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Jornal do Agrupamento de Escolas de Almeida

Editorial

A melhoria do desempenho individual e coletivo de qualquer profissional ou organização depende da REFLEXÃO, quer durante, quer após o trabalho realizado. Em educação, o início de um ano letivo impulsiona, por excelência, a reflexão. Nós, Agrupamento de Escolas de Almeida (AEA), assumimos uma atitude reflexiva sistemática e contínua, para maximizarmos as respostas aos desafios que se nos colocam diariamente, no seio da nossa missão educativa. No início do presente ano letivo foi necessário refletir sobre um amplo conjunto de diplomas legais do Ministério da Educação e Ciência. Como consequência dessa REFLEXÃO, o AEA teve de se readaptar e recriar, mantendo a sua ATITUDE por forma a prosseguir a QUALIDADE necessária para o SUCESSO de todos. A reorganização curricular ditou o fim de áreas curriculares, diminuiu e aumentou a carga letiva de várias disciplinas, deu maior autonomia às escolas em vários âmbitos, como na oferta de escola, na oferta complementar e na gestão dos apoios educativos. Como resposta, o AEA cresce ao estabelecer novas parcerias, alargando a sua oferta educativa a cursos pós-secundário, definir estruturas de acompanhamento ao aluno, tais como: o Apoio ao Estudo, os Centros de Aprendizagem, as Tutorias e as Coadjuvações no ensino básico, as horas de Atendimento aos Alunos, os Apoios Pedagógicos Acrescidos no ensino secundário às disciplinas sujeitas a exame, e ainda, o Gabinete de Apoio ao Aluno. O novo ano letivo traz também um conjunto de propostas/atividades/estratégias, a desenvolver como complemento das aprendizagens da sala de aula, cujos objetivos pretendem, acima de tudo, reforçar o reconhecimento do pensamento como o aspeto fundamental do saber; organizar e consolidar o pensamento através da comunicação; reconhecer e usar conexões entre os conhecimentos de várias disciplinas/ áreas disciplinares; criar e usar representações para organizar, registar e comunicar ideias. Este conjunto de propostas/atividades/estratégias dá forma ao nosso Plano Anual de Atividades (PAA) – um documento aberto, que em qualquer momento do ano letivo pode ser enriquecido com novas propostas/atividades/estratégias. Atualmente, o nosso PAA está engrandecido com a participação do AEA nos projetos NEPSO e Rato da Biblioteca, promovidos pela Fundação Vox Populi. No presente ano letivo, o AEA abraçou o desafio da investigação e somos um agrupamento pioneiro, a nível nacional, ao desenvolvermos projetos do NEPSO no 1.º CEB e Pré-escolar. Acreditamos ter reunidas as premissas para um ano letivo que se quer de SUCESSO, com o compromisso e envolvimento de todos. Haja ATITUDE!

dezembro de 2012

N.º 4

Corta Mato Escolar

O magusto

Investigar para Aprender e Aprender a Investigar

pág. 2 e 3

Construções de Tipo Primitivo

pág. 5

Espaço dos Pais pág. 11 e 12


O dia a dia na Escola

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Investigar para Aprender e Aprender a Investigar

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O que é investigar? Para que serve a investigação? Qualquer pessoa pode investigar? Precisamos de investigar para aprender? Como se investiga? O que é que eu posso investigar? Investigar é questionar-se de um modo disciplinado, procurando encontrar resposta(s) para cada questão colocada. A investigação é um questionamento guiado por conceitos e métodos de diversas disciplinas que pretende responder a questões específicas, sem especulações vazias e sem discussões centradas em si próprias. Um investigador recolhe, descobre, cria e comunica os resultados das suas investigações. Investigar é um trabalho exigente porque requer persistência e continuidade. Investigam, todos os que fazem da atividade de investigar a sua atividade profissional, todos os que estudam e ensinam, tal como os professores e os alunos, e todos os que utilizam a investigação como ferramenta de trabalho. A investigação não é a única forma de aprender. Não precisamos de investigar para aprender um endereço, um número de telefone ou a ordem do alfabeto – nestas e noutras circunstâncias, a aprendizagem é fruto de pura memorização. Mas, aprender não consiste apenas em fazer combinações com os significados que já construímos e que já conhecemos, é necessário analisar, explorar, verificar, refletir, refutar, experimentar e demonstrar. E é por isto que investigar é essencial para aprender. Há investigadores que defendem a seguinte ideia: ‘tentar aprender sem uma forte intervenção investigativa é como tentar aprender a andar de bicicleta vendo os outros andar e recebendo informações sobre como o conseguem fazer’. Uma investigação apresenta-se-nos quase sempre com um enunciado geral, pouco definido, acompanhado de um conjunto de dados pouco estruturados. Depois de percebermos e combinarmos esses dados, conseguimos formular uma questão mais precisa e, em simultâneo ou a seguir, conseguimos conjeturar uma ou mais hipóteses. Posteriormente, elaboramos um plano adequado para a hipótese que colocámos e testamos a nossa hipótese. Se a hipótese não se enquadrar, ou não for totalmente compatível com os dados, então rejeitamo-la e definimos uma nova hipótese, ou redefinimos a hipótese que colocámos. À medida que as hipóteses forem ganhando credibilidade elas tornam-se uma resposta possível da investigação. Finalmente conferimos-lhe(s) validade, depois de a(s) testarmos, e comunicamos os resultados da nossa investigação. O seguinte esquema pode ajudar-nos a perceber melhor como proceder quando queremos investigar algo:

1.º Passo

2.º Passo

(Definir o tema)

(Hipótese(s))

“O que é que vamos pesquisar?”

“O que é que se verifica sempre, ou com regularidade” Se o teste

Se o teste for compatível com a hipótese

3.º Passo

não estiver

(Elaboração de um plano para testar a hipótese)

totalmente de

“O que vais fazer para testares a hipótese? Como vais fazer?”

5.º Passo

4.º Passo

(Resultado e posterior

(Reformulação da

reflexão) “Escreve a conclusão a que chegaste”

acordo com a hipótese

hipótese) “Formula uma nova hipótese.”

