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A E S C JUNHO 2019 JORNAL do AGRUPAMENTO ESCOLAS SANTA CATARINA

*CRÓNICAS * NOTÍCIAS *OPINIÃO *CLUBES*PASSATEMPOS

ATIVIDADES*VISITAS*BIBLIOTECAS* DESPORTO APEARC*D.PEDRO V*ROBERTO IVENS*JOSÉ MARTINS

*GONÇALVES ZARCO* ARMANDO GUERREIRO

AMÉLIA REY COLAÇO


JUN 19

02

AESC VOZ AO

DIRETOR

Informação disponibilizada pelo professor Hernâni Pinho – DIRETOR do AESC

A Mudança Necessária 2018/2019 está a findar. Tratou-se do 1º ano de exercício à luz das Leis 54 (um exagero), 55 (irrealista nos termos atuais) e do Perfil dos Alunos à saída da Escolaridade Obrigatória (esse, sim, o grande desafio num documento de excelência). Sobre a lei 54 pode dizer-se que pretende constituir-se como um fator de inclusão, contudo, peca por confundir incapacidade com preguiça, não de uma forma explícita, mas por omissão dos critérios que devem presidir à aplicação das medidas. Faz sentido aplicar medidas, à luz desta lei, a alunos que, simplesmente, estão desinteressados? Estes alunos têm que ter outra resposta que não a que este decreto estabelece. Já a questão relativa aos exNEEs até se compreende, embora seja artificial a ideia de desconstruir esse tipo de rótulo que se dava aos alunos. Quem tiver que respeitar um cego fá-lo-á independentemente de lhe chamar cego ou invisual. Sobre a Lei 55, o problema da flexibilização é que não pode ser posta em prática de forma avulsa. A tutela não pode, por um lado, querer que as escolas e os professores flexibilizem, mas depois manter em curso exames e programas extremamente longos (a definição das Aprendizagens Essenciais não passou de um ensaio que ficou muito aquém do desejável). Como poderemos então lidar com o dever de cumprir orientações carregadas de incoerências face ao sistema vigente e aos sinais contraditórios que dele emanam? Temos que fazer um exercício em que os Portugueses são, aí sim, provavelmente, os melhores do mundo: dar uma no cravo, outra na ferradura.

Eis então as mudanças necessárias: As escolas deverão fazer o milagre de encontrar enquadramento para os alunos indisciplinados e desinteressados, não esperando que sejam as medidas previstas no DL 54 a resolver o problema; para os ex-NEEs, sim, o DL até tem (algumas) virtudes. Quanto à flexibilização, recomenda-se que as escolas definam dois ou três patamares de prioridade face aos conteúdos curriculares, desmistificando-se o imperativo do cumprimento do programa a qualquer custo (principalmente, quando o custo é de que os alunos nada aprendam); se for possível cumprir os patamares definidos, muito bem, senão, que se cumpram apenas os definidos como prioritários. Quanto ao documento do Perfil dos Alunos, aí não há desculpas. Cabe-nos a nós operar a mudança pois o documento é claro e tem que ver com a valorização do aluno no seu todo e não apenas na vertente cognitiva, muitas vezes circunscrita ao conhecimento teórico (ignorando-se o conhecimento prático e o relacional) que é de todos o menos importante e o que torna a escola/aula fastidiosa. Essa mudança tem que ser feita ao nível das Práticas em sala de aula e ao nível dos Critérios de Avaliação. É por elas que lutaremos em 2019/2020.


AESC EDITORIAL

JUN 19

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Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura – Editor do Jornal O Catarino

E pronto. Chegámos ao fim de mais um ano letivo no que diz respeito àquilo que para mim mais interessa, que é o que verdadeiramente fundamente e fecunda a ação real de qualquer professor: a transmissão do saber, de conhecimentos, de práticas, de contributos efetivos para a formação pessoal e cívica…tudo isso no local em que tudo deve acontecer, na sala de aula, nos laboratórios, nas salas de artes, nos anfiteatros…Tudo o resto é acessório. Claro que se poderá argumentar que a escola tradicional também formata os espíritos e condiciona a socialização dos futuros cidadãos ativos, mas isso é assunto para outras núpcias. O que não é acessório é a edição de mais um Jornal O Catarino porque retrata ou tem a pretensão de mostrar a vida que pulula nas escolas do Agrupamento e no seu environnement. E esta edição curiosamente, apesar do tão escasso período de tempo letivo no 3.º Período não deixa de surpreender pela quantidade das suas páginas. E nelas podemos encontrar preciosidades se se derem ao trabalho de ler. Não vos tiro mais tempo para terem tempo para essa leitura. Uma vez que o tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou, como diria o nosso Virgílio Ferreira. Os meus sinceros agradecimentos a todos os que colaboraram nas edições deste ano e com a sua generosidade tornaram esta partilha mais rica. Bons exames. O maior sucesso. Boas férias.

ERRATA

Venho chamar a atenção relativamente à informação disponibilizada na página 43 da edição de Abril.2019 que não está correta. O Projeto "A árvore que conta histórias" está a ser desenvolvido pela turma do 2ºC, da Escola EB1 D. Pedro V, pela professora titular Maria Luísa Melo e Castro. Onde se lê no Jornal que a informação foi dada pelas professoras Adília Alagoa e Antónia Vaz, deverá ler-se que foi dada pela professora Maria Luísa Melo e Castro. Pelo incómodo à colaboradora visada pedimos as nossas sinceras desculpas.


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

04

Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura

CIMEIRA DAS DEMOCRACIAS No dia 4 de Abril uma Delegação da nossa Escola Amélia Rey Colaço, constituída pelos alunos Ana Marta, Laura Silva, Mariana Clemente, Ana Filipa , Soraia Pereira, Miguel Caseiro, e Mª Beatriz Fernandes, e pelos professores António Caselas e Amandio Fontoura, deslocou-se à Universidade Católica Portuguesa para participar na Cimeira das Democracias anualmente realizada pelo Instituto de Estudos Políticos. Este ano a personalidade de vulto convidada foi o Prof. Dr. Durão Barroso. Esta Cimeira decorre já há vários anos e consiste fundamentalmente na simulação de uma Assembleia de Estados, através da qual o IEP pretende incentivar a pesquisa e o debate entre jovens acerca de princípios, processos e valores políticos de grande relevância para o entendimento das nossas sociedades. Este evento é organizado anualmente em conjunto com grupos de Escolas Secundárias, de Embaixadas e do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal. Cada escola participa com uma equipa de alunos em representação de um Estado, sendo que este ano a nossa escola representou a Delegação da Austrália.


