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PALAVRA DO PRESIDENTE Prezados Associados e Parceiros AEA, Embora a diretoria executiva, membros das comissões técnicas e do staff da entidade tenham se dedicado arduamente em assuntos múltiplos, o tema central do Relatório de Atividades 2017 da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva não poderia ter outro senão o Programa Rota 2030, em substituição ao Programa Inovar-Auto, que se encerra no próximo dia 31 de dezembro. Deixamos para trás 2016, quando a indústria automotiva brasileira fechou o ano com menos de 2 milhões de unidades emplacadas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Esse número significou retroceder ao mercado interno de uma década atrás. Na realidade, a queda de vendas internas começou em 2014, depois de o Brasil ter sido o 4º mercado mais importante do mundo, com 3,7 milhões unidades em 2013. Na contrapartida, no final de 2012, por conta do Programa Inovar-Auto, a indústria local passou a investir em inovação e engenharia, cujo montante de 2012 a 2017 deve chegar a R$ 15 bilhões. Ao adentrarmos em 2017, porém, o cenário setorial começou a dar sinais de alento. Devemos fechar o ano com 2,2 milhões de unidades emplacadas no mercado interno e as exportações devem atingir a casa das 750 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No relatório de atividades da AEA em 2015, afirmei que, “por princípio, defendo a tese de que, nesses momentos, surgem as oportunidades àqueles que, com serenidade, perspicácia e persistência, encontram no trabalho a sua mais importante ferramenta contra a crise, esta passageira. Nesta lição de casa, surgem também circunstâncias propícias ao desaparecimento daqueles que vencem somente em épocas de alta demanda”. Ratifico o quê disse há dois anos. Passamos o ano de 2017 com louvor e muito trabalho. Mobilizamos os nossos principais engenheiros nos seis grupos técnicos do Rota 2030, além de indicar representantes ao sétimo GT, o de híbridos e elétricos. Participamos, desde o princípio das reuniões, em março desde ano, de todas as plenárias no MDIC, ABDI e em outros fóruns onde o programa obteve detalhamento técnico, diga-se, aliás, em benefício do setor automotivo e da sociedade brasileira.

Mais do que participar, no entanto, a AEA foi porta-voz do Rota 2030 em todos os eventos realizados pela entidade ao longo de 2017, em especial em seu maior encontro técnico e também do País, o SIMEA – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, em setembro último, no Rebouças Centro de Convenções, em São Paulo. Em paralelo ao Rota 2030, a AEA realizou também a 1º edição do Seminário PCVE - Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões, baseado no tratado internacional Auto Oil, já adotado nos Estados Unidos, Comunidade Europeia e Japão. Relevante mencionar que a AEA havia sido, por meio do Acordo de Cooperação Técnica 001/2016, da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do Ministério de Minas e Energia, indicada para coordenar as discussões técnicas dos estudos da influência dos combustíveis e das tecnologias veiculares da frota brasileira nas emissões atmosféricas, assim como participar do levantamento de dados e informação científica, do aprimoramento do monitoramento e da modelagem da qualidade do ar. Por fim, gostaria de dizer que o setor automotivo brasileiro começa a vislumbrar anos melhores a partir de 2018. E a AEA está pronta para corresponder às demandas do setor automotivo, com o objetivo sempre de oferecer os melhores serviços técnicos em favor do Brasil. Agradeço a todos que estiveram conosco em 2017. Desejo a vocês um ótimo final de ano. Que possamos estarmos juntos em 2018 com muita saúde e paz. E também com muita garra, marca registrada os profissionais que compõem o quadro da AEA.

Edson Orikassa Presidente AEA


SUMÁRIO 10

Área Técnica de Eletroeletrônica

10

Comissão Técnica de Eletroeletrônica

10 10

Área Técnica de Manufatura

04 04 05

Conselho Diretor 2017

05

Comissão Técnica de Eficiência Energética

05

Comissão Técnica de Emissões de Veículos Leves

05

Área Técnica de Emissões e Consumo de Veículos Pesados

05

Comissão Técnica de Emissões de Veículos Pesados

06

Área Técnica de Emissões e Consumo de Motos

06

Comissão Técnica de Aldeídos para Motociclos

06

Área Técnica de Segurança Veicular

06

Comissão Técnica de Segurança Veicular

06

Comissão Técnica de Segurança de Testes de Impacto

07

Comissão Técnica de Segurança Viária

20

07

Seminário de Manufatura Automotiva

Área Técnica de Acreditação de Laboratórios

22

07

Comissão Técnica de Acreditação de Laboratórios de Motos

XXV Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017

26

08

Comissão Técnica de Acreditação de Laboratórios de Veículos Leves

X Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos Workshop HVO

08

Comissão Técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratórios de Motores Ciclo Otto

28 29

08

Comissão Técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratórios de Motores Ciclo Diesel

31

6º Prêmio AEA Destaque Novos Engenheiros

09 09

Área Técnica de Combustíveis

32

Comissão Técnica de Diesel/Biodiesel

Ações em parceria com Órgãos Governamentais Cursos

09

Comissão Técnica de Gasolina/Etanol

09

Área Técnica de Lubrificantes

09

Comissão Técnica de Lubrificantes e Fluidos

33 34 35 36 39

Diretoria Executiva 2017/2018 Área Técnica de Emissões e Consumo de Veículos Leves

Comissão Técnica de Manufatura Avançada

11 11

Grupos de Trabalho Especiais

11 12 12

GT ORVR – Emissões Evaporativas

14

Seminário de Segurança Veicular e Eletroeletrônica

16

Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis

18

XI Prêmio AEA de Meio Ambiente

GT PCVE – Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões (Auto Oil)

Eventos Seminário de Propulsões Alternativas

Seminário PCVE - Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões

Parceiros Institucionais Vantagens para Associado Empresas Associadas Agradecimentos


CONSELHO 2017 PRESIDENTE:

ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS E ESTATAIS:

Stephan Blumrich, Umicore

Claudio Akio Ishihara, MME Ministério de Minas e Energia

VICE-PRESIDENTE:

Margarete Maria Gandini, MDIC Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Renato Romio, IMT Instituto Mauá de Tecnologia

Milton Frantz

SÓCIOS INDIVIDUAIS:

Paulo Henrique Demarchi, PRF Policia Rodoriária Federal

Elcio Luiz Farah

Paulo Macedo, IBAMA

José Edison Parro

Renato Linke, CETESB

Vicente Alves Pimenta INICIATIVA PRIVADA: Antonio Megale, Volkswagen Carlos Bonote, VCA South America Gino Montanari, Magneti Marelli Henry Joseph Jr., Volkswagen Ricardo Simões de Abreu, Mahle

UNIVERSIDADES E INSTITUTOS DE PESQUISA Claudia Andreatini, UNIP Douglas Eduardo Zampieri, FAPESP Renato Penteado, LACTEC Ronaldo de Breyne Salvagni, POLI USP Mario dos Santos Guitti, IQA Instituto da Qualidade Automotiva

DIRETORIA 2017/2018 PRESIDENTE:

Marcello Depieri, Magneti Marelli

Edson Orikassa, Toyota

Marcelo Massarani, FDTE – POLI USP

VICE PRESIDENTE: Marcos Clemente, Mahle DIRETORIA EXECUTIVA: Anderson Suzuki, Toyota Carlos Sakuramoto, GM Eugênio Coelho, Ford Flavio Sakai, Harman Gilmar Laigner, FCA Jefferson de Oliveira, Continental

4

Marcio Azuma, Honda Marcus Vinicius Aguiar, Renault Paulo Jorge Santo Antonio, Mercedes-Benz Rodrigo Giglio, Cummins Rogério Gonçalves, Petrobras Sidney Oliveira, Bosch Simone Hashizume, JX Nippon Oil GERENTE ADMINISTRATIVO: Paulo Consonni, AEA

João Irineu, FIAT

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Marcelo Bertocchi, GM

Koichiro Matsuo, Texto Final


COMISSÕES TÉCNICAS E GRUPOS DE TRABALHO ÁREA TÉCNICA DE EMISSÕES E CONSUMO DE VEÍCULOS LEVES Comissão Técnica de Eficiência Energética Coordenador: Marcos Palasio, Robert Bosch Esta comissão técnica realizou cinco reuniões durante o ano de 2017. O principal assunto discutido foram as metas relacionadas à eficiência energética, definidas pelo programa “Rota 2030”, a serem atingidas pelo setor automotivo. Além disto, foram discutidos ainda os seguintes temas, contando com apresentação de diferentes empresas ao longo do ano: “Status da Norma ABNT para Medição de Eficiência Energética em Veículos Híbridos e Elétricos”, “Pneus Verdes”, “Visão futura sobre Eficiência Energética para Veículos Leves no Brasil”, “Status de Aprovação do Alternador de Alta Eficiência como Tecnologia Inovadora pelo MDIC”, “Compressor de Deslocamento Variável para Ar Condicionado” e “Contribuição para Eficiência Energética Vinda de Lubrificantes para Baixo Atrito”.

Comissão Técnica de Emissões de Veículos Leves Coordenador: Marcos Palasio, Robert Bosch Vice Coordenador: José Cesar Pontes, GM A comissão aprovou o projeto de norma para os Procedimentos de Ensaio para a Determinação das Emissões Evaporativas e de Reabastecimento de combustível – Certificação de conformidade (ORVR), criada pelo Grupo de Trabalho Emissões Evaporativas, trabalho este que tem como finalidade normalizar a determinação da emissão evaporativa utilizando-se as câmaras SHED de volume variável, largamente usadas internacionalmente e também já permitidas por nossa legislação. O documento fora enviado a entidade normativa ABNT, e passa por consulta interna para que após isto, seja criada uma nova NBR. O grupo trabalha ainda em uma demanda do IBAMA relacionada à necessidade de se incluir ou não, além de um limite em massa para o Material Particulado emitido pela nova geração de motores do ciclo Otto com injeção direta, também a contagem do número de partículas, com a fixação de um limite, tal qual exigido na normalização europeia.

ÁREA TÉCNICA DE EMISSÕES E CONSUMO DE VEÍCULOS PESADOS Comissão Técnica de Emissões de Veículos Pesados Coordenador: Tadeu Cordeiro, Petrobras Vice- Coordenador: Angelo Alves, UMICORE Esta comissão técnica continua o trabalho com as discussões relativas ao preparo da fase P8 do PROCONVE, iniciadas em 2016, entretanto, sob nova coordenação. A comissão contou com diversas apresentações de trabalhos técnicos para a preparação das novas fases do PROCONVE P8. As apresentações realizadas foram relacionadas aos temas: “PEMS – Portable Emission Measurement System (Sistema Portátil de Medição de Emissão)”, “Euro VI – Experiências na Europa”, “RDE (Real Driving Emissons) para Veículos Pesados” e “VETCO – Software de Cálculo de Eficiência Energética de Veículos Pesados (Simulação de Emissões de CO2)”. Este grupo realizou também uma reunião conjunta com a Comissão Técnica de Diesel/Biodiesel, com o intuito de discutirem sobre as dificuldades encontradas relacionadas ao óleo diesel de referência. 5


COMISSÕES TÉCNICAS E GRUPOS DE TRABALHO ÁREA TÉCNICA DE EMISSÕES E CONSUMO DE MOTOS Comissão Técnica de Aldeídos para Motociclos Coordenador: Eduardo Sambuichi, Yamaha Vice-Coordenador: Eloy Raposo Mathias Jr, CETESB A comissão foi criada para trabalhar na elaboração de um procedimento para a determinação de aldeídos. Este grupo conta com o apoio e participação ativa da ABRACICLO - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares e do IBAMA. Em 2017, a comissão está sob nova coordenação. Os assuntos tratados foram: continuação da elaboração do procedimento de ensaio de aldeídos (ABNT), comparação dos resultados de emissões de aldeídos emitidos por diferentes modelos de motocicletas de diferentes fabricantes, revisão do projeto de norma 005:102:006-003 e revisão da norma ABNT NBR 16369 aberta para consulta pública.