Durante a investigação, devemos indicar todos os raciocínios que fazemos em cada passo. Ao chegarmos ao 3.ºpasso, se o teste for compatível, então, chegamos a uma das fases mais pertinentes da investigação. Consequentemente, devemos concluir e regressar ao 2.ºpasso onde (re)iniciamos o teste sobre uma (nova) hipótese, ou voltar ao 1.ºpasso e elaborar uma nova pesquisa dentro do mesmo tema ou de outro tema. Podemos definir uma nova pesquisa dentro do mesmo tema, ou podemos estender a pesquisa do tema inicial, ou ainda definirmos uma pesquisa ou um tema novo. Se chegarmos ao 3.º passo e o teste não for totalmente adequado à hipótese, devemos pensar o seguinte “qualquer bom investigador reformula muitas e muitas vezes todas as suas hipóteses”. Podemos saltar, ou acrescentar passos, no esquema anterior, se considerarmos que esse procedimento nos auxilia na construção do(s) raciocínio(s). O que nunca podemos fazer é desistir! Podemos investigar sobre qualquer tema do nosso interesse, relacionado com questões de alguma disciplina ou relacionado com o nosso modo de pensar, de sentir, ou sobre qualquer assunto que nos desperte interesse. (continua na pág. seguinte)


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O dia a dia na Escola

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Investigar para Aprender e Aprender a Investigar

EXEMPLO DE TEMAS QUE PODEMOS INVESTIGAR

EXEMPLOS DE PROBLEMAS DENTRO DE CADA UM DESSES TEMAS

POSSÍVEIS OBJETIVOS DE CADA INVESTIGAÇÃO

Cinegética

“Qual a relação entre a caça existente no Concelho de Almeida e a taxa evolutiva da(s) respetiva(s) espécies?” ”Qual a correlação da biodiversidade da fauna com a relação estudada na questão anterior?”

Experimentar diversos modos e formas de aprendizagem, visando a intervenção eficaz e eficiente no desenvolvimento sustentável do meio, objetivando uma realidade ambiental equilibrada e sustentável.

Assertividade

“O que é o equilíbrio na exposição de sentimentos e preocupações?”

Aprender a expor os seus sentimentos, raciocínios e preocupações sem ira e sem passividade.

Responsabilidade

“O que é um compromisso? Qual a importância dos compromissos nos meus resultados escolares?”

Assumir responsabilidade, reconhecer as consequências das suas decisões e ações, aceitar os seus próprios sentimentos e estados de espírito, cumprir os compromissos assumidos (como por exemplo, estudar).

Comunicação

“O que é a comunicação? Como se caracteriza e como atua um bom ouvinte? Como se caracteriza e como atua um bom fazedor-de-perguntas?”

Aprender a comunicar de uma forma eficaz: tornar-se um bom ouvinte e um bom fazedor-de-perguntas; distinguir aquilo que alguém diz ou faz e as próprias reações ou juízos sobre o que é dito ou feito.

Património Material e Imaterial do Concelho de Almeida

“Que saberes, ofícios e tradições caracterizam o concelho de Almeida? Que lugares edifícios e objetos caracterizam o concelho de Almeida? Como o caracterizam?”

Aprender os saberes, ofícios e tradições que caracterizam o concelho de Almeida e aprender a discutir criticamente a sua identidade com tais aprendizagens, distinguindo um conhecimento empírico de um afeto/intuição por tal conhecimento.

Crescimento sustentável e a minimização ao recurso de combustíveis fósseis

“Que normas sociais e estilos de vida têm de ser alterados na sociedade de modo a maximizar a produção energética sem recurso a combustíveis fósseis?”

Aprender normas sociais e estilos de vida promotores de um equilíbrio global, ambiental, social e financeiramente sustentável.

Resolução de Conflitos

“O que é um moderador de conflitos? Que funções desempenha? Como atua um moderador de conflitos?”

Saber como e quando confrontar honestamente os outros (crianças, pais, professores), saber negociar compromissos.

Autoconhecimento

“Que relação existe entre um pensamento, um sentimento e uma reação?”

Construção de um vocabulário para os sentimentos e conhecer a relação entre pensamentos, sentimentos e reações.

Empatia

“Como leio o medo, a surpresa, a tristeza, a ira, a aversão, a vergonha, o amor, o prazer nas expressões corporais e faciais das pessoas? Essa leitura ajuda-me a compreender melhor os sentimentos dos outros e a compará-los com os meus? Como e porquê?”

Aprender a compreender os sentimentos e as preocupações dos outros e a compreender pontos de vista diferentes do próprio; aprender a ponderar as diferenças no modo como as pessoas sentem.

Autoavaliação

“De todas aprendizagens que fiz ao longo do ano letivo, quais são as que sei/sinto que foram mais importantes no meu conhecimento? Porquê? Como penso que vou usar tais aprendizagens?”

Autoexame às ações e reconhecimento das respetivas consequências, questionar-se acerca de conhecimentos transversais concretos, quer do dia a dia, quer de âmbito curricular de uma ou de várias disciplinas.

Empreendedorismo

“Que tipo de empresa/negócio penso ser útil para o desenvolvimento do concelho de Almeida? Porquê? Em que área eu investiria? Porquê?”

Aprender a intervir de modo e de forma criativa, inovadora, eficaz e eficiente no desenvolvimento sustentável do seu meio e modo de ação, objetivando uma realidade social e económica construtiva.

No presente ano letivo, alguns grupos de alunos do pré-escolar, do 3.ºano, dos 7.º, 9.º e 12.º anos do AEA agarraram o desafio da investigação – um desafio que, no 1.ºCEB, é pioneiro a nível nacional. Estes alunos do AEA estão a fazer investigação, com o acompanhamento dos seus professores, na área da cidadania, do turismo e dos saberes/cultura do concelho de Almeida, no âmbito dos projetos NEPSO – Escola Opinião e Rato de Biblioteca, da Fundação Vox Populis. Estas metodologias de ensino propõem-se incrementar a literacia, aumentando os conhecimentos, a capacidade de interpretação dos mesmos, a tomada de consciência e a mudança de atitude dos alunos através de uma forma ativa, refletida e participativa. Com a atividade de investigação, a aprendizagem que fazemos é concretizada porque consolidamos conhecimento num caminho de ‘tentativa e erro’. Ao investigarmos promovemos uma dinâmica permanente do ‘saber’ com o ‘saber fazer’, no qual a emoção e o pensamento, a intuição e a razão, trabalham em conjunto e de modo combinado. A emoção atua como um impulso para agir, a intuição produz uma ideia e a razão esforça-se para a testar ou desenvolver. A direção do AEA


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O dia a dia na Escola

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História

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CONSTRUÇÕES DE TIPO PRIMITIVO

