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dos Mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição

Julho de 2010– Ano 03 – Número 23


Boletim Federação Imaculada Conceição dos Mosteiros da OIC no Brasil Julho de 2010 – Ano 03 – Número 23

EIS QUE ESTOU A PORTA E BATO – pág. 04 04

(Ir. Mª Auxiliadora do Preciosíssimo Sangue – OIC Presidente da Federação Imaculada Conceição no Brasil) UM CARISMA É SEMPRE UM DOM DO ESPÍRITO SANTO À IGREJA E AO MUNDO – pág. 05 05 FICHA DE REFLEXÃO – pág. 07 07

(Frei Estêvão Ottenbreit, OFM – Assistente da Federação Imaculada Conceição no Brasil) FORMAÇÃO PERMANENTE CONCEPCIONISTA – pág. 08 08

(Me. Lindinalva de Maria – OIC)

CAMINHANDO CAMINHANDO COM MARIA (X) – pág. 10 10

(Irmã Maria Imaculada de Jesus Eucarístico OIC )

CANTINHO DE LEITURA - pág. 11 11

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RELATÓRIO DA REUNIÃO DO DIA 29 DE ABRIL DE 2010 (CRB) - pág. 15

MISSA FESTIVA DE INAUGURAÇÃO DO NOVO MOSTEIRO DA DIOCESE DE BAURU NA CIDADE DE PIRATININGA – pág. 18

PARTILHANDO PARTILHANDO NOSSO RETIRO DO MÊS DE JUNHO– JUNHO– pág. 20

(Ir. Mª Imaculada de J. Eucarístico - OIC)O ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS NO MOSTEIRO PORTACELI – pág. 21 O CHAMADO DE CRISTO E SUAS EXIGÊNCIAS - pág. 22

(Papa Bento XVI)O

FELICIDADES! (ANIVERSÁRIOS) – pág. 23

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EIS QUE ESTOU À PORTA E BATO! A Igreja, em sua liturgia, sabiamente dividiu os meses do ano em “Tempos”: o Tempo do Advento, o do Natal, o da Quaresma, o da Páscoa e por fim o Tempo Comum. No Advento celebramos a expectativa da vinda do Senhor e simultaneamente nos lembra os tempos em que os profetas clamavam pela vinda do Messias esperado, o Libertador. Nos leva também a refletir sobre a outra vinda do Senhor, quando no fim dos nossos dias Ele nos virá buscar para o festim celestial. O Natal nos traz a alegria da vinda do Salvador. Por si só já diz tudo. A Quaresma nos lembra o “Êxodo”, os quarenta anos da travessia do deserto, depois que Israel saiu do Egito. Faz também memória dos quarenta dias em que Cristo jejuou no deserto antes de iniciar sua vida pública. A Páscoa é o júbilo da libertação, a posse da Terra Prometida. É principalmente a Ressurreição do Senhor. O Cume da vida cristã, pela qual o Senhor nosso Deus nos libertou da escravidão do pecado. É o período mais belo do ano! O que gostaria, porém, de refletir é sobre o chamado Tempo Comum, que dos cinco períodos é o mais longo, ocupa trinta e quatro das cinqüenta e duas semanas do ano. Que celebramos nesse Tempo? O desenrolar da vida publica de Jesus, a começar pelo Batismo no rio Jordão, quando se faz ouvir a voz de Deus: “Este é o meu Filho amado em que me comprazo” (Mt 3,17). Passando pelas pregações e milagres, Jesus por suas palavras e atos nos vai revelando o amor infinito de Deus pelos seus filhos e filhas. Em nossa vida também temos vários tempos, momentos de expectativa, outros de júbilo e outros de dor e luto. Mas a maior parte de nossos dias se enquadra melhor no tempo comum, no dia a dia. Porém, aí na simplicidade dos acontecimentos o Bom Deus nos vai revelando carinhosamente o seu desígnio de amor para conosco. Procuremos descobrir através da trama singela desse momento a presença amorosa do Senhor. Como diz a Sagrada Escritura: “Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa cearei com ele e ele comigo. Irmã Maria Auxiliadora do Preciosíssimo Sangue – OIC Presidente da Federação Imaculada Conceição

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UM CARISMA É SEMPRE UM DOM DO ESPÍRITO SANTO À IGREJA E AO MUNDO

Todos conhecemos a clássica distinção entre irmãs de “Vida Ativa” e de “Vida Contemplativa”. Infelizmente esta distinção deu e continua dando margem a interpretações e entendimentos que não convém. “Ativo” então, é tomado para fazer alguma coisa no campo pastoral e/ou social e, “contemplativo” como um “não fazer” e às vezes um “não fazer nada”. Isto distorce e falsifica totalmente a missão da vida consagrada no seio da Igreja para serviço ao mundo. Desde que um fundador ou uma fundadora recebeu e acolheu o dom do carisma e desde que surgiram homens e mulheres que prometeram e prometem abraçar este carisma, assume-se uma missão específica dentro da Igreja, somando-se à sua grande missão de ser missionária e evangelizadora. Então já não existe mais grupo “ativo” ou “contemplativo”, já que os dois elementos sempre vão de mãos dadas numa verdadeira vocação para a vida consagrada. Vida consagrada a Deus. Vida “consagrada” aos homens. Nem um nem outro apenas. Sempre os dois juntos, naturalmente em diversas modalidades. Assim a “vida ativa” supõe a contemplação e a “vida contemplativa” deve dar-se conta que exerce uma missão especial na Igreja e para o Mundo. Ninguém pode continuar a cumprir a missão de Jesus Cristo – enviado do Pai – sozinho. De muitos modos o Espírito Santo suscitou e suscita iniciativas dentro da Igreja, chamando para isto homens e mulheres – em todos os tempos – de modo especial sensíveis à sua graça – para