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

05

Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura

CIMEIRA DAS DEMOCRACIAS

Caro Senhor Professor Amândio Fontoura A Cimeira das Democracias IEP 2019 foi um momento verdadeiramente extraordinário! Nunca tínhamos tido tantas equipas – e enquanto ainda estamos a traçar o balanço final – é já possível dizer que conseguimos, mais uma vez reunir todo um anfiteatro cheio de alunos empenhados no futuro da Democracia porque sabem que a sua sustentabilidade depende da sua dedicação. Assim, vimos como prepararam com rigor os temas que marcam a atualidade e estão entusiasmados com o encontro de ideias (em que falar é tão importante como escutar) através do qual se alcançam novas soluções e se descobre que, em conjunto, chegaremos mais longe. Só por isso, o exercício já teve um mérito muito especial…Terminamos esta mensagem já longa voltando ao essencial: agradecer o seu apoio a este projeto IEP, o dinamismo que revelou no acompanhamento dos seus alunos e a confiança que em nós depositou! Obrigada a todos, votos de uma boa fase final do ano letivo .... e, claro, contamos já consigo para o próximo ano! Professora Francisca Begonha Diamond Moreira Casais ( excerto do mail recebido)


AESC NOTÍCIAS

06

JUN 19

Informação disponibilizada pelo professor António Caselas

Prof. Dr. David Justino Teve lugar em Mação no dia 24 de maio o XXIX Seminário Escxel sob o título ‘Diferenciação Pedagógica e Avaliação das aprendizagens’. Foram conferencistas Luís Santos, presidente do Conselho Diretivo do IAVE, Fernando Elias, Diretor do Agrupamento de Escolas de Colmeias e Dorinda Rebelo da Escola Secundária de Estarreja. As questões abordadas e debatidas foram a flexibilidade curricular e pedagógica, a complexa relação entre elas, as implicações presentes e futuras que a flexibilidade pedagógica poderá ter no futuro da lecionação e da avaliação dos alunos e as questões práticas e vivenciais da aplicação da flexibilidade. Se pudermos determinar uma conclusão do Seminário para além do esclarecimento dos conceitos operatórios ela situar-se-á na necessidade de superar a antinomia entre a flexibilidade e a avaliação externa; as práticas de diferenciação constituem-se como indutoras privilegiadas da aprendizagem e do melhor desempenho dos alunos. Se a finalidade última da abordagem e inovação curricular é chegar a uma melhor aprendizagem e desempenho dos alunos para além da visão formatada da avaliação, então dever-se-á articular melhor a prática educativa para o desempenho com os objetivos da avaliação. Todas as experiências pedagógicas que se revelaram melhores vias de acesso a esta finalidade devem ser aprofundadas. Ficou a promessa de, futuramente, o IAVE trabalhar de acordo com essa finalidade. O Professor David Justino estabeleceu, como é seu hábito, as necessárias relações entre o que se pretende e o que se pode realizar num horizonte de aperfeiçoamento das aprendizagens e resultados, quer no presente, quer no futuro.


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

07

Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura

ESCOLA EMBAIXADORA DO PARLAMENTO EUROPEU A nossa Escola Amélia Rey Colaço enquanto ESCOLA EMBAIXADORA DO PARLAMENTO EUROPEU organizou no dia 9 de Maio- DIA DA EUROPA - 09 Maio 2019 uma sessão comemorativa. Os temas foram TEMA 1: Economia da EU e globalização TEMA 2: As eleições europeias: Os jovens e o futuro da Europa” Como oradores convidados tivemos o prazer de receber entre nós figuras ilustres, nomeadamente o Prof. Dr. Francisco Louçã, Prof. Dr. Joaquim Ramos Silva, ambos do ISEG, a Prof Dr.ªCatherine Moury da Universidade Nova de Lisboa, bem como o Prof. António Caselas e a aluna do 12.º ano Inês Timóteo, Embaixadora júnior da EEPE ARC Participante na Sessão EUROESCOLA PE Strasbourg (18 de Janeiro) A Organização foi do Prof. Amandio Fontoura coadjuvado pelo Profs. Francisco Lopes e José Pedro Brites . Um agradecimento a todos sem esquecer o trabalho prestável e excelente dos nossos Embaixadores Juniores. A todos um amplo Muito Obrigado.


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

08

Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura

ESCOLA EMBAIXADORA DO PARLAMENTO EUROPEU


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

09

Informação disponibilizada pelo professor Amandio Fontoura

ESCOLA EMBAIXADORA DO PARLAMENTO EUROPEU A nossa Escola Amélia Rey Colaço enquanto ESCOLA EMBAIXADORA DO PARLAMENTO EUROPEU recebeu em Coimbra numa cerimónia realizada para esse efeito uma placa comemorativa de EEPE no ano de 2018-2019. A placa foi singelamente descerrada pelo prof Hernâni Pinho , Diretor do AESC, estando presentes os embaixadores juniores e seniores.


AESC NOTÍCIAS

JUN 19

10

Informação disponibilizada pela professora Tânia Filipa Oliveira

Unidade de Ensino Estruturado – JG Zarco

No dia vinte e sete de maio, os alunos Madalena Madeira e Pedro Costa-Novo, que frequentam a Unidade de Ensino Estruturado da escola João Gonçalves Zarco, acompanhados pela professora Tânia Oliveira e pelas assistentes operacionais Cláudia Nascimento e Sónia Oliveira, participaram numa visita de estudo ao Jardim Zoológico de Lisboa. Tiveram oportunidade de assistir ao espetáculo dos golfinhos e de lhes poder tocar. Para além disso puderam usufruir de atividades de estimulação sensorial nomeadamente o contacto com o pelo dos camelos, as escamas de uma serpente e as penas de uma Arara Azul. Ficaram agradados com os animais que viram destacando-se os elefantes, leões, primatas, tigres brancos, kukaburra e girafas. Usufruíram, ainda, de momentos de lazer tendo passeado pelas zonas verdes e lanchado ao ar livre. Foi um dia extremamente gratificante e profícuo na medida em que os alunos corresponderam alegremente ao espaço visitado e às atividades desenvolvidas. A equipa da Unidade de Ensino Estruturado da escola João Gonçalves Zarco deixa o seu agradecimento à Direção desta escola e ao pessoal do Jardim Zoológico de Lisboa que participou nesta visita por todo o apoio prestado.


AESC Comemorações

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Bárbara Dores

Dia da Mãe Dia da mãe na EB1 D. Pedro V Foi com grande entusiasmo e empenho que os alunos do 3ºB da escola D. Pedro V fizeram estes conjuntos de colar e pulseira, feitos totalmente à mão, utilizando trapilho, para oferecer às suas Mães num dia tão especial, como é o dia da Mãe. Os conjuntos foram oferecidos dentro do embrulho, devidamente personalizado. Bárbara Dores (professora 3.º B)


AESC Visitas de Estudo

JUN 19

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Informação disponibilizada pelas professoras Adília Alagoa e Antónia Vaz

Museu da Presidência No dia 28 de março as turmas do quarto ano da EB1 D. Pedro V deslocaram-se ao Palácio de Belém para visitar o Museu da Presidência e poderem conhecer melhor todos os Presidentes da República de Portugal. A visita guiada iniciou-se com a apresentação dos alunos e dos monitores. De seguida, foi-nos apresentada a bandeira de Portugal, o significado das cores e símbolos e cantámos a Portuguesa. Passou-se então, para a exposição dos belíssimos presentes oferecidos por presidentes de outros países. Eram feitos de vários materiais como marfim, conchas de tartarugas, ouro, prata, etc. O que maior interesse despertou aos alunos foram os retratos dos presidentes, tanto os dos mais antigos como os dos mais recentes. Não podemos esquecer os modelos das diferentes condecorações atribuídas pelo presidente e da maquete do Palácio de Belém. Quando já todos pensavam que a visita tinha terminado, fomos informados de que podíamos visitar o Jardim do Palácio. Que beleza de jardim! Ficámos encantados com a maravilhosa cascata de Hércules e o Pátio dos Bichos. Foi uma visita muito interessante, aprendemos, divertimo-nos e adorámos os esclarecimentos e a disponibilidade dos monitores.