Na paisagem rural de Norte a Sul do país surgem construções de tipo primitivo, abrigos de pastores e agricultores, ora de pedra, ora de matérias vegetais, que testemunham um tempo de intenso labor nos campos. Aqui na raia conhecemos estas construções como “Torrelhas” e “Choças”. Os estudos de Etnologia que documentam estes abrigos falam-nos de “pequenas casotas em pedra extremamente rudimentares, geralmente dispersas e isoladas, seguindo soluções de acaso, umas maiores e outras mais exíguas, constituídas por uma simples sobreposição arbitrária de pedras, sem qualquer regra, em certos casos parecendo obedecer a um tipo local um pouco mais elaborado

Choça freguesia de Malhada Sorda (Almeida)

e definido, e que são utilizadas como abrigos ora de pastores ora de lavradores ou guardas nos campos e nas vinhas”. (1) Na zona identificamos algumas destas edificações em pedra, cuja planta é grosseiramente circular ou quadrangular, sendo um dos lados aberto, exibindo como particularidade a cobertura de falsa cúpula. Algumas apresentam pequenos nichos interiores, “buracas” e o sítio do “lar”, bem visível nas pedras tisnadas. Consideramos que o Património não são só castelos/ fortalezas e igrejas. Como tal, o Património construído no meio rural é tão importante como os monumentos. Uma paisagem cultural, onde o homem interveio ao longo de séculos é riquíssima em vestígios, como por exemplo, a arquitectura da água, as construções agrícolas e pastoris, os muros… Património é uma chave para a identidade! Carlos Teles e Isabel Magalhães (docentes grupo 400)

Torrelha freguesia de Malhada Sorda (Almeida)

A OHA está aí! A OFICINA DA HISTÓRIA E ARQUEOLOGIA OHA - está de novo aí e são já cerca de trinta os alunos inscritos este ano nas duas escolas do Agrupamento. O horário de funcionamento concentra-se na tarde de 4ªfeira, assegurado pelos docentes Dulce Coelho, João Teles, em Almeida e Carlos Teles, Isabel Monteiro e Isabel Magalhães em Vilar Formoso. Continuamos centrados nas questões da História, Arqueologia e Património, desenvolvendo actividades que vão da

pesquisa à expressão plástica, em que os alunos colocam uma grande energia, alegria e interesse e que oportunamente daremos a conhecer à comunidade. Inscreve-te, aparece e visita-nos on-line: http://www.agrupamentodealmeida.net/ Blog: http://oficinaoha. blogspot.com/ Facebook: oficinaoha Oha Youtube: http://www.youtube.com/user/oficinaha Estamos a mexer!

Notas: Este texto foi originalmente publicado em 2007 pelos seus autores. (1) Veiga de Oliveira, Ernesto e outros, Construções Primitivas em Portugal, 2ª Ed., D. Quixote, 1988, pág.


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Notícias do Agrupamento

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O Dia Mundial da Alimentação no Agrupamento O Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente a 16 de outubro. O dia 16 de outubro marca o dia da fundação da organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO), em 1945. A celebração do Dia Mundial da Alimentação foi estabelecida em Novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura. Os objetivos do Dia Mundial da Alimentação são: Alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis; Alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo; Reforçar a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento; Promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento; Encorajar a participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida. Como atividade aglutinadora do agrupamento de Escolas

de Almeida, foi oferecido a todos os elementos da comunidade educativa uma peça de fruta como símbolo da alimentação saudável. Os alunos das turmas A e B do 6º ano no âmbito da disciplina de ciências naturais realizaram o Bilhete de Identidade de vários alimentos e os alunos da turma A do 5º ano construíram pirâmides alimentares no âmbito da disciplina de matemática, de encontro com o estudo dos sólidos geométricos.

Como vivemos numa sociedade em constante mudança e a aparência é fundamental, gostaríamos que tivesse conhecimento do que se passa neste mundo fascinante, que é a Moda! Para tal, colocamos ao vosso dispor um sítio onde poderá estar bem informado sobre esta realidade! E que tal lhe parece visitar e tornar-se membro do Blog: http://fashionatmyfeet.blogspot.pt/ Contamos com a vossa colaboração! O grupo Fashion at my feet: Beatriz Rodrigues, Bárbara Teles e Inês Casanova (8ºD).


Notícias do Agrupamento

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Dia da Hispanidade

O núcleo de estágio da UBI assinalou na Escola Básica e Secundária Dr. José Casimiro Matias o Dia da Hispanidade com algumas atividades. Estas tiveram como objetivo principal motivar os alunos para o estudo da Língua e Cultura Espanholas, bem como permitir que estes aprofundem os seus conhecimentos e apreciem a diversidade cultural de Espanha e dos países de língua espanhola. Durante o dia as professoras envolvidas dinamizaram um cantinho no átrio da escola onde se puderam ver alguns produtos e imagens típicas dos países hispanos. No mesmo espaço foi apresentado um PowerPoint alusivo ao dia da Hispanidade. Com a colaboração dos alunos do 10º A/B, que têm como língua de opção o Espanhol, foi realizado um inquéri-

to na comunidade escolar com perguntas alusivas ao tema. As turmas do 7º A e B também participaram nas atividades resolvendo um puzzle onde puderam rever as comunidades autónomas e os principais símbolos de Espanha. As professoras do Conselho de Disciplina de Espanhol acordaram um menu Hispano para este dia, nas duas escolas do Agrupamento. Como entrada foi servida uma sopa de legumes, seguida de paella e, como sobremesa, fruta da época. Os alunos colaboraram de forma entusiasta nas actividades. Dos  inquéritos  realizados verificámos que nas 29 mulheres entrevistadas houve um total de 151 respostas certas em 261 possíveis, correspondendo a uma percentagem de

mais de 50% de respostas certas. A predominância de respostas corretas verificou-se na faixa etária com mais de 41 anos. Nos elementos do género masculino entrevistados (11 no total) registámos um resultado de 59 respostas corretas nas 99 possíveis, ou seja também um total de mais de 50% de respostas corretas. A predominância

de respostas certas verificou-se também na faixa etária acima dos 41 anos. Toda a comunidade escolar está de parabéns pelos seus conhecimentos! O Núcleo de estágio de Coimbra, na Escola de Vilar Formoso elaborou também um cartaz alusivo ao “Día de la Hispanidad”.

