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Grupo Disciplinar de Português e Biblioteca Escolar

Concurso de Expressão Escrita

“Uma História na Floresta” 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico

Escola Básica e Secundária de Ponte da Barca Março | 2013

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Sumário Apresentação .

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1.º Ciclo do Ensino Básico .

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Um Segredo na Floresta.

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07

Uma História na Floresta

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Uma História na Floresta.

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Preservação do Ambiente e da Floresta

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A Floresta e o Ambiente

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Um passeio à beira rio

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2.º Ciclo do Ensino Básico .

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Uma Aventura Inesperada .

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A Natureza surpreende?!... .

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A Floresta

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A Sombrinha do Rei Leão

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Floresta Mágica.

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Anjos da Floresta

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Apresentação O Grupo Disciplinar de Português e a Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca promoveram um concurso de expressão escrita subordinado ao tema “Uma História na Floresta”. Com esta iniciativa, desenvolvida em dois escalões – 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico –, pretendeu-se favorecer a autonomia e o espírito crítico dos alunos, desafiar a sua criatividade e o exercício da expressão escrita e, ao mesmo tempo, contribuir para o aprofundamento de princípios de cidadania ambiental e de uma cultura cívica promotora da defesa do meio ambiente e dos recursos naturais de que o Concelho de Ponte da Barca é tão rico. Os trabalhos foram desenvolvidos sob a orientação do respetivo professor titular da turma ou da disciplina de Português que, depois de uma seleção, encaminhou para o júri os melhores textos. Reconhecendo o empenho e a qualidade de todos os originais apresentados, a equipa responsável pela análise final considerou merecedores de uma felicitação especial um trabalho em cada escalão: “Anjos da Floresta”, de Alexandre Manuel Correia de Araújo, 4.º C (1.º Ciclo do Ensino Básico) e “Uma Aventura Inesperada”, de Joana Ferreira, 6.º D (2.º Ciclo). O e-Book que agora publicamos reúne os textos apurados ao nível das turmas, constituindo, em nossa opinião, um interessante documento que bem poderá servir de ponto de partida para um trabalho de educação ambiental. Resta-nos agradecer ao Prof. Carlos Seco, Subcoordenador do Grupo de Informática, pela disponibilidade que teve para editar este e-Book e também felicitar os participantes, desejando que esta atividade contribua para o aprofundamento de uma atitude cívica cada vez mais responsável na relação que todos somos chamados a manter com a Natureza. Porque, como lembra a Inês Filipa Costa, “a terra é a nossa casa, temos que cuidá-la e protegê-la para um futuro melhor!”. Prof. António Rocha, Subcoordenador do Grupo Disciplinar de Português Prof. Luís Arezes, Coordenador da Biblioteca Escolar

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1.ยบ Ciclo do Ensino Bรกsico


Anjos da Floresta Alexandre Manuel Correia de Araújo, 4.º C

Num dia quente de verão, em plena floresta, uma coelha chamava pelos filhos ainda novinhos. – Vamos à procura do pequeno-almoço, antes que o calor aperte – disse a coelha. – Está bem – disse o Tó que se aproximava da mãe com a Becas e a Lara mesmo atrás dele. Onde procuravam de comer, era uma pequena clareira, rodeada de

grandes

árvores:

eucaliptos,

pinheiros e alguns carvalhos. Ainda nesse local, havia uma pequena nascente de água que borbulhava entre umas rochas que ali havia. Essa água escorria fazendo um reguinho que desaparecia na terra. Era o local que aquela coelha escolhera para viver com a sua família. Quando já estavam satisfeitos, a mãe mandou-os para a toca, que era a sua casa. Eles fizeram o que mãe lhes mandou. A mãe coelha ficava sempre por perto, fora da toca. Por volta do meio-dia, ela começou a ficar preocupada, sentia no ar um cheiro a fumo. Quando deu por ela, estava perto um grande incêndio que estava a devastar tudo em redor. A mãe dos coelhinhos, muito aflita, não sabia o que fazer para salvar os seus

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filhos. Mandou-os sair da toca e esconderem-se entre os arbustos que ali houvesse, enquanto o perigo não passasse. E não é que a família de coelhos

teve

bombeiros

sorte!

