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SAÚDE E VITALIDADE

Edição #10 MARÇO 2019 Distribuição Gratuita para Profissionais de Saúde

www.aformulabr.com.br

Cafeina

Desafios e benefícios

Atletas

Como conquistar alta performance

Refluxo gastroesofágico infantil Diretrizes atuais da prática clínica SAÚDE E VITALIDADE

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SAÚDE E VITALIDADE

EDITORIAL Prezado(a) prescritor(a), Nesta edição, temos como assunto principal o uso de suplementos em atletas de alta performance. O ponto de partida é uma revisão da Comissão Médica e Científica do Comitê Olímpico Internacional (COI) que explica evidências relativas aos benefícios e riscos a partir do consumo de suplementos. Para o tema proposto, foram selecionadas substâncias - e os seus respectivos efeitos para atletas - como a Creatina, Cafeína e L Carnitina, além de sugestões de fórmulas. Também trazemos para debate a Coenzima Q10 e as suas ações, efeitos e aspectos da prescrição. Outros assuntos interessantes presentes no material é a relação entre a fitoterapia e estresse, bem como as possibilidades para controlar o refluxo gastroesofágico em crianças. Agradecemos mais uma vez a confiança nas informações que expomos, até porque queremos continuar honrando o nosso slogan: “Especialista em você”. Boa leitura e até a próxima. Equipe A Fórmula

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EDIÇÃO

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ÍNDICE MARÇO/2019 04 05

Palavra do especialista

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Farmácia magistral: possibilidades

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Formas farmacêuticas

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Cafeina

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Refluxo gastroesofágico em crianças

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Outras opções de formulações

Uso de medicamentos e chás em lactantes

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Alta performance

Coenzima Q10 Fitoterapia

Projeto Gráfico: Argolo Studio Design Direção de Arte: Edu Argolo [eduargolo@gmail.com]

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PALAVRA DO ESPECIALISTA

PALAVRA DO ESPECIALISTA Há dois anos atendendo em consultório de Nutrologia e Clínica Médica, utilizo a prescrição manipulada diariamente e com benefício enorme aos meus pacientes. Dentre esses benefícios, cito a comodidade, a individualidade e a segurança de uma farmácia com laboratório de confiança.

Dra. Ana Cláudia Correia Cavalcante Loureiro Médica e pós graduada em Nutrologia pela ABRAN pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Especialista em Nutrologia pela CFM e ABRAN.

"A farmácia de manipulação tem enorme importância na minha prática diária de consultório"

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É comum atender pacientes com restrições diversas às formas farmacêuticas existentes no mercado, por exemplo não tolerando deglutir sólidos (como comprimidos ou cápsulas) ou não tolerando um sabor específico (presente nas soluções ou pó para dissolução) ou com disfagia (necessitando de microcápsulas) ou com restrições alimentares (como intolerância a lactose, pacientes veganos ou outros, que desejem cápsulas adequadas ao seu hábito e tolerância alimentar) ou ainda pacientes que não desejam assumir publicamente o uso de algumas medicações e necessitam de alternativas, como por exemplo um spray nasal ou um strip oral ou uma goma como veículo de sua medicação. Além de tudo isso, é possível ainda minimizar a quantidade de cápsulas para aqueles pacientes que tomam várias por dia, incluindo algumas substâncias na mesma forma farmacêutica, quando possível. A individualização da dose e da posologia para cada paciente é outro benefício muito importante na minha prática. Com isso posso adequar dosagens diferentes das apresentações já existentes no mercado, de acordo com a necessidade, tolerabilidade e posologia que melhor se adeque ao paciente. E, por fim, falo do benefício da segurança no laboratório que está manipulando a medicação do meu paciente, que é outro fator fundamental, pois posso ter a certeza de que aquilo que estou prescrevendo é realmente o que meu paciente está recebendo, com a dosagem, concentração e substâncias corretas, individualizadas para ele e para as necessidades que apresenta naquele momento. Desta forma, concluo reafirmando que a farmácia de manipulação tem enorme importância na minha prática diária de consultório principalmente pelos motivos acima descritos.


ARTIGO

Uso de medicamentos e chás em lactantes Ferramentas de suporte aos prescritores

A utilização de chás e medicamentos em lactantes deve ser feita sobre a orientação de profissionais de saúde com experiência clínica e que entendam os ricos e benefícios do tratamento, baseando-se na efetividade e segurança dos pacientes. Além disso, deve ser levado em consideração, sempre que possível, a opção terapêutica com evidências científicas que atestem sua baixa liberação no leite materno ou que não signifique risco aparente para a saúde do bebê.

podem ser expostas. O LactMed® também inclui informações sobre os níveis dessas substâncias no leite materno e no sangue do bebê e os possíveis efeitos adversos no lactente. Alternativas terapêuticas sugeridas para esses medicamentos são fornecidas, quando apropriado. Todos os dados são derivados da literatura científica e totalmente referenciados.2 - LactMed®: https://toxnet.nlm.nih.gov/newtoxnet/lactmed.htm

Os profissionais de saúde devem ser instruídos a acessar sites especializados, a partir dos quais podem obter informações atualizadas sobre medicamentos e amamentação, como: - American Academy of Pedriatics (AAP): www.aap.org/policy/0063.html); e - Organização Mundial da Saúde (OMS): www.who.int/child-adolescent-health/NewPublications/NUTRITION/ BF_Maternal_Medication.pdf

Instituições envolvidas com o fornecimento de informações sobre amamentação, podendo ser consultadas virtualmente: • Academy of Breastfeeding Medicine • American Academy of Family Physicians, Breastfeeding Position Paper • American Academy of Pediatrics, Breastfeeding Resources for Mothers • American Academy of Pediatrics, Resources for Health Professionals • International Lactation Consultant Association • MotherToBaby, Breastfeeding Information Service • United States Breastfeeding Committee

Outra opção é o banco de dados LactMed®, que contém informações sobre medicamentos e outros produtos químicos aos quais as mães lactantes

QRCODE FORMULAÇÕES MAGISTRAIS GESTANTES http://aformulabr.com.br/qrcode/fmgestantespetrolinaafv01.pdf

*Apesar dos estudos relatarem segurança no uso desses medicamentos durante a lactação, o acompanhamento médico é fundamental.

Referências: 1. Anderson PO. Breastfeed Med. 2017;12:396-7. 2. Disponível em: https://toxnet.nlm.nih.gov/newtoxnet/lactmed.htm

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FARMÁCIA MAGISTRAL:

POSSIBILIDADES

A arte de manipular medicamentos está sempre em evolução graças ao surgimento de novos fármacos, excipientes inteligentes e à contínua inovação e desenvolvimento da tecnologia farmacêutica. A manipulação de medicamentos fornece um serviço essencial ao nosso sistema de saúde. Além de trazer uma conveniência posológica, onde a dose manipulada é individualizada para cada paciente de acordo com os critérios médicos, as farmácias magistrais apresentam diversas vantagens, como: preparar a forma farmacêutica mais adequada de acordo com a idade dos pacientes, a formulação tópica que tenha a velocidade desejada de absorção na pele, alternativas a indivíduos que apresentam dificuldades de deglutição, entre outras. Individualização das fórmulas Pessoas com intolerâncias alimentares ou alergias podem solicitar um medicamento que esteja livre de um excipiente específico, como a lactose, conservantes, corantes e glúten. No entanto,

isso pode não ser necessário em todos os casos.1 O amido farmacêutico, que é extraído de fontes vegetais como trigo e milho, é usado principalmente em formulações de doses sólidas orais, onde atua como aglutinante, diluente e desintegrante. O amido de trigo, por exemplo, pode ser prejudicial para pessoas com doença celíaca, e seu uso deve ser evitado nas formulações desses pacientes.2 Facilitação da posologia Em muitos casos, existe a necessidade do uso de mais de um fármaco para um mesmo tratamento ou para tratamentos distintos do mesmo indivíduo. Desde que compatível quimicamente, é possível agrupar mais de um fármaco em uma mesma forma farmacêutica, como exemplo, associações de anti-hipertensivos com diuréticos, de anti-histamínico com antitussígenos, e até mesmo, de fitoterápicos e nutracêuticos, para tornar mais conveniente o tratamento, repercutindo em melhor adesão, em decorrência do menor custo e maior facilidade de uso.

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Ezetimiba ........................................................................................... 5 mg Atorvastatina ................................................................................... 5 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) ao dia. Indicação: associação com inibidor da HMG-CoA redutase e inibidor da absorção de colesterol. Silimarina (Carduus marianus) .................................................. 100 mg L Metionina ........................................................................................ 200 mg Boldo (Peumus boldus) extrato seco ...................................... 100 mg Inositol ................................................................................................. 100 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), 2 a 3 vezes ao dia. Indicação: associação com hepatoprotetores.

