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03 – MedNet Meeting Coimbra 04 – A3ES e Avaliação Interna 06 – Projecto: McDrummer 08 – Projecto: Auditoria Energética ao Hospital

Editorial Caros Colegas Este mês fiquei eu incumbido de vos apresentar a publicação “Engenhocas”, publicação da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, fruto também do trabalho da Secção de Comunicação e Imagem e de alguns colaboradores externos à AE ISEC. Foram já muitos os números desta publicação ao longo dos anos, no entanto, este número em específico tem uma particularidade: a nova imagem e layout. Após várias tentativas e progressões, chegamos finalmente a esta publicação que têm à vossa frente.

Pediátrico

10 – Ciência e Tecnologia: Vem aí o telemóvel de Papel….

11 – Ciência e Tecnologia: Painéis solares Transparentes…

12 – Para os Caloiros, e não só! História de Coimbra

Espero que notem melhorias significativas e que este seja um passo em frente para que mais artigos, opiniões, sugestões e dicas, cheguem até nós. Não guardeis as críticas para vós, pois todas essas informações e contribuições são bem-vindas a esta publicação, que nasceu para ser de todos e para todos aqueles que partilham do gosto pela nossa comunidade, que é o ISEC.

14 – Apanhado Nacional: Financiamento no Ensino Superior

16 – Informação e Conhecimento Online 17 – Alunos do D.E.M. desenvolvem nova prótese para ciclistas para olímpicos

Qualquer dica, sugestão, crítica e artigo pode então ser enviado para o seguinte endereço electrónico: aeisec.sci@gmail.com

18 – Palestra sobre sexualidade no ISEC 19 – Crónica: Utopia Coimbrã 21 – Nacional: Fado reconhecido como Património

Agradecemos toda e qualquer colaboração. Até uma próxima oportunidade e já que estamos nesta época festiva, desejos de bom Natal e um próspero Ano Novo.

Imaterial da Humanidade.

Igor M. Ferreira

22– ENDA Report

ENGENHOCAS EDITOR EXECUTIVO: IGOR M. FERREIRA PUBLICAÇÃO AE ISEC – DEZEMBRO DE 2011 SECÇÃO DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM aeisec.sci@gmail.com TLF: 239708620 FAX: 239708621 TLMV: 969188703

23 – No ISEC… | Passatempos 2


MedNet Meeting Coimbra 2011

O FAIRe: Fórum Académico para Informação e Representação Externa (FAIRe - Associação de estudantes que tem como objectivo representar Portugal na ESU: European Students’ Union, principal plataforma de representação estudantil na Europa) organizou um Evento denominado “MedNet Meeting: Thinking Towards the Future” que reuniu em Coimbra entre os dias 27 e 30 de Outubro todas as associações nacionais de estudantes de Portugal, Espanha, França, Malta, Israel, Chipre, Macedónia, Croácia, Bulgária e Roménia, com o objectivo de institucionalizar a Associação dos Estudantes dos Países Mediterrânicos: MedNet, a qual tem vindo a reunir apenas informalmente nos últimos anos e que se prevê que venha a constituir uma estrutura especialmente dedicada ao desenvolvimento, promoção e resolução dos problemas do Ensino Superior que especialmente afectam e são transversais aos países do Sul da Europa e da Bacia do Mediterrâneo, espaço cujas idiossincrasias permitem que se estabeleçam consensos alargados.

O FAIRe é uma jovem federação académica sem fins lucrativos de carácter nacional criada a 21 de Março de 2001 com o objectivo de representar os Estudantes do Ensino Superior Português a nível internacional (nomeadamente a nível Europeu através da participação na ESU: European Students’ Union, sendo a única estrutura portuguesa a ela pertencente), promover a internacionalização do associativismo estudantil e de apoiar os seus membros associados a nível formativo, informativo e técnico, contribuindo para que se tornem cada vez mais eficazes na sua acção. Actualmente o FAIRe representa 26 associações de estudantes provenientes de todos os subsistemas de ensino (Universitário Público, Politécnico Público e Particular e Cooperativo) que, por sua vez, representam 130 000 estudantes portugueses.

A Associação de Estudantes do ISEC (AE ISEC), através da sua participação no Fórum Académico para Informação e Representação Externa (FAIRe), mais precisamente com os elementos da AE ISEC que fazem parte do Conselho Geral do FAIRe, e com o seu Vice-Presidente que faz parte da Comissão Executiva do Fórum esteve presente com uma participação activa neste evento de carácter europeu. Rui Rente Campos

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A3ES e Avaliação Interna O Ensino Superior, no decorrer do último quartel do século XX, sofreu alterações substanciais. Todas as mudanças radicais que o ensino superior teve levantaram preocupações sérias na garantia da qualidade do ensino nas instituições, tanto no interior das instituições, como a visão que o ensino tem na sociedade.

Como resposta a essa problemática na qualidade do ensino/aprendizagem no ensino superior, surgiu uma agencia, a Agencia de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), com o propósito de, como referencia o nome, avaliar e certificar o ensino, de modo a atingir uma garantia de qualidade, e posterior melhoria das práticas nas Instituições, ou seja, promover a monitorização e melhoria constante da qualidade, garantindo o cumprimento dos requisitos mínimos, conseguindo desta forma o reconhecimento oficial do curso e/ou instituição avaliada.

A nível institucional, o acesso ao ensino superior sofreu um aumento exponencial, levando ao crescimento “populacional” nas instituições, principalmente no ensino politécnico e privado. Este crescimento levantou preocupação na manutenção da qualidade de ensino.

Em suma, a A3ES tem como missão garantir a qualidade do ensino superior em Portugal, com base na avaliação e acreditação das instituições de ensino superior, dos ciclos de estudos, passando por toda a estrutura de ensino-apredizagem, nomeadamente, desde as unidades curriculares até ao topo que é a própria instituição, tal como assegurar a inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino.