De pequenino… Se aprende como se faz o vinho. A criança aprende fazendo, coordenando os sentidos, ações e sentimentos. Ao desenvolver experiencias/atividades significativas com os seus pares e adultos, a criança experimenta através do seu corpo: observa, agarra, cheira, manipula, imita… pessoas e/ou objetos que lhe despertem a atenção construindo o seu conhecimento. É nesta constante interação com o mundo físico e social que a criança se descobre, conhece e desvenda o mundo envolvente.

A participação nas vindimas e a visita à adega de Pinhel, procurou fomentar o contacto direto das crianças com a cultura da vinha e os processos de produção, fomentando o gosto pela viticultura e estas crianças de hoje, homens de amanhã, saberão explorar os nossos recursos e produzir riqueza, dando razão ao provérbio “De pequenino é que se torce o pepino”, melhor dizendo, “de pequenino se aprende a fazer o vinho”.


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Pré-escolar e 1.º Ciclo

Ainda não conhecem a ANA e o RUI?

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O tempo passa, e no mundo da fantasia passa igualmente para os bonecos. Assim tal como os meninos seus colegas, a TINA teve que ir para a escola. Infelizmente, não para a mesma escola pois, devido à situação económica do país, teve que emigrar com os seus pais para a Suíça. Mas a fantasia e a imaginação não está em “crise”, não, na educação pré-escolar. Rapidamente surgiram a ANA e o RUI? Dois novos colegas/bonecos, prontos a partilhar as suas vivências, responder a todas as dúvidas e abraçar qualquer desafio…. Esta dualidade de fantasia/realidade será estrategicamente usada para lançar temáticas e abordar assuntos sérios, mas que ainda são abstratos para a criança, procurando desenvolver uma progressiva compreensão e consciência de si, da sociedade e do mundo. Para celebrar o 3º aniversário da ANA e do RUI, os alunos do pré-escolar reuniram-se no passado dia 17 de outubro, na escola de Miuzela. Eles mesmo confecionarem o bolo de aniversário e ofereceram prendas aos seus novos MASCOTES.

Dia Internacional da pessoa com deficiência

Dia Universal dos Direitos da Criança

O dia internacional das pessoas com deficiência assinala-se no dia 3 de dezembro. No sentido de despertar nos alunos a consciência de que todas as pessoas, sejam elas portadoras de deficiência ou não, têm os mesmos direitos, os alunos do 1.º A trabalharam o tema “ a diferença”, explorando a história de David Mckee, Elmer. “Era uma vez um elefante diferente: o Elmer. Ele era aos quadradinhos e às cores. Um dia, ele quis ser igual aos outros e ficou cinzento. Os animais da selva e os outros elefantes não o reconheceram. Todos ficaram sossegados e sérios porque sentiram falta das partidas e das brincadeiras divertidas do Elmer. Quando o Elmer reapareceu, os elefantes resolveram festejar o Dia do Elmer. Nesse dia, os elefantes vestem-se de muitas cores e o Elmer de cor de elefante.” Os alunos do 1º A A Guarda Nacional Republicana assinalou o “Dia Universal dos Direitos da Criança”, com uma ação de sensibilização aos alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Almeida. A iniciativa, em parceria com as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, teve como objetivo dar a conhecer àquele público, a Declaração Universal dos Direitos da Criança. A GNR desempenha um papel fundamental no “Sistema de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo”, encontrando-se representada em todas as comissões da sua área de jurisdição. A GNR deixou um desafio para um concurso de desenhos sendo os três vencedores publicados na “Revista da Guarda”.


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Pré-escolar e 1.º Ciclo

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O magusto escolar foi na Freineda

Os alunos do Pré-escolar e do 1.º Ciclo do Agrupamento, realizaram o seu tradicional magusto no passado dia 9 de novembro. O local escolhido foi este ano o largo circundante da capela de Santa Enfêmia, na localidade de Freineda. Quando os alunos chega-

ram ao local, já os funcionários da Junta de Freguesia aí tinham um monte de caruma, que iria servir para assar as castanhas que as crianças levaram. Muito fumo, animação e algum tempo depois o barulho das castanhas a saltar, despertou a maioria, enquanto outros não deixavam de correr atrás da

bola, num desafio “rijamente” disputado. Sujar as mãos a descascar as apetitosas castanhas e logo de seguida “enfarruscar” a cara e uma que outra camisola, foi o culminar de uma manhã diferente e que ano após ano vai permitindo um são convívio entre as crianças mais pequenas

do Agrupamento, não deixando que esta tradição do magusto caia em desuso. Em nome dos professores alunos e assistentes técnicos participantes, deixamos aqui um agradecimento especial à Junta de Freguesia da Freineda e seus funcionários, por todo o trabalho e apoio concedido,

O Halloween na Miuzela O dia de 31 de outubro aproximava-se, a Sr.ª professora pediu para trazermos de casa abóboras para trabalhar. Fizemos os moldes, e apanhamos folhas no recreio. Depois fomos com as abóboras para Jardim-de-infância, marcamos os desenhos nas abóboras, cortamos com uma faca e tivemos que tirar o que estava lá dentro com uma colher ou com a

nossa mão. Fizemos ali uns grandes estragos nas abóboras. A abóbora do 1ºano ficou sem um olho, e metade da boca mas depois pusemos-lhe um remendinho com uma folha. Mas que linda ficou! A abóbora do 2ºano ficou sem um dente, e parecia um bebé! A abóbora do 4.ºano tem o nariz em cima dos olhos, e grande chapéu

em forma de um cone muito colorido! E as do jardim?! Mas que obras de arte!... De tarde escurecemos a sala, pusemos uma vela dentro de cada uma das abóboras.Todos juntos aprendemos e recitámos o poema da bruxa Zibelina e ela, contente com o nosso

trabalho ofereceu um chupa-chupa para cada menino! Os alunos do Pré-escolar e 1.º CEB da Miuzela


