Page 1

Edição de março de 2012

O P LR TE RO JORNAL DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ÁLVARO COUTINHO, “O MAGRIÇO” - PENEDONO

Email para o envio de artigos: fatimabaldaia@gmail.com

BIBLIOTECA Semana da Leitura (pág. 6 e 7)

LENDAS Lenda do Castelo de Penedono (pág. 3)

DESPORTO ESCOLAR VÍBORA A picadela de víbora.

(pág. 27 e 28)

Dia Internacional da Mulher “Grupo PPES” (pág. 10)

(pág. 4 e 5)

CLUBES Património, Pintura e Gravura e Ciências (pág. 9, 13 e 26)

1º CEB ”Vem depressa, ó primavera!” (pág. 17)

DOSSIÊ: O ANTIGO COLÉGIO DE PENEDONO (pág. 18 a 25) PARLAMENTO DOS JOVENS SESSÃO ESCOLAR

(pág. 11)

Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos (pág. 12)


02

E. Especial

março 2012

O Pilriteiro

Educação Especial – Aplicação do Decreto –Lei nº 3/2008

A Educação Especial tem por objetivo a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, assim como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego de crianças e jovens com necessidades educativas especiais de caráter permanente. Neste sentido, a Educação Especial visa a criação de condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de caráter permanente, resultando em dificuldades ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social. in Educação Especial Manual de Apoio à Prática

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

N

este ano letivo, no nosso Agrupamento, encontramse a beneficiar das medidas da educação especial 23 alunos distribuídos pelos 3 ciclos de ensino. Beneficiando principalmente das seguintes alíneas do artigo 16º: a) Apoio Pedagógico Personalizado; b) Adequações Curriculares Individuais; c) Adequações no Processo de Matrícula; d) Adequações no Processo de Avaliação; e) Currículo Específico Individual. No Agrupamento existe o Núcleo da Educação Especial formado por 2 docentes especializados e pelos Serviços de Psicologia e orientação (SPO). Os elementos do núcleo encontram-se a apoiar os alunos que beneficiam das medidas da educação especial, no entanto o SPO ainda presta serviço a outros alunos. Infelizmente, os dois professores não conseguem apoiar diretamente todos os alunos a beneficiar das medidas da educação especial. O nosso trabalho, neste momento, incide mais no apoio aos 5 dos alunos do 1º ciclo. Na restante carga letiva trabalhamos com os 9 alunos integrados na alínea e) Currículo Específico Individual (CEI). Estes alunos contam com um currículo totalmente à parte do currículo comum. Esse currículo tem como principal objetivo a sua integração na sociedade, o desenvolvimento da sua autonomia, bem como a preparação dos mesmos para a integração no mundo de trabalho.

O nosso trabalho junto destes alunos recai principalmente na sua preparação destes para a vida ativa, visando a integração na sociedade que os rodeia. Consequentemente, e seguindo os princípios orientadores do CEI, encontram-se 4 alunos a desenvolver o Plano Individual de Transição (PIT) para a vida ativa em diversos locais, nos Serviços de Jardinagem da Câmara Municipal, na Cantina da Escola Básica Álvaro Coutinho, numa sala do Jardim de Infância de Penedono e numa Oficina de Mecânica. A nossa intenção ao desenvolver o PIT é dotar os alunos de m a i s valências para melhor se inserirem numa futura profissão.


O Pilriteiro

março de 2012

Local 03

A LENDA DO CASTELO DE PENEDONO lida por Helena Hipólito na “Hora do Conto”

Q

Há muitos, muitos anos, tantos que já não se tem completa memória desses tempos, vivia a gente de “Penha do Dono”, cristã, sossegada e pacificamente a sua vida, quando um povo ímpio, brutal e descrente da lei santa de Deus, os submeteu pela força. O chefe mouro – assim se chamavam os invasores e novos senhores desta terra – enamorado dos horizontes vastos, dos ares lavados, das matas e florestas que cobriam todas as serras convizinhas e, talvez, do morro granítico que encimava o pobre burgo que era a pequena povoação de Penedono, resolveu que, no maciço granítico que irrompia súbito do cume da colina, fosse construída uma sólida fortaleza para vigilância e defesa das terras conquistadas e prazer e sossego dos novos senhores. Assim foi feito, mas com recurso ao trabalho escravo dos cristãos submetidos. Suplícios sem conta sob o chicote dos guardas fiéis, penosos trabalhos, sangue de muitos cristãos mortos pela fome e maus tratos cimentaram as pedras miúdas do castelo…Anos penaram os cristãos escravos para erguer a mais bela, a mais elegante, a mais forte, a mais altaneira fortaleza da região. Colocada a última pedra, o chefe mouro olhou com enlevo e orgulho… E naquela hora de júbilo imenso, num

gesto de g r a n d e magnanimidade, entendeu que os humílimos obreiros de tal maravilha, t a m b é m deveriam participar da festa que assinalaria a inauguração do castelo. A festa foi grandiosa. Danças e cantares, manjares delicados, jogos vários preencheram o dia. Por fim, o chefe mouro determinou que nesse dia de festa, por um momento, se apagasse a diferença entre vencedores e vencidos, mouros e cristãos se dessem as mãos e bailassem, lá em cima, nos adarves das muralhas. Mais determinou que o capataz dos cristãos cativos escolhesse uns tantos cristãos cativos que houvessem trabalhado nas obras do castelo e que ele próprio, senhor incontestado de mouros e cristãos, escolheria igual número de mouros que com ele também estariam a dançar do supremo triunfo. Subidos os adarves, mandou o chefe mouro que a toda a volta do castelo se formasse uma cadeia humana, composta por mouros e cristãos dispostos alternadamente. Dadas as mãos, as canções e danças de roda começaram nos passadiços que circurdam superiormente o castelo. O entusiasmo, a alegria fizeram com que a dança fosse cada vez mais rápida, mais frenética. A dado passo, um grito se ouviu da boca do capataz cristão e este, rompendo a cadeia apenas de um lado, mas não largando a outra mão do mouro, atirou-se do castelo abaixo e, como uma lagarta monstruosa, toda a coluna dos que dançavam se precipitou no mesmo lugar, os mouros arrastados pelos cristãos que os não

deixaram soltar as mãos. Como fora possível esta coordenação de propósitos e procedimentos dos cristãos? Ao receberem a ordem do chefe mouro para irem dançar nos adarves, os cristãos entenderam ser chegada a hora da vingança de tantas humilhações sofridas. Entre eles combinaram que, a um certo grito do seu chefe, todos cerrariam as mãos dos mouros, seus pares de roda, e atirar-se-iam do castelo abaixo, arrastando consigo os seus opressores. Para eterna memória dos trabalhos sofridos pelos nossos e da vitória de uma justa vingança de quem é oprimido na sua liberdade e na sua fé, Deus mandou que nenhuma chuva pudesse jamais lavar os vestígios do sangue derramado por justos e pecadores e que o rasto desse sangue ficasse perenemente gravado na rocha por onde escorrera. É essa mancha escura que se vê na rocha, que perpetua esse sacrifício de quem, com a própria vida, fez pagar aos opressores o roubo da sua dignidade de ser livre na sua terra.

(Lenda publicada no jornal “Progresso de Penedono”. Não conseguimos ter acesso ao número em questão, nem apurar a autoria desta versão da lenda, gentilmente cedida pela professora Helena Hipólito Almeida, que a leu na Biblioteca, na atividade “Queres ouvir? Eu conto”, realizada às quintas-feiras.)