ÁREA TÉCNICA DE SEGURANÇA VEICULAR Comissão Técnica de Segurança Veicular Coordenador: Carlo Gibran, Bosch Vice-Coordenador: Rodrigo Laurito, Volkswagen A comissão técnica de segurança atua na área de maneira ampla, considerando todos os aspectos relativos ao indivíduo, ao veículo e à infraestrutura. Ela teve papel relevante no suporte técnico a elaboração de regulamentos hoje vigentes, como para-choques, protetores laterais e faixas refletivas de veículos de carga, ABS e airbag, extintores de incêndio, ensaios de impacto, ITV, películas de vidros, rodas sobressalentes, dentre outros assuntos. Também possui um histórico importante na elaboração de cartilhas de orientação ao consumidor final, publicadas pelo DENATRAN, tendo como exemplos as cartilhas de Airbag e ABS, cartilha sobre pneus, engate traseiro e cartilha do sistema de iluminação. Durante o ano, diversos outros assuntos foram discutidos nesta comissão, como: a atualização da Cartilha de Iluminação, Relatório de Impacto Lateral, Ofício DENATRAN - Sistema de Proteção a Pedestres, Etiquetagem de Segurança Veicular, Extintor de Incêndio (PL 3404/2015), Pneu de Uso Temporário – Estepe (PL 82/2015), Compêndio Desencarceramento (Fichas de Resgate – Corpo de Bombeiros).

Comissão Técnica de Segurança de Testes de Impacto Coordenador: Vilson Tolfo, FCA Vice Coordenador: Flávio Ferreira, Toyota Os testes de impacto são uma forma de se avaliar a segurança dos veículos e seu desempenho para evitar acidentes e proteger o condutor e os pedestres. A Latin NCAP vem alcançando níveis cada vez mais altos de excelência na realização destes testes e a AEA, por sua vez, tem por objetivo formar a voz da indústria frente à Latin NCAP. A Latin NCAP tem o mesmo formato do outros programas NCAP já existentes no mundo, porém é dirigida ao público consumidor da América Latina e Caribe e por isso, é necessário ter a visão continental e não somente nacional. Para tanto, a AEA tem buscado aproximação com associações do mesmo segmento em países vizinhos. O objetivo é obter um alinhamento e cooperação com a Argentina (AITA), com o México e a Colômbia. Além disto, o grupo iniciou um trabalho conjunto entre a AEA e a ACEA na Europa. Este trabalho tem um caráter altamente estratégico, devida a vas6


ta experiência da ACEA em representar a voz da indústria frente ao NCAP de forma geral. Foram discutidos por esta comissão durante o ano de 2017: a certificação conjunta de CRS – Child Restraint System (Sistema de Retenção de Crianças “Cadeirinhas”), o Protocolo Latin NCAP 2020, o AEB (Automatic Emergency Brake), o CRS Fitting Day e a Proteção para Pedestres. A comissão foi convidada para participar do Tech Day de Segurança Veicular, promovido pela Smarttech, com uma palestra sobre o Latin NCAP. Um dos participantes da CT discorreu sobre os requisitos da Latin NCAP para avaliação de crash tests bem sucedidos e as diferenças de protocolos dos países para a pontuação dos veículos nos ensaios. Foi citado como um dos desafios para a segurança a educação de trânsito, a conscientização do pedestre e a fiscalização.

Comissão Técnica de Segurança Viária Coordenador: Wagner Fonseca, Netz Engenharia Automotiva Vice-Coordenador: Antônio Sérgio Biancardi, Individual O objetivo desta comissão é contribuir com a segurança viária ligada à mobilidade, provendo suporte técnico ao poder público na definição de ações que visam a redução e prevenção de acidentes de trânsito assim como na redução da poluição atmosférica provocadas por veículos automotores. A comissão técnica, que foi formada em 2015, discute internamente e com outras instituições os cenários da segurança viária no Brasil e no mundo, principalmente no que tange a geração de estatísticas de trânsito, incluindo investigações de causas de acidentes e informações provenientes de programas de inspeção técnica veicular e ações de redução da poluição ambiental, como forma de gerar e organizar informações para tomadas de decisão pelas autoridades de trânsito. Em 2017 foram discutidos os temas: Ofício DENATRAN - Sistema de Proteção a Pedestres, MSPT (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), Infosiga e Infomapas, Inspeção Técnica Veicular, Plano Nacional de Redução de Acidentes, Observatório Nacional de Segurança Viária. A comissão pretende desenvolver um Trabalho Técnico que poderá fazer parte do SIMEA 2018.

ÁREA TÉCNICA DE ACREDITAÇÃO DE LABORATÓRIOS Comissão Técnica de Acreditação de Laboratórios de Emissões de Motos Coordenador: Ricardo Grotto, Honda Vice Coordenador: Raphael Sedano, Magneti Marelli Esta comissão estuda a harmonização de normas e procedimentos de ensaios de emissões em motociclos e ciclomotores, a definição de cálculos de consumo, as correlações interlaboratoriais e estudos sobre emissões de aldeídos e evaporativas, tudo isso através de correlações, que acontecem anualmente e que são administradas pelo próprio INMETRO. A Correlação AEA-INMETRO 2017 foi o tema principal do ano. O grupo já trabalhou em 6 rodadas de ensaios de correlação, sendo ensaiados 2 diferentes ciclos de condução e 7 motocicletas participaram das comparações. Esta comissão tem parceria com representantes do governo e institutos: INMETRO, CETESB, LACTEC e IMT. 7


COMISSÕES TÉCNICAS E GRUPOS DE TRABALHO ÁREA TÉCNICA DE ACREDITAÇÃO DE LABORATÓRIOS Comissão Técnica de Acreditação de Laboratórios de Emissões de Veículos Leves Coordenador: Danilo Torres, GM Vice-Coordenador: Edson Paixão, UMICORE Esta comissão foi criada com o objetivo de harmonizar os procedimentos de ensaios de emissões veiculares em veículos, para fazer com que os laboratórios de emissões tenham um mesmo grau de confiabilidade em seus resultados de emissões e consumo nos testes previstos. O grupo trabalha na formulação de um guia de cálculos de incertezas de medição nos ensaio de emissões; na discussão da realização de ensaios de proficiência entre a comissão da AEA e o INMETRO (já foram realizados oito ensaios de proficiência contando com a participação de todos os laboratórios de emissões nacionais). Outro trabalho da comissão é a garantia da rastreabilidade das medições efetuadas nos laboratórios, através da correta calibração de seus equipamentos, utilizando-se de padrões e materiais de referência como, por exemplo, as misturas gasosas. O grupo tem um pé no futuro, vislumbrando novos métodos de medição, incluindo as tendências mundiais na determinação e controle das emissões veiculares; como por exemplo, a contagem de partículas muito pequenas. No ano de 2017 foram tratadas a Validação do Procedimento de Calibração de Divisoras de Gases, Correlação AEA-INMETRO 2016 (resultados); a Correlação AEA-INMETRO 2017 Ciclos Otto e Diesel; a Correlação AEA-INMETRO 2018; o Ensaio de Proficiência Mercosul; os Padrões da Acetaldeído, Formaldeído e Etanol e o Combustível Padrão. Esta comissão tem parceria com representantes do governo e institutos: INMETRO, CETESB, CETEC, LACTEC, IMT e PUC-RJ.

Comissão Técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratórios de Motores Ciclo Otto Coordenador: Rodrigo Faggi, IMT Vice-Coordenador: José Pedro Pereira Jr., SENAI - CETEC O objetivo da comissão técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratório de Motores do ciclo Otto é contribuir para a acreditação dos laboratórios de testes de motores do ciclo Otto, promover correlações interlaboratoriais nacionais e internacionais e harmonizar procedimentos de ensaios aumentando o grau de confiabilidade dos resultados dos testes feitos pelos laboratórios participantes. Esta comissão realizou, em 2016, a primeira rodada de ensaio de proficiência, com a parceria dos laboratórios de empresas associadas a AEA, INMETRO e CETESB. Em 2017, foram realizadas a apresentação dos resultados da última rodada da comparação interlaboratorial pelo Inmetro (2017) e as definições referentes a próxima comparação interlaboratorial - 2018.

Comissão Técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratórios de Motores Ciclo Diesel Coordenadores: Maurício Carrasco, MWM Vice-Coordenador: Márcio Auada, Cummins Na mesma linha das comissões de ensaios de laboratórios, o objetivo da comissão técnica de Ensaio de Proficiência de Laboratório de Motores do ciclo Diesel é contribuir para a acreditação dos laboratórios de testes de motores do ciclo Diesel, promover correlações interlaboratoriais nacionais e internacionais e harmonizar procedimentos de ensaios aumentando o grau de confiabilidade dos resultados dos testes feitos pelos laboratórios participantes. Em 2017 foi iniciada a 1ª Correlação AEA-INMETRO. Este foi o tema principal do ano. 8


ÁREA TÉCNICA DE COMBUSTÍVEIS Comissão Técnica de Diesel/Biodiesel Coordenador: Christian Wahnfried, Bosch Vice-Coordenador: Gilles Laurent, Actioil Durante o ano de 2017, a comissão discutiu o Renovabio, o desenvolvimento de uma Cartilha de Boas Práticas, além do Diesel de Referência P8. Além disso, o grupo desenvolveu o I Workshop - Combustível Renovável para Motores Diesel - HVO”, que foi realizado em outubro, no Instituto Mauá de Tecnologia, com organização da AEA. Também estão sendo realizados o acompanhamento e suporte ao Grupo de Trabalho de testes com biodiesel criado pelo MME em atendimento à lei 13.263 de 23/03/16, sobre o aumento da mistura de biodiesel, além do trabalho contínuo de acompanhamento de problemas e ocorrências de campo com o diesel brasileiro.

Comissão Técnica de Gasolina/Etanol Coordenador: Franck Turkovics, Peugeot Citroen Vice-Coordenador: Sandra Garzuzi, GM O objetivo desta comissão é discutir a gasolina comercializada atualmente no Brasil: qualidade, evolução, especificações, adequação dos combustíveis gasolina e etanol às novas tecnologias de motores. Estudar a corrosão (relacionada ao combustível etanol) E100, a unificação do mercado de etanol no Brasil para 100% de etanol anidro. Sobre os aditivos, o grupo discute tipos e funções. Estudo da origem dos depósitos de válvulas formados no sistema de injeção direta, e nos bicos injetores. Evoluções dos setores gasolina e etanol em termo de oferta e capacidade de produção a médio e longo prazo. Em 2017, foram adicionados aos trabalhos realizados pela comissão a discussão da Adtivação Compulsória da Gasolina, Especificação RON Mínimo, Qualidade dos Combustíveis em Campo, Consulta Pública PROCONVE E PROMOT, Rota 2030, Gasolina Alta Octanagem, Renovabio, Combustível Brasil, Aditivação total H2.