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Entrevista

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ASSOCIAÇÃO DE PAIS DE VILAR FORMOSO Num momento em que os nossos filhos têm dificuldade em se sentir motivados com a escola, pedimos a um dos ex-alunos desta escola que nos desse a sua opinião sobre a Escola e Vilar Formoso. A escolha deste aluno entre outras coisas, deve-se ao facto de ele ter lançado um álbum de nome VilarnaMira – Vol1(2012). O seu nome é Nuno Adubeiro, tem 26 anos é natural de Vilar Formoso, tendo estudado na nossa escola desde os anos de 1992 a 2004, ano em que terminou o 12º ano. Desde então continuou a estudar tendo realizado a Licenciatura em Radiologia na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Mestrado em Economia e Gestão da Saúde da Universidade de Coimbra e Doutoramento em Ciências Biomédicas no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (Porto). Neste momento é docente a tempo integral na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto na Área Técnico-Científica Radiologia. Enquanto esteve em Vilar Formoso a estudar participou em diferentes atividades extra curriculares como a música e o futebol, tendo sido guarda-redes nos escalões de infantil, iniciado e juvenil. Na cidade do Porto desenvolveu (de novo) o gosto pela música e teve a oportunidade de realizar vários projectos musicais, quer a solo ou em conjunto, dentro do estilo musical denominado RAP (Rhythm and poetry- Ritmo e Poesia). Associação de Pais de Vilar Formoso (APVF): Por que razão escolheste o RAP? Nuno Adubeiro (NA): Senti a necessidade de “tentar” criar, ou fazer algo pessoal dentro deste estilo musical, porque senti que podia dar o meu contributo. O processo criativo (relacionado com o RAP) serviu-me sempre como uma terapia

e ao mesmo tempo um desabafo. Uma forma muito positiva de passar o meu tempo, já que para além de desenvolver a escrita, tive a necessidade de procurar informações e conhecimentos sobre as mais variadas áreas, para que as pudesse desenvolver e explorar a nível musical. O alterego que assumi desde então foi Tribal99, tendo desenvolvido os projetos musicais: Retórica, Retórica (Reedição), Tempo de Brilhar, Referência Prioritária (2008) e VilarnaMira Vol1(2012), estando em gravação VilarnaMira Vol2. Posso referir que estes dois últimos trabalhos, que foram publicamente expostos marcaram definitivamente a minha presença e posição neste ramo musical. (APVF): Gostaria que comentasses alguns versos teu último trabalho “ Vilar na Mira Vol1”. Da canção “Se tu achas”: o verso “Acredita, sou sincero, sinto-me felizardo sou

ção dos meus pais, para que eu tivesse um futuro…” NA:O primeiro verso que referes tenta mostrar ao mesmo tempo que me sinto um “felizardo” e “sortudo” pelas coisas que consegui, mas no entanto também demonstra ao mesmo tempo que aquilo que consegui foi fruto do trabalho e dedicação e que continua a ser assim, eu pelo menos tento que assim seja! Acho que um ensinamento que tirei da vida foi que as coisas só se conseguem com trabalho, “10% de talento e 90% trabalho”. Se quiseres muito uma coisa tens que lutar por ela, mas para isso tens que estar disposto a “sofrer” para a teres e estar disposto a abdicar de muitas outras. No segundo verso que referes tento demonstrar que eu tive uma educação de “ouro” o que, posso dizer sem nenhum problema e me torna um privilegiado, que ninguém tem o

projeto “Vilar Formoso” comenta o verso “Onde eu cresci e aprendi tudo o fundamental” NA: Deixo claro que cresci e me tornei Homem em Vilar Formoso. Posso dizer que foi um meio “quase perfeito” para poder crescer. Pela educação que tive oportunidade de ter a todos os níveis, Familiar, Escolar, pelo meu grupo de amigos e pelo “ambiente” que se vivia de forma geral nesta Vila. (APVF): Para terminar, apesar de se notar uma revolta nas letras das tuas canções, achas que há esperança para o futuro dos jovens? E para Vilar Formoso? NA: Permite-me que a analise em duas partes. A questão da existência de revolta nas minhas canções, ou a percepção disso mesmo para quem as ouve, algo que já me foi dito algumas vezes, penso que vai de encontro a um estado de espírito “natural” tendo em conta aquilo que vivemos na actua-

sortudo, mas não penses que parei no tempo, que não me aplico, não estudo…” e o verso “Queres pôr em causa a educa-

direito de a colocar em causa, a não ser eu mesmo. (APVF): Relativamente à faixa que foi o “single” desse

lidade a vários níveis. Acho que não faz sentido entrares no campo de temáticas “amor e festa” quando temos o mundo a


Entrevista

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ASSOCIAÇÃO DE PAIS DE VILAR FORMOSO desmoronar-se aos nossos pés. Não há dúvida que os mass média apostam muito (demasiado) em canções e artistas que estão mais dentro desse campo, o que na minha opinião, em certa medida, apenas serve para nos alienar da realidade. Penso que neste momento precisamos de música que “choque” e instigue a “revolta”, que perturbe e ao mesmo tempo nos dê consciência, que “agite os cérebros”, mobilize o pensamento. No fundo, que transmita uma mentalidade “revolucionária”. Relativamente à 2ª parte da questão, mal de mim se achasse que não há futuro para os jovens! Ninguém deverá dizer que não há futuro! Há sim uma nova realidade com desafios diferentes, alguns talvez mais complicados de superar. Os jovens muitas vezes apelidados de “Geração Rasca” passámos a ser a “Geração à Rasca”. Estamos neste momento numa fase de transição a nível social. As “regras” que foram construídas

a nível económico, judicial, político e ambiental estão, algumas delas, já completamente desligadas das nossas necessidades enquanto Ser Humano. O “update” desta sociedade será certamente o principal desafio de todos os jovens e não só! No entanto temos, antes de mais, que criar uma “revolução na nossa consciência” o que não é fácil, mas estou certo que os jovens de hoje, adultos amanhã, serão essa mudança. A questão relativa ao futuro de Vilar Formoso é muito difícil de ser respondida. Estou certo que estamos a viver tempos difíceis e que assim vai continuar a ser durante um tempo indeterminado. No fundo, Vilar Formoso acaba por ser um pouco a imagem e o reflexo daquilo que vivemos no País e dos erros que formos cometendo. Não tenho soluções fáceis a apontar, apenas posso dizer que a educação é o melhor seguro de vida que podemos ter, e só esta será a única que pode-

rá desafiar o “status quo” para fazermos a mudança que todos precisamos. Sei que o principal público-alvo desta crónica são Jovens em pleno processo formativo, que ouvem todos os dias que milhares de licenciados (ou seja jovens que investiram na sua educação e formação) estão há deriva sem trabalho. Não devem entender este facto como um incentivo para “não estudar” ou “facilitar” e cair na indiferença e pensar “ que diferença faz se sou melhor ou pior, vou acabar por não ter trabalho…” A forma que vocês têm de mostrar irreverência e de desafiar o sistema é investir em vocês e estudar!! Deixamos aqui o en-

dereço onde poderão fazer o Download Gratuito do trabalho do Nuno e aceder a mais informações - www.facebook.com/ Tribal99 . Agradecemos a colaboração neste artigo do Sérgio Adubeiro (Ésse), irmão do Nuno, que lançou recentemente o álbum Anjos&Demónios à venda também em Vilar Formoso e a que podem ter acesso em https:// www.facebook.com/esserap.