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continuar a grande missão de Cristo. Uma delas é sem dúvida a do carisma concepcionista, a inspiração divina dada a Dona Beatriz da Silva. Ao lado de tantas outras belas e louváveis iniciativas, a Ordem Concepcionista, receptáculo do Carisma Concepcionista, continua assumindo a missão específica desta Ordem. Cuidou e cuida para que atravessasse os séculos renovando-se sempre para manter límpida a inspiração inicial (a origem da graça concedida). Por isso concluímos as reflexões do segundo ano em preparação ao Jubileu da Regra, com a indicação da missão (missão específica) da Ordem Concepcionista na Igreja e para o Mundo. Muros e grades não nos devem impedir de anunciar ao mundo, em nome da Igreja, que Deus é bom, que Deus está presente e nunca nos abandona. Que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, que o Espírito Santo nos anima a continuar por todos os meios disponíveis e possíveis, a presença salvadora de Deus. Creio que devamos cada vez mais tomar consciência de que estamos exercendo uma missão especial. Talvez – por falta desta convicção profunda – foram (e são?) as irmãs as primeiras a criar a impressão de que não existe missão especial da parte da Ordem, reforçando, quem sabe, ainda mais a pergunta: “O que as irmãs fazem? Qual é o sentido de uma tal consagração nos dias de hoje?” Aí tem pano para manga... A grande (e certamente empolgante) tarefa das irmãs vai ser de acolher esta “provocação” para aprofundar as perguntas: qual é a missão específica da Ordem Concepcionista na Igreja e para o Mundo? Como podemos atualizar esta missão nos dias de hoje para que possa ser percebida como autêntica e eficaz? Como podemos oferecer às pessoas do mundo de hoje a água cristalina da fonte de inspiração da vida Concepcionista? Muito obrigado a todos que acompanharam as reflexões nestes dois anos. Vamos então ao terceiro com a coragem de sermos fiéis. Frei Estêvão Ottenbreit, OFM Assistente Religioso da Federação Imaculada Conceição

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Graça das Origens – 500 anos da Regra OIC Tema do ano: Concentrar-se sobre o essencial de nossa vocação. Enfoque do mês: MISSÃO 1. Na vida de Santa Beatriz: No coração e na mente de Dona Beatriz amadurece gradualmente a certeza da vocação e do carisma concepcionista. Não como uma devoção a mais, mas como uma contribuição importante para e na missão da Igreja a serviço do mundo. Quando as primeiras jovens vem para acompanhá-la neste propósito, não cria um grupinho à parte para o cultivo da vida pessoal, mas tem a certeza de que será uma luz a mais para iluminar e aquecer o mundo com o amor de Deus. Ela recorre – não apenas preocupada com os aspectos jurídicos e canônicos – à Santa Sé, para obter a licença de poder viver o carisma na participação da grande missão da Igreja de evangelizar. 2. Na Palavra de Deus: - Salmo 16, 5 – 6 - Jeremias 1, 4 – 19 - Mateus 5, 13 – 16 - Lucas 10, 1 – 16 - 1 João 4, 7 – 16 3. Em nossa vida: - Como entendemos a missão da ordem concepcionista na Igreja e para o Mundo? Indique características gerais e específicas. - Como vivemos estes aspectos de missão acima indicados? O que nos impede ou dificulta? - Vivemos num mundo em rápida transformação. Quais os elementos essenciais na missão da Ordem Concepcionista e como as vivemos de modo que possam ser entendidos pelas pessoas que vivem em nosso redor e/ou com os quais temos contato?

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FORMAÇÃO: Um caminho a percorrer “A formação na Ordem da Imaculada Conceição tem como objetivo conseguir, no tempo atual, que as monjas e candidatas se capacitem para seguir Jesus Cristo e viver, a partir da contemplação, o Evangelho e o mistério da Imaculada Conceição, segundo o estilo de vida de Santa Beatriz” (CCGG 124).

II.

FORMAÇÃO

PERMANENTE

CONCEPCIONISTA Gostaria de deter-me agora na contemplação de dois ícones bíblicos de Maria que estão sustentando nossa Formação Permanente: 1. “Sua Mãe conservava todas estas coisas no coração” (Lc 2, 51) Maria guardava todas estas coisas em seu coração. A Formação Permanente Concepcionista não é um acumular de saberes ou informações, nem um desenvolvimento de técnicas ou terapias. É acolher, a partir do coração, a realidade pessoal e comunitária com todas as suas dificuldades, debilidades e complexidades e expô-las ao sol do Evangelho, boa notícia que transforma a vida, também a vida consagrada. Só assim adquire seu sentido a vida de consagração, a partir de uma interiorização contemplativa que recebe e oferece, que acolhe e restitui o que a vida nos dá, e o faz de acordo com o sentido de Deus, o que Ele coloca em nosso coração como forma de viver a experiência cristã de salvação. Maria é testemunha, é mestra, modelo e imagem desta interiorização, gestação e iluminação da fé. Ela fez um caminho de discipulado contemplativo, no seguimento de Cristo, contemplando com os olhos do coração o mistério da vida que brota na Páscoa. Por isso, a Formação Permanente Concepcionista aprende de Maria a caminhar na contemplação dos mistérios de Deus para transparecer melhor nossa vocação e nossa missão de ser testemunhas do Reino de Deus para a humanidade.