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

uem visitar o castelo de Penedono, ao entrar na porta de acesso e virar à direita, encontra umas fragas que servem de alicerce ao castelo e numa delas verá uma ligeira depressão que corre de alto a baixo, num tom acastanhado escuro, semelhando sangue há muito derramado e já muito seco de tão velho. Esse tom castanho não vem dos líquenes que nessa rocha crescem, como qualquer biólogo sem fé, armado de um saber científico, lhe dirá, mas….ouçamos:


04

Notícias

março de 2012

O Pilriteiro

A picadela de víbora José Paulo Direito Fonseca

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

N

o dia 5 de Outubro, eu, os meus amigos e o meu professor de História, Francisco Romão, fomos dar um passeio a um lugar chamado Santo Tirso, em Penela da Beira, no concelho de Penedono, como fazemos muitas vezes. Por volta das 15h30 eu ia a subir uma rocha, quando senti uma pequena picada no dedo da minha mão direita. Instantaneamente levantei a mão e vi uma cobra agarrada ao dedo. A minha primeira reacção foi sacudi-la e foi quando ela se soltou do dedo que eu reparei que tinha a cabeça triangular. No momento não liguei muito à picada, mas os meus amigos disseram ao professor, que ia um pouco mais atrás, que eu tinha sido mordido por uma cobra. Ele logo quis que regressássemos a casa, eu ainda disse que não era necessário voltar, mas o professor insistiu e, como o meu dedo e o meu braço começaram a inchar, o professor pediu um fio dos calções do meu amigo e colocou-mo a servir de garrote. Fomos até ao carro, o professor deixou os meus amigos na aldeia e, sem perder tempo, seguiu imediatamente comigo para os Bombeiros, que começaram de imediato a tratar de mim, picaramme no dedo indicador para ver se o sangue estava coagulado e seguiram comigo para o Hospital de Viseu; no caminho foram sempre muito atentos a mim e a cuidar de mim. Perto do hospital, vomitei duas vezes, mas não se sabia se era da viagem ou do veneno. Os Bombeiros foram muito rápidos, sei agora que puseram-me em Viseu em trinta e dois minutos!

No hospital de Viseu puseram gelo e lavaram-me a mão e o braço com um líquido avermelhado, aí tive muitas dores e o braço continuava a inchar. Seguidamente, colocaram-me numa cama e fizeram-me um exame cardíaco! Depois, houve um período em que entraram e saíram muitos médicos e enfermeiros, cada vez mais, até que, passado muito tempo, entrou um médico e ordenou que tratassem rapidamente da minha transferência para Coimbra, onde já devia estar, pois aí haveria médico para me fazer uns cortes profundos no braço e na mão para drenagem do veneno; como eu soube reconhecer o animal que me tinha mordido, através de fotos que me mostraram, também em Coimbra poderia ser-me administrado o antídoto. A viagem para Coimbra custou muito, tive muitas dores! Quando, porém, lá cheguei, tinha uma equipa de médicos e enfermeiros à minha espera e começaram logo os tratamentos. Logo que chegou o helicóptero com o antídoto, que veio da Guarda, este foi-me introduzido no corpo, através de cateter que ia desde o meio do braço até ao coração. Nesses dois dias apenas fui alimentado a soro e estive sempre ligado a muitas máquinas e constantemente vigiado. Como o meu corpo aceitou bem o antídoto e a circulação do sangue no dedo mordido foi sempre normal, não foi preciso fazer os tais cortes. Até os médicos ficaram contentes. Foi também nessa altura que tive a certeza de que tinha sido mordido por uma víbora! Como deixei de correr risco de vida, regressei ao Hospital de

Viseu, onde tive diariamente visitas e conheci grandes amigos. Resumidamente, foi isto que eu passei, mas não quero acabar sem fazer alguns agradecimentos que foram essenciais à minha recuperação: Ao Professor Francisco Romão, que agiu rápida e eficazmente e sempre esteve comigo; Aos Bombeiros de Penedono, que foram rápidos e competentes; Ao enfermeiro que me acompanhou de Viseu para Coimbra; A toda a equipa de enfermeiros e médicos do Hospital de Coimbra; À minha mãe que esteve sempre comigo no hospital; A toda a minha família, a todas as pessoas que me telefonavam e me foram visitar. OBRIGADO A TODOS! Quero ainda dizer que, apesar do que me aconteceu, já voltei a ir “às minhas descobertas”, porque aprendi que, mesmo sendo cuidadoso, as coisas podem acontecer e não podemos deixar de fazer o que gostamos! Acho, porém, que deveria haver mais esclarecimentos em relação às víboras que existem na nossa zona, pois a maioria das pessoas pensa que elas são inofensivas e devíamos estar preparados, uma vez que situações destas podem voltar a acontecer a qualquer pessoa, até a mim!


O Pilriteiro

março de 2012

Notícias 05

SERPENTES E VÍBORAS A víbora cornuda Serpentes: a lição

O

Pilriteiro saúda o José e salienta a sua coragem. Como ele diz, as coisas podem acontecer, mesmo sendo cuidadoso e não podemos ficar fechados em casa, com medo que os acidentes aconteçam. Prevenidos, mas não inativos! Assim, seguimos o seu conselho e fomos procurar informação credível sobre serpentes venenosas, que partilhamos aqui com os nossos leitores. Serpentes e Víboras

As serpentes são alvo de mitos e superstições desde tempos remotos e pelos mais variados povos e culturas. Umas vezes são adoradas como símbolo de fecundidade, fertilidade e mesmo adoradas comos deuses, outras vezes são estimagtizadas por se pensar que são animais malignos e repugnantes e este sentimento ambíguo terá as mais variadas origens psicológicas, culturais ou religiosas. A sua natureza misteriosa e o desconhecimento que a maior parte de nós tem acerca destes animais contribuem para que estas superstições se mantenham ainda enraizadas, inclusive em Portugal. Sendo a nossa cultura de origem judaico-cristã, em Portugal há a tendência de associar a imagem da serpente com o mal (a tentação de Eva pela serpente no Paraíso) e quando se avista uma serpente normalmente o seu destino é a morte. No caso das víboras, elas são capturadas e mortas porque se pensa que a sua cabeça dá sorte e atrai dinheiro (quando usada com amuleto), sendo também utilizadas na preparação de receitas para curar as mais diversas maleitas e em magia negra. São pois alvo de capturas excessivas e são depois comercializadas a particulares e colecionadores, chegando o seu preço

Víbora cornuda

A víbora cornuda A víbora-cornuda é uma das duas espécies de víboras existentes em Portugal. Contrariamente à viborade-Seoane, que tem uma distribuição muito localizada no nosso país (na zona do Parque Nacional da PenedaGerês), a víbora-cornuda encontra-se distribuída por todo o território, embora em populações dispersas e isoladas, associadas sobretudo a zonas montanhosas e com baixo grau de ocupação humana. O seu nome vem do facto de possuir um apêndice nasal revirado para cima e a sua identificação é relativamente fácil atendendo a esta característica e ao facto de se distinguir de outras serpentes por ter uma pupila vertical. Sendo réptil, é normal que a sua atividade e comportamento sejam afetados por padrões de variação quer diárias quer anuais de temperatura: a sua atividade é essencialmente diurna e normalmente hiberna, embora possa ter uma atividade noturna em meses de mais calor e de não hibernar em zonas com Invernos mais suaves. Espécie em declínio A sua dieta é variada, constituída por pequenos mamíferos e répteis, anfíbios, podendo mesmo alimentarse de aves e insetos. Outro dos mitos associados às serpentes é de que se alimentam de leite de mamíferos (de vacas e mesmo de humanos, sendo capazes de hipnotizar as mães em amamentação e ao mesmo tempo colocar a ponta da cauda na boca do bebé para este se manter calmo e assim sugar o leite da mãe) mas o que é um facto é que elas não dispõem de estruturas anatómicas que lhes permitam o ato de sugar. Em Portugal, o conhecimento desta espécie ainda é insuficiente e por isso foi colocada com um e s t a t u t o indeterminado, pensando-se que esteja ameaçada em maior ou menor grau, devido ao facto de estudos efetuados revelarem que as suas populações estão a sofrer um