Espaço dos Pais

Associação de Pais de Almeida A Associação de Pais de Almeida, quer desejar a todos os alunos um excelente percurso escolar neste ano lectivo

de 2012/2013 e salientar que, este grupo de pais, voluntários e empenhados compromete-se a ser uma presença ativa na escola,

levando a cabo ações que pretendem uma maior aproximação dos pais ao meio e à construção de um espaço escolar cada vez mais integrante. Deixamos a todos os encarregados de educação e porque também o somos, a nossa plena convicção da necessidade de criar a consciência nos nossos educandos de que são os principais agentes da sua aprendizagem, e que, por isso os frutos dos seus sucessos serão tanto maiores quanto maior for o seu esforço, determinação, força de vontade, persistência e resiliência para atingirem objetivos concretos da vida académica. Estamos convictos de que somos os primeiros Educadores e por isso devemos por

direito e obrigação acompanhar o percurso dos nossos educandos, estar atentos, disponíveis e diligentes para que os resultados sejam os melhores, esperando da Escola a transmissão de saberes indispensáveis à formação plena dos que lhe são confiados. Desejamos ainda a todos os estudantes que arrecadem as pedras do seu caminho para construírem grandes castelos, todas elas terão excelentes aprendizagens… que vos tornarão homens e mulheres fazedores de uma sociedade mais justa.

Paula Sousa

(Associação de Pais de Almeida)


dezembro/2102

Espaço dos Pais

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MELHORES PAIS, MELHORES ALUNOS Uma escola ideal, que sirva para todos não existe. Cada família tem os seus valores e, cada criança, a sua personalidade. Há muitos aspetos a considerar para que tudo funcione da melhor maneira possível e em articulação. A escola como edifício (aspeto estético, distribuição de espaços de trabalho e de lazer, conforto), os recursos humanos (auxiliares, professores) com personalidade, sensibilidade variáveis, formação, conhecimentos de 1os socorros e, não menos importantes, os encarregados de educação. Todos são importantes. “Há pessoas que de uma pedreira podem fazer um castelo e outras que de um palácio, uma ruína...” Os professores do 1º ciclo têm o enorme desafio de iniciar as crianças nas aprendizagens formais e de tornar a sala de aula num local ameno e estimulante ao mesmo tempo. Os outros, de prolongar a sede pela aprendizagem. Se calhar contamos pelos dedos das mãos os professores que realmente nos marcaram na nossa vida. Pela sua maneira de ser e de estar e não tanto pela sua capacidade pedagógica, por certo... Aparentemente, a magia e o gosto pela escola vão-se desvanecendo ao longo dos anos. O encanto de aprender, em função de uma busca de um tal de sucesso (de definição incerta), de um desempenho de excelência, vai-se perdendo. A escola da experiência é a mais educativa. Aristóteles dizia: “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer...”. Há estudos que referem que as crianças que são mais ativas na sua aprendizagem e que se envolvem, têm melhores resultados do que os alunos mais passivos e somente recetores

de informação. Nesta lógica, os alunos que estudam, por exemplo Matemática, pela visualização de exercícios resolvidos irão certamente ter mais dificuldades do que alunos que os pratiquem com frequência. Muitos pais recorrem a explicações. Será que a dificuldade é assim tão elevada? Ou será porque, provavelmente, não enraizaram mecanismos de base que, sem consolidação, encravam os processos em anos posteriores? Há alunos com notas altas às disciplinas de caráter mais teórico e dificuldades nas mais práticas como Educação física ou Expressão plástica/artística. Lamentavelmente não costumam fazer parte da preocupação parenteral, sendo desvalorizadas. Há muitas atividades que podem atrair o seu interesse como os vários clubes, o desporto escolar que poderão ser uma ferramenta de aproximação a professores, a colegas de outras turmas (de diferente faixa etária inclusive), à escola. Têm assim oportunidade de escolher, voluntariamente, algo do seu agrado.

Resumindo, Para ser um BOM encarregado de educação: -Conheça a escola: sala de aula, espaço de convívio, cantina, recreio... -Valorize as aulas e seja um exemplo (o que não acontecerá se a toda a hora se lamentar do seu emprego...) -Atribua prioridade à escola e não falte aos apelos escolares -Trave conhecimento com os auxiliares -Relacione-se frequentemente com os professores, tornando-se aliados estratégicos (no mínimo saiba quem são, para que o seu filho perceba que se interessa)

-Estimule a prática regular da competência ou do conhecimento a adquirir -Diversifique as estratégias e os exercícios. Nem sempre o melhor aluno é o que trabalha mais mas, o que trabalha melhor -Tente valorizar equitativamente o seu desempenho em todas as disciplinas. Nas que tem mais dificuldade, será penoso o suficiente falhar nas que são mais valorizadas pela família -Incentive o seu educando a aproveitar bem os recursos que a escola oferece (biblioteca, professores, apoios, centro de aprendizagem,...)

Para ser um BOM aluno: -Faz uma alimentação equilibrada, principalmente ao pequeno almoço -Dorme o suficiente para não te sentires cansado -Sê assíduo e pontual -Leva para a aula o material necessário -Escuta o professor com atenção até ao fim e faz perguntas oportunas -Certifica-te que o local de estudo é o adequado par te concentrares -Identifica as ideias principais de cada aula -Tira apontamentos, registando o que possa contribuir para a compreensão -Não deixes acumular matérias -Estuda com antecedência e não na véspera de um exame para teres tempo de tirar alguma dúvida e evitar situações de stress e ansiedade -Trabalha de forma diferenciada para as diferentes disciplinas -Cumpre prazos -Ajuda colegas com dificuldades

