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SUMÁRIO EXPEDIENTE DIRETORIA EXECUTIVA PRESIDENTE Roberto Saito - Arquiteto e Urbanista e Técnico em Edificações VICE-PRESIDENTE Gérsio Ignacio - Engenheiro Civil SECRETÁRIA GERAL Marta Cristina Nunomura - Arquiteta e Urbanista 1º SECRETÁRIO Adriano Michel Soares de Souza Engenheiro Ambiental/Segurança do Trabalho TESOUREIRO GERAL Renato Ferreira - Engenheiro Civil 1º TESOUREIRO José Geraldo de Souza - Engenheiro Civil DIR. ADMINISTRATIVO Sérgio Sebastião Gonçalves Engenheiro Civil/Segurança do Trabalho CONSELHO FISCAL

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Palavra do presidente Inspetor do Crea-SP: nosso importante aliado na defesa da sociedade

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Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)

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Suzano assume o Licenciamento

e sua aplicação em Suzano

Ambiental de atividades e empreendimentos de impacto local

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A falência do mercado de Laje Treliçada Acessibilidade: Uso correto das siglas PNE X PcD Palestra Patologias das Impermeabilizações Planejar a infraestrutura urbana com PPS e BTS Poluição sonora como redutora da qualidade de vida

PRESIDENTE Eduardo Habu - Arquiteto e Urbanista VICE-PRESIDENTE Juarez Ferreira Sobrinho - Engenheiro Eletricista SECRETÁRIO Rodrigo de Ornelas Pereira Arquiteto e Urbanista SECRETÁRIA DA AEAAS Adriana Silva Molina

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DIAGRAMAÇÃO E ARTE Horizon Publicidade Tel.: (11) 3424-8121 www.horizonpublicidade.com.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Andressa Monteiro TIRAGEM 2000 exemplares IMPRESSÃO Formato Editorial

PANORAMA AEAAS é uma publicação com distribuição gratuita para: Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano, sob a responsabilidade do seu Conselho Editorial. As reportagens não refletem necessariamente a opinião da AEAAS.

Travessa Guaió, 183 - Centro Suzano - SP - CEP 08674-150 E-mail: aeaas@aeaasuzano.com.br www.facebook.com/aeaasuzano Tel.: (11) 4743-1899


PALAVRA DO PRESIDENTE Iniciamos mais um ciclo onde a AEAAS tem ativamente participado de várias frentes, que vem ao encontro da nossa finalidade e objetivos, seja em conselhos, debates e elaboração de leis. Temos como matéria de capa, o “Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)”, abordado pela Eng. Civil Jane Gama que descreve todo o processo de constituição e aplicação do estudo; durante o processo de Licenciamento viabiliza informações técnicas dos impactos gerados para análise, fornecendo dados para exigência das contrapartidas necessárias. Assim fica garantido os direitos da coletividade, pois cria-se um canal de diálogo e participação com a sociedade durante o processo de Licenciamento e implantação de empreendimentos. Estas contrapartidas avaliam impactos gerados pelo uso e ocupação, tráfego, transporte público, qualidade do ar, infraestrutura, entre outras, analisadas por um Corpo Técnico multidisciplinar composto por servidores de diversas secretarias. Destacamos também a nova composição dos representantes da AEAAS junto ao CREA, tendo como o Conselheiro o Eng. Eletricista Nunziante Graziano e da Comissão Auxiliar de Fiscalização – CAF, composta por Inspetores nas diversas modalidades devidamente identificados, que tem o compromisso de estreitar o relacionamento com a comunidade profissional, sociedade e municipalidade no combate das irregularidades inerentes ao exercício das profissões abrangidas pelo sistema Confea/ Crea. Finalmente temos o Licenciamento Ambiental de Atividades e empreendimentos de impacto local autorizado, que permite a municipalidade atender várias demandas de baixo impacto, significativas dentro do contexto de licenciamentos, diminuindo a dependência do licenciamento da Regional da CETESB de Mogi das Cruzes e consequentemente agilizando todo o processo. O artigo do Eng. Civil Claudio Cabral destaca o uso da laje treliça, sempre presente nas construções de pequeno porte, devido ao custo benefício oferecido. Entretanto, mediante a grande demanda de mercado, gerou abertura significativa de novos fabricantes, que nem sempre seguem os procedimentos normativos exigidos para fornecimento do produto e serviço. Momento importante para os profissio-