Os

apagaram

o

incêndio mesmo a tempo. A linda clareira ficou a poucos metros

do

local,

onde

os

bombeiros deram o incêndio por controlado. Foi um final muito feliz. A casa dos coelhinhos e os arredores ficaram intactos. Os bombeiros conseguiram salvar a floresta.

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Um Segredo na Floresta 3.º Ano – Turma B

Era a véspera do dia de Carnaval. Os primos Lúcia, Ana, Né e Zeca foram dar um passeio em família à serra do Gerês. Estava um dia lindo! A chuva tinha parado de cair e, através do verde das plantas, o sol dominava toda a mata, apesar do frio que ainda se fazia sentir. – Será que vai nevar? – perguntou o Zeca ansioso. – Não! Para isso deveria estar a chover. – retorquiu a Lúcia, sob o olhar atento da Ana. – Que pena! Gostava tanto que nevasse! Seria um dia em cheio. – disse o Né. Apesar da ausência da neve, a floresta estava maravilhosa! As árvores bailavam suavemente, umas vestidas com as suas folhas verdes e outras à espera de serem vestidas pela costureira primavera, que chegaria em breve. Junto ao solo, as ervas mais pequenas acompanhavam as árvores no seu bailar ritmado. Essas eram apenas verdes, lindas e brilhantes. – Meninos, vamos lanchar! – chamaram os pais, olhando em volta e procurando os filhos que estavam, tal como exploradores, atentos a tudo o que os rodeava. – Já vamos! – disseram em coro, ao mesmo tempo que deram um salto assustados. – Que é isto? – perguntou a Ana com ar de medo e espanto, ao olhar para um corço elegante. Os primos nem se mexeram.

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– “Isto” sou eu: um corço do Gerês! O mais admirado de todos os animais que vivem nesta floresta. Eu, em particular, sou o mais espantoso de todos os animais desta região. Uma fada boa, há muitos anos, deu-me o poder de falar. Pois aqui está a minha história! É a primeira vez que a conto a humanos.

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– Hum! Então tens esse poder há tantos anos e nunca falaste com humanos!? – Nunca. A fada transmitiu-me esse poder, mas de forma regrada: só podia fazê-lo com crianças que sentissem pela floresta a mesma admiração e a mesma ternura que todos os seus habitantes: os animais. Sinto que é o vosso caso. – Né! Então, onde estão vocês? – gritou o pai, já impaciente. – Já vamos, papá! Estamos apenas a acabar uma brincadeira.


– Ide, mas não conteis a ninguém este segredo. Ajudai as pessoas a compreenderem que só preservando a floresta e todos os seus seres vivos o planeta terá futuro. Neste Parque, tenho visto de tudo! As pessoas admiram a sua beleza infinita, mas pouco fazem no seu dia a dia para a manterem. Desconhecem que são todos os gestos diários, aqui e nas suas casas, que salvarão a natureza e as suas próprias vidas. – Parece um sonho! Nem acreditariam em nós. – concluiu a Lúcia com os olhos a brilhar de alegria. – Lembrem-se que a floresta depende do tratamento e do cuidado que as pessoas terão por ela. Mas as pessoas e a sua sobrevivência na Terra dependerão também dessa proteção. A floresta é de todos e para todos. Os primos, eufóricos e ainda incrédulos, devoraram o lanche em poucos minutos. – Mãe, não te esqueças de guardar todas estas embalagens para colocarmos nos ecopontos. – O quê!? O meu filho a dar-me os conselhos que tanto me esforço para que ele próprio os siga?! – Não te preocupes, tia – disse a Ana –, de agora em diante nada faremos que prejudique a mãe Natureza! – Não sabia que no Carnaval também há milagres! – gracejou a mãe do Zeca e da Lúcia, perante a gargalhada de todos. Ao irem embora, os primos olharam para a moita onde tinham visto o corço e lá estava ele, belo e imponente, a vigiar a “sua?”, não, a nossa floresta. Com o olhar dizia “não se esqueçam do nosso segredo”.