Pela sociedade, era necessário corresponder as expectativas criadas, na formação obtida que levasse a um reconhecimento dessa graduação, e ainda para o exercício de uma cidadania activa no contexto da sociedade do conhecimento. O reconhecimento internacional, ou seja, a validade da certificação de qualificações fora do nosso país, foi outra das preocupações que surgiram, havendo a duvida no reconhecimento exterior das habilitações obtidas. A possibilidade de mobilidade, é um ponto essencial a manter no ensino superior, tanto durante o ciclo de estudos, como no fim desse ciclo, com a possibilidade de exercer o grau académico obtido no exterior.

A Avaliação Interna deverá, então, ser levada em consideração por todas as IES. Esta avaliação “apenas” levará a uma melhoria da qualidade da própria instituição, não só a nível do ensino, como no bem-estar entre todos os elementos dessa mesma instituição.

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Na luta pela garantia interna da qualidade, é essencial que os alunos tenham uma palavra a dizer, participando na avaliação, envolvendo-se nos órgãos de gestão e coordenação pedagógica da instituição, através de Conselhos Pedagógicos e Comissões de Curso, para uma identificação precoce de erros e problemas que possam estar a ocorrer nos cursos respectivos. Essa participação deverá passar também pela realização de inquéritos pedagógicos e procura de meios de auscultação de problemas, devendo estes ser criados caso não existam ou melhorados se já estiverem em funcionamento, utilizando os resultados obtidos para a realização de relatórios de autoavaliação dos cursos e respectivo plano de melhoria. Toda essa informação sobre a organização e funcionamento do ensino na instituição em questão, obtida de feedback, deverá então ser apresentada aos órgãos de gestão onde estão inseridos.

Esse processo deve ser sistemático, abrangente, participativo e institucionalizado. Sistemático, pois a avaliação deverá ser constante, acompanhando um ciclo de estudos, para que decorra de forma a que não feche sem que a melhoria seja continua. Deverá também ser um processo abrangente e participativo, visto ser primordial que o processo de avaliação esteja aberto a todas as hierarquias da instituição, conseguindo desta forma uma avaliação que tenha em conta todos os aspectos da instituição. Para que todo este processo seja produtivo, é essencial que parta da instituição, devendo existir uma política institucional para a qualidade, envolvendo estruturas e procedimentos devidamente institucionalizados, garantindo assim uma monotorização constante para uma evolução no nível de qualidade de ensino, lutando por mais do que uma satisfação por parte de todos os elementos da instituição.

Desta forma, conclui-se que os alunos deverão ter uma participação activa no processo de aprendizagem, tendo a A3ES criado comissões de avaliação externa (CAE’S), nas quais será inserido um estudante por comissão. Esses estudantes foram seleccionados através de concurso nacional aberto a todos os estudantes do ensino superior, estando a tua Associação representada nessas comissões, através de três alunos que se candidataram, onde agora fazem parte de uma bolsa de estudantes que poderão integrar as CAE’s, neste processo experimental, esperando agora por formação que leve a uma melhor defesa dos direitos e interesses dos alunos.

Tendo isso em conta, a instituição deve traçar os objectivos de qualidade a atingir, e consequente política de qualidade, tal como a missão, visão e estratégia de desenvolvimento desse processo, de modo a definir objectivos específicos como metas a traçar, obtendo um Sistema Interno de Garantia de Qualidade (SIGQ).

Após a implementação desse SIGQ, esse plano deverá ser avaliado por agências destinadas a esse fim, agencias essas com parâmetros definidos para a avaliação a efectuar na instituição. Na rede de ensino superior no nosso país, esta avaliação está a cargo da A3ES, podendo esta avaliação também ser efectuada por agências europeias, após análise dos parâmetros definidos e consequente aprovação da avaliação.

O Ensino Superior em Portugal pode obter melhorias muito significativas na aplicação adequada dos parâmetros de qualidade, deste modo, urge que todas as instituições de ensino superior adoptem e fomentem as mesmas, promovendo uma cultura de Qualidade global. Hugo Matos

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Projecto: P: Em que consiste então no fundo o teu projecto?

Entrevista ao aluno João Ferreira, sobre o seu projecto, o “McDrummer”

No fundo este projecto consiste em colocar uma máquina independente de computadores e softwares associados para automatizar uma bateria acústica. Através de micro controladores conseguimos programar através de botões de pressão vários padrões rítmicos, encontrando uma harmonia entre a máquina e o homem, sendo essa harmonia a música e a matemática associada. Bem claro que é necessário saber um pouco de música. Da mesma forma, que para fazer um cálculo numa máquina de calcular é necessário saber o que são números e as operações associadas.

P: João, em que ambito foi realizado o teu projecto? A realização deste trabalho surgiu no âmbito da Unidade Curricular da Disciplina de Projecto Final do Curso Superior de Engenharia Electromecânica. A nível pessoal este projecto surge como uma oportunidade de colocar em prática um objectivo antigo, que era ter uma secção rítmica para me acompanhar nos meus estudos de piano. Pelo que agora já é possível ter o meu acompanhamento rítmico pessoal, ou seja, a “Mc Drummer”.

P: Encontras-te muitas dificuldades durante a concepção do protótipo e no desenrolar do projecto?

Denominámos, então, o projecto como "McDrummer - Bateria acústica controlada por micro controladores", o qual recria todo o processo de automatização de uma bateria acústica não através do protocolo MIDI, mas sim através de matrizes binárias tridimensionais. E é esta a grande diferença entre o que já existe e aquilo que nós concebemos, existindo agora uma maior flexibilidade na interacção do sistema com o músico.

