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Boletim do Sintra em Transição sustentabilidade e cidadania

E ainda nesta edição...

Mas o que é isto da Transição?

Fornos Solares Materiais de Construção Ecológicos Plantas Medicinais Condução em Transição A colmeia: um modelo para o novo homem Banco de Tempo


Editorial Geeta Stilwell Grupo de Coordenação do Sintra em Transição

É com enorme alegria que escrevo este editorial do primeiro boletim do Sintra em Transição.

É urgente, juntos, encontrar-mos soluções que nos devolvam a qualidade de vida a nós e às gerações futuras!

Vivemos tempos de mudança e de grandes desafios. O aumento dos preços do petróleo, a instabilidade da ecónomia mundial e a fragilidade do planeta estão já ou irão invariavelmente provocar mudanças nos nossos comportamentos e estilos de vida.

Mas o que é isto da Transição? A Transição é isso mesmo… A transição de estilos de vida dependentes de uma economia global altamente dependente do petróleo para estilos de vida auto-suficientes e localizados nas nossas zonas de residência.

O que vais fazer quando o preço da gasolina estiver impraticável? E quando as contas de casa aumentarem tanto que o pequeno ordenado já não dá para as cobrir? E quando o preço dos bens essenciais estiver tão alto que mais parecerão bens de luxo?

Trata-se de um impulso da sociedade civil que procura, dentro do seio da sua comunidade, organizar-se e trabalhar para construir resiliência tornando-se cada vez mais forte e auto-suficiente.

Queremos aproximar-nos cada vez mais da

Grupo de Produção Local, o de Transportes e

nossa tão rica sabedoria popular e unir

Economia social, o de Transição Interior:

esforços para que juntos possamos construir

Saúde e Consciência, o de Energia e Eco-

um futuro abundante e positivo. Queremos

Construção, o de Artes e Cultura e o de

salvaguardar e dar nova vida aos ofícios

Educação.

tradicionais. A Transição está a acontecer! É um impulso Em Sintra começámos a dar os primeiros

inclusivo e todos são bem vindos! Traz a tua

passos na Transição já no ano passado com

criatividade e a tua vontade de um futuro

os jantares sociais e partilha de informação

positivo. Estamos a construí-lo!

sobre outros movimentos de transição que existem pelo mundo.

Deixo-vos então com estes artigos de opinião sobre temas muito pertinentes que nos

Em Janeiro deste ano fizemos a nossa primeira reunião geral onde daí saíram já definidos alguns grupos de trabalho como o

ajudam a transitar para a auto-suficiência.


Fornos Solares Já há décadas que são conhecidos os fornos solares domésticos

Júlio Piscarreta Professor Existem 2 tipos destes fornos solares (FS): os de caixa que funcionam pelo efeito de estufa e os de concentração. Dentro destes os parabólicos, são os que atingem temperaturas mais elevadas, acima dos 200ºC Os do tipo estufa, são os que dão mais rendimento pois podem ser utilizados, mesmo com o céu nublado e cozinham quaisquer alimentos, só não fazem frituras. Os FS do tipo estufa, são constituídos por uma caixa isolada termicamente, que pode ser em cartão, e tapada com um vidro vulgar. À volta do vidro leva um cartão revestido de alumínio para irradiar mais o Sol, para o interior da caixa. Consegue-se assim atingir 120º o que é suficiente para cozinhar todos os alimentos. No futuro, com o aumento que os combustíveis estão a atingir, os carros ficam parados e servirão como óptimos fornos solares. Sem qualquer reflector atingem 80º junto dos vidros dianteiros e traseiros, ao Sol. O grande obstáculo que surge na utilização dos fornos solares, é a mudança dos hábitos que temos, de fazer tudo na hora, pois para aproveitar melhor Sol, temos de preparar de véspera o almoço e o jantar. Quando se acaba de fazer o almoço temos de por no forno a comida para o jantar Para alem de cozinhar, os FS, pasteurizam a água e sumos, desinfestam bichos das farinhas e grãos, secam e torram frutos.