declínio acentuado. Este declínio deve-se sobretudo à ação humana e é consequência de uma perturbação cada vez mais acentuada do seu habitat, por incêndios florestais e por morte deliberada, quer para comércio e colecionismo quer por lhe estar associada uma imagem maléfica, anteriormente referida. É uma espécie estritamente protegida, fazendo parte do anexo II da Convenção de Berna e sua captura, morte e comércio estão proibidos. Venenosa? Das várias espécies de serpentes existentes em Portugal apenas quatro podem representar algum perigo em termos de envenenamento por mordedura. No caso das víboras, as estatísticas apontam para que só 1% das pessoas mordidas é que chegam a morrer. O grau de perigosidade depende essencialmente de três fatores: o local onde se é mordido, a quantidade de veneno injetado e a suscetibilidade da vítima (normalmente maior em crianças, idosos e doentes). No entanto, as víboras só mordem se forem deliberadamente importunadas mas, normalmente, optam por fugir quando incomodadas. Em caso de mordedura, independentemente da gravidade dos sintomas, a vítima deverá dirigir-se ao hospital mais próximo. Os sintomas de mordedura são uma dor aguda no próprio momento, depois de algum tempo a dor vai aumentando progressivamente e aparece um edema/inflamação na zona mordida que se pode alastrar até à raiz do membro afetado. Se for prestada assistência médica nas primeiras 48 horas após a mordedura as hipóteses de morte são muito escassas. Apesar de tudo, é mais provável alguém ser vítima num acidente de viação do que ser alvo de mordedura fatal desta interessante e muitas vezes incompreendida espécie da nossa fauna. Libério Sobreira, Biólogo, in QUERCUS Ambiente n.º 6 (abril/2004)

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

As superstições

a ultrapassar a meia centena de euros.


06

Biblioteca

março de 2012

O Pilriteiro

ATIVIDADES NAS BIBLIOTECAS ESCOLARES Semana da Leitura 2012

A

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

Semana da Leitura, que decorreu entre os dias 5 e 10 de Março, foi organizada pela Biblioteca Municipal / Câmara Municipal de Penedono (que patrocinou as atividades que envolveram convidados) e pela Biblioteca Escolar / Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, "O Magriço". . Mini-maratona da Leitura Contadores A abrir a Semana da Leitura, decorreu, no dia 5 de março, na BE da Escola Básica Álvaro Coutinho, o “Magriço”, uma mini-maratona da leitura, das 9h às 17h30. Mães, pais e outros familiares de alunos do agrupamento, alunos, professores e funcionários leram histórias a leitores que se dirigiram à BE para acompanhar a atividade, que foi encerrada pelo diretor do agrupamento, o professor Paulo Teixeira, com a leitura de dois contos. . Contadores de histórias e mediadores da leitura nas Bibliotecas

Nos dias 5 e 6 de março, decorreram as sessões para o 1.ºCEB, com João Lizardo, na Biblioteca Escolar (e na sala de informática, como sala de apoio às atividades) da Escola Básica de Penedono. No dia 5 foi a vez de os alunos das turmas D, E e F “visitarem” “O museu da biblioteca do sr. B” (uma sessão de 75 min. para cada uma das turmas dos 3.º e 4.º anos) e no dia 6 a vez de os alunos das turmas A, B e C, “beberem” um “Chá de laranja com música quente” (uma sessão de 50 min. para cada uma das turmas dos 1.º e 2.º anos). A 8 de março, a BE da Escola Básica Álvaro Coutinho, o “Magriço” recebeu os mediadores de leitura do grupo “O Bicho dos Livros”, Andreia Brites e Sérgio Letria (http:// obichodoslivros.no.sapo.pt/). Nestas sessões (com a duração de 90 min / uma sessão por turma), as turmas do 3.º CEB “jogaram às escondidas” com um conjunto de obras - de Ulysses Moore (A Porta do Tempo debaixo do braço), Luisa Ducla Soares (Diário de Sofia e cª. aos 15 anos), Jostein Gaarder (A Biblioteca Mágica), Ana Saldanha (Um espelho só meu), Tom Baker (O rapaz que chutava porcos), e Sue Townsend (O Diário Secreto de Adrian Mole) – selecionando as que mais gostariam de ler apenas através dos títulos, numa primeira fase, das capas, noutra fase, de excertos textuais, noutra fase, etc. Foram sessões muito animadas e interessantes, que, infelizmente, não envolveram as seis turmas deste ciclo pelo facto de os mediadores de leitura se terem visto impedidos de dinamizar as sessões agendadas para sexta-feira, dia 9, por motivos de saúde. No dia 8, das 16h às 18h, Andreia Brites dinamizou um workshop,

destinado a pais e professores / educadores na Biblioteca Municipal. “Que características deve ter um bom livro infantil ou juvenil?”, “Como escolher um bom livro para os meus filhos ou para os meus alunos?”, “Quais as editoras portuguesas com propostas mais interessantes na atualidade?”... foram algumas das perguntas a que Andreia Brites procurou dar resposta, perante um conjunto de mães, avós e professoras / educadoras, que, embora não hesitem na hora de escolher livros para si, têm menos certezas quando se trata de escolher o livro ideal para a pequenada. Além de sair com as respostas a essas questões, a assistência também pôde conhecer algumas sugestões de livros "inteligentes"e "honestos", dos mais clássicos aos mais "marginais" (em termos comerciais), cuja aquisição é segura e muito recomendável.

. Representação teatral de Antes de Começar, no CineFórum Antes de Começar foi a peça que o teatro Filandorra apresentou no dia 7 de março, no Cine-Fórum, aos alunos do 2.º CEB. A peça baseia-se na obra homónima de Almada Negreiros e para o encenador, David Carvalho, Antes de Começar é “um dueto de duas personagens que num conjunto de diálogos maravilhosos, depois de desprendidos aos fios que os ligam ao mundo dos bonecos, ganham a humaníssima forma de representar continua na página seguinte


O Pilriteiro

março de 2012

corajoso em vez de assustado. Quem é a minha estrela? fala-nos de animais que fizeram isso mesmo. Então, o normal torna-se extraordinário e percebemos que todos somos especiais. Esta história interativa e divertida foi a escolhida para a atividade de animação da leitura realizada na Biblioteca Municipal com os alunos do ensino pré-escolar na Semana da Leitura deste ano.

continuação da página anterior ao ritmo dos batimentos do coração”.

da feira. Cada uma das turmas – do Pré-escolar ao 3.º CEB – pôde visitar a feira, acompanhada dos seus professores / educadores.

. O Pré-escolar na Semana da Leitura No dia 9 de março foi a vez do préesolar se dirigir à Biblioteca Municipal. Quem nunca sonhou ser completamente diferente para variar? Malandro em vez de bonzinho, rápido em vez de lento,

Equipa da Biblioteca Escolar.

QUERES OUVIR? EU CONTO* - A HORA DO CONTO NA BIBLIOTECA ESCOLAR.

D

ando continuidade ao projecto da Hora do Conto nas duas Bibliotecas Escolares do agrupamento, realizaram-se mais algumas dezenas de sessões: todas as quintas-feiras (à hora de almoço), na BE da Escola Álvaro Coutinho, “O Magriço”, e em diversos dias da semana (de acordo com um calendário pré-definido, para contemplar todas as turmas), na BE da Escola Básica. As fotografias que se apresentam ilustram a participação de mães / encarregadas de educação (neste caso, a D. Ilda Paulino),

de elementos da comunidade educativa (neste caso, as professoras, reformadas, Maria Helena Amaral e Helena Hipólito Almeida...

