Issuu on Google+

For taleza, Ma io 2002 - Ano 2 - No. 5

an a

ana •

rau

e •

u

.

v.

reviven

VI DO A UM' EU IAO D f III

, ......

ts

Primeira e segunda gerações

s preparativos para a Semana Santa na lrauçuba foram grandes. A maior preocupação do Tarcísio e da Maria Anir, apoiados pelo Jesus e Anúsia, era a construção de um novo banheiro. Segundo Anúsia, Tarcísio rodava pela sala com o dedo indicador levantado, dizendo: - "Lá, só tem um banheiro. Só um banheiro!". E assim eles construíram um outro banheiro, que foi a grande novidade, tinha até chuveiro. O casal de anfitriões doou para o encontro, um garrote e um carneiro. Eles chegaram na segunda feira para finalizar os preparativos para o quarto encon-

tro da AFA. Na terça-feira. chegaram Jesus e Maria Anúsia, com as netas, Patrícia e Vanessa. Os dois casais são muito amigos e se entendem muito bem. Gerardo, que tem sido presença assídua na AFA, foi, também, com o irmão. No dia seguinte, chegou Zedite. Demonstrando a coragem e independência , tão bem conhecidas pela família. Viajou de ônibus e pegou um táxi, da cidade para a fazenda. Será uma graça para todos nós chegarmos aos 81 anos com tamanha disposição. Ela não cansava de apreciar a pais-

110 ADEUS A

agem, que não via há 23 anos. Anos atrás, depois de um longo período de verão, choveu na Irauçuba, e ela, do jeito que estava vestida, saiu pelos campos a dançar, com as mãos levantadas, se banhando na água tão desejada, demonstrando todo seu impulso de viver intensamente todos os momentos. Quinta-feira, muito cedo, chegaram Renata e Vítor, de Teresina. Passaram a noite viajando de ônibus. Foi a primeira vez que eles fo ram a Irauçuba e,, segundo a Reggiani, adoraram! A tarde, chegou Selma, com os sobrinhos Alexandre, Rafae l e

Rodrigo. Todos se deliciando com o cheiro, que só o sertão, no inverno, possui e com a existência de água no riacho que corta o caminho, um sinal infalível de inverno. Mas, foi à noite, que chegou a maior parte da família. Inicialmente o Júnior e Ecilaine com os filhos Igor, Ingrid e Hugo. Com eles, é óbvio, estava a Cacá. Logo a seguir, chegou a família da Lal á, [udite e Edmário com as filhas Milena e Marília, que segundo a Zedite é a cara da 'mãe Rarnenta', Mais tarde e sob um forte sereno chegaram Rosanni e Tonico, com o filho Caio. E, Reginaldo e[aqueline com o filho Tiago. O .carro do

DOCE ELIETEII


GAZETA

f)

