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Uma família de profissionais da Caixa: pai, filhos e genro

stock.xchng

ano I - nº 2 - dez/2012

revista oficial da associação de gestores da caixa econômica federal do triângulo mineiro

página 3

Perto de você: como atuam os correspondentes bancários

página 4

Investimento em pós-graduação traz retorno a profissionais

página 5

B olha imobiliária B rasil descarta risco enquanto houver demanda habitacional e crédito sus tentável p á g in a 6


A Associação dos Gestores da Caixa Econômica Federal do Triângulo Mineiro (AGECEF/TM) foi fundada em 21 de dezembro de 1992 e tem, atualmente, 110 associados. A área de abrangência corresponde ao Triângulo Mineiro e ao Alto Paranaíba. O objetivo da associação é colaborar para o fortalecimento do segmento gerencial e o aprimoramento da empresa Caixa. Não tem caráter político-partidário, racial ou religioso e nem finalidade lucrativa. Entre os associados, há gestores, ex-gestores e superviso-

res. O associado usufrui de benefícios como convênios com empresas de telefonia e instituições de ensino. No Brasil, são 31 associações filiadas à Federação Nacional dos Gestores da Caixa Econômica Federal (FENAG). O atual presidente da AGECEF/TM é Fernando Lopez, gerente geral da Agência Tubal Vilela, em Uberlândia-MG. Os gestores interessados em se associar podem entrar em contato pelo telefone (34) 3235-9347 ou pelo e-mail agecef@netsite.com.br.

opinião

editorial

ponto de vista

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

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20 anos de AGECEF/TM

O sonho da casa própria dos brasileiros

Maurílio dos Santos Engenheiro Civil Futura Construtora e Incorporadora Ltda

Várias ações têm sido tomadas para sanar o problema do déficit habitacional no país. As iniciativas são representadas, em geral, por forças tarefa dos governos federais, estaduais, companhias municipais de habitação e entidades de classe. No entanto, muitos brasileiros ainda enfrentam dificuldades para concretizar o sonho da casa própria. Quando se fala do assunto, normalmente, nos remetemos às pessoas de baixa renda, o Mensageiro AGECEF/TM é uma publicação da Associação que é um erro, pois este sonho dos Gestores da Caixa Econômica Federal do Triângulo envolve todas as classes sociais. É fato que os mais favoreMineiro (Pça. Oswaldo Cruz, 330, 3º andar, Centro. cidos adquirem o bem imóvel 38400-122 - Uberlândia-MG) com mais facilidade do que Diretoria Executiva aqueles que nada têm. Presidente: Fernando Lopez A maior parte da populaVice-Presidente: Júlio César Guarilha ção que carece de moradia, Diretor de Marketing: Humberto Moreira simplesmente, não dispõe de Diretor Financeiro: João Bosco Duarte renda para assumir financiaDiretor de Eventos: Marcílio Júnior mentos, por menor que sejam Diretor Secretário: Airton Sérgio de Assis as parcelas, e por isso depende do apoio do poder público. Assessoria de Comunicação: Diélen Borges Devido a tais dificuldades, o Projeto gráfico: Felipe Saldanha

Expediente

sonho da casa própria passa a porém, tradicionalmente a ser um grande desafio. Nesse construção civil sofre com sentido, ocorre a participação problemas de baixa qualificada Caixa Econômica Federal, ção da mão-de-obra. Em temcomo agente operador de polí- pos de alta demanda, isso se ticas públicas do Governo Fe- torna mais evidente, refletindo deral, para promover ações de na qualidade final do produto. crédito para famílias carentes. Independentemente da Em parceria com o setor classe social, a casa própria é público, junto a agentes finan- um sonho de todos e faz parte ceiros privados, a Caixa viabili- da cultura brasileira. Pessoas za a aquisição de moradias jovens ou maduras sempre fapopulares sem zem planos para muita burocracia. "Comprar um imóvel comprar um terPor meio de pro- depende do encontro reno, construir gramas específi- entre o desejo, o bolso ou adquirir um cos, as famílias do comprador e o que imóvel pronto, e podem comprar, se encontra disponível há os que pasno mercado." construir ou resam uma vida formar suas casas, utilizando inteira construindo seu lar na recursos do Orçamento Geral medida de suas possibilidades. da União e do FGTS, além de Por fim, comprar um imóter as melhores condições de vel depende do encontro entre pagamento e subsídios. o desejo, o bolso do compraApesar da facilidade pro- dor e o que se encontra dispoporcionada pelos programas nível no mercado. O grande habitacionais, apenas ¼ dos cuidado a ser tomado, além recursos, de acordo com estu- das questões burocráticas, é dos do setor, são destinados às contratar profissionais capacifamílias situadas na faixa de até tados e conhecedores do astrês salários mínimos. sunto, para evitar armadilhas e A continuidade de tais pro- que o sonho da casa própria gramas possibilita o aumento não se converta em um verdada oferta de imóveis populares, deiro pesadelo.