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2. “Todos perseveravam na oração, com um mesmo espírito, em companhia de algumas mulheres e de Maria, a Mãe de Jesus, e seus irmãos” (At 1, 14). A fraternidade é o ambiente natural da Formação Permanente Concepcionista, por isso deveríamos apoiar e sustentar todos os recursos comunitários, tanto no interior do Mosteiro quanto no exterior, na vida das Federações, das Confederações, como meios adequados, que exigem responsabilidade, preparação, acompanhamento, que além de serem recursos nos fazem crescer em comunhão espiritual, profunda e fraterna. Maria nos ensina a viver a vocação junto a outros chamados, a compartilhar a partir do coração a própria experiência e as dificuldades para apoiar-nos mutuamente, para dar testemunho de uma profunda vida eclesial para dentro de nossos mosteiros e para fora, com o Povo de Deus. Maria espera Pentecostes, mas não espera sozinha, espera-o com a Igreja. Maria vive sua intimidade com Deus e o discernimento na escuta da Palavra, como potencial de forças que transmite na comunidade de batizados. Nossa Formação Permanente Concepcionista há de cultivar com cuidado e assiduidade a vida de oração e a vida de comunidade. São dois pilares fundamentais no carisma concepcionista. Tradução de Me. Lindinalva de Maria, OIC Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição - Salvador/BA

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CAMINHANDO COM MARIA X Adultos diante de Deus A experiência de Deus nos leva ao crescimento espiritual, a maturidade da fé, enfim, nos torna adultos diante do Senhor. É ela que vai forjando em nós a identidade cristã, numa identificação pessoal com o projeto de Deus. É através da visita do Senhor, na intimidade de uma profunda experiência do seu amor que Ele nos chama, capacita e envia em missão. Quando nos vemos mergulhados, enlevados por essa escolha amorosa, percebemos o quanto somos agraciados, pois Deus deposita em nós toda a sua confiança, e a partir daí nos deixa caminhar sozinhos assumindo a responsabilidade de testemunhar com a própria vida todo o amor recebido e o Sim professado para viver em fidelidade permanente. Em Maria vemos essa maturidade espiritual quando o “anjo se afasta”. Na Sagrada Escritura não consta que Ela tenha vivido uma outra grande teofania, a não ser em Pentecostes. Isso nos mostra que viveu de fé, atravessando desertos e montanhas, “levando em seu coração a experiência que teve de Deus” e mantendo viva aquela chama do amor primeiro. O Senhor, sabendo que Maria era “adulta na fé o suficiente para caminhar sozinha” confiou-lhe a mais sublime missão e a “deixou só”. Mas, como ela depositava n’Ele toda esperança, num abandono total à vontade divina, soube aguardar silenciosamente a realização de suas promessas, não permitindo que o seu coração ficasse inquieto. Por isso foi capaz de seguir em frente, suportando as dificuldades de sua missão, com a segurança de quem sabe em quem acreditou. “A Concepcionista, seduzida e desposada em fidelidade, tal como Maria e Beatriz, converte-se em exemplo de gozosa experiência de Deus na pura transparência do Espírito.” Virtude Basilar: Maturidade Irmã Maria Imaculada de Jesus Eucarístico – OIC Mosteiro Maria Imaculada Rainha da Paz - Joinville/SC

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CANTINHO DE LEITURA

Deus só pode amar São muitos os que, nas jovens gerações, pelo mundo afora, se interrogam e perguntam a si próprios: será que existe esperança para o nosso futuro? Como passar da inquietação à confiança? As nossas sociedades encontram-se por vezes tão transtornadas. A humanidade tem um futuro incerto, com a pobreza em contínuo crescimento. Há tantas crianças a sofrer e tantos relacionamentos que se rompem e deixam mágoa nos corações. E, contudo, não vemos surgir, até nas situações mais atribuladas do mundo, sinais inegáveis de esperança? Para podermos avançar, é bom sabermos: o Evangelho transmite uma esperança tão bela que nela podemos encontrar alegria para a nossa alma. Esta esperança é como um feixe de luz que atravessa nossas

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profundezas. Sem ela o gosto pela vida poderia esvanecer-se. Onde está a fonte desta esperança? Está em Deus que só pode amar e que vem à nossa procura sem nunca se cansar. A esperança confiamos a Deus.

renova-se

quando,

humildemente,

nos

Há uma força interior que reside em nós, e que é a mesma para todos. Esta força chama-se Espírito Santo. Murmura nos nossos corações: “Abandona-te a Deus muito simplesmente, para tal a tua pouca fé basta”. E quem é este Espírito Santo? É aquele de quem Jesus Cristo disse no seu Evangelho: “Nunca vos deixarei sós, através do Espírito Santo estarei sempre convosco, ele será para vós um apoio e um consolador.” Mesmo quando pensamos estar sós, o Espírito Santo está presente. A sua presença é invisível, contudo nunca nos abandona. Pouco a pouco compreendemos que, na vida de uma pessoa, o que é essencial é amar com confiança. A confiança é uma das realidades mais humildes e mais simples que existem, mas simultaneamente é uma das mais fundamentais. Quando amamos com confiança, conseguimos tornar felizes os que estão próximos de nós e permanecemos em comunhão com aqueles que nos precederam e nos esperam na eternidade de Deus. Quando alguns atravessam períodos de dúvida, lembremo-nos que a dúvida e a confiança, como a sombra e a luz, podem coexistir nas nossas vidas. Gostaríamos sobretudo de reter as tranquilizantes palavras de Cristo: “Não tenhais medo; não se perturbe o vosso coração.” Então, torna-se claro que a fé não é o resultado de um esforço, é um dom de Deus: é Deus que nos concede avançar, dia após dia, das nossas hesitações à confiança nele. Deus só pode amar e a sua compaixão é fonte. Que chegue o dia em que possamos dizer: “Deus de misericórdia, mesmo se tivéssemos fé que chegasse a transportar montanhas, sem o teu amor, o que seríamos? Sim, o teu amor para com cada um de nós permanece para sempre.” Uma das mais claras expressões do amor de Deus é o perdão