For taleza, Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

Reginaldo estava carregado com as a AFA já pode ficar tranqüila, as compras do encontro (feitas no dia . sementes da amizade já floresceranterior pelo Márcio e armazena- am .na terceira geração e serão das na Teluz), gelágua, fogão in- capazes, de dirigir essa entidade dustrial e uma cama do Rafael. que, embora, iniciante, está assenDepois, chegou de Natal, o Mar- tada sobre a união e solidariedade cos, com os filhos Karolinne e Rô - da segunda geração. mulo. Só bem mais tarde, chegaJúnior levou uma Faixa dando ram de Teresina, o Haroldo e a boas-vindas para os participantes Sora ia, com os filhos Letícia, da quarta reunião da AFA. Ela fiHaroldo Filho e Rafael. cou pregada no alto da parede, aciSomente na sexta-feira che- ma da porta principal, na qual, era garam o Márcio e Lisiane, com os afLxada a programação de cada dia. filhos Márcio Filho e Mayra. Já Asexta-feira santa foi de jejum, quase meio dia chegaram André e com os pratos parecendo o Monte seu filho Felipe. Com eles vieram Evereste no almoço e no jantar. também o Daniel e o Gustavo, fil- Alguns ficaram acordados, hos do Camões Filho. Ele e a Gagá esperando a meia-noite, para quecancelaram a viagem por causa do brar o jejum. Às 15 horas, Maria estado de saúde da Eliete. E, fizer- Anir e Jesus conduziram o terço am uma falta enorme! Luciana que fo i dedicado a Eliete. No final não foi porém, enviou bilhetes da tarde, foi realizado o tradicional , . para vanas pessoas reco- passeio às lajes. Mais uma vez, o mendando seus "dois amores". belíssimo panorama do sertão, com Desta forma, estava completo o seus campos, serras, pedras e cacnúmero de participantes do tos, foram intensamente admirados encontro: 47 pessoas. Sentimos da altura do grande bloco de pedra falta de um casal que sempre tem do sábado foi A programação comparecido aos encontros na intensa. Só não deu certo o leite Irauçuba: Pompéia e Manuelito. mugido pois a vaca fugiu antes da Cada um que chegava se agre- hora. Júnior fez dois bingos para gava a um grupo. A turma do jogo animar e recuperar parte do déficit de baralho e dominó,se revezou na do encontro. A diretoria ainda não mesa nova que Jesus e Maria conseguiu fazer uma programação Anúsia deram de presente, já com que desse sobra de caixa, Vai cono forro de sol a sol. Tinham tinuar tentando. Foram sorteados jogadores fixos como: Gerado, ovos de páscoa e um dos azulejos Jesus, Tarcísio, Ecilaine, André, com o nome "Família Azevedo" Márcio e Marcos. Júnior, Selma, pintado, que o André trouxe de Iaqueline, Rosanni e [udite, organi- Portugal e doou para a AFA. Os zaram as compras. Reginaldo e chocolates foram ganhos pela Edmário instalaram o gelágua e a Lúcia, Letícia e Feilipe. Este, ganbarraca. Contudo, o grupo mais hou, também, o azulejo, que preanimado foi o dos adolescentes da senteou a Cacá. Ela anunciou que terceira geração. Eles, que mal se quem quiser tirar retrato com o olharam no primeiro encontro, e azulejo ele estará à disposição em vários, que literalmente, nunca tin- sua casa. Ainda pela manhã Selma ham se visto, construíram nos últi- e Júnior entrevistaram os tios mos encontros uma calorosa sobre a história da família. Quem amizade. A 'senzala', como bati- tiver disposição para transcrever zaram o galpão, ficou sendo seu as fitas, terá oportunidade de se dormitório e local de muita familiarizar com vários aspectos bagunça, acompanhados por desconhecidos de nossa história. Gerardo, que não se sabe como, As comidas do sábado foram conseguiu dormir com tanta bagunça Renata levou a mania do muitas e variadas. Pela primeira vez, Maria Anir e Maria Anúsia 'tipo', palavra que iniciava qualquer frase e que foi logo adotada ficaram mais soltas da cozinha, pois, a AFA contratou uma cozipor toda a terceira geração sem diferença de idade. A turminha nheira e duas copeiras/faxineiras (que fizeram todo o serviço da tomou banho de açude e de luar. Rolou muita cumplicidade, paque- casa). Elas ficaram mais livres e para deixarem suas descansadas ra e admiração. Constatamos, que

marcas nas refeições. Maria Anir também recebeu ajuda, para pilar a paçoca, dos cinco netos e da Letícia Que, por sinal, ficou tão deliciosa quanto o vatapá servido na sexta-feira Os dois pratos, especialidades da Maria Anir foram, também doações para o encontro. ,