... e de professores (no caso, o professor João Marques, subdiretor do agrupamento).

*Queres ouvir? Eu conto é o título de uma obra de Irene Lisboa (18921958). Equipa Pedagógica da BE.

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

. “Feira do Livro”, nos Paços do Concelho De 5 a 10 realizou-se a Feira do Livro, nos Paços do Concelho. Livros variados a preços atrativos estiveram disponíveis para os muitos visitantes

Biblioteca 07


08

Biblioteca

março de 2012

O Pilriteiro

FORMAÇÃO TIC PARA ALUNOS Na Biblioteca Escolar da Escola Básica Álvaro Coutinho

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

À

s sextas-feiras, à hora de almoço, tem sido dada aos alunos a oportunidade de obterem formação em Tecnologias da Informação e Comunicação. Numa inscrição prévia, os alunos indicam quais as áreas (Word, Powerpoint, Excel) em que gostariam de aprofundar os seus conhecimentos, tirar as suas dúvidas, etc. A partir dessas indicações, o professor Jorge Gualter, elemento da equipa pedagógica da BE e coordenador da equipa do Plano Tecnológico da Educação, prepara e dinamiza as sessões. Esta formação procura ser uma oportunidade para os alunos ampliarem os conhecimentos que possuem e/ou adquirem novos conhecimentos e de suprimir-se, assim, falhas que possam existir pelo facto de a disciplina de TIC, agora, apenas estar presente nos currículos dos 5.º e 9.º anos. A Equipa Pedagógica da BE.

Sessão de divulgação / formação sobre o Acordo Ortográfico para Pais / Encarregados de Educação na Biblioteca Escolar

N

o dia 21 de março, realizou-se, na sala 12 da Escola Básica Álvaro Coutinho, "O Magriço", uma sessão de divulgação / formação sobre o Acordo Ortográfico, sugerida / solicitada pela Associação de Pais, dinamizada pela Biblioteca Escolar e dirigida a pais e encarregados de educação do agrupamento. A sessão, que contextualizou o aparecimento do acordo e abordou as principais alterações na grafia da língua portuguesa, teve início por voltas das 17h45, pela mão do diretor do agrupamento, o professor Paulo Teixeira, que abriu a sessão, e terminou perto das 19h00; ao trabalho seguiu-se um breve período em que os pais / encarregados de educação puderam conhecer e adquirir algumas publicações relacionadas com a língua portuguesa, em geral, ou com o acordo ortográfico, em particular, e um lancheconvívio na Biblioteca Escolar. Os presentes manifestaram o seu agrado pela iniciativa e pela utilidade da sessão e quer a direção do agrupamento, quer a Biblioteca Escolar, mostraram-se disponíveis para, futuramente, voltar a promover atividades da mesma natureza, sempre que solicitadas pelos pais / encarregados de educação. Equipa pedagógica da BE

Poesia Visual ou Poesia Experimental

S

e observares vários exemplos de poemas visuais, podes constatar a sua grande diversidade. As palavras desenham imagens ou as imagens desenham palavras? As duas são possíveis e conciliáveis. A mensagem do poema é desvendada pela forma como os diversos elementos se agrupam e completam. Vai à Biblioteca, consulta o painel sobre o assunto, vai à Internet, pede apoio à tua professora de Português. Inspira-te e entra na aventura

de experimentar poesia visual. Entrega o teu trabalho identificado, na biblioteca, até ao dia 13 de abril (1ª sexta-feira do 3º período). Teremos surpresas para ti e um prémio para os melhores trabalhos. Teremos em conta, na seriação dos trabalhos: originalidade, criatividade, técnica. Desejamos-te uma boa aventura no teu imaginário poético. A equipa pedagógica da Biblioteca.


O Pilriteiro

março de 2012

Clubes

09

Clube de Música Tradicional

C

lube da Música Tradicional terminou em Janeiro,

devido ao reduzido interesse manifestado pelos alunos. Neste clube faziam-se recolhas de cantigas

antigas, registavam-se e ensaiavam-se. Assim, através dele e de grupos com objetivos idênticos, se impede que esta manifestação popular dos nossos antepassados se perca. Porque a música está associada às tradições e formas de vida de um povo e são por isso, parte da sua história. Aos professores que o têm dinamizado, a escola, através do Pilriteiro, agradece.

Arraial de Lamego Ó minha mãe quero, quero Ó minha mãe quero ir Ao arraial de Lamego Eu vou e torno a vir. Minha filha se lá fores Não deves lá demorar Para vires para o minério Para dinheiro ganhares. Para dinheiro ganhares, Não é para enriquecer, É para passar o tempo Antes da gente morrer.

Filha do meu coração, O arraial de Lamego Foi a tua perdição. ( Cantiga recolhida na Granja)

Clube do Património O Clube do Património estrutura-se em quatro vertentes:

• • • •

Cultural Pedagógica Lúdica Tecnológica

Ambiciona: • Contribuir para a formação integral do aluno no sentido da construção de uma cidadania responsável • Contribuir para o conhecimento, preservação e divulgação do património material e imaterial do Concelho de Penedono • Contribuir para a motivação e sucesso da aprendizagem e para o desenvolvimento das capacidades comunicativas do aluno • Consciencializar os alunos para a importância da Memória, sua preservação e transmissão às gerações vindouras • Contribuir para a formação de cidadãos com consciência ecológica empenhados na fruição e defesa da paisagem natural. • Estimular o gosto pelo saber, pela leitura e pela escrita • Elaborar projectos úteis para o aluno e para a escola • Estimular a criatividade dos alunos • Aprofundar a relação interpessoal entre professores e alunos fora do contexto de sala de aula Frequentam o Clube cerca de vinte e cinco alunos que vão desde o 5º ao 9º ano e é dinamizado pelo professor Francisco Romão

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

Minha filha, minha filha,


10

PPES

março de 2012

O Pilriteiro

DIA INTERNACIONAL DA MULHER Grupo PPES COMEMOROU-SE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER! MAS NÃO É TODOS OS DIAS?

N

o dia 8 de março, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher! Este dia serve para lembrar a luta das

mulheres pela igualdade de direitos. Em pleno século XXI, mulheres em todo o mundo ainda sofrem em nome dos costumes culturais, da religião, do machismo, da estupidez,… Por isso, muito está, ainda, por fazer… A nossa escola não quis deixar passar em

Carolina Beatriz Ângelo (1871 – 1911) Primeira mulher portuguesa a votar. Licenciada em medicina foi a primeira cirurgiã portuguesa.

Françoise Barré-Sinoussi (Paris, 30 de julho de 1947) Virologista. Prémio Nobel de Fisiologia / Medicina, em 2008, pela descoberta do VIH (Vírus da Imunodeficiência Adquirida).

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

branco este dia… Nos monitores da escola projetou-se um powerpoint sobre mulheres que deram o seu contributo à ciência, à cultura, … A turma do 5º A, em Formação Cívica, elaborou a “Árvore dos Direitos”, onde congregou os direitos da criança, direitos da mulher e direitos dos idosos e expôs na Biblioteca da escola.

Grupo PPES Programa de Promoção e Educação para a Saúde e Educação Sexual Diretora de turma 5ºA

Prémio Nobel da Paz de 2011 - Tawakkul Karman (7 de fevereiro de 1979), ativista do Iémen - Ellen Sjohnson-Sirleaf (29 de outubro de 1938), Presidente da Libéria - Leymah Gbowee (1 de fevereiro de 1972), ativista liberiana Ativistas contra a repressão e a violência contra as mulheres.