No que diz respeito à concepção do protótipo não me deparei com grandes dificuldades, pois desde logo soube aquilo que queria desenvolver visto ser um sonho antigo tal como já referi anteriormente No que se refere ao desenrolar do projecto, de facto, houve algumas dificuldades que tivemos de ultrapassar e que tiveram a ver, essencialmente com o nível de conhecimentos em situações pontuais, tais como, como solucionar problemas com que nos íamos deparando. Passo de seguida a salientar alguns deles: trabalhar com software EAGLE (desenho electrónico); compreender os micro controladores e a sua programação neste caso linguagem C, pois no curso não adquirimos bases para desenvolvimento nestas áreas o que é uma lacuna.

P: Quem foram os participantes? Neste projecto participei eu do qual fui o mentor conceptualizando a ideia de uma bateria acústica controlada por micro controladores. Em conjunto com o Tiago Ribeiro, projectámos, desenvolvemos e construímos a ideia. Com a ajuda e apoio do Engº Mário Velindro, da Engª Fátima Monteiro, do Engº Fernando Moita, Engº João Cândido e ao Técnico Sr. António Cruz .

No que se refere à construção do protótipo e tendo já tido algum contacto com a electrónica e o facto de ter material e espaço para a realização do projecto tal foi uma mais valia.

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Conseguimos ultrapassar algumas dificuldades de logística e de tempo de execução todo o material foi adquirido por mim.

P: Queres fazer algum agradecimento especifico a alguem ou alguma identidade que tenhas considerado muito util para a realização e concretização deste projecto?

P: Consegues enumerar as aplicações futuras e o que, no futuro o teu projecto pode desencadear e tornar possivel?

Um agradecimento especial ao meu amigo João Matos que me apoiou incondicionalmente e me ajudou na programação Aos Eng. Fernando Moita e ao Eng.João Cândido pelo forte apoio ao nível do desenvolvimento deste projecto.

Esperamos que este trabalho constitua um ponto de partida, quer para trabalhos académicos futuros, por exemplo: 

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A aplicação de microfones nos instrumentos, para fazer a avaliação de atrasos de sinal e melhoramento em PWM; A miniaturização do sistema electrónico; Implementação de sistemas com recurso à inteligência artificial atráves de redes neuronais; Aplicações em tratamentos por via da musicoterapia, terapia e reabilitação motora; No ensino da música até acompanhar um musico improvisando.

P: É certo que um projecto como o teu, altera o panorama e vem trazer algo de novo à tecnologia e electrónica aplicada à música. Explica-nos melhor como. Sim, sendo eu músico pianista e professor de música vejo que num futuro próximo a tecnologia e a electrónica, estarão ao serviço do músico criando e desenvolvendo um campo de interacção, mutuo através de redes neuronais. Não através de instrumentos electrónicos, mas voltando ás origens dos instrumentos acústicos, pois, estes penso eu que a tecnologia ainda terá campo para se desenvolver e interligar duas artes como a engenharia e a música abrindo novos horizontes.

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Verificou-se, através das facturas do período compreendido entres os meses de Fevereiro e Julho, o aumento significativo do consumo, como se pode constatar pelo gráfico abaixo:

Projecto de Sistemas de Energia Eléctrica Os alunos Alberto Adrego, Hélio Taborda e Márcio Felício do curso de Engenharia Electrotécnica, mediante uma parceria entre o ISEC e o CHC, E.P.E. (Centro Hospital de Coimbra, Entidade Publica Empresarial) elaboraram o projecto final de curso, que consistiu numa auditoria à rede eléctrica interna do novo HP (Hospital Pediátrico), de modo a rentabilizar e racionalizar os consumos de energia eléctrica.

800000 600000 400000 200000 0

Cheias Ponta Super Vazio Fev Mar Abr Mai Jun Jul

Vazio Normal

Caracterização de consumos por períodos de facturação

Após algumas visitas à instalação, constataram que a dimensão da mesma e a diversidade cargas eléctricas e volume de consumos levantou a questão do que poderiam fazer com o pouco tempo disponível. Propuseram-se assim a cumprir os seguintes objectivos:

É visível que o aumento do consumo tem sido comum em todos os períodos horários, mas é notoriamente mais significativo no que respeita ao período de “Horas Cheias”, tendo em conta que o horário compreendido entre as 08:00h e as 16:00h é, sem duvida, o que possui maior movimento assistencial e a utilização dos diversos tipos de salas do hospital, visto ocorrerem mais consultas, exames complementares de diagnóstico e sessões de hospital de dia, e consequentemente, é quando se ligam mais circuitos de iluminação, se utilizam mais tomadas e se climatizam mais gabinetes.

Caracterização da rede eléctrica; Caracterização das cargas; Análise de consumos; Identificação de oportunidades de racionalização; Análise da qualidade da energia eléctrica; Identificação de desvios de consumos; Apresentação caso seja possível de medidas de rentabilização

Os alunos decidiram começar pela análise das facturas de energia eléctrica dos primeiros seis meses do ano, com o objectivo de perceber o tipo de consumo da instalação. Verificaram que o aumento da temperatura e do movimento assistencial estava associado ao aumento do consumo de energia eléctrica.