A grande vantagem deste tipo de fornos é que nunca se entorna, nem esturrica. Por esta razão, podemos deixar a comida ao Sol, ir à praia e à chegada está quentinha e pronta a saborear, qual cozinheira, grátis! Promove a economia de água e de energia, pois os legumes para cozer não precisam de água e o arroz só coze com um volume de água. Quando não quer cozinhar, aquece água Um bife fica pronto em 10min, um frango fica assado 2h30 um pão em 3h, um carapau 45 min e um ovo estrelado 15min. Ainda há-de sair legislação em Portugal recomendando a instalação de fornos solares, nas fachadas dos prédios, viradas a Sul, para aproveitar esta riqueza que nós temos. Na região de Lisboa há 3100 horas de Sol anuais. Claro que a legislação só sairá, quando a CCE já a tiver implementado! Um forno na parede tem grandes vantagens. Está sempre operacional, não temos de o deslocar á procura do Sol, o cozinheiro trabalha ao abrigo da intempérie, não há o perigo de ser roubado ou danificado por animais, não precisa de ser arrumado e tem o acesso pelo interior da sala, com dupla porta, com o acabamento da parede. Fica saliente da parede sem reflectores, com a maior dimensão no comprimento e interiormente tem superfícies reflectoras do Sol, para os tachos.


Fornos Solares

Júlio Piscarreta Professor Existem dois tipos de fornos solares: os

A grande vantagem deste tipo de fornos é que nunca se entorna, nem esturrica. Por esta razão, podemos deixar a comida ao Sol, ir à praia e à chegada está quentinha e pronta a saborear, qual cozinheira, grátis!

Os do tipo estufa, são os que dão mais rendimento pois podem ser utilizados, mesmo com o céu nublado e cozinham quaisquer alimentos, só não fazem frituras. Os Fornos Solares do tipo estufa, são constituídos por uma caixa isolada termicamente, que pode ser em cartão, e tapada com um vidro vulgar. À volta do vidro leva um cartão revestido de alumínio para irradiar mais o Sol, para o interior da caixa. Consegue-se assim atingir 120º o que é suficiente para cozinhar todos os alimentos.

Promove a economia de água e de energia, pois os legumes para cozer não precisam de água e o arroz só coze com um volume de água. Quando não quer cozinhar, aquece água Um bife fica pronto em 10min, um frango fica assado em 2h30 um pão em 3h, um carapau 45 min e um ovo estrelado 15min.

de caixa que funcionam pelo efeito de estufa e os de concentração. Dentro destes os parabólicos, são os que atingem temperaturas mais elevadas, acima dos 200ºC

Já há décadas que são conhecidos os fornos solares domésticos

No futuro, com o aumento que os combustíveis estão a atingir, os carros ficam parados e servirão como óptimos fornos solares. Sem qualquer reflector atingem 80º junto dos vidros dianteiros e traseiros, ao Sol. O grande obstáculo que surge na utilização dos fornos solares, é a mudança dos hábitos que temos, de fazer tudo na hora, pois para aproveitar melhor Sol, temos de preparar de véspera o almoço e o jantar. Quando se acaba de fazer o almoço temos de por no forno a comida para o jantar Para alem de cozinhar, os Fornos Solares, pasteurizam a água e sumos, desinfestam bichos das farinhas e grãos, secam e torram frutos.

Ainda há-de sair legislação em Portugal recomendando a instalação de fornos solares, nas fachadas dos prédios, viradas a Sul, para aproveitar esta riqueza que nós temos. Na região de Lisboa há 3100 horas de Sol anuais. Claro que a legislação só sairá, quando a CCE já a tiver implementado! Um forno na parede tem grandes vantagens. Está sempre operacional, não temos de o deslocar á procura do Sol, o cozinheiro trabalha ao abrigo da intempérie, não há o perigo de ser roubado ou danificado por animais, não precisa de ser arrumado e tem o acesso pelo interior da sala, com dupla porta, com o acabamento da parede. Fica saliente da parede sem reflectores, com a maior dimensão no comprimento e interiormente tem superfícies reflectoras do Sol, para os tachos.