ÁREA TÉCNICA DE LUBRIFICANTES Comissão Técnica de Lubrificantes e Fluidos Coordenador: Roberta Miranda Teixeira, Ipiranga Vice-Coordenador: Everton Gonçalles O objetivo desta comissão é reunir todos os segmentos da indústria que possuem influência do produto lubrificante e fluidos, no intuito de disseminar informações e consensar/interagir e influenciar decisões de legislação e mercado. Ao longo do ano de 2017 foram discutidas as normas da troca de óleo; foram apresentados trabalhos realizados pelas empresas de tecnologias de aditivos sobre lubrificantes e eficiência energética, além do desenvolvimento de uma cartilha de Boas Práticas. A comissão desenvolveu também um trabalho de Contribuição para Eficiência Energética Vinda de Lubrificantes para Baixo Atrito. A comissão apresentou ainda a palestra “Eficiência energética e os óleos de motor”, no Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, realizado em Outubro. O evento reuniu os principais atuantes desta indústria para debater e compartilhar os principais desafios e trabalhos com o objetivo de dar continuidade ao progresso da eficiência energética. 9


COMISSÕES TÉCNICAS E GRUPOS DE TRABALHO ÁREA TÉCNICA DE ELETROELETRÔNICA Comissão Técnica de Eletroeletrônica Coordenador: Ricardo Takahira O objetivo do Comitê Técnico de Eletroeletrônica da AEA é integrar as empresas, fornecedores e consumidores, especialistas, acadêmicos e entidades ligadas à mobilidade para estudar e suportar as discussões que tratam no país da legislação e regulamentação dos componentes e sistemas embarcados que utilizem a Eletroeletrônica automotiva. A comissão contribuiu na organização do Seminário de Segurança Veicular e Eletroeletrônica, além da atuação com a ANATEL, INPE radioastronomia e representantes de laboratórios e OCDs, em conjunto com a comissão da ABNT de ITS – Intelligent Transport Systems e o Fórum de IoT Automotivo. No ano, foram discutidas também a Cobertura de Sinal em Estradas, IoT e Sistemas de Chamadas de Emergência. Tendo conseguido recomendar com seus estudos e relatórios de EMC/EMI o uso da banda de 24GHz UWB - ultra banda larga, para uso primário como Radar Automotivo (Consulta Nacional resolução ANATEL 506/2008-2015) e continua os estudos para o mesmo objetivo da banda de 79 UWB contando com a colaboração internacional da ITU – International Telecom Union, do consórcio “79 GHz Project”, Ertico e através engenheiros das empresas Europeias, Americanas e Asiáticas que participam das discussões internacionais, onde aguardamos a criação do GARREG – “Global Automotive Radio Regulations Expert Group”. Atua também nos assuntos rFMS e Telemetria/Telematic associado a serviços e aplicativos em lançamento. Para o próximo ano, a comissão vai passar por uma reestruturação na coordenação, com a contribuição dos parceiros Robert Bosch e Mercedes-Benz, e vai tratar de novos temas sobre eletromobilidade.

ÁREA TÉCNICA DE MANUFATURA Comissão Técnica de Manufatura Avançada Coordenador: Anderson Borille, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) A AEA formou a nova Comissão Técnica de Manufatura AEA; foram realizadas duas reuniões do grupo para dar início aos trabalhos. O objetivo será discutir de forma ampla todos os conceitos, metodologias, tecnologias, entre outros tópicos, sobre Manufatura Avançada provendo subsídios e suporte técnico ao Governo Federal por intermédio da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) na elaboração dessa política nacional e trabalhará na disseminação da conceituação, metodologias e tecnologias para uma implementação efetiva em âmbito nacional e em todo setor produtivo.

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GRUPOS DE TRABALHO ESPECIAIS Grupo de Trabalho Especial PCVE – Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões (Auto Oil) Coordenador: Sylvia Talyta Ferreira, Toyota Por meio do grupo de trabalho, a AEA promoveu o Seminário PCVE - Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões, em Novembro. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais com vasta experiência na área de emissões e qualidade do ar para proporcionar conhecimento, esclarecer questões atuais e futuras sobre inventários de emissões nos grandes centros urbanos, além de compartilhar experiências globais de programas similares. Além disso, o grupo promove a discussão das pesquisas para o levantamento de dados técnicos relacionados às emissões de poluentes do binômio veículo-combustível e o impacto na qualidade do ar. O objetivo final é desenvolver modelos matemáticos para que as previsões sejam mais precisas e confiáveis para o mercado de combustíveis brasileiro. Até hoje, foram conduzidos mais 1400 testes com 11 combustíveis (Gasolina, Etanol e Diesel) e veículos passageiros (todas as fases do PROCONVE), motos (todas as fases do PROMOT) e motores para caminhões estão em preparativos.

GT ORVR – Emissões Evaporativas Coordenador: Gabriel Branco, EnvironMentality Vice-coordenador: Renato linke, CETESB O grupo de trabalho Emissões Evaporativas visa executar as demandas da comissão técnica de Emissões de Veículos Leves, relacionadas a evaporação de combustível, através de estudos técnicos e procedimentos de testes de laboratórios que medem este tipo de emissão, elaboração de relatórios técnicos e criação de projeto de norma ABNT.

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EVENTOS

PROPULSÕES ALTERNATIVAS PODEM AJUDAR NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

om o fim do Inovar-Auto este ano e a formalização do programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, a nova política industrial a partir de 2018, as propulsões alternativas tendem a ganhar papel preponderante no setor automotivo brasileiro, assim como já é uma realidade, ainda que em proporções restritas, em mercados mais evoluídos. Esta foi a tônica da 3ª edição do Seminário de Propulsões Alternativas, promovida pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, realizada no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, que trouxe o tema “Aplicações atuais e futuras das novas propulsões”, com a participação de cerca de 140 profissionais da indústria e representantes do Governo e de universidades. A nova célula de combustível alimentada 100% a etanol, denominada “E-Bio Fuel Cell System”, também tema da apresentação ministrada por Ricardo Abe, gerente de produto da Nissan, foi apresentada ao público presente. Trata-se de um ciclo neutro de carbono que emite gás limpo na atmosfera com autonomia similar a de carros com motor à gasolina e que dispensa carregamento em um posto de recarga. “Esta tecnologia utiliza um combustível líquido fácil de manusear que produz eletricidade carregando a bateria para alimentar o motor elétrico. O hidrogênio é produzido a partir de etanol e água por meio da reação principal e a eletricidade é gerada pela reação do hidrogênio com oxigênio do ar”, afirmou Abe. Um projeto cujo objetivo é prover serviços baseados em tecnologias inovadoras e ecologicamente sustentáveis com foco em melhorias para a mobilidade, segurança e comodidade a trabalhadores, empreendedores, visitantes e turistas em prol da consolidação do Parque Tecnológico Porto Digital foi exibido por Angelo Leite, da Sertell em apresentação “Fortaleza Car Sharing”. O negócio de carro

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compartilhado que utiliza aplicativo para cadastro e para abertura dos veículos elétricos, inclusive, apresentou em seis meses, segundo o palestrante, resultados como 2.374 cadastrados, 20 km distância média por viagem e 1.165 viagens. O subsecretário de Energias Renováveis do Governo do Estado de São Paulo, Antonio Celso de Abreu, marcou presença durante o evento com apresentação “Programa Paulista de Biogás (uso veicular)”, iniciativa que traz como objetivo o aumento da participação das energias renováveis na matriz energética paulista. “O Plano Paulista de Energia estabelece políticas públicas capazes de estimular o crescimento econômico com um uso menos intensivo de energia, por meio da eficiência energética, da ampliação do uso de energia renováveis. Dentro deste contexto, o ‘Programa Paulista de Biogás’, por exemplo, determina a adição de um percentual mínimo de biometano ao gás canalizado comercializado no Estado de São Paulo”, disse o subsecretário. Em palestra “BMW iPerformance: Plug-in hybrids with BMW i know-how”, o diretor de engenharia da BMW Elmar Hockgeiger exibiu o conceito modular de bateria adotado nos BMW i3 e BMW i8 e o design bastante compacto do conjunto integrado do motor elétrico com a eletrônica de potência, também usado nos modelos de performance da montadora. No período da tarde, o seminário apresentou quatro palestras, com trabalhos da Universidade Federal do ABC, da Itaipu Binacional, da Air Liquide e da BYD. Sergio Avelleda, secretário municipal de Transporte de São Paulo, falaria sobre a “Retomada do Programa Eco Frotas”. No entanto, diante do iminente dia de greve nacional, Avelleda não pôde comparecer ao evento. Desde as primeiras horas desta quinta-feira, o secretário atendeu à Imprensa. O professor Daniel de Florio, da Universidade Federal do ABC, defendeu a tese de que “é preciso acabar com o uso de combustíveis fósseis. É uma questão de saúde pública”. E discorreu sobre a extração de hidrogênio a partir de etanol e de gás natural, para abastecer as células a combustível como fonte energética em veículos automotores. Há 17 anos à frente dos estudos científicos de células a combustível na UFABC, Florio reconhece o elevado custo de produção dessa fonte energética, mas – de outra parte – mostrou cases de sucesso na Califórnia, parte da Europa e no Japão. Marcio Massakiti Kubo, coordenador de P&D da Itaipu Binacional, falou sobre o Programa Veículo Elétrico, que nasceu em 2006 na empresa. Segundo Kubo, os motores a combustão, por meio de combustível fóssil, apresentam eficiência energética de apenas 15%, se considerada “do poço à roda”, enquanto os veículos elétricos 40%. “Trata-se de um ganho extraordinário... Nossos estudos indicam que se transformássemos toda a produção de autoveículos – 3,4 milhões de unidades, em 2011 – em

elétricos, o impacto seria um adicional de apenas 3,3% na demanda por energia elétrica do País”, elucida. Kubo salienta que o Brasil não pode ficar fora do programa de mobilidade elétrica, uma tendência irreversível, em sua avaliação. “Se considerarmos ainda que usuário comum de automóvel percorre apenas 54 km/ dia, 80% dos veículos podem ser recarregados em casa e que o custo da energia elétrica é de US$ 4 para cada 100 km rodados, o carro elétrico é mais que viável”. As últimas duas palestras do seminário foram os cases de sucesso da Air Liquide e da montadora chinesa BYD. Em “Geração de hidrogênio sustentável a partir de gás natural renovável”, Caio Mogyca discorreu sobre a reforma de gás natural na obtenção de hidrogênio, processo utilizado na produção dessa fonte energética em mais de 80% dos casos. Carlos Roma, da BYD, por sua vez, falou sobre a inauguração das recentes fábricas de painéis solares fotovoltaicas e de chassis de ônibus e caminhões, elétricos, na cidade de Campinas, e também sobre o caminhão de lixo elétrico, uma realidade já na cidade de Indaiatuba. O evento contou com os seguintes patrocínios: Master: Bosch, Honda, Renault e Toyota; Apoio: Borgwarner. 13


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SEGURANÇA VEICULAR E ELETROELETRÔNICA, NA PAUTA DA NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL iante do cenário atual, a AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva promoveu o 3º Seminário de Segurança Veicular e Eletroeletrônica no auditório da Universidade UNIP, em São Paulo (SP). Com o macrotema “Mobilidade Segura e Conectividade na Era Digital”, o evento trouxe em sua programação 10 apresentações de elevado nível técnico. O diretor de Estratégia da Bright Consulting, Paulo Cardamone, deu início às apresentações com a palestra ‘O Cenário de Tecnologias Veiculares Mundial Versus a Realidade Brasileira’. Ao avaliar os cenários futuros e visualizar a revolução tecnológica, Cardamone afirma que serão quatro fatores invariantes que vão impactar a indústria: consu-

midor, novos players na cadeia produtiva, evolução tecnológica do automóvel global e serviços de mobilidade sob demanda. “O comprador do veículo em 2025, a Geração Z, não conheceu o mundo antes da internet e funcionará como base de impulsionador devido a sua alta dependência tecnológica. Diante disso, é preciso, para quem busca gerenciar a indústria, avaliar os impactos, como a necessidade de maior interação virtual; preparar planos para atender esse consumidor”, exemplificou Cardamone. Outra questão meritória apontada pelo diretor da Bright foi a evolução tecnológica do veículo. “No atual panorama, os veículos estão sendo comercializados com preços elevados e as vendas estão em baixa; a incorporação de tecnologia tende a aumentar ainda mais o valor dos automóveis. Vamos servir ao consumidor oferecendo um produto com preço adequado para a compra?”, questionou. Para Cardamone, é preciso acreditar no setor, mas no futuro a tendência é ter menor número de empresas, com redução efetiva de força trabalho e sistema de manufatura ajustado às necessidades de competitividade e produtividade global. Em palestra Inspeção de Segurança Veicular, Marcos Scomparin, do Grupo CATA, opinou sobre o modelo ideal diante da temática de sua apresentação para a frota de veículos que circula no País. “Para que o consumidor não seja lesado, as inspeções de emissões e segurança devem ser realizadas na mesma estação, com periodicidade que depende da intensidade do uso da frota, o que podem variar entre um