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O cĂŠu passou de azul a cinzento e a pouco e pouco flocos pequenos de neve invadiram o cĂŠu. Que alegria para todos! O dia estava perfeito!

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Uma História na Floresta Inês Filipa Martins Costa, 4.º C

Era uma vez um menino que se chamava Tiago e vivia na floresta. Ele gostava de ajudar os animais e, na floresta,

não

deixava

ninguém deitar lixo para o lago e para o chão. Então, um dia, um outro menino foi passear para a floresta, mas como não estava habituado a andar na floresta perdeu-se e o Tiago encontrou-o e levou-o para a sua casa na árvore. O menino estava cheio de frio e de fome, então o Tiago perguntou-lhe: – Como te chamas? – Eu chamo-me Chico! E tu, como te chamas? – Eu sou o Tiago e moro na floresta. – Queres morar comigo? Vou ensinar-te a cuidar da floresta. Primeiro, tens que comer e aquecer-te, depois vamos dar uma volta. Enquanto passeavam, o Tiago explicou-lhe: – Na floresta, temos que cuidar das árvores, porque elas dãonos o oxigénio, a sombra, os frutos, lenha para nos aquecermos no inverno e dão um lar para os pássaros. Temos que manter os rios e

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os lagos limpos, pois precisamos da água para sobrevivermos. Precisamos dos animais para nos fazer companhia. Então o Chico perguntou: – Como é que eu posso cuidar do ambiente na cidade? – Podes começar por poupar energia, deves desligar sempre os

equipamentos

elétricos,

quando não estás a utilizá-los, e pedir aos teus pais para comprarem de

baixo

eletrodomésticos consumo.

Podes

optar por energias renováveis, por exemplo, a solar ou a eólica. – Tens de poupar água, para

isso,

deves

fechar

sempre as torneiras enquanto lavas os dentes, se tomares banho de chuveiro, gastas menos

água

do

que

se

tomares banho de imersão. Também deves reciclar o lixo, deves separá-lo e colocá-lo nos ecopontos, no amarelo, plástico e metal, no azul, papel e cartão, no verde, o vidro, e no vermelho, as pilhas usadas. No verão, para não haver incêndios, deves ter cuidado para não fazeres fogueiras nos montes, quando fizeres piqueniques com a tua família, e não deves deitar lixo para o chão, o lixo deve ser colocado nos caixotes apropriados. O Chico, muito atento, disse:

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– Nunca pensei que podia fazer tantas coisas pelo ambiente! – Podes, e são coisas muito simples, espero que, quando voltares para a cidade, ensines à tua família e aos teus amigos como cuidar do ambiente! Então o Chico voltou para a cidade com a promessa de ajudar o Tiago a proteger as florestas e o meio ambiente. 13

Enquanto o Chico se afastava, o Tiago disse-lhe: – A terra é a nossa casa, temos que cuidá-la e protegê-la para um futuro melhor!


Uma História na Floresta Joana Gabriela Pereira da Silva, 4.º C

Era uma vez grupo de amigos que foram acampar na floresta. Nas mochilas levavam tendas, sacos-cama, comida, lanterna e mapas. Ao chegarem ao acampamento, montaram as tendas. Adoraram o sítio, era calmo e ouviam-se vários sons com os passarinhos a cantar.

A floresta estava limpa e florida, havia uma cascata, cheia de peixes. Era nessa cascata que eles tomavam banho, se divertiam, passavam tardes a mergulhar, a pescar e a apanhar banhos de sol. Ao pôr-do-sol, faziam uma fogueira, contavam histórias engraçadas e de terror; durante a noite, enquanto dormiam, faziam algumas partidas aos colegas; ouviam-se os lobos, corujas e rãs. O dia começava bem cedo, faziam trilhos, observavam os animais e as plantas e exploravam as grutas que por lá havia.