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CATARINA PINTO Arquitecta entrar em linha de conta na concepção de um projecto de arquitectura ecológico a escolha dos materiais a utilizar tem um peso muito importante. Analisando várias condicionantes e critérios podemos concluir que os materiais mais sustentáveis são os que: - provêm de fontes renováveis e abundantes; - não contaminam; - não põe em risco a saúde do utilizador; - são recicláveis ou biodegradáveis; - consomem pouca energia no seu ciclo de vida; - são duradouros; - são de aplicação prática e rápida; - provêm de produção sócioeconómica justa; - provêm de um local perto da obra; - não causam impacto ambiental negativo no local da extracção. Por exemplo, materiais como a palha e a terra crua, disponíveis em abundância na natureza e com uma tradição ancestral rica em técnicas viáveis e duradouras são uma boa aposta para uma construção ecológica. A construção em fardos de palha difundiu-se nos Estados Unidos no final do século XIX. Hoje em dia é uma técnica que se pratica no mundo inteiro estando no caso europeu mais desenvolvida na Alemanha, Inglaterra, Áustria e Suíça. A construção em terra crua, utilizada em todo o mundo, remonta a tempos imemoriais e pratica-se em diversas técnicas,

sendo as mais comuns a Taipa, o Adobe, o BTC (blocos de terra comprimida). Em Portugal, com particular incidência no Sul, é frequente encontrar-se edifícios em Taipa, alguns deles centenários como é o caso do castelo de Paderne no Algarve. Esta técnica consiste na compressão da terra (devidamente preparada) em moldes denominados taipais. Actualmente, já existem alguns arquitectos e construtores portugueses que dão sequência à tradição, reinventando a técnica de forma a melhorá-la e modernizá-la e tirando partido das suas inúmeras vantagens. Algumas vantagens comuns a estes dois materiais – palha e terra – são: a sua disponibilidade em abundância e perto do local da obra; não consumirem praticamente energia na sua produção; poderem ser utilizados de forma auto-portante, sem recorrer a uma estrutura adicional; terem excelente comportamento térmico com a consequente economia de energia para arrefecer ou aquecer o interior da construção; serem duradouros; serem baratos gastandose pouco ou nenhum dinheiro nos materiais e mais na mão-de-obra humana permitindo a criação de mais postos de trabalho localmente; serem degradáveis na natureza, reduzindo ao máximo a pegada ecológica. Quando termina o ciclo de vida destas construções os materiais simplesmente voltam para o solo com as mesmas características podendo o ciclo ser reiniciado.


Fernanda Botelho

Plantas Medicinais Desde os primordios da Historia que o

A época dos descobrimentos foi na

ser

aprofundamento

humano

procura

na

Natureza

Europa

um

importante do

marco

conhecimento

no do

Com o grande

remédios para aliviar os seus males,

vastíssimo reino das plantas e suas

desde uma simples dor de dentes, a

aplicações, com a observação dos povos

tratamentos de doenças mais graves.

desenvolvimento das

do Novo Mundo e das plantas que aí eram

Muito antes da sintetização da medicina

utilizadas, grande parte delas totalmente

moderna e ocidental, já as plantas eram

desconhecida dos europeus. Utilizavam-

industrias farmaceuticas,

utilizadas pelos Shamans da Amérca do

nas com sabedoria e bons resultados, os

sul,

tribos

Índios da América do Norte e do Sul, as

Africanas, a maior parte das vezes com

muitos dos conhecimentos

tribos da Malásia e da Indonésia, os

resultados

feiticeiros Africanos etc.

adquiridos durante milhares de anos foram postos de lado

ou

pelos

feiticeiros

notáveis

e

das ainda

hoje

inexplicáveis aos olhos da ciência.Ciência essa que depende ainda hoje em cerca de

Todos

75% das plantas como matéria-prima para

importante contributo aos já existentes

extração

tratados dos antigos sábios como Plínio,

e

fabrico

dos

seus

medicamentos. Com

o

indústrias

grande

povos

trouxeram

um

Dióscórides ou Santa Hidelgarda. desenvolvimento

farmacêuticas,

conhecimentos

estes

muitos

adquiridos

das

Hoje o cenário é outro: tem vindo a

dos

verificar-se

um

notável

aumento

no

durante

interesse pelas plantas medicinais, cada

milhares de anos foram postos de lado,

vez existindo mais pessoas a procurar

associados a práticas de bruxaria e

conhecimentos nesta área, tanto na sua

feitiços, outros no entanto foram tomados

vertente medicinal ou culinária, como nas

em conta, verificados, aprofundados e

suas utilizações em hortas e jardins.

comprovados como remédios eficazes e válidos para tratar os mesmos sintomas

As

que há 3000 anos atrás.