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e dois anos, e que sejam implementadas em todo o País, respeitando as características de cada estado”. Os benefícios da direção autônoma no segmento de pesados foram exibidos pelo palestrante Camilo Adas, da Mercedes Benz, durante apresentação “Caminhões Autônomos”. Na oportunidade, o executivo mostrou a evolução dos veículos da marca quando o assunto é eficiência e conectividade com resultados práticos que elevam a segurança, a produtividade e o conforto dos usuários. “Ao conectar o veículo, o setor deve abrir duas grandes tendências: monetização e novos modelos de transporte, expandindo as oportunidades”, disse Luciano Alakija, da Cisco-Jasper, em palestra ‘Infraestrutura para o Veiculo Conectado e Autônomo’. Na avaliação de Alakija, “a conectividade é apenas o início; posteriormente teremos a infraestrutura das cidades, a compra de veículos, a indústria de manutenção, estacionamentos, ou seja, uma janela de oportunidade que vai requerer atenção por parte do setor”. O secretário dos Transportes de Campinas/SP, Carlos Barreiro, marcou presença no evento da AEA com palestra “Infraestrutura viária e os impactos nos acidentes de trânsito”, exibindo as atividades e iniciativas que contribuíram com a redução de emissões e acidentes de trânsito no município. Entre elas, incentivos no transporte público, com parte da frota 100% elétrica, faixas exclusivas e monitoramento. De acordo com a apresentação ‘Proteção ao Pedestre GTR 09 / UN R.127 – Melhorias no Design dos Veículos’, ministrada por Sandro Alves, da Mercedes Benz, os próximos desafios para a segurança passiva é compatibilizar as estruturas do para-brisa, coluna e teto para proteger também os pedestres, sendo que atualmente estas são fundamentais para garantir a integridade dos ocupantes do veículo. Diante do principio de que o País é conectado, ocupando, por exemplo, a 3a posição no ranking de acesso ao Facebook, com 99 milhões por dia, o palestrante Alexandre Guimarães, da General Motors, em apresentação ‘Comunicação no Carro Seguro’, exibiu avanços da telemática já implantadas no setor, como botão de emergência e pane elétrica ou mecânica, resposta automática em caso de acidentes 24 horas no ar, assistência na recuperação veicular, monitoramento em rota, entre outros. Em complemento à apresentação de Sandro Alves, o engenheiro de Desenvolvimento da Honda, Guilherme Costa, em palestra “Proteção ao Pedestre”, comentou sobre as regulamentações que avaliam a proteção do pedestre atualmente e como foram evoluídas em âmbito global. “Para checar este desmembramento é preciso entender a dinâmica do atropelamento; considerar a proteção para o pedestre no design do veículo no estágio inicial da sua concepção”, disse o engenheiro. O gerente de engenharia da Robert Bosch, Leimar Mafort, levou ao público do evento em palestra ‘AEB – Auto-

nomous Emergency Braking’, as principais vantagens e o funcionamento do sistema. “Os freios de emergência autônomos, ou seja, sistemas de freios automáticos, utilizados com sensores, câmeras ou radares, conseguem determinar uma situação de emergência e acionar o sistema para que ele atue de forma independente. Já está disponível no mercado brasileiro, porém ainda com baixa taxa de aplicação, sendo que os seus benefícios estão ligados diretamente a redução de acidentes de trânsito. Para se ter uma ideia, após instalado no VW Golf na Europa, registramos queda de 45% de colisão”, diz. Mafort. A apresentação ‘Evolução da Estrutura dos Veículos x Impacto Lateral’ foi ministrada por Arley Lombardi, da Applus IDIADA Group, e encerrou as atividades desta edição do Seminário da AEA destinada a engenheiros automotivos, técnicos de órgãos Municipais, Estaduais e Federais envolvidos no segmento; fornecedores de equipamentos, fabricantes de autopeças, pesquisadores, entre outros. O evento foi organizado por Carlos Gibran (Robert Bosch), Flávio Ferreira (Toyota) e Ricardo Takahira (AEA) e contou com patrocínio Master de Bosch, Honda, Renault, Toyota e Volkswagen; e Apoio da Scania. 15


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AEA DEBATE FUTURO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, EMISSÕES E COMBUSTÍVEIS

Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis sob o tema ´Inovação, Sustentabilidade e Impactos na Sociedade é de vital importância no cenário da indústria automotiva, diante das legislações atuais do Proconve, do Promot e com o novo Programa Rota 2030 em substituição ao Inovar-Auto. Com recorde de púbico, cerca de 260 participantes, o evento transformou o Milenium Centro de Convenções, em São Paulo (SP), em palco de um amplo debate e apresentações de extrema relevância a ser discutida para os avanços da indústria automotiva, a iniciar pela palestra de abertura, promovida pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahle, Ricardo Abreu. Diante de grandes e importantes programas brasileiros existentes que desafiam o setor, como COP21, Proconve, Promot e RenovaBio, como encarar as ações e medidas em todas estas frentes de forma integrada? Na visão do diretor, o avanço será no que diz respeito à eletrificação; no entanto, o combustível que vai promover modificações por apresentar respostas mais eficientes em termos de sustentabilidade é o etanol. O uso do etanol como tendência à solução limpa da mobilidade também foi confirmada pelo palestrante Felipe Machado, supervisor de Engenharia da Cummins na apresentação “Desafiando as métricas da eficiência: o balanço entre soluções disruptivas e aperfeiçoamento das existentes”. A função do Programa de Inspeção Veicular e como ela se integra e contribui com as faces do Proconve foi debatida em palestra “Monitoramento e inspeção de veículos em uso: um complemento indispensável à garantia de conformidade com o Proconve”, por Gabriel

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Branco, sócio-diretor da Environmentality, por meio de quatro temas principais: funções do I/M no contexto do Proconve, eletrônica para fraudar também serve para rastrear os problemas, eletrônica para fiscalizar em tráfego: sensoriamento remoto e Eletrônica e ensaios com equipamentos a bordo. O gerente do Setor de Avaliação de Emissões Veiculares da Cetesb, Marcelo Bales, marcou presença no simpósio da AEA com apresentação “Fatores de Emissão de Poluentes dos Veículos Novos: Abordagem Corporativa”, assim como o vice-presidente da Anfavea, Henry Joseph Junior, responsável por ministrar a apresentação “O impacto do Inovar-Auto na indústria automotiva”. O programa implementado no mercado brasileiro em 2012 nasceu com a visão de melhoria da competitividade dos veículos para o mercado interno e de exportação, de importância fundamental para definição do papel do setor como produtor de veículos. De acordo com Joseph Junior, “tivemos investimentos de R$ 15 bilhões em Pesquisa&Desenvolvimento e Engenharia que possibilitaram um grande salto tecnológico em todo o setor. Como exemplo das evoluções, podemos citar os motores menores, turbocompressores, injeção direta, pneus verdes, blocos de alumínio, star stop e avanços no etanol.” Em palestra “Real Drive Emissions”, Marco Schöggl, gerente de Desenvolvimento de Negócios da AVL, reforçou sobre os avanços obtidos com o progresso do Euro III para o Euro V, de 87% de redução na emissão do NOx. Na oportunidade, Schöggl também comentou sobre o próximo Regulamento de Emissões (EU6d) que implementará as Emissões de Condução Real como um requisito de aprovação adicional entre 2017-2020 que visa adicionar a estrada como um ambiente para testes e certificação de emissões. “Benefícios do uso de aditivo para aumento de performance de diesel” foi o conteúdo da apresentação ministrada por Luis Fernando Sabino, especialista em Aditivos de Combustíveis da BASF. O presidente do Subcomitê de Combustível e Lubrificante da JAMA, Hidenori Moriya, também contribuiu com sua participação ao apresentar palestra “Correlação do Teor de Etanol da gasolina e a emissão de material particulado”. O futuro dos combustíveis e motores foi a temática do painel promovido no simpósio, e contou com a participação de Alfred Szwarc, assessor da Presidência da Única, Frederico Kremer, gerente de Soluções Comerciais e Desenvolvimento de Produtos da Petrobras, Fabio Ferreira, diretor de Negócios da Robert Bosch, além da mediação do debate por Sérgio Viscardi, diretor da SLV Consultoria. Para Szwarc, sem o etanol o Brasil seria ou será apenas importador de tecnologias automotivas. “O etanol oferece alto desempenho e baixo impacto ambiental. As políticas públicas devem promover a eficiência energética

e a crescente inserção do etanol na matriz energética”, disse o assessor. Em cenário do mercado de combustíveis brasileiro, Kremer informou que atualmente contamos com 18 refinarias de petróleo e 383 usinas de etanol. Na visão do gerente, é possível afirmar que o impacto do veículo elétrico para o segmento do petróleo não será relevante, o que deve girar em torno de 10%, já que contamos com mercados como o marítimo, por exemplo. A evolução da mobilidade global, segundo Ferreira, no segmento dos elétricos contará com novos OEMs e consumidores, já em veículos leves, a tendência seguirá de forma estável com relevância crescente para os híbridos. Já os veículos comercias, no que diz respeito ao progresso na visão do diretor, crescerá com o domínio do Diesel e demanda por tecnologias alternativas. O simpósio contou com os seguintes patrocinadores Master: Bosch, Honda, Petrobras, Renault, Toyota e Volkswagen; e Apoio de BASF, Borgwarner, Cummins, Ipiranga, Scania, TCA Horiba e Umicore. 17


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AEA ANUNCIA VENCEDORES DO XI PRÊMIO DE MEIO AMBIENTE

AEA - Associação de Engenharia Automotiva realizou o XI Prêmio AEA de Meio Ambiente (em paralelo à Cerimônia de homenagens às entidades participantes do Proconve/Promot), com a participação de cerca de 180 convidados, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. Nesta edição do Prêmio AEA, 49 trabalhos foram inscritos nas quatro categorias: Jornalística, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Social e Tecnologia. Os trabalhos foram analisados por uma banca de jurados, liderada por Alfredo Castelli, coordenador do evento. Na Categoria Jornalística, a grande vencedora foi a reportagem intitulada “Bem-vindo ao futuro”, do jornalista Paulo Campo Grande, que fez matéria para a revista Quatro Rodas. As menções honrosas ficaram para os trabalhos “O país do carro”, do editor do site Autoinforme, e “A apresentação de uma ideia por meio do Riversimple Rasa”, de Gustavo Henrique Ruffo, à época escrita para o site MotorChase. O título de melhor trabalho da Categoria Responsabilidade Ambiental foi para “Zero aterro – GM São Caetano do Sul”, dos autores Andreieli Ribeiro Pinto, Tatiana Gil, Leonardo M. Sanches Junior e Mônica Tatiane Oliveira Lucusi, da General Motors. Ainda na categoria, levaram as menções honrosas os trabalhos “Reformulação do método de análise ambiental e novos projetos”, de Celso Placeres, Márcio Lima, Juliane Rocha e Leonardo Grünewald, da Volkswagen do Brasil, e “Energy treasure hunt as input to environmental cost deployment: the strategy for energy efficiency at Volvo Powertrain Curitiba”, Carolina Bedran, Alice Woicik, Leandro Fernandes, Gislaine Oliveira, Maristela Salmoria e Mario Nawcki, da Volvo. Marcelle Azeredo, o Instituto Jogue Limpo, com o paper “Logística reversa de embalagens plásticas de óleo lubrificante usadas”, foi a

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grande vencedora Categoria Responsabilidade Social. As menções honrosas desta categoria ficaram para “Eduka”, de Evandro Soares, da Kanjiko do Brasil, e “Projeto Associação Borda Viva”, de autoria de Graziela Pontes, da Renault do Brasil. E, finalmente na Categoria Tecnologia, os vencedores foram Luiz Noronha e Gustavo Teixeira, da FPT Industrial, com o trabalho “Os desafios da introdução do óleo API CJ-4 no mercado da América Latina”. Uma das menções honrosas ficou para o “Salvando combustível com o ABS”, de Emerson Batagini, da Robert Bosch. A outra foi entregue para Roberto Gothardo Krenus, da Delphi, com o trabalho intitulado “Aquecimento de combustível, uma forma simples de reduzir emissões veiculares”. Na cerimônia de homenagens, a AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva destacou oito entidades de classe, órgãos governamentais e empresa estatal, que participaram e contribuíram com o Proconve - Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, que nasceu em 1986, e do Promot - Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos, a partir de 2002. Foram homenageadas a Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, a Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Petrobras, o Sindipeças - Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores e a Unica - União da Indústria de Cana de Açúcar. O Prêmio AEA de Meio Ambiente contou com o patrocínio Master de Bosch, Honda, Petrobras, Renault, Toyota e Volkswagen; patrocínio Ouro da Mercedes-Benz e patrocínio Prata da Scania.