nais responsáveis técnicos pelo projeto e pela execução atentarem para a especificação e contratação, somadas às fiscalizações dos Conselhos com objetivo de verificar a regularidade das empesas. O artigo do Eng. Civil Nevacir de Andrade e Ana Paula de Andrade destaca a importância da impermeabilização que deve ser tratada com a devida atenção durante o processo de especificação e execução nas várias etapas da obra. Dentro do tema Acessibilidade, a Arquiteta Urbanista Marcilene Iervolino destaca a importância do uso correto da sigla PcD – Pessoa com Deficiência, que desde 2010 é utilizada de forma mundial, destacando a importância dos profissionais difundirem o termo certo, sempre presente nos nossos projetos. O Arquiteto Urbanista Mario Yoshinaga destaca a importância das parcerias público-privada (PPP), um caminho necessário e sem volta para acelerar recursos cada vez mais escassos, que devem ter suas especificações e regras claras no contexto do contrato. Sugere o modelo BTS ”Built to Suit “ (construção sob medida) que permite trazer recursos para setores públicos deficientes e poucos explorados. No dia 25.04.2018 no CETES em parceria com ANAVIDRO efetuamos uma palestra que teve como tema “Soluções sobre acústica na construção civil”, com uma grande adesão de profissionais e estudantes. Agradeço a Deus e a todos aqueles colegas que direta ou indiretamente tem participado das ações envolvendo nossa entidade, principalmente neste momento que estamos tratando de assuntos tão importantes, relacionados com a nossa atividade e região, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo, Meio Ambiente, Mobilidade Urbana e fiscalização, além de outros temas não menos importantes que estaremos tratando na nossa próxima edição. Um grande abraço e uma boa leitura. Roberto Saito - Presidente Maio/2018

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CREA-SP

Inspetor do Crea-SP: nosso importante aliado na defesa da sociedade Para garantir a segurança da sociedade e a defesa do nosso exercício profissional, o Crea-SP conta com parceiros de fundamental importância: nossos inspetores. São profissionais com notório saber técnico e ético, que trabalham voluntariamente, para melhorar a eficiência das nossas ações de fiscalização junto à comunidade. O inspetor representa o Conselho no município para o qual foi nomeado, com o objetivo de fortalecer e ampliar a abrangência das nossas ações de fiscalização. Com seu trabalho, o inspetor colabora para que o Crea-SP e os profissionais cumpram bem o papel para o qual foram designados: as realizações de interesse social e humano para salvaguardar a sociedade. Comissão Auxiliar de Fiscalização – CAF Órgão auxiliar das Câmaras Especializadas, no âmbito da jurisdição da respectiva Inspetoria, para cumprimento dos Planos de Fiscalização e análise prévia dos processos. Composta pelos Inspetores (no mínimo, três inspetores e, no máximo, por um representante de cada modalidade profissional sendo um deles designado inspetor-chefe), e por até três Conselheiros pertencentes à mesma jurisdição da Inspetoria, todos nomeados pelo Presidente do Crea-SP e considerados

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membros da Comissão Auxiliar de Fiscalização-CAF. A função de inspetor é honorífica e voluntária e deve ser ocupado por profissional de notório saber, legalmente habilitado e em dia com as obrigações perante o Sistema Confea/Crea. O Inspetor está relacionado em suas funções com as Entidades de Classe, as Instituições de Ensino, com o Crea-SP e a sua comunidade profissional. Atribuições Devem comunicar ao Gerente Regional ou ao Chefe da Unidade de Gestão da Inspetoria de sua jurisdição qualquer irregularidade inerente ao exercício das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. No exercício desta função determinada por lei, o Inspetor terá como objetivos básicos: • Fazer com que as normas estabelecidas pela sua Câmara Especializada sejam observadas e seguidas pelos colegas; • Supervisionar a aplicação e o cumprimento destas normas na prática; • Avaliar os resultados, observando as particularidades da dinâmica local; • Sugerir melhorias e adequações à normativa e à sua execução.


Conduta do Inspetor

• Zelo e promoção dos Princípios Éticos. Inspetor-Chefe

• Dedicação às causas profissionais; • Lealdade na luta pelas suas ideias e opiniões; • Produção de resultados para o desenvolvimento de sua profissão; • Empenho na defesa da sociedade; • Participação colaborativa nas tarefas do Crea-SP e da organização que representa; • Cumprimento formal, material e de prazos em suas tarefas; • Tratamento igualitário com seus colegas, representados e funcionários; • Plenitude na postura e na conduta éticas; • Colaboração e apoio às atividades operacionais e melhorias do processo de fiscalização na jurisdição de sua inspetoria; • Divulgação da legislação e valorização do profissional.

