na Palavra de Deus: - Mateus, 6, 19 – 24, 8, 18 – 22 - Lucas 9, 23 – 26, 10, 38 – 42 - João 15, 9 – 17 3. Em nossa vida de cada dia: - Tenho/temos consciência da extraordinária dimensão cristológica do carisma da OIC? - Como traduzimos as atitudes de Maria no dia a dia de nossa vida pessoal e comunitária? - Como fazemos conhecer o carisma da OIC através de nossa vida, nossa presença e nossos contatos com o povo?

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A FIDELIDADE Ir. Ana Roy, AS

Uma das palavras mais bonitas, mais significativas que podemos pronunciar é sem dúvida a palavra Fidelidade. É o qualificativo que marca (deve marcar) todos os batizados. A Igreja dirige-se aos Fiéis, aqueles que guardam a fidelidade. É a palavra que nos introduz no plano de Deus... É a palavra que caracteriza aquilo que somos, aquilo que Deus espera de nós. “Ele será o meu povo na fidelidade e na justiça” (Zc 8,8). É a fidelidade que nos “ajusta” ao plano de Deus, pois “Ele é fiel Aquele que vos chamou” (1Ts 5, 24). Depois de termos respondido ao chamado, precisamos ser fiéis e dar sinais de fidelidade, frágil fidelidade, como um fio... Fio que hoje quebra com facilidade: a palavra dada perde valor e a fidelidade sofre crise. - quantos casais se separam... o Fio foi cortado... - quantos(as) consagrados(as) deixam a vida que haviam “votado” porque a “permanência” aparece, é o maior desafio – a “duração” pesa demais. E esquece-se que no coração de nossa vida, há a Fidelidade de Deus. Ser fiel: segurar um fio sem jamais deixá-lo.

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A estória nos fala desta imagem. Mitos gregos: Penélope, a esposa de Ulysses, durante dez anos espera o seu marido voltar da guerra. Ela tece de dia, com fios, uma tapeçaria que se empenha de noite a desmanchar para recomeçar no dia seguinte com a mesma paciência fiel. Ariane confia a Thesée um novelo de fio para que possa encontrar o seu caminho, depois de sua missão cumprida. O fio de Ariane ficou célebre. No livro de Josué, encontramos o fio da palavra fiel: Rahab, a prostituta que salvou os mensageiros de Israel, pede-lhes de ser preservada do massacre de Jericó, colocando o sinal da fidelidade, na janela da casa dela. “Ela amarrou um cordão vermelho na janela pela qual os mensageiros haviam descido” Js 2,21; 6,7. O sinal que a salvou como também toda a sua família. No Apocalipse, João, na Ilha de Patmos, contempla “uma multidão, de pé, diante do trono do Cordeiro vestido branco, de linho puro e brilhante” (Ap 19,8), pois o linho representa o comportamento justo, (ajustado) dos santos. Ajustados ao plano de Deus, atravessaram o tempo e sofreram a perseguição por Fidelidade àquilo que haviam se comprometido. Não desviaram. Ficaram firmes. Fidelidade é a palavra que faz com que a História tenha rumo e direção. Fidelidade é palavra sólida que não se retoma. Fidelidade é missão que tem prioridade sobre minhas impressões, meus projetos... Seja na História Antiga, na Mitologia, na Bíblia, a imagem do fio alimenta a cultura secular bem como a cultura cristã. Em ambos os casos é de tecelagem que se trata. Como tecer a minha vida desfiando o linho e a lã de vez? Pois ser fiel = cruzar dois fios: - O linho, o fio divino. O linho da santidade. - A lã, o fio que desfiamos através de nossas pequenas fidelidades sucessivas. - A fidelidade cristã em trançar linho e lã como a mulher dos Provérbios 31,13 que “adquire lã e linho e suas mãos trabalham com prazer”. Suas mãos trabalham com prazer porque “ela tem nas mãos Vida frágil como fio... mas a VIDA nós a temos em suas mãos = a lã e o linho. O linho corresponde a outra imagem dos títulos dados a Deus: “Tu és para mim um Rochedo forte” (Sl 31,3). - Se nós somos infiéis, Ele permanece Fiel ( 2Tm 2,13) Sendo assim Cristo foi chamado Fiel (Hb 2,17).