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AEA DEBATE 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL EM SEMINÁRIO DE MANUFATURA AUTOMOTIVA

os dias atuais, o cenário automotivo é de produção padronizada, com a busca permanente por veículos customizados, com valor agregado e baseada na experiência de uso, levando em consideração o crescimento frenético da internet, mídias sociais e da conectividade. Diante disso, fazem-se necessárias discussões para progredir quando o assunto é a indústria automotiva nacional, já que gargalos de manufatura proporcionam custos elevados de produção, logística, além da necessidade de satisfazer o desejo do consumidor que atualmente vai além do automóvel, como facilidades no atendimento e manutenção. Com o objetivo de contribuir diante desta atual conjuntura, a AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva promoveu no auditório da Unip, em São Paulo (SP), o Seminário de Manufatura Automotiva, com o tema “Indústria 4.0 no Brasil: Impactos na Indústria e na Sociedade”. O evento recebeu cerca de 120 participantes e contou com 10 palestras (divididas em três painéis) ministradas por especialistas renomados. O gerente de planejamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Bruno Jorge Soares, abriu os trabalhos em palestra de abertura, com dados relevantes: 48% das indústrias utilizam alguma tecnologia da indústria 4.0, 8% contam com automação digital com linhas flexíveis e 4% apenas incorporam serviços em novos modelos de negócios. A palestra “Fatores de impacto na Competitividade das Nações e nas empresas. Qual o papel da Inovação?”, ministrada pelo professor doutor da EAESP/FGV, Luiz Di Serio, iniciou as apresentações do Painel I – Impactos na Sociedade. Segundo Di Serio, “não basta apenas oferecermos um produto e termos a tecnologia, precisamos saber

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como chegar no mercado; a indústria brasileira é fraca quando o assunto é implementação.” A Indústria 4.0 é o principal tema de discussão da atualidade, tendo em vista o desafio que representa. Entretanto, existem muitas dúvidas sobre o que significa ser uma Indústria 4.0 e partindo deste princípio, Elcio Brito, sócio- diretor da SPI, explorou de forma holística cenários para se tornar uma Indústria 4.0 no setor Automotivo. “É preciso elevar a produtividade com pesquisa, consultoria e implementação. Estamos entrando na era da 4ª Revolução Industrial com descompasso, necessidade de adaptação imediata para as novas tecnologias, com produção personalizada - cada carro é um carro”, disse. Uma reflexão do que já temos hoje para aplicação, questões básicas para implantação e seus desafios bem como expectativa de resultados baseado em análises e pesquisas no Brasil e no mundo foi compartilhada por Antonio Carlos, assessor de Diretoria da Facens Tech – Faculdade de Engenharia de Sorocaba Utilidade Pública Federal sem fins lucrativos e certificada como filantrópica pelo Conselho Nacional de Assistência Social, em apresentação “Indústria 4.0 – Visão de Tendência no Brasil e no mundo”. O Painel I foi encerrado após um amplo debate entre os painelistas que contou com a mediação de Anderson Suzuki, gerente geral de Comunicação e Relações Públicas da Toyota do Brasil, também diretor de Comunicação da AEA. Painel II - Impactos na Indústria – “Transformações de indústrias e profissões na Era Cognitiva” foi a temática da apresentação de Ricardo Pelegrini, CEO da Quantum4 Soluções e Inovação. Na ocasião, Pelegrini partilhou sua visão sobre a evolução das tecnologias exponenciais que impactam a sociedade e detalhes possíveis dos desdobramentos para o setor. Como soluções, o CEO comentou sobre a necessidade de antecipação das empresas em trabalhar para gerar mudanças culturais e comportamentais de aprendizado constante, direcionamento das energias nesta agenda por parte das entidades setoriais e sociais e a mobilização do governo na criação de condições para gerar estas mesmas mudanças. Para David Carlos Domingos, gerente de Operações do Instituto Fraunhofer, responsável pela apresentação “Indústria 4.0 - Tecnologias avançadas de fabricação dentro da produção integrada digitalmente” são três os patamares que devem ser alcançados no contexto 4.0. “Objetos inteligentes, interconectados inclusive nas próprias peças; fábrica inteligente onde o sistema conta com máquinas que tomam decisões de forma autônoma e o smart enterprise, que permite a possibilidade de testar, simular o mundo digital para a otimização de processos, features. Em “Indústria 4.0: Casos de Sucesso em PME”, Sergio Soares, diretor do Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação, apresentou projetos pilotos que estão em execução pela aliança em segmentos como agronegócio, petróleo e gás, alimentos e eletrodomésticos.

Painel III - Impactos na Educação - “Existe um consenso global principalmente na parte da engenharia de que os profissionais precisam ter, além das habilidades técnicas, habilidades de relação pessoais e cognitivas integradas. Algumas faculdades já estão mudando inclusive suas grades para incorporar todo esse contexto”, informou Anderson Borille, Professor Doutor do ITA em apresentação “Demandas da Indústria 4.0 na Educação do Futuro”. “Em aproximadamente 20 anos, a produção da indústria cai 60%”, informou Miguel Sacramento, Professor Doutor da EAESP/ FGV, em apresentação “O papel da indústria no século XXI”. Já na visão de Fabio Pires, especialista de Desenvolvimento Industrial da CNI, e responsável por ministrar palestra Impactos da Indústria 4.0 na educação e Alternativas de Maximização dos Impactos Positivos, a robótica colaborativa é um dos grandes benefícios da inovação e da Indústria 4.0, como grande facilitador de tarefas para os profissionais, além de elevar a produtividade, aumentando o nível de qualidade de entrada. O evento contou com o patrocínio Master de Bosch, Honda, Petrobras, Renault, Toyota e Volkswagen; e Apoio da Chevron. 21


EVENTOS

EVENTOS

SIMEA 2017 ANTECIPA PROJEÇÕES DO ROTA 2030

om cases que podem ajudar a mobilidade das pessoas e contribuição inestimável para a sociedade, o SIMEA 2017, maior fórum de debates e discussões da engenharia brasileira, trouxe aos 850 participantes um total de três painéis, dois deles voltados à nova política industrial Rota 2030, palestras e 60 sessões técnicas dos mais variados temas. Na abertura dos trabalhos da 25ª edição do SIMEA – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, entre os dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, a cerimônia contou com a participação de Edson Orikassa, presidente da AEA, Luis Afonso Pasquotto, presidente do SIMEA e Presidente da Cummins Brasil, Henry Joseph Jr, vice-presidente da Anfavea, Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, Elcio Ferreira, diretor executivo da Abeifa, Marcelo Massarani, coordenador do SIMEA, e João Carlos S. Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo. Para Ioschpe, “o momento atual é de rupturas de diversas naturezas, com o compartilhamento, condução autônoma, eletrificação, arquitetura, infraestrutura, ou seja, ações suficientes para virar de cabeça para baixo o nosso setor e a necessidade de atualização”.

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Na visão do secretário estadual Meirelles, “a trajetória da indústria automotiva brasileira é emocionante; nossa capacidade de produzir 5 milhões de veículos não é banal. No entanto, hoje o desafio é o modo como vamos nos transformar, conquistar metas para redução de carbono em eficiência e valor agregado para o automóvel”. Ainda de acordo com o secretário, o Estado de São Paulo, no ano passado, consumiu 60% de etanol contra 40% da gasolina; é notável a abertura de uma nova fronteira de consumo, não só vindo da cana, como também agora do milho. Os investimentos são crescentes”. No Painel 1 “Novas Políticas Industriais para o Setor”, Pasquotto, também Conselheiro do Sindipeças, apresentou a visão da entidade sobre o novo regime automotivo. “Inovar-Auto entrou em vigor no passado baseado em barreiras tributárias e buscava simular o desenvolvimento de novas tecnologias, inovação, eficiência energética. Como resultado, tivemos a frota média de veículos leves 15,4% mais eficiente e muito aprendizado”, diz o presidente. A busca da previsibilidade, assim como o crescimento da indústria no mercado com mundial com conhecimento, inovação e competitividade, além da adoção de metas de eficiência energética para veículos pesados e processo de eletrificação dos veículos sendo inexoráveis mesmo no Brasil foram ponderadas por Pasquotto. O diretor de Novas Políticas Industriais da AEA, Gilmar Laigner, por sua vez, trouxe três macro-ações nas quais a indústria deve perseguir com o Rota 2030: revisão dos conceitos técnicos alinhados às práticas internacionais, trazendo maior clareza e aproximando a linguagem da legislação ao cotidiano dos profissionais técnicos da empresa; a busca pelas formas de incentivos mais atrativos para induzir os investimentos em P&D ao mínimo exigido e estruturação dos centro de desenvolvimento para habilitar a participação das empresas nas estratégias globais. Para Luiz Miguel Batuira Falcão, coordenador geral das Indústrias do Complexo Naval, Petróleo e Gás e diretor substituto do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística, há desafios da nova política industrial que precisam ser tratados, como o envelhecimento de frota, a substituição da capacidade instalada, o alto endividamento da cadeia de fornecedores, 23


o risco de fuga de capital e o desemprego. O Painel I foi encerrado após amplo debate com a participação do público presente e mediado por Alzira Rodrigues, editora do AutoIndústria. O uso do biobutano foi uma das pautas da palestra “Inovação com Foco na Eficiência e Sustentabilidade – Caminhos Brasileiros”, ministrada por Marcio Alfonso, diretor de Engenharia, da CAOA Montadora de Veículos. Para ele, com o comprometimento do País no COP21 em reduzir as emissões em 36% até 2025 e 45% até 2030, esta é uma solução que oferece aumento da taxa e compressão para maior eficiência térmica, maior resistência a detonação, permitindo melhor rendimento térmico e menor consumo, além do aumento da estabilidade de combustão. O diretor também levou ao público o tema eletrificação. “As baterias de íons de lítio vêm se popularizando. No entanto, mesmo com os benefícios da eletrificação dos veículos, se as fontes de geração de energia utilizadas em todo o ciclo produtivo não forem limpas, o impacto ambiental não será alcançado”, afirmou. Painel 2 – Na manhã do segundo dia, 13/9, o painel 2 trouxe o tema “O Veículo das Próximas Gerações”, que teve início com a apresentação de Ricardo Abreu, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahle que informou que até 2040 a frota brasileira com motor a combustão representará ainda 75%. “Existe um campo grande de tecnologias a serem aplicadas e devem ser consideradas como inicio da nova política industrial. E para evoluirmos no que diz respeito a eletrificação, é preciso transformar em elétricos todas as necessidades de potencias auxiliares dentro de um automóvel”, informou Abreu. Tendências claras dos rumos a serem trilhados pelo setor automotivo foram compartilhados por Henry Joseph Jr, vice-presidente da Anfavea, entre elas, a Indústria 4.0, veículos híbridos e elétricos, a conectividade e digitalização, além da direção autônoma. Economicamente viável e desenvolvido no País, o uso do etanol e a necessidade de hibridização deste combustível foi defendido por Miguel Silva Ramalho da Fonseca, vice-presidente Executivo da Toyota. “Com a importância do hibrido nesta escala da eletrificação, se faz necessário maior ênfase na privatização da matriz energética”. O Painel 2 foi encerrado após debate mediado pelo diretor da agência de notícias Autoinforme, Joel Leite. 24

Na sequência, Luciano Driemeier, gerente de Estratégia de Produto da Ford, ministrou a palestra “O futuro da mobilidade Urbana”. Em ambos os dias do evento, o SIMEA 2017 apresentou duas palestras patrocinadas: da AVL, sobre “Trends in particle reduction and measurement”, e da Simens com o tema “O papel de testes e simulações para engenharia no contexto da Indústria 4.0”. O SIMEA 2017 contou com o patrocínio Master de Bosch, Honda, Petrobras, Renault, Toyota e Volkswagen; patrocínio Individual da Mercedes-Benz; e Apoio Expositor de Autaza, AVL, Blucher, BorgWarner, Cummins, DataBot, FEV, Centro Tecnológico Gandini, GM, Hybrid e-Controls, Inventta+bgi, MAHLE, Parque Tecnológico de São José dos Campos, Siemens, Smarttech, TCA Horiba, Texaco Lubrificantes, Troya, Umicore, Única e Yamaha.