Representar o Sistema Confea/Crea perante os profissionais, comunidade, órgãos públicos e municipais e entidades privadas, mediante nomeação do Presidente do Crea-SP; agir com imparcialidade e transparência nas ações referentes à fiscalização das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Inspetor Membro efetivo da Comissão Auxiliar de Fiscalização-CAF de seu município para exercer as funções que competirem ao Inspetor; emitir análise prévia e formalizar sugestão em processo encaminhado à CAF.

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O Inspetor como função pública

Nunziante Graziano

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Conselheiro representante da AEAAS no Crea-SP Eng. Eletricista

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Por ser o Crea-SP um órgão público e o Inspetor uma função pública prevista em lei, sua função equipara-se à de um Agente Público, tanto em direitos quanto em deveres, e está sujeita às determinações e sanções legais aplicáveis ao funcionamento público, dentro dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Marco Aurélio Rodrigues

Rodrigo Azevedo Gonçalves Pires

Eng. - Câmara de Elétrica

Geólogo - Câmara de Geologia

Câmara de Segurança do Trabalho

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Carlos Alberto Gonçalves Abreu

Tec. - Câmara de Agrimensura

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Alessandro Pantaleao Nascimento

João Molina D’Ávila

Gérsio Ignacio

Adriana Silva Molina

Engenheiro Mecânico

Inspetor Eng. - Câmara de Engenharia Civil

Eng. - Câmara de Química

Fonte: Folheto “Inspetor do CREA-SP Importante Aliado na Defesa da Sociedade”. - Elaborado pela Superintendência de Fiscalização do Crea-SP (SUPFIS)

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“Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)” e sua aplicação em Suzano

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CAPA

Jane Gama Eng. Civil, Pós graduada em Gestão Pública

O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) foi instituído pela Lei Federal nº 10.257, de 10/07/2001 (Estatuto da Cidade), que regula o uso da propriedade urbana, um dos pilares da Constituição de 1988, a favor do bem social coletivo e do desenvolvimento equilibrado e é a base legal, para que os municípios regulamentem o EIV. O Estudo de Impacto de Vizinhança é estabelecido pelo poder público para a instalação de empreendimentos ou atividades que acarretem danos à qualidade de vida dos moradores e de comunidades vizinhas, sendo instrumento de controle e requalificação da ocupação urbana. Conceitualmente, o EIV é um estudo de natureza técnica, um instrumento de mediação de conflitos e um instrumento para implementar os objetivos da política urbana municipal, simultaneamente, portanto é

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um importante aliado como complemento no processo de licenciamento e aprovação, pois possibilita ao gestor público avaliar previamente os impactos, positivos ou negativos, decorrentes de empreendimentos ou atividades, dentro da dinâmica urbana; auxiliando a decisão quanto as medidas que contribuirão para minimizar, compensar ou potencializar tais impactos, de modo a garantir o equilíbrio entre os interesses particulares e o bem estar da coletividade. O EIV quando realizado previamente à aprovação e licenciamento de empreendimentos ou atividades, possibilita ao gestor público, a análise dos impactos sobre a vizinhança, inclusive propondo alterações que poderão otimizar o projeto, minimizando possíveis impactos de vizinhança, porém, poderá ser elaborado para empreendimentos ou atividades já instalados e


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de cada empreendimento, com a garantia os direitos da coletividade a um ambiente urbano saudável e equilibrado. Como importante instrumento de planejamento, o EIV amplia a transparência do ato de licenciamento, abre canais de diálogo e participação com a sociedade, não ficando restrito somente as obras e atividades particulares, mas também às executadas pelo Poder Público, devendo ser objeto de publicização e disponibilização para conhecimento geral.

Foto Google - Março 2011

Foto Google - Julho 2015

Em nosso Município, a Lei Complementar nº 145, de 13/07/2004 (Plano Diretor) preconizou o instrumento do EIV, porém o mesmo não foi regulamentado, nas fotos acima, podemos observar, que entre 2005 e 2011, somente na Rua Gato Cinzento, no bairro da Vila Urupês, foram construídos vários conjuntos

residenciais. Se a aprovação desses empreendimentos, estivesse condicionada ao Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) poderiam ter sido identificados os impactos gerados pelo aumento da população, tais como, sobrecarga à infra-estrutura já instalada e aos equipamentos e serviços públicos existentes; aumento do

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que estejam ocasionando impactos, nesse caso, deverão ser analisadas as medidas mitigadoras. O EIV não é um instrumento de controle do uso e ocupação do solo, para tanto o Município deve dispor de legislação específica, que regulamente a implantação de projetos e obras. O EIV deve ser considerado como um instrumento de planejamento, que não visa restringir a liberdade do proprietário, e sim, quando incorporado ao processo de aprovação e licenciamento, possibilita o entendimento dos efeitos

