Cartilha Amafresp

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ANS - nº31763-2

Cartilha de Prevenção

Transtornos da Ansiedade e Alimentares Janeiro/2014


Apresentação Mais uma vez a Amafresp traz aos filiados informações de suma importância para a saúde de todos. O conhecimento e a prevenção são os melhores caminhos para a qualidade de vida e bem-estar das pessoas.

Os Transtornos da Ansiedade e da Alimentação são distúrbios intimamente relacionados entre si e, devido à grande incidência na população e os reflexos negativos que provocam na saúde, independente de sexo, idade, classe social e etnia, têm sido muito discutidos e abordados por várias entidades e pela mídia em geral, pois, atualmente, estão entre as doenças que mais incapacitam o indivíduo.

Esta cartilha tem informações úteis e interessantes sobre os sintomas e tratamentos de alguns Transtornos da Ansiedade e Alimentares.

É a Amafresp cuidando da sua saúde. Boa leitura !

Luiz Carlos Toloi Junior Diretor da Amafresp

Teruo Massita

Presidente da Afresp


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Transtornos da Ansiedade Os transtornos de ansiedade são extremamente frequentes e seus sintomas podem ser tanto sensações físicas quanto pensamentos incômodos. Porém, quando tais sintomas apresentam-se em um grau exagerado e passam a atrapalhar a vida da pessoa, é necessário um acompanhamento médico. Todos os transtornos de ansiedade têm como manifestação principal um alto nível de ansiedade. A ansiedade é caracterizada como um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis. É comum que haja comorbidade, ou seja, uma pessoa pode apresentar sintomas de mais de um tipo de transtorno de ansiedade ao mesmo tempo ou outros problemas, como a depressão. No geral, os transtornos de ansiedade respondem muito bem ao tratamento psicológico especializado. Os principais Transtornos de Ansiedade são:

Transtorno Ansiedade Generalizada No transtorno de ansiedade generalizada, as manifestações de ansiedade oscilam ao longo do tempo, mas não ocorrem na forma de ataques, nem se relacionam com situações determinadas. Estão presentes na maioria dos dias e por longos períodos, de muitos meses ou anos. O sintoma principal é a expectativa apreensiva ou preocupação exagerada, mórbida. A pessoa está, na maior parte do tempo, preocupada em excesso. Além disso, sofre de sintomas como inquietude, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, insônia e sudorese.


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O início do transtorno de ansiedade generalizada é insidioso e precoce. Os pacientes informam que sempre foram “nervosos”e “tensos”. A evolução se dá no sentido de como ele se desenvolve.

Transtorno Obsessivo–Compulsivo Obsessões são pensamentos, imagens e impulsos que ocorrem de modo repetitivo, intrusivo, usualmente associados com ansiedade, que a pessoa não consegue controlar, apesar de reconhecer seu caráter anormal. Compulsões são atos ou comportamentos, recorrentes e repetitivos, que o paciente é forçado a realizar, sob pena de entrar em um estado de acentuada ansiedade. As compulsões costumam se elaborar em rituais com atos relacionados com limpeza, verificação e contagem. O paciente toma dez, trinta banhos por dia, de acordo com


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um esquema predeterminado, e também pode lavar as mãos toda vez que se encosta a certo tipo de objeto. Outros sintomas são contar as cadeiras de um cinema para se sentar, exatamente em determinada posição; e certificar-se, inúmeras vezes, de que não deixou uma porta aberta, por exemplo. As obsessões e as compulsões surgem, ou tornam-se evidentes, no início da vida adulta. Tendem a piorar com a evolução da doença e a ocupar uma parcela cada vez maior do tempo do indivíduo. O grau de incapacitação é sempre considerável e pode atingir extremos quando o paciente torna-se virtualmente paralisado pelos sintomas, incapaz até de levar um garfo até a boca.

Transtorno do Estresse Pós- Traumático O transtorno do estresse pós-traumático pode acontecer em pessoas que passaram por experiências extremamente desagradáveis, como tortura, terrorismo, rapto, guerra, acidentes naturais, sequestros, incêndios, assaltos, agressões, conhecimento de doença com risco de morte em filhos, diagnósticos de doenças que levem à morte, desastres automobilísticos e aéreos, contato com crianças mortas ou gravemente feridas, morte ou lesão grave de um colega de trabalho, suicídio de um colega ou qualquer evento de impacto importante e não habitual dentro de um grupo. Após o ocorrido o paciente passa a reviver persistentemente o evento das seguintes formas: recordações (imagens, pensamentos ou percepções) aflitivas e intrusivas; pesadelos repetidos; flashbacks e grande sofrimento quando confrontada com indícios que lembram aspectos do evento traumático. Contudo, para caracterizar como um transtorno, a duração dos sintomas deverá ser superior a um mês.