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A fidelidade torna-se o selo de nossa vida porque os fiéis pertencem a Cristo que os torna capazes de responder. Quem é batizado entra na fidelidade de Cristo. - Se a lã quebra, o linho permanecerá Aliança, ligação inquebrantável. - Nosso fio de lã é constituído de paciência humana, de paciência histórica. A fidelidade passa pela duração, não apenas no instante. passa pela mansidão...e o perdão. A fidelidade cria a fraternidade. Se uma irmã errou a fidelidade consiste em fazer tudo aquilo que depende para lhe dar assistência e a melhor interpretação possível ao seu intuito. A fidelidade consiste em “Suspeitar o Bem” no outro, ou seja, perceber o bem nas palavras ou atos. Isso sem ingenuidade, mas segurando o fio de linho. * * *

OBS: Estamos nos preparando para celebrar 500 anos da nossa Regra e temos nos empenhado em rever, retomar, renovar o amor primeiro que nos levou a Professar livre e publicamente essa mesma Regra. Nesse sentido, a palavra que se torna mais presente em toda essa tentativa de renovação é FIDELIDADE. Por isso quisemos partilhar esse texto de Ir. Ana Roy (falecida em 30 de abril de 2007) que não apenas falou e escreveu bonito sobre a Fidelidade, mas foi um exemplo vivo. Ir. Ana Roy é uma religiosa francesa da Congregação das Irmãs Auxiliares do Sacerdócio que trabalhou muitos anos no Brasil. Especializada em Teologia Bíblica, foi assessora por muito tempo da CRB Regional (Bahia/Sergipe) entre tantos outros trabalhos que desenvolveu como Consagrada. Espero mesmo que este texto, elaborado a partir das anotações de uma das Conferências da Ir. Ana, seja de muito proveito para cada uma. Que Nosso Senhor nos conceda a graça da fidelidade em cada instante de nossa vida! Ir. Lindinalva de Maria, OIC Salvador - Bahia

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CAMINHANDO COM MARIA XIII ONDE MARIA CHEGA, TRANSBORDA A ALEGRIA A presença de Maria gera paz e felicidade, cria um ambiente agradável de bem estar. Por onde passa, ilumina e deixa um rastro de Deus pelo fato de ser “transmissora do bem que Ele realizou.” Nós precisamos reconhecer com humildade que nem sempre somos portadores de Deus, mas sim de nós mesmos, porque nossas atitudes, muitas vezes, deixam a desejar. Precisamos aprender com Maria o segredo de sermos de Deus, para que a nossa comunhão com Ele seja plena. E, cultivando um espírito vigilante, conscientes de nossa fraqueza e da necessidade de convergir todo nosso ser para Deus, que aos poucos, com auxílio da graça, vamos nos assemelhar àquela que é o ideal de perfeição. O modelo que Santa Beatriz legou às suas filhas diletas. Temos que abrir os olhos da fé, caminhando com perseverança para transformar em realidade os sonhos de nossa alma, as aspirações mais profundas de nosso coração, que com certeza é esse encontro com Deus, porque só Ele é capaz de preencher-nos totalmente e de gerar em nós uma vida nova em seu amor. Maria nos ensina de forma concreta com o seu testemunho. Sua aliança em Deus se consuma no encontro de dois amores que se complementam, se realizam, tornando-se “um”. O seu ser “transfigurado” pela força desse amor eterno, torna-se transparência do divino no humano. Ela silencia no silêncio de Deus e deixa que Ele seja todo o seu viver, transmitindo aos outros “aquilo de que sua alma está repleta”, ou seja, aquilo que vive interiormente, transborda e inebria. Por isso que a “simples saudação a Isabel é fonte de felicidade”. O segredo de sermos de Deus é cultivar como Maria o espírito de união com Ele, abandonando toda e qualquer resistência para nos lançar sem medo no Oceano da Graça ao encontro do ser Amado, ansiando por Ele e buscando-o como “único bem”. Neste sentido a Concepcionista faz da oração o ponto de encontro com o Amado, e por meio dela “permanece em constante diálogo com Ele”, provando dos manjares celestes, porque, conduzida por aquela que é Mestra na arte de amar. Virtude Basilar: Oração Irmã Maria Imaculada de Jesus Eucarístico – OIC Mosteiro Maria Imaculada Rainha da Paz - Joinville/SC