profissão

Diélen Borges

O bate-papo desta edição é com Célio Omar Vieira, da Gerência de Desenvolvimento Urbano e Rural (GIDUR), que tem 53 anos - 28 dedicados à Caixa. Nesse tempo, ele viu os três filhos escolherem a mesma carreira .

dia e fui convidado a trabalhar na área de habitação, já com uma função de confiança. Mas essa superintendência fechou e eu tive que voltar pra agência, como supervisor de habitação. Em 2001, fui convidado a ir para Brasília, na área de crédito imobiliário. Profissionalmente, foi ótimo. Mas minha esposa não adaptou. No ano passado, achei que já era hora de voltar. Optei por trabalhar num horário menos exigente e estou aqui, na área de engenharia.

Da esquerda para a direita: Márcia Helena (esposa), Marcel, Thays, Célio e Murilo

fluenciar, mas acaba influenciando. Eles praticamente nasceram na Caixa, tinha aquela convivência com o pessoal, foram pegando gosto. Eu sempre falava: vocês têm que estudar pra conseguir prestar um concurso público, porque trabalhando numa empresa pública, vocês não ganham muito dinheiro, mas uma estabilidade vocês têm.

Como foi quando eles optaram pela carreira do pai? A minha do meio, que é a Você influenciou seus filhos Thays, e o mais velho, o Muria trabalharem na Caixa? lo, estavam na idade de prestar. A gente diz que não pode in- Ela passou e o Murilo não. Em 2001, ela foi chamada, pra agência de Uberaba. Hoje ela está em Brasília. Ela entrou na faculdade de Administração da UnB, se formou e é gerente de clientes e negócios. Aí, no próximo concurso, o meu filho mais novo, o Marcel, já podia prestar. Então, prestou os dois. O Murilo, na região de Brasília, porque já estava gostando de lá. Já o outro é muito assim, interiorano, mineirinho, gosta é daqui. Prestou aqui no polo de Uberlândia. E os dois passaram. O Murilo gosta demais de tecnologia, acabou entrando Arquivo pessoal

Conte-nos como foi sua trajetória profissional. Entrei na Caixa em 27 de julho de 1984. Cursava Direito na Universidade Federal de Uberlândia, já era casado e tinha três filhos. Meu primeiro sonho era trabalhar no Banco do

Brasil. Quando eu era criança, tinha os meninos que trabalhavam, igual hoje, boys e girls. Eu pensei: vou estudar e fazer concurso. Eu fiz o da Caixa e o do Banco do Brasil. Na Caixa eu passei em 29º. Trabalhei um mês e a gerente da habitação falou: eu quero que você trabalhe comigo, porque vamos montar processo habitacional. Quando eu me formei, em 1985, pensei: estou com salário razoável, tenho segurança. Abandonar isso tudo e começar a advogar agora? Vou ficar aqui mesmo. Fui ser caixa executivo. Aí, montou-se uma superintendência em Uberlân-

nesta área e fez faculdade de tecnologia. O Marcel é apaixonado por engenharia e faz faculdade nesta área.

É verdade que seu genro também trabalha na Caixa? [risos] A Thays foi pra Brasília e conheceu o José Luíz (consultor), pessoa muito boa, um genro querido que eu considero como filho. Casaram há um ano e pouco. O relacionamento com os filhos mudou depois que eles entraram na Caixa? A gente acaba conversando muito de Caixa fora da Caixa [risos]. E o lado positivo disso é que eu tenho muita experiência e muitas coisas que eles têm dúvida eu posso passar pra eles. Que conselhos você dá aos filhos sobre a profissão? É dedicar, porque a empresa é muito boa, dá oportunidade. Tudo o que fizer, faça bem feito. Eu tenho quase 30 anos na Caixa e eu não tenho nada que manche meu nome. Eu sou uma pessoa querida, solicitada. E eles estão sendo também.