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tráfego; mudanças significativas no valor da terra ou da paisagem local e poderiam ter sido adotadas medidas para minimizar esses impactos. Passados 13 anos, a Lei Complementar nº 312, de 22/12/2017 (Plano Diretor) aborda novamente o tema, tratando o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), como um dos instrumentos de política urbana e rural integrante das estratégias para o ordenamento do território, que tem por objetivos: avaliar a pertinência da implantação do empreendimento e/ou atividade quanto à adequação ao local, considerando os impactos positivos e negativos da sua instalação e/ou operação; definir as medidas de compatibilidade do empreendimento e/ou atividade com a vizinhança impactada; definir as medidas mitigadoras, compensatórias ou potencializadoras, para os usos e atividades, em função de sua potencialidade como geradores de impacto à vizinhança. O EIV é abordado nos arts. de 111 a 124 do Plano Diretor, bem como, seu respectivo Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV), que serão exigidos para a emissão do alvará de construção e de licenciamento de empreendimentos e atividades, públicos ou privados, potencialmente impactantes, definidos nos arts. 56 a 58 da Lei e ainda, estabelece a elaboração de EIV para empreendimentos e/ou atividades existentes e em funcionamento, que comprovadamente causem impactos à qualidade de vida da vizinhança. O EIV, como documento integrante do processo de aprovação, deverá ser elaborado por profissional ou equipe de profissionais devidamente habilitados e seus resultados deverão ser apresentados através do Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV). A elaboração do EIV deverá atender as exigências contidas em Termo de Referência (TR), emitido pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, conforme Decreto Municipal nº 9.170, de 22/03/2018. O TR emitido terá validade de 180 dias e definirá a área de influência direta e indireta do EIV/RIV, levando em consideração a localização, porte, uso e atividade do empreendimento, podendo exigir análises de outras questões: adensamento populacional; equipamentos urbanos e comunitários; uso e ocupação do solo; geração de tráfego; demanda por transporte público; paisagem urbana e patrimônio natural e cul-

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tural; nível de ruídos; qualidade do ar; vegetação e arborização urbana; capacidade da infra-estrutura; geração e destinação dos resíduos sólidos, entre outros e ainda, outros estudos peculiares ao empreendimento e à atividade analisada. A análise técnica do EIV/RIV, conforme o Decreto Municipal nº 9.169, de 22/03/2018, será de competência do Corpo Técnico de Análise do EIV/RIV, constituído por servidores das secretarias nas áreas de: Gestão Urbana; Gestão Ambiental; Serviços Urbanos e Manutenção; Mobilidade Urbana e Vigilância Sanitária. Não será concedido licenciamento e nem poderão ter início, obra ou atividade, mesmo que preliminarmente, enquanto o EIV/RIV não for apreciado pelo CTA e aprovado pela Secretaria Municipal de gestão e planejamento urbano. A autorização municipal estará condicionada ao Termo de Compromisso, a ser firmado com a Prefeitura, no qual o proprietário responsabiliza-se pela realização de todas as medidas previstas no parecer conclusivo do CTA, com o devido registro em Cartório. A expedição de “ocupe-se” e/ou do licenciamento definitivo do empreendimento ou atividade somente ocorrerá após a implementação de todas as ações compatibilizadoras, mitigadoras, compensatórias e/ou potencializadoras definidas no Termo. As despesas relativas ao EIV/RIV correrão às expensas do interessado, inclusive, a publicidade do ato e sua disponibilização, na página oficial da Prefeitura. O EIV/RIV não substitui o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que deve atender os termos da legislação ambiental. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), como integrante do processo de aprovação e de licenciamento de empreendimentos e atividades que apresentem impactos, como toda inovação, deverá ter um período de adaptação, sendo que compete a nós, técnicos, nos prepararmos quanto a sua incorporação à rotina de aprovação, colaborando na divulgação, levando ao entendimento do empreendedor os benefícios advindos desse novo instrumento, de intermediação entre seus interesses e os da coletividade, que tem por resultado o fortalecimento da manutenção de padrões de qualidade de vida da vizinhança, em harmonia, com a produção do espaço urbano.