Aleksis VecKracis, Tabita Silva, Tiago Malato, Francisco Mendes, Leonor Corte-Real, Diogo Seguro e Diana Wilson


AESC Notícias

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Adília Alagoa

Horta na Escola D. Pedro V Num pequeno espaço de terra, podem crescer grandes coisas. A assistente operacional, Celeste Peralta, pôs mãos à obra e fez de um pequeno terreno, cheio de ervas daninhas, uma horta fantástica. Desta forma, os nossos meninos da cidade, podem ter algum contacto com o que há no campo e constatar ao vivo o que aprenderam nas aulas de Estudo do Meio (as alfaces e os tomates não são cultivadas no supermercado). Alguns alunos e professores dão uma mãozinha, de vez em quando, e a produção é tal que até já houve várias colheitas! Obrigada, D. Celeste!


AESC NOTÍCIAS A diversidade de recursos em ação!

JUN 19

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Informação disponibilizada pelas professoras Ana Gregório e Ana Rita Silva – 4.ºs anos – E.B.1 Armando Guerreiro

MOCHILA LEVE GR@O A GR@O ENCHE O S@BER O P@PO Aconteceu este ano, o Projeto Mochila Leve, dinamizado com os 4.ºs anos da E.B.1 Armando Guerreiro Este projeto piloto, da C.M.O., inseriu-se numa dinâmica de preconização da diversidade de recursos, valorizando o saber ser / estar / fazer, aprender com coerência e flexibilidade, contextualizando os conteúdos. No âmbito das atividades desenvolvidas foi dado ênfase ao desenvolvimento da destreza digital, aleando o uso de novas tecnologias aos conteúdos trabalhados, procurando ir ao encontro das exigências tecnológicas atuais. O subprojeto GR@O A GR@O ENCHE O S@BER O P@PO, assentou na contextualização dos conteúdos programáticos: “Da Literatura à Matemática, passando pelo Estudo do Meio. Integrar a literatura nos conteúdos matemáticos, provocando pensamentos matemáticos através de questões levantadas ao longo da leitura, proporcionando aos alunos um momento de interação entre duas disciplinas (português e matemática) e consequente construção do conhecimento foi uma intenção fulcral ao longo das atividades desenvolvidas. Sempre que se considerou pertinente, os conteúdos de estudo do meio foram integrados nesta mesma dinâmica. À parte as condicionantes inerentes a um projeto piloto como este que permite haver situações que condicionam algumas iniciativas, o balanço é, sem dúvida, positivo tanto para o professor como para os alunos. Ao professor permite que tenha maior autonomia na gestão dos conteúdos, bem como na diversificação de instrumentos de trabalho. Os alunos, questionados sobre o balanço deste projeto, manifestaram-se afirmando: Sem manuais aprendi mais depressa e melhor – Maria Inês Fanha Com os tablets aprendemos a procurar as respostas às nossas perguntas. – Martim Correia Este projeto fez-me perceber melhor as coisas e não me faltou matéria. Foi mais interessante do que se estivéssemos a trabalhar com manuais. – Inês Oliveira Com os manuais trabalhava mais, mas aprendia menos – João Rocha Ainda assim, a maioria referiu que considera o manual um instrumento de trabalho útil, como suporte para ser trabalhado em casa. Este projeto proporcionou aos alunos pensarem, refletirem, apenderem a partir de um novo olhar!


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Isabel Cipriano

Área de Projeto – The Flowers No âmbito da Área de Projeto, todas as turmas do 8 ano de inglês realizaram vários trabalhos, ao longo do ano letivo. Salientam-se : The Flowers, para comemoração da Primavera e o Livro Digital, visita à casa do artista. As professoras responsáveis são Cláudia French e Maria Isabel Cipriano.


AESC

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Isabel Cipriano

ATIVIDADES

Área de Projeto – Livro Digital VIDAS COM HISTÓRIAS… (Entrevistas a residentes da Casa do Artista)

Projeto realizado pelos alunos do 8.º ano da Escola Secundária Amélia Rey Colaço Este livro é o resultado do trabalho dos alunos do 8.º ano da Escola Secundária Amélia Rey Colaço. Este ano decidimos dar a conhecer e falar sobre o mundo do entretenimento e espetáculo através da elaboração deste pequeno livro. Consiste numa mistura de poemas e entrevistas a vários residentes

Casa do Artista

da em Odivelas. Os entrevistados estiveram de alguma forma ligados ao mundo das Artes e partilharam connosco as suas histórias. Desde já deixamos o nosso agradecimento pela partilha de experiências que tanto nos enriqueceram. As entrevistas foram realizadas em português, mas apresentamos igualmente a sua versão em inglês. Tentámos dar a conhecer várias profissões e as histórias dos entrevistados. E como estamos a falar de entretenimento, resolvemos ainda selecionar alguns poemas / textos, que achámos que de alguma forma se associam aos nossos entrevistados. Entrevistados:

1 - Isabel Mexia (pianista / professora) 2 - Helena Vieira (cantora de ópera) 3 – Avelino do Carmo (guitarrista de fado) 4 – Anita Guerreiro (fadista e atriz) 5 – Nini Remartinez (cantora de rádio) 6 – Natália Guimarães (ponto de teatro e trabalhadora de um laboratório farmacêutico) 7 – Isabel Magro (mestra de guarda-roupa)


AESC ATIVIDADES 1.º BZ Neste trabalho, participaram todos os alunos da turma do 1ºBZ, com exceção de dois que não trouxeram tela. A temática está relacionada com as emoções, principalmente a alegria e a felicidade. O objetivo principal deste trabalho foi dar importância à imaginação e à criatividade como algo único no ser humano e a partir daí desenvolver espontaneamente outros, porque a pintura é um meio de expressão e comunicação que desenvolve a criatividade, a perceção visual, a organização do espaço, a concentração, a sensibilidade, a estética e a autoestima. É uma atividade que interage com várias disciplinas, nomeadamente com o estudo do meio (realização de experiências) porque através da mistura das cores primárias, obtém as cores secundárias. Também foram efetuadas pesquisas sobre alguns pintores que pertenciam a movimentos e estilos diferentes, que lhes serviram de inspiração. Esta atividade correu muito bem, os alunos gostaram imenso de ver materializado na tela o que a sua imaginação contém.

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Maria João Palma

Pinturas acrílico sobre tela com alunos do 1º ano, tendo como tema "Emoções"


AESC ATIVIDADES 1.º BZ

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Maria João Palma Pinturas acrílico sobre tela com alunos do 1º ano, tendo como tema "Emoções"


AESC ATIVIDADES JI José Martins JI Roberto Ivens Para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, as crianças das três salas do Jardim de Infância José Martins e das duas salas do Jardim de Infância Roberto Ivens, e os alunos dos 1º e 2º anos de escolaridade da EB1 Armando Guerreiro assistiram a um espetáculo de marionetas, apresentado pela Associação Salvador, que abordou a temática da deficiência motora, desmistificando-a, descomplicando-a e integrandoa. O teatro de marionetas teve a duração de 30 minutos e foi seguido de um momento de reflexão e partilha dinamizado pela marionetista. A atividade foi avaliada pelas educadoras e professoras como muito adequada e com menção de excelente na clareza da informação transmitida e capacidade de cativar a atenção das crianças. Já estas referiram que aprenderam: “somos todos iguais, mas diferentes”, nunca devemos desistir, devemos ajudar-nos uns aos outros, temos de ter rampas na escola para que ela seja acessível a todos os meninos.