Após a implementação foram efectuadas novas leituras e novos cálculos, conforme as seguintes tabelas:

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Cálculos de valores totais

A utilização racional de energia visa proporcionar o mesmo nível de produção de bens, Devido à dimensão do edifício em questão, não foi serviços e níveis de conforto através de tecnologias possível realizar o estudo da iluminação para todo o que reduzem os consumos face a soluções hospital, como tal, decidiram analisar duas áreas que convencionais. Este tipo de utilização pode conduzir a foram a área de estacionamento (pisos -7 a -3) e reduções substanciais do consumo de Valor mensal energia e das emissões de poluentes Custo/dia Nº Dias/mês Pré-Impl. Pós-Impl. Diferença ∆% associadas à sua conversão. Em Semana 25,12 € 22 834,50752 552,72 € -281,79 € -34% muitas situações pode também sabado 25,19 € 4 145,17888 100,76 € -44,42 € -31% conduzir a economias elevadas nos domingo 23,66 € 4 141,85472 94,65 € -47,21 € -33% custos do ciclo de vida dos Total mensal 1.121,54 € 748,13 € -373,41 € -33% equipamentos utilizadores de energia, visto que, a sua correcta -4.480,89 € Total Anual Red. utilização aumenta também o seu Serviço de Pediatria Ambulatória (piso 0), pois rendimento, eficácia e durabilidade. permitiam a realização dos ensaios sem implicação directa na prestação de cuidados de saúde que aquela Após a realização deste estudo/trabalho, foi unidade efectuava. possível verificar uma redução dos consumos com a iluminação que, através de cálculos dos alunos, ficou estimada em cerca de 4480,89€ anuais. Estas medidas de racionalização foram testadas e já se encontram implementadas naquela unidade.

Na procura de um contacto mais próximo com cargas de maior consumo, e de acordo com o Serviço de Instalações e Equipamentos, realizaram vários ensaios no piso técnico -1 tais como: o desligamento total, arranque, simulação dos períodos do dia e da noite, permitindo assim analisar o comportamento dos vários equipamentos que compõem parte do sistema de climatização.

Foi também efectuada uma proposta de desvio de consumos do sistema de climatização, com a ajuda do simulador desenvolvido pelos alunos, com o objectivo de reduzir o valor das facturas de energia eléctrica pagas mensalmente, proposta esta, que teria uma previsão de rendimento, segundo os cálculos dos alunos, um valor que iria rondar os 1 441.99€ mensais.

Para a realização das propostas de racionalização e desvio de consumos foi desenvolvido pelos alunos, um simulador em ambiente Microsoft Excel com folhas de cálculo que permitem simular perfis horários de funcionamento fornecendo de imediato o custo associado, por potência dos ventiladores instalados nas UTA’s, UTAN’s e UTV’s. Como conclusão, os alunos afirmam que a vasta panóplia de conhecimentos, adquiridos durante a Licenciatura em Engenharia Electrotécnica, foram solidificados ao longo da realização deste projecto. Foi também bastante enriquecedora a aquisição de conhecimentos nas áreas de sistemas de climatização e na percepção de como funciona um hospital e as suas especificidades.

Estão então de parabéns os “nossos rapazes” por esta iniciativa que, para além de contribuir para a redução do consumo de energia eléctrica, com pequenas e eficazes medidas de racionalização, contribuíram também para que o Hospital Pediátrico esteja neste momento a economizar no pagamento das facturas de energia eléctrica. Este projecto final de curso, assim como muitos outros, mostram a preocupação dos alunos do ISEC em cada vez mais contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar da sociedade em que estão inseridos, aplicando os conhecimentos e experiência adquiridos ao longo dos anos do seu curso, em prol de todos. Hirllany Lago

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Ciência e Tecnologia: Vem aí o “telemóvel de papel”! Um investigador da Universidade de Queens, no Canadá, criou um papel electrónico que pode ser usado como um telemóvel, um dispositivo que está prestes a revolucionar o mundo da computação interactiva. Roel Vertegaal, investigador do laboratório de mídias humanas na Universidade de Queens (Canadá) e criador deste dispositivo, acredita que ” isto é o futuro e dentro de cinco anos esta tecnologia estará no mercado”. O protótipo, designado por “PaperPhone” utiliza a bateria apenas quando é operada, ajudando a economizar energia.

Esta tecnologia também está adaptada para computadores e pode dar origem aos “escritórios sem papel”, na medida em que “tudo pode ser armazenado digitalmente e os computadores podem ser colocados uns em cima dos outros, como uma pilha de papel”. Esta invenção, apresentada na “Conferência Internacional de Interacção Homem - Computador”, no Canadá no passado dia 10 de Maio, abre assim portas a uma nova era de computadores "super leves” que têm ainda a vantagem de não gastar energia quando não estão a ser utilizados.

Este aparelho foi descrito como um iPhone flexível, “dá para fazer tudo o que se faz com um smartphone, como realizar chamadas telefónicas, reproduzir músicas ou armazenar livros digitais. Funciona como um papel interactivo em que para se mudar de menu dobram-se os cantos”, esclareceu o investigador.

Video do produto: A tela é composta por uma película fina e flexível, tornando-o mais portátil do que qualquer outro telemóvel, pois pode ser guardado em qualquer sítio, como numa carteira ou dentro de um livro. A flexibilidade do visor faz com que o telemóvel se adapte ao formato do bolso.

http://www.youtube.com/watch?v=Rl-qygUEE2c&

André Filipe Martins Pinto

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Painéis solares transparentes: Um futuro nas energias renováveis?

O CEO (“Chief executive officer”), Ludovic Deblois, diz que a sua empresa está “a finalizar um primeiro protótipo, e que daqui a 6 meses começam a ser produzidas as primeiras unidades em série“, e dado que “o modelo de licenciamento é não-exclusivo, esta tecnologia estará acessível a todos os fabricantes. Será esta uma alternativa viável? Esperemos que sim!