A tarde, Selma e Júnior confeccionaram o Judas com a ajuda de Igor, Filipe, Gustavo, Patrícia, Haroldo Filho, Márcio Filho, Mayra, Ingrid e Vanessa. Vale ressaltar que no dia anterior Haroldo Filho, Vanessa e Mayra costuraram algumas partes do Judas, sendo que, o Haroldo Filho fo i o mais persistente. Depois de cheias, as partes foram emendadas com a ajuda da Rosanni. Enquanto isso a Cacá, [aqueline e Judite fizeram uma deliciosa salada de frutas. O Judas foi vestido com uma roupa doada pelo Reginaldo, e devidamente escondido para evitar roubo. Logo a seguir, toda a turma do Judas, ajudou a pegar a lenha para a fogueira. No final da tarde, toda a família cantou parabéns para o Alexandre que estava completando 18 anos. Para ele, a tão sonhada idade para tirar a carteira de motorista. Ele soprou as velhinhas do bolo confe itado e distribuiu os pedaços, sob a algazarra geral e desafinação dos bêbados de plantão. Esperamos que todos os seus desejos se realizem! Sábado à noite, o ritual começou com o ascender da fogueira. Depois todos assistiram a um vídeo selecionado pelo Júnior, com o relato da traição do Judas e a paixão e morte de Cristo. Ele também estabeleceu uma relação entre o terço, o Judas e a Páscoa com os acontecimentos religiosos. Logo a seguir a diretoria da AFA, representada pelo André, que estava presidente, na ausência da Gagá. Foi entregue um ovo de Páscoa ao casal Maria Anir e Tarcísio, que fez um intenso discurso de agradecimento. Depois de várias falas, Márcio leu o testamento do Judas, elabo-

rado pelas primas Karol, Letícia e Marilia. A queima do Judas é sempre um momento de emoção, parece que no ritual fo lclórico, exorcizamos nossa ojeriza à traição. Para as crianças este é um momento fantástico. Terminada a queima, o amigo do Márcio ligou o possante som de seu carro e o cimento do alpendre virou pista de dança. Depois, os grupos foram se formando ao redor da fogueira e conversaram até tarde da noite. O Jesus demonstrou como se assa uma deliciosa batata doce na fogueira, e o Reginaldo usou sua criativa grelha da churrasqueira para assar milho. Por falar nas criações do Reginaldo, ele passava o tempo a fazer concertos e instalações, tais como, as lâmpadas externas e as calhas para as biqueiras da casa. O domingo de Páscoa amanheceu luminoso. Muito cedo o Marcos, que ia enfrentar a longa jornada até Natal, viajou. Não deu tempo de pousar para a foto do encontro. O Haroldo que também viajou pela manhã, só o fez depois da foto. A grande animação da manhã foi a terceira geração procurando pelos campos e curral os ovos de páscoa que o Márcio e o Júnior esconderam. Eles foram achados por Mayra, Ingrid, Marília, Daniel, Márcio Filho e Vítor. O encontro terminou na tarde de domingo. Todas as compras que sobraram foram distribuídas entre os participantes. A Maria Anir fez o mesmo com a grande quantidade de carne que sobrou. Pelos comentários e a saudade, constatamos, que mais uma vez tivemos um encontro maravilhoso!


-

...

GAZETA

Fortaleza, Maio 20 02 - Ano 2 - No. 5

~

,

CONHECENDO NOSSA HISTORIA Históri a da Família Azevedo em Irauçuba: As terras da Irauçuba fo ram compradas em torno de 1949 e 1950. Segundo Jesus, foi 1950, o ano que não ho uve inflação, quando Dutra era o presidente. Tarcís io lembra bem da história, seu pai vendia cachaça, da boa, e toda semana, o Sr. Joaquim Santana Barreto, qu e morava em Irauçuba, ia até a Ibiapina co mprar. Em uma das viagens, ele chamou Custódio, e disse que tinh a um terreno para vender. Custódio fo i a Irauçuba, olhou o terreno e gostou. Ele co mprou do is terrenos, o do Joaquim Santana e, um outro que pertencia a vá rios herdeiros. Tarcísio comprou, também, um terreno vizinho. E era ele que m ad mi nistrava a fazenda, na qual seu pai só ia a passeio. Quand o cada irmã se preparava para casar, ele vendia gado no pé da serra, para as despesas. Depois da co mpra, Custódio e Tarcísio montaram a faz enda, mas, em 1952 já houve uma seca. Na época, só tinha uma casa velha de taipa. No início iam