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Quando também nós perdoamos, a nossa vida muda pouco a pouco. Encontrando no perdão uma alegria serena, vemos que se dissipa a severidade para com os outros. É essencial que ela dê lugar a uma bondade generosa. Já antes de Cristo, um homem de fé exprimia este apelo: “Deixa a tua tristeza, deixa que Deus te conduza à alegria.” (Cfr. Baruc 5,1-9) esta alegria cura a ferida secreta da alma. Está na transparência de um amor pacífico. Precisa de todo o nosso ser para poder expandir-se. São muitos os que hoje desejam viver um tempo de confiança e de esperança. Podem existir no ser humano impulsos de violência. Para que se erga a confiança sobre a terra, é necessário começarmos por nós mesmos: caminhar com um coração reconciliado, viver em paz com os que nos rodeiam. A paz sobre a terra prepara-se na medida em que cada um de nós ousa interrogar-se: estarei disposto a procurar a paz interior, pronto a avançar sem procurar o meu próprio interesse? Mesmo sem recursos, poderei ser fermento de confiança onde vivo, com uma compreensão em relação aos outros que se alargará cada vez mais? Permanecendo na presença de Deus, numa espera serena, será que poderemos abrir caminhos de paz onde surgirem oposições? Quando as pessoas, elas próprias fazem uma opção pela paz, tornam-se portadoras de uma esperança que ilumina de longe e cada vez mais longe. Neste período de história, o Evangelho nos convida a amar e a comprová-lo através de nossa vida. Antes de tudo, é a nossa vida que torna a fé credível para os que estão à nossa volta. Isto também é verdade no mistério da comunhão que é o Corpo de Cristo, sua Igreja. Uma credibilidade muitas vezes perdida pode renascer quando a Igreja vive a confiança, o perdão e a compaixão, e acolhe com alegria e simplicidade. Então consegue transmitir uma esperança viva. Quando a nossa oração pessoal parece pobre e as nossas palavras pouco apropriadas, não nos detenhamos no caminho. Um dos desejos profundos de nossa alma não é o de realizar a comunhão com Deus? Três séculos depois de Cristo, um cristão africano chamado Agostinho escrevia: “Um desejo que chama Deus já é oração. Se queres rezar sem cessar, nunca cesses de desejar...” Uma grande simplicidade de coração dá apoio à oração contemplativa. A simplicidade é fonte de alegria. Ela concede que nos abandonemos a Deus e nos deixemos absorver por ele. Nesta vida de comunhão, Deus, que permanece invisível, não nos fala

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forçosamente com palavras humanas. Fala-nos, sobretudo, por intuições que brotam no silêncio. O silêncio na oração parece ser um “nada”. E, contudo, nesse silêncio, o Espírito Santo pode conceder-nos acolher a alegria de Deus, que vem tocar o fundo da alma. Numa simples oração, às vezes, Deus nos dirige um chamado. Que chamado? Deus espera que nos preparemos a ser portadores de alegria e de paz. Será que o ouviremos quando dentro de nós soarem estas palavras: “Não pares, avança, que viva a tua alma!” Então pode ser que compreendamos que fomos criados para avançar para um infinito, um absoluto. Poderemos então descobrir: é justamente em momentos difíceis, em situações exigentes, que o ser humano se torna plenamente ele próprio. Apoiando-nos uns aos outros, não nos deixando deter pelos obstáculos e sabendo reencontrar a coragem para avançar, experimentamos que existe alegria no coração e até felicidade para os que respondem assim ao chamado de Deus. Sim, Deus quer que sejamos felizes. O que nos toca é ir de descoberta em descoberta. Acolher cada dia como um hoje de Deus. Procurar em tudo a paz do coração. E a vida se torna bela... a vida será bela.”