Humanidade,

plantas

são

grandes

sempre

o

aliadas

da

foram

e

continuarão a ser se o homem tiver o Na Idade média, na Europa, muitas

cuidado e a sabedoria de não as destruir,

mulheres foram queimadas, acusadas de

de as saber escutar, observar e entender

bruxaria

que sem elas a raça humana não será

por

simplesmente

serem

conhecedoras dos poderes das plantas e conseguirem tratar problemas que a igreja considerava que só Deus poderia resolver.

capaz de sobreviver.


Actividades!


CONDUÇÃO em TRANSIÇÃO OS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS SÃO UMA das maiores fontes de

consumo de petróleo. Quando, onde, como e porquê conduzimos automóveis são pontos de reflexão sobre como todo um circuito de necessidades está organizado, assim como com que urgência e a que custo lhe damos resposta. Reduzindo cada vez mais as nossas necessidades de deslocação contribuímos largamente para uma maior independência do consumo do petróleo. Fazemos um apelo a que possamos todos conduzir cada vez menos: caminhando mais, pedalando mais, suportando e fomentando sistema de boleias, e ainda, sempre que possível, recorramos ao uso dos transportes públicos. Enquanto ainda necessitemos de nos deslocar num automóvel, pensemos então como podemos optimizar cada viagem. Deixamos aqui algumas dicas: - Se está a pensar adquirir um automóvel: escolha sabiamente. Antes da compra, investigue e reúna informação que lhe permita comparar informação sobre o grau de eficiência e nível de emissão de diferentes veículos. - Arranque de imediato. Não aqueça o motor antes de colocar o carro em andamento – nem mesmo em manhãs frias. Arranque de imediato e durante os primeiros Kms, conduza mais lentamente, em rotações mais baixas. - Planeie a viagem. Se estiver perdido: peça ajuda!! - Organize vários recados numa mesma viagem.

- Não confunda uma via rápida com uma auto-estrada! Melhore o rendimento do seu deposito em 15% simplesmente por conduzir a 80km/h em vez de 100km/h. - Desligue o motor sempre que parar o veiculo por mais de um minuto. Se o deixar ligado durante este período estará a gastar mais combustível do que o motor necessita para voltar a arrancar. - Evite a condução do pára-arranca. Sempre que possível, planeie as suas viagens fora da hora de ponta. Conduza suavemente acelerando e desacelerando gradualmente. - Evite aproximar-se muito dos outros veículos, pois provoca acelerações e desacelerações desnecessárias que levam a um aumento dos consumos. - Use o travão motor. A utilização da energia natural do travão motor ajuda a economizar combustível, e contribui também para um menor desgaste dos travões do carro. - Viaje ligeiro. Remova os artigos desnecessários para, reduzindo peso, melhorar a eficiência do motor, reduzindo o consumo de combustível e diminuindo a resistência ao ar. - Reduza a sobrecarga do motor. O automóvel consome mais gasolina e emite mais emissões quanto mais solicitações lhe forem exigidas, como por exemplo: uso de ar condicionado; acelerações rápidas, elevada rotação do motor e excesso de carga. - Mantenha a temperatura do carro amena, estacionando à sombra ou cobrindo-o. Desta forma diminuirá o desperdício e poluição que ocorrem pela evaporação do combustível sob temperaturas elevadas.

- Não force o enchimento do depósito de combustível. Esta prática pode levar a que se entorne combustível, que este esteja mais sujeito a evaporação, e retira o espaço que o combustível necessita para expandir. - Mantenha o seu veículo afinado. É muito importante realizar revisões periódicas e sobretudo efectuar pequenas rotinas de verificação de filtros de ar, óleo e combustível para que estejam sempre limpos; óleo de motor adequado; pastilhas de travões em bom estado. Estes cuidados aumentam a segurança do veiculo e ajudam a prevenir problemas de maior escala. - Verifique com regularidade e mantenha a pressão dos pneus. Um pneu bem calibrado diminui o atrito à estrada, aumentando assim a sua eficiência. - Utilize o tipo de óleo recomendado para o motor do seu automóvel pode optimizar até 2% o consumo por km. - Enquanto fizer a manutenção do seu carro, não se esqueça de encaminhar para a reciclagem as baterias, óleo usado, filtros, garrafas, pneus, etc. Este documento foi elaborado com base nas seguintes referências: Poupar a Conduzir, António Xavier – Revista ACP nº715, Fevereiro 2011 Drive wisely. Be a green driver!, South Carolina Department of Health and Environmental Control, www.scdhec.gov/environment/lwm/recy cle/green_driver.htm em Janeiro 2011