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Como ao longo do trilho foram encontrando lixo, tiveram uma ideia. Era formar grupos de 5 elementos e o grupo que apanhasse mais lixo ganhava um prémio, assim contribuíram para um bom ambiente, pois não se deve deitar lixo para o chão, deve fazer-se reciclagem para o bem de todos. No

fim

da

semana,

quando regressaram a casa, contaram a experiência que tiveram a toda a família. Se todos contribuírem um bocadinho, o planeta não fica poluído.

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Preservação do Ambiente e da Floresta Leandro Edgar da Costa Pereira, 4.º C

Era uma vez um menino chamado Edgar que tinha uma irmã mais nova. Um certo dia, nas suas férias de verão, foram passear numa floresta perto da localidade onde moravam. Quando entraram naquela floresta, não encontraram os animais que costumavam brincar com eles, as árvores estavam a morrer e o riacho que por ali passava estava sujo e os peixes estavam à tona da água já mortos. Estes dois meninos ficaram muito tristes. Logo, com o seu espírito de aventura, decidiram partir em busca da causa deste aparato todo. Caminharam junto ao rio até que chegaram à nascente do riacho e ficaram em estado de choque, pois acabara de nascer ali uma fábrica que estava a deitar lixo para o riacho. Mas estes dois irmãos viram que sozinhos não podiam fazer nada, então decidiram regressar a casa e contaram aos seus amigos e aos seus pais o que tinham acabado de descobrir. Logo chegaram a um acordo de fazerem alguma coisa, pois, se ficassem calados, aquela linda floresta iria morrer. Imediatamente, todos os seus amigos e pais entraram nessa grande aventura, criando uma associação protetora com o nome “Todos pela floresta e a floresta por todos”. No dia seguinte, juntaram-se todos na casa do Edgar e foram até junto da fábrica, dividiram-se em dois grupos, o grupo mais

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aventureiro entrou às escondidas na fábrica e o outro ficou escondido para o caso de surgir algum contratempo. Depois de entrarem na fábrica poluidora, os membros do grupo foram descobertos por alguns trabalhadores que os prenderam lá, para que não descobrissem a fábrica. Mas, como estava o outro grupo cá fora e verificou que os amigos não saíam, chamou a polícia.

Quando

a

polícia

chegou,

deparou-se

com

fábrica

poluída

a e,

quando entrou, viu as crianças lá presas. Conclusão

da

história: os donos da fábrica foram presos e foram

obrigados

a

limpar toda a lixeira, limpar o rio e a fábrica foi desmantelada. Se todos nós cuidarmos das nossas florestas, só estamos a contribuir para um melhor ambiente e para um planeta mais saudável. Se estes meninos não se tivessem preocupado com a floresta, esta já teria morrido e já não teriam um lindo sítio para passear e brincar, entre outras coisas boas que a floresta tem para nós. Todos nós devemos cuidar e proteger a floresta, pois é um bem essencial às nossas vidas.

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A Floresta e o Ambiente Mariana Fernandes Rodrigues, 4.º C

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Era uma vez um rapaz que adorava o ambiente. Um dia, foi visitar a floresta e viu-a toda poluída, ficou tão triste que quis limpar essa lixeira. Tinha cascas de frutos e lixo por toda a parte.


No dia seguinte, começou a sua campanha de limpeza da floresta. Vendo o rapaz a limpar a floresta, os seus vizinhos matreiros começaram a gozar com ele, mas ele disse: – Estou a ajudar a minha querida floresta! E já sei quem fez isto, mas não vos digo. Ao acabar, o rapaz ficou muito orgulhoso, e com um bocadinho de sorte, o Presidente da Junta de Freguesia da aldeia estava a passar por lá e disse: – Estou muito contente por ti! Vou informar a tua mãe e esta floresta vai ser tua. – Muito obrigado! No dia seguinte, os pais dos vizinhos matreiros foram chamados à Junta de Freguesia para pagarem uma multa.