Carta do Superior da Comunidade de Taizé Irmão Roger

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RELATÓRIO DA REUNIÃO DO DIA 29 DE ABRIL DE 2010 Nossos trabalhos do dia foram iniciado com a celebração Eucarística, presidida pelo Padre Mário. Logo depois, iniciamos a visita com o grupo das Religiosas/o pela sede da CRB Nacional, onde tiveram oportunidade de conhecer o trabalho realizado por todos e todas. Houve um interesse do grupo em questionar, saber, conhecer nossos trabalhos. Seguimos depois para sala de reuniões, onde a Ir. Márian, nossa presidente, acolheu o grupo, agradeceu a Irmã Elza Ribeiro, nossa convidada, e convidou todos a mergulhar na realidade, para chegarmos à AGE (Assembléia Geral Eletiva) com uma proposta que brilhe a Vida Religiosa. Jogar luzes sobre o processo que vivemos. Retomou a pauta e foi feita a apresentação da Irmã Maria José da Rosa Mística, Clarissa, Presidente da Federação Sagrada Família e sua secretária Irmã Agnes Maria da Sagrada Família; A Ordem das Clarissas possui 25 mosteiros, no Brasil,com um programa de formação continuada, em vista do jubileu de 800 anos da ordem que acontecerá em 2012. Para cada ano, objetiva-se aprofundar um tema.2009 – Vocação; 2010 – Contemplação; 2011 – Pobreza; 2012 – Unidade. A Irmã Elizabeth da Trindade, Carmelita, - Presidente da Associação São José partilhou a realidade de sua ordem: Somos 4(quatro)associações no Brasil. Eu estou representando a Associação São José, formada pelos Carmelos de: Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Trindade e Montevidéu, num total de 12 Carmelos. 02(dois) não são associados. 06 (seis) são separados por terem outra constituição. Desses seis, 4 (quatro) já estão em processo de integração. Há um desejo de integração – tecer uma rede. Mas a grande rede falta costurar. Irmã Elvira Rodrigues da Silva, Congregação do Bom Pastor, pela Província Sudeste da América Latina, temos 02 (dois)conventos, Um em Maceió/SE e outro m AlagoinhasBA. Somos 20 irmãs, e fazemos parte da Província Sudeste da América Latina , com sede em São Paulo (Irmãs do Bom Pastor de Vida Ativa).Temos um conselho geral – contemplativo em Roma. A Irmã Maristela Mattos, Beneditina, do Mosteiro Nossa Senhora das Graças de Belo Horizonte, representando a Ir. Vera Lúcia Horta, abadessa do Mosteiro de Salvador e Presidente da CIMBRA. Ambas participante do 1º PROFOCO. Irmã Maria Auxiliadora do Preciosíssimo Sangue Concepcionista, representando a Federação Imaculada Conceição e a secretária Irmã Eleusa Maria do Coração de Jesus. Falou sobre os 14 mosteiros que pertencem a federação e

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ainda existem no Brasil 04 (quatro) não federados. Em 2004 teve início, a formação para junioristas que acontece no mosteiro de Uberaba/MG. Cada turma tem a duração de 03 anos e acontece durante o mês de janeiro. O Abade - Dom Luis Alberto Rua Santos, Presidente da Associação Cisterciense se apresentou e falou sobre sua jurisdição: 03 abadias femininas, com mais ou menos 50 membros e 03 masculinas com mais ou menos 60 membros. Após o cafezinho da manhã, retomamos na busca da identidade da CRB.Ir. Márian, fez uma memória histórica desde 1954, quando foi criada a CRB, perpassando até 2007 quando se decidiu sobre a transferência da sede do Rio de Janeiro para Brasília, sede de toda a Igreja – CNBB, Núncio Apostólico . Recordou alguns limites que se enfrentou: 1 º - Falta de planejamento; 2º - indenização de funcionários, atingindo a meio milhão;13 funcionários reempregados. No Rio tínhamos 31 funcionários em Brasília 21; 3º De quem é a CRB? Hoje temos 473 Instituições cadastradas. Crise de adequação. Incluir a Vida Religiosa Consagrada nesta dinâmica. Fizemos tudo para conservar o patrimônio. Engano de dados: o anuário foi acumulando nomes,isto trouxe um transtorno. Não somos a quantidade que o anuário publica. Irmã Elza faz uma intervenção e questiona a posição das regionais. Que modelo de CRB queremos ser? Irmã Márian fala da necessidade de regionalizar os programas de formação e Ir. Elza entra fazendo a memória afetiva que ela trás dos Profocos: 1. Espaço de encontro da Vida Religiosa Consagrada Contemplativa fazer unidade entre os diferentes; 2º - Espaço de aprofundamento das diferentes realidades; 3º Espaço de partilha – liturgia; 4º Espaço de comunhão – ligação afetiva; 5º Escolha dos assessores ; 6º Instância de transformação – porque não fazer?6º- Por que não mudar? 7º Empenho em oferecer Vida Religiosa Consagrada Contemplativa o que se tinha de melhor, como propostas fortes:Ex. Frater Henrique, Ir. Marilene Brandão. Apesar de enfrentarmos resistências pessoais , por parte de alguns elementos da Igreja Instituição. O PROFOCO foi e continua a ser instrumento de transformação, partilha,comunhão, integração. A vida Religiosa é única com dimensões específicas. Somos Igreja, temos funções específicas. Não somos ovos, somos omelete. Todos eles: Madre Eugênia, Dom Paulo, Madre Margarida, Frater Henrique, Frei João Bontem, deram tudo de si. Ir. Márian, retoma a palavra e questiona: o que corresponderia ao momento de hoje? Tripé: bispos, associações, CRB. Partilhamos a dificuldade que temos encontrado com relação ao cadastro, momento em que Ir. Francinete partilhou um pouco. A CRB precisa encontrar caminhos concretos. Após o almoço, Ir. Maristella,OSB, partilhou sobre a realidade do mundo e seus desafios à Vida