O SAPO APAIXONADO

N

as aulas de Formação Cívica, a diretora de turma e os alunos do 5ºA deram início ao projeto de Educação Sexual, com a leitura, análise e ilustração da história O Sapo Apaixonado, do autor Max Velthuijs. Este conto levounos ao mundo dos afetos e aos diferentes tipos de amor. No final, cada aluno, servindo-se de recortes de revistas, produziu o seu coração. Aguçamo-vos a curiosidade com o resumo do conto e, não se esqueçam, requisitem este livro para ler, pois é bastante simpático… “Era uma vez um Sapo que se sentia muito esquisito. Não sabia o que tinha e por isso recorreu aos seus amigos para o ajudarem. Só a Lebre, depois de consultar um livro, decifrou que o sapo estava apaixonado. Mas por quem seria?” -perguntou-se o Sapo… Quando descobriu que o seu amor era a P a t a Branca fez-lhe um desenho e ofereceu-lhe flores; porém ela nem desconfiou. Então, o Sapo decidiu dar o maior salto de sempre. Mas… Pum! Caiu, desamparado no chão… A Pata aflita socorreu-o e cuidou dele. Foi, então, que descobriram que ambos gostavam muito um do outro e viveram felizes para sempre! Alunos do 5ºA Professora Cláudia Baptista

CORAÇÃO DO AMÂNCIO CORAÇÃO DO PEDRO

CORAÇÃO DA MARTA

CORAÇÃO DA MARIANA


O Pilriteiro

março 2012

PAA

11

PARLAMENTO DOS JOVENS Lígia Palheiros

P

República e as regras do d e b a t e parlamentar; • Promover o d e b a t e democrático, o respeito pela diversidade de opiniões e pelas regras de formação das decisões; • Incentivar a reflexão e debate sobre um tema, d e f i n i d o anualmente; • Proporcionar a experiência de participação em processos eleitorais; • Estimular a capacidade de expressão e argumentação. O programa desenvolve-se ao longo de 3 fases que antecedem a Sessão na Assembleia da República. São elas: • Debate do Tema e Processo Eleitoral, onde se inclui a formação de listas candidatas dentro da Escola; • Eleição dos deputados às Sessões Escolares para aprovação dum Projeto de Recomendação da Escola e eleição dos representantes às Sessões a nível distrital ou regional; • Sessões Distritais/Regionais, onde se aprovam as Recomendações a submeter à Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens e se elegem os deputados que representam as Escolas nesta Sessão. O tema debatido este ano para os 2º e 3º ciclos foi “ R E D E S S O C I A I S : COMBATE À DISCRIMINAÇÃO”. No dia 16 de j a n e i r o deslocou-se à nossa escola o senhor deputado da Assembleia da República, Pedro Alves, a

fim de esclarecer os nossos alunos sobre o funcionamento daquela instituição. A nossa escola contou com a participação ativa dos seus alunos, tendo formado cinco listas candidatas à Assembleia Escolar, que decorreu no dia 23 de janeiro, de onde resultou o projecto de Recomendação, que representou a Escola na Sessão Distrital, bem como dois deputados efetivos, Sara Romão e João Saraiva e um suplente, Francisca Henriques. A Sessão Distrital (Ensino Básico) decorreu no passado dia 5 de março, no Cineteatro Municipal do Sátão. Nela participaram cerca de 90 Jovens Deputados, de 29 escolas do distrito, acompanhados por cerca de 30 professores. Os jovens participantes debateram e aprovaram o Projecto de Recomendação do círculo eleitoral de Viseu e elegeram os seus representantes à Sessão Nacional, que irá ter lugar na Assembleia da República, nos dias 7 e 8 de maio de 2012. A Escola Básica Álvaro Coutinho, o Magriço contou com a boa prestação dos seus deputados, que defenderam com convicção o seu Projecto de Recomendação. Infelizmente, a participação da nossa Escola ficou por esta fase, mas não vamos desanimar, pois para o próximo ano há mais e, claro, contamos mais uma vez com a adesão entusiasta dos nossos alunos. A professora responsável pelo Programa na Escola Básica Álvaro Coutinho, O Magriço

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

ela terceira vez consecutiva, a nossa escola participou ativamente no programa “Parlamento dos Jovens”. Este promove valores como a responsabilidade, o respeito pelo outro, o sentido cívico, a participação democrática, a tolerância, contribuindo assim para a educação cívica dos nossos jovens. Trata-se de uma iniciativa institucional da Assembleia da República, desenvolvida ao longo do ano letivo com as Escolas de todo o país, que culmina com a realização anual de duas Sessões Nacionais na Assembleia da República: uma sessão destinada aos alunos do ensino secundário e uma sessão destinada aos alunos dos 2º e 3ºciclos do ensino básico. Este programa é coordenado por uma equipa da Assembleia da República em parceria com o Ministério da Educação e Ciência; a Secretaria de Estado do Desporto e Juventude, através do Instituto Português do Desporto e Juventude; a Secretaria de Estado das C o m u n i d a d e s Portuguesas; as Regiões Autónomas; o Ministério da Justiça e o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal. O “Parlamento dos Jovens” tem como objetivos fundamentais: • Educar para a cidadania, estimulando o gosto pela participação cívica e política; • Dar a conhecer a Assembleia da


12

março de 2012

O Pilriteiro

CAMPEONATO NACIONAL DE JOGOS MATEMÁTICOS 9 de março

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

N

o dia 9 de março realizou-se em Coimbra o Campeonato nacional de Jogos Matemáticos. A nossa escola esteve representada nos jogos, após eliminatórias a nível de turma e escola, pelos alunos: Bruno Santos (5º B) e Rúben Lopes (8ºA) no jogo do OURI; João Flora (6ºA) e Armanda Lapa (9ºA) no jogo do HEX; Rafael Melfe (6ºA) no jogo do CÃES E GATOS; e Diogo Castro (8ºA) no RASTROS. Este ano, ao contrário do anterior e embora de longe, foi possível aos professores acompanhantes assistirem ao desenrolar das eliminatórias e poderem acompanhar o percurso dos alunos no recinto. Pude observar a concentração dos nossos jogadores e a luta que deram, afinal estavam em jogo uma Wii e um portátil como primeiros prémios para o 2º ciclo e 3º ciclo, respetivamente. Embora não tenham ganho os prémios dos jogos, os nossos alunos ganharam novas amizades e aprenderam novas táticas para o futuro, ficando a vontade de repetir.

Prof. Isabel Santos

EASTER PASTIMES Vocabulary


março 2012

Clubes

13

CLUBE DE PINTURA E GRAVURA

O

Clube de Pintura e Gravura assume-se como um espaço de enriquecimento curricular que contribui para o desenvolvimento integral do aluno na sua componente artística e sensitiva, educando o olhar, integrando capacidades inatas do mesmo com aprendizagens ricas e desenvolvidas à base de experimentação e do saberfazer.

As actividades artísticas e manuais são um contributo importante no desenvolvimento da personalidade dos alunos. Através da iniciação experimental no domínio das técnicas é que a prática é fonte de conhecimentos e também agente revelador de capacidades e interesses, bem como estímulo do seu desenvolvimento. “As actividades de enriquecimento curricular pretendem complementar o currículo de cada aluno, desenvolvendo capacidades e competências geradoras de saberes diversos e enriquecedoras de cada indivíduo”. O grupo é constituído por 11 alunas e um aluno. Todos mostram muito empenho e interesse na realização dos trabalhos propostos, o que tem levado ao aparecimento de peças muito originais, bem executadas e já com alguma criatividade. Objectivos Específicos: 1 - Sensibilizar a comunidade escolar para os valores estéticos das obras realizadas no clube: 2 - Sensibilizar a comunidade escolar para os valores do património; 3 - Desenvolver técnicas de: desenho, pintura, modelagem, tecelagem; 4 - Promover e desenvolver a criatividade; 5 - Desenvolver a capacidade de expressão dos pensamentos e

sentimentos, sob formas plásticas; 6 - Promover o gosto pelo espaço escolar; 7 - Fomentar o interesse pelo “estar” na escola; 8 Desenvolver a interdisciplinaridade e cooperação escolar; 9 Divulgar à comunidade escolar o trabalho produzido no clube, através de exposições. A c t i v i d a d e s desenvolvidas e a desenvolver: - Desenhos de Halloween; - Realização de peças (estrelas) em feltro para a venda pedagógica de Natal; - Realização de portachaves e pintura (decoupage) de sacos em serapilheira; - Tecelagem de pequenas carteiras utilizando quadrilé e lãs; - Realização e pintura de ovos da páscoa; - Pintura de pequenas telas; - Pintura de tecidos; - Elaboração de peças/ objectos para ofertas, vendas pedagógicas (Natal, Páscoa, Feira Medieval, etc.) - Exposição dos trabalhos realizados.