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

Os três de Célio Omar seguiram a carreira do pai. Até o genro é da Caixa!

bate-papo

Tal pai, tais filhos...

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mercado

Correspondentes se espalham pelos bairros e oferecem vantagens

Diélen Borges

Sabe aquele estabelecimento comercial do seu bairro em que você consegue fazer serviços de banco? Ele é um correspondente bancário. Os correspondentes ficam ligados ao banco em tempo real por meio

de terminais informatizados e têm funcionários próprios capacitados para realizar operações bancárias. É como se o cliente estivesse na agência. Existem os correspondentes transacionais, que fazem transações como pagamento de contas e recebimento de Diélen Borges

notícias

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

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Serviços bancários próximos a clientes

Sede da Continental Consultoria, no Instituto de Solução Financeira

Você pode fazer no Caixa Aqui

- Consultar saldo e extrato de contas correntes e poupanças; - Receber benefícios sociais, como Bolsa Família, INSS, FGTS (até R$ 600), SeguroDesemprego, PIS etc.; - Pagar contas de água, luz e telefone (até R$ 1.000);

- Pagar tributos municipais, estaduais, carnês e assemelhados e convênio exclusivo Caixa (até R$ 1.000); - Pagar bloquetos de cobrança bancária Caixa (até R$ 1.000); - Pagar bloquetos de outros bancos no valor de até R$ 500 (em dinheiro) ou R$ 1.000 (com cartão de débito Caixa); - Pagar prestação habitacional;

depósitos, cujo exemplo mais conhecido são as Lotéricas, e há também os correspondentes negociais, que executam operações de crédito, empréstimos, cartões de crédito, como o Caixa Aqui. Vale lembrar que um correspondente pode ser, ao mesmo tempo, transacional e negocial. Em 2011, a Caixa chegou a mais de 35 mil correspondentes – um crescimento de 21% em relação ao ano anterior. “Isso é uma tendência”, na opinião do economista e consultor de investimento Leonardo Baldez Augusto, que atua há dois anos como correspondente, pela Continental Consultoria, e é parceiro da Caixa há dez anos. A empresa tem 20 profissi-

onais e atende uma média de 100 empresários e 100 famílias por mês. O foco são as operações imobiliárias e são fechados cerca de 60 contratos mensalmente. A Caixa tem sido bastante criteriosa na seleção de novos correspondentes, como explica Fernando Lopez, gerente geral da agência Tubal Vilela e presidente da AGECEF: “a pessoa precisa ter capacidade financeira e de gestão, tem que ser um empreendedor com vocação para trabalhar como correspondente bancário”. Observa-se também a localização do correspondente, para não haver conflito com a atual rede e para verificar o potencial de mercado. As vantagens desta parceria são:

Para a Caixa:

- Fazer Declaração Anual de Isento (Imposto de Renda); - Pagar fatura avulsa de cartão de crédito Caixa nos valores de R$ 10 a R$ 1.000; - Pagar prestação habitacional no valor de até R$ 2.000; - Efetuar doações para o Programa Fome Zero; - Efetuar depósitos em contas correntes e poupanças no valor

de até R$ 1.000 ou em três transações por dia; - Efetuar saques em contas correntes e poupanças com o cartão magnético até R$ 1.000 ou em três transações por dia; - Fazer transferências entre contas da Caixa nos valores de R$ 5 a R$ 1.000; - Abrir uma conta Caixa Fácil; - Alterar senha da conta Caixa

Fácil; - Em alguns Correspondentes, você pode entregar propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados e pensionistas do INSS e empregados de empresas conveniadas.

- Ampliação de mercado; - Divulgação da marca; - Redução da demanda de serviços em agência.

Para o cliente: - Comodidade, com serviços em vários pontos da cidade; - Privacidade, devido à boa estrutura física dos correspondentes bancários.

Para o correspondente: - Ganho de receita; - Utilização de sistema operacional pronto, disponibilizado pelo banco; - Segurança em trabalhar com rede consolidada.