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CANTINHO DE LEITURA “Ouve, Israel!” A identidade do povo judeu diante de seu Deus consiste em ser um “povo à escuta”. Por vocação, o povo judeu é chamado não tanto a ver, mas acima de tudo a ouvir. Entre os outros povos, teve Israel o privilégio de poder ouvir – muitas vezes e de muitos modos a Palavra do Senhor. Vejamos qual é o fruto dessa escuta da Palavra nos momentos centrais de sua caminhada ao longo da história. A escuta da Palavra de Deus põe Abrão (depois Abraão) e Sarai (depois Sara) em movimento: O Senhor disse a Abrão: Sai de tua terra, de tua parentela, da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei. Farei de ti um grande povo e te abençoarei engrandecendo teu nome, de modo que se torne uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Com teu nome serão abençoadas todas as famílias da terra. Então Abrão partiu como o Senhor lhe havia dito. (Gn 12,1-4) O ponto de partida é a situação descrita em Gênesis 11,30-32. O Senhor quer iniciar uma história de salvação com uma família que praticamente chegara ao fim de sua história. Com efeito, trata-se de um casal estéril: foi interrompida a descendência natural. Abrão e Sarai não tem mais a possibilidade de realizarem o sonho de sua vida. O futuro só lhes acena com a morte. A boa notícia está no fato de que Deus escolhe proferir sua Palavra eficaz justamente neste contexto de esterilidade. Sua Palavra tem em si a capacidade de dar a vida a um novo povo. Ele nada espera daqueles que chama. Começa a boa obra da salvação com as mesmas palavras com as quais começou a obra da criação: “O Senhor disse...” O Senhor dá uma ordem e exige que Abrão e Sarai o escutem, pondo-se a caminho “de olhos fechados”. A renúncia à certezas é a única via para escapar à esterilidade. Permanecer em segurança, sob a proteção de seu clã, significa para eles renunciar à esperança. De um ancião e de uma mulher estéril o Senhor

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promete que vai fazer nascer um grande povo. O nome de Abraão não desaparecerá com sua morte, mas será lembrado por todas as gerações. Os exiliados da Babilônia, muitos séculos depois, ainda olham para ele como uma pedreira da qual foram extraídos (cf. Is 51,1). Sua grandeza consiste em tornar-se instrumento de salvação para todos, judeus e não-judeus. O Senhor promete dar a Abrão aquilo que os construtores de Babel tinham tentado conquistar com as próprias forças. Mas aqui é o Senhor que enaltece o nome de Abraão, gratuitamente. E Abraão ouve. Não faz perguntas. Cumpre integralmente a ordem de Deus, não com palavras, mas com fatos, e dá uma resposta efetiva e afirmativa. O sim que dá a Deus não é só de boca para fora, mas um “aqui estou!” de toda a sua pessoa: imediatamente pronto e disponível para partir.

(continua)

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FEDERAÇÃO IMACULADA CONCEIÇÃO Ordem da Imaculada Conceição no Brasil Curso de Formação – Turma II – III Etapa – Janeiro de 2011 Mosteiro da Medalha Milagrosa – Uberaba/MG