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Contemplativa:GLOBALIZAÇÃO, CONSUMISMO EGOÍSTA DE EXCLUSAO,FRAGMENTAÇÃO DO SER HUMANO. Falta algo que dê um sentido novo a tudo isso. Critérios: a fé que dá sentido a tudo isto. Para captar a vontade de Deus é necessário escutar amorosamente a Palavra de Deus. Exigência, razão de ser, testemunhar o absoluto de Deus. Ele merece tudo. Sinalizar isto na gratuidade ao irmão. A Vida Religiosa Consagrada Contemplativa só, não vai testemunhar esse absoluto de Deus. Perguntamos: Nossa vida sinaliza o absoluto de Deus?,É um sinal inteligível? Desafios: 1. Como utilizar esses meios? 2.Como equilibrar oração trabalho? 3. O consumismo na vida da comunidade? 4.Hedonismo – como ajudar quem chega a viver plenamente a castidade? 5 Inclusão – alegria da Vida Comunitária fraterna? Seguiu-se a iluminação feita, por Pe. Mário, com texto de documentos da Igreja e fala do Santo Padre, sobre a Vida Contemplativa. Depois de uma leitura individual do texto, voltamos a partilhar algumas reflexões: - Uma coisa são nossas convicções, outras é a percepção das pessoas; importância de ser e viver a harmonia contemplativa na ação; A fecundidade misteriosa da vida contemplativa; necessidade de aglutinar forças, entrar no círculo; A vida religiosa apostólica e a contemplativa – qual a troca que existe? O que dar e o que receber? Como ajudar nesse intercâmbio? Que valores partilhar? Ir. Márian falou sobre as parcerias que a CRB tem com algumas faculdades para pós graduação. Citou a UNISINOS – Camilianos – Claretianos. Partindo do ver e julgar, caminhamos para o agir. Nosso foco é a AGE. A CRB é articuladora da vida religiosa. As Congregações são associadas. O que poderia acontecer para termos uma visão clara da dimensão da Vida Religiosa Consagrada Contemplativa na Igreja? Algumas sugestões foram nascendo: A) .Promover por meio de folhetos um “vade mecum” para os bispos e na segunda parte sobre os Institutos no Brasil; B)Informação básica sobre a Vida Religiosa Consagrada Contemplativa; C) Traduzir textos fundamentais para a Vida Religiosa Consagrada Contemplativa; D)Elencar textos e pessoas – indicar nomes de mulheres que possam prestar esse serviço; E) Escolher pessoas para fazer uma publicação – lista de autores – folder – ensaios – artigos para convergência;F) PROFOCO – assessorado pela própria Vida Religiosa Consagrada Contemplativa; G) Retomar o curso, encontros, preparar contemplativas. O que seria? Fomos afunilando nossas idéias e mais sugestões: .Encontros de revitalização, por regiões, com data fixada sem preocupação com o número de participantes.Partilhar desde a maneira de rezar de cada ordem; Presença de alguém da diretoria nas reuniões das associações. Pedir as sedes regionais para começar a fazer a articulação com

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a Vida Religiosa Consagrada Contemplativa. Para irmos fechando ficaram fixadas 03 sugestões: 1. Comunicação – com produção de material; 2. Renascer do PROFOCO de uma maneira mais vivencial com interação da vivência; 3. Cursos acadêmicos – ensaios econômicos. Temas sugeridos: Visão profunda da pós modernidade; Pista para discernimento dos valores; Preparar a vida religiosa consagrada contemplativa para se auto sustentar, com um futuro auto sustentável.Pedidos: visita aos mosteiros e Atenção da CRB para com a Vida Religiosa Consagrada Contemplativa, assim as 16hs encerramos com o mantra: “Onde Reina o Amor”. Brasília - DF, 05 de maio de 2010

MISSA FESTIVA DE INAUGURAÇÃO DO NOVO MOSTEIRO DA DIOCESE DE BAURU NA CIDADE DE PIRATININGA “O esplendor dessa nova Casa, será maior que o da primeira. Neste lugar estabelecerei a paz, diz o Senhor dos exércitos”. Ag. 2,5 No dia 06 de junho de 2010, após 2 anos, 1 mês e 19 dias de muitos trabalhos, orações e sacrifícios, de Nossa Madre Inês Maria e de cada uma das Irmãs, chegou o momento de se inaugurar no novo Mosteiro, lugar que o Senhor em Sua infinita Misericórdia, preparou para nossa Comunidade. A Santa Missa de inauguração, foi presidida às 17:00hs, pelo nosso Bispo Dom Frei Caetano Ferrari, OFM e concelebrada pelos Sacerdotes: Pe. Eduardo; Pe. Luiz, Pe. Gustavo; Pe. Giuliano; Pe. Júlio Cesar; Pe. Shubert;também estiveram presentes, embora não pudessem concelebrar os Padres : Marcos Pavan;Pe. Ricci e Pe Marcos com os Seminaristas Rogacionistas. Marcaram presença os Religiosos da Congregação Santo Inácio de Antioquia e Religiosas Apóstolas do Sagrado Coração, bem como, empresários e autoridades civis:o Ilmo Sr Odail Falqueiro Prefeito de Piratininga e do Ilmo Sr. Hélio José Ferreira do Nascimento, Prefeito de Paulistania (ambos colaboraram na construção) e do Empresário João