Tarcís io, Jesus e os am igos, Zezito e Chichico. Jogavam bozó, à lu z da lamparina, até as duas horas da madrugad a. Mas, foi ainda morando nesta casa, que a família Azevedo adquiriu o hábito de passar férias e Semana Santa na Irauçuba. Segundo Ivanise, foi lá, que passou os melhores tempos de sua juventud e. Depois, construíram uma casa qu e era metade para a fa míl ia e met ad e para o vaque iro. Daí em di ant e, a família passou a se reunir todas as Semanas Santas. Vinha os que moravam na serra da Ibiapaba e os que moravam em Fortaleza. Existem tamb ém as lembranças de fa tos trágicos. Jesus lembra do acidente com uma caçamba do DAER, qua ndo ele e a Maria Anúsia, recém-casad os, • pegara m uma caro na para Irem de Ibiapina para a Irau çuba. Gerardo, tamb ém sofreu um ac idente, com sua rural em uma de suas idas para a Semana Santa. Maria Anir teve uma paralisia facial. De resto, só topadas e muitos espinhos nos pés. Tarcís io const ru iu, em 1967, • uma casa para o vaquei ro, um

ga lpão, e refo rmou a casa grande. Quando [udite foi lá e viu as construções chamou o marido e disse: - "Azevedo, eu só morro feliz se você passar sua parte para o Tarcísio". Como, po r lei, não poderia passa r direto para o nome do Tarcís io, foi passado, inicialme nte, para Petr ônio Andrade, irmão da Maria Anir, e, depois de um ano, reverteu para o nome do Tarcí•

SIO .

Em 1976, vovô Custódio, fez sua última viagem a Irauçuba, levado pelo Gerardo. Já estava mu ito doe nte e qu eria se despedir da faze nda. Lá, levou uma queda, de uma cama alta, o que, segundo Jesus, acelerou a sua morte. Qua ndo ele morreu ti nha 22 cabeças de gado, que fo ram ve ndidas e, com o dinhe iro, fo i co mprado um fusca, para a Cacá. Mesmo depo is da morte do patriarc a e da matriar ca da fa míl ia, e pe rtencendo ao Tarcísio, a Irauçuba, co ntinuo u sendo um ponto de encontro da família. Muitos Azeved os guardam recordações agrad á. . ., . \'e IS, ta is como: procurar ru m de passa rirn": passear nas laj es;

tomar banho na caci mba do gado, nas pedras e, mais recentemente, no açude; escalar o Pelado e a Lo laia; tomar banho nas cacimbinhas do riacho, at rás da casa, ou, raramente, descer na sua enxurrada; tomar leite mugido no cu rral; colher maxixe e quiabo; comer carne de ca rnei ro assado, coalhada, e queijo coalho cort ad o bem fininho, a maneira do Tarcísio; jogar baralho e dominó; fazer e queimar o Judas; ou, simplesme nte, ficar sentado no parapeito do alpendre olha ndo a paisagem, tão típ ica da nossa caatinga cea rense. O que a lembran ça de ninguém explica é como cabia tanta gente na antiga casa, que era a metade da que existe hoje. A Se ma na Santa na Irau çuba faz parte da trad ição da família Azevedo. Muitos terão histórias para contar. Mas, o maior encanto da Irauçuba, co mo bem disse o Júnior, é o de co ngregar as pessoas. As atividades, o espaço, a paisagem e a união dos Azevedos, propic iam um clima de muita interação. Esta conv ivência e es tas lembranças constituem uma das mel hores heran ças da famíl ia.

ANIVERSARIANTES ABRIL I

' Vítor Azevedo Coqueiro Carvalho (fil ho da Re iani do Jesus)

Imeida (filha do esus) ilza Silva Azevedo (es osa do Zé Pedro)

Francisco de Paula Coqueiro Chichico (marido da Re 'ani do esus) I

t

' Maria Anir Azevedo (es osa do Tarcísio) Maria Rosanni Azevedo de

osé de Jesus Aguiar zevedo I

Daniel Sá Es me raldo (fil ho do Camões Fil ho da Eliete) Débora Maria Silva

Azevedo (filha do Zé Pedro) Lia Moreira Azevedo (filha do Cerardo) Karla Yasmine Nousiainen Sampaio de Aguiar (filha do únior da Poro éia) Mércia Cristina Azevedo de Agu iar Ibiapina (filha da Pornp éia)