Comentários dos alunos inscritos no clube Quando me inscrevi no Clube de Pintura vinha com algum medo de não conseguir desenhar e pintar, pois não gosto muito. Mas agora vi que podemos fazer muitas mais coisas sem ser pintar e desenhar e estou a gostar muito. Beatriz 5º B Eu adoro o Clube de Pintura. Gostava que continuasse para o ano. Daniela 5ºA Sou o único rapaz no Clube mas estou a gostar muito de todos os trabalhos que temos feito. Desenhar é que não!!!! Francisco 5ºA

Pena é ser tão pouco tempo. Quarenta e cinco minutos não dão quase para nada, quando estamos todos entusiasmados toca para sair. Mas a professora fica sempre o intervalo pois nós não arredamos pé ate dar o toque de entrada. Daniela Cabral 5ºB

Todos nós gostamos muito do Clube de Pintura, temos pena é se acabar. Adriana, Raquel, Sara, Rute, Mariana - Opinião de Alunas que frequentam o Clube

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

O Pilriteiro


TRABALHOS DO PRÉ-ESCOLAR

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

14 Pré-Escolar março de 2012 O Pilriteiro


Pré-Escolar 15 março de 2012 O Pilriteiro

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

TRABALHOS DO PRÉ-ESCOLAR ANO LETIVO 2011/2012


TRABALHOS DO PRÉ-ESCOLAR

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

16 Pré-Escolar março de 2012 O Pilriteiro


O Pilriteiro

marรงo de 2012

1ยบ CEB 17

TRABALHOS DO 1ยบ CEB


18

Colégio

março de 2012

O Pilriteiro

O ANTIGO COLÉGIO DE PENEDONO Fátima Baldaia

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

O

Pilriteiro decidiu fazer uma viagem no tempo e parar no ano de 1962, ano em que abriu o Colégio de Penedono. O ensino obrigatório quedava-se pela 4ª classe, atual 4ºano, que era ministrado nas Escolas Primárias. Havia então muitas crianças e todas as terras tinham a sua Escola, com uma, duas ou quatro salas. Agora todas encerradas para aquilo que foram criadas, podem ser – algumas já estão a sê-lo – reaproveitadas para outras funções. Mas isso é outra história. Por agora, façamos uma incursão no passado, com aterragem no Colégio, isto é, na Escola que recebia os alunos após a 4ª classe (um parêntesis: entre a 4ª classe e o ensino subsequente havia um exame, chamado Exame de Admissão aos Liceus ou às Escolas Técnicas e Comerciais. Mas isto de falar sobre o passado é como as cerejas, nunca mais se para. Ficará para outra história esta história da Admissão, Escolas Técnicas e Escolas Comerciais, Colégios, Liceus…) O Colégio A máquina do tempo aterra então naquela casa amarelada que se situa no cruzamento da Avenida Adriano de Almeida e a Estrada da Ferronha, em frente à Pastelaria Santa Eufémia, que na altura era uma casinha pequenina e humilde. Aí, pela primeira vez, existiu uma turma do 5º ano, que na época se chamava 1º ano dos Liceus. Não era ensino público, fornecido pelo Estado, gratuito. Não. Na altura, como se disse atrás, as crianças só eram obrigadas a fazer a 4ª classe. Só estudava uma minoria. A grande maioria das crianças de 10 anos começava logo a trabalhar, porque era necessário alimentar muitas bocas em casa; as famílias eram numerosas e o dinheiro era muito pouco. Dará que pensar aos mais pequenos, não? Os atuais dez anos nem com uma mochila podem, alguns ainda precisam dos pais para apertarem as sapatilhas, imaginemse a trabalhar no duro para terem dinheiro para a comida!

O edifício do antigo Colégio Adiante: em 1963, em Penedono, havia um canal de televisão, mas com pela mão de uma sua “filha”, poucas horas de emissão e em muito farmacêutica, a doutora Maria do poucas casas (praticamente só nos Carmo Rua, começava o ensino liceal cafés)… Hum, tantos jovens em em Penedono, num colégio Penedono, sem nada destas particular. Chamar-lhe colégio é um modernices… que fariam eles? E quem eufemismo, pois eram tão poucos, nem eram eles? Onde estarão? Como tem instalações tinham! “Aquilo” sido a sua vida? Que memórias funcionava na casa da dona do colégio guardam desse tempo? e da farmácia, que era no mesmo O Pilriteiro ficou com a pulga atrás local, e até havia alguns da orelha e foi à procura. alunos que aí dormiam. Vejam o que descobriu! Pois imagine-se que não Aqui está um “ Não havia carros, havia transportes bocadinho da história de não havia telemóveis escolares! Por isso, Penedono, mas um e os telefones eram mesmo a maioria dos bocadinho muito muito poucos, não alunos das freguesias do marcante na vida de havia computadores concelho tinham que cada um destes antigos nem Internet” ficar hospedados na vila. alunos. Esta é também Imagine-se a vir e ir a pé um bocadinho da todos os dias, pelas serras e vales! história do ensino no concelho, que Impossível! E não havia cantinas, por teve uma importância isso, recorria-se às casas dos extraordinária na escolarização de Penedonenses da vila, que assim tantos jovens, graças à visão e ao tinham também uma atividade empreendedorismo (palavra muito económica – arrendar quartos. E que moderna hoje em dia)de uma pessoa: bem precisavam dela, naqueles a doutora Maria do Carmo Rua e que também fomos procurar. tempos em que o dinheiro escasseava. É claro que nos anos seguintes mais O Pilriteiro agradece a colaboração de alunos vieram. E, como não havia todos nesta investigação singela sobre mais colégios nas redondezas e o o ensino no concelho. colégio ganhou fama, vieram alunos Respeitámos a ortografia anterior ao dos concelhos limítrofes: V. N. de Foz novo Acordo Ortográfico nos artigos Côa, S. João da Pesqueira, Mêda. dos antigos alunos do colégio que assim escolheram escrever.. Desejamos a todos uma Páscoa Feliz Tempos interessantes e esperamos que os testemunhos que Pensando bem, até pode ter sido um nos deram possam servir de tempo bem interessante! Não havia motivação para aqueles que, neste carros, não havia telemóveis e os momento, se sentam nos bancos da telefones eram muito poucos, não escola e ai começam a construir o seu havia computadores nem Internet, já futuro.