-Experimenta ESTUDAR em grupo depois de ter estudado sozinho

Alguns CONSELHOS para estudar: 1ª ETAPA-Da apreensão e compreensão dos conhecimentos (15% do tempo) leitura do manual sublinhando o que pareça mais importante anotação de dúvidas procurar outras fontes com formas diferentes de explicar o assunto, com diferentes linguagens, imagens ou esquemas 2ª ETAPA-Da reprodução da informação (40% do tempo) fazer resumos, esquemas que serão muito úteis numa revisão rápida simular uma aula para um amigo ou pais que podem funcionar como “barómetro” do conhecimento 3ª ETAPA-Do reforço com exercícios (45% do tempo) tentar responder a diferentes exercícios sobre uma mesma temática, sem consultar manual ou apontamentos perceber diferentes tipologias de perguntas: “caracteriza”, “explicita”, “comenta”, “exemplifica”, “enumera”, “justifica”, “compara”,... simular um teste de modo a aprender a controlar o tempo e a ambientar-se com situações de pressão ou nervosismo a decifração das perguntas e a interpretação é algo que também deve ser treinado

Saber estudar implica saber parar e descansar


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Desporto e exercício

dezembro/2102

Alunos que fazem mais exercício físico têm melhores resultados escolares

Numa altura, em que muito se especula, sobre a importância que uma atividade física regular e sistemática tem, no combate à obesidade, no desenvolvimento do individuo, e no bem-estar físico e psíquico, vale a pena ler um artigo publicado no Jornal “Público” no dia 9 de agosto do presente ano, do qual passamos a transcrever o que consideramos mais importante: “Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL). (...) Luís Sardinha, diretor do Laboratório Exercício e Saúde, da FMH, afirma que existe “a tendência para sobrevalorizar a parte biológica” dos benefícios do exercício físico. E este estudo também os comprova, evidenciando, por exemplo, que “os alunos insuficientemente ativos” (pelo menos 60 minutos por dia de atividade física moderada e vigorosa), têm maior probabilidade de serem pré-obesos ou obesos. (...) Mas, para o coordenador do estudo, o resultado mais inovador desta investigação - feita em parceria com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a autarquia de Oeiras - é o demonstrar que o aumento da atividade física tem reflexos “na parte psicológica, uma dimensão que tem sido menos estudada”, nota. “Face à dimensão da amostra”, o investigador admite que os resultados possam ser extrapolados para a população escolar. O chamado Programa Pessoa, cofinanciado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estudou durante cinco anos (começou em 2007) três mil alunos de 13 escolas do concelho de Oeiras.

(...) O que se concluiu é que os alunos do 3.º ciclo com aptidão cardiorrespiratória saudável têm melhores classificações a Matemática e a Língua Portuguesa e que, no geral, os alunos com aptidão cardiorrespiratória saudável têm um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês. (...) “Esta linha de investigação vem demonstrar a importância do jogo e atividade física informal e organizada para todas as crianças em contexto escolar”, defende Carlos Neto, presidente da FMH/UTL.

Mais autoestima

(...) O que este estudo também permitiu concluir é que, aumentando a atividade física, cerca de uma média de duas horas por semana, melhoraram indicadores como “a autoestima, afetos positivos, competência, autonomia, relacionamentos positivos e boas motivações”. Pelo contrário, constata-se que os rapazes e as raparigas que fizeram menos exercício desceram nestes indicadores. Além da produção de resultados estatísticos, o Programa Pessoa esteve no terreno para tentar mudar comportamentos em termos de exercício físico e nutrição, (...) Luís Sardinha afirma que “nos jovens há uma luta muito grande entre comportamentos sedentários, associados às tecnologias, e exercício físico” e, defende Sardinha, nesta faixa etária, “temos que mudar o discurso”. (...) O investigador sublinha que o que é importante é que os jovens “identifiquem o retorno que o exercício lhes traz com situações do dia-a-dia: têm de perceber que [se fizerem exercício] dormem melhor, interagem com mais confiança com o namorado ou a namorada, podem ter melhores notas, relacionam-se mais positivamente com os colegas e os pais”. Se o exercício físico se re-

vela tão importante para os alunos, como é que Carlos Neto comenta a redução da carga horária da Educação Física e a nota da disciplina no final do secundário deixar de contar para todos os alunos? “Um corpo sedentário a par de um currículo escolar apenas centrado nas aprendizagens socialmente úteis (corpos sentados) será um caminho problemático no aumento do “analfabetismo e iliteracia motora” dos cidadãos”, responde, acrescentando que “as posições assumidas pelo MEC [são] paradoxais e incompreensíveis”. O ideal seria que, ao terminarem o 12.º ano, estes alunos fossem “consumidores educados do exercício físico”, isto porque “está identificado que este é o período de maior abandono da atividade física, por ser uma altura que os jovens adultos adotam novas rotinas, quer arranjando emprego ou indo para a universidade. Este é um período crítico para o reconhecimento do valor do exercício físico”, conclui Sardinha. O Ministério da Educação e Ciência rejeita que exista uma redução efetiva das horas da disciplina, lembrando que cabe às escolas tomar essa decisão.

Quanto ao secundário, a nota contará apenas para os estudantes que queiram. Portanto, “não existe assim qualquer desvalorização da disciplina”, informa.

Dormir nove horas

“Os alunos que dormem menos de oito horas por noite têm maior risco de serem pré-obesos ou obesos, (...) O tempo ideal de sono nas idades estudadas (dos 13 aos 15 anos) é de mais de nove horas”, diz Luís Sardinha. “Os miúdos que dormem menos têm um Índice de Massa Corporal superior. Dormir oito ou mais horas por noite reflete-se também num maior aproveitamento académico”, aponta (...). Cientes destes benefícios e da importância que o apoio e incentivos dos pais e encarregados de educação, representam na idade escolar, a associação de pais do agrupamento de escolas de almeida, decidiu associar-se e participar também no corta-mato escolar realizado no dia 28 de Novembro de 2012. Os docentes do grupo de educação física congratulam-se com esta participação e desejam que no futuro sejam ainda mais participantes.


Desporto Escolar

dezembro/2102

Futsal Iniciados Masculinos No dia 12 de novembro de 2012 decorreu na Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso, a primeira competição relativa ao grupo de equipa de Futsal – Iniciados Masculinos. O agrupamento de escolas tem duas equipas em competição (Almeida e Vilar Formoso) e está inserido no grupo D, juntamente com a Escola Básica e Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo e com a Escola Básica e Secundária de Pinhel. O campeonato é composto por 4 concentrações, sendo que existe sempre uma equipa que folga. No final destes 4 encontros os dois primeiros do grupo, vão disputar a final Distrital, contra as equipas que ganharam nas restantes séries. Nesta competição estiveram presentes três equipas: duas do agrupamento de Almeida, e a equipa da escola de

F.C.R. A equipa que representa a escola de Pinhel, folgou. Durante a manhã desse dia foram realizados 3 jogos, que tiveram o seguinte resultado Os professores responsá-

veis pelos grupos de equipa do agrupamento querem dar os parabéns a todos os seus alunos pelo empenho e fair play demonstrado durante os jogos, assim como, o espirito de equi-

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pa que sempre manifestaram. A próxima competição será no dia 11 de dezembro na Escola Dr. José Casimiro Matias – Almeida.