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Antonio Binatto, que se responsabilizou pelos trabalhos de engenharia do novo prédio, de forma gratuita. No início da Celebração, foi feito um Comentário especial e de gratidão a todos os que participaram na edificação do novo Mosteiro (Entidades/Benfeitores/Voluntários/Empresários/Mosteiros); o comentário foi feito de forma entusiasta pelo Capelão Frei Moacir da Costa Belliato,OFM e nossa Irmã Maria Teresa. Animou a liturgia o Coral São Judas Tadeu, de forma alegre e piedosa. É interessante ressaltar que, a Celebração de Inauguração contou com a presença das Revdas: Me Maria Auxiliadora, Presidente da Federação e Me. Maria Teresa que representou a Comunidade do Mosteiro da Conceição da Ajuda (RJ) e também da Revda Madre Lucila, Priora do Mosteiro Cristo Rei (São Roque/SP),da Ordem Dominicana; além da presença de muitos fiéis, benfeitores, voluntários e amigos do Mosteiro, vindos das cidades de Piratininga, Bauru e região. A Sta. Missa foi celebrada no claustro do Mosteiro, ficando completamente repleto. Após a solene Celebração, o Sr Bispo benzeu todos os compartimentos da Casa e as pessoas puderam então conhecer as dependências do Mosteiro, e logo após fechou-se então a clausura dando início à vida regular. Finalizamos essa singela participação no Boletim acerca da inauguração do novo Mosteiro, reafirmando nossa sincera Gratidão a todos (as) que colaboraram materialmente ou espiritualmente para a conclusão dessa Obra. Todavia, faz-se necessário, agradecer de modo muito especial a todo o auxílio e apoio recebidos do nosso querido Frei Estevão Ottembreit,OFM que viabilizou a generosa doação da Missão Central dos Franciscanos e da Kirche in Not; do Frei Jaime Spengler,OFM que nos auxiliou nos tramites de doação de pisos e revestimentos da Incepa/PR (totalizando 44 toneladas) e do Frei Moacir da Costa Belliato,OFM nosso Capelão, que muito se doou e trabalhou na construção do novo Mosteiro, auxiliando a Revda Madre Inês Maria nos trabalhos de supervisão e administração, bem como, na direção espiritual das Irmãs. Por tudo isso, rendemos a Deus o nosso eterno Te Deum! Madre Inês Maria do Coração de Jesus,OIC PS. Agradeço as orações pela minha saúde. Encontro-me bem melhor e peço as orações de todas pelo bom êxito do nosso Capítulo eletivo.

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PARTILHANDO NOSSO RETIRO DO MÊS DE JUNHO Tema: Entrega Total Renovo com Maria o meu sim a Deus, viver e expressar na Igreja o Carisma de Beatriz. Eis-me aqui, Senhor! Em tuas mãos me abandono para que faças em mim a tua santa vontade. Na vida de Maria contemplo o meu Ideal plenamente realizado, e por isso, neste mesmo espírito de disponibilidade e entrega, com ela renovo o meu sim, aspirando o que há de mais belo, de mais sublime: a perfeita comunhão com o Senhor por meio de uma existência pura e santa. Senhor, sei que estou muito longe deste ideal de perfeição, mas sei também que é a tua Graça que me conduz e suscita em mim esta busca pelo sagrado, esse desejo de viver por ti e em ti, a exemplo de Maria e Beatriz, “nada mais aspirando nesta terra”. Com Maria, ouso aproximar-me do teu coração, desejando ser contemplada nela, e por meio dela acolhida no meu sim, numa entrega total e totalizante. Vem, Senhor, e sobre a patena da vida e o cálice redentor, acolhe a minha oferenda renovada, pelas mãos de Maria, para que o meu sim seja fecundo. E no silêncio desta clausura, presa nas grades do Amor pela liberdade de um sonho alicerçado no Ideal, possa eu permanecer a teus pés, na escuta amorosa e na docilidade de uma serva fiel, que unida a Cristo, se oferece em sacrifício, como “Hóstia Viva” para a salvação do mundo. Senhor, sejas o sustento da minha fraqueza, para que no espelho de Maria tu me vejas refletida e faças do meu coração o teu sacrário, ornando-o com os tesouros celestes. Faça da minha vida a clausura onde te ocultas no mais profundo silêncio e te revelas no gesto concreto do amor sem medidas, na gratuidade de um sim renovado a cada instante. Acolha o meu nada na tua grandeza e faze com que a minha pequenez, qual gota d’água no Oceano, desapareça no infinito da tua misericórdia, e assim, seguindo os passos de Maria e Beatriz, seja eu para o mundo a expressão do amor divino, a luz que aponta o caminho do céu e o testemunho vivo dos valores eternos. Irmã Maria Imaculada de Jesus Eucarístico – OIC Mosteiro Maria Imaculada Rainha da Paz, Joinville/SC

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ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS NO MOSTEIRO PORTACELI No dia 12 de junho de 2010 às 15h, realizou-se na Capela de nosso Mosteiro, a celebração da Missa em Ação de Graças pelo encerramento do Ano Sacerdotal, presidida pelo nosso Bispo Dom Sérgio Arthur Braschi e concelebrada por mais três Sacerdotes: Pe. Paulo Araújo, superior geral dos Servos da Eucaristia, nosso Capelão, Pe. Jaime Rossa, chanceler do bispado, e Frei João José, vigário da Paróquia Bom Jesus, dos Frades Capuchinhos. Os cantos foram executados por um grupo de seminaristas diocesanos que o fizeram com muita piedade e devoção, sendo acompanhados pelos fiéis presentes, inclusive por nosso Bispo que gosta muito de cantar, bem como dos Sacerdotes concelebrantes. A celebração foi bonita, apesar de não haver grande participação do povo, em virtude de muitos eventos que aconteceram na cidade naquele dia. Nosso Bispo fez edificante homilia, citando passagens que o Santo Padre Bento XVI pronunciou em Roma no dia anterior, junto aos 15 mil Sacerdotes no encerramento do Ano Sacerdotal. Após o canto de comunhão, cantado pelos seminaristas, as Irmãs cantaram um canto em homenagem aos Sacerdotes, e durante o canto final, um menino vestido de túnica branca, entregou ao Sr. Bispo e aos Sacerdotes uma lembrancinha confeccionada pelas Irmãs: uma pala com emblemas sacerdotais, figura da Santa Ceia e os dizeres: Sal da Terra e Luz do mundo, e, Sacerdote eternamente. Em anexo foi um marcador com a estampa do Imaculado Coração de Maria, por ser sua festa. Esta foi distribuída a todos os fiéis presentes. Todos ficaram contentes e agradeceram os presentinhos. Louvado seja Deus! Obs.: Comunicamos também que no próximo dia 21 de agosto, às 15h, teremos juntamente com a Festa de Santa Beatriz, que fazemos todos os anos com o povo, a celebração do Jubileu de Ouro da Irmã Maria Regina do Santíssimo Sacramento. A cerimônia será presidida por nosso Bispo, Dom Sérgio Arthur Braschi. Mosteiro Portaceli, Ponta Grossa/PR