O Pilriteiro

março de 2012

Colégio

19

TESTEMUNHO: ESTUDAR NO COLÉGIO DE PENEDONO

N

João Aguiar Coelho - Administrador Hospitalar (IPO do Porto) e Docente Universitário ( Uni. Fernando Pessoa) irmão vínhamos em cima da Acreditem, no entanto, que nunca camioneta «à fresca». No Inverno, por fiquei ressentido, por isso, com o Dr. essas bandas, «à fresca» quer dizer Caldeira. De certo modo, aquelas duas mesmo «à fresca», como todos sabem. estaladas, foram, para mim, uma Salvavam-nos as samarras, com a espécie de baptismo de fogo no Colégio. gola de pele de raposa bem levantada, Que me granjearam logo algum e nós enfiados dentro delas como respeito dos colegas. Funcionava como pombas com a cabeça debaixo das asa, uma espécie de baptismo de fogo, pelo a dormir. qual passava grande parte dos meus Como foi o meu primeiro dia no colegas, em especial todos os menos Colégio? O Colégio era dirigido no meu disciplinados ou estudiosos. Alguns tempo pelo Dr. Caldeira, que ia à destes eram mesmo useiros e vezeiros sexta-feira para o Porto, regressando desta receita ao longo dos anos que por à segunda-feira, sempre depois do ali me mantive. Pela minha parte almoço. Durante a semana, o Dr. não voltei a repetir o baptismo. Caldeira dormia no Colégio. Excelente Por esta e outras razões tornei-me, professor, excelente pessoa, excelente aliás, um bom aluno. O meu educador. Mas com uma relacionamento com o Dr. Caldeira característica que eu, no meu veio a assumir sempre uma base de primeiro dia de aulas, ainda não grande respeito, amizade e conhecia. Irritava-se com muita admiração. Recebi sempre do Dr. facilidade. Sobretudo quando estava Caldeira, ao longo da minha estadia em causa, na sua visão, no Colégio, provas de a disciplina e o rigor do grande estima e Colégio. Não admitia consideração, que “ O Dr. Caldeira indisciplinas nem duraram pela vida fora. nutria uma grande desrespeito por algumas Várias vezes o encontrei estima por todos os regras que tinha no Porto, anos passados. alunos que passaram e s t a b e l e c i d o , Numa destas vezes, o Dr. pelo Colégio, em nomeadamente a de não Caldeira revelou bem as especial pelos bons querer ver alunos e qualidades de grande alunos, como era o alunas a passearem bondade e humanidade juntos na avenida. caso.” que já lhe conhecia. Paradoxalmente, o Apareceu-me um dia no Colégio era misto, e, dentro das aulas, Hospital de Magalhães Lemos, no pelo menos, rapazes e raparigas Porto, onde eu era Administrador, a convivíamos sem qualquer problema. visitar um seu ex-aluno do Colégio de No meu primeiro dia, eu não conhecia Penedono. Meu ex-colega também e nem as regras da casa, nem as amigo, que ali se encontrava pessoas. Nem o Dr. Caldeira. Grave internado. O Dr. Caldeira nutria uma distracção a minha. Atrevi-me, no grande estima por todos os alunos que estudo, a entrar numa brincadeira passaram pelo Colégio, em especial com os meus colegas, atirando pelos bons alunos, como era o caso. papelinhos molhados (cuspidos de Estima esta que perdurava por toda uma caneta) uns aos outros. Para azar a vida. meu, eu estava sentado numa das Como eram os nossos professores? Do carteiras que podia ser vista do ponto de vista da sua competência corredor. No momento em que eu profissional, gosto e dedicação ao estava a responder a «um tiro» de um ensino e aos alunos, atrevo-me hoje a colega, o Dr. Caldeira viu-me. dizer que eram excelentes professores. Chamou-me à sala ao lado, furioso. Algumas situações, vistas à luz de Deu-me uma valente bofetada, ao hoje, ultrapassavam tudo o se pode mesmo tempo que me perguntava o imaginar, sobretudo pelo que que estava a fazer. Resmunguei. O revelavam de dedicação aos alunos e que eu fui fazer! De imediato levei vontade de ensinar. Por exemplo, a uma segunda bofetada. Mandou-me nossa professora de francês (a de volta para a sala. Regressei à sala Madame, como era por nós tratada, e coradinho, como era de esperar, para ela fazia questão que a tratássemos) um certo gáudio, mal disfarçado, dos continua na página seguinte meus colegas.

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

asci em Penela da Beira, em 1954. Eu, o meu irmão e a minha irmã ingressámos no Colégio de Penedono no ano lectivo de 1969-1970, vindos do Brasil. Naquele ano, e nos dois anos lectivos que se seguiram, além de nós, de Penela, apenas frequentava o Colégio uma nossa prima. Naquele tempo não havia transportes escolares nem qualquer possibilidade de irmos e virmos para as nossas terras nos transportes públicos. A regra era ficarmos durante toda a semana em Penedono, em quartos ou casas alugadas, e só irmos a casa (quando íamos!) ao fimde-semana. No primeiro ano lectivo ficámos alojados em casa de familiares. A partir do segundo ano, alugámos uma casa. Sem luz. Aí dormíamos, comíamos (as refeições eram confeccionadas por nós, sobretudo pela nossa irmã que tinha apenas 13 anos) e estudávamos. À luz de candeeiro. Felizmente, poucas vezes tínhamos de estudar em casa, pois o Colégio tinha um horário muito alargado de aulas e estudo, que ia diariamente até às 22 horas. Para muitos de nós, sobretudo para aqueles que se encontravam no então 5.º ano (equivalente ao actual 9.º ano), a jornada de trabalho ia das 7h da manhã (duas horas de Matemática diariamente), até às 22 (entre as 17h30 e as 22h decorria o que nós chamávamos de o Estudo). Por norma íamos a casa («à terra», dizia-se) ao fim-de-semana. Que mais não fosse para buscar géneros para a alimentação da semana. À segunda-feira, o nosso regresso era feito, normalmente, na camioneta do Senhor João Carvalho, da Póvoa de Penela, que, no seu trabalho de recovagem entre a Póvoa e Viseu, passava por Penela. Habitualmente passava por volta das cinco horas. Tínhamos que nos levantar às 4 horas da manhã, ir a pé até ao fundo da aldeia, e ali, abrigados do frio debaixo da varanda de uma casa, esperávamos que a camioneta chegasse. A camioneta nem sempre trazia o taipal coberto. Na cabine, além do condutor, só podia vir uma pessoa (às vezes duas). Ou a nossa prima ou a nossa irmã ou, por vezes, as duas. Normalmente, eu e o meu


