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Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios …Riscos Geração e Desafios … Geração Móvel e daMóvel Internet Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Concurso GeraçãoMóvel Móvel eeDesafios Geração Móvel e Desafios … Geração Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Março - 2011 Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … Geração Móvel e Desafios … … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel e 1 Desafios … Concurso Geração Móvel e Desafios … Concurso Geração Móvel


Título: Riscos da Internet Autores: Alunos dos 7.º C, D e E e 8.º D Edição: Equipa PTE (Plano Tecnológico) e Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca Colaboração: Grupo Disciplinar de Língua Portuguesa/Português Local: Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes – Ponte da Barca Data de edição: Março de 2011


ÍNDICE

APRESENTAÇÃO................................................................................................... 4 AGENTE DUPLO .................................................................................................... 5 DEI TUDO… ......................................................................................................... 7 O MELHOR PREÇO .............................................................................................. 10 QUE GRANDE ENGANO! ...................................................................................... 13 RAPTO EM CURSO .............................................................................................. 15 UMA SENSAÇÃO INEXPLICÁVEL! .......................................................................... 17 SORTE GRANDE ................................................................................................. 19


APRESENTAÇÃO O e-Book que ora se apresenta é o resultado dos trabalhos produzidos, no âmbito do concurso “Geração Móvel e Desafios”, assinalando o Dia da Internet Segura (8 de Fevereiro de 2011). Esta iniciativa, promovida pelas Equipas do Plano Tecnológico (PTE) e da Biblioteca Escolar (BE/CRE), em articulação com os docentes de Língua Portuguesa, pretendeu, a exemplo do ano anterior, proporcionar aos alunos, através da expressão escrita, um momento de reflexão e de alerta no sentido de os consciencializar para uma utilização segura, crítica e responsável da Internet e dos dispositivos móveis, aprofundando, deste modo, os princípios de cidadania digital. Destinado aos alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico do Agrupamento, o concurso desafiava-os a produzir um texto criativo, apelando à capacidade imaginativa, que desse continuidade a cinco casos que prefiguravam uma situação potencialmente insegura, no uso da Internet e dos dispositivos móveis. Os resultados obtidos são as sete narrativas que corporizam este livro digital (também ele a desenvolver competências no âmbito da utilização das TIC), mostrando o trabalho empenhado de vinte e três alunos dos 7.º e 8.º anos que, individualmente ou em grupo, deram asas à imaginação e simularam casos verosímeis e, por isso mesmo, compagináveis com situações da vida real. A participação na actividade proporcionou-lhes o desenvolvimento da autonomia e do espírito crítico e uma maior consciencialização dos desafios que são colocados no uso quotidiano das novas tecnologias. Com a divulgação destes trabalhos, pretende-se, de igual modo, que a mensagem chegue ao maior número de utilizadores, alertando-os também para a problemática em questão. Prof. António Rocha, Coordenador do Departamento de Línguas

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AGENTE DUPLO Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente a Virtual. Como Real, sou pequeno, moreno, tímido, mas como Virtual faço de conta que sou alta, que tenho o cabelo loiro, olhos verdes, gira, jeitosa e tenho 19 anos. Porque faço isto? – perguntam vocês. Bom, porque acho divertido colocar-me na pele de outras pessoas e, como na net não me podem ver, posso ser quem eu quiser… Na semana passada, encontrei uma rapariga na internet que me pareceu muito fragilizada com o amor e, então, propus-lhe ser sua amiga. Ela, extremamente frágil, logo aceitou… Aí, eu pensei para mim: já tenho um alvo! Numa sexta à noite, tivemos uma conversa muito íntima: Marta – Estou muito triste, tenho de me divertir com coisas “diferentes”, estás a perceber? Virtual – Sim, estou a perceber, “tb” tenho o mesmo problema. Marta – Keres ter um encontro comigo para “faxer” essas coisas “diferentes”? Virtual – “Tb” estava a pensar nisso. Ok. Amanhã, às 23:30, na esquina do prédio, ao lado do rio! Marta – Até amanhã. Fim de conversa. Marta Esteves está offline. No dia seguinte, ou seja, no sábado, às 23:20, lá estava a Marta de costas com uma gabardina preta e com um chapéu de cowboy preto, parecia mesmo um homem.