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CIDADE DO VATICANO, 27 JUN 2010 (VIS).- O Papa dedicou a meditação anterior ao Ângelus deste último domingo do mês de junho ao tema do chamado de Cristo e de suas exigências. Dirigindo-se aos milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa disse que “um jovem ou uma moça que deixa sua família de origem, os estudos ou o trabalho para consagrar-se a Deus (…) é um exemplo vivo de resposta radical à vocação divina”. “Esta é uma das experiências mais belas que se fazem na Igreja: ver, tocar com a mão a ação do Senhor na vida das pessoas; experimentar que Deus não é uma entidade abstrata, mas uma Realidade tão grande e forte como para plenificar de uma maneira superabundante o coração do homem, uma Pessoa viva e próxima, que nos ama e pede ser amada”. Bento XVI sublinhou que as exigências no seguimento de Cristo “podem parecer muito duras, porém na realidade expressam a novidade e a prioridade absoluta do Reino de Deus que se faz presente na Pessoa mesma de Jesus Cristo. Trata-se em definitivo daquela radicalidade que é devida ao Amor de Deus, ao qual Jesus mesmo obedece primeiro”. “Quem renuncia a tudo, inclusive a si mesmo, para seguir a Jesus, entra em uma nova dimensão da liberdade”, continuou. “Liberdade e amor coincidem! E ao contrário, obedecer ao próprio egoísmo conduz a rivalidades e conflitos”. O Santo Padre concluiu convidando a todos “a contemplar o mistério do Coração divino-humano do Senhor Jesus. (…) Quem fixou seu olhar nesse Coração atravessado e sempre aberto por amor a nós, sente a verdade desta invocação: “Sê tu, Senhor, meu único bem”. E está pronto para deixar tudo e seguir o Senhor”.

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FELICIDADES! Vimos cumprimentar todas as queridas Irmãs que aniversariam no mês de agosto, pedindo ao Bom Deus, pela intercessão de nossa Mãe Imaculada que cumule a todas com toda a sorte de bênçãos e graças. Felicidades e Santa Perseverança!

AGOSTO Aniversário de Profissão Religiosa: 02- Irmã Mª Clara Elizabeth de Jesus Eucaristia (Rio de Janeiro) 02- Irmã Maria do Rosário do Coração de Jesus (Caratinga) 02- Irmã Maria José de São Rafael (Caratinga) 02- Madre Beatriz Maria de Jesus e da Imaculada (Fortaleza) 02- Irmã Luci Maria de São José Santana (Fortaleza) 02- Irmã Maria Stella de Jesus Hóstia (Fortaleza) 09- Irmã Ângela de Jesus (Uberaba) 17- Irmã Maria Beatriz de Jesus Hóstia (Piracicaba) 17- Irmã Maria Silvia de Santa Beatriz (Jataí) 17- Irmã Bernadete do C. Imaculado de Maria (Rio de Janeiro) 18- Madre Mª Terezinha da Sagrada Face (Guaratinguetá) 18- Irmã Maria da Apresentação (São Paulo) 18- Irmã Maria Beatriz do Sagrado Coração (Guaratinguetá) 18- Irmã Maria Celeste de São José (Piracicaba) 20- Irmã Maria da Glória de São Rafael (Itu) 22- Irmã Ana Elisa Faria das Chagas (Macaúbas) 22- Irmã Maria Auxiliadora do Espírito Santo (Itu) 22- Irmã Maria Beatriz da Imaculada (Fortaleza)

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Aniversário Natalício: 02- Madre Maria dos Anjos do Ssmo. Sacramento (Uberaba) 03- Irmã Maria Rita da Paixão (São João del Rei) 03- Irmã Beatriz de Maria Imaculada (São João del Rei) 03- Irmã Suélen Beatriz do Divino Amor (Joinville) 03- Irmã Maria José de São Rafael (Caratinga) 07- Irmã Maria José de Jesus Crucificado (Jataí) 07- Irmã Maria Teresa de Jesus (Bauru) 08- Irmã Maria Joana Angélica de Jesus (São Paulo) 09- Irmã Maria Bernadete do Imaculado Coração (Floriano) 10- Irmã Maria Inêz da Assunção (Ponta Grossa) 10- Irmã Maria de Fátima da Eucaristia (Floriano) 15- Irmã Maria Lúcia do Imaculado Coração (Guaratinguetá) 15- Irmã Maria de Lourdes da Assunção (Guaratinguetá) 17- Irmã Mª Cecília do Menino Jesus e da S. Face (Guaratinguetá) 18- Irmã Mariza de Fátima Costa (Macaúbas) 19- Irmã Maria Conceição de Santa Beatriz (Uberaba) 24- Irmã Maria Isabel de Jesus Crucificado (Fortaleza) 25- Irmã Maria Teresinha da Santa Face (Salvador) 25- Irmã Roza Maria do Carmo Garcia (Sorocaba) 29- Irmã Maria Regina do Ssmo. Sacramento (Ponta Grossa) 30- Irmã Maria Verônica da Santa Face (Rio de Janeiro) 30- Irmã Maria da Paz do Coração de Jesus (Joinville)

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Informativo de Julho