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Tratamento: Os transtornos de ansiedade têm diversas causas e manifestações diferentes. Um psiquiatra poderá fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento, que pode envolver o uso de medicamentos, psicoterapia ou ambos. O tratamento pode ser prolongado, pois seus objetivos são aliviar os sintomas agudos e também prevenir novos episódios da doença.

Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social) Na fobia social, sintomas de ansiedade ocorrem em situações nas quais a pessoa é observada pelos outros. Situações típicas compreendem: escrever, assinar, comer e fazer uma apresentação na presença dos outros. Em contato com os outros, especialmente estranhos, o paciente sofre de sintomas como tremores, sudorese, enrubescimento, dificuldade de concentração (“branco na cabeça”), palpitações, tontura e sensação de desmaio.


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Diferente dos ataques de pânico, os sintomas surgem durante as situações sociais temidas e duram até o contato com os outros terminar. O transtorno de ansiedade social começa muito cedo na vida da pessoa, com manifestações desde a infância, mas se torna mais evidente no início da vida adulta, na medida em que os contatos com os outros se tornam mais obrigatórios. A evolução do transtorno de ansiedade social vai limitando cada vez mais a vida da pessoa e pode gerar complicações como o abuso e dependência de álcool ou depressão.

Transtorno do Pânico A manifestação central do transtorno de pânico é o ataque de pânico, um conjunto de manifestações de ansiedade com início súbito, rico em sintomas físicos e com duração limitada no tempo, em torno de dez minutos. Os sintomas típicos são:

• Sensação de sufocação; • Sensação de morte iminente; • Taquicardia; • Tonturas; • Sudorese; • Tremores; • Sensação de perda do controle ou de “ficar louco”; • Alterações gastrointestinais. Os primeiros ataques de pânico costumam vir sem qualquer aviso, de modo totalmente inesperado. Depois podem surgir a partir de um nível maior de ansiedade, a ansiedade antecipatória, ou serem precipitados pelo contato com algum tipo de situação.


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Transtorno por Agorafobia É o medo de estar em um local ou envolvido em uma situação em que não seja possível obter auxílio caso aconteça um ataque de pânico. Situações e locais típicos da agorafobia são túneis, engarrafamentos, avião, grandes espaços abertos, shopping centers, ficar sozinho e sair sozinho. Em todas essas situações existe um denominador comum: o problema que o paciente enfrenta, caso nelas tenha um ataque. Com a progressão do transtorno, o paciente fica mais dependente dos outros e com seu espectro de atividades cada vez mais limitado.

Fobias Simples Consiste no medo irracional relacionada a um objeto ou situação específica. Na presença do estímulo fóbico a pessoa


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apresenta uma forte reação de ansiedade, podendo chegar a ter um ataque de pânico. Por exemplo a pessoa pode ter fobia de sangue, de animais, de altura, de elevador, de lugares fechados ou abertos, fobia de dirigir, etc. Há muitas formas possíveis de fobia, visto que o estímulo fóbico assume um lugar substituto para os reais motivos de ansiedade da pessoa. O motivo original vai ser descoberto na terapia.

Transtornos alimentares Os Transtornos Alimentares são caracterizados por perturbações no comportamento alimentar, podendo levar ao emagrecimento extremo (a caquexia, que acontece devido à inadequada redução da alimentação), à obesidade (devido a ingestão de grandes quantidades de comida), ou outros problemas físicos.


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Os principais tipos de Transtorno Alimentar são Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa. Ambos têm como características comuns uma intensa preocupação com o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal, e a autoavaliação baseada no peso e na forma física. Estima-se que, ao longo da vida, entre 0,5 e 4% das mulheres terá Anorexia Nervosa, de 1 a 4,2% Bulimia Nervosa e 2,5% transtorno do Comer Compulsivo. Quadros mais leves, que não preenchem todos os critérios para a doença, mas que marcam uma profunda insatisfação com o corpo, busca incessante de dietas e cirurgias plásticas, eventuais usos de recursos extremos para emagrecer (vomitar, usar laxante, diuréticos, moderadores de apetite e exercício físico compulsivo) podem abranger 15% das mulheres. A Anorexia Nervosa é uma doença grave, com risco de mortalidade em torno de 5 a 15% dos casos.

