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2010

Jubileu de Diamante do Esquadrão Profeta

Os estudos levaram a conhecer o sistema de transmissão de dados via HF utilizado pela rede SITFAA, onde no EMAER existia uma estação. Uma vez investigada a solução, era necessário adquirir um equipamento (modem HF) para dar prosseguimento ao processo. Certa vez, em conversa com um oficial que a época servia no PAME, pudemos identificar que aquele Parque possuía em seu acervo o equipamento que precisávamos. Feitas as devidas investigações, não se conseguia identificar qual seria o seu destino. Daí ficou fácil. Procurou-se o Diretor do Parque e solicitamos, “por empréstimo”, o tal equipamento, que viria a dar solução ao nosso problema. Com o novo “brinquedo” na mão, seria necessário entender o seu funcionamento, fazer uma campanha para aprender a operá-lo e depois então instruir os operadores para que pudessem cumprir a sua missão em campo. Para tal, foi montada uma estação rádio no prédio do comando do 1º GCC e outra em Santa Cruz, na sede do (1º/1º GCC) Esquadrão Profeta. Uma extensiva exploração técnica e operacional foi conduzida com o objetivo de prontificar a unidade em transmissão de dados usando como meio um enlace de HF. O novo equipamento resolvia o problema da queima do estágio de saída de potência dos rádios, pois este modem

permitia a fragmentação do arquivo, possibilitando com isso que o rádio saísse do estágio de transmissão em períodos predeterminados, e assim preservando a sua integridade técnica. Outra vantagem encontrada é que o software utilizado para fazer a transmissão de dados em HF era o mesmo PCPLUS. Isto permitiu que se utilizasse o mesmo TPC-30 que era empregado para transmissão via linha telefônica, facilitando sobremaneira a operação, uma vez que a interface era a mesma da utilizada com linhas telefônicas. O mais problemático era configurar o modem em função da qualidade do enlace HF encontrado no momento da transmissão. Mas, para operadores experientes, tudo era uma questão de adaptação. No ano de 1993 o COMGAR solicitou apoio para uma operação que seria conduzida a partir de Tiriós. Dadas as condições locais, uma vez que Tiriós não possuía linha telefônica, e energia apenas a partir de geradores, apresentou- se a grande oportunidade para se por em prática tudo aquilo que vinha se buscando. Equipamento pronto! Pessoal treinado! Montada uma estação em Tiriós e outra em Belém, deu-se início a operação. A partir daquela data todas as ordens eram encaminhadas por escrito através de arquivos gerados por computadores e devidamente criptografadas, garantindo a segurança das comunicações. Inúmeras mensagens foram trocadas nos dois sentidos – ordens e relatórios – aumentando consideravelmente a capacidade de comando e controle da operação. O funcionamento ocorreu de forma tão satisfatória que o Comandante do COMGAR enviou ao Comandante do 1º GCC uma mensagem de reconhecimento sobre os bons serviços prestados. A partir daquele momento o Esquadrão Profeta passou a atender todas as operações da Força Aérea com a mesma competência e qualidade em qualquer posição do território nacional. Contasse ou não com infraestrutura de telecomunicações. Passado este marco, e com o incremento da necessidade de cada vez mais trocar informações em tempo real, vários outros equipamentos passaram a fazer parte do acervo técnico do Esquadrão Profeta, tornando-o cada vez mais moderno e capaz de atender com maior eficiência todas as necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira. Jubileu de Diamante - Esquadrão Profeta 21

Edição Especial - Esquadrão Profeta  

Revista Aeroespaço na sua Edição Comemorativa do Jubileu de Diamante do 1º/1º GCC, produzida pela Assessoria de Comunicação Social do DECEA,...

Edição Especial - Esquadrão Profeta  

Revista Aeroespaço na sua Edição Comemorativa do Jubileu de Diamante do 1º/1º GCC, produzida pela Assessoria de Comunicação Social do DECEA,...

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