Querida Madre e Irmãs, Ave Maria Puríssima! Estamos concluindo mais um ano e temos a alegria de enviar-lhes a programação como também o convite para mais uma Etapa do nosso Curso que se realiza anualmente em Uberaba. Em janeiro de 2011 teremos a conclusão da Segunda Turma. Mas nada impede que alguma irmã que não participou das duas primeiras Etapas participe desta terceira. Portanto, gostaríamos que nos confirmassem a presença das Irmãs no Curso para que possamos nos organizar também em relação ao Mosteiro de Uberaba que nos acolhe. A experiência do Curso tem sido muito rica, graças a Deus. É muito gratificante ver o interesse e todo bom proveito das participantes o que, certamente, repercute positivamente em suas respectivas Comunidades. É nosso interesse, depois de obtido o parecer da Presidente e do Conselho da Federação, manter o Curso para os próximos anos. Estamos, assim, abertas a sugestões e contribuições para que, a cada ano, esse momento possa ser mais e mais enriquecedor. Agradecemos todo apoio e incentivo recebidos ao longo desses anos e mais uma vez confiamos nosso trabalho às orações de cada uma a fim de que, sempre e cada vez mais fiéis ao que devemos ser, possamos continuar crescendo juntas e nos aproximando do nosso Ideal comum: JESUS, uma vez que, se não O temos como meta, é vão nosso estudo, é vão todo esforço de aprendizado e vã toda busca de conhecimento.

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Que nossa Mãe Imaculada e Nossa Santa Fundadora Beatriz nos acompanhem com sua intercessão e proteção maternas. Nosso abraço, nossa oração e nossa amizade sempre! Suas, Ir. Eleusa Maria, OIC Ir. Lindinalva de Maria, OIC

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FEDERAÇÃO IMACULADA CONCEIÇÃO Ordem da Imaculada Conceição no Brasil Curso de Formação – Turma II – III Etapa – Janeiro de 2011 Mosteiro da Medalha Milagrosa – Uberaba/MG

PROGRAMAÇÃO PARA 2011 INÍCIO: dia 05 de janeiro com o jantar TÉRMINO: dia 30 de janeiro com o almoço

CRONOGRAMA DATA

DISCIPLINA

ASSESSOR (A)

06,07,08

Psicologia

Ir. Teresinha Del’Acqua

09

Livre

Livre

10,11,12

Evangelhos

13

Passeio

Passeio

14,15

Canto Litúrgico

Ir. Plácida Maria, OSB

16

Livre

Livre

17, 18,19

Eclesiologia

Pe. José de Maria, CJ

20,21

Mariologia I

Ir. Lindinalva/Ir. Eleusa

22

História da OIC

Ir. Lindinalva

23

Livre

Livre

24, 25, 26

Sacramentos

Fr. Alberto Beckhauser, OFM

27, 28

Mariologia II

Fr. Estêvão, OFM

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Encerramento

Coordenação

Fr. José Clemente, OFM

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AS MÁRTIRES CONCEPCIONISTAS Vamos começar a conhecer nossas Santas Mártires, que “lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro” e ganharam a palma do martírio junto com a coroa da virgindade. Vamos aprender o amor e a fortaleza que as nossas santas mártires mereceram! A primeira que nos encanta e ensina a confiar em Deus e na Virgem Imaculada é nossa Santa Mãe Beatriz, que sufocada na arca por causa do ciúme doentio da Rainha, foi salva pela Mãe Imaculada, mas passou pelo medo e angústia. A segunda é nossa corajosa Irmã, que doou sua vida para salvar suas Irmãs e o Mosteiro, e morreu pela lança do soldado, mas ganhou a palma da vitória: Madre Joana Angélica, intrépida, se apresentou diante dos soldados desvairados, mas seu sacrifício valeu, pois deu tempo para que as Irmãs se refugiassem em outro lugar para não sofrerem as selvagerias desses soldados. Foi no dia 20 de fevereiro de 1822 que seu coração, atravessado pela perversa baioneta, foi cantar no céu, junto a Deus e à Virgem Imaculada. Para a soldadesca que queria profanar o recinto do Senhor, ela falou: “Para trás, bárbaros! Respeitai a casa do Senhor!” Uma voz se ergueu gritando: “Mata e avança!” A Madre, vítima inocente, cruzou os braços no peito e a baioneta atravessou aquele coração cheio de amor pelo Mosteiro e suas queridas Irmãs. No ano de sua morte, no mês de maio, foram celebradas solenes exéquias no Rio de Janeiro, em que compareceram trajando rigoroso luto, o Príncipe D. Pedro II e a Princesa Leopoldina. Irmã Maria Antônia de Santana Galvão – OIC Mosteiro da Imaculada Conceição, Piracicaba/SP