Referências: 1. Medicines, excipients and dietary intolerances. (2016). Drug and Therapeutics Bulletin, 54(8), 93–96. 2. Pharmaceutical Press and American Pharmacists Association. Starch. Pharmaceutical excipients. 2015. Disponível em: www.medicinescomplete.com/mc/excipients/current/1001946580.htm?q=starch&t=search&ss=text&p=1#_hit.

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FORMAS FARMACÊUTICAS As drogas em geral, são administradas em formas farmacêuticas as mais diversas. Nestas formas farmacêuticas, além da droga ativa ou princípio ativo existem os veículos/ excipientes.

A escolha da Forma Farmacêutica depende principalmente: da natureza físico-química do fármaco do mecanismo de ação

É necessário ressaltar o importante papel que os excipientes podem desempenhar na liberação do princípio ativo. Os veículos/excipientes não têm atividade terapêutica, porém podem modificar a atividade terapêutica do fármaco, influenciando a sua biodisponibilidade, portanto estes se constituem elementos habituais e imprescindíveis nas formulações magistrais.

do local de ação do medicamento da dosagem As formas farmacêuticas, enfim, facilitam a administração dos medicamentos. A escolha da forma farmacêutica está diretamente relacionada com a via de administração que será utilizada.

Gomas Nutricionais

Facilidade na adesão aos tratamentos As gomas nutricionais, em comparação com outras formas farmacêuticas, são preparações mastigáveis facilmente digeríveis e mais agradáveis de consumir, podendo ser uma boa alternativa para grupos específicos de pacientes que, por questões fisiológicas ou incapacidade resultante de alguma doença, apresentam dificuldades para utilizar as formas convencionais de medicamentos, como os comprimidos e as cápsulas.1 Além do paciente ter a oportunidade de escolher o sabor que mais lhe agrada, as gomas nutricionais permitem o mascaramento do sabor amargo de diversas vitaminas. Dessa forma, a principal proposta desta forma farmacêutica mastigável é facilitar a adesão de pacientes aos tratamentos por torna-los mais atrativos e mais agradáveis ao paladar.1

Vantagens - Forma farmacêutica indicada para suplementação em crianças e idosos; - Melhora a adesão ao tratamento; - Permite a adição e escolha de flavorizantes para mascarar sabores desagradáveis; - Disponibilidade em vários formatos, cores e sabores.

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FORMAS FARMACÊUTICAS

QRCODE FORMULAÇÕES MAGISTRAIS GOMAS PEDIÁTRICAS - AF http://aformulabr.com.br/qrcode/gomaspedibeafv01.pdf

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Glucomannan (Amorphophallus konjac)................................ 500 mg Goma qsp ........................................................................................... 1 un Modo de uso: 1 a 4 doses ao dia, antes das refeições. Indicação: prebiótico infantil. Zinco TF............................................................................................... 5,6 mg Vitamina C.......................................................................................... 35mg Vitamina D3....................................................................................... 1.200 UI Goma qsp............................................................................................ 1 un Modo de uso: 1 unidade pela manhã. Indicação: gomas imunológicas. Referências:

1. Harden B. California State University, Northridge (Tese de Mestrado). 2015. 2. Batistuzzo JAO, et al. Formulário médico-farmacêutico. São Paulo: Tecnopress, 2000

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ALTA PERFORMANCE

Suplementos em atletas Para abordar as questões relativas ao uso de suplementos por atletas, mais especialmente os atletas de alta performance, a Comissão Médica e Científica do Comitê Olímpico Internacional (COI) elaborou uma revisão abrangente das evidências relativas aos potenciais benefícios e riscos associados ao uso de suplementos.1 Os estudos concluíram que os suplementos dietéticos são uma parte legítima da preparação do atleta de alto desempenho e que, quando utilizados de forma apropriada, podem desempenhar um papel importante na manutenção da boa saúde, dar suporte ao treinamento e otimizar o desempenho físico e mental durante as competições.1-3 Os suplementos que são utilizados para melhorar direta ou indiretamente o desempenho representam o maior grupo de produtos comercializados para atletas, mas apenas alguns, como a cafeína e a creatina, têm boa evidência de benefícios. Dessa forma, o COI recomenda que seja realizada uma avaliação nutricional completa previamente à utilização de suplementos, uma vez que algumas respostas podem variar entre os indivíduos devido a fatores genéticos, pelo microbioma e pela dieta habitual.1

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Creatina:

Cafeína:

Estudos comprovaram que a ingestão de creatina (cerca de 20 g/dia por 5 dias) aumenta a creatina muscular em cerca de 20%, melhorando o desempenho em esportes e exercícios que dependem fortemente da creatina e da fosforilcreatina para ressintetizar adenosina trifosfato (ATP).4-7 Além dos efeitos bem estabelecidos para melhorar o desempenho, a creatina também funciona através de múltiplos mecanismos para melhorar a recuperação muscular a partir de exercícios intensos.8

Pesquisas clínicas relatam que a suplementação de cafeína nas doses entre 2 e 10 mg por kg aumenta a força muscular em 7% e a resistência física em 14%.9-11 Um ensaio clínico mostra que o consumo de cafeína na dose de 3 mg por kg, em dose única, resulta em um aumento de cerca de 6% no rendimento durante 30 minutos de exercício, comparado ao placebo em homens saudáveis.12 Outros resultados clínicos relatam que a cafeína pode diminuir os sentimentos subjetivos de esforço físico e fadiga durante exercícios intensos.13-17

L Carnitina: Pesquisas indicam que o exercício intenso em atletas tem sido associado a uma diminuição nos níveis plasmáticos de L Carnitina e que a restauração desses níveis através da suplementação pode ter efeitos benéficos.18 Alguns estudos clínicos relatam que a L Carnitina melhora o desempenho e a resistência física e reduz a dor muscular pós-exercício em atletas.19-21 Além disso, alguns estudos mostram que a L Carnitina pode diminuir o acúmulo de lactato e aumentar o consumo de oxigênio e a produção de energia durante o exercício.22-24 SUGESTÕES DE FÓRMULAS L Carnitina ......................................................................................................... 250 mg Modo de uso: 1 a 3 doses (cápsula) ao dia. Creatina .............................................................................................................. 500 mg L Leucina ............................................................................................................ 500 mg L Isoleucina ....................................................................................................... 100 mg L Valina ................................................................................................................ 100 mg Modo de uso: nos dias de treino, 3 doses (cápsulas) com a refeição anterior ao treino, e 6 doses com a refeição posterior ao treino; manutenção – 2 a 4 doses (cápsulas) ao dia durante 3 meses. Obs: Suspender o uso por duas semanas antes de uma nova série. Boro glicina ....................................................................................................... 2 mg Cromo DG .......................................................................................................... 50 mcg Fitina ........................................................................................................... 400 mg Modo de uso: 1 a 2 doses (cápsulas) ao dia. Referências:

1. Maughan RJ, et al. Br J Sports Med 2018;52:439–55. 2. Rawson ES, et al. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2018;28:188–99. 3. Peeling P, et al. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2018;28:178–87. 4. Harris RC, et al. Clinical Science, 1992; 83(3):367–374. 5. Hultman E, et al. J Appl Physiol, 1996; 81(1):232–237. 6. Branch JD. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 2003;13(2):198–226. 7. Gualano B, et al. Amino Acids, 2012;43(2):519– 529. 8. Heaton LE, et al. Sports Medicine, 2017;47(11):2201–2218. 9. Warren GL, et al. Med Sci Sports Exerc. 2010;42(7):1375-1387. 10. Ping WC, et al. Indian J Med Res 2010;132:36-41. 11. Doherty M, Smith PM. Int J Sport Nutr Exerc.Metab 2004;14(6):626-646. 12. Beaumont R, et al. J Sports Sci. 2017;35(19):1920-27. 13. Backhouse SH, et al. Appetite 2011;57:247-52. 14. Doherty M, Smith PM. Scand J Med Sci Sports 2005;15(2):69-78. 15. Bottoms L, et al. J Sports Sci. 2013;31(10):1091-9. 16. Kim SW, et al. J Psychopharmacol. 2013;27(1):62-70. 17. Del Coso J, et al. Amino Acids. 2013 ;44(6):1511-9. 18. Nuesch R, et al. Drugs Exp Clin Res 1999;25:167-71. 19. Karahan M, et al. Ovidius University Annals, Physical Education and Sport/Science, Movement and Health Series 2010;10(2):504-507. 20. Kaviani M, et al. J. Mazandaran Univ. Med. Sci. 2009;19(73):43-50. 21. Borghi-Silva A, et al. Braz. J Med. Biol. Res. 2006;39(4):465-474. 22. Nourshahi M, et al. Iranian J.Nutr.Sci.Food Technol. 2009;4(27):45-52. 23. Nourshahi M, et al. Iranian J.Nutr.Sci.Food Technol. 2011;6(1):23-32. 24. Eroglu H, et al. Neuro.Endocrinol.Lett. 2008;29(2):261-266.