MELHOR TRABALHO TÉCNICO Melhor Trabalho Técnico

Fabio Cardinale Branco e Gabriel Murgel Branco

A Comissão Julgadora dos Trabalhos e os participantes do evento consideraram como melhor trabalho o desenvolvido pelos autores Fabio Cardinale Branco e Gabriel Murgel Branco, da EnvironMentality, cujo titulo é: “Teste e certificação de emissões de veículos: detecção de dispositivos indesejáveis”. Nove trabalhos foram selecionados e receberam as Menções Honrosas. O trabalho “Analysis of Higher Compression Ratio use for wet Ethanol through Heat Release Analysis”, dos autores Rafael Lago Sari, Macklini Dalla Nora, Mario Martins, Henrique Junior Enzweiler, Diego Golke e Kelvin Jean Freitas dos Santos, da Universidade Federal de Santa Maria, recebeu o reconhecimento na categoria “Combustíveis, Biocombustíveis, Lubrificantes e Aditivos”. “Formação de ozônio troposférico: uma revisão da literatura”, dos autores Fabiola Dayane Netto, Luiz Carlos Daemme, Renato de Arruda Penteado Neto, Victor de Cerjat Beltrão e Vinícius Corcini Batista da Silva - dos Institutos Lactec - e Sergio Machado Correa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, levou a categoria “Emissões, Inspeção Técnica Veicular”. Na categoria “Ensaios e Simulações”, os premiados foram “Influência de sistema de ventilação personalizada instalado na poltrona na dispersão de partículas expiratórias em cabine de aeronave: resultados finais”, Paulo Rogério Celline, Douglas Fabichak Junior e Arlindo Tribess , da Escola Politécnica da USP, e também “Structural development and re-design of the sugar cane Harvester”, dos autores Rômulo Reis, Gabriel Gueller e Mariana Batista, da Smarttech.

Dos autores Luciano T. B. Penhalbel, da Navistar, e Marina Fuser Pillis, do IPEN, o trabalho “Avaliação tribológica do par válvula e sede de válvula de admissão de um motor ciclo diesel em condições reais de funcionamento” recebeu a menção honrosa na categoria “Materiais e Reciclagem”. Em “Motores e Transmissões”, a comissão julgadora do SIMEA 2017 selecionou os trabalhos “Ethanol to Improve the Fuel Conversion Efficiency of S.I. Engines in the Brazilian Market”, de Paulo César de Ferreira Gomes, Carlos Fernando Mendes, Erwin Karl Franieck, Gustavo Santos Lopes e Alysson Fernandes Teixeira, da Robert Bosch, e José Guilherme Coelho Baeta, da Universidade Federal de Minas Gerais, e “Two-stroke operation in a four-valve direct injection engine fuelled with gasoline and ethanol”, apresentado por Macklini Dalla Nora, Lucas Donadel Ribeiro, Rafael Lago Sari e Mario Martins, da Universidade Federal de Santa Maria, e Hua Zhao e Thompson Diórdinis Metzka Lanzanova, da BRUNEL. Por fim, os trabalhos “Integração de ferramentas do Design Thinking e da TRIZ na fase conceitual de um processo de desenvolvimento de um novo produto na indústria automotiva”, dos autores Ricardo Henrique Silva e Paulo Carlos Kaminski, da Escola Politécnica da USP, e “Increase of engine air filter elements service interval for medium and heavy duty vehicles by means of air induction system design optimization”, dos autores Alexandre Luchesi de Almeida, Edson Valdomiro de Azevedo, Fernando Jun Yoshino, Marcos Jose Dantas de Oliveira e Wagner Roberto da Silva Trindade, da MAHLE, receberam menção honrosa na categoria “Projeto e Tecnologia do Veículo”.

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EVENTOS

EVENTOS

X SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE LUBRIFICANTES, ADITIVOS E FLUIDOS, DA AEA, DEBATE DESAFIOS DO SETOR Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, promovido pela AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, chegou em sua 10ª edição, pontuando os grandes avanços do setor. O evento reuniu os principais atuantes desta indústria para debater e compartilhar os principais desafios e trabalhos com o objetivo de dar continuidade ao progresso da eficiência energética. Com o tema “Tecnologia de Lubrificantes à disposição para os novos desafios da Indústria Automotiva”, o simpósio aconteceu no Millenium Centro de Convenções, em São Paulo (SP). “A eficiência energética se man-

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tém na absoluta prioridade nos veículos, principalmente dentro do novo regime Rota 2030, com grande importância e contribuição do setor de lubrificantes por atuar diretamente no motor e nos principais componentes que compõem o powertrain”, disse Edson Orikassa, presidente da entidade em cerimônia de abertura. O evento da AEA teve início com a participação de Marcos Clemente, vice-presidente da AEA, que ministrou a palestra de abertura “Rota 2030: previsibilidade para o setor automotivo do Brasil. Um olhar sobre a eficiência energética”. Na oportunidade, Clemente apontou alguns dos desafios do novo regime inseridos na contexto da eficiência energética e resultados já alcançados como o Inovar Auto, como a introdução dos óleos lubrificantes com menor viscosidade, solução alinhada com os novos powertrains. Na abertura do Painel I, o palestrante Joan Evans, da Infineum, em apresentação “PCMO nas Américas”, ponderou sobre a evolução dos processos atuais para o atendimento das necessidades dos OEMs que introduzem novos equipamentos. “O desenvolvimento do teste é uma das principais causas do atraso na introdução de especificações, mas acreditamos firmemente que a complexidade e o custo do desenvolvimento são a raiz de muitos problemas. Precisamos encontrar formas de recursos e melhorar o desenvolvimento de novos testes para mantê-los existentes, além de avaliarmos novos métodos para medir o desempenho”, disse Evans.


Para o gerente de Marketing da Oronite, Rafael Ribeiro, “a formulação para categorias de lubrificantes da próxima geração é uma mistura de ciência e arte que requer compromisso, criatividade e experiência”. Ribeiro liderou a apresentação “Construindo pontes do GF 5 ao GF 6. Soluções inovadoras para novos padrões da indústria” e informou, na ocasião, que o lubrificante de baixa fricção é pertinente para tirar o menor investimento quando comparado com o benefício do mesmo. A palestra “Lubrificação para os veículos leves modernos: soluções para injeção direta e turbo”, ministrada por William B. Anderson, engenheiro especialista da Afton Chemical, trouxe considerações para o mercado brasileiro, tais como: emissões e economia de combustível são grandes impulsionadores no desenvolvimento de motores automotivos; o turbocompressor, a gasolina e as tecnologias de motores de injeção direta criam novos desafios para o lubrificante e, por fim, a economia de combustível é importante, mas não podemos esquecer das outras demandas de desempenho. Em “Soluções sintéticas para lubrificantes de amanhã”, Marco Calzada, gerente Técnico Global da ExxonMobil Chemical discorreu sobre os óleos de motor de baixa viscosidade com boas propriedades de baixa temperatura e excelente espessura. O Painel I foi encerrado após debate com a participação do público mediada por Sergio Rebelo, da Kline. Em apresentação “Desafios no Desenvolvimento de Lubrificantes com Eficiência Energética para Eixos de Veículos Pesados”, a gerente de Tecnologia da Lubrizol, Suzanne Patterson, exibiu um modelo de eficiência que pode fornecer orientação para a formulação de fluidos de eixos mais eficientes com base no ciclo de trabalho do equipamento. “A durabilidade e limpeza do hardware devem ser mantidas quando se deslocam para lubrificantes de maior eficiência’ o aditivo, o modificador de viscosidade e a escolha do óleo de base são críticos”, informou. Para o químico e especialista em Regulamentação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Paulo Roberto de Matos, “nosso mercado era obsoleto, com tecnologias da década de 80 e 90 e hoje alcançamos o que é usado nos EUA e Europa. Para o ciclo Otto, por exemplo, elevamos do API SF para o API SL, ou seja, um ganho de tecnologia de duas décadas, o que na prática se traduziu para o consumidor com o ganho de economia de combustível”, informou Matos, em palestra “A evolução da qualidade dos lubrificantes no mercado brasileiro através do PMQL”, O Painel II teve início com a temática “Bombeabilidade de Óleos de Motor em Motores Modernos”, abordada por Lucas Camposo, gerente Técnico de Serviço da Evonik, que exibiu um estudo contendo informações úteis para os fabricantes de lubrificantes na compreensão da necessidade de boa bombeabilidade de baixa temperatura ao formular os óleos do motor para hoje e a próxima geração.

A gerente Técnica da Ipiranga, Roberta Teixeira, trouxe algumas considerações importante na apresentação “Desafios e oportunidades no desenvolvimento de lubrificantes automotivos”, como: demandas globais por eficiência energética x uso de combustíveis locais; novas tecnologias de motores e biocombustíveis impõem condições cada vez mais severas de uso dos lubrificantes e necessidade de tecnologias de lubrificantes mais robustas. “O mercado de lubrificante irá se ajustar a esta nova demanda de certa forma que inclui o aumento da eficiência do etanol em motores flex fuel, porém há espaço para crescimento”, disse Marcus Vercelino, membro da Comissão Técnica de Lubrificantes e Fluidos da AEA em palestra “Eficiência energética e os óleos de motor”. O Painel II foi encerrado após amplo debate entre os palestrantes o público do simpósio da AEA, ministrada por Sérgio Viscardi, da AEA. O evento contou com os seguintes patrocínios Master: Bosch, Honda, Petrobras, Renault, Toyota e Volkswagen; patrocínio Ouro de Texaco Lubrificantes, Ipiranga Lubrificantes e Sindicom; patrocínio Prata de BASF, ExxonMobil Chemical - Promax, Infineum, Lubrizol e Petronas; patrocínio Bronze de Chevron; e Apoio da Intertek. 27


EVENTOS

AEA DEBATE VIABILIDADE DO HVO NO BRASIL Brasil é reconhecido internacionalmente como exemplo de utilização de energia limpa, oriunda de base renovável. Na área de combustíveis, tem a possibilidade de mover a sua frota de automóveis de passeio, hoje predominantemente flex, com etanol, combustível limpo e de baixíssima emissão de gases de efeito estufa. No segmento Diesel, entretanto, essa abrangência é limitada: o Diesel brasileiro contém apenas 8% de biodiesel, combustível renovável e produto da agricultura e da pecuária brasileiras, e o restante, 92%, de Diesel fóssil. Em que pese a lei, que prevê a introdução nos próximos anos, de outros 7% de biodiesel, aumentando a quantidade para 15%, ainda permanecem 85% de oportunidade de penetração de renováveis em nossa matriz Diesel. Esse foi o tema debatido no workshop “Combustível Renovável para Motores Diesel – HVO”, no dia 26 de outubro, no Instituto Mauá de Tecnologia, promovido pela AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. O HVO, sigla em inglês para Hydrotreated Vegetable Oil, é a versão renovável do Diesel, obtido a partir de óleos vegetais ou gordura animal, tratados com hidrogênio. Difere do biodiesel (éster), tem a estrutura de hidrocarboneto muito semelhante à do Diesel.