Clara Santos Guimarães (filha da Annv. da Caaá da ~

Eliete)

. Sueli Sá (ex-esposa do Camões Filho da Eliete) Leila Ramos Leite Esmeraldo ( . -sposa do Régis da Eliete)

MAIO aria Zélia França ex-es osa do Gerardo) elipe Sá Esmeraldo (filho o Camões Filho da Eliete) ndrey MareeI Nousiainen ampaio de Aguiar (filho

• Israel Aguiar Ibiapina (filho da Mércia da Pom éia) José Francisco de Azevedo (AZEVEDINHO)

Luiz Gustavo Sá Esmeraldo (fil ho do Camões Filho da Eliete Ge rmano da Paz Oliveira (filho do Antônio José da Livramento)

ohanna Moreira Azevedo filh a da Lia do Gerardo etícia Lustosa Silva endes (filha do Haroldo a Ditinha)


B

For ta leza, Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

GENTE DA GENTE osé Tarcísio Azevedo nasceu no dia III de dezembro de 1927 em Ibiapina. Em 1946, veio estudar em Fortaleza, no Colégio Cearense, ficando hospedado na casa de sua irmã Zedite. Deixou de estudar e retornou para Ibiapina, em 1948. Passou, então, a administrar o alambique de cachaça do seu pai. Em 1949, oi morar em Tiangu á, onde montou o alambique de cachaça paterno. Só em 1952, quando casou, montou o seu próprio alambique. Jogou no time de futebol de Tianguá, o Riachuelo, e, participou da fundação do clube da cidade. Fez parte, em 1957, da comissão de elaboração do inventário do Monsenhor Aguiar, juntamente com um advogado e um juiz, sendo ele o ind icado da fa mília. Em 1958, se envolveu na política e fund ou em Tianguá o PSD- Partido Social Democrático. Neste mesmo ano, elegeu para prefeito o Dr. Erasmo. Candidatou-se a prefeito, em 1952, com o mote: "um tostão contra um milhão", perdendo o pleito por 97 votos. Em 1964, foi nomeado tesoureiro do DNOCS. Ele não pediu o cargo que lhe foi dado para que saísse de Tianguá, onde, a •

JOSE TARCISIO AZEVEDO

política estava muito pesada. Assumiu o cargo e veio morar em Fortaleza.Trabalhou 12 anos como tesoureiro fazendo pagamento no in terior do estado, e lO, chefia ndo a tesouraria. Foi, novamente, candidato a prefe ito em Tianguá, em 1976, perdendo por mil votos. Quando se aposentou, voltou para Tianguá onde reside até hoje. NÚM ERO DA SORTE - 14: MEDO - de nada; PERFUME - todos: COMIDA - a que a Maria Anir faz: UM DIA FELIZ - não lembra: MOM ENTO INESQUECÍVEL - não lembra: LEMBRA NÇA CARINHOSA - o casamento; LAM ENTO - fa lta de informação do povo e fa lta de fe licidade e responsabilidade dos • casais: MANIA - trabalhar na fazenda e política; HOBBY - jogar na loto, se ganhasse, se candidataria a prefeito de T ianguá, para

mostrar o que é uma administração; CANTOR - Roberto Carl os; MÚSICA - não lembra; SEMPRE - ter saúde, não dar trabalho, e morrer antes da mulher: IAMAIS - faltar dinheiro para as despesas; ADO RO - fut ebol; ODEIO - não sabe; DEFEITO - ser muito vexado; QUALIDADE - honestidade; ERÓT ICO - não sabe; EXÓT ICO - não sabe; LAZER - jogar baralho e dominó.

aria Anir Azevedo nasceu em 02 de abril de 1927, em Tianguá. Aos dois anos, foi morar em Cocau, aos cinco, mudou para Parnaíba, e, aos oito, veio para Fo rtaleza. Estudou no grupo Fernandes Vieira, na praça do Liceu, e depois, no Colégio dos Salesianos em Baturité, com 11 anos. Concluiu o primário no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, com distinção e louvor. Cursou o ginasial na Escola Normal e o normal no Colégio Santa Cecíl ia, que na época não era de freiras. Diplomou-se, em 1949, e foi nomeada professora para Tianguá, em 1950, onde passou a residir. Em 1964, ped iu transferência para o Colégio dos Salesianos, na Piedade. Retornou para Tianguá em 1986. •