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Um passeio à beira rio Virgílio Manuel Cerqueira Sousa, 4.º C

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O Pedro e a Rita são irmãos. Gostam muito de fazer grandes caminhadas na ecovia, ao lado do rio Lima. Numa dessas caminhadas, resolveram observar mais de perto as maravilhas da natureza. – Está um belo dia, não achas, Pedro? – perguntou a Rita ao irmão. – Sim. Tiveste uma excelente ideia, pois esta caminhada na ecovia do Rio Lima, hoje, com este sol, é maravilhosa. Já reparaste na cor das folhas das árvores? – perguntou o Pedro. Com esta mistura de cores, parece um arco-íris na terra em vez de estar no céu. – Claro! – disse a Rita –, estamos no outono, os dias começam a ficar mais frios, as folhas das árvores começam a amarelecer. Já reparaste como a natureza é bonita, se olhares bem à tua volta? Ela dá-te tudo o que necessitas, sem te esforçares muito – continuou a Rita. – Repara! – disse a Rita ao Pedro.


– Se quiseres peixe, tens o nosso rio para pescar, pois o Rio Lima é muito conhecido pela famosa lampreia e os chamados peixinhos do rio que, depois de fritos, são muito bons. – Se tiveres sede, podes beber nas fontes do nosso mosteiro em Bravães, na Fonte Santa, ou noutras que encontrares ao longo da nossa caminhada. – Estás com fome? – perguntou o Pedro à Rita. – Até comia qualquer coisa. – disse a Rita. – Então, vamos apanhar aquelas castanhas e aquelas nozes. Anda, corre! – disse o Pedro. A Rita correu e os dois conseguiram apanhar muitas castanhas e muitas nozes que levaram para casa. – Olha! Cogumelos, ali junto ao parque de merendas da Fonte Santa. Vamos apanhar, pois a mãe vai ficar contente, logo à noite pode fazer o arroz de cogumelos de que tanto gostamos – disse a Rita. – A natureza é mesmo nossa amiga, não é, Pedro? Durante o nosso passeio conseguimos apanhar alimentos muito bons sem qualquer custo. A natureza dá-nos tudo, desde lenha para nos aquecermos quando estamos com frio, até ao ar que respiramos. Nós somos os mosqueteiros da natureza – nós por ela e ela por nós!

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2.ยบ Ciclo do Ensino Bรกsico


Uma Aventura Inesperada Joana Ferreira, 6.º D

Era já muito tarde, mas eu ainda estava a ler o meu último livro preferido, a “guerra dos tronos”, no capítulo em que os filhos do Eddard Stark encontram 4 lobinhos.

Eu estava muito cansada e ao virar de página, para grande espanto, os lobos tinham desaparecido do livro e um enorme vazio ficou no seu lugar. Fiquei intrigada, e depois sobressaltada, quando a mãe-lobo entrou subitamente pela janela entreaberta, a dizer que os filhos dela tinham desaparecido, que estava muito triste e que sem eles a história do livro ia acabar mal, pois os lobinhos estavam destinados a proteger os filhos de Eddard Stark. Pediu-me ajuda para encontrá-los. Reparei que ela tinha uma ferida, que ela explicou ter acontecido ao fugir da floresta, quando ia sendo

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apanhada numa armadilha. Tinha medo que existissem muitas mais. Levantei-me, de pijama vestido e, quando ia para sair, lembrei-me que tinha na estante um livro do Aladino, que poderia ajudar. No meio do livro, estava o meu tapete voador, que logo ficou pronto a usar. Peguei nele e disse à mãe-lobo para subir, porque era mais rápido e seguro, pois todo o tempo era necessário. Aterrei perto da floresta, ao pé de uma povoação, de onde veio a correr um menino, a gritar: “LOBO! LOBO!”. Virei-me para a loba e disse-lhe para se esconder, enquanto eu ia investigar se eram os seus lobinhos por quem aquele rapaz gritava. Ao chegar à povoação, toda a gente estava a agir como se não houvesse lobos. Intrigada, fui ter com o Gepeto, um senhor de idade, vestido com roupas de carpinteiro, a trabalhar madeira, e perguntei-lhe porque é que tinha ouvido um menino a gritar “lobo!”. Ele disse-me que devia ser o Pedro, pois ele está sempre a gritar isso. Fiquei desapontada, pois cheguei mesmo a pensar que ali ia encontrar os lobos. Resolvi ir ter com o Pedro, tentar explicar-lhe que não se deve mentir e que haveria um dia em que poderia realmente aparecer um lobo e as pessoas não acreditariam. Com toda a pressa, saí e voltei novamente para a floresta, à procura dos lobos. Reparei que a mãe-lobo já não se encontrava onde a tinha deixado. Mas, como estava ferida, tinha deixado um rasto de sangue. No início, segui esse rasto, passei por locais lindos, cheios de verde, animais a correr, riachos de água, o barulho dos pássaros, o cheiro das flores e fiquei encantada, deslumbrada... Continuei a andar, mas, como não estava atenta, caí por um precipício abaixo e esta nova parte da floresta a que fui parar não era assim tão agradável; o verde tinha-se tornado cinzento, reparei que, não há muito tempo, tinha havido ali um incêndio, havia