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Entretanto, chegou a Virtual vestida muito discretamente. – Devo ter chegado muito cedo, o alvo ainda não está aqui – pensou a Virtual para consigo. Depois de toda a gente ter ido embora, só lá ficou Real e a Marta. – Como te chamas? – pergunta a Marta. – Virtual e tenho uma surpresa para ti… Acho que vais gostar! Só que, quando se virou, Virtual descobriu que a Marta era um homem… Nunca mais se ouviu falar do Real Virtual.

Bruno Catalão, 7.º E João Pinheiro, 7.º E Tiago Fernandes, 7.º E Vasco Cardoso, 7.º E

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DEI TUDO… Eu dei os meus dados: pedia-me correio electrónico, número de telemóvel, morada, cartão de crédito, idade e data de nascimento. Passados alguns dias, chegaram os jogos. Na Internet, pediam cinquenta euros, mas na conta da minha mãe começou a desaparecer muito mais… A minha mãe contactou a contabilista para ver o que se passava, porque lhe estava a desaparecer dinheiro da sua conta. Nesse mesmo dia, a contabilista telefonou-lhe e disse: – “Bom dia! Sobre o assunto de que hoje me falou, não tenho boas notícias. O seu dinheiro foi retirado por um site de jogos e, para não continuarem a retirar-lhe, deve cancelar a sua conta. Passe por aqui amanhã!” No dia seguinte, a minha mãe cancelou a conta e, desde aí, nunca mais lhe retiraram dinheiro. Uns meses mais tarde, apareceram uns homens engravatados à porta de casa e perguntaram à minha mãe se não queria comprar loiça, copos de cristal e talheres de primeira qualidade. Ela disse-lhes que não, mas os homens tanto insistiram que acabou por comprar um pouco de tudo. Enquanto a minha mãe foi buscar dinheiro, eles entraram pela porta mais próxima e foram ter ao quarto dos meus pais. Roubaram todas as jóias da minha mãe, o dinheiro, o plasma, o rádio, o leitor de DVD, a colecção de relógios e a espingarda do meu avô que tinha acabado por passar para o meu pai. Quando a minha mãe voltou para lhes entregar o dinheiro, reparou que não estavam lá e pensou que se tinham ido embora, que não tinha de lhes pagar. Só quando foi ao quarto é que viu que tudo o que lá tinha de valor fora

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roubado. Claro, roubaram muito, muito, muito, mas muito mais do que lhe tinham pedido pelas coisas que ela tinha acabado de comprar. Ao chegar a casa, ouvi a minha mãe a chorar. Parecia-me que esse choro vinha do seu quarto e fui lá ver o que se passava. Estava tudo desarrumado e foi aí que ela me contou tudo o que se tinha passado, até que eu lhe disse para ir apresentar queixa à polícia, mas ela respondeu-me que os ladrões já deviam estar a milhas a vender as coisas noutros lugares e, por isso, não lhe ia adiantar nada. Queria saber mais acerca deste tipo de casos e fui à Internet pesquisar. Vi que havia muitos casos iguais e que tudo começava como começou com a minha mãe e que, no fim, os produtos roubados iam ter à Internet para serem comprados, tal como eu fizera com os jogos. Então, lembrei-me que podia procurar nuns sites para ver se estavam lá alguns objectos roubados na minha casa. Procurei em muitos, muitos sites, mas não encontrei nada do que nos tinham roubado. Pensei que talvez ainda não tivessem posto nada na Internet e que deveria tentar de novo, no dia seguinte ou noutro dia qualquer. Passaram-se dois, três, quatro dias, e nada aparecia, até que me lembrei de ir ao Google e procurar em sites recentes. Demorei duas horas até conseguir encontrar os objectos roubados na minha casa. Fui ter com a minha mãe e disse-lhe para irmos à polícia no dia seguinte, de manhã, para ver se conseguiam saber qualquer coisa sobre o caso, mas eles não conseguiram descobrir nada de nada sobre o assunto. Passaram-se anos até que, mais uma vez, foram à minha casa mais uns homens ver se conseguiam vender qualquer coisa, mas a minha mãe disse que não queria nada porque já lhe tinham roubado muitas coisas enquanto ia buscar dinheiro para pagar a uns homens como eles.