Causas Não há uma única causa responsável pelos transtornos alimentares. Acredita-se no modelo multifatorial, com participação de componentes biológicos, genéticos, psicológicos, socioculturais e familiares.

Tipos Os dois tipos principais são:

Anorexia Nervosa

A anorexia nervosa afeta cerca de 0,5% das mulheres jovens. Este transtorno é diagnosticado quando as pacientes apresentam um medo intenso e constante de engordar, mesmo estando com um peso abaixo do normal,


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o que as leva a alterações de comportamento alimentar apresentadas como restrição extrema da ingestão de alimentos ou o uso de medidas para compensar as poucas calorias ingeridas através da alimentação, seja através de exercícios exagerados, de vômitos forçados ou uso de laxantes.

Tais restrições podem causar alguns danos no organismo como:


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- Interrupção da menstruação; - Osteopenia ou osteoporose (“enfraquecimento dos ossos”); - Alterações no aspecto das unhas e do cabelo; - Pele seca; - Anemia; - Constipação (dificuldade para evacuar); - Redução da pressão arterial; - Desnutrição; - Depressão e letargia.

Bulimia Nervosa É caracterizada por episódios em que a pessoa come, em um curto período de tempo, uma quantidade muito grande de comida, superior a que uma pessoa de mesma idade, constituição e peso comeria, por vezes engolindo sem mastigar, sem saborear, misturando diversos tipos de alimentos ou ainda comendo comida gelada. Estes episódios normalmente são interrompidos pela chegada de outra pessoa, ou quando o paciente fica tão exausto que dorme cansado de tanto comer, ou ainda quando o estômago, de tão distendido, começa a doer.


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Depois destes episódios de exagero alimentar, os portadores de Bulimia Nervosa costumam realizar episódios de compensação para tentar evitar o ganho de peso, como provocar vômitos ou usar um laxante. Estes comportamentos normalmente ocorrem fora das vistas de outras pessoas, pois costumam causar vergonha, desconforto e não costumam ser notados, até que se tornem tão frequentes que causam um prejuízo significativo à vida da pessoa. A Bulimia Nervosa também pode causar alterações físicas: • Garganta constantemente inflamada; • Aumento do volume das glândulas parótidas, localizadas no pescoço; • Alterações no esmalte dos dentes causadas pelo ácido contido nas secreções do estômago, tornando os dentes amarelados; • Halitose (“mau hálito”); • Problemas intestinais pelo uso exagerado de laxantes; • Problemas renais causados pelo uso de diuréticos. Em alguns casos, os transtornos alimentares estão relacionados a outros transtornos e problemas psiquiátricos, como a depressão, transtorno obsessivocompulsivo e o abuso de álcool ou outras drogas.

Comer Compulsivo Nos últimos anos, constatou-se que uma parcela dos obesos em tratamento, cerca de 30%, apresenta um comportamento de descontrole alimentar com uma ingestão compulsiva de grandes quantidades de alimento durante o dia, com a sensação de perda de controle. Esse quadro esta relacionado com outras graves doenças psiquiátricas como depressão e ansiedade.


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Tratamento Habitualmente, o tratamento envolve o atendimento médico realizado por psiquiatras, com prescrição de medicamentos, psicoterapia e também por outros especialistas, como endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos, que auxiliarão o paciente a recuperar os hábitos alimentares saudáveis.

Através do tratamento adequado, os indivíduos portadores de um transtorno alimentar podem recuperar seu bemestar e sua autoestima sem que o peso e a forma corporal sejam os valores mais importantes da sua vida.

Fonte: Sociedade Brasileira de Psiquiatria/Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).


Presidente: Teruo Massita 1º Vice-Presidente: Omar Roldão de Moura 2ª Vice-Presidente: Angela Manzoti Nahman Secretário Geral: Luiz Carlos Toloi Junior Secretário Adjunto: Hildebrando Djalma Pirágine 1º Tesoureiro: Rodrigo Keidel Spada 2º Tesoureiro: Antero Rodrigues Martins

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Esta cartilha foi desenvolvida pelo departamento de Marketing & Comunicação da Afresp em janeiro/2014 Ilustrações Paulo Gomes.

Marketing & Comunicação - 2014

Diretoria Executiva