is abel gonçalves


Em Breve... Num contexto global de crise económica procuram-se novos modelos de organização em sociedade! A Cooperativa de Bairro nasce, num espírito comunitário, como um projecto pioneiro em Portugal que procura reunir produtores e consumidores biológicos! Comércio Justo, a preços revolucionários e sem intermediários!

O dia da Saúde é um primeiro passo de promoção junto da população de boas práticas que visem a saúde integral do ser humano. É uma iniciativa feita por voluntários do grupo de Transição Interior: Saúde e Consciência. Porque não vir experimentar uma aula de Yoga ou participar numa palestra sobre alimentação saudável?

A paisagem está a mudar... muitos dos nossos melhores terrenos agrícolas abandonados e entregues ao imobiliário desenfriado. Mas urge voltar à terra! O banco de terras é uma plataforma online que põe em contacto proprietários de terrenos e agriculturos à procura de pôr as mãos na terra! Um projecto do grupo de Produção Local!


A COLMEIA

o modelo para o novo Homem

Valdju Musico e Permacultor

O que será do Homem e da Terra sem o tigre ou sem as abelhas? O que será do Homem se um dia forem poucas as ribeiras e outros cursos de água que não cheirem a morte? É hora de reverter alguns anos desta nefasta humanidade moderna e voltar a compreender, isto é abraçar com o espírito, os mecanismos perfeitos desta Meta Natureza Cósmica, qual espelho profundo do Grande Ser Criador. Sou músico e permacultor, entre outras coisas.., não sou de todo apicultor, nem quero ser. Se há coisa que as abelhas não nasceram é para se tornarem escravas do homem e da sua industria desorganizada e destruidora. As abelhas estão na Terra a cumprir uma função que está acima da humanidade, de um ponto de vista interior, isto é esotérico, canalizam a energia de Vénus, Amor Devoção, e dão ao Homem que ainda pratica o Amor como escolha um novo modelo para as suas organizações sistemáticas futuras.

Continua a ser hora de nos questionar-mos por quanto mais tempo será possível continuarmos a olhar para as outras espécies do bico da pirâmide.

O que se passa é que para canalizar ou estar em ressonância com algo, a forma espacial tridimensional conta muito. Veja-se por exemplo um diapasão: numa certa medida está na nota LA, uns centimetros maior está em RE. Ou seja diferentes corpos estão em ressonância com diferentes partes do universo, e mais perto deste sistema Solar que estará também dentro de cada Ser na Terra. Ao longo dos últimos anos o Homem, para aumentar a produção de mel afim de obter mais lucro, aumentou

através de um processo simples, que não irei explicar, o tamanho das abelhas em alguns milímetros. Para o Homem comum que pensa na produção isto está certo, mas para aquele que vê para além do horizonte isto é terrível pois estes seres foram desfasados com a energia para a qual foram criados na Era Atlântica. Já não estão em sintonia com Amor Devoção de Vénus, mas sim num limbo qualquer entre frequências. A colmeia como consciência perderá assim uma das suas principais razões de Ser. E o Homem uma vez mais não enxerga..! Aumentar o tamanho das abelhas não é apenas mau em termos esotéricos, pois como Hermes Trimegisto cravou nos anéis dos tempos: "Assim como em Cima, é em baixo", também exotericamente ou seja fora do nosso interior, ou neste caso do das abelhas, o mal está presente. Numa primeira analise perderam a capacidade de se limpar de uma das coisas que as está a dizimar pelo mundo fora, o parasita Varroa. Pensem, agora para que trabalhássemos mais com as mãos davam-nos uma pastilha vermelha para que as nossas mãos ficassem maiores. Em apenas dois meses tínhamos as mãos do dobro do tamanho. Pergunto agora com que dedo vamos limpar o nariz? Sim e agora como é que a abelha limpa a carraça varroa que lhe chupa o sangue , come as asas, come as pupas (larvas) e diminui drasticamente o seu sistema imunitário?? Claro com a ajuda do homem e seus agentes quimicos das grandes companhias que estão também