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ISABEL DA HUNGRIA, A PRINCESA ENTRE OS POBRES Queridos irmãos e irmãs: Hoje, eu gostaria de falar-vos sobre uma das mulheres da Idade Média que suscitou maior admiração: Santa Isabel da Hungria, chamada também de Isabel de Turíngia. Ela nasceu em 1207, na Hungria. Os historiadores discutem onde. Seu pai era André II, rico e poderoso rei da Hungria, o qual, para reforçar seus vínculos políticos, havia se casado com a condessa alemã Gertrudes de Andechs-Merania, irmã de Santa Edwirges, que era esposa do duque de Silésia. Isabel viveu na corte húngara somente nos primeiros quatro anos da sua infância, junto a uma irmã e três irmãos. Ela gostava de música, dança e jogos; recitava com fidelidade suas orações e mostrava atenção particular aos pobres, a quem ajudava com uma boa palavra ou com um gesto afetuoso. Sua infância feliz foi bruscamente interrompida quando, da distante Turíngia, chegaram alguns cavaleiros para levá-la à sua nova sede na Alemanha central. Segundo os costumes daquele tempo, de fato, seu pai havia estabelecido que Isabel se convertesse em princesa de Turíngia. O landgrave ou conde daquela região era um dos soberanos mais ricos e influentes da Europa no começo do século XIII e seu castelo era centro de magnificência e de cultura. Mas, por trás das festas e da glória, escondiam-se as ambições dos príncipes feudais, geralmente em guerra entre eles e em conflito com as autoridades reais e imperiais. Neste contexto, o conde Hermann acolheu com boa vontade o noivado entre seu filho Ludovico e a princesa húngara. Isabel partiu de sua pátria com um rico dote e um grande séquito, incluindo suas donzelas pessoais, duas das quais permaneceriam amigas fiéis até o final. São elas que deixaram preciosas informações sobre a infância e sobre a vida da santa. Após uma longa viagem, chegaram a Eisenach, para subir depois à fortaleza de Wartburg, o maciço castelo sobre a cidade. Lá se celebrou o compromisso entre Ludovico e Isabel. Nos anos seguintes, enquanto Ludovico

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aprendia o ofício de cavaleiro, Isabel e suas companheiras estudavam alemão, francês, latim, música, literatura e bordado. Apesar do fato do compromisso ter sido decidido por razões políticas, entre os dois jovens nasceu um amor sincero, motivado pela fé e pelo desejo de fazer a vontade de Deus. Aos 18 anos, Ludovico, após a morte do seu pai, começou a reinar sobre Turíngia. Mas Isabel se converteu em objeto de silenciosas críticas, porque seu comportamento não correspondia à vida da corte. Assim também a celebração do matrimônio não foi fastuosa e os gastos do banquete foram distribuídos em parte aos pobres. Em sua profunda sensibilidade, Isabel via as contradições entre a fé professada e a prática cristã. Não suportava os compromissos. Uma vez, entrando na igreja na festa da Assunção, ela tirou a coroa, colocou-a aos pés da cruz e permaneceu prostrada no chão, com o rosto coberto. Quando uma freira a desaprovou por este gesto, ela respondeu: "Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo coroado de espinhos?". Ela se comportava diante dos seus súditos da mesma forma que se comportava diante de Deus. Entre os escritos das quatro donzelas, encontramos este testemunho: "Não consumia alimentos sem antes estar certa de que procediam das propriedades e dos bens legítimos do seu marido. Enquanto se abstinha dos bens adquiridos ilicitamente, preocupava-se também por ressarcir àqueles que tivessem sofrido violência" (nn. 25 e 37). Um verdadeiro exemplo para todos aqueles que desempenham cargos: o exercício da autoridade, em todos os níveis, deve ser vivido como serviço à justiça e à caridade, na busca constante do bem comum. Isabel praticava assiduamente as obras de misericórdia: dava de beber e de comer a quem batia à sua porta, distribuía roupas, pagava as dívidas, cuidava dos doentes e sepultava os mortos. Descendo do seu castelo, dirigia-se frequentemente com suas donzelas às casas dos pobres, levando pão, carne, farinha e outros alimentos. Entregava os alimentos pessoalmente e cuidava com atenção do vestuário e dos leitos dos pobres. Este comportamento foi informado ao seu marido, a quem isso não apenas não desagradou, senão que respondeu aos seus acusadores: "Enquanto ela não vender o castelo, estou feliz!". Neste contexto se coloca o milagre do pão transformado em rosas: enquanto Isabel ia pela rua com seu avental cheio de pão para os pobres, encontrou-se com o marido, que lhe perguntou o que estava carregando. Ela abriu o avental e, no lugar dos pães, apareceram magníficas rosas. Este símbolo de caridade está presente muitas vezes nas representações de Santa Isabel. Seu casamento foi profundamente feliz: Isabel ajudava seu esposo a elevar suas qualidades humanas ao nível espiritual e ele, por outro lado, protegia sua esposa em sua generosidade com os pobres e em suas práticas religiosas.