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O HVO, novidade na América do Sul, já é comercializado na Europa, Ásia e América do Norte. Apesar da penetração ainda incipiente, em 2016 foram comercializados 5,9 bilhões de litros no mundo. Para se ter uma ideia, esse volume equivaleria a um B12 no Brasil. Os mecanismos de inserção, provavelmente à base de incentivos fiscais, já que o HVO é mais caro do que o Diesel comercial, não foram explorados no evento, mas o fato é que o HVO viabilizou-se em vários países, o que significa que, dependendo de vontade política, é possível. Essa vontade política pode ser o Renova Bio, mecanismo brasileiro de comércio de carbono, que também foi apresentado no evento, e que está em vias de ser anunciado no Brasil. Os fabricantes de sistemas de injeção anunciaram que não fazem qualquer restrição ao uso do HVO, em qualquer proporção, e que, aparentemente, parece fazer uma boa dupla com o biodiesel, aproveitando-se de sua excelente lubricidade. Já os fabricantes de veículos apontaram uma expressiva redução das emissões tradicionais, melhoria no consumo e redução da emissão dos gases de efeito estufa. Atestaram a excelente qualidade deste combustível renovável. Uma solução que parece fazer todo o sentido se for de interesse da nação. Outra oportunidade que se debateu, ligada ao tema, foi a condição extraordinária do Brasil de prover a base vegetal necessária para a produção desse biocombustível, dada a enorme extensão do território nacional, com sol e água o ano inteiro, com áreas degradadas ainda por serem exploradas. O Brasil parece ser o país mais naturalmente capacitado para ser o campeão mundial dos biocombustíveis. Não faria sentido iniciarem-se discussões para que possamos nos transformar em gigantes, antes que a competição com mercados já maduros, dificultem ainda mais a sua implementação? Apenas as mortes evitadas pela inalação do material particulado dos motores diesel que se utilizam de diesel fóssil já valeria o esforço. O meio ambiente, a economia das famílias produtoras, e a engenharia nacional agradeceriam.


AEA PROMOVE 1ª EDIÇÃO DO SEMINÁRIO PCVE m momento bastante oportuno, com a entrada do novo regime automotivo brasileiro, o Rota 2030, a AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva promoveu em São Paulo (SP), a 1ª edição do Seminário PCVE - Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais com vasta experiência na área de emissões e qualidade do ar para proporcionar conhecimento, esclarecer questões atuais e futuras sobre inventários de emissões nos grandes centros urbanos, além de compartilhar experiências globais de programas similares. “Nossa finalidade é gerar dados científicos para auxiliar a indústria automotiva e também os reguladores que irão definir os novos requisitos com a entrada do Rota 2030”, disse Edson Orikassa, presidente da entidade. A palestra “A importância dos programas de qualidade de ar para definição de políticas públicas” foi ministrada por Luiz Carlos Lisboa Theodoro, coordenador de Refino, Abastecimento e Infraestrutura do Ministério de Minas e Energia (MME). Na oportunidade, Theodoro comentou sobre as políticas públicas e suas aplicações no setor energético. “O foco é preservar o interesse nacional, promover o desenvolvimento e valorizar os recursos energéticos, além de proteger o consumidor e o meio ambiente e garantir o fornecimento de combustível em todo mercado nacional”, afirmou o coordenador. Ainda na avaliação de Theodoro, “o PCVE vai dispor ao País informações científicas que sustentem os avanços na legislação ambiental, assim 29


como vai permitir a busca de soluções especialmente adequada às necessidades de melhoria da qualidade do ar e também assegurará à sociedade o desenvolvimento de estudos técnicos imparciais e integrados com a indústria”. O sócio-diretor da Environmentality, Gabriel Branco, apresentou o “Auto Oil – Experiência Americana”, compartilhando os progressos americanos no controle de emissões. De acordo com estudo apresentado, o investimento total foi de US$ 10 bilhões realizado só no Estado da Califórnia, mas para cada dólar investido ganhou-se US$ 30 na área da saúde, além de ter gerado 123 mil empregos com faturamento de US$ 27 bilhões. “Os EUA deram exemplo”, afirmou Branco. “Como a JATOP abordou as questões da qualidade do ar japonesa, do CO2 e da diversificação de combustível” foi o tema da palestra exibida por Ko Takahashi (JATOP). “Melhorias de emissões e economia de combustível foram constatadas após a redução de enxofre na gasolina e no Diesel”, informou. Em apresentação “Experiência Europeia”, Zbigniew Klimont, da IIASA - Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, compartilhou a proposta a comissão que inclui 67% de conclusão das lacunas em 2030, com redução de 50% de impacto na saúde em relação a 2005. Yang Zhang, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, em palestra “Modelagem de qualidade do ar 3D - Estimativa operacional em tempo real” trouxe ao público do evento projeções de emissão para o futuro, com modelo de pesquisa e previsão do tempo e o sistema de modelagem de qualidade do ar. “As mudanças de emissão dominam a diminuição da concentração em CO, NOx, EC, NO3 e NH4”, afirmou. Em “PCVE - Conceitos e Premissas”, Pedro Vicentini, da Petrobrás, comentou sobre a importância de estudos técnicos sobre a influência de combustíveis e tecnologias de veículos na qualidade do ar, com resultados a serem compartilhados com a sociedade para apoiar a melhoria das políticas públicas. “Dentro deste contexto é preciso reunir informações sobre as emissões dos veículos, considerando a influência de diferentes tecnologias e tipos de combustíveis, além de informações sobre a qualidade do ar, principalmente em regiões urbanas críticas em termos de poluição do ar. Com isso, poderemos avaliar a situação atual e prever o efeito das políticas públicas em cenários futuros”, afirmou Vicentini. “O objetivo dos Institutos Lactec no programa PCVE é realizar testes e medidas de emissão de veículos usando diferentes tipos de combustíveis em diferentes tecnologias de veículos, motocicletas e motores de uma frota brasileira representativa”, disse Dennis Rempel, da Lactec, em palestra “Testes de emissões. Na oportuni30

dade, Rempel exibiu dados de emissão de 1.200 testes de veículo em um dyno de chassi, 350 testes de motocicleta no dyno do chassi e 250 testes de motores em um banco de teste do motor. Em “PCVE - Comparação entre I/M e fatores de emissões”, Fabio Cardinale Branco, da Environmentality, comentou que entre as aplicações necessárias e os próximos passos estão a ampliação das medições de emissões evaporativas; a comparação das emissões anuais transversalmente por categoria de veículo para priorizar estratégias e políticas públicas, além do aprofundamento do conhecimento de fatores de emissão de poluentes não regulamentados. A investigação do impacto da utilização de diferentes tipos de combustível sobre a qualidade do ar dos dois principais centros urbanos do sudeste do Brasil, por meio da modelagem numérica do tempo e da qualidade do ar foi exibida por Edmilson Freitas, da IAG/ USP em palestra “PCVE - Modelagem e resultados”, que encerrou as atividades do evento da AEA. O Seminário sobre o Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões - PCVE 2017 contou com o patrocínio da Toyota.


6º PRÊMIO AEA DESTAQUE NOVOS ENGENHEIROS A AEA realiza anualmente o Prêmio Destaque Novos Engenheiros com o objetivo de reconhecer o talento de jovens estudantes e incentivá-los a direcionar suas carreiras profissionais para o setor automotivo. Esta iniciativa é muito importante para motivar a integração entre academia e empresas, ressaltando a importância da identificação e criação de oportunidades para atração de novos talentos para o setor automotivo. A edição 2017 contou com a participação de sete das maiores universidades do país. Os prêmios, compostos

Cassia Josefa de Andrade

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Guilherme Justino da Silva

por certificado, troféu e três cursos de especialização realizados pela AEA, foram entregues pelo Diretor Acadêmico da entidade, Prof. Marcelo Massarani, e pelo Vice-Presidente da AEA, Sr. Marcos Clemente, durante o SIMEA - Simpósio Internacional de Engenharia Automotivo, realizado nos dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Confira os alunos vencedores de cada universidade e seu respectivo trabalho acadêmico:

Eduardo Moraes Coraça UNICAMP

Gustavo Rocha Sanchez

Universidade Federal de São Carlos

Instituto Mauá de Tecnologia (IMT)

Heitor de Oliveira Guimarães

Leonardo de Oliveira Ferreira

Poli-USP

Universidade Paulista – UNIP

Stephan Daue Guimarães Müller Centro Universitário da FEI

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AÇÕES EM PARCERIA COM ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS MDIC - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços • Inovar-Auto / ROTA 2030 – Parceria no desenvolvimento técnico da nova política do setor automotivo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis • Guia para equipamentos para leitura de falhas em OBD – Veículos Pesados SCR • Itens encaminhados para o IBAMA, entre eles: • Procedimento de testes para veículos híbridos • Motores Diesel Dual Fuel • Álcool não queimado • Revisão da IN 06 – Ruído • Análise do programa EURO VI e desafios para a realidade brasileira • Discussão sobre emissões de poluentes em motores estacionários de combustão interna • Roteiro de Aplicação dos novos fatores de deterioração (NBR 14008/2007) e Fator de Amaciamento Diesel Leve RVEP • Atualização da IN nº 28, de 27 de dezembro de 2002 de acordo com a ABNT NBR 14008:2007 • OBDBr-2+ • Atualização dos símbolos nas Instruções Normativas do IBAMA do OBDBr-2 e do OBDBr-D PRF - Polícia Rodoviária Federal • Ação conjunta entre Polícia Rodoviária, IBAMA, com suporte da AEA para inspeção de veículos com uso de ARLA 32 DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito • Relatório técnico AEA referente ao Farol Baixo e DRL • ESC - Controle de estabilidade para veículos leves e pesados • Criação da Comissão Técnica de Segurança de Motos • Pareceres sobre motocicletas: • ABS / CBS • Capacete: Discussão de homologação de capacete em tamanho maior do homologado no Brasil. Assunto encaminhando para a ABRACICLO • Vestimenta: Discussão de regulamentação de vestimenta para motos. Assunto encaminhado ao CONTRAN • Cadeirinha para crianças: • Padronização de cadeirinha para permitir colocação em cinto de 3 pontos nos veículos • Discussão sobre uso das cadeirinhas em vans de transporte escolar • Evento sobre as cadeirinhas na Smarttech • Retomada do Programa I/M Emissões e Segurança • Impacto Lateral • Proteção a pedestres ANP – Agência Nacional do Petróleo • Cartilha sobre manuseio de diesel/biodiesel, em fase de aprovação pela ANP • Acréscimo do Método RON “Research Octane Number” - substituição ao Índice antidetonante (IAD) • Qualidade do Combustível • Adtivação Total da Gasolina MME – Ministério de Minas e Energia • GT de testes para aumento do teor de biodiesel no diesel • Workshop sobre Combustível Renovável para Motores Diesel - HVO • Seminário PCVE - Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões 32


CURSOS Os cursos da AEA tem se consolidado como uma ótima opção para os profissionais que buscam especialização na área em que atuam e também tem atraído um número significativo de estudantes, que buscam além de capacitação profissional, meios para ingressar no setor automotivo. Em 2017 foram realizados 8 cursos presenciais, com destaque para o treinamento ‘Engenharia de Software Automotivo’. O curso foi realizado entre os dias 30 de Novembro e 1º de Dezembro, na Universidade Paulista - UNIP, com o objetivo de apresentar os fundamentos, tecnologias e aplicações de engenharia de software automotivo em nível de metodologias, processos, ferramentas e padrões que contribuam para o domínio seguro do uso de sistemas elétricos, eletrônicos e software no veículo contemporâneo.