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Alexandra Filipa Nunes

Comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


AESC DIA DA EUROPA Palestra Ao entrar na sala o Prof. Humberto Delgado Rosa pôde ouvir o Hino da Alegria tocado pelos alunos Maria Costa (guitarra), Kristina (violino) e Lourenço Inácio (trompete). O Sr. Diretor deu início à sessão fazendo uma pequena homenagem à Grande figura da História Portuguesa, General Humberto Delgado, avô do convidado. Após duas pequenas apresentações feitas , de uma forma excelente, pelos alunos Vicente Moura e Sara Napoleão, o Prof. Delgado Rosa presenteou a assistência com uma pequena e brilhante comunicação, a qual prendeu a atenção de todos os presentes. Seguidamente foram postas questões ao orador, por parte de vários alunos e alguns professores. Por fim, após os devidos agradecimentos e a entrega de umas pequenas recordações ao Prof. Delgado Rosa, os jovens receberam uma lembrança da U.E. e os “menos jovens” terminaram o seu encontro com um agradável e descontraído “Porto de Honra”.

JUN 19

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Informação disponibilizada pela Professora Mª Cecília de Almeida

Palestra com o Prof. Dr. Humberto Delgado Rosa Para assinalar o DIA DA EUROPA a Professora de Geografia do 10º ano, Mª Cecília de Almeida convidou o Diretor-Geral do Património Natural da Comissão Europeia para vir transmitir aos seus alunos algum do seu vasto conhecimento sobre a União Europeia e, inevitavelmente, sobre o Ambiente.


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Rosa Ricardo

No âmbito do Decreto-lei 54/2018 de 6 de julho alguns dos nossos alunos têm vindo a desenvolver os seus

Programas Educativos Individuais e Planos Individuais de Transição na Quinta Urbana e Pedagógica de Linda-a-Velha. Ao longo do ano letivo foram realizadas várias tarefas na nossa horta. Plantaram-se alfaces, batatas, tomates, pimentos, nabiças, cebolas, morangos e couves. Também foram semeadas favas, ervilhas, espelta, trigo, centeio, ervas aromáticas e courgetes. Os alunos levaram para casa os diferentes produtos da horta e em conjunto com os pais confecionaram deliciosas refeições. Rosa e Céu


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Graça Almeida

Caminhamos Juntos

Somos um grupo de alunos do 10º E. Na disciplina de História, no âmbito do trabalho de “Cidadania e Desenvolvimento”, propusemo-nos participar num projecto de voluntariado. Começámos por seleccionar a instituição – uma associação de apoio a idosos. Assim, fizemos uma primeira abordagem à dita instituição e demos a conhecer os objectivos do nosso projecto. A nossa proposta foi muito bem acolhida junto da referida instituição, pelo que, neste momento a nossa intervenção/acompanhamento junto dos idosos tem sido o seguinte: elaboração de jogos divertidos, tais como: escolhas de cores versus emoções e sentimentos, jogos de cartas, jogo do stop (promotores do espírito de entreajuda e superação de desafios); desenvolver actividades ligadas ao artesanato, atividades de leitura expressiva, conto de “contos tradicionais”, ou simplesmente conversar... Iremos ajustando as nossas atividades de acordo com a recetividade e os interesses demonstrados pelos nossos “novos avozinhos” … Estamos a gostar muito desta nova experiência, que temos vindo a vivenciar às sextas-feiras da parte da tarde. Para além do enriquecimento pessoal inerente a todo o trabalho de voluntariado e de cidadania, este projeto poderá relacionar-se com possíveis escolhas futuras e profissionais de alguns de nós. Ah! Fizemos t-shirts com o logótipo do título deste artigo para melhor sermos identificados dentro da instituição.

Afonso Ferreira, Heloísa Silva, Laura Silva, Mariana Martins e Yasmin Pereira (Turma do 10º E)


AESC ATIVIDADES

JUN 19

23

Informação disponibilizada pela professora Graça Almeida

Caminhamos Juntos


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pelo professor José Santos

Com o ano letivo a terminar e também a época de Subbuteo podemo-nos orgulhar de termos como Campeão Nacional de Sub 12 e Sub 15, Tomás Santos que frequentou o 7º ano da Escola Secundária do nosso Agrupamento, e como vencedor da Taça de Portugal de Sub 15, Francisco Martins, também da Escola Secundária Amélia Rey Colaço.

Ainda destaque para a conquista de dois Opens Nacionais por Santiago Pereira e Tiago Magno.

No panorama interno estiveram a praticar Subbuteo de forma regular 16 alunos.

Podem visualizar informações sobre o subbuteo: -Na página nacional da Associação Portuguesa de Subbuteo: https://www.apsubbuteo.pt - Na página da Federação Internacional, Federation of Sport Table Football: http://fistf.com. - Da Escola João Gonçalves Zarco: http://subbuteonazarco.blogspot.com


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pelo professor José Santos


AESC ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Graça Almeida. Texto Mariana Barradas

Visita de Estudo ao MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA com as turmas dos 10º D e 10ºE no âmbito da disciplina de História Após a divisão das turmas de humanidades do 10º ano em três grupos, sendo que cada grupo foi acompanhado por um professor e por uma guia do museu, a visita iniciou-se na zona que faz a ligação entre a parte antiga do museu e a sua amplificação construída mais recentemente (por volta do ano de 1940), onde nos foi explicado o percurso que íamos fazer pelo museu, o tipo de arte que este expunha e o que iríamos ver e onde cada um teve a oportunidade de partilhar a sua perspetiva sobre o conceito de arte, a sua influência na atualidade, a evolução da mesma ao longo dos tempos e a sua possível importância futura. Terminada a breve explicação da guia e a troca de ideias e conhecimentos por parte dos alunos fomos encaminhados para uma das salas situadas na parte antiga do museu, onde, primeiramente analisámos um quadro de uma pintura a óleo no qual estavam bem explícitas as inovações artísticas do Renascimento na área da pintura. Era notória a sensação de movimento, a criação de perspetiva, a utilização do método do Sfumato, o realismo, entre outras inovações artísticas da época renascentista. De seguida, foi-nos mostrado um quadro onde estava bem explícito um dos métodos de tortura praticados pela Inquisição, que também transmitia, em parte, a importância da religião e a salvação pela fé, através da qual, apesar de toda a dor, seria atingido o merecido lugar no paraíso (junto a Deus) segundo as crenças religiosas da época.

Depois de uma breve troca de opiniões e questões sobre a obra analisada, fomos encaminhados para outra sala onde, com a ajuda da guia, analisámos outras duas pinturas. A primeira, que foi constante alvo de comparação com o quadro anteriormente visto pelo facto de diferirem grandemente e transmitirem sensações opostas, sendo que este demonstrava serenidade e harmonia (também devido à conjugação e disposição dos vários elementos artísticos, bem como das cores), ao contrário do anterior que transmitia uma sensação de desconforto pela ilustração de tão cruel ato de tortura; e a segunda, que se encontrava dividida em três partes, sendo que cada uma tinha uma representatividade religiosa referente aos pecados e à procura da salvação pela oração, sendo que era um quadro extremamente preenchido, propositadamente desorganizado e com várias misturas de seres que se cruzavam entre animais, objetos e pessoas, como forma de mostrar a confusão e o desastre que o mundo ficaria se os pecados cristãos não fossem devidamente evitados. (…)


AESC

ATIVIDADES

JUN 19

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Informação disponibilizada pela professora Graça Almeida. Texto Mariana Barradas