Informações: www.caixa.gov.br


formação

nível de mestrado, com duração de dois a dois anos e meio, Se num passado recente o e doutorado, que têm duração Ensino Superior era almejado média de quatro anos. como garantia de sucesso proTatiana Mara Ribeiro, que fissional, as primeiras décadas aos 27 anos é gerente de pesdo século 21 mostram que os soa jurídica na Caixa Econômais ambiciosos têm ido além. mica Federal, Agência Tubal Mais de 173 mil pessoas se Vilela, já era graduada em Admatricularam em um curso de ministração pela Universidade pós-graduação no Brasil em Federal de Uberlândia quando 2010, de acordo com o último decidiu fazer MBA em Gestão Censo da Educação Superior. Empresarial. Além do objetivo No Brasil, a pós-graduação de se especializar, ela sentia pode ser lato sensu ou stricto necessidade de rever alguns sensu. Os cursos lato sensu são conceitos estudados na graduvoltados para a formação do ação. profissional para atuação mer“Na pós-graduação eu já ticadológica, nha uma macomo as espe- " Na pós-graduação eu já turidade cializações e pessoal e protinha uma maturidade MBAs (Master fissional maior pessoal e profissional in Business maior e pude aproveitar e pude aproAdministrativeitar mais mais tanto o conceito on), e devem acadêmico como a noção de tanto o conter carga hoceito acadêmercado." rária mínima Tatiane Ribeiro, gerente de mico como a de 360 horas. noção de merpessoa jurídica da Caixa Os cursos cado”, conta a stricto sensu gerente. Ela são focados na formação cien- salienta que, além do estudo, tífica e acadêmica e existem no foi importante a rede de relaci-

Diélen Borges

Diélen Borges

Para a gerente Tatiana Ribeiro, a MBA em Gestão Empresarial ampliou a rede de relacionamentos

onamentos construída com professores e colegas: “vários deles eram empresários aqui da cidade, ou trabalham em grandes empresas da região e esse contato é que fez diferença. Bons relacionamentos, dos quais eu colho frutos até hoje aqui no banco mesmo”. Cada ano de pós-graduação corresponde a mais de 40% de aumento na renda mensal (segundo dados da Fundação Getúlio Vargas). As carreiras que mais valorizam o

profissional pós-graduado, de acordo com o portal Universia, são: Engenharia de Software, Gestão, Design gráfico, Assessoria Financeira, Educação, Marketing, Administração, Banco de dados, Web design e Gerência de Negócios. Em Uberlândia, além das instituições particulares, é possivel fazer pós-graduação na UFU. A universidade oferece cursos gratuitos, nas modalidades latu sensu e stricto sensu. Há, inclusive, cursos de

especialização à distância. No site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP) - www.propp.ufu.br - estão disponíveis informações sobre os cursos, quando e como são realizados os processos seletivos e requisitos para ingresso nos programas. Os cursos à distância estão relacionados na página do Centro de Educação a Distância (CEAD), no link: www.cead.ufu.br/pos_graduacao.

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

Estudar um pouco mais aumenta oportunidades e salários

notícias

Profissionais investem em cursos de pós-graduação

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habitação

Demanda por moradias e crédito sustentável afastam risco de crise no Brasil Diélen Borges

em foco

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

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Há motivos para temer uma bolha imobiliária?

Uberlândia tem 145 mil domicílios particulares, mas demanda demográfica ainda é de 17 mil residências Diélen Borges

A quantidade de moradias no Brasil cresceu intensamente nas últimas décadas. O Censo 2010 revelou a existência de 56,5 milhões de domicílios no país – em 1970, eram 17,6 milhões. A aquisição da casa própria foi alavancada por programas como o Minha Casa Minha Vida, que investiu R$ 37,2 bilhões em 2011, o equivalente a 480 mil novas casas. O desembolso em créditos ha-

bitacionais da Caixa, que em 2002 foi de R$ 4,4 bilhões, deve chegar a R$ 84,3 bilhões até o final de 2012. Os dados evidenciam crescimento no número de habitações e também no crédito. Seria o caso de temer uma “bolha imobiliária” no Brasil, como ocorreu nos Estados Unidos e na Europa recentemente?