20

Colégio

março 2012

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

continuação da página anterior

caracterizava por ser a mais «una das diversidades e a mais diversa das dava-nos diariamente duas aulas de unidades», como gostava de dizer o francês, de 2ª a 6ª feira. Doze horas Prof. Lucas Pires, a propósito da União de francês por semana. Conseguem Europeia. Porque digo isto? Vejamos imaginar!? «Parlez en français!», a composição da turma, que não era repetia ela imperativamente sempre muito diferente de todas as outras que nos atrevíamos a falar-lhe em turmas do Colégio. A minha turma português, fosse na sala de aula, fosse (do João de Penela, como na rua. O francês que ainda sei hoje, costumavam chamar-me) era a devo-o, em grande parte, a esse turma do Pacheco de Trevões, do Gil enorme esforço de ensino e dedicação de Ranhados, da Ilda da Granja, do da Professora Joaquina, da Mêda. O Joãozinho do Granjal, do Horácio e da mesmo sucedia com a Matemática. Aniceta de Alcarva, do Luís de Duas horas por dia, de 2ª a 6ª feira, Numão, da Fátima da Horta, das das 7 às 9 da manhã. Pode imaginarirmãs Nogueira de Penedono, das se isto hoje, também? O mesmo irmãs Cabral, igualmente de esforço e dedicação verificavam-se Penedono, enfim… uma turma bem com a disciplina de Física, de Inglês, representativa da natureza ambas leccionadas pelo Dr. Caldeira. «cosmopolita» do Colégio de Penedono. Guardo especial recordação das aulas Este cosmopolitismo em si era uma de Português, dadas pelo Padre coisa boa para a nossa formação. Fonseca. O gosto pela Literatura e pelo Abria-nos horizontes, aproximavaPortuguês via-se-lhe nos olhos e no nos dos vizinhos, habituava-nos à gosto em ensinar, o que me diferença, a ser mais tolerantes e mais contagiava. Havia um grande abertos, enfim, unia-nos. Uma prova esforço, por parte do Colégio, em que do que digo está patente no episódio aprendêssemos. Diria hoje, que só não que vou contar a seguir. aprendeu quem não quis. O ensino Retenha-se que este episódio se andava no ar. Era apanhá-lo, às mãos passou num período ainda perigoso da cheias, se quiséssemos. nossa história, antes do 25 de Abril Hoje, à distância, quase podia de 1974. Que não teve consequências catalogar os professores em dois tipos: de maior, mas podia ter tido. Podia os que tinham alcunha (Xuxa, ter tido, se não tivesse sido no Colégio Ginginha, Ronhó, de Penedono. Passo a Biqueiras, p. ex.), e os contar. Um grupo de “ Diria hoje, que só não colegas, liderado pelos que não tinham qualquer alcunha aprendeu quem não dois «terrores» da (Senhor Padre, Senhor quis. O ensino andava no turma, veio ter comigo Dr., Senhor Tenente). Os ar. Era apanhá-lo, às dizendo: «João, cheias, se estamos a pensar fazer primeiros eram, em mãos regra, aqueles que quiséssemos.” greve ao teste que o sentíamos mais Professor X marcou próximos de nós, ou porque não intempestivamente sem nos ter dado tinham um estatuto especial (ser tempo para estudar. Alguns de nós médico, ser padre, ser, ou ter sido, pediram-lhe tempo, ele disse que não militar, por exemplo) ou porque dava. Quem estudou, estudou, quem tínhamos especial empatia com eles. não estudou que tivesse estudado. Lembro como exemplo de excepção ao Como é? Alinhas também?». A primeiro grupo, o Padre Fonseca, o abordagem tinha algum sentido, na nosso querido e saudoso «Padre medida em que eles sabiam que eu Biqueiras». «Bom dia, meninos!». habitualmente costumava ter as «Bom dia, Senhor Padre!». «Deixemlições estudadas e não seria por aquele se estar sentados, por favor», dizia ele, motivo que eu deixaria de ir fazer o ironicamente, ao verificar que teste. No entanto, disse, de pronto: nenhum de nós se tinha levantado. «Alinho». Assim foi. No dia marcado, Também assim se ensinava, com ninguém, absolutamente ninguém ironia, humor, e não com compareceu ao teste. O facto foi levado autoritarismo. ao conhecimento da Directora do Além do ensino de qualidade, de uma Colégio. No dia seguinte, às 7 horas saudável aprendizagem de da manhã, na aula de Matemática, a competências sociais (tão Directora ralhou-nos, muito importantes, então como hoje, como zangada, dizendo-nos, as competências técnicas), destaco nomeadamente, que a sua intenção ainda o exemplo de aprendizagem era castigar-nos. Que devia castigar cívica que a frequência do Colégio de a turma toda. O que, no entanto, não Penedono nos deu, ao menos aos da iria fazer, para não ter de castigar minha turma, uma turma que se certos alunos. Como não queria

O Pilriteiro castigar estes alunos, achou melhor, desta vez, não castigar ninguém. Foi uma decisão reveladora do enorme sentido de justiça, de humanidade, de formação integral, que se procurava levar a cabo no Colégio de Penedono. Pouco compatível com o espírito daqueles tempos, mais dados à repressão quantas vezes injusta e indiscriminada. A atitude calou fundo em todos nós, que soubemos ver que, apesar de termos alguma razão, não devíamos ter procedido daquele modo. Até podíamos ter criado algum problema ao Colégio, sem termos consciência nem qualquer intenção de o fazer. Além de uma lição de tolerância e justiça, por parte do Colégio, o facto serviu também para nos mostrar a importância de termos estado todos unidos naquela situação. Mais importante até, foi o próprio facto em si, ou seja, o facto de nos termos unido com tanta facilidade, sem qualquer hesitação, livremente, sem qualquer coacção por parte de quem quer que fosse. O bullying não existia entre os alunos do Colégio de Penedono. Um tal espírito de unidade só podia ter ocorrido num contexto de ambiente saudável como aquele que se vivia então no Colégio de Penedono. De que eu sou testemunha, por este e muitos outros factos que não posso aqui contar, sobretudo porque já ultrapassei, certamente, em muito, o espaço e o tipo de contributo que me foi pedido. A história do Colégio de Penedono, exemplar a muitos títulos, encontrase ainda por fazer. Merece que alguém a faça. Porque não no âmbito de um Mestrado em História? Fica aqui o desafio para algum dos jovens estudantes actuais, quando chegarem a essa fase, se até lá outro não se adiantar. Sei que apenas correspondi em parte ao que me era pedido. Teria muito mais a contar. Prometo, contudo, numa próxima oportunidade, com mais tempo, ser mais efectivo. Ser menos apressado na linguagem e nas memórias e fazer uma reflexão mais aprofundada, mais coerente e mais útil. Resta-me, a finalizar, felicitar todos os alunos do 9.º ano e a Professora Fátima Baldaia, pela excelente ideia que tiveram. A todos os alunos da Escola C+S de Penedono desejo que consigam romper, nomeadamente pelo estudo (a principal, senão a única, arma que tiveram alguns dos ex-alunos do Colégio de Penedono), o cerco a que a interioridade ainda remete os beirões da «Beira-Douro[Sul]». Felicidades a todos.


O Pilriteiro

Colégio

março 2012

21

O 8º é o que se Vê! TESTEMUNHO: ESTUDAR NO COLÉGIO DE PENEDONO José Augusto Loureiro Cabouco Direção Distrital de Finanças - Viseu Aposentado

F

de

viemos a reconhecer

Penedono nos idos anos do

quão proveitosos eles

início da década de 1960

eram

requentei

o

Colégio

para

a

mais concretamente a partir do ano

interpretação dos textos

lectivo de 63/64.

(a propósito, ainda há

Foram tempos bonitos, saudáveis e

disso?).

agradáveis. Os nevões que na altura

Estes salões de estudo,

nos brindavam devem fazer corar de

é bom recordar, tinham

vergonha os actuais, de tão tímidos

a mesma carga horária aos sábados e

programa esse que ia ou deveria ir

que são. Para nós, esses nevões-

domingos e pobres dos que faltassem…

para o” ar” por volta das 20,00 horas,

porque não dize-lo eram um bálsamo,

era certo e sabido que de imediato

mas

porque

um

tínhamos o Sr. Almeida à perna, com

cumprido (era o tempo da legenda a

relaxamento nas aulas e serões de

penas por vezes bastante severas, de

ocupar todo o ecran com a frase “

estudo com um ou mais dias de

entre as quais, a que menos nos

pedimos desculpa aos senhores tele-

interrupção de actividades escolares.

custava, era um dia de

As aulas eram ministradas no r/c do

suspensão às aulas, o

edifício da Farmácia Rua e no solar

problema

o

horário

era

espectadores por esta

dos Coutinhos (actuais Paços do

o “ Era certo e sabido por interrupção, a todos nós que aqueles programa segue dentro informação aos Pais para minutos, para nós de momentos”. Isto

Concelho), só mais tarde fomos ocupar

a

o edifício do colégio entretanto

que poucos, de que tínhamos obrigava a que as havíamos cometido. usufruído para ver os imagens sobre os jogos do falta

“grave”

a golos do Eusébio e campeonato nacional de divertimentos, zero ou companhia, iam custar- futebol porque tanto muito perto disso. Jogar nos caro, e custavam…” ansiávamos fossem para Quanto

construído. Professores eram poucos, mas bons e com

era

persistência