Visita de Estudo ao MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA com as turmas dos 10º D e 10ºE no âmbito da disciplina de História (…) Seguidamente passámos por umas salas, onde vimos mais alguns quadros que, embora as suas diferenças, todos tinham como base a transmissão de ideais religiosos da altura. Por fim, depois de uma breve análise das pinturas (onde pudemos constatar uma evidente evolução entre as técnicas artísticas usadas na Idade Média e as do Renascimento) tivemos ainda a oportunidade de ver algumas miniaturas de estátuas de santos, dando depois a visita ao museu por concluída. A visita de estudo foi bastante enriquecedora porque nos permitiu consolidar conhecimentos noutro espaço pedagógico, para além do da sala de aula; permitiu-nos apreciar a beleza estética e artística dos quadros expostos, bem como o espaço do próprio museu. Mariana Barradas ( 10º D)


AESC

JUN 19

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Maria Palma Aguiar 12.º

ARTIGO de

OPINIÃO

António Damásio e As memórias das emoções

António Damásio, neurocientista português, desenvolveu uma teoria focada na memória das nossas emoções e na forma como esta pode condicionar a nossa tomada de decisões. Citando Damásio: “As mudanças que ocorrem no si autobiográfico ao longo da vida não se devem apenas à remodelação do passado já vivido, mas também à elaboração e remodelação do futuro antecipado”. Nesta frase o neurocientista expõe que o nosso comportamento não só é influenciado pela nossa memória emocional como também pela nossa capacidade de planear as ações futuras, com base nas consequências psicossomáticas que as mesmas tiveram no passado. Ao referir o “si autobiográfico”, Damásio está a fazer referência à identidade, que é constituída pelo autoconceito, ou seja, a representação que cada um constrói de si mesmo e da sua mente; a auto-imagem que designa a representação física ou visual que fazemos da nossa aparência física; e a auto-estima que é indissociável da emoção já que constitui a apreciação positiva que fazemos da nossa identidade. A construção da identidade tem como modelo a concretização do eu ideal, ou seja, a imagem perfeita da própria identidade criada pela imaginação. Assim, podemos dizer que a construção da identidade é um processo contínuo que nos acompanha durante toda a vida, como refere António Damásio. Ao longo desta construção ininterrupta, estamos em constante processo de aprendizagem, no sentido em que as ações que temos e as suas consequências moldam a nossa conduta futura. Podemos afirmar que se uma ação produziu reações psicossomáticas desagradáveis no passado será facilmente abandonada e não repetida - mecanismo que António Damásio nomeou como “marcadores somáticos”. Assim, a nossa inteligência emocional é vital para a remodelação e elaboração do futuro antecipado na medida em que nos permite procurar e adotar situações emocionalmente mais estáveis e agradáveis, motivando-nos a procurar incessantemente a conduta mais favorável. Concluindo, podemos dizer que a nossa mente recorre aos inúmeros processos psíquicos de cognição, emoção e conação na construção da nossa própria identidade, influenciando assim as nossas ações presentes e futuras. Maria Palma de Aguiar


AESC

JUN 19

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Daniela Gameiro 12º

ARTIGO de

OPINIÃO

Artigo de opinião

EU em mudança O nosso eu, aquilo que cada um de nós pensa ser ou é, sofre diversas alterações ao longo da vida em resultado de processos de individuação e auto-organização, razão pela qual a mente humana é adaptativa e dinâmica tendo um papel central na construção da identidade de cada indivíduo. O processo dinâmico, relativamente estável e absolutamente único da nossa construção enquanto seres diferentes dos restantes acompanha-nos ao longo de toda a vida não se devendo apenas à transformação do passado vivido mas também à “elaboração e remodelação do futuro antecipado” não podendo ser considerado sem as nossas memórias pessoais e história autobiográfica. Desta forma, cada indivíduo ao longo da sua vida vai construindo o seu autoconceito e organizando informação sobre aquilo que julga ser a fim de formar a sua identidade, conjunto de características físicas e psicológicas e de uma série de afiliações e papéis sociais desempenhados no decorrer do nosso percurso e que nos permitem ter consciência da nossa existência enquanto uma experiência contínua no tempo. Em todo este processo, as representações e imagens que formamos na nossa mente têm um papel crucial uma vez que têm como base o pensamento, a imaginação, a consciência e a inteligência. Estes quatro conceitos, anteriormente referidos, são estruturantes nas mudanças que ocorrem no eu autobiográfico pois o nosso resultado enquanto indivíduos assenta em três componentes fundamentais que os têm como suporte: a auto-imagem (forma como o indivíduo se vê e descreve), a auto-estima (avaliação que o indivíduo faz de si próprio com os aspetos que valoriza e desvaloriza) e o eu ideal (imagem pessoal perfeita de aspirações e pretensões). Assim, cabe a cada um de nós saber o que quer ser e representar, ou seja, imaginar-se enquanto ideal e ter a capacidade de controlar emoções e frustrações, adquirir conhecimentos e estabelecer relações válidas que nos motivem a continuar os nossos projectos (inteligência emocional). A identidade é então um conceito que abrange a unidade e simultaneamente a diversidade pelo que somos seres únicos, coerentes em nós próprios e diferentes pelos papéis que desempenhamos durante a nossa caminhada! Daniela Gameiro , 14 março 2019


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Muito OBRIGADA

30 Francisco Figueira "Muito obrigada! Deus lhe dê saúde!" E recebi, naquela despedida, As forças, a alegria, a plenitude, “

Cesário Verde

Estamos no final de mais um ano lectivo. Época intensa entre testes, avaliações, preparação de alunos para exames e demais tarefas que se acumulam nestas poucas semanas e das quais só nos libertamos nos finais de Julho ou princípios de Agosto. A primordial função de leccionar, de estar em sala de aula com os alunos, aquela que justifica em absoluto a nossa profissão, ficará suspensa até Setembro. Fecha-se um ciclo e a maior evidência deste término é a partida definitiva dos alunos do 12º ano para a vida universitária. Vêm estas palavras a propósito desta partida, ou melhor, desta despedida e de um pequeno episódio vivido num dos corredores da escola no último dia de aulas. Deslocava-me entre salas ao longo do corredor quando me deparei com um grupo de alunos contidamente emocionados: “Stôr, é o nosso último dia nesta escola e até já chorei”. Um pouco desarmado respondi que uma reacção assim era a prova que foram anos importantes, marcantes, bons. Sorri, olhei para cada uma daquelas faces, que conhecera bem durante o ano lectivo anterior, e ofereci mais algumas palavras de alento. Preparavame finalmente para percorrer o restante corredor ao encontro da turma que teria aula comigo nessa hora, quando de entre o grupo uma aluna (pela qual nutro especial admiração intelectual e pessoal) me olhou francamente nos olhos e de forma discreta mas clara disse “Obrigada”. Um pouco desconcertado, também eu já disfarçadamente emocionado, sorri de novo antes de prosseguir o meu caminho. O “obrigada” não o senti como sendo a propósito das palavras que acabara de proferir. Acreditei e acredito que tenha um sentido mais lato, mais abrangente, relativo à prática pedagógica e a pequenas conversas tendo como base a literatura, as atitudes, as ideias. No rigor, deveria ter respondido ”De nada”, pois não encontro nada que ultrapassasse as minhas funções profissionais. Porém, por mais sincero que seja este meu pensamento, não posso esconder uma alegria especial pelo reconhecimento expresso, havendo tantos momentos em que a nossa profissão perde encanto e provoca desgaste físico, psicológico e emocional. Existem alunos cujas qualidades humanas e de aprendizagem me levam a fazer um forte e sentido elogio público que se traduz na seguinte afirmação: “ É um prazer ter-te como aluno/a”. A autora do “Obrigada” inclui-se neste conjunto de estudantes desde há muito. O seu mérito pessoal é grande e não menos gratificante para nós, professores, termos tido oportunidade de nos encontrarmos neste espaço tão importante que é a escola. Francisco Correia Figueira