Suzano assume o Licenciamento Ambiental de atividades e empreendimentos de impacto local

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CAPA

Flávia Akiko Fukushima

Arquiteta e Urbanista - Licenciamento Ambiental Municipal Diretoria de Fiscalização e Controle Ambiental Secretaria Municipal de Meio Ambiente

No dia 21 de março de 2018, foi publicado pelo CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente, comunicado declarando a Prefeitura do município de Suzano como apta ao exercício do licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos classificados como de baixo impacto local. Para isso, foram atendidos os requisitos mínimos exigidos pela legislação (Deliberação Normativa CONSEMA 01/2014),

uma vez que o município possui Conselho de Meio Ambiente ativo e equipe técnica multidisciplinar qualificada. Como prerrogativa para a implantação do Licenciamento Ambiental Municipal, no dia 17 de janeiro de 2018, foi publicada a Lei Complementar Nº 315 que dispõe sobre as diretrizes gerais estabelecendo normas e critérios para o licenciamento. A regulamenta-

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ção dos procedimentos será formalizada por meio de Decreto Municipal a ser publicado dentro do prazo legal, trazendo ao munícipe maior clareza quanto aos requisitos necessários para o trâmite de processos de empreendimentos e atividades passíveis de licenciamento. Dessa forma, desde março deste ano o processo de licenciamento passou a ser executado pelo Departamento de Fiscalização e Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA). Com isso, as empresas e munícipes que exerçam atividades e intervenções ambientais (supressão de vegetação e movimentação de terra) que necessitem de licenças, autorizações e manifestações, deverão solicitar tais documentos junto à SMMA. Segundo o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Carlos Watanabe, a iniciativa para a municipalização do licenciamento buscou maior autonomia nos processos de empreendimentos e atividades de potencial impacto local, sendo mais uma importante conquista para o Município.

Esta mudança agilizará o trâmite administrativo de processos que, por vezes, era moroso, devido a demanda concentrada na Agência Regional da CETESB de Mogi das Cruzes. Outro ponto positivo, será o impacto na melhoria da qualidade na análise dos processos devido ao fato do órgão municipal possuir maior conhecimento das características e fragilidades locais. Finalmente, o interessado não necessitará se deslocar até outro município para dar entrada no processo. De acordo com a Diretora de Fiscalização e Controle Ambiental, Solange Wuo, o licenciamento é um importante instrumento de gestão do uso do solo para o município, e a municipalização traz um melhor acesso deste serviço ao cidadão. Devem solicitar a Licença Ambiental as empresas que já estão instaladas ou que desejam se instalar no município de Suzano, e que exerçam as atividades industriais de pequeno porte (até 2.500 m2). Maiores informações estão disponibilizadas no site da Prefeitura Municipal de Suzano, no link da SMMA.

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Texto elaborado pela equipe de Licenciamento : Allan Santos de Oliveira - Analista ambiental, Antônio Gava - Geólogo, Suyá Moreira Ebisawa - Engenheira florestal, Flávio Akiko Fukushima - Arquiteto e Urbanista

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ARTIGO

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A falência do mercado de Laje Treliçada Claudio Cabral Engenheiro Civil pela Universidade Braz Cubas.

A laje treliça é o sistema de laje mais comum e conhecido do mercado, em especial para residências e prédios de poucos pavimentos. Isso se deve a praticidade na montagem e o menor custo na execução. A sua fabricação é um processo muito simples, necessitando apenas de uma betoneira e algumas formas. Devido a isto, o mercado de laje treliçada teve um crescimento, em número de fabricantes, absurdamente grande nos últimos anos. Nota-se isto, pesquisando o produto pela internet ou mesmo pelas andanças na região do Alto Tietê. Logo, temos um aumento na concorrência, levando muitos fabricantes, sem o devido conhecimento técnico e profissionais especializados, a praticarem preços absurdamente baixos. Contudo, para atingirem tais ofertas, colocam em risco o fator principal do produto: a segurança. Buscam sempre alternativas para baratear o seu produto e que normalmente esta alternativa é a matéria prima,

em especial a treliça. Infelizmente este produto é tratado no mercado como um simples material de construção, não levando em consideração, quase que na maioria das vezes, tratar-se de um produto estrutural, onde existem leis e normas estabelecidas e que deveriam ser seguidas à risca. O CREA tem um papel fundamental neste processo. A exigência por parte deste órgão para que as empresas responsáveis pela comercialização e fabricação tenha um responsável técnico deve ser intensificada e fiscalizada. O papel fiscalizador deve ser também orientativo, no sentido de esclarecer aos fabricantes a importância do acompanhamento da produção e que a laje é um produto estrutural, como vigas, baldrames , etc. Toda esta situação leva a uma carência de bons e confiáveis fabricantes de laje treliçada, principalmente quando os clientes solicitam indicação deste produto para seus projetos.