BADMINTON (Iniciados e Juvenis) No dia 15 de novembro de 2012 decorreu na Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso, a primeira competição relativa ao grupo de equipa de Badminton no escalão de Ini-

ciados e Juvenis, masculinos e femininos. Estiveram presentes nesta competição 51 atletas distribuídos da seguinte forma: Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso, 18 atletas, Es-

cola Básica e Secundária do Sabugal,23 atletas e Escola Carolina Beatriz Ângelo – Sequeira, com 10 atletas. Esta competição serviu para apurar os oito melhores de cada

escalão / sexo. E na próxima serão apuradas as duas melhores equipas por escalão / sexo. Na terceira e última competição serão apurados os dois melhores individuais e a melhor equipa de cada escalão / sexo, para a Final Distrital. O professor responsável pelo grupo de equipa destaca o empenho e o espirito de entreajuda presente em toda a competição, assim como, os excelentes resultados alcançados pelos atletas da nossa escola, nesta competição. Dos 18 atletas presentes, 13 conseguiram apurar-se para a próxima competição individual. A próxima competição destes escalões, será por equipas e realizar-se-á no dia 29 de janeiro de 2013 na Escola Beatriz Ângelo – Sequeira. Até lá, vamos ainda treinar mais, para que os resultados alcançados possam ser um orgulho para a nossa escola.


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Corta Mato - classificações Infantis A - Feminino

dezembro/2102

Infantis A - Masculino

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Maria Fonseca

V. Formoso

2002

5.º B

1.º

Rodrigo Antunes

V. Formoso

2002

5.º B

2.º

Inês Monteiro

V. Formoso

2002

5.º B

2.º

Duarte Santos

V. Formoso

2002

5.º C

3.º

Bárbara Esteves

V. Formoso

2002

5.º C

3.º

Tiago Baltazar

V. Formoso

2002

5.º B

4.º

Marisa Morgado

V. Formoso

2002

5.º B

4.º

Marco Gomes

V. Formoso

2002

5.º B

5.º

Maria Branquinho

V. Formoso

2002

5.º C

5.º

António Saraiva

Almeida

2002

5.º A

6.º

Lara Martinho

V. Formoso

2002

5.º C

6.º

Rafael Valentim

V. Formoso

2002

5.º C

Infantis B - Feminino

Infantis B - Masculino

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Flávia Logrado

V. Formoso

2000

7.º C

1.º

João Vitor

V. Formoso

2000

6.º C

6.º B

2.º

Francisco Rodrigues

2.º

Micaela Monteiro

Almeida

2001

V. Formoso

2001

6.º D

3.º

Júlia Teles

V. Formoso

4.º

Joana Matos

V. Formoso

2000

7.º C

3.º

Marco Lucas

Almeida

2001

5.º A

2000

7.º C

4.º

Rafael Limão

V. Formoso

2001

6.º D

5.º

Carla Santos

V. Formoso

2001

6.º C

5.º

David André

V. Formoso

2001

6.º C

6.º

Inês Dias

V. Formoso

2000

7.º C

6.º

Filipe Brás

V. Formoso

2000

7.º D

Iniciados - Feminino

Iniciados - Masculino

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Maria Bernardo

V. Formoso

1999

8.º C

1.º

Edgar Almeida

Almeida

1999

8.º B

2.º

Rita Fernandes

V. Formoso

1998

9.º D

2.º

João Pinto

Almeida

1998

9.º B

3.º

Ana Fernandes

V. Formoso

1998

9.º D

3.º

David Matos

V. Formoso

1998

9.º D

4.º

Andreia Fernandes

V. Formoso

1998

9.º D

4.º

Rafael Nobre

Almeida

1999

8.º B

5.º

Catarina Martins

Almeida

1999

8.º A

5.º

Rúben Pereira

V. Formoso

1998

8.º D

6.º

Ana Rita Amador

V. Formoso

1999

8.º D

6.º

Emanuel Alves

V. Formoso

1999

8.º C

Juvenis - Feminino

Juvenis - Masculino

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Ana Raquel Augusto

V. Formoso

1996

11.º B

1.º

Hugo Silva

Almeida

1996

10.º A

2.º

Vera Nunes

V. Formoso

1996

11.º B

2.º

Sandro Prata

Almeida

1997

9.º B

3.º

Laura Valente

Almeida

1997

9.º B

3.º

Marco Marques

Almeida

1997

10.º A

4.º

Inês Marques

V. Formoso

1996

11.º B

4.º

Tiago Monteiro

V. Formoso

1996

11.º B

5.º

Maria Helena Pinto

Almeida

1996

9.º A

5.º

Manuel Marcos

V. Formoso

1996

11.º B

6.º

Marta Pinto

V. Formoso

1996

11.º B

6.º

Marco Costa

Almeida

1997

8.º A

Juniores - Feminino Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Ana Raquel Augusto

V. Formoso

1996

11.º B

Juniores - Masculino Lugar

Nome

Escola

Ano de nascimento

Ano/ Turma

1.º

Ana Raquel Augusto

V. Formoso

1996

11.º B


dezembro/2102

Corta Mato escolar

Olá amigos do desporto! Mais um ano, mais uma corrida! Realizou-se no dia 28 de novembro, em Vilar Formoso o corta-mato escolar do nosso agrupamento e contou com a presença dos melhores atletas das escolas de Almeida e Vilar Formoso. Foi um dos dias mais frios deste ano, mas não o suficiente para parar o empenho e dedicação que todos demonstraram ao longo desta manhã. Felicitamos todos aqueles que participaram e aqueles que conseguiram chegar ao lugar mais alto! O Pódio! Parabéns a todos os que ajudaram (direcção, professores, assistentes operacionais,

cruz vermelha, GNR e alunos) para que fizessem deste dia um sucesso! Amanhã já poderás confirmar a tua classificação na escola.

De referir que os primeiros seis classificados de cada escalão estão apurados para representar a escola no corta-mato distrital a realizar na Guarda, no início do próximo período.

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Dialogus#4  

Jornal Escolar AEA

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