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Quando a minha mãe ia a fechar a porta, um dos homens apontou-lhe uma faca e disse-lhe que, se não lhe desse dinheiro, era capaz de a matar. Estava eu quase a entrar em casa quando ouvi a minha mãe a gritar “Não me matem!”. Pensei que seriam ladrões e fui a correr para o posto da polícia, para evitar que alguma coisa de muito grave acontecesse. Mal lá cheguei, a polícia pediu-me que lhes indicasse o caminho para a minha casa, para irem deter quem quer que fosse que andasse metido nisto. A polícia ainda ouviu a minha mãe a gritar “Não me matem” e chamaram mais reforços. Pediram-me para fazer uma planta da casa e foi aí que me lembrei das traseiras, pois havia uma porta que ligava à cozinha e depois ia ter à sala onde estava a minha mãe. Dito e feito! Conseguiram apanhar os ladrões e salvaram a minha mãe de uma grande tragédia. Foi nesse momento que percebi que na Internet podemos encontrar muitas coisas úteis, podem até ser mais baratas, mas isso pode sair muito caro. É por isso que agora prefiro ir a uma loja e comprar sem ter de dar nenhum dado meu, mesmo que isso implique gastar mais dinheiro.

Marta Fernandes, 7.º C Natália Gonçalves, 7.º C Paulo Alves, 7.º C Rúben Gomes, 7.º C Tiago Silva, 7.º C Tiago Sousa, 7.º C Verónica Alves, 7.º C

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O MELHOR PREÇO Todos sabiam o que eu queria para o meu aniversário: dinheiro para comprar uns jogos. Na internet são mais baratos; por isso, fui ao site com o “melhor preço”. Só tinha que dar os meus dados para fazer o registo. Como queria mesmo muito aquele jogo, entrei no site, dei os meus dados para o registo, procurei o jogo que queria e encomendei-o. Escrevi a morada, o nome, o número de telemóvel e de contribuinte e tudo o que lá pedia; dois dias depois, o jogo chegou e logo que o tive nas minhas mãos corri para o computador, para o instalar e começar a jogar. Quando comecei, tive que me registar, porque o jogo era online. Assim fiz e, quando iniciei, reparei que o jogo dava erro e não conseguia abrir. Tirei-o, guardei-o na caixa e coloquei-o na estante do meu quarto. Dias depois, comecei a receber mensagens anónimas em branco. Mais uns dias, e recebia mais mensagens que tinham escrito: “Não jogas”. Eu não liguei, passaram mais uns dias e as mensagens começaram a entrar no telemóvel de dois em dois minutos, o que me encheu a memória do aparelho em menos de um dia. Uma altura, liguei o telemóvel e tinha cento e cinquenta e cinco mensagens a insultar-me. Foi aí que me fartei e contei à minha mãe o que se estava a passar. Ela ficou enervada e ligou para a polícia, contando-lhes tudo. Só que a polícia nada pôde fazer, pois não tinha informação sobre a ocorrência. Mostrei-lhes, então, as mensagens e, a partir daí, eles conseguiram localizar o ponto de onde estavam a ser enviadas e, realmente, reparei que era a empresa a quem eu comprara o jogo. Quando dei conta disto, comecei a juntar as peças do puzzle e percebi para que é que me pediram todos aqueles dados. E lembrei-me que também tinha dado o código do cartão de crédito e o NIF… Contei tudo à minha mãe e ela foi ver o dinheiro que tinha na conta. Estava vazia, não tinha nem um cêntimo. Só que agora já era tarde…