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INFORMAÇÃO

Acessibilidade: Uso correto das siglas PNE X PcD Comumente vemos pessoas ou mesmo colegas da área citando a expressão PNE (Portador de Necessidade Especial), seja em projetos, estudos e mesmo locais com indicação de mobilidade como placas de sanitários, vagas para automóveis e demais equipamentos urbanos, mas o uso da sigla PNE está sendo utilizada de modo errado, pois de acordo com a normativa esta expressão está em desuso, e desde o dia 03 de novembro de 2010, que o termo “Pessoa portadora de Deficiência” ou “Portador de Necessidade Especial” foi substituído, por “Pessoa com Deficiência”. (Portaria da Presidência da República - Secretaria de Direitos Humanos, Nº 2.344, de 3 de novembro de 2010). Estes termos e siglas foram aprovados pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência. É correto evitarmos o uso das siglas quando nos referimos a seres humanos, as utilizamos quando nos referimos a pesquisas, levantamentos, espaços, artigos e demais itens que demonstrem esta questão de indicação. Portanto recomenda-se o uso das siglas PcD, significando “pessoa com deficiência” ou “pessoas com deficiência”. Lembrando que o “c” é sempre minúsculo. Uma questão que sempre acaba gerando polêmica, mas sabemos que até a década de 80 vários termos pejorativos eram usados para identificar a pessoa com deficiência ou com alguma doença, e de acordo com o professor José Augusto Maia (2016) foi a partir de 1981, Ano Internacional das Pessoas Deficientes, que começou-se a utilizar a expressão “pessoa deficiente”, nos anos 90 foi acrescentado o termo “portador”, mas esse termo “portador” foi alterado porque a deficiên-

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Marcilene Iervolino Arquiteta

cia não se “porta”, não é um objeto, a pessoa tem uma deficiência, faz parte dela. O termo PcD não é utilizado apenas em território brasileiro, e sim de âmbito mundial, dentre alguns idiomas os quais utiliza-se citamos: em espanhol: PcD - persona con discapacidad, em inglês: PwD - person with a disability, persons with disabilities, people with disabilities. Como profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e construção civil vamos difundir e aplicar de modo correto essa informação, pois mesmo após todo este tempo de alteração do termo ainda vemos de modo errado essas siglas em equipamentos urbanos pelas cidades. Assim como aplicamos em nossos projetos a NBR 9050:2004, Norma de Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, é papel dos arquitetos e construtores difundir essa informação.

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PNE PcD


AEAAS

Palestra sobre Soluções da Acústica na Construção Civil No último dia 25 de abril realizou-se a Palestra “Conheça as Soluções da Acústica na Construção Civil”, uma parceria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo – CREASP com a Associação Nacional de Vidraçarias (ANAVIDRO), visando estreitar o relacionamento e melhorar o conhecimento entre os fabricantes de vidro, arquitetos, engenheiros, estudantes e demais interessados. O palestrante Edison Claro de Moraes trouxe informações sobre a escolha do isolamento e do envolvimento de questões como peso, densidade e resistência, configuração da solução (espessura e distância) e metodologia de instalação para

evitar desalinhamentos na execução, apresentando cases sobre alternativas realizadas comumente no mercado, reforçando a importância de se ter uma consultoria especializada que sigam os requisitos mínimos de segurança. Contou com a colaboração da Arq. Marcilene Iervolino, que possibilitou o uso do espaço no Centro Educacional Técnico Suzanense – CETES, com a presença de mais de 100 participantes. INFORMAÇÃO Os alimentos não perecíveis arrecadados na ocasião do Curso “Engenharia do Valor Econômico Sustentável” foram doados ao Instituto Beneficente “Viva a Vida.”

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O principal objetivo da impermeabilização é proteger as edificações das deteriorações provocadas pela infiltração de água. A especificação correta de um sistema impermeabilizante depende das informações colhidas nos projetos executivos e de arquitetura da obra. Entretanto, nem sempre a correta escolha dos materiais tem sucesso absoluto, surgindo problemas cujas origens acabam sendo de difíceis determinações, em

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Patologias das Impermeabilizações

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ARTIGO

Nevacir de Andrade

Ana Paula de Andrade

Engenheiro Civil

Pós graduada em Impermeabilização

decorrência de erros construtivos que se não sanados podem gerar algum tipo de ocorrência no futuro. Citamos a seguir alguns fatores que podem interferir na performance do sistema impermeável: - Regularização executada sem aderência no substrato, com traço fraco (pouco cimento) ou com excesso de água, ou ainda por falta de cura adequada que podem, em pouco tempo, apresentar trincas ou esmagamento e, avariar o material impermeável.