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Cada vez mais admirado pela grande fé de sua esposa, Ludovico, referindo-se à sua atenção aos pobres, disse-lhe: "Querida Isabel, é Cristo quem você lavou, alimentou e cuidou" - um claro testemunho de como a fé e o amor a Deus e ao próximo reforçam e tornam ainda mais profunda a união matrimonial. O jovem casal encontrou apoio espiritual nos Frades Menores, que, desde 1222, difundiram-se em Turíngia. Entre eles, Isabel escolheu o Frei Rüdiger como diretor espiritual. Quando ele lhe narrou as circunstâncias da conversão do jovem e rico comerciante Francisco de Assis, Isabel se entusiasmou ainda mais em seu caminho de vida cristã. Desde aquele momento, dedicou-se ainda mais a seguir Cristo pobre e crucificado, presente nos pobres. Inclusive quando nasceu seu primeiro filho, seguido de outros dois, nossa santa não descuidou jamais das suas obras de caridade. Além disso, ajudou os Frades Menores a construir um convento em Halberstadt, do qual o Frei Rüdiger se tornou superior. A direção espiritual de Isabel passou, assim, a Conrado de Marburgo. Uma dura prova foi o adeus ao marido, no final de junho de 1227, quando Ludovico IV se associou à cruzada do imperador Frederico II, recordando à sua esposa que esta era uma tradição para os soberanos de Turíngia. Isabel respondeu: "Não o impedirei. Eu me entreguei totalmente a Deus e agora devo entregar você também". No entanto, a febre dizimou as tropas e o próprio Ludovico ficou doente e morreu em Otranto, antes de embarcar, em setembro de 1227, aos 26 anos. Isabel, ao saber da notícia, sentiu tal dor, que se retirou em solidão, mas depois, fortificada pela oração e consolada pela esperança de voltar a vê-lo no céu, interessou-se novamente pelos assuntos do reino. Outra prova, porém, a esperava: seu cunhado usurpou o governo de Turinga, declarando-se verdadeiro herdeiro de Ludovico e acusando Isabel de ser uma mulher piedosa incompetente para governar. A jovem viúva, com seus três filhos, foi expulsa do castelo de Wartburg e começou a procurar um lugar para refugiar-se. Somente duas de suas donzelas permaneceram junto dela, acompanharam-na e confiaram os três filhos aos cuidados de amigos de Ludovico. Peregrinando pelos povoados, Isabel trabalhava onde era acolhida, assistia os doentes, fiava e costurava. Durante este calvário, suportado com grande fé, paciência e dedicação a Deus, alguns parentes, que haviam permanecido fiéis a ela e consideravam ilegítimo o governo do seu cunhado, reabilitaram seu nome. Assim, Isabel, no início de 1228, pôde receber uma renda apropriada para retirar-se ao castelo familiar em Marburgo, onde vivia também seu diretor espiritual, Frei Conrado. Foi ele quem contou ao Papa Gregório IX o seguinte fato: "Na Sexta-Feira Santa de 1228, com as mãos sobre o altar da capela da sua cidade, Eisenach, onde havia acolhido os Frades Menores, na