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Perante isto, tentei cancelar a minha inscrição, mas não consegui. Falei com a polícia acerca disto e eles arranjaram um mandato de busca e, quando acederam à base de dados da tal empresa, viram que não era só eu, eram também mais de cinco mil pessoas que estavam a ser roubadas. Imprimiram a base de dados, confrontaram-nos com a verdade e eles confessaram, após terem tentado fugir à autoridade. Foram presos e obrigados a repor todo o dinheiro que tinham roubado. Quanto ao jogo que comprara, deixou de dar erro e é super fixe. Ora, um dia, estava em casa a jantar e a ouvir as notícias, quando o jornalista disse: – Notícia de última hora: os ladrões mais perigosos do país fugiram da prisão de alta segurança, aqui estão as suas fotografias… Depois de ver isto, assustei-me, pois eram os ladrões que me tinham roubado. Logo, ao mesmo tempo, eu, a minha mãe e o meu pai, exclamámos: – Temos de sair do país, eles são demasiado perigosos para ficarmos cá. Corri para o quarto e comecei a fazer a mala. Guardei toda a minha roupa, o computador e tudo o que lá coube. No dia seguinte, partimos para o aeroporto do Porto, de lá apanhámos o avião para a Grã-Bretanha, lá eles não nos encontrariam. Mal chegámos ao aeroporto, fizemos o check-in e embarcámos no primeiro avião que havia. Quando chegámos ao nosso destino e desembarcámos, começámos a procurar casa, emprego e tudo o que precisávamos. Depois, fomos dar uma volta pela cidade, conhecer os monumentos. Foi aí que vimos um cartaz a dizer “Procura-se”, com a imagem dos fugitivos que nos tinham roubado. Visto o cartaz, pensámos:

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– Desta vez, não vamos embora, eles que venham, nós estaremos preparados. E assim eu aprendi que nunca devemos dar os nossos dados a ninguém que não conheçamos muito bem.

Vítor Carlos do Souto Brito, 7.º D

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QUE GRANDE ENGANO! A pessoa continuou sempre a mandar a mesma mensagem, sempre, sempre, nunca parava, até que um dia o João não resistiu e ligou para aquele número, porque não aguentava mais as mensagens e estava curioso para saber quem era. Ele ligou e atendeu um rapaz chamado Rui. Falaram, falaram, até que o Rui lhe deu o correio electrónico e lá tinha a sua fotografia, um rapaz com olhos azuis, cabelos castanhos, nem gordo, nem magro. E iam falando. O João e o Rui tinham preferência pelo mesmo clube, idades iguais, mas andavam numa escola diferente. Noutro dia, o João foi ao correio electrónico e estava lá uma mensagem do Rui. O João perguntou-lhe como é que o tinha conhecido e o Rui disse-lhe que o tinha visto e que tinha pensado que era uma pessoa fixe e tinha pedido o seu contacto a um amigo dele e que este lho tinha dado. Depois, no sábado, como o João não tinha aulas, esteve o dia inteiro no computador a falar com o Rui e falaram, falaram, até que o Rui lhe pediu para se encontrarem à noite, no café, para falarem pessoalmente. Então, o João, confiante de que já o conhecia bem, pediu à mãe para o deixar sair à noite com um amigo. A mãe deixou-o ir, mas estava desconfiada, porque o telemóvel nunca mais tocara e ele agora estava sempre agarrado ao computador. A mãe, no entanto, antes de ele sair, ligou à polícia e contou a história toda. E a polícia seguiu o João… O rapaz não sabia nada do que se estava a passar e foi andando sempre, até que ao virar à esquerda, próximo do local do encontro, o Rui amarrou-o, tapou-lhe a boca, meteu-o dentro de um carro e fugiu.