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- Proteção mecânica com juntas de dilatação mal dimensionadas, composição inadequada da massa, falta da camada separadora, podem afetar a impermeabilização pela ação de esforços estáticos ou dinâmicos subestimados. - Alvenaria e concreto têm coeficiente de dilatação térmica diferentes. No seu encontro há necessidade juntas ou telamento para amenizar esse fenômeno gerador de trincas. - Prova de carga – Equipamentos elevados como piscinas e reservatórios têm comportamento estrutural distinto quando vazios ou com carga total. A execução da prova de carga mostra defeitos decorrentes de esforços sofridos pela estrutura que podem ser corrigidos. Caso contrário, possíveis fissuras ou trincas vão aparecer após a impermeabilização, gerando vazamentos muito mais difíceis de reparar e, com altos custos adicionais. - Rodapés das lajes soltos- Esse é um dos problemas de maior ocorrência nos edifícios com o passar do tempo. Deve-se observar a correta execução da proteção mecânica, com armação de tela metálica ou

plástica hexagonais, excedendo no mínimo 10cm a altura de acabamento da manta asfáltica e, com pelo menos 2cm de profundidade, reboco a dentro. - Ralos, principalmente os dos banheiros, são pontos campeões de vazamentos nos edifícios residenciais, tendo seu ponto fraco na sua junção perimetral com a laje. Esses equipamentos devem obrigatoriamente serem reforçados com telas ou outros materiais flexíveis. Por outro lado, a falta de impermeabilização acarreta problemas com soluções corretivas de altos custos como, por exemplo, a corrosão das armações, além das desagradáveis infiltrações nos banheiros dos edifícios. Em decorrência desses poucos exemplos, o trabalho de impermeabilização deve ser precedido de análise detalhada de cada local de serviço com as providências necessárias dos reforços adequados a cada caso, tudo devidamente registrado e, com o conhecimento de todas as partes envolvidas, podendo-se assim definir com clareza as responsabilidades técnicas da operação.

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Planejar a infraestrutura urbana com PPP e BTS A América Latina tem investido entre 1% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, bem abaixo dos 5% a 7% do Sudeste Asiático, uma região que compete pela atração de investimentos. Para expandir essa conta, a América Latina precisa da participação maior do setor privado nos projetos. Mas como fazer isso em meio à instabilidade políti-

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INFRAESTRUTURA URBANA

Mário Yoshinaga Arq.Urb. PhD em infraestrutura urbana

ca e aos escândalos de corrupção? De acordo com Nicholas O’Regan, irlanês de 48 anos, diretor global de infraestrutura do Escritório das Nações Unidas de Serviços de Projetos (UNOPS), a resposta é planejar a infraestrutura no longo prazo”.( Revista Exame, 14/6/2017). O´Reagan diz também que a dívida pública elevada


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limita os empréstimos de bancos de desenvolvimento e um dos caminhos está nas concessões e parcerias públicos-privadas (PPP). As PPP, contudo, precisam trabalhar as suas dificuldades, tanto do setor público como o da iniciativa privada. Do lado do governo, é preciso considerar que o relacionamento com o setor privado requer confiabilidade, e sendo os PPP um contrato que extrapola uma gestão, em geral com prazos superiores a 15 anos, as condições do acordo devem sobreviver a vários governos. Para essa sobrevivência é preciso observar algumas condições dessa contratação. Uma delas é a precisão do objeto contratado, constante nos documentos, principalmente a do projeto executivo detalhado e minuciosamente especificado, evitando-se assim as possibilidades de alterações na obra. Os dados do projeto e o desempenho previsto para os ambientes e materiais devem ser claros o suficiente para que a em-

presa concorrente possa elaborar com segurança o seu plano de retorno de investimentos. Por parte das empresas privadas, o cenário de projetos de longo prazo com o poder público pode causar insegurança, assim como a possibilidade de serem envolvidas em ambientes de corrupção em dinheiro, em serviços ou outras formas pode ser negativo. Ficam também apreensivas com as demoras e a burocracia nos pagamentos e a efetividade legal das cobranças contra o poder público. Das PPP, vale a pena considerar também os contratos BTS Built to Suit ( construído sob medida), onde se pode incluir, além da construção, a manutenção da obra. Pode-se construir um escritório e alugar para o cliente e depois de 20-30 anos torná-lo um patrimônio do contratante. Mas vale a pena o risco de ambas as partes, em face de carência de recursos do poder público e à disponibilidade de capital no setor privado.