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ALTA PERFORMANCE ESTUDOS CLÍNICOS

INFORME TÉCNICO A FÓRMULA

CREATINA Metabólico para ganho de massa em atletas

http://aformulabr.com.br/qrcode/ creatinafv01.pdf

DESCRIÇÃO Substância natural encontrada em células musculares no organismo, particularmente em torno dos músculos e os 5% restantes em outras partes do corpo. É um metabólito orgânico composto principalmente por 3 aminoácidos, a metionina, arginina e a glicina. MECANISMO DE AÇÃO A creatina retira a água do lado de fora da célula para dentro, fazendo-a aumentar de volume o que justifica o rápido ganho de massa quando ingerido e a necessidade de ingestão elevada deste líquido. O aumento do teor de água nas células musculares causa uma grande tensão nas membranas, que envia uma mensagem para o núcleo da célula, para o mRNA e então elevar a síntese proteica muscular, fazendo o músculo se desenvolver mais rapidamente ao longo do curso quando usado por curto espaço de tempo (em média 8 semanas) sem causar alteração hepática e nem renal. Assim, os efeitos desse suplemento sobre a retenção hídrica, o balanço proteico, a expressão de genes/ proteínas associados à hipertrofia e ativação de células satélites, podem explicar as adaptações musculoesqueléticas observadas.

INDICAÇÕES: Suplemento esportivo para impulso de força;  Aumento de massa muscular, do poder de resistência e consequente desempenho físico (exercício de curta duração e alta intensidade);  Melhora a capacidade cerebral em curto prazo.

DOSE USUAL:

Recomendação oral variável, iniciando com 10 a 20g de Creatina ao dia. SUGESTÕES DE FÓRMULAS Creatina............................................................................................................... 1500mg L Leucina............................................................................................................. 600mg L Isoleucina........................................................................................................ 300mg L Valina................................................................................................................. 300mg Modo de uso: 1 dose com a refeição, anterior ao treino, e em média 2 doses com a refeição posterior ao treino. Indicação: substrato energético. Creatina............................................................................................................... 2g Maltodextrina.................................................................................................. 19,5g Shake qsp........................................................................................................... 1 sachê Modo de uso: dissolver 1 sachê em 1 copo de leite desnatado com 1 fruta (rica em frutose), 2 vezes ao dia, 1 antes do treino e outro após treino. Indicação: booster de massa magra. Referências:

CARVALHO A.P.P.F.; MOLINA G.E.; FONTANA K.E. Suplementação com creatina associada ao treinamento resistido não altera as funções renal e hepática. Rev Bras Med Esporte. V.17, nº4. July/Aug. 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000400004>. Acesso em: 17 de Julho de 2015, às 13:17. GUALANO B.; ACQUESTA F.M.; UGRINOWITSCH C.; TRICOLI V.; SERRÃO J.C.; LANCHA JUNIOR A.H. Efeitos da suplementação de creatina sobre força e hipertrofia muscular: atualizações. Rev Bras Med Esporte. V.16 nº3. May/June 2010. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000300013>. Acesso em: 17 de Julho de 2015, às 12:41.

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C O R P O d i e ta c e to g ê n i c a

galena.com.br

ENERGIA CETOGÊNICA GO BHB™ (Compound Solutions/EUA)

Nome cientifico: B-hidroxibutirato Dosagem Usual: 3 g a 6 g.

O QUE É O GOBHB™?

OH

O OH

É uma substância cetônica que age como fonte de energia para o organismo, além de potencializar dietas com baixo consumo de carboidratos, como a dieta cetogênica.

DESCUBRA OS BENEFÍCIOS DE GOBHB™!

GOBHB™, também contribui para o aumento da performance esportiva e cognitiva. Isto ocorre porque os corpos cetônicos fornecem mais energia celular quando comparado aos carboidratos, por isso é considerado uma fonte de energia mais potente.

MECANISMO DE AÇÃO

• Auxilia a potencializar dietas com restrição de carboidratos (dieta cetogência, low-carb e no-carb); • Combustível para músculo e cérebro, melhorando a performance física e mental; • Estimula a condição de cetose, preservando as reservas de glicogênio; • Estimula a oxidação de gorduras, auxiliando no gerenciamento do peso; • Ajuda a promover saciedade, sustentando a atividade do organismo.

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+ ATP + ENERGIA + RESULTADOS

GOBHB™, quando administrado, é liberado do fígado para a circulação e é transportado para o citosol muscular e mitocôndrias através dos transportadores de monocarboxilato (MCTs). A glicose, por sua vez, é transportada por GLUTs, e os FFAs pelos transportadores FAT / CD36. Uma vez dentro da matriz mitocondrial, todos os substratos são metabolizados em acetil-CoA e oxidados no Ciclo de Krebs. Ao ser incorporado em sua suplementação, GOBHB™ será utilizado como combustível para a fosforilação oxidativa e também como sinal para a regulação da mobilização de substratos energéticos para os tecidos. Dessa forma, auxilia a preservar as reservas de glicose e a diminuir a quebra de proteínas. GLUT: Transportador de glucose; MCT: Transportador de monocarboxilato; FFA: Free fatty acid (Ácido graxo livre); TGA: Triacilglicerol; CD36/FAT: Translocase de ácido graxo; CPTI E II: Carnitina palmitoiltransferase I e II; GUT: Estomago; Liver: Figado; Kidney: Rins; Adipose: Tecido adiposo; Heart: Coração; Blood: Vasos sanguíneos.

GOBHB™ é o β-hidroxibutirato, que acelera os resultados de uma dieta com baixo consumo de carboidrato. Age como fonte de energia aumentando a oxidação de gordura, favorecendo o gerenciamento do peso, além de favorecer a saciedade.


CAFEÍNA

BENEFICIOS x DESEMPENHO FÍSICO Fernanda Henriques Cavalcante Ramos CRN 2781 Nutricionista pelo Centro Universitário do Pará-CESUPA, especialista em Nutrição Clínica pela Universidade Federal do Pará-UFPA e em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho -SP. Encontra-se especializando em Nutrição Bariátrica pelo Centro Integrado de Nutrição-SP.

Tem se tornado cada vez mais perceptível a importância da prática de exercícios físicos regulares. Novos estudos estão investigando tal teoria, e vem sendo publicados com uma velocidade significativa. Como exemplo podemos citar a grande propagação da mídia e consequentemente a de diferentes profissionais da saúde frisando este fato. Os diferentes benefícios que ele proporciona e a importância da sua correta aderência reforçam essa ideia, em virtude disso a população praticante de exercícios vem crescendo a cada dia. Para que a prática de exercícios seja benéfica tanto em casos dos atletas quanto para os praticantes regulares são necessários fundamentos básicos para obtenção de resultados positivos, como continuidade e qualidade de treinamento, neste caso considerando os objetivos do praticante ou do atleta, contando também com fatores como o descanso, horas de sono adequadas e uma alimentação que supra as necessidades energéticas destes indivíduos.

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Mesmo seguindo os aspectos citados acima, eles podem ser insuficientes para que os objetivos da prática sejam alcançados como o esperado. Com isso, na maioria dos casos, são lançados mão de alguns auxílios para melhorar a performance e o desempenho, podendo estes ser de diversas maneiras, dentre elas estão os recursos ergogênicos, que cada vez mais vem sido procurado.


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CAFEÍNA

Entende-se por recursos ergogênicos substâncias usadas na tentativa de aumentar a potência física, a força mental e a eficácia mecânica. Estes recursos podem ser de diferentes tipos, como mecânicos ou chamados biomecânicos, psicológicos ou nutricionais (Garrett e Kirkendall, 2003), sendo a cafeína um desses importantes elementos, além de ser facilmente encontrada e de baixo custo. Mesmo não tendo nenhum valor nutricional, a cafeína resulta em diversos efeitos e dependendo da dosagem eles podem ser benéficos ou não. Quando consumida em baixas dosagens (2mg/ kg), ela provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento da respiração, aumento na liberação de catecolaminas, aumento da frequência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Do mesmo modo, que em altas dosagens (15mg/kg) podem gerar nervosismo, insônia, tremores e desidratação (Conlee, 1991 citado por Braga e Alves, 2000). Autores afirmam que pessoas que utilizam a cafeína se sentem mais fortes e competitivas, acreditam que podem realizar um esforço mais prolongado antes que ocorra o início da fadiga e que, caso estejam fatigadas antecipadamente, a fadiga é reduzida (Wilmore e Costil 1999). Acredita-se que a cafeína é incomum quando comparado a outras substâncias por produzir efeitos ergogênicos em uma série de protocolos de exercícios: desde os esforços nos exercícios mais curtos e de alta intensidade até os esforços submáximos e exercícios prolongados (Maughan e Burke, 2004). Por ser um recurso barato, como já mencionado, pode ser conveniente e seguro para tentativas de melhorar o desempenho de resistência aeróbia, é válido lembrar que seu efeito depende de pessoa para pessoa, sendo assim, esse ganho pode ocorrer caso o atleta não esteja habituado a consumir regularmente cafeína. Ao nível celular, a cafeína é um antagonista competitivo dos receptores de adenosina e provavelmente atua também diretamente ao nível de receptores, para potenciar a liberação do cálcio do retículo sarcoplasmático, pelo desacoplamento da atividade da ATPase no músculo esquelético3.