Um protector de ecrã permite carregar telemóveis com luz solar Uma empresa francesa chamada Wysips (“What You See Is a Photovoltaic Surface”, ou “o que se vê é uma superfície fotovoltaica”), é a responsável pela criação e desenvolvimento de uma película fotovoltaica transparente, que com a espessura de apenas 0,1mm é capaz de recarregar completamente um telemóvel com 6 horas de exposição solar. Pode sobrepor-se em qualquer superfície sem tapar o que está por baixo, de maneira que o material actua na absorção de energia solar sem cobrir o objecto que envolve. Este protótipo, cuja saída para o mercado está prevista para 2012, gera energia graças à sua superfície fotovoltaica. Esta tecnologia consiste basicamente em alternar na película franjas de células solares sobrepostas com uma superfície lenticular (um sistema semelhante ao dos ecrãs 3D que não precisam de óculos). O site especializado, o Engadget, testou o protótipo e no momento do teste, este gerou cerca de 1,2 a 2,5 volts. O dispositivo é capaz de carregar uma bateria e também pode ser utilizado para ir carregando a bateria lentamente à medida que esta é consumida. Segundo informam os responsáveis por este material, a energia produzida por 2.000 milhões de telemóveis é equivalente ao que produz uma central nuclear inteira.

André Filipe Martins Pinto

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Para os Caloiros e não só: Breve História de Coimbra Os Visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziram novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só a nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continuase no campo conjuntural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano:

Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória desvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce (segundo alguns historiadores) aquele que viria a ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Aeminium nome romano de Coimbra tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do forúm, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónico sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto. Junto à via Olissipo, Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçario, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Avis. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

Os Bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo.

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O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires e Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas pelo Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desapareceram as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasgase a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. O ano de 1856 traz-lhe o telégrafo e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, construi-se a ponte férrea.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua de Sofia, sua obra capital, onde se concentram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça. de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.

Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no século XX, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação de novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muita da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

Actualmente Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem-estar populacional sejam ainda mais incentivados e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Novas), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que

Arquivo AE ISEC

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Noticias Nacionais: Financiamento do Ensino Superior O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) reuniu, a 29 de Outubro de 2011, dezenas de docentes frente ao Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, contra a redução de vencimentos e outros cortes previstos para o sector em 2012.

Contudo, todo o esforço e poupança podem esconder realidades mais negativas. A redução dos gastos salariais está a ser conseguida devido à reforma de muitos professores catedráticos, que recebem pelo topo da carreira, enquanto os quadros das universidades estão a ser reforçados por docentes em início da carreira, com salários naturalmente mais baixos.

O seu principal objectivo passou por chamar a atenção para as medidas apresentadas na proposta de orçamento para 2012 e contestar mais uma redução nos vencimentos e docentes e investigadores.

Se por um lado, este processo pode ser encarado como uma ordem natural da renovação geracional no Ensino Superior português, por outro, também é verdade que a competência científica do corpo docente possa ser afectada pela substituição precipitada da veterania pelos mais inexperientes, o que tem de ser evitado.

Em tempo de contenção e de escassez de verbas por parte do Estado português é notório o esforço por parte das Universidades públicas portuguesas na redução de despesas, sendo que apenas 2 de 15 não conseguiram do Verão de 2010 para o de 2011 reduzir os seus encargos com os salários dos professores.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, disse no passado dia 17 de Novembro de 2011, que 95 por cento dos doutores portugueses está no sistema público universitário e apelou às empresas para contratarem mais doutorados.

A poupança total feita por parte das Universidades públicas atingiu os oito milhões de euros e está a servir de argumento ao Concelho de Reitores para contestar junto do Ministro Nuno Crato a perda de autonomia financeira e de contratação, pois caso isto não se verifique não será possível gerar receitas, acarretando problemas graves de gestão. As universidades públicas argumentam que o esforço de contenção pedido pelo Governo já está a ser realizado pelas instituições por sua própria iniciativa e com resultados óbvios.

"No caso dos doutoramentos, preocupa-me que em Portugal mais de 95 por cento esteja dentro do sistema público. Onde é que estão os nossos doutores? Estão dentro das universidades", disse António Rendas, no encontro sobre o Mar Português na Universidade do Algarve.

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António Rendas sublinhou que no espaço europeu, ao contrário, mais de 50 por cento dos doutores "estão em empresas, instituições industriais e de serviços". O ministro garantiu ainda que, ao contrário de 2011, a proposta do Governo para 2012 “isenta de qualquer cativação” as receitas próprias das instituições de ensino superior, dos Laboratórios do Estado e de outras instituições públicas de investigação.

O PSD e o CDS-PP apresentaram uma proposta para que os docentes e investigadores envolvidos em projetos financiados por entidades privadas sejam sujeitos aos cortes de subsídios quando há comparticipação nacional e apenas nessa proporção.

“Incentiva-se assim a captação de receitas próprias que as instituições consigam obter, designadamente através de projectos de investigação, contratos e outras formas”, afirmou. Estas duas medidas correspondem aos apelos feitos pelos reitores.

A proposta apresentada pelos partidos da coligação governamental estabelece que o disposto é aplicável aos valores pagos por contratos que visem o desenvolvimento de actividades de docência ou investigação, financiados por entidades privadas, pelo Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento da União Europeia ou por instituições estrangeiras internacionais, "exclusivamente na parte financiada por fundos nacionais do Orçamento do Estado".

Nuno Crato, prometeu novamente valorizar a autonomia universitária, trabalhando com o Ministério das Finanças para garantir que as instituições mantêm a autonomia de recrutamento “dentro dos limites da sua massa salarial à data do início do ano”.

Assim, nos contratos de investigação e de docência pagos por bolsas internacionais, em que haja comparticipação estatal, serão aplicados cortes nos subsídios apenas nessa componente.