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presença de alguns frades e familiares, Isabel renunciou à sua própria vontade e a todas as vaidades do mundo. Ela queria renunciar a todas as suas possessões, mas eu a dissuadi por amor aos pobres. Pouco depois, construiu um hospital, recolheu doentes e inválidos e serviu em sua própria mesa os mais miseráveis e abandonados. Tendo eu a repreendido por estas coisas, Isabel respondeu que dos pobres recebia uma especial graça e humildade" (Epistula magistri Conradi, 14-17). Podemos ver nesta afirmação certa experiência mística parecida com a vivida por São Francisco: de fato, o Pobrezinho de Assis declarou em seu testamento que, servindo os leprosos, o que antes era amargo se transformou em doçura da alma e do corpo (Testamentum, 1-3). Isabel transcorreu seus últimos 3 anos no hospital fundado por ela, servindo os doentes, velando com os moribundos. Tentava sempre levar a cabo os serviços mais humildes e os trabalhos repugnantes. Ela se converteu no que poderíamos chamar de mulher consagrada no meio do mundo (soror in saeculo) e formou, com outras amigas suas, vestidas com um hábito cinza, uma comunidade religiosa. Não é por acaso que ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular. Em novembro de 1231, foi vítima de fortes febres. Quando a notícia da sua doença se propagou, muitas pessoas foram visitá-la. Após cerca de 10 dias, ela pediu que fechassem as portas, para ficar a sós com Deus. Na noite de 17 de novembro, descansou docemente no Senhor. Os testemunhos sobre sua santidade foram tantos, que apenas quatro anos mais tarde, o Papa Gregório IX a proclamou santa e, no mesmo ano, consagrou-se a bela igreja construída em sua honra, em Marburgo. Queridos irmãos e irmãs, na figura de Santa Isabel, vemos como a fé e a amizade com Cristo criam o sentido da justiça, da igualdade de todos, dos direitos dos demais e criam o amor, a caridade. E dessa caridade nasce a esperança, a certeza de que somos amados por Cristo e de que o amor de Cristo nos espera e nos torna, assim, capazes de imitá-lo e vê-lo nos demais. Santa Isabel nos convida a redescobrir Cristo, a amá-lo, a ter fé e, assim, encontrar a verdadeira justiça e o amor, como também a alegria de que um dia estaremos submersos no amor divino, no gozo da eternidade com Deus. Obrigado.

Benedictus PP XVI

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FELICIDADES! Vimos cumprimentar todas as queridas Irmãs que aniversariam no mês de novembro, pedindo ao Bom Deus, pela intercessão de nossa Mãe Imaculada que cumule a todas com toda a sorte de bênçãos e graças. Felicidades e Santa Perseverança!

NOVEMBRO Aniversário de Profissão Religiosa 01- Irmã Maria Georgina do Coração de Jesus (Rio de Janeiro) 03- Irmã Magnólia de Maria (Salvador) 03- Irmã Eliana Maria de Jesus (Salvador) 15- Irmã Maria Lúcia da Eucaristia (Uberaba) 20- Irmã Lindinalva de Maria (Salvador) 21- Irmã Maria de Fátima (Rio de Janeiro) 21- Irmã Maria Josélia do Coração Eucarístico (Rio de Janeiro) 21- Irmã Maria Angelina de Jesus Crucificado (Ponta Grossa) 23- Irmã Maria Alice de Cristo Rei (Bauru) 25- Irmã Maria de Lourdes Paiva (Bauru)

Aniversário Natalício 09- Irmã Maria Isabel da Eucaristia (Rio de Janeiro) 09- Irmã Maria Auxiliadora (Macaúbas) 11- Madre Maria Leoni de São José (Ponta Grossa) 12- Irmã Maria Celeste de São José (Piracicaba) 16- Irmã Maria Lúcia da Assunção (Piracicaba) 18- Irmã Maria Beatriz de São Rafael (Ponta Grossa) 20- Irmã Lindinalva de Maria (Salvador) 21- Irmã Maria do Carmo de Santa Beatriz (Guaratinguetá) 26- Madre Maria Amália da Eucaristia (São João del Rei)

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Informativo de Outubro  

Informativo de Outubro 2010