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A polícia seguiu o carro, a uma certa distância. Entretanto, a viatura parou e o carro da polícia também parou no mesmo sítio. Seguiram os passos deles e encontraram-nos numa casa velha. Lá dentro, além do Rui e do João, estavam muitas crianças presas. A polícia prendeu o Rui. E o João, quando viu a mãe, foi a correr dar-lhe um abraço e prometeu-lhe que nunca mais saía com pessoas estranhas. Afinal, soube-se que o Rui, na verdade, fazia parte de uma rede de pedofilia e que era muito diferente daquilo que dizia ser.

João Lucas, 7.º C

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RAPTO EM CURSO A grande notícia acabou de chegar no meu correio electrónico. Fui eu o escolhido, entre um milhão de outros alunos, para ganhar a consola de jogos com que sempre sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz “Aceito o prémio”. Foi fácil, apenas me pediram informações evidentes, do género “nome, idade, endereço…”. Não sei porquê, mas uma vasta e estranha sensação invadiu o meu corpo. Aquela insegurança apoderou-se de mim. É primoroso. Bastava clicar em “Aceito o prémio”, mas porquê esta hesitação toda? Sem mais nem menos, o meu dedo, o meu dedo indicador, apoderou-se de si mesmo e pressionou “enter”. Não havia volta a dar… Nesse preciso momento, a minha mãe entrou no quarto… Tentei disfarçar a minha inquietação, desliguei o ecrã do computador e sorri... Vinha trazer-me o lanche e saiu logo. De repente, o meu telefone tocou… E eu, sempre ingénuo, atendi o número desconhecido, anónimo. Uma voz grave, veluda e intensa, soou do outro lado: “O rapto do miúdo está em curso…”. Calei-me ao ouvir aquela frase. A voz continuou: “…ele caiu que nem um patinho no nosso jogo”. O silêncio perdurou. E a voz do lado de lá, apagou-se, no vazio. Comecei a questionar-me: “Por que raio é que eu caí na tentação, agora estou metido nas boas!? Mas, afinal, de quem será aquela voz? Serei eu o miúdo que está prestes a ser raptado? Por que é que eu não falei com um adulto antes?” Tantas perguntas, sem alguma resposta. Isto não podia continuar assim! Tinha de adquirir respostas, a minha vida dependia disso! Encontrava-me num estado irreversível de melancolia! O meu destino era negro, escuro, amargo, sombrio… Tinha de tomar uma decisão, a minha consciência assim mo ditava. Já não me sentia bem com tudo isto. Mais valia morrer, com honra, do que não passar de um falhado, por não ter pedido auxílio a ninguém.

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Contei à minha mãe. Os seus olhos falavam, trespassaram o meu corpo, o meu coração! Não aguentei tanta pressão, o meu frágil músculo do miocárdio entrou em colapso. E todo o meu problema acabou.

Bárbara Fonte, 8.º D Isa Tavares, 8.º D Plácido Gomes, 8.º D

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UMA SENSAÇÃO INEXPLICÁVEL! Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente a Virtual. Como Real, sou pequena, morena, tímida, mas como Virtual faço de conta que sou alta, loira, atrevida, e apresento-me com 17 anos. Esta personagem deve-se ao facto de me criar mais auto-estima, entrar com alguma facilidade no mundo dos rapazes mais velhos, sim, porque, na realidade, tenho apenas 13 anos e sinto uma necessidade de parecer mais bonita do que sou. Não sei explicar a que se deve esta revolta de querer ser quem não sou, mas a adolescência tem destas coisas! Um dia, tive uma vontade inexplicável de ir para a Internet, não sei, mas acho que algo de interessante estava para acontecer. De um momento para o outro, o Daniel, um amigo da Net que me conhecia por Virtual, ficou online. As poucas conversas que tivera com ele não se tinham revelado interessantes, mas esta estava a ir mais depressa do que aquilo que eu esperava. A certo momento, olhei para o ecrã e tinha acabado de aceitar o encontro que ele me propusera. Fiquei em pânico. Não sabia se tinha tomado a decisão correcta. Decidi ficar em silêncio e não contar a ninguém o sucedido. Finalmente, chegara o dia. Tinha que me apresentar como uma rapariga de 17 anos. Vesti uma mini-saia, uma camisa decotada, saltos altos, pus uma peruca loira e carreguei bastante a maquilhagem. Quando chegou a hora do encontro, tremia por todos os lados. Tinha vontade de fugir enquanto podia, mas não podia ser cobarde, tinha que saber lidar com as minhas decisões. De repente, apareceu por trás de mim uma sombra. Virei-me e dei de caras com o Daniel. Nunca o tinha visto. Ele era lindo, mas, ao mesmo tempo, assustador! Os seus olhos mostravam qualquer coisa que não era normal, como segundas intenções.