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31 Jorge Marrão

Educar na diferença e para a diferença

Filme: Como estrelas na terra – toda criança é especial Aamir Khan, 2007 Brevemente iremos de férias. Rever um filme, após alguns anos, pode não ser o desafio mais apetecível, para mais quando nos colocam a refletir sobre as emoções que desencadeia, poderá parecer não ser uma boa maneira de passar o tempo, principalmente depois de um ano letivo e numa ocasião em que o ambiente em torno da educação não é pacífico, contudo garanto que será gratificante, nomeadamente quando a narrativa cinematográfica tanto interesse suscita. Na altura, por 2008, o filme foi-me indicado por uma colega de educação especial, após eu ter feito a apresentação do filme Filhos de um deus menor (1986) no clube de cinema da escola em que trabalhava na altura. Os sentimentos de então, apesar do tempo, são afinal os sentimentos de agora: na generalidade, sentimos que as instituições, desde a família à escola, lidam mal com a diferença. Na verdade, todos esperamos que a sociedade seja um exército que marcha ao mesmo ritmo, com a mesma farda, com o mesmo objectivo. Com efeito, o filme é atravessado por vários clichés: o preconceito, a segregação, o insulto, o castigo, a comparação, a competição – sintomas de uma profunda ignorância. A escola espera a imitação dos mestres e tudo o que saia desse corredor de segurança intriga-nos: pais, professores, comunidade e outros técnicos. Perante a criatividade, uma ideia genuína, os pais esbracejam, os mestres troçam, não aceitam e, pior do que isso, incitam os outros a cultivar a ideia e a espalhá-la até à exclusão; pelo contrário, muitas vezes o simples gesto de aceitação marcaria uma pequena diferença no processo de integração, quiçá iniciaria um percurso de sucesso nem melhor nem pior do que o da maioria, mas diferente. Se a linha condutora do filme é: lidamos mal com a diferença, portanto há que educar para a diferença e na diferença. É o que acontece na segunda parte quando o novo professor de artes chega à turma. Em primeiro lugar interessou-se pelo aluno, pela diferença e planeou educar pela diferença. As estrelas são poucas, mas alimentam as galáxias, por isso há que olhar para elas diferentemente. Se assim não for, as debilidades e as dificuldades que todos temos na vida académica escondem-se atrás de comportamentos disruptivos. O envolvimento, o afecto e a atenção são factores determinantes de inclusão: envolvimento da família, afecto e amor incondicional. A promoção do sucesso que atravessa o filme e com o qual culmina é fruto disso, de gestos muito simples mas raros no mundo massificado, outros se seguem: promoção da pessoa, recompensa, incentivo. Enfim, parafraseando Garcia Marquez, só temos o direito de olhar do alto para o semelhante se for para o puxar para cima. É outra das lições do filme, pois além de percebermos as diferenças, é essencial diagnosticá-las, distingui-las e trabalhar com elas. Importa, pois, que estejamos atentos à diferença, diagnosticá-la, estudá-la, informá-la, trabalhá-la, para que o preceito aristotélico – aprender é útil e agradável ao homem – se sinta e faça sentido, mesmo nos dias que correm. Junho 2019, Jorge Marrão Nota: os meus textos pessoais são escritos na antiga norma ortográfica.


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Salazar, os fascismos e o tempo presente

No seguimento do livro ‘Salazar e o poder. A arte de saber durar’, Lisboa Tinta da China, 2015, o historiador Fernando Rosas publicou recentemente ‘Salazar e os fascismos. Ensaio breve de história comparada.’, Lisboa, Tinta da China, 2019. No livro aborda as condições prévias para o surgimento desses regimes, retoma a descrição do Estado Novo e acrescenta um capítulo comparativo mais teórico sobre os fascismos europeus e termina com uma curta reflexão (algo simplista) sobre a atualidade, a que chama ‘os desafios do presente’ e onde escreve sobre o neoliberalismo e o populismo de extrema direita. O historiador assinala os riscos dos extremismos do presente, mas passa ao lado dos populismos de esquerda. Embora Rosas associe o conceito de ‘populismo’ aos fascismos (inadequadamente, já que o populismo nasceu historicamente com o Peoples’s Party americano que em 1882 resultou da aliança entre o Kansas Farmers Alliance e os knights of Labor e evoluiu até ao presente adquirindo múltiplas configurações) analisa, contudo, de forma rigorosa as condições de emergência das ditaduras na Europa de 1919 a 1929, envolvendo países como a Hungria, Itália, Bulgária, Espanha, Grécia, Polónia, Portugal, Lituânia, Jugoslávia e depois a sua tipificação em regimes fascistas de 1930 a 1944 nalguns dos países referidos, mas também noutros como a Roménia, Alemanha, Áustria, Estónia e Letónia. Para além disso, estabelece historicamente a transformação de Estados em regimes-fantoche no seguimento da ocupação nazi de 1939 a 1941 na Eslováquia, França, Estado Independente Croata, Sérvia e República Social Italiana. Deste último grupo de países destacam-se a França e a Itália e os nomes do Marechal Pétain e Benito Mussolini, bem como a situação política que resultou daquilo a que Rosas designa de «um prolongamento do aparelho político-militar do ocupante diferente dos processos relativamente endógenos de fascistização que ocorrem mesmo durante a Segunda Guerra Mundial em países pressionados, mas (ainda) não vencidos e ocupados (pág. 52). Se no livro anterior Rosas tinha fixado claramente o fundamento mitológico e político-ideológico do Estado Novo (págs. 318-357), designadamente, o projeto totalitário e a ‘modelação do Homem Novo’, neste livro desenvolve uma abordagem teórico-conceptual onde pretende de forma mais explícita situar o fascismo numa espécie de ‘sedução psicopolítica’ (embora não empregue este termo) mobilizadora das classes e grupos sócio-económicos que, verdadeiramente, acabaram por perder com a ascensão de regimes deste tipo: «(…) a importância específica da força material das ideias, ou seja, o poder da mobilização ideológica e psicológica do apelo fascista na organização do consenso da pequena burguesia e das classes intermédias.» (pág. 32). Para Rosas, os fascismos têm origem na crise do regime capitalista ou resultam da «crise dos sistemas liberais» e exploram sempre as inquietações e os medos das classes não possidentes, ou seja, das classes que não pertencem às elites económicas e sociais que tradicionalmente se encontram próxima do poder. Se no passado a ameaça vermelha’ funcionou como um pretexto fantasmático para a ‘sedução fascista’, hoje ‘a ameaça islâmica’ ou o medo do migrante parece obter a mesma eficácia na ascensão de movimentos de extrema-direita e movimentos populistas. O espectro multi-classista mantém-se: não são apenas as elites a impulsioná-los, mas classes sociais muitas vezes na base da pirâmide social, apesar de, no plano ideológico serem as elites a liderar os valores de um «nacionalismo organicista.» (pág. 41). As condições económico-financeiras que culminaram na Grande Depressão de 1929 favoreceram, antes da Segunda Guerra, e depois pelo efeito «propagador e mimético» do regime nazi a liquidação da influência comunista, socialista, anarco-sindicalista e católico-social e a desarticulação do Estado liberal-parlamentar. Rosas privilegia na sua análise a aliança tácita entre a direita conservadora fascista (mais elitista) e o fascismo plebeu, vertente mais ‘desordeira’. ‘violenta’, ‘miliciana’, que age por conta própria e, por isso, ‘mais incivilizada. (…)