da distribuir cancros como forma de morte. Não ficamos por aqui, a manipulação genética, a criação artificial de rainhas, alimentação artificial com açúcar branco, as monoculturas carregadas de pesticidas, o síndrome de morte súbita, e talvez até o pior para as abelhas e para todos os seres vivos as antenas de telecomunicações, estão a destruir, a aniquilar por completo todas as formas perfeitas de organização de vida na Terra. Apicultor?? não obrigado, sou guardião da abelhas, e elas de mim, deixo que estas enxameiem e se libertem, tenho-as em colmeias topbar onde elas próprias fazem os seus favos, visito-as muito raramente, e comprei recentemente ao fim de muita pesquisa um produto homeopático para a varroa e o vírus de norte súbita. Quanto ás radiações electromagneticas tenho uns tower busters fruto do trabalho do cientista Williem Reich. Em breve vou reverter o tamanho das abelhas para o tamanho original, inspirado no trabalho da Dee Lusby , uma mulher claro! Apicultor é um homem que se dedica á cultura das Apis Mellifera (abelhas), não ao cultivo de mel e derivados. Seria pois um Melicultor..!


preparar um Banco do Tempo!

Animais e Plantas: Jardinagem, acolher/tratar de animais/plantas nas férias Acompanhamento a crianças: Tomar conta de crianças, levar/buscar à escola, TPC’s Actividades recreativas: animar grupos, tocar música, fazer de guia turístico, animar festas Bricolage: Pequenas reparações Ajuda doméstica: Compras de supermercado, ir ao correio, à farmácia, pagar as contas, limpar a casa, passar a ferro Cozinha e Lavores: cozinhar refeições para congelar, arranjos de costura Secretariado e burocracia: Processamento de texto, preenchimento de documentos Companhia: acompanhamento de idosos, ida ao médico, ir a espectáculos, ao cinema Lições: ensinar a estudar, a descontrair, dar explicações E tantas outras coisas.....

O Banco de Tempo é uma rede através da qual um membro pode ajudar outros, pondo ao dispor as suas habilidades e capacidades. Cada vez que oferecer algum do seu tempo, para além da satisfação em ter ajudado, receberá ainda um “cheque de tempo” em função do número de horas disponibilizadas. Poderá então usar esse crédito para depositar na sua conta e utiliza-lo quando necessitar de receber ajuda de outro membro. Todas as ajudas valem o mesmo: o tempo que se gasta na tarefa. 1 hora de ajuda = 1 hora . A Maria esteve 3 h a fazer baby sitting na festa do Manuel e pediu à Teresa que lhe apertasse umas calças que lhe estavam largas. O Manuel ajudou a Maria no jardim durante 2 h, a qual esteve durante 1 h a fazer panquecas para a festa do filho do Zé.. O Luís ajudou o Pedro a construir um muro e a Isabel a montar um candeeiro – ficou com 4h que irá usar para pedir a alguém que o ajude a pintar a sala da sua casa. A Maria pede uma massagem ao Luís e faz um trabalho informático para a Luísa.

Todos temos algo a dar e a receber.

Com o intercâmbio reforçam-se as relações de vizinhança, o sentido de comunidade, a resiliência e autonomia face ao sistema económico dominante. Por isso o Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca. A maioria de nós gosta de ajudar outros de vez em quando. No entanto é difícil saber quem pode estar a necessitar da nossa ajuda ou dos nossos conhecimentos ou habilidades. Por outro lado, todos nós temos tarefas que gostamos menos de fazer, ou que nem sequer sabemos como fazer. E todos temos gostos diferentes e sabemos fazer coisas diferentes. Quem sabe se não temos alguém próximo que o queira fazer. O Banco do Tempo pode ajudar neste cruzamento e pôr em contacto as pessoas que gostam ou para quem é fácil desempenhar de terminadas tarefas com as que delas necessitam. Para aderir ao Banco do Tempo, basta ser membro da Sintra Transição e preencher um formulário próprio, onde indica as áreas em que poderá ajudar e em que necessita de ajuda, quando … estiver a funcionar o sistema informático que irá gerir a informação e comunicação e as contas dos membros. Mantenha-se atento, pois esperamos que seja para breve!


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