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árvores pelo chão, cortadas de uma forma desenfreada e sem animais para admirar. Assustei-me e quis sair dali. Corri, sem olhar para nada, até que a certa altura já me encontrava num sítio novamente verde. Cruzei-me com sete anões que pareciam ir para o trabalho. Um deles estava a fumar. Abeirei-me dele e expliqueilhe que fumar faz mal à saúde e que não devia estar a fumar na floresta, porque poderia provocar um incêndio. Depois de muito argumentar, ele acatou e disse que ia deixar de fumar, mas quando reparei já estavam dois outros anões a fazer uma fogueira e a deitar o lixo para o chão. Fui novamente explicar-lhes que não se deve atear fogo na floresta e que o lixo é uma fonte de poluição e como tal deve ir para os caixotes próprios. Eles ficaram-me muito agradecidos pela informação, perguntaram-me o que estava a fazer na floresta e eu expliquei-lhes tudo, eles ofereceram-se para me ajudar. Comecei a correr para ir salvar os lobos, mas reparei que os anões ficaram quietos. Voltei-me e um deles, com ar envergonhado, usou da palavra e disse: “Branca, nós é que andamos a colocar as armadilhas para os lobos, mas estamos arrependidos e vamos ajudar-te, os lobos têm o direito de viver normal e livremente. Foi um grande erro da nossa parte. E tu ajudaste-nos a perceber isso”. Fomos então salvar os lobos, um a um. Pelo caminho, encontrei a mãe-lobo já com a ferida tratada. Perguntei-lhe como tinha conseguido e ela disse que tinha sido um bondoso senhor, que estava a tratar imensos cães abandonados e eu pensei que devia ser o Robin dos Animais. Regressei ao meu quarto, voltei a abrir o livro e já se encontravam lá os lobos. Mas agora com o Pedro a gritar: “Lobo!”.

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A Natureza surpreende?!... Beatriz dos Santos Leal, 6.º D

A Natureza é tão grande, tão linda e tão importante para o ser humano, sendo, por isso, motivo de grandes paixões, vivências, surpresas…

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À semelhança de tantas pessoas, eu tenho um carinho especial e enorme pelas árvores, flores, aves, insetos e tanta coisa mais que ela me oferece. Faço parte do grupo de escuteiros de Vila Nova de Muía e tudo o que lá vivo acontece muito em contacto com a Natureza que nós tomamos como uma amiga, uma confidente e uma companheira. Perto dela e com ela, nós éramos muitíssimo grandes, importantes e geniais. Recordo, a propósito, entre muitas outras situações, uma que me harmonizou ainda mais com a Natureza. Estávamos num grande monte da aldeia de Sampriz que, ao chegarmos lá, nada tinha de importante, a não ser espaço disponível para acamparmos. Como escuteiros, gostamos da aventura, da descoberta, movenos a curiosidade, o espírito de conquista, a vontade de ir sempre mais

além.