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Em consequência desses dois mecanismos celulares, esta substância causa um aumento da lipólise, a facilitação da transmissão no sistema nervoso central, uma redução da concentração plasmática de potássio durante o exercício, um aumento da força de contração muscular em baixas freqüências de estimulação e uma economia do glicogênio muscular4. Estes mecanismos de ação ao nível celular poderiam fazer pressupor um benefício de resistência durante a execução de exercícios de longa duração durante os quais a depleção de glicogênio limita o desempenho do atleta; esta teoria é sustentada por vários estudos. A concentração máxima é atingida em 30 a 45 minutos após a ingestão. A sua vida média é de aproximadamente três horas e é metabolizada em 90%. É importante mencionar que o efeito da substância varia de pessoa para pessoa, dependendo do seu peso e regularidade com que a ingerem. Acredita-se que a adaptação deste elemento é possível a partir da ingestão crônica de 100mg/ dia, o equivalente a uma ou duas xícaras de café. Esta dosagem supostamente neutraliza as respostas metabólicas aos efeitos esperados da cafeína (ALTERMANN et al., 2008). É importante mencionar que o efeito da cafeína varia de pessoa para pessoa, dependendo do peso, regularidade e quantidade ingerida. Muitas pessoas, também utilizam a cafeína para aumentar o potencial de queima de gordura, em função da termogênese que ela é capaz de fazer, juntamente com um cardápio equilibrado, existem formulações que podem auxiliar nessa queima. Uma sugestão de formulação para aumentar a potencia da cafeína seria a combinação de outros termogênicos como Citrimax, L-Carnitina e Morosil, que aumentariam a de queima de gordura. Sem ingerir cafeína por 4 dias, o consumidor habitual poderá perder a adaptação à substância (WOLINSKY e HICKSON, 2002; SILVA, 2003; MELLO, KUNZLER e FARAH 2007).


Em atletas de alto rendimento sugere-se misturar com combinações de aminoácidos para auxilio no rendimento e melhoras na recuperação como arginina, leucina, isoleucina e valina. Geralmente, aceita-se que o consumo moderado de cafeína de 200 a 300 mg/dia, não apresenta riscos para a saúde para a maioria dos indivíduos. Em certas pessoas susceptíveis, entretanto, a cafeína pode apresentar alguns riscos para a saúde, incluindo pressão sanguínea elevada, arritmias, problemas no parto e gestação, úlceras e azia, ataques de ansiedade

e osteoporose. Atualmente, a cafeína não é proibida pelo Comitê Olímpico Internacional (CARMADA, 2010). Podemos então, observar que o uso da cafeína, associado a fitoterápicos, dieta e suplementação entra como um aliado em vários aspectos, dentre eles: forca muscular, resistência durante longos treinos e também para queima de gordura. Através de um auxílio na consulta nutricional, estes pontos podem facilmente serem adaptados em seu planejamento alimentar, ajudando no aumento dos resultados.

SUGESTÃO DE FÓRMULA L Arginina ........................................................................................... 500mg L Valina ............................................................................................... 500mg Norvaline ........................................................................................... 200mg Cafeína ............................................................................................... 200mg L Leucina ............................................................................................ 1000mg L Isoleucina ....................................................................................... 500mg Modo de uso: 1 sachê 30min antes dos treinos. Obs: Lembrando que é muito importante a consulta com um profissional da área para ajustes e adequações de fórmulas, de acordo com suas necessidades. Referências: 1- Altimari, L.R.; Cyrino, E.S; Zucas, S.M.; Okano, A.H.; Burini, R.C. Cafeína: Ergogênico Nutricional no Esporte. Revista Brasileira de Ciências e do Movimento. Brasília v. 9 n.3 p. 57-64/ julho 2001. 2- Altimari, L.R.; Cyrino, E.S.; Zucas, S.M.; Burini, R.C. Efeitos Ergogênicos da Cafeína sobre o Desempenho Físico. Revista Paulista de Educação Física. São Paulo, 14(2):141-58, jul./dez. 2000 3- Bell, G.D.; McLellan, M.T. Exercise Endurance 1, 3 and 6 h After Caffeine Ingestion in Caffeine Users and Nonusers. J Appl. Physiol 93: 1227-1234, 2002. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 2, n. 10, p. 225-239, Julho/Agosto, 2008. 4-ISSN 1981-9927. 238 Revista Brasileira de Nutrição Esportiva ISSN 1981-9927 versão eletrônica Periódico do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício w w w . i b p e f e x . c o m . b r / w w w . r b n e . c o m . b r 4- Bishop, N.C.; Fitzzerald, C.; Porter, P.J.; Sanlon, G.A.; Swith, A.C. Effect of caffeine ingestion on lymphocyte counts and subset activation in vivo following strenuons cycling. Eur J Appl Phisiol 93: 606-613, 2005. 5- Bishop, N.C.; Walker, G.J.; Scanlon G.A.; Richards, S. Rogers. Salivary IGA Response to Prolonged Intensive Exercise Following Caffeine Ingestion. Medicine & Science in Sports & Exercise. Vol 38, n. 3, p. 513-519, 2006. 6- Braga, L.C.; Alves, M.P. A Cafeína como Recurso Ergogênico nos Exercícios de Endurance. Revista Brasileira de Ciências e do Movimento. Brasília v.8 n.3 p. 33-37. junho 2000. 7- Damaso, A. Nutrição e Exercício na Prevenção de Doenças. Rio de Janeiro: Medsi, 2001. p. 392-393.

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Coenzima Q10

Ações, efeitos e aspectos da prescrição Ação antioxidante: A coenzima Q-10 (ubiquinona, ubidecarenona) é uma coenzima de ocorrência natural, envolvida no transporte de elétrons nas mitocôndrias e, possivelmente, no metabolismo do músculo cardíaco. Suas funções primárias incluem as atividades antioxidantes, estabilizadora de membrana, e como cofator em muitas vias metabólicas, particularmente na produção de adenosina trifosfato (ATP) na respiração oxidativa.18 É usada frequentemente em associação ao selênio e às vitaminas C e E. Em medicina ortomolecular, tem sido usada em doses de até 100 mg ao dia.19

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Cosmiatria: Na cosmiatria, a coenzima Q10 geralmente é utilizada em solução aquosa de lipossomas, que permite uma proteção da coenzima Q10 da decomposição e oxidação natural, prolongando seu efeito e liberando-a nas diferentes camadas da epiderme. Na pele, a coenzima Q10 atua inibindo a peroxidação lipídica e estimulando o sistema imunológico da epiderme.19


Saúde cardiovascular: A evidência clínica mostra que a ingestão de coenzima Q10 na dose de 100 mg duas vezes ao dia em associação com selênio orgânico 200 mcg diariamente durante até 5 anos reduz o risco de mortalidade cardiovascular em cerca de 55 % dos idosos em comparação ao placebo.1 Pesquisas populacionais sugerem que a insuficiência cardíaca pode estar associada a baixos níveis de coenzima Q10.2 Além disso, os níveis de coenzima Q10 podem ser um preditor de mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca.3 A adição por via oral de coenzima Q10 aos tratamentos convencionais parece melhorar a qualidade de vida, diminuir as taxas de hospitalização e diminuir os sintomas de insuficiência cardíaca, como dispneia, edema periférico, aumento do fígado e insônia em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva leve a severa (Classe II-IV da New York Heart Association).4-10 Outras pesquisas clínicas mostram que a coenzima Q10 nas doses entre 100 e 300 mg por dia durante até 7 meses melhora as medidas da insuficiência cardíaca congestiva, incluindo o espessamento da parede sistólica, débito cardíaco e fração de ejeção do ventrículo esquerdo em comparação com o valor basal ou placebo.11-14 Pesquisas clínicas sugerem que a terapia oral com coenzima Q10, quando iniciada em pacientes com 72 horas de infarto do miocárdio, parece reduzir significativamente o risco de eventos cardíacos em 52% quando administrado por 28 dias e em

45% quando administrado por até um ano.15-16 Em um estudo clínico, a administração de uma dose única de 250 mg de uma solução de coenzima Q10 seguida por três doses diárias de 150 mg por sonda nasogástrica durante 5 dias melhorou significativamente a taxa de sobrevida em 3 meses em 134% comparada ao placebo em pacientes com infarto agudo do miocárdio que receberam ressuscitação cardiopulmonar.17