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Salazar, os fascismos e o tempo presente (…) É nesta última que Rosas encontra terreno favorável para a aplicação (que considero imprópria) do conceito de populismo. Para o historiador, o fascismo plebeu constitui a raiz ‘populista’ do fascismo. E define-a a partir de um «(…) discurso catalisador de uma base de massas para o processo contrarrevolucionário.» (pág. 58). A liderança elitista terá percebido que o sucesso do movimento – tal como sucede hoje com os autênticos movimentos populistas – depende da «massificação da política de teor contrarrevolucionário». Se os filósofos situam a ascensão do fascismo (e, em particular do totalitarismo nazi), na crise do modernismo, os historiadores situam-na na crise do liberalismo. Porém, os efeitos devastadores acabam por ser os mesmos: a total desumanização e perversão da ordem jurídico-política. No caso português o Estado – na figura do seu chefe autoritário – e as forças armadas dão forma à «(…) típica expressão da hegemonia conservadora no processo de fascistização do regime. Uma coligação das direitas tradicionais sob a condução equilibrante de Salazar, estruturante de uma ditadura nacionalista e corporativa, antidemocrática, de partido único, bem ancorada no apoio das “forças vivas” do sistema económico, na fidelidade do Exército e da elite burocrática, na ação repressiva das polícias, e abençoada pela Igreja Católica.» (págs. 68-69). Na prática, o fascismo regimentar (com maior apetência para uma organização política que o conduz ao poder de Estado) afasta-se do designado fascismo plebeu, mas a ação particularmente violenta desse tipo de regimes em certas situações limite (e que pode levar ao terrorismo de Estado) revela bem aquilo que ambos possuem em comum do ponto de vista ideológico. De facto, a conceção e o papel da violência política, pouco diferem nos dois ‘movimentos’ ou ‘tendências’. O fascismo regimentar e o capitalismo radical (hoje diríamos, o neoliberalismo) partilham, em suma, a finalidade da ação política: «(…) a efetivação das estratégias mais agressivas de recuperação das classes possidentes e a arbitragem entre os interesses conflituantes dos seus setores no sentido da maximização de acumulação e do lucro.» (pág. 72). Os fascismos são ‘tendencialmente’ totalitários, ou seja, tendem a invadir todas as esferas da vida social e coletiva (e biológica, acrescentariam os filósofos); a imposição dos valores que formam a base da ideologia e o controlo do comportamento dos indivíduos tornam-se inevitáveis. A ‘moralização’ da vida e da existência social, a vigilância sistemática dos comportamentos são dados políticos, quer estejam em consonância com uma doutrina religiosa, ou partam de princípios que um partido único considera eternos ou imutáveis. Infelizmente no presente deparamos ainda com um caso extremo desta tendência: o regime da Coreia do Norte. O historiador define o totalitarismo tendencial como «(…) uma arma de vigilância e intimidação tendencialmente omnisciente e omnipresente nos interstícios do tecido social.» (pág. 75). Rosas relaciona, talvez de forma menos óbvia, a violência política fascista com a violência da ocupação colonial. (pág. 76 ss). Na verdade, a violência do Estado e do Direito, a subjugação do Outro é uma realidade arcaica, primordial (originária, diriam os filósofos) e não depende de uma configuração político-ideológica ou da relação entre modelos de governação historicamente determinados. A arbitrariedade e imposição da força pretendem legitimar-se através de um ‘renascimento nacional’ do «(…) culto das glórias passadas, das tradições eternas, dos feitos heroicos que alicerçaram a grandeza da nação.» (págs. 160-161). Trata-se do designado ‘mito palingenético.’ A recorrência deste enunciado enganador parece ressoar na frase de Trump ‘Make America great again’ e no slogan recentemente usado pelo líder do partido ultraconservador espanhol Vox, Santiago Abascal ‘Hacer España grande otra vez’. O historiador revisita os fatores que permitiram a durabilidade e a relativa estabilidade do regime do Estado Novo e introduz, obrigatoriamente, as condicionantes que o levaram a colapsar e que designa de ‘as três incapacidades do regime’: incapacidade de desenvolvimento económico sustentado, de democratização política e de negociar um processo de descolonização com as colónias. (págs. 280-285). A quebra de legitimação do poder político e a estrita confusão entre autoridade do Estado e autoritarismo constitui uma aberração política que pode atingir também o Estado regimentar de direito ou as próprias democracias, mas que no fascismo se revela sem ambiguidades. Se na atualidade existem democracias ‘musculadas’ (para usar um eufemismo), elas coexistem com alguns regimes populistas na Europa e também com os Estados Unidos da América que se situam na fronteira entre o Estado de Direito e os regimes antidemocráticos.


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Salazar, os fascismos e o tempo presente (…) E mesmo na União Europeia constata-se, sobretudo depois da crise global, um incremento do ‘poder informal’ dos líderes dos países mais poderosos que assumem abusivamente uma posição hegemónica, contrariando os princípios fundadores da União. O mesmo se passa com certas decisões intergovernamentais assumidas pelo Conselho Europeu e pelo Eurogrupo, que vão de encontro aos interesses de países periféricos e favorecem o espírito da célebre ‘tirada’ infeliz do antigo presidente francês Nicolas Sarkozy quando disse que uma Europa mais democrática é uma Europa em que os seus líderes políticos decidem. Da mesma forma, a ‘boutade’ do atual presidente da Comissão Europeia J.-C. Juncker quando chamou ‘dictator’ ao primeiro-ministro húngaro de extrema direita Viktor Orbán e, sorrindo, lhe deu uma palmadinha disfarça na verdade a inação da União Europeia perante um Estado-membro que põe em causa o regular funcionamento das instituições democráticas e atenta contra a liberdade de expressão. Colocar a Comissão Europeia na posição de ‘porta-voz’ dos países credores ou hegemónicos, enfraquecer o poder do Parlamento Europeu, dos legisladores nacionais e ignorar ou contrariar os anseios das diversas organizações da sociedade civil dos Estados-membros não contribui para fortalecer a democraticidade da União e para construir pontes entre as Instituições transnacionais, os países e os seus cidadãos. Essas falhas contribuem para a reatualização da ‘sedução populista’, para a ascensão das forças extremistas, para o abstencionismo e para a quebra do empoderamento social. Essas situações anómalas, bem como a radicalização do modelo ideológico e a prática governativa neoliberal com os seus desequilíbrios, injustiças e iniquidades levarão futuramente ao surgimento de neofascismos e populismos tendencialmente regimentares. Apesar de Rosas ‘ignorar’ o populismo de esquerda, assinala uma perigosa aliança não declarada: a que une ‘na sombra’, por omissão ou por pretensa posição neutral, a direita tradicional que defende os valores democráticos e os movimentos, líderes e partidos antidemocráticos. Nascido das cinzas do liberalismo, da falência dos projetos revolucionários, do enfraquecimento do socialismo reformista e da social-democracia, os fascismos ou as suas sequelas poderão constituir ainda uma ameaça que urge anular. De alguma forma, a ‘profecia’ de Marx confirmou-se: os acontecimentos marcantes podem ocorrer duas vezes, na primeira como tragédia e na segunda como comédia. Talvez estejamos na fase da comédia, mas há que agir para que esta não evolua para a tragicomédia.