MARIAANIR AZEVEDO

NUMERO DA SORTE - 44; MEDO - de nada: PERFUM E - Promesa; COMIDA - camarão e caranguejo; UM DIA FELIZ - no dia que Paulo e Selma passaram no vest ibular; MOMENTO INESQUECÍVEL - quando a família se reúne; LEMB RA NÇA CARINHOSA - muitas; LAM ENTO - a morte do Alexandre; MANI A - comer pimenta malagueta; HOBBY - bordar, fazer crochê e ouvir música;

CANTOR - Orl ando Silva; • MUSICA - A grande valsa; SEMPRE - ser feliz; JAMAIS - ver alguém da família sofrer acide nte; ADORO - Deus; ODEIO - mentira; DEFEITO - ser explosiva; QUALIDADE - honestidade; ERÓT ICO - não tem; EXÓT ICO - não tem; LAZER - passar o dia fora com tira gosto e •

cerve ja,

Os do is se co nheceram no fin al d e 1950 e casaram e m dezem bro de 1952, na igreja do s Re m édios, e m For taleza. Tiveram seis filh os: He le na Selma , Pau lo Sérgio, Luísa Cr istina (fa lec ida), Ta rcísio Filho - Tat á, Marcos Antô n io e Fran cisco Alexand re ( falecid o) . Eles disseram: "Gostamos muito quand o fundaram a AFA, é um a m an ei ra de co ngregar a família e, quem sabe, formar uma coo pe ra tiva de solidar ie dad e para dar apoio aos mais carentes."


~

Fortaleza. Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

ACERVO FOTOGRテ:ICO

/


GAZETA

~

Fortaleza, Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

, /'

,.....

* 25-01-23 t 30-04-02

Não deixemos de pensar nela, viva e alegre. Seu timbre de voz dançando em nossa memória. Simples, doce, pura e amiga... Aquele olhar doce sincero! Seus cabelos brancos moldurando a expressão de uma mulher suave e forte. Sempre com uma palavra gentil e um coração pronto a acolher. Ela estará sempre por perto, preservando a união de todos e nos ensinando que a famz1ia é o nosso maior bem. Nosso carinho aos filhos , marido, netos e bisnetos. Estamos sempre presentes e rezando para que Deus et conforme a todos A-f


GAZETA

Fortaleza, Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

tlI

CUXIXOS E BUXIXOS • Pesquisando sobre a origem dos Azevedos no Piauí, perguntaram ao Haroldo?Como você chegou ao Piauí, respondeu ele, quando , abri os olhos estava aqui. HA HÁHÁHA • No aniversário do Rafael em Teresina, o Haroldo MELOUSE, MIJOU no teclado do Computador e sumiu. • Foi descoberto durante a viagem do Piauí, outro grande talento dos Azevedos: Avoz maravilhosa e romântica do Aldemar da Ditinha. Mexe com os coraçoes • A Livramento não fica a vontade quando vai falar aquela palavra que ela tanto

gosta"....", quando está na frente do Antônio José, seu filho. • Por falar em Antônio José, ele prometeu bancar as custas da vinda do Zé Maria para uma reunião da AFA. Procura-se alguém que vá ao programa do ratinho para localizá-lo. • A Maria Anúsia, depois do seu encontro com o Giorgio Armani, lançou moda no Ceará. Ela visitou a Eliete calçando sapatos pretos de modelos diferentes. Logo foi notada pela enfermeira, que indagou se isto era moda. • Convivência é coisa forte. A Selma já aderiu a mania e anda

usando blusa pelo avesso. • Daniel anda em dúvida, não sabe se vai passar as férias em Teresina ou em Natal. • Está havendo um confli to em Reggiani e Chichico por causa do namoro da Renata. Ela está namorando um arquiteto e Reggiani já está contando como certo um projeto gratuito do seu novo consultório. Além disso, o rapaz tem outros predicados, é religioso e filho de ex-padre. O Chichico, por sua vez, como todo pai, que se preze, está morrendo de ciúme. • Mas, não é só ele, vários primos também estão padecendo do mesmo mal.