teriza-se pela valorização excessiva e artificial de um bem imobiliário (terreno, casa, apartamento, etc.), devido a especulações e expectativas exageradas. Quando se fala em “estourar a bolha”, significa que os preços dos imóveis desvalorizaram. O termo foi bastante empregado na época da crise econômica de 2008, que atinEntenda giu os Estados Unidos e países europeus. Lá, além da especuA bolha imobiliária carac- lação imobiliária, o crescimen-

lorização”, explica. Entre 2001 e 2009, a quantidade de domicílios cresceu 28%, passando de 47 milhões para 58,6 milhões. O montante nominal investido soma R$ 139,84 bilhões. Só a Caixa financiou, nesse período, mais de 4,5 milhões de unidades. Entretanto, a demanda habitacional total no Brasil, atualmente, ainda é de mais de 9 Contexto nacional milhões de moradias. Os investimentos aumenO Brasil ainda não vive uma situação de bolha imobi- taram no ano passado. O Programa Minha liária, na opinião do gerente geral da "Ainda temos um Casa Minha Agência Quintino grande espaço para Vida empreBocaiúva, Marcílio percorrer e atingir a gou R$ 37,2 Delfino Duarte Júni- demanda necessária bilhões (ante or, que atua também de imóveis para que R$ 3042 bicomo substituto na comece a haver uma lhões no ano Gerência Regional de supervalorização." anterior). A Habitação. “Ainda Gerente geral Marcílio estimativa da existe um déficit ha- Delfino Duarte Júnior Caixa é que, até o final de bitacional grande, o que significa que, pela lei da 2012, o programa invista R$ oferta e da procura, nós ainda 41,3 bilhões. O crédito habitacional fetemos um grande espaço para percorrer e atingir a demanda chou 2011 em R$ 200,5 binecessária de imóveis para que lhões. As principais fontes são comece a haver uma superva- o Fundo de Garantia (FGTS), to artificial exacerbado dos valores imobiliários se deu em função da securitização (agrupamento de ativos financeiros convertidos em títulos negociáveis no mercado de capitais) e do emprego dos ativos imobiliários nas bolsas, nas quais ocorreu uma especulação ainda maior.


Conjuntura regional Uberlândia tem uma população de 604 mil habitantes (Censo 2010) e 145 mil domicílios particulares, segundo cálculo da Caixa. A demanda habitacional demográfica é de 17 mil moradias. Em 2011, no Triângulo Mineiro, foram liberados cerca de R$ 178 milhões em financiamento para pessoas físicas com recursos do FGTS e R$

439 milhões com recursos da Poupança. A expectativa é que, neste ano, os números sejam superados. Só no primeiro semestre de 2012 foram liberados, em financiamento para pessoas físicas, aproximadamente R$ 76 milhões com recursos do FGTS e R$ 260 milhões com recursos da Poupança.

Como evitar a bolha? O gerente geral Duarte Júnior alerta que os financiamentos imobiliários devem ser sempre feitos com critério para que não haja inadimplência. A Caixa, maior agente financiador de imóveis no país, possui um sistema de análise de risco de crédito dentro de padrões estabelecidos pelo Banco Cen-

Economia x moradia

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Dados: CEF e Ministério da Fazenda

• Brasil: 6ª economia mundial • PIB em 2011: US$ 2,6 trilhões • Taxa de desemprego: 4,7% da PEA, uma das menores do mundo • Demanda habitacional total em 2009: 9.297.214 domicílios - 15,85%

• 4.516.364 moradias financiadas pela Caixa de 2001 a 2009 • R$ 37,2 bilhões investidos pelo "Minha Casa Minha Vida" em 2011 • R$ 200,5 bilhões em crédito habitacional em 2011

tral, que leva em conta, com ri- Perspectivas gor, a questão da possibilidade O Brasil ocupa, atualmente, do pagamento dessas prestações habitacionais. E ainda, o a sexta posição no ranking das atual sistema de financiamento maiores economias do mundo. imobiliário permite a retoma- O Produto Interno Bruto da dos imóveis em caso de ina- (PIB) deve fechar 2012 na casa dos US$ 2,6 trilhões, segundimplência. Políticas habitacionais do estimativas do Fundo Internacional também são importantes para Monetário evitar eventuais desequilíbrios (FMI). A economia estável que possam gerar uma especu- pode ser medida também pela lação exacerbada tanto da eco- taxa de desemprego no país: nomia real dos imóveis. 4,7% da População EconomiDuarte Júnior afirma que “o camente Ativa (PEA), uma das menores do Brasil tem permundo. "Nosso sistema mitido muito O acesso ao bancário é estável e financiamento, então, a oferta desenvolvido, um dos crédito também de imóveis ain- melhores do mundo." deve continuar. A Caixa anunGerente geral Marcílio da vai ser basciou, no mês de Delfino Duarte Júnior tante grande. junho, a ampliAcaba tendo esse equilíbrio para não poder ação do prazo do financiagerar um preço muito acima mento habitacional, com daquele aceitável para o paga- recursos da Poupança e alienação fiduciária, de 30 para até mento desses imóveis”. Contribui para o equilíbrio 35 anos. Os juros também dieconômico o fato de que o minuem: imóveis financiados nosso sistema bancário é está- pelo Sistema Financeiro da vel e desenvolvido, “um dos Habitação (SFH) terão taxas melhores do mundo”. Para o reduzidas para 8,85%, com gerente, as conversões de pa- possibilidade de baixar para péis imobiliários em valores 7,8%, conforme o grau de reimobiliários - no mercado se- lacionamento do cliente com o cundário de bolsas ou fundos banco. As taxas de outros fide investimento - deve ser fei- nanciamentos foram reduzidas to sempre com muito critério para 9,9%, mas podem chegar também para não haver o ex- a 8,9%, também a depender do cesso de valorização desses pa- relacionamento entre o cliente e o banco. péis.