Cláudia Nunes O ministro da Educação afirmou, no passado dia 17 de Novembro, no Parlamento que através de uma norma específica será “evitada a duplicação do corte de subsídios” de férias e de Natal de investigadores de instituições de Ensino Superior. Nuno Crato referia-se aos casos em que os encargos salariais são pagos pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

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Informação e conhecimento online

de ensino superior do país num único campus virtual com acesso sem fios a banda larga, desenvolve serviços, conteúdos e aplicações para estudantes, professores e investigadores.

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra tem procurado estreitar a sua ligação às empresas e organismos públicos, tendo vindo a estabelecer protocolos e convénios de cooperação científica e tecnológica. A b-on (http://www.b-on.pt/), Biblioteca do Conhecimento online, permite o acesso ilimitado e permanente a “textos integrais de cerca de 48.000 títulos, nomeadamente mais de 17.100 publicações científicas periódicas internacionais, 18.200 livros electrónicos (e-books), 12.400 títulos de proceedings e transactions e 10 bases de dados referenciais com vários milhões de registos. Estes títulos são contratualizados com 14 editoras internacionais, através de assinaturas negociadas a nível nacional. São ainda disponibilizados cerca de 5.600 outras publicações científicas periódicas a instituições que as subscrevam”, de acordo com a UMIC- Agência para a Sociedade do Conhecimento.

Além disso, a rede sem fios no Campus do ISEC, com transmissão de dados em banda larga, permite aos alunos, funcionários docentes e não docentes, aceder aos conteúdos e serviços disponibilizados pelo Instituto, ou apenas à Internet, a qualquer hora e de qualquer lugar (dentro das zonas cobertas pelo sistema) dentro do ISEC. E ainda, a FCCN- Fundação

para a Computação Científica Nacional A coordenação e o financiamento público da bon são assegurados por esta agência, sendo a infraestrutura técnica e relações comerciais com os editores assegurada pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), e o seu acesso é permitido a instituições do ensino superior ou de investigação científica (públicas ou privadas), da Administração Pública, privadas sem fins lucrativos e ainda a hospitais.

disponibiliza IP's de acesso público, os quais servem para permitir o acesso a utilizadores em mobilidade. A rede wireless encontra-se certificada pela FCCN desde 07.2005. A Biblioteca do ISEC disponibiliza, ainda, um conjunto de links (http://biblioteca.isec.pt/links.html) bastante úteis que contêm uma vasta informação sobre Bibliotecas/Catálogos Colectivos Nacionais, Base de dados/Catálogos Colectivos Estrangeiros, Bibliotecas Estrangeiras, Obras de Referência, Jornais, Algumas Informações Úteis, Links de interesse e Bases de Dados Gratuitas.

Esta iniciativa, conjugada com o programa eU/Campus Virtuais (http://www.e-u.pt) que é um projecto da UMIC, integra os campus das instituições

Cláudia Nunes

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Alunos do D.E.M. desenvolvem nova prótese para ciclistas paraólimpicos.

Todos os anos no Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) são desenvolvidos vários projectos de grande interesse, sendo que vários deles estão ligados à área da Biomecânica. No passado ano lectivo três alunos deste departamento, André Marçalo, Marcos Rodrigues e Pedro Amorim, orientados pelo Dr. Luís Roseiro, com a ajuda do Dr. Carlos Alcobia e do Centro de Reabilitação de Coimbra, e seguindo o programa da disciplina de Projecto, desenvolveram uma prótese para um atleta paraolímpico, Telmo João Pinão, amputado do membro inferior esquerdo abaixo do joelho. Neste projecto os alunos tinham como principal objectivo optimizar o peso da prótese e dar um maior conforto ao ciclista usando materiais mais leves mas ao mesmo tempo resistentes, comparativamente aos utilizados na prótese habitualmente usada pelo atleta nas provas de ciclismo.

Foram vários os meses de trabalho de investigação sobre o novo desenho das várias peças que compõem a prótese e quais os materiais que melhor papel desempenhariam na mesma, sendo que para isso foram efectuados vários testes tanto em laboratório como em estrada com o atleta. Após os estudos efectuados e com a preciosa ajuda do Telmo João Pinão e da Ciclo Valdemiro foi possível desenvolver uma prótese composta por carbono e alumínio que de momento já se encontra em fase de construção nas oficinas do DEM.

Marcos Rodrigues Ricardo Rosa

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Palestra sobre Sexualidade no ISEC

Começamos por esclarecer o que são IST’s: São infecções que se transmitem fundamentalmente através de relações sexuais. Existem vários tipos de agentes infecciosos, vírus, fungos, bactérias e

No passado dia 25 de Outubro de 2011 a AEISEC tomou a iniciativa de realizar no auditório do ISEC uma palestra sobre a sexualidade. Esta iniciativa teve como objectivo sensibilizar os estudantes para os perigos que advêm de uma sexualidade irresponsável. A realização desta palestra foi bastante pertinente uma vez que se aproximava a Festa das Latas, período em que os estudantes estão mais sujeitos a comportamentos de risco, devido ao excesso de álcool e drogas. A palestra teve dois oradores: o Professor do ISEC, Eng.º Jorge Lourenço e uma formadora que faz parte do Projecto Affectus & Alter-ego. O Professor Jorge Lourenço, mais conhecido na comunidade isequiana como JL, ensinou-nos a calcular o ciclo biológico de uma mulher através da distribuição de Gauss (ver documento em anexo). Mostrou-nos ainda um aparelho que calcula o ciclo biológico da mulher, aparelho este que se encontra no Museu de Contracepção de Viena de Austria. Falou-nos de Paulo Freire, pedagogo e Ubaldo Ribeiro, escritor e jornalista como sendo os primeiros a interessar-se em estudar o ciclo biológico da mulher. Mencionou também Hermann Knaus e Kyusaku Ogino, ambos médicos que também deram o seu contributo nesta área escrevendo sobre o período fertilização e a vida dos espermatozóides. Por último referiu o nome de Carl Djerassi (recebeu a 28 de Outubro o Grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Coimbra), bioquímico que ficou conhecido como “o pai da pílula”. A segunda oradora introduziu o seu discurso dizendo que a sexualidade nesce e morre connosco e que está directamente relacionada com três palavras: AMOR, DESEJO e PRAZER.