Enxaquecas: A coenzima Q10 parece ajudar a prevenir enxaquecas, com a diminuição da frequência de dores de cabeça em cerca de 30% e o número de dias com náuseas relacionadas, em cerca de 45% em adultos.20,21 Em crianças e adolescentes, a coenzima Q10 100 mg, durante 16 semanas, não melhora significativamente a frequência, gravidade ou duração da dor de cabeça comparada ao placebo.16,17 No entanto, parece reduzir a frequência de enxaqueca em crianças com baixos níveis de coenzima Q10.22

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SUGESTÕES DE FÓRMULAS Coenzima Q10 ................................................................................... 15 mg Strip sublingual qsp ....................................................................... 1 dose Modo de uso: 1 dose, 2 vezes ao dia. Indicação: antioxidante e captador de radicais livres, insuficiência cardíaca congestiva fraca e moderada, doenças degenerativas e como estimulante do sistema imunológico. Dimetilglicina.................................................................................... 125mg Coenzima Q10................................................................................... 20mg Vitamina E.......................................................................................... 200mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), ao dia. Indicação: suplemento nutricional em doenças cardiovasculares, sistema imunológico comprometido, processos inflamatórios, reumatismo. Sinvastatina...................................................................................... 10mg Coenzima Q10................................................................................... 90mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), após o jantar. Indicação: hipercolesterolemia. Lipossomas com Coenzima Q10 ............................................... 5 % Tensine ............................................................................................... 5 % Liftiline .............................................................................................. 5% Extrato de Mimosa tenuiflora ................................................... 2 % Skin cell qsp ..................................................................................... 30 g Modo de uso: aplicar sobre a face limpa, aguardar a secagem completa antes de aplicar o fotoprotetor ou maquiagem. Indicação: rejuvenescedor +25. Referências: 1. Alehagen U, et al. Int J Cardiol 2013;167(5):1860-6. 2. Mortensen SA, et al. Int J Tissue React. 1990;12:155-62. 3. Molyneux SL, et al. J Am Coll. Cardiol. 10-28-2008;52(18):1435-1441. 4. Morisco C, et al. Clin Investig 1993;71:S134-6. 5. Hofman-Bang C, et al. J Card Fail 1995;1:101-7. 6. Baggio E, et al. Mol Aspects Med 1994;15 Suppl:S287-94. 7. Berman M, et al. Clin Cardiol 2004;27:295–9. 8. Keogh A, et al. Heart Lung Circ. 2003;12:135-41. 9. Rengo F, et al. Clin Investig. 1993;71(8 Suppl):S124-S8. 10. Lampertico M, Comis S. Clin Investig. 1993;71(8 Suppl):S129-33. 11. Belardinelli R, et al. Biofactors 2005;25:137-45. 12. Belardinelli R, et al. Eur Heart J 2006;27:2675-81. 13. Morisco C, et al. Mol.Aspects Med 1994;15 Suppl:s155-s63. 14. Rengo F, et al. Clin Investig. 1993;71(8 Suppl):S124-S8. 15. Singh RB, et al. Mol Cell Biochem 2003;246:75-82. 16. Singh RB, et al. Drugs Ther. 1998;12(4):347-353. 17. Damian MS, et al. Circulation 11-9-2004;110(19):3011-3016. 18. Turunen M, et al. Biochim Biophys Acta 2004;1660:171-99 19. Batistuzzo JAO, et al. Formulário médico-farmacêutico. São Paulo: Tecnopress, 2000. 20. Rozen TD, et al. Cephalalgia 2002;22:137-41 21. Di Clemente L, et al. Neurology 2005;64:713-5 22. Hershey AD. Headache 2007;47:73-80.

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ESTUDOS CLÍNICOS

INFORME TÉCNICO A FÓRMULA

COENZIMA Q10 Antiradical livre para o coração

http://aformulabr.com.br/qrcode/ c10afv01.pdf

DESCRIÇÃO A Coenzima Q10 é uma coenzima endógena, presente também em alguns alimentos, considerado como componente essencial da cadeia respiratória da mitocôndria. MECANISMO DE AÇÃO A Coenzima Q10 aumenta a produção de ATP e a respiração celular, facilitando o incremento das contrações cardíacas, melhorando a utilização de oxigênio, reduzindo desta forma o esforço do órgão. É uma coenzima endógena que atua em diferentes processos fisiológicos com potente atividade antioxidante, estimulando o sistema imunológico, especialmente à atividade dos fagócitos; protegendo os tecidos gástricos e duodenais, propriedade esta associada à cadeia lateral da sua estrutura química, e contendo a histamina e outros mediadores de sua produção, tornando-se indicado inclusive em doenças respiratórias como asma.

INDICAÇÕES:  Doenças cardiovasculares;  Doenças periodontais;  Deficiências imunológicas;  Doenças neuromusculares e neurovasculares;  Tratamento ortomoleculares como antioxidante;  Tratamento de doenças degenerativas.

DOSE USUAL:

Recomendação de 10 até 300mg de Coenzima Q10 ao dia, fracionada ou não de acordo com a gravidade da patologia. SUGESTÕES DE FÓRMULAS Coenzima Q10................................................................................................... 10mg Ácido lipoico...................................................................................................... 100mg Modo de uso: 1 dose, 3 vezes ao dia. Indicação: antioxidante e captador de radicais livres. Coenzima Q10.................................................................................................. 10mg Selênio (a.a complex)................................................................................... 50mcg Vitamina C.......................................................................................................... 200mg Vitamina E.......................................................................................................... 100mg Modo de uso: 1 dose, 2 vezes ao dia. Indicação: antioxidante e captador de radicais livres, saúde cardiovascular e imunomodulador. Referências:

FOLKERS K.; LANGSJOEN P.; NARA Y.; MURATSU K.; KOMOROWSKI J.; RICHARDSON P.C.; SMITH T.H. Biochemical deficiencies of coenzyme Q10 in HIV-infection and exploratory treatment. Biochem Biophys Res Commun. V.153, nº2, p.888-96, Jun 1988. Disponível em:< http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ pubmed/3382410>. Acesso em: 28 de Março de 2015, às 13:15. SHULTS C.W.; DAVID OAKES D.; KIEBURTZ K.M.; BEAL F.; HAAS R.; PLUMB C.S.; JUNCOS J.L.; NUTT J.; SHOULSON I.; CARTER R.N.J.; KOMPOLITI K.; PERLMUTTER J.S.; REICH S.; STERN M.; WATTS R.L.; KURLAN R.; MOLHO E.; HARRISON M.; LEW N. Effects of Coenzyme Q10 in Early Parkinson DiseaseEvidence of Slowing of the Functional Decline. Arch Neurol. v.59 nº10, p.1541-1550, 2002. Disponível em:< http://archneur.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=782965>. Acesso em: 28 de Março de 2015, às 13:56. CRANE F.L.; Biochemical Functions of Coenzyme Q10. Journal of the American College of Nutrition. V.20, nº 6, 2001. Disponível em:< http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080 /07315724.2001.10719063#.VRhe__nF-AU. Acesso em: 28 de Março de 2015, às 14:10. JM Hodgson J.M.; Watts G.F.; Playford D.A.; Burke V.; Croft K.D. Coenzyme Q10 improves blood pressure and glycaemic control: a controlled trial in subjects with type 2 diabetes. European Journal of Clinical Nutrition. V.56, p.1137–1142, 2002. Disponível em:< http://www.anaboliclabs.com/User/Document/Articles/CoQ10/8.%20Hodgson,%20CoQ10,%202002.pdf>. Acesso em: 29 de Março de 2015, às 14:26.