• Maria Anúsia está muito preocupada porque a Maria Anir só come alimentos afrodisíacos. tais como, camarão. caranguejo, pimenta malagueta e abacate. Por que será? • AAFA está cada vez mais elevando o nível dos seus passeios. Apróxima viagem será para Brasília, dia 27 de julho, para o casamento da Luciana. Azevedinho já está providenciando sua reserva na poupança para financiar as estadas. Como está prevista a ida de umas sessenta pessoas, o que não couber dentro de casa pode ser acomodado em barracas de camping no jardim.

o HOMEM IDEAL Ele foi c1onado a partir dos gens de vários homens da família Azevedo. O laboratório foi montado no domingo, pela manhã, com a participação de várias pessoas presentes ao quarto encontro. A experiência foi relatada pela Renata. • Aaltura do André do Azevedinho; • Abunda do Márcio da Pornp éia, sem as hemorróidas; • O carro e a conta bancária do Haroldo da Ditinha; • Os olhos do Gerardo;

• Aorelha do Alexandre do Tatá do Tarcísio; • Adança do Vítor da Reggiani do Jesus; • O ' tênis' do Hugo do Júnior do Jesus; • O galanteio do Rômulo do Marcos do Tarcísio; • A boca do Márcio Filho do Márcio da Pompéia;

• A disposição do Tarcísio; • O sorriso do Marcos do Tarcísio; • O cabelo do Rodrigo do Tatá do Tarcísio;

• As pernas do Camões Filho da Eliete; • A voz do Filipe do André do Azevedinho

• O sono do Tonico, marido da Rosanni do Jesus; • O fígado do Edmário marido da [udite da Lalá;

• A aplicação do Filipe do Camões da Eliete; • A simpatia do Rafael Vítor do Haroldo da Ditinha; • Os comentários do Igor (Bóris) do Júnior do Jesus;

• A pureza do Jesus; • A barriga do Júnior do Jesus, depois da lipo;

• A hiperatividade do Haroldo Filho do Haroldo da Ditinha;

• O alicate e o martelo do Reginaldo do Jesus; • O nariz do Daniel do Camões Filho da Eliete; • O perfil do Gustavo do Camões Filho da Eliete;

• A tagarelice do Caio da Rosanni do Jesus; • O bom humor do Rafael do Tatá do Tarcísio;

ACONTECEU Corno a tradição das festas no Piauí manda , aconteceu dias 08, 09 e 10 de Março 2002 , três dias de festa, para comemoração do aniversário do Rafael e da Soraya do Haroldo e de quebra, um delicioso churrasco na casa da Ritinha do Pedro. Estiveram representando a AFA e vindos de Fortaleza, Junior. Ecilaine, Igor , Ingrid, Hugo, Caca , Gaga . Jesus, Anúsia , e toda a "raça" do Piauí . O evento foi movido a muita música, cerveja , comida típica piauiense , churrasco e bastante alegria e animação. • A receptividade foi como sempre impressionante. • Altos e longos papos, revivendo nossas infâncias com Antonio José e Betânia. ,

• Aalegria de Ditinha e Livramento são contagiantes. Enotória a satisfação que elas têm em receber os familiares cearenses. • Aconteceu um tour pela cidade, pela casa dos primos e até provamos do caranguejo especial do Piauí.


(;J ...J

<{

-a::

O

~

-C

w

Fortaleza, Maio 2002 - Ano 2 - No. 5

A AFA ainda não está estruturada de fo rma a permitir um melhor funcionamento. Necessitamos elaborar e aprovar o es tatuto e regimento para que nossa entidade possa existir juridicamente. Mas, para qu alqu er ação, necessitamos de recursos. Atualmente, a diretoria vem bancando pequenas despesas e o jornal está sendo uma doação do André.