parasitas podendo manifestar-se como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Desvendamos alguns mitos sobre o assunto como: - O tamanho do pénis é ou não importante para que a mulher tenha prazer durante o acto sexual? Ficou esclarecido que o tamanho do pénis não era importante pois só três centímetros da vagina é que são sensíveis o suficiente para sentirem prazer. - A menstruação impede a gravidez? A possibilidade de ocorrer uma fecundação durante o fluxo menstrual é tão pequena, que grande parte dos autores, sobre sexualidade, afirmam ser quase nula a chance de se engravidar, contudo já são conhecidos casos de gravidez durante este período. - Álcool e droga na sexualidade. Apesar de a maior parte dos jovens terem a percepção de que o álcool e a droga são desinibidores e que proporcionam melhor desempenho sexual a oradora afirmou que tal não se verifica na realidade. Além disso, referiu que estes factores são depressores e que são muitas vezes responsáveis por uma gravidez indesejada ou pela transmissão de uma Infecção (IST – Infecções Sexualmente Transmissíveis). Abordou-se ainda a temática da contracepção, esta focou-se no uso do preservativo como forma de prevenção não só da gravidez como também das Infecções sexualmente transmissíveis. Foi explicado como se coloca preservativo masculino usando um pénis falso e verbalmente como se coloca o perservativo feminino. Concluímos que o método contraceptivo ideal, ou seja, barato, 100% fiável e 100% confortável não existe. Assim : “É mais útil pensar no risco, do que viver na Incerteza”. Patrícia Bastos Ana Rita Gomes

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Crónica: Utopia Coimbrã Toda a pessoa sabe a informação geográfica de Coimbra, venha esta informação de onde vier, seja ela baseada em enciclopédias ou qualquer outro tipo de informação. No entanto, nós, como elementos de uma rotina citadina diária neste local, podemos assegurar a todas as comunidades exteriores: Coimbra é mais, é maior, e tem muito mais do que o que os documentos nos contam. Para muitos de nós, começa por ser um sonho de juventude, ingressar nesta cidade que tanto é falada e tanto reconhecimento tem. No entanto, é deste sonho realizado que vem uma das maiores tristezas daqueles que por cá passaram. Todos nós sabemos que o imaginado é um tempo de juventude, um tempo de crescimento, é um tempo com data de validade. Esse fim traduz-se numa mágoa por muitos sentida, provada pela lagrimas a cair no rosto daqueles que ouvem a sua última serenata. O sonho acaba naquele momento. O que vem de Coimbra, não sai de nós, mas nós nunca viveremos Coimbra da mesma forma que a tivemos. Ganhamos o bilhete para uma Bíblia de tradições, tradições que provocam fascínio em todo o tipo de pessoas, marcando, a cada dia que passa, um pouco mais daquilo que é a cultura portuguesa. Tantos enigmas, tantos mistérios, tanta história… Tanto para conhecer! Um estudante nunca consegue contar uma história de Coimbra, sem que para isso lhe venham a memória outras e outras relacionadas. Explicar o que foi Coimbra é impossível, não sabendo nem por onde começar, quanto mais saber o que dizer. Entramos numa parte da vida com um livro em branco, pronto a escrever tudo aquilo que vivemos, tudo aquilo que aprendemos, tudo aquilo que gostamos, tudo aquilo que perdemos.

No fim, cai a ultima lágrima em Coimbra, e observamos que, em vez de um livro, temos uma enciclopédia de inúmeros fascículos. Uma história vivida é apenas um ponto, naquele que para a grande maioria, passou por um conto de fadas. No decorrer dos anos, ao longo da sua história, esta cidade criou uma identidade própria, uma linguagem própria, um estilo de vida próprio. A convivência que se cria com o dono de uma tasca, os finos na mesa, conversa em dia, e temos um amigo para a vida. Nem estes, que já são de cá, se esquecem dos que passam por cá. Fazem parte da grandeza de Coimbra. É verdade que toda a tradição se vem alterando ao longo dos anos, em parte no sentido negativo, por outro lado, novos aspectos são adquiridos, nem todos maus. A canção coimbrã sofreu alterações, as discussões em cima da mesa de cafés são diferentes, até a nossa Mancha Negra se adaptou ao futebol moderno, mas no fim de contas, o mítico grito do F.R.A. não deixa de ser uma imagem que não muda.

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E a praxe? Uma consequência de toda uma vivência ao longo dos séculos, passada de geração em geração, de valor tal que outros a tentam imitar, levando-a para lugares onde esta perde toda a magia! Esta pode, por vezes, perder a sua definição, a famosa integração dos caloiros em Coimbra, para uma pequena humilhação de forma gratuita dos que cá entram. O momento de vestir um traje, pelos antigos tratado como a capa e batina, tornando-se este a segunda pele do estudante que o veste, “assumindo” assim um legado centenário. As famosas e temíveis trupes, tradição está já a cair em desuso. Quem não sentiu o arrepio ao ver um grupo de vultos negros, sem cara visível, percorrendo as mais pequenas e escuras ruas, num jeito que chega a ser teatral? É este conjunto de “usos e costumes”, que da cultura ao desporto, é vivido por todos aqueles que sentem Coimbra. Para mostrar a ligação académica ao desporto, basta ver a paixão de um estudante pelo futebol da Académica, onde até mesmo a praxe é inexistente em dias de vitória. É certo que longe vai o tempo em que os jogadores entravam em campo com a sua capa aos ombros… Mas quem nunca ouvi falar da equipa dos estudantes? E eis que o sonho acaba… Acontece o Rasganço! Aquela que foi a segunda pele do estudante durante um sonho desaparece, ficando apenas guardados pequenos pedaços do que viveu, como pequenas historias que passou, historia que leva para mais tarde recordar… Um pouco da enciclopédia que fomos escrevendo ao longo do nosso sonho. Levamos o preto connosco, e tudo aquilo que ele nos deu. O que vai na alma de um estudante de Coimbra é difícil de contar, passadas todas as aventuras de capa e batina, todas as bebedeiras, todos os desgostos amorosos e todas as ilusões da juventude. Podemos sair desta cidade, mas basta um momento para relembrar tudo, sempre com uma lágrima no canto do olho… Hugo Matos