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FITOTERAPIA

POSSIBILIDADES DE MODULAÇÃO DO ESTRESSE Revilane Alencar Britto

Especialista em Nutrição Clínica e em Nutrição Esportiva; Pós graduada em Nutrição Clínica Funcional e em Fitoterapia; Mestrado em Nutrição Humana – UFAL; Doutorado em Ciências Endocrinológicas - UNIFESP/EPM

O estresse pode ser definido como uma resposta do organismo aos estressores externos e internos, que ocorrendo de forma crônica alteram o complexo estado de “homeostasia” podendo levar ao surgimento de inúmeras patologias. Atualmente o estresse pode ser relacionado a uma sobrecarga alostática (alteração da alostasia) e uma incapacidade adaptativa do organismo que pode gerar inúmeras consequências sobre o metabolismo de nutrientes, regulação do apetite e preferências alimentares, sobre as

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respostas imunológicas e inflamatórias, sobre o sistema cardiovascular, reprodutivo e neuroendócrino, entre outros. Todas essas alterações são resultantes de diferentes respostas na ativação em particular dos eixos hipotálamo hipófise adrenal (HHA) e sistema nervoso simpático adrenal. No entanto, em situações de estresse agudo, geralmente essas respostas são autolimitadas e não cursam com maiores reações adversas (eustress), por outro lado, em condições de estresse crônico, resultam em hiperestimula-


ção dos eixos citados, ocasionando em secreção prolongada de hormônios (hormônio liberador de corticotropina, hormônio adrenocorticotrópico, glicocorticoides), além das catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina), podendo potencializar ou desencadear o surgimento de doenças tais como transtornos neurológicos, cardiovasculares, gastrointestinais, tireoidianos, alimentares, imunológicos, diabetes entre outros. As terapias farmacológicas usadas atualmente para auxiliar no “controle do estresse” são principalmente voltadas para o tratamento das manifestações agudas e crônicas das desordens por ansiedade e depressão ou através do uso de plantas conhecidas como adaptógenos. Adaptógenos são plantas consideradas “reguladores metabólicos”, que aumentam a capacidade de um organismo para se adaptar a fatores ambientais estressores e prevenir possíveis danos oriundos dos mesmos. Alguns dos mecanismos de ação dessas plantas foram demonstrados especialmente in vivo e in vitro através do estímulo de uma classe de proteínas chamadas proteínas de choque térmico (HSP), inibição da JNK (proteína sinalizadora induzida pelo estresse) e do fator de transcrição FOXO, além da redução nos níveis de cortisol, contribuindo para uma melhor adaptação ao estresse, fadiga, função cognitiva, longevidade, entre outros.

Dentre os fitoterápicos com funções adaptógenas podemos citar a Rhodiola rosea (RR) e Withania somnifera Dunal (WS). RR também é conhecida como “raiz de ouro”. As raízes têm sido usadas há séculos na medicina tradicional da Ásia, Escandinávia e Europa Oriental para estimular o sistema nervoso, melhorar o desempenho físico e mental, fadiga, estresse psicológico e depressão. Rica em flavonoides, monoterpenos, triterpenos, ácidos fenólicos, derivados de feniletanol (salidroside e tirosol) e glicosídeos fenilpropanoides, como rosavina e rosarina específicos para esta planta. Embora atualmente não esteja claro qual (is) composto(s) específico(s) da R. rosea são ativos constituintes, seu efeito farmacológico tem sido associado ao seu complexo efeito sobre aminas biogênicas centrais e β–endorfina, inibindo a Monoaminooxidade (MAO) A e MAO B além de modular mediadores chaves da resposta ao estresse, através da regulação da homeostase da atividade do eixo HPA, modulação das vias de sinalização do receptor acoplado à proteína G e outras redes moleculares envolvidas na depressão. A WS comumente conhecida como Ashwagandha ou Ginseng indiano é da família das solanáceas cujos principais constituintes são os alcaloides e saponinas. Historicamente tem sido usada há séculos na medicina Ayurvédica e indígena para melhorar a vitalidade e longevidade. Diversas

SAÚDE E VITALIDADE

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FITOTERAPIA

Pesquisas principalmente experimentais e in vitro utilizando a ashwagandha tem demonstrado vários efeitos farmacológicos tais como anti-inflamatório, antioxidante, imunomodulador, anti diabetogênico, ansiolítico, neuroprotetor e modulador de estresse. Adicionalmente, outros fitoterápicos também têm sido descritos como promissores no auxilio do controle do estresse e desordens neurológicas, dentre eles, o Crocus sativus, a Magnolia officinalis e o Citrus sinensis. O C. sativus (açafrão) é considerada a especiaria mais cara da gastronomia mundial. Inúmeras evidências científicas demonstram benefícios terapêuticos provenientes dos compostos bioativos do açafrão, particularmente o safranal, crocina e crocetina, em várias doenças: doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, desordens dos sistemas gastrointestinal, urinário e respiratório, depressão e transtornos de humor. Dentre os principais mecanismos envolvidos, estão as propriedades antioxidantes (Redução EROs, MDA, aumento de enzimas glutationa e superóxido desmutase), anti-inflamatórias (redução IL1, IL6, TNF, IFNgama, PGE, COX2), imunomoduladoras (aumento da resposta Th2 e resposta humoral, inibição citocinas pró inflamatórias e MCP-1), neuroprotetoras (aumento VGF, BNDF) e antidepressivas têm sido as mais estudadas.

A Magnolia officinalis, é considerada um dos fitoterápicos tradicionais na China e Japão usados para tratar depressão e ansiedade. Possui vários compostos bioativos sendo os mais estudados, os polifenóis (magnolol e honokiol), que atuariam como modulador do GABA, potencializando a ligação do GABA ao seu receptor, além de exibir função neurotrófica, aumentando a liberação de acetilcolina hipocampal e modular a atividade serotoninérgica. O C. sinensis por sua vez, é nativo da Ásia e é consumido em todo o mundo como uma excelente fonte de vitamina C. Dentre os compostos bioativos do C. sinensis, incluem os flavonoides, esteroides, hidroxiamidas, cumarinas, peptídeos, carotenoides, além de potássio, magnésio, cálcio e sódio. Estudos têm demonstrado uma atividade antioxidante e anti-inflamatória, atribuída particularmente aos flavonoides da planta, reduzindo expressão do NFKB, COX, EROs, moléculas de adesão (ICAM, VCAM), entre outros. Nesse contexto, o uso da fitoterapia como fator coadjuvante no auxilio da modulação do estresse parece ser uma estratégia promissora, entretanto mais ensaios clínicos são necessários.

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Rhodiola rosea (extrato seco padronizado) .................................... 200mg KSM 66 (Withania somnifera 5% whitanolides)............................ 200mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) pela manhã e no final do dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse 1. Saffrin (Crocus sativus L.) ......................................................................... 50mg Serenzo (Citrus sinensis) ........................................................................... 200 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) pela manhã e no final do dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse 2. Referências: Kaur P, Robin, Makanjuola VO, Arora R, Singh B, Arora S. Immunopotentiating significance of conventionally used plant adaptogens as modulators in biochemical and molecular signalling pathways in cell mediated processes. Biomed Pharmacother. 2017 Nov;95:1815-1829. Mao JJ, Xie SX, Zee J, Soeller I, Li QS, Rockwell K, Amsterdam JD.Rhodiola rosea versus sertraline for major depressive disorder: A randomized placebo-controlled trial. Phytomedicine. 2015 Mar 15;22(3):394-9. Amsterdam JD, Panossian AG. Rhodiola rosea L. as a putative botanical antidepressant. Phytomedicine. 2016 Jun 15;23(7):770-83. Dar NJ, Hamid A, Ahmad M. Pharmacologic overview of Withania somnifera, the Indian Ginseng. Cell Mol Life Sci. 2015 Dec;72(23):4445-60. José Bagur M, Alonso Salinas GL, Jiménez-Monreal AM, Chaouqi S, Llorens S, Martínez-Tomé M, Alonso GL. Saffron: An Old Medicinal Plant and a Potential Novel Functional Food. Molecules. 2017 Dec 23;23(1). Poivre M, Duez P. Biological activity and toxicity of the Chinese herb Magnolia officinalis Rehder & E. Wilson(Houpo) and its constituents. J Zhejiang Univ Sci B. 2017 Mar.;18(3):194-214. Pepe G, Pagano F, Adesso S et al. Bioavailable Citrus sinensis Extract: Polyphenolic Composition and Biological Activity. Molecules. 2017 Apr 15;22 (4).

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FITOTERAPIA ESTUDOS CLÍNICOS

INFORME TÉCNICO A FÓRMULA

SAFFRIN® Crocus sativus L. no controle alimentar

http://aformulabr.com.br/qrcode/ sacsfv01.pdf

DESCRIÇÃO Extrato natural derivado dos estigmas vermelhos de flores do açafrão (Crocus sativus L.). Contém uma série de componentes inclusive glicosídeo precursor de safranal, o próprio a 0,3% padronizado (óleo volátil responsável pelo aroma do açafrão), picrocrocina e crocina (derivado de carotenoide responsável pela cor do açafrão). MECANISMO DE AÇÃO A presença de crocina, carotenoide constituinte da planta, caracteriza a função de depressor de radicais livres. O Saffrin® tem se destacado pelas suas ações no SNC, pois age na concentração sináptica de neurotransmissores como GABA, dopamina, norepinefrina e serotonina e exerce funções ansiolíticas, antidepressivas, anticonvulsivantes e que melhoram a performance cognitiva. Nos estudos em animais também reforçam seus efeitos antioxidantes em diversas estruturas cerebrais, auxiliando no tratamento de doenças neurodegenerativas (ex: Alzheimer e Parkinson). Os efeitos centrais do Saffrin® são interessantes no tratamento da obesidade, já que otimizam as vias serotoninérgicas e dopaminérgicas cerebrais que auxiliam no controle hipotalâmico da fome e da termogênese, promovendo redução na compulsão alimentar e aumento do gasto energético basal. O efeito ansiolítico do Saffrin® (via GABA) também auxilia no controle da ingestão alimentar associada ao estresse e a ansiedade (comuns em obesos e que contribuem para o excesso de produção de cortisol nos mesmos) entendendo-se assim que o Saffrin® pode, por diversos mecanismos, regular essas ações relacionadas ao hipercorticosolismo. Além disso, também apresenta efeitos benéficos em tecidos periféricos (especialmente músculo e tecido adiposo) que melhoram o quadro clínico da obesidade; o safranal é um potente inibidor da fosfatase de tirosina PTP-1B, uma reguladora negativa da via da insulina e que esta envolvida com a resistência à insulina.