mensageiro agecef/tm - ano I - nº 2 - dez/2012

ça a pagar determinada prestação e essa prestação vai diminuindo”. Além disso, os financiamentos voltados para as classes socioeconômicas mais baixas, como o Minha Casa Minha Vida, são subsidiados pelo governo federal.

em foco

de onde saíram R$ 33,4 bilhões, e a Poupança (SBPC), responsável por R$ 30,3 bilhões do crédito. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, declarou em seminário ocorrido em junho, no Rio de Janeiro, que não vê risco de bolha imobiliária no país porque “o crédito vem crescendo de forma sustentável”. O valor das prestações dos financiamentos habitacionais é calculado de acordo com a renda de quem está contratando o financiamento à época de assinatura do contrato. Duarte Júnior garante que “pela própria característica atual de estabilidade econômica do Brasil, dentro do sistema financeiro de cálculo de juros que a Caixa utiliza, você come-

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Indicação

Quer saber mais sobre Demanda Habitacional no Brasil? Então, baixe gratuitamente este documento elaborado pela Caixa. São 173 páginas com indicadores e informações sistematizadas, em nível de setor censitário, que possibilitam

identificar onde, de que forma e para quem estão sendo produzidas habitações no país. A pesquisa teve início em 2005 e o resultado foi publicado neste ano. Acesse: http://migre.me/a2vVu.

A primeira agência

Caixa foi criada por Dom Pedro II em 1861 e funcionava na Cadeia Velha Divulgação

história

Diélen Borges

Mais de uma agência por dia vindicações dos gestores discutidas durante o 51º Encontro de AGECEFs (ENAGECEF), realizado em Curitiba-PR, entre os dias 13 e 15 de setembro de 2012. Na fotografia, estão os membros da mesa de honra do evento. Algumas das propostas De janeiro a novembro de enviadas são: modelo integra2012, a Caixa inaugurou 354 do de atendimento, plano de agências pelo Brasil. O banco saúde e cartão corporativo. ainda passou a contar, no mes- Para ver a lista completa de remo período, com mais 985 vindicações, acesse a página: unidades lotéricas e 11.265 http://migre.me/bZVfb. equipamentos de autoatendimento. Caixa patrocina Corinthians Até o final deste ano, está prevista a inauguração de mais O Timão 196 agências. Serão investidos vai estampar R$ 4,4 bilhões, em 2013, na o nome da manutenção e ampliação da Caixa como rede de agências. patrocinador master até o 51º ENAGECEF final de 2014. Para fechar a parceria, anunciada no dia 19 de novembro, o Corinthians precisou apresentar ao banco Certidões Negativas de Débito (CNDs). A Caixa será a única marca na camisa dos jogadores corintianos que disputarão o A diretoria da Federação Mundial de Clubes da FIFA, Nacional das AGECEFs (FE- em dezembro, no Japão, pois a NAG) encaminhou à Caixa a entidade não permite a estamcorrespondência com as rei- pa de mais patrocinadores. FENAG

arremate

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Informe-se

Prédio onde funcionava a Caixa Econômica e Monte do Socorro da Corte

A Caixa Econômica Federal foi fundada em 12 de janeiro de 1861, por meio do decreto nº 2.723, assinado pelo Imperador D. Pedro II. A instituição recebeu o nome de Caixa Econômica e Monte do Socorro da Corte. A primeira agência foi inaugurada no dia 4 de novembro do mesmo ano e funcionava no prédio conhecido como Cadeia Velha (imagem acima), no Rio de Janeiro-RJ.


Mensageiro ano1 n2