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Fado reconhecido como Património Imaterial da Humanidade. O Fado foi reconhecido como Património Imaterial da Humanidade pela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), durante o VI Comité Intergovernamental que decorreu em Bali, no passado dia 27 de Novembro de 2011.

Especialistas de Coimbra lamentam a não inclusão do género coimbrão no projecto apresentado à UNESCO.

A ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade surgiu durante o mandato do antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes. Na altura, os fadistas Mariza e Carlos do Carmo foram eleitos embaixadores da candidatura, que só foi aprovada por unanimidade a 12 de Maio de 2010 e exposta em Assembleia Municipal no dia 1 de Junho do mesmo ano. A 28 de Junho a candidatura era apresentada ao Presidente da República Aníbal Cavaco Silva e dois meses depois dava entrada na sede da UNESCO, em Paris.

Para Jorge Cravo, o fado que se canta em Lisboa e a música associada à tradição académica de Coimbra, vulgarmente denominada fado de Coimbra, "são dois géneros distintos". Já Rui Pato tem “muita pena que o fado de Coimbra não esteja abrangido também por aquilo que a candidatura” de Lisboa “pode vir a trazer de positivo”. O antigo companheiro do autor de “Grândola Vila Morena”, lamentou que “esta fatia importante do fado, que é o de expressão coimbrã”, não tenha sido incluída na candidatura protagonizada por Lisboa, “para que possa ser mais estudado, mais divulgado e mais incentivado”.

O investigador de Coimbra Jorge Cravo apoiou incondicionalmente a candidatura do fado a Património da Humanidade, já o músico Rui Pato lamentou a não inclusão do género coimbrão no projecto apresentado à UNESCO.

Cláudia Nunes

"Espero que seja uma candidatura vencedora", declarou Jorge Cravo, estudioso do que designa por "canção de Coimbra", sobre a qual tem várias obras publicadas.

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ENDA Report: Lisboa e Porto

Devido ao atraso na publicação do novo regulamento de atribuição de bolsas, por parte do Ministério da Educação e Ciência, foi realizado um ENDA Extraordinário, que se realizou no passado dia 3 de Outubro, no Porto. Este ENDA serviu essencialmente para debater os problemas que o novo regulamento trouxe aos estudantes do Ensino Superior. Por este ser um tema tão delicado e que envolve e diz respeito a todos os estudantes, a AEISEC fez questão de se fazer representar em ambos os ENDA’s, pois será desta forma, ou seja, participando sempre da melhor forma, para garantir sempre que os interesses dos seus estudantes se encontrem sempre salvaguardados.

No passado mês de Setembro, realizou-se em Lisboa nos dias 2, 3 e 4, mais um ENDA (Encontro Nacional de Direcções Associativas). Neste encontro estiveram presentes 68 associações e federações representadas por 203 delegados de norte a sul do país e ilhas. A ordem de trabalhos incidiu em três temáticas, a Rede de Ensino Superior, a Qualidade e Avaliação das Instituições de Ensino Superior e a Acção Social. Deste ENDA resultaram sete moções aprovadas, que posteriormente foram enviadas para os órgãos de governo competentes, como a Secretaria de Estado do Ensino Superior do Ministério da Educação e da Ciência. Relativamente à Rede de Ensino Superior, foram realizados dois workshops, sendo um relativo à Rede Europeia de Ensino Superior e outro destinado à Rede de Ensino Superior Nacional. Já o tema, Qualidade e Avaliação das Instituições de Ensino Superior, recaiu essencialmente para a participação dos estudantes nas Comissões de Avaliação Externa. O tema Acção Social, mais uma vez voltou a ser abordado, tendo como oradora a Drª Maria Luísa Cerdeira.

Aníbal Alves

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No ISEC…

Passatempos…

Aviso da Presidência do ISEC:

Sudoku

Relembram-se os alunos do ISEC que ainda não efectuaram a sua inscrição no ano lectivo 2011/2012, poderão fazê-la, no período extraordinário (On-line através da Secretaria Virtual em https://netp.isec.pt/netpa) de 15 a 21 de Dezembro de 2011. Informa-se que apenas serão aceites pedidos de anulação de matrícula/inscrição que sejam entregues até ao dia 21 de Dezembro de 2011.

Labirinto Aviso da Presidência do ISEC: Com o objectivo de acompanhar e melhorar a qualidade dos serviços prestados pela cantina, o ISEC irá realizar um Inquérito a todos os utilizadores da cantina. Neste sentido pedimos a vossa colaboração para o preenchimento do inquérito que estará disponível até 16 Dezembro, em: https://inqueritos.isec.pt/ .De forma a garantir a confidencialidade foram distribuídas pela cantina, serviços e departamentos senhas que contêm nome de utilizador e password. Agradecemos antecipadamente a vossa disponibilidade!

Apoios:

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Engenhocas DEZ11  

Publicação Gratuita - AEISEC - Dezembro 2011

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