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SAÚDE PÚBLICA

Poluição sonora como redutora da qualidade de vida O cotidiano da vida moderna, em especial em ambientes industriais e urbanos, expõe os indivíduos a ruídos constantes e sempre presentes na rotina diária, tornando-os, de certa maneira, imperceptíveis, causando declínio da capacidade auditiva normal ao longo de nossas vidas e perda parcial da audição. Por ser um dano que se desenvolve de modo contínuo, vagaroso e gradualmente durante muitos anos, seu diagnóstico precoce é difícil. No âmbito da saúde laboral, a perda auditiva é o agravo mais frequente dos trabalhadores em diversos ramos de atividade (siderurgia e metalurgia, por exemplo), assim como na vida diária de moradores vizinhos de aeroportos, avenidas movimentadas, de fundações de obras civis, de casas de show, ou mesmo “pancadões”, comprometendo nossa qualidade de vida, situações que se enquadram no conceito de poluição ambiental (Figura 01). A legislação brasileira determina níveis de ruído como forma de controlar e planejar o uso do solo e das

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Por Sérgio Serafini Júnior Geógrafo PhD, professor da faculdade Piaget (Suzano)

Ricardo José Lavitschka Biólogo Ms, professor da faculdade Piaget (Suzano)

funções urbanas, na perspectiva da intensidade de poluição sonora emitida por diferentes fontes (trânsito urbano, obras civis, templos religiosos, por exemplo). Municípios, órgãos ambientais e de trânsito também se referenciam por normas técnicas editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Instituto Brasileiro de Normatização e Metrologia (INMETRO), que definem os limites dos diferentes ruídos, acima dos quais, são classificados como poluição sonora. Há uma relação logarítmica utilizada para mensuração da intensidade sonora, o decibel (dB). A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como de potencial causador de dano auditivo, (dano permanente às células sensoriais presentes na cóclea), aqueles ruídos acima de 75 dB, embora ruídos constantes acima de 55 dB já causem desconforto acústico. Apenas para comparação, o nível de ruído entre duas pessoas conversando oscila na faixa de 30-40 dB. No caso de ruídos muito elevados, como os dos es-


citada, além de aplicação de questionários de pesquisa de opinião pública, sobre o incômodo causado pelas atividades produtoras dessa poluição sonora àqueles moradores do entorno próximo, pois além das perdas auditivas, há também outros efeitos fisiológicos negativos, potencialmente causadores de problemas de saúde, relacionados à exposição constante à níveis elevados de ruídos. A partir dessas ações (diagnóstico, monitoramento e pesquisa de opinião pública de entorno), torna-se possível se obter um melhor dimensionamento da intensidade e do alcance dos impactos sonoro e seus incômodos causados no âmbito da área de interesse, em busca da garantia da manutenção da qualidade de vida da sociedade como um todo. Nos ambientes de trabalho em que sejam constatados níveis elevados de pressão sonora acima dos limites legais estabelecidos, o empregador deve: i) implementar um programa de conservação da audição; ii) realizar teste auditivo periódico aos seus funcionários; iii) fornecer equipamentos de proteção auditiva, com treinamento para uso adequado; e, iv) monitorar níveis de ruídos periodicamente nos ambientes internos de trabalho, para garantir conforto acústico necessário. Nesta mesma direção, é importante que os grandes setores da economia se cotizem na direção de reduzir os impactos causados pelo excesso de ruído em pró da saúde pública brasileira.

divulgação

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tampidos de fogos de artifícios ou de armas de fogo, estes podem chegar à 170 decibéis (dB), causando danos na audição humana pela ruptura da membrana timpânica, subluxações dos ossículos da orelha média, além do comprometimento das células sensoriais presentes na cóclea. (Figura 02). O estilo de vida atual nos torna mais insensíveis aos diferentes níveis de ruído no nosso dia a dia, como se fossem algo natural ou mesmo inofensivo, dificultando tomada de decisões quanto às medidas necessárias para avaliação desse impacto ambiental causador de danos aos indivíduos e à população como um todo. Tamanho são os danos ambientais e sociais causados pelo excesso de ruído na vida cotidiana que, para chamar a atenção desse problema recorrente em todo mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 3 de março como o Dia Mundial da Audição, como forma de fortalecer ações voltadas para uma visão mais crítica dos danos que fazem reduzir nossa qualidade de vida. Neste contexto, a realização de laudos técnicos dimensionando os níveis de ruído em diferentes segmentos da economia, é uma ferramenta importante de gestão ambiental que deve ser adotada rotineiramente pelas diferentes atividades econômicas em suas áreas internas e em suas vizinhanças de entorno próximo. Portanto, para atividades geradoras de ruído, é importante que sejam feitos registro e monitoramento dos níveis da pressão sonora por equipe técnica capa-

Figura 01: Um aspecto cotidiano comum e fonte constante de ruídos

Figura 02: Distribuição das diversas estruturas responsáveis pela audição humana.

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Revista Panorama - AEAAS - Ano 2 - Edição nº 09  

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