INDICAÇÕES:  Gerenciamento do peso-promoção da saciedade e redução quanto a compulsão alimentar por doces e car boidratos;  Melhora dos sintomas da TPM, estresse (como ansiolítico coadjuvante) e função cognitiva; antioxidante.

DOSE USUAL:

Recomendação oral de 180 mg de Saffrin (Crocus sativus L.) ao dia, sendo fracionado em 2 doses ao dia.

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Saffrin® (Crocus sativus-0,3% safranal)........................................... 180mg ID-alGTM............................................................................................................... 200mg Modo de uso: 2 doses ao dia, 15 minutos antes do almoço e do jantar. Indicação: estimular a sensação de saciedade; controlar a compulsão alimentar. Saffrin® (Crocus sativus-0,3% safranal)........................................... 90mg Silimarina (Carduus marianus L.).......................................................... 200mg Cromo GTF.......................................................................................................... 250mcg Biotina.................................................................................................................. 1mg Ácido alfa lipoico............................................................................................ 100mg Resveratrol trans........................................................................................... 5mg Vitamina E.......................................................................................................... 100mg Vitamina C.......................................................................................................... 100mg Piridoxal 5 fosfato.......................................................................................... 25mg Modo de uso: 1 dose 15 minutos antes do almoço e do jantar. Indicação: sobrepeso e diabetes. Referências:

1. AKHONDZADEH, S. et. al. Crocus sativus L. in the treatment of mild to moderate depression: a double-blind, randomized and placebo-controlled trial. Phytother Res. V. 19, n.2, p. 148-151, Feb 2005. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15852492>. Acesso em: 27 de novembro de 2015, às 16:04. 2. WANG, Y. et. al. Antidepressant properties of bioactive fractions from the extract of Crocus sativus L. J Nat Med. v. 64, n.1, p. 24-30, Jan 2010.

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Refluxo gastroesofágico em crianças

Quais as recomendações? A doença do refluxo gastroesofágico ocorre quando há retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago, causando sintomas com ou sem lesão da mucosa esofágica associada.3 Em crianças, os sintomas típicos do refluxo devem ser tratados com quatro a oito semanas de terapia de supressão ácida e, em bebês, o tratamento deve ocorrer apenas após resultados de modificações na dieta, de acordo com uma nova Diretriz de Prática Clínica de Refluxo Gastroesofágico Pediátrico.1,2 A Sociedade Norte-Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica e a Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica desenvolveram uma diretriz sobre os tratamentos do refluxo gastroesofagico. O trabalho aconselha que os profissionais evitem os tratamentos por supressão ácida em lactentes e crianças com sintomas extra-esofágicos, como tosse, chiado no peito, rouquidão e asma, especialmente na ausência de sintomas típicos de refluxo e recomenda o uso de inibidores da bomba de prótons como tratamento para a esofagite erosiva em lactentes.1,2

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Refluxo gastroesofágico em crianças

Inibidores das Bombas de Prótons: Estudos em crianças têm evidenciado que o omeprazol em doses a partir de 0,7 mg/kg/dia contribui para a cicatrização de erosões esofágicas. Um estudo com 57 crianças de 1 a 16 anos com esofagite erosiva relatou que a dose de cicatrização variou de 0,7 a 3,5 mg/kg/dia. A dose de 0,7 mg/kg/dia alcançou uma cicatrização da esofagite em 44% dos pacientes e 28% apresentaram cicatrização na dose de 1,4 mg/kg/dia. A melhora dos sintomas ocorreu nas 2 semanas iniciais do tratamento.3,7 Um estudo com 64 adolescentes com doença do refluxo gastroesofágico não erosiva e

22 apresentando esofagite erosiva relatou que a dose de 15 mg de lansoprazol, uma vez ao dia por 8 semanas, reduziu os sintomas de refluxo (com significância estatística) de 91% para 51% nos pacientes sem esofagite erosiva e melhorou em 95% na recuperação da mucosa em pacientes com esofagite erosiva.8 As doses de lansoprazol de 20 e 40 mg foram efetivas em reduzir precocemente em até 1 semana os sintomas de DRGE comprovada por endoscopia em crianças.9 Assim, o lansoprazol na dose de 1,5 mg/kg/dia ou 30 mg/ dia parece ser efetivo na cicatrização de erosões esofágicas e a dose de 15 mg/dia nos sintomas da esofagite não erosiva.3

Inibidores H2: Os inibidores H2 se ligam de modo reversível aos receptores H2 da célula parietal, inibindo a resposta secretória ácida desses receptores.3 A experiência clínica com ranitidina em crianças é superior a qualquer outro inibidor H2.

Doses baixas de ranitidina (75 mg/dia) administradas a crianças de 4 a 11 anos com queixas esofágicas resultantes do refluxo gastroesofágico aumentaram significativamente o pH intragástrico por 5 a 6 horas.3,4-6

FORMULAÇÕES MAGISTRAIS REFLUXO- AF http://aformulabr.com.br/qrcode/fmrefluxoafv01.pdf

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Omeprazol ....................................................................................................... 20 mg Suspensão oral tamponada qsp ........................................................... 1 dose Modo de uso: 1 dose antes do café da manhã. Tintura de Guaçatonga (Casearia sylvestris - folhas)................. 60 mL Modo de uso: 40 a 60 gotas em ½ xícara d’água (100 ml), 4 vezes ao dia (entre as refeições). Referências: 1. Short-Term Acid-Suppression Advised for Pediatric Gastroesophageal Reflux - Medscape - Jul 10, 2018. Disponível em: https://www.medscape. com/viewarticle/899116 2. Heitlinger LA. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2018;144(8):755–756. 3. Guimarães EV, et al. Jornal de Pediatria. 2006;82(5):133-145 4. Orenstein SR, et al. Aliment Pharmacol Ther. 2002;16: 899-907. 5. Simeone D, et al. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 1997;25:51-5. 6. Orenstein SR, et al. Clin Ther. 2005;27: 472-83. 7. Hassall E, et al. J Pediatr. 2000;137:800-7. 8. Fiedorek S, et al. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2005;40:319-27. 9. Tolia V, et al. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2006;42:384-91.

28 REVISTA A FÓRMULA # EDIÇÃO 10


ESTUDOS CLÍNICOS

INFORME TÉCNICO A FÓRMULA

OMEPRAZOL Antiulceroso de ação efetiva em crianças

http://aformulabr.com.br/qrcode/ omeprazolafv01.pdf

DESCRIÇÃO O Omeprazol é um medicamento da classe dos antiulcerosos, que reduz a secreção ácida do estômago e deve ser tomado pela manhã, em jejum. MECANISMO DE AÇÃO O Omeprazol reduz a secreção ácida gástrica através de mecanismo de ação altamente seletivo. O Omeprazol produz inibição específica da enzima H+K+ ATPase "bomba de prótons" nas células parietais. Esta ação farmacológica, dose dependente, inibe a etapa final da formação de ácido no estômago, proporcionando assim uma inibição altamente efetiva tanto da secreção ácida basal quanto da estimulada, seja qual for o estímulo, contribuindo à cicatrização de lesões esofágicas.

INDICAÇÕES:  Esofagite de refluxo;

 Gastrite e acidez estomacal;  Síndrome de Zollinger-Ellison;  Úlcera duodenal, úlcera do estômago em pacientes refratários a outros tratamentos.

DOSE USUAL:

Recomendação oral, 5 a 40 mg por dia Omeprazol ao dia.

SUGESTÕES DE FÓRMULAS Omeprazol pellets......................................................................................... 20 mg/5ml Suspensão oral qsp...................................................................................... 10 ml Modo de uso: 5 ml ao dia, em jejum. Indicação: antiulceroso, inclusive em crianças. Omeprazol......................................................................................................... 10mg/5ml Suspensão oral qsp...................................................................................... 150ml Modo de uso: 5 ml ao dia. Indicação: tratamento do refluxo gastroesofágico, para crianças acima de 1 ano, com peso corporal entre 10 e 20 kg.

Obs. 1: crianças entre 1 mês e 2 anos: 700mcg/kg/dia, máximo 20 mg/dia ou 3 mg/kg. Utilizar o que apresentar menor dosagem. Obs. 2: crianças acima de 1 ano, com peso corporal entre 10 e 20kg: 10 mg/dia.