Fazemos

tudo

isto

num

ambiente

de

muito

companheirismo e em aliança com este paraíso que é a Natureza. Aventurámo-nos pelo monte que parecia deserto. E imaginem: quase a gritar, encantamo-nos com pequenas flores silvestres que teimosamente cresciam entre vegetação grande e densa que, às vezes, se deixava embalar pela brisa suave que ali morava; os olhos de todos pareciam rir-se para montinhos de pinheiros, com pinhas abertas e fechadas, algumas das quais desciam deles para se


abraçarem ao mato, que crescia como que a convidar os que por ali passavam a cuidar dele. Saibam mais: a chuva caída tinha deixado pequenas pocinhas de água, frequentadas por lindas aves, de tão variadas cores e tamanhos que ao bebê-la ganhavam força para voar e cantar alegremente; a paz e o sossego que aí havia, o ar puro que se respirava eram tão bons! Que harmonia reinava naquele cenário, habitado pelo silêncio, pela paz, enfim… Uma beleza!

A respiração de todos pulsava ao ritmo das coisas lindas, surpreendentes e puras que ali havia. Residia no rosto de todos o encanto e a pureza daquele sítio. Dávamos as mãos uns aos outros, tentando imitar a amizade que reinava em todos os cantos que percorríamos. Os sorrisos que trocávamos eram de prazer total. Era como se nós pertencêssemos ali, achando que o início e o fim da beleza do mundo residia lá… Aquilo que eu e, talvez, os meus companheiros imaginávamos não existir tornou-se realidade. Era um paraíso!

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A Floresta Bruno Saraiva, 6.º D

Era uma vez uma floresta muito verdejante que, além do oxigénio que fornecia, também tinha uma paisagem encantadora e as pessoas adoravam ir para lá fazer piqueniques e até passar uns dias de férias, porque era um local bonito e sossegado que as ajudava a descontrair. O chilrear dos pássaros, a frescura das árvores e a adrenalina faziam mesmo esquecer o stress e recuperar energias para a rotina do dia a dia. Certo dia, alguém não teve os cuidados necessários e aconteceu uma desgraça: deu-se um incêndio.

– Que desilusão! Ficou tudo tão diferente. O ar ficou poluído (cheirava a fumo) e, para qualquer lado que olhávamos, via-se tudo preto.

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E agora quando é que vamos ter outra floresta igual àquela? Não vai ser fácil. Primeiro que nasçam outras árvores, ou mesmo que as plantem e elas cresçam para fazer sombra vai demorar muitos e muitos anos e elas estão a fazer falta para produzirem oxigénio, que é o mais importante. As pessoas da localidade reuniram-se e resolveram que não podiam perder tempo, a floresta era um bem precioso e visitado por muitas pessoas. Então, puseram mãos à obra e fizeram uma limpeza. Cortaram as árvores e venderam-nas para arranjarem algum dinheiro para comprar outras. Entretanto, também receberam ajudas do Ministério da Cultura e do Ambiente. Com esse dinheiro, resolveram fazer um parque de turismo com piscina, termas, um hotel e construíram gaiolas onde tinham animais de estimação de várias espécies. Nos arredores, plantaram as árvores e prepararam uma zona de merendas e de acampamento, que era mais vigiada para que não acontecesse outra desgraça. Com estas mudanças, o parque ficou a chamar-se “Parque de Turismo da Floresta Verdejante”. É visitado por muitos turistas e mais movimentado do que era. Também houve mais oferta de emprego e isso foi muito vantajoso para as famílias da localidade. Com o decorrer dos anos, o parque recebeu um prémio de mérito por ter a melhor paisagem da Europa e assim ficou a ser mais famoso e conhecido mundialmente. Mesmo assim, há quem diga que gostava mais do sossego de antigamente, era mais natural e, como a floresta não era tão conhecida, havia menos movimento e as pessoas usufruíam mais dela.