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Quando me viu, percebeu logo que eu, fisicamente, não era a pessoa que descrevera na Internet. Instalou-se um silêncio profundo entre nós. Arrastou-me para um lugar oculto e negro. Agarrou-me com força no braço e, nesse momento, desejei ser um pássaro livre para poder sair daquele pesadelo, que um dia fora uma ilusão. Peguei numa pedra que estava no chão e atingi-o na cabeça. Ele ficou inconsciente e eu soltei-me dos seus braços e desatei a correr. As minhas pernas pareciam um tremor de terra, o que me dificultou a fuga. Foi uma sensação inexplicável, que permanecerá para sempre no meu pensamento…

Raquel Fernandes, 8.º D Sofia Sousa, 8.º D

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SORTE GRANDE A grande notícia acabou de chegar no meu correio electrónico. Fui eu o escolhido, entre um milhão de outros alunos, para ganhar a consola de jogos com que sempre sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz ”Aceito o prémio”. Eu aceitei imediatamente e logo me pediu o número de telemóvel e o respectivo PIN. Eu logo coloquei o número e o PIN com a excitação de ganhar a consola de jogos com que sempre sonhara. Depois pediu-me os dados: morada de minha casa e o número da caixa de correio… e preenchi tudo. Como dizia no meu correio electrónico, a playstation vinha com vários jogos que no mundo virtual custam muito dinheiro. Como se não bastassem essas informações todas que tinha de dar, ainda pedia o nome do meu pai e da minha mãe e os seus respectivos horários e empregos. Eu tenho um irmãozinho pequeno e, quando lhe contei que íamos ter a melhor consola de sempre, ele adorou a ideia e inscreveu-se também. O meu irmão teve que escrever os mesmos dados que eu. Isto era o plano de três homens maquiavélicos que raptavam crianças. Eles acharam que podíamos ser “dois coelhos duma cajadada só”. Já tinham toda a informação de que precisavam para nos raptar. Os dias iam passando e os três homens iam preparando o plano para nos raptar. Os meus pais não sabiam o que se estava a passar. Eles já tinham um plano traçado e iam atacar nesse dia. Iam vigiar a casa até à hora dos nossos pais irem trabalhar. Saíram como num dia normal, mas nem imaginavam o que se ia passar. Ficámos sozinhos, em casa, e começámos a ouvir barulhos estranhos na cozinha e tentámos ligar aos nossos pais, mas não tínhamos dinheiro no telemóvel.

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Então escondemo-nos na despensa. Os raptores partiram todas as portas e, quando lá chegaram, apareceu o nosso salvador, o nosso cão “Rex”, que os atacou ferozmente: um ficou sem uma mão, outro sem um pé e outro fugiu a tempo. Os ladrões aprenderam a lição, mas a principal lição foi para nós. Aprendemos que nunca mais devemos comprar coisas através da Internet. E acabámos por conseguir ter a consola que os nossos pais nos deram nos nossos aniversários.

Bruno Filipe, Francisco Lima, Ivo Barreto, José Rafael, Marco Amorim,

7.º 7.º 7.º 7.º 7.º

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Riscos da Internet Concurso Geração Móvel e Desafios Março - 2011

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Concurso Geração Móvel e Desafios - AEPB - 2010/2011

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