Referências:

MACHADO, Rodrigo Strehl; SILVA, Marcello Ruiz da; VIRIATO, Aírton. Furazolidone, tetracycline and omeprazole: a low-cost alternative for Helicobacter pylori eradication in children. Jornal de pediatria, v. 84, n. 2, p. 160-165, 2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572008000200012&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em 13 de Novempro de 2018. KARAMI, S. et al. Pharmacokinetic Comparison of Omeprazole Granule and Suspension Forms in Children: A Randomized, Parallel Pilot Trial. Drug research, v. 66, n. 03, p. 165-168, 2016. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26398674>. Acesso em 13 de Novempro de 2018. ILLUECA, Marta et al. Maintenance treatment with proton pump inhibitors for reflux esophagitis in pediatric patients: a systematic literature analysis. Journal of pediatric gastroenterology and nutrition, v. 51, n. 6, p. 733-740, 2010. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20808247>. Acesso em 13 de Novempro de 2018. 6. GOUTA B., BOURGESB C., PAINEAU-DUBREUILB S. Satiereal, a Crocus sativus L extract, reduces snacking and increases satiety in randomized placebo-controlled study of mildly overweight, healthy women. Nutrition Research Journal, v.30, p.305–313, 2010. Disponível em:< http://www.ncbi.nlm.nih. gov/pubmed/20579522>. Acesso em: 01 de Abril de 2015, às 12:35.

SAÚDE E VITALIDADE

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Outras opções de formulações

A associação de ativos farmacêuticos ocasiona a sinergia de ações entre os mesmos, torna mais prática a administração do composto, além de outros benefícios como a melhoria na adesão ao tratamento descritos nos artigos anteriores.

SUPLEMENTOS EM ATLETAS DE ALTA PERFORMANCE Creatina ......................................................................................................... 5 g Sachê qsp ..................................................................................................... 1 dose Modo de uso: início da suplementação – 1 dose, 4 vezes ao dia, juntamente com carboidratos (aproximadamente 34g em cada tomada), durante 5 dias; manutenção – 1 dose, 2 vezes ao dia, juntamente com carboidratos, durante 3 semanas. Cafeína ........................................................................................................... 100 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), 3 vezes ao dia. L Carnitina .................................................................................................... 500 mg Coenzima Q10 ............................................................................................. 5 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), 2 a 3 vezes ao dia. L Theanina .................................................................................................... 140 mg L Cistina ......................................................................................................... 350 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) 2 vezes ao dia.

CAFEÍNA

Cafeína ................................................................................................ 110mg Morosil (Citrus sinensis L. Osbeck)........................................... 400mg Citrimax ® (Garcinia cambogia - 60% HCA)........................... 200mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) 30min antes dos treinos.

30 REVISTA A FÓRMULA # EDIÇÃO 10


DL Carnitina ....................................................................................... 1000mg Iombina cloridrato........................................................................... 5mg Citrus aurantum (6% sinefrina) ................................................. 500mg Cafeína ................................................................................................ 200mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) antes dos treinos.

COENZIMA Q10

Coenzima Q10 .................................................................................. 10 mg Selênio (a.a. complexo) ................................................................ 50 mcg Cromo diticotinato glicinato....................................................... 50 mcg Vitamina E ........................................................................................ 200 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), 2 vezes ao dia. Indicação: antioxidante e captador de radicais livres, insuficiência cardíaca congestiva fraca e moderada, doenças degenerativas e como estimulante do sistema imunológico.

Coenzima Q10* ................................................................................ 50 mg Lovastatina** .................................................................................. 10 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) após o jantar. Indicação: hipocolesterolêmico. *Dose até 100mg/dose. ** Dose até 20mg/dose.

Coenzima Q10 .................................................................................. 20 mg Dimetilglicina .................................................................................. 125 mg Vitamina E ........................................................................................ 200 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) ao dia. Indicação: suplemento nutricional em doenças cardiovasculares, sistema imunológico comprometido, processos inflamatórios, reumatismo, melhora do desempenho muscular, autismo.

Coenzima Q10 .................................................................................. 50 mg L Carnitina ......................................................................................... 500 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula), 2 a 3 vezes o dia. Indicação: medicina esportiva.

SAÚDE E VITALIDADE

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OUTRAS OPÇÕES DE FORMULAÇÕES

Lipossomas com Coenzima Q10 .............................................. Extrato de Caviar ........................................................................... Aquasome EC …............................................................................... Gel creme qsp .................................................................................

3% 3% 3% 20 g

Modo de uso: aplicar 1 ou mais vezes ao dia, no rosto, pescoço e demais áreas adjacentes expostas ao vento ou ao sol. Indicação: anti aging.

Lipossomas com Coenzima Q10 ................................................ 10 % Furfuriladenina ................................................................................ 0,02 % Aqua bomb qsp ................................................................................ 30 g Modo de uso: aplicar sobre as regiões afetadas, à noite. Durante o dia recomenda-se o uso de fotoprotetores. Indicação: renovador celular +35.

FITOTERAPIA x MODULAÇÃO DO STRESS Rhodiola rosea (extrato seco padronizado) .......................... 200mg Serenzo (Citrus sinensis extract) .............................................. 200 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) pela manhã e no final do dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse 3. Saffrin (Crocus sativus- 0,3% safranal) ................................. 50mg Relora ® (Phellodendron amurense e Magnolia officinalis)..... 250mg KSM 66 (Withania somnifera 5% whitanolides) ................. 200mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) pela manhã e no final do dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse, compulsão alimentar e fadiga. Serenzo (Citrus sinensis extract) .............................................. 200mg Saffrin (Crocus sativus- 0,3% safranal)................................. 50mg Griffonia simplicifolia (extrato seco padronizado mín. 98% 5-HTP)...... 50mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) duas vezes ao dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse, humor e saciedade.

32 REVISTA A FÓRMULA # EDIÇÃO 108


Relora® (Phellodendron amurense e Magnolia officinalis)...... 250mg Serenzo (Citrus sinensis extract) .............................................. 200 mg Modo de uso: 1 dose (cápsula) pela manhã e no final do dia. Indicação: coadjuvante na modulação do estresse 4.

REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM CRIANÇAS Pantoprazol ...................................................................................... 20 mg Suspensão oral tamponada qsp ............................................... 1 dose Modo de uso: 1 dose antes do café da manhã. Ranitidina ........................................................................................... 25 mg Xarope qsp ......................................................................................... 1 dose Modo de uso: crianças – dose inicial: 2 a 4 mg/kg ao dia, divididos em duas tomadas (máximo de 300 mg ao dia); manutenção: máximo de 150 mg ao dia, divididos em duas tomadas. *Faixa até 75mg/dose. Espinheira santa*** (Maytenus ilicifolia)…...............….….... 400 mg Modo de uso: 1 a 2 doses (VCAPs), 3vezes ao dia, para crianças acima de 12 anos. ***Padronização do extrato seco das folhas de Maythenus ilicifolia em 12 mg de taninos totais. Lansoprazol * ................................................................................... 15 mg Suspensão oral tamponada qsp ...........................................…. 1 dose Modo de uso: 1 dose ao dia, durante 4 a 8 semanas. *dose até 30mg. Referências: 1. Short-Term Acid-Suppression Advised for Pediatric Gastroesophageal Reflux - Medscape - Jul 10, 2018. Disponível em: https://www.medscape. com/viewarticle/899116 2. Heitlinger LA. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2018;144(8):755–756. 3. Guimarães EV, et al. Jornal de Pediatria. 2006;82(5):133-145 4. Kaur P, Robin, Makanjuola VO, Arora R, Singh B, Arora S. Immunopotentiating significance of conventionally used plant adaptogens as modulators in biochemical and molecular signalling pathways in cell mediated processes. Biomed Pharmacother. 2017 Nov;95:1815-1829. 5. Mao JJ, Xie SX, Zee J, Soeller I, Li QS, Rockwell K, Amsterdam JD.Rhodiola rosea versus sertraline for major depressive disorder: A randomized placebo-controlled trial. Phytomedicine. 2015 Mar 15;22(3):394-9. 6. Amsterdam JD, Panossian AG. Rhodiola rosea L. as a putative botanical antidepressant. Phytomedicine. 2016 Jun 15;23(7):770-83. 7. Alehagen U, et al. Int J Cardiol 2013;167(5):1860-6. 8. Mortensen SA, et al. Int J Tissue React. 1990;12:155-62. 9. Molyneux SL, et al. J Am Coll.Cardiol. 10-28-2008;52(18):1435-1441. 10. Morisco C, et al. Clin Investig 1993;71:S134-6.

SAÚDE SAÚDEEE VITALIDADE

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34 REVISTA A FÓRMULA # EDIÇÃO 10


ONDE ESTAMOS

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