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A Sombrinha do Rei Leão Carolina Fernandes Silva Gomes, 6.º D

Era verão. Todos os animais da floresta procuravam uma árvore com muitas folhas para se refrescar. Todos, menos o Rei. O Rei tinha a sua própria sombrinha, não precisava de procurar uma. Ele adorava-a. Todos os dias, ao acordar, o Rei apressava-se imenso para ir para a sombra. Mas um dia, quando acordou, decidiu ir à janela do seu quarto, para ver uma paisagem diferente da que estava habituado. Quando abriu a janela, viu imensas coisas bonitas. Viu passarinhos a cantar, borboletas coloridas como um arco-íris, nada que ele já não tivesse visto na sua sombrinha. Mas viu um animal amarelo com riscas pretas, que se defendia com um ferrão e que recolhia um líquido chamado pólen de flor em flor. Era uma abelha. O Rei ficou tão encantado com a abelha, que ordenou que as aprisionassem a todas, no seu palácio, para que pudesse apreciar o seu encanto todos os dias. Ao início, a falta de mel não incomodou os animais. Mas passado

algum

tempo,

as

abelhas fizeram falta às partidas da Raposa, os cozinhados da Dona Coelha não eram tão bons

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sem a pitada de mel, os ursos estavam cheios de fome e a sombrinha do Rei estava desabitada. Em toda a floresta, apenas o Rei estava feliz. Mas os dias do Rei passaram a ser repetitivos, por isso ele libertou as abelhas e pôs-se na sua janela à espera de encontrar outro animal maravilhoso. Porém, não encontrou. Nesse instante, o Rei lembrou-se da sua sombrinha. Foi ter com ela e passou um dia fresco a ver animais diferentes, porque se há coisa que o Rei não quer ver são riscas amarelas e pretas.

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Floresta Mágica Sara Arezes, 6.º D

Era uma vez um menino chamado Simão, de cinco anos, que sonhava ser um explorador. Gostava de brincar ao ar livre no seu belo jardim, sentir os aromas, os sons, e deslumbrar-se com a linda paisagem que o rodeava. Certo dia, ao regressar a casa, pronto para explorar, sentiu algo diferente… O cheiro das margaridas que a mãe plantara já não o impressionava, os formigueiros que observava constantemente com a sua lupa não pareciam tão engraçados, já nem o ninho de melros que se encontrava num ramo da macieira o entusiasmava! Decidiu, por isso, espreitar para além da cerca do jardim para ver se do outro lado havia algo para se aventurar. Foi então que viu um senhor com cara de poucos amigos que olhou para ele de canto e perguntou: – Ó rapaz, não tens nada melhor para fazer do que observar um velho? – Desculpe, meu senhor, estava apenas a ver se aí fora havia alguma coisa para eu explorar. Eu costumo divertir-me e explorar dentro do meu jardim, mas acho que já o investiguei de uma ponta à outra… – explicou o Simão. – Experimenta divertir-te no parque, dentro de casa, com os teus colegas na escola… No meu tempo, eu brincava na floresta. E a conversa acabou assim.

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Todos os locais referidos pelo senhor já tinham sido explorados pelo Simão, exceto a floresta. Decidiu sentar-se à sombra da macieira a pensar como seria e onde ficaria a tal floresta. Nunca vira nenhuma antes, pois sempre tinha vivido na cidade. – Segundo o que me disseram na escola, a floresta é um local com muita madeira e folhas, também há alguns animais e plantas e sentem-se cheiros e sons diferentes – pensou para consigo… Ganhou coragem e saltou a cerca do jardim para poder ir procurar a tal floresta. Andou muito

durante

tempo

totalmente

e

ficou

perdido,

até

que encontrou um edifício bastante

interessante!

Resolveu entrar… Era, de facto, um edifício

com

móveis

de

muitos madeira,

muitas folhas e um ambiente digno de explorar. Abriu um dos livros que lhe despertou interesse. Aí viu algumas imagens que tinham realmente animais, pessoas, plantas… Apesar de não saber ler, ao folhear aquele livro, achou-se imediatamente transportado para outro lugar, onde viu, ouviu e sentiu todas as sensações que uma simples imagem lhe transmitia. Assim passou o resto da tarde e depois teve de encontrar sozinho o caminho para casa. Quando chegou, a mãe perguntoulhe aflita onde estivera. Ele respondeu:

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34

– Estive numa floresta mágica! Mal sabia o Simão que iria passar naquela biblioteca as maiores aventuras da sua infância.


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Marรงo | 2013


Uma História na Floresta  

O Grupo Disciplinar de Português e a Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca promoveram...

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