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Informação disponibilizada pela professora Ana Torres

NOTÍCIAS/ ATIVIDADES

E.F/Desporto Escolar

Basq. Inf B Fem.

Voleib. Juv Masc.

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GRUPOS-EQUIPA

Canoagem

Atletismo

Rugby

O Desporto do Agrupamento teve mais um ano cheio de bons resultados: no (Prof.ª Anabela Santos), na Fase Inter-Concelhia, os nossos meninos, Francisco Oliveira e Ricardo Rasquilho, alcançaram o 1º e o 2º lugares, respetivamente; No Campeonato Regional de (Prof.ª Cristina Dias), na prova de KI, Juvenis, a aluna Tatiana Costa e o aluno Bernardo Matos ficaram em 3º lugar. Na prova de fundo, individual, o aluno Tomé Hamard, sagrou-se vicecampeão e o Agrupamento ficou em 2º na classificação coletiva; no (Prof.ª Ana Viegas), na Fase Local, o aluno Tiago Faria alcançou o 3º lugar do ranking, no escalão Infantis A; a aluna Cindi Moreira alcançou o 2º lugar do ranking, no escalão Infantis B; no escalão de Iniciados, a aluna Daniela Viana conquistou o 2º lugar do ranking e o aluno Diogo Maio, ficou em 3º; No , Infantis B Femininos (Prof. Pedro Rocha), as nossas meninas conquistaram um excelente 2º lugar na Fase Local; no (Prof.ª Anabela Santos), na Fase Local, o aluno Rafael Lopes, sagrou-se campeão e a dupla Gabriel Lopes/André Jorge, alcançou também o 1º lugar; Nas (Prof.ª Fátima Ramalho), o Agrupamento conquistou o 3º lugar na classificação coletiva. Também com excelentes resultados e honrosas prestações, estiveram os alunos dos Grupos-Equipa de – Infantis e Iniciados (Prof.ª Ana Torres), – Juvenis Masc. (Prof. Pedro Garcez), – Iniciados Fem. (Prof.ª Isaura Branco)) e , Juvenis Masc. (Prof.ª Ana Torres).


AESC NOTÍCIAS/ ATIVIDADES

E.F/Desporto Escolar

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36 Informação disponibilizada pela professora Ana Torres

BASQUETEBOL 3X3

Mais uma excelente participação das equipas do Agrupamento, nos Campeonatos Regional e Nacional de Basquetebol 3x3. No Regional tivemos 2 equipas campeãs, Infantis B femininos e masculinos, e 1 vicecampeã, Infantis A femininas. E que bela prestação no Campeonato Nacional! A equipa de Infantis B Masculinos, Afonso Sousa, 7ºA, Gonçalo Afonso, 7ºA, Tiago Barreiros, 7ºA e Gabriel Lopes, 7ºF, alcançou o 3º lugar do pódio, a equipa de Infantis A femininos, Amanda Melnic, 5ºC, Mafalda Lopes, 5ºC, Alice Bota, 5ºE e Alice Santos, 5ºE, ficou em quarto e a equipa de Infantis B Femininos, Matilde Freitas (6ºAZ), Rita Sousa (6ºAZ), Joana Silva e Diana Beato (6ºAZ), ficou em 5º. Parabéns miúdos e miúdas, vocês foram grandes!

No Regional de Tag Rugby, as equipas de Juvenis, Iniciados e Infantis, portaram-se mais uma vez à altura, alcançando excelentes resultados.


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E.F/Desporto Escolar

Informação disponibilizada pela professora Ana Torres

No dia 16 de maio, os pequeninos do Jardim de Infância Roberto Ivens foram à EBSARC ter uma aula de E.F. com os “grandes” do 10º e do 11º anos. E que bem se portaram todos, os mais pequenos foram uns excelentes alunos, e os maiores uns grandes professores!

TORNEIO INTERTURMAS FUTSAL Nos dias 3 e 4 de junho, na EBSARC, decorreram os torneios Interturmas de Futsal, do 9º, 11º e 12º ano. Eis os campeões:

CLASSIFICAÇÃO TORNEIO INTERTURMAS FUTSAL

9ºB 11ºB/BB 12ºA Mas ainda há mais! Nos dias 11, 13 e 14 de junho, decorrerão os Torneios Interturmas de Futsal dos 5º, 6º, 7º, 8º e 10º anos, esperando-se uma grande participação de todas as turmas.

PARABÉNS A TODOS POR MAIS UM FANTÁSTICO ANO DESPORTIVO! PARA O ANO CÁ ESTAREMOS PARA MAIS CONQUISTAS.


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38 Dr. Carlos Zagalo *

Rubrica CONSULTÓRIO MÉDICO COMO PARAR UMA HEMORRAGIA NASAL (EPISTAXIS) Uma hemorragia nasal é designada por epistaxis. Estas hemorragias podem ter várias causas e o nariz pode sangrar em vários sítios. O mais comum é na porção anterior e inferior do septo nasal (“cana do nariz”). Para parar a hemorragia nasal, deve-se começar por manter a calma e pegar num lenço, devendo: 1.Sentar-se e manter a cabeça ligeiramente inclinada para a frente (se inclinar a cabeça para trás o sangue escorre para a faringe e é engolido, dificultando a verificação do controlo da hemorragia); 2.Apertar as asas do nariz, uma contra a outra, durante cerca de 10 minutos; 3.Ao fim de 10 minutos, aliviar a pressão e verificar se parou de sangrar (este tempo serve para o sangue coagular); 4.Não se deve deitar (pois aumenta a pressão do sangue no nariz dificultando o controlo da hemorragia); 5.Se após a compressão continuar a sangrar, deve-se aplicar gelo na narina que está a sangrar, embrulhando-o num pano ou compressa (para evitar queimaduras da pele); o frio faz com que os vasos sanguíneos se comprimam ajudando a controlar a hemorragia; 6.Não se deve colocar água quente (pois o calor dilata os vasos sanguíneos provocando um aumento da hemorragia); 7.Não se deve assoar (pois a passagem rápida do ar pelas fossas nasais tende a traumatizar a mucosa podendo aumentar a hemorragia). Se a hemorragia não parar dever-se-á recorrer a um serviço de urgência médica.

* Médico do Serviço de Cabeça e Pescoço do IPO de Lisboa Otorrinolaringologista no Hospital Lusíadas de Lisboa Professor Catedrático do Instituto Egas Moniz


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Colaboradores:

Hernâni PINHO Amandio FONTOURA Adília ALAGOA Alexandra F. NUNES Ana GREGÓRIO Ana Rita SILVA Ana TORRES Antónia VAZ António CASELAS Bárbara DORES Carlos ZAGALO Daniela GAMEIRO Francisco FIGUEIRA Graça ALMEIDA Isabel CIPRIANO

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Jorge MARRÃO José SANTOS Mª Cecília ALMEIDA Mª João PALMA Mª Palma AGUIAR Mariana BARRADAS Rosa RICARDO Tânia F. OLIVEIRA

Paginação:

Amandio FONTOURA Design do CABEÇALHO:

João VERSTEEG Revisão Literária:

Luísa NUNES Edição:

© 2019, AESC

Amândio FONTOURA

Profile for Agrupamento Santa Catarina

Jornal O CATARINO jun19  

A School newspaper

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