Curso Dinâmica Veicular

Representantes de montadoras, autopeças, petrolíferas, produtores de aditivos e fornecedores de equipamentos do setor automotivo em geral participaram dos cursos. Presenciais ou online, os cursos AEA são garantem conteúdo técnico de alto nível, programação exclusiva com foco no tema que irão abordar e são ministrados por professores atuantes no mercado, que contam com significativa experiência acadêmica e extensa carreira profissional.

Curso Motores - Módulo I

Os cursos in company realizados pela AEA são a alternativa perfeita para as empresas que buscam levar conhecimento, especialização e inovação aos seus colaboradores. Para estes casos, a AEA utiliza metodologia e materiais específicos para atingir o objetivo buscado pela empresa. Curso Rede CAN - Módulo I

“O Curso de Engenharia de Software Automotivo foi ministrado na AEA para profissionais e estudantes que puderam ter uma visão geral do processo, métodos, ferramentas e padrões utilizados. Com a visão de instrutor, pude verificar um profundo interesse e interação dos participantes. Realmente, é muito gratificante ter um trabalho de fato reconhecido como importante, útil, atual e aplicável com elogios que nos proporcionam cada vez mais contribuir para melhorar na atualização de interessados da indústria e academia”. Max Mauro dos Santos Instrutor do Curso AEA de Engenharia de Software Automotivo

Curso AEA Rede CAN - Módulo II

Curso de Engenharia de Software Automotivo

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PARCEIROS INSTITUCIONAIS ABEIFA Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores abeiva.com.br ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas abnt.org.br ABRACICLO Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares abraciclo.com.br ABRAMET Associação Brasileira de Medicina de Tráfego abramet.com.br AFEEVAS Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle das Emissões Veiculares da América do Sul afeevas.org.br ANFAVEA Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores anfavea.com.br CEDATT Conselho Estadual para a Diminuição dos Acidentes de Trânsitos e Transportes transportes.sp.gov.br/cedatt/index.php CENTRO PAULA SOUZA - FATECS cps.sp.gov.br CONSULADO GERAL BRITÂNICO gov.uk/world/organisations/british-consulate-generalsao-paulo.pt CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI portal.fei.edu.br/pt-br/paginas/home.aspx FAAP Fundação Armando Alvares Penteado faap.br FATEC SÃO JOSE DOS CAMPOS fatecsjc-prd.azurewebsites.net

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FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ fsa.br INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA maua.br IQA Instituto da Qualidade Automotiva iqa.org.br/publico/?abandona=sim PARQUE TECNOLÓGICO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS pqtec.org.br ESCOLA POLITÉCNICA DA USP poli.usp.br SIMEPETRO Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras e Envasilhadoras de Produtos Derivados do Petróleo simepetro.com.br SINDICOM Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrifcantes sindicom.com.br SINDILUB Sindicato Interestadual do Comércio de Lubrificantes sindilub.org.br/v2/default.asp SINDIPEÇAS Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores sindipecas.org.br/home SINDIREPA Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo portaldareparacao.com.br SINDIRREFINO Sindicato Nacional da Indústria de Refino de Óleos Minerais sindirrefino.org.br VDI Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha vdibrasil.com


VANTAGENS PARA O ASSOCIADO Confira os benefícios que você pode usufruir no ano de 2018 e participe das discussões técnicas que contribuem para a evolução da engenharia automotiva no Brasil.

Participação nas comissões técnicas e grupos de trabalhos especiais, discutindo temas abrangentes da engenharia automotiva e participando ativamente da elaboração das novas regulamentações e normas para o setor Propor novos assuntos para discussão em comissões técnicas e grupos de trabalho Contato com profissionais provenientes de montadoras, sistemistas, autopeças, representantes de entidades governamentais parceiras da AEA, associações, entidades, academias e centros de pesquisa por meio das atividades proporcionadas pela entidade Contato com formadores de opinião, especialistas no setor e profissionais líderes de empresas participantes em eventos AEA; Participação em eventos organizados pela AEA em parceria com empresas e órgãos governamentais; Publicação de artigos, por meio das comissões técnicas, no programa de publicações “Tecnologia Automotiva”; Divulgação de logomarca no site AEA e em todos os materiais institucionais de divulgação Desconto em cursos e eventos promovidos pela AEA Inscrições cortesia em eventos (de acordo com a categoria da empresa) Desconto de 10% nos cursos de Pós-graduação do Instituto Mauá de Tecnologia (exclusivo para sócios individuais)

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EMPRESAS ASSOCIADAS ABIOVE - Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais abiove.org.br

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CHIPTRONIC ELETRÔNICA DO BRASIL LTDA chiptronic.com.br/site/br/home

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AVL SOUTH AMERICA LTDA avl.com

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BMW DO BRASIL bmw.com.br/pt/index.html

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CASTROL DO BRASIL LTDA castrol.com

CERÂMICA E VELAS DE IGNIÇÃO NGK DO BRASIL LTDA ngkntk.com.br

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CUMMINS BRASIL LTDA cummins.com.br

FEV América Latina fev.com/brazil.html

FIAT AUTOMOTIVE S.A. fiat.com.br

FORD MOTOR COMPANY DO BRASIL LTDA ford.com.br

FUCHS DO BRASIL S.A. fuchsbr.com.br

FUSCO-MOTOSEGURA fuscomotosegura.com.br

GB AUTOMOTIVE LTDA gbautomotive.com.br


GENERAL MOTORS DO BRASIL LTDA gm.com

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IPIRANGA – PRODUTOS DO PETRÓLEO BRASILEIRO ipiranga.com.br

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HARLEY DAVIDSON DO BRASIL LTDA harley-davidson.com

JOHNSON MATTHEY BRASIL LTDA matthey.com

HARMAN DO BRASIL harman.com/brasil

JX NIPPON OIL & ENERGY CORPORATION noe.jx-group.co.jp

HONDA AUTOMÓVEIS DO BRASIL LTDA honda.com.br HONSHA LEAN GESTÃO EMPRESARIAL LTDA honsha.org HPE AUTOMOTORES DO BRASIL LTDA (MITSUBISHI) mitsubishimotors.com.br & suzukiveiculos.com.b

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LUMILEDS ILUMINAÇÃO BRASIL LTDA lumileds.com

HYUNDAI MOTOR BRASIL hyundai-motor.com.br

IDEMITSU LUBE SOUTH AMÉRICA idemitsu.com.br

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MAGNETI MARELLI magnetimarelli.com

INFINEUM BRASIL LTDA infineum.com

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MAN LATIN AMERICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA man-la.com

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MERCEDES BENZ DO BRASIL LTDA mercedes-benz.com.br

IOCHPE MAXXION S.A. DIVISÃO FUMAGALLI fumagalliwheels.com

MICHELIN BRASIL michelin.com.br/home.html

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EMPRESAS ASSOCIADAS MWM MOTORES – INTERNATIONAL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA DA AMÉRICA DO SUL mwm.com.br

NATIONAL INSTRUMENTS BRASIL brasil.ni.com

OXITENO oxiteno.com.br

SIEMENS INDUSTRY SOFTWARE LTDA plm.automation.siemens.com

SGS SERVIÇOS DE INSPEÇÃO E CERTIFICAÇÃO sgsgroup.com.br

SMARTTECH smarttech.com.br

TAKATA BRASIL LTDA Takata Brasil Ltda PEAK AUTOMOTIVE LTDA peakauto.com

PETROBRAS – PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. petrobras.com.br

PEUGEOT CITROEN DO BRASIL psa-peugeot-citroen.com.br

PROMAX PRODUTOS MÁXIMOS S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO promax.com.br

RAIZEN COMBUSTÍVEIS S.A. raizen.com

TECCOM INDÚSTRIA E COMERCIO teccom10.com.br

TOYOTA DO BRASIL LTDA toyota.com.br

UMICORE DO BRASIL LTDA umicore.com.br

UNICA – UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR unica.com.br

VCA - VEHICLE CERTIFICATION AGENCY http://www.dft.gov.uk/vca/

RENAULT DO BRASIL – NISSAN renault.com.br

ROBERT BOSCH DO BRASIL bosch.com.br

RODOGÁS DO BRASIL SISTEMAS À GÁS LTDA rodagas.com.br

SCANIA LATIN AMERICA LTDA scania.com.br

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VOLKSWAGEN DO BRASIL www.vw.com.br/pt.html

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YAMAHA MOTOR DO BRASIL yamaha-motor.com.br


AGRADECIMENTO Prezados Associados e Parceiros AEA, O ano de 2017 foi complexo. As instabilidades políticas trouxeram incertezas, o que prenunciavam mais um período de recessão, com redução de investimentos, restrições de crédito e atraso na retomada dos empregos. A parte final do ano, porém, tem felizmente exibido consistente reversão desse quadro, com melhora dos índices de emprego, aumento do consumo, inclusive de automóveis e caminhões, e anúncios de mais investimentos no setor automotivo. Neste ano também está sendo concluído o INOVAR-AUTO, que trouxe um consistente avanço nas tecnologias de eficiência energética empregadas nos veículos de passageiros ofertados em nosso mercado. A elogiada contribuição da AEA na estruturação técnica desse programa junto ao MDIC - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, resultou em convite do MDIC à AEA para que fizesse a mediação tecnológica dos Grupos Temáticos no novo programa ROTA 2030. A neutralidade e a representatividade da AEA permitiram discussões setoriais aprofundadas e abrangentes de temas essenciais para a previsibilidade das rotas tecnológicas para Segurança Veicular, Eficiência Energética (Leves e Pesados), Eletrificação e Hibridização, Combustíveis de Alta Octanagem, Eletrônica Embarcada, Veículos Autônomos e Manufatura 4.0. Outra contribuição da AEA para tema estratégico do País foi no Programa RenovaBio, do Ministério de Minas e Energia, em fase de aprovação no Congresso Nacional. Esse programa busca incentivar a utilização dos combustíveis renováveis e sustentáveis (Etanol, Biogás e Biodiesel). A entidade elaborou o PEES – Programa de Eficiência Energética Sustentável que foi a sua contribuição para a Consulta Pública do MME, e que tem tido desdobramentos para a Comissão Técnica de Combustíveis. Mais recentemente, em Novembro, ocorreu a conclusão do chamado PCVE – Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões (conhecido em outras países como Auto-Oil), com evento na USP. Os extensivos ensaios de motores,

veículos e combustíveis representativos da frota circulante no Brasil geraram um grande banco de dados de entrada para modelagem dos impactos na poluição ambiental dos mesmos e simulação de sensibilidade a variações tecnológicas da frota e combustíveis. A Gerência Executiva da AEA também conduziu a elaboração de proposta de Código de Conduta, que está em fase de apreciação pelo Conselho de Administração. Também evoluiu a gestão visual da equipe através de indicadores para as diferentes atividades. Vamos encerrar o ano com mais de 130 reuniões de comissões técnicas e grupos de trabalho, além de diversos encontros dos grupos do Rota 2030. Foram 19 reuniões de diretoria, 19 encontros com representantes do Governo Federal em Brasília, 3 reuniões com entidades internacionais, 8 eventos, 8 cursos, 1 workshop e 2 premiações. Finalizando, 2017 encerra-se bem mais promissor do que o ano anterior. A previsibilidade que o programa ROTA 2030 e PROCONVE trarão para o setor é uma antiga demanda da área. O fato de, além das montadoras, o ROTA 2030 também contemplar o fortalecimento da cadeia fornecedora, com desafios tecnológicos que demandarão apoio na Academia, faz com que o setor da engenharia automotiva fique otimista não só para 2018, mas para os ciclos que se encerrarão em 2022, 2027, 2032... Muito obrigado a todos.

Marcos Clemente Vice-Presidente

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Relatório de Atividades AEA 2017  
Relatório de Atividades AEA 2017  
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