Depósito da mensalidade AFA

Mês de Abril Vencimento até 10/05/02 Valor: R$ 10,00

Acreditamos que a contribuição mensal de R$ 10,00 por fa mília seja razoável, não onerando o orçamento famili ar e prop iciando condições de funci onamento para a AFA. Desejamos que vocês se manifestem sobre o assunto e, caso estejam em concordância, que faça m o depósito em nome da AFA na segu inte conta: Banco 104 - CEF, Operação 13, Agência 1560, C/C 33333-6. Após o deposito e nviar fax para o numero Oxx 85 2285156 com o nome do associado .Informamos ainda que será publicad o no Jornal os contribuintes que efe tuaram a quitação de sua mensalidade.

• De Selma para Pompéia: "Senti muito sua fal ta na Irauçuba. Sem o seu sorriso e a sua fal a gostosa fica um lugar vazio. Desejo que nao nos prive de sua querida presença nos próximos encontros. Beijos". • Silvia, nós da AFA, estam os solidár ios e confiantes que Deus providenciará o m elhor caminho para sua Gravidez. Estamos em constante oração por sua saúde. • Glauco passa um fax do quarto jornal para Gisele, pois ela disse que ainda nao recebeu. • Gisele providencia a foto da família de São Paulo, com a história de como os Azevedos chegaram a São Paulo, para publicarmos no Próximo número da Gazeta AFA.

Banco: 104, Caixa Econômica Federal CEF Operação: 013 Poupnaça: Agência 1560 Conta Corrente: 33.333-6 Titular: Márcio Vlvaldi Azevedo Aguiar Favor enviar fax do depósito para:

Oxx85 228.5156

• Régis o Júnior está perguntando se tu é o Lombardi do 'SILVI O SANTOS ", pois se ouve falar de ti m ais ninguém nunca te ve.

-

• Para Azeved inho e Vânia: "Que ridos, vocês são os m eus amores". Um beijo da Lú. • Andinha estamos com muitas sa udades! Junior, Ecilaine , Igo r , Ingrid e Hugo. • Ana Paula , e nvie seu telefone e endereço cor reto, pois a Ritinha disse que você não está recebendo o jornal , informamos que todos os m eses, ele é e nviado. • Paulo Em ilio , vê se agita a galera da Bahia!

Expediente

INFORMES Informamos que estamos recebendo matérias para o próximo número deste jornal nos endereços eletrônicos: selma@secrel.com.br, jjaaj@fortalnct.co.br, gagasantos@uol.com.br O Reginaldo continua solicitando as fotos 3x4 e os dados das pessoas da família para montar a árvore genea lógica. Envie a sua para não ficar de fora!

Redig iram este jornal : Maria das Graças Esmeraldo (Presidente), André Avelino de Azevedo (Vice-Presidente), José de Jesus Aguiar Azevedo Júnio r (Secretário), Helena Selma Azevedo (Za, secretária) , Márcio Vivaldi Azevedo Aguiar (Tesoureiro), Luis de Camões Catunda Esmeraldo

I

I

DESPESAS RECEITA SALDO DEVEDOR

Filho (20. tesoureirol.Daniel Sá Esmeraldo ajudou na revisão.

Diagramação: Alessandro Muratore

Revisão: [otaerre de Sousa Oliveira

R$ 1.044,01 R$ 1.006,01 R$ 38,01 •

ITEM 1 Supermercado Mercado Ceasa Ovo de páscoa Serviços (coz.Fax.) Gás e Água. Aluguel Freezer Compras Diversas I Feitas em Irauçuba TOTA L

•.

"•

VALOR R$

R$

479,28 92,60 150,00 15,00 200,00 35,00 50,00 30, 50 1.044,01

FAMluA/PES. 1 Selma - 04 2 Júnior - 15 3 Márcio - 09 4 Camões Filho - 02 5 Gerardo - 01 6 Haroldo - 04 7 André - 2 8 Zedite - 01 9 Marcos - 3 , TOTAL - 41 PESo 81NGOS TOTAL

I

VALOR R$

75,00 360,00 210,00 30,00 30,00 90,00 45,00 30,00 45,00 930,00 76,00 1.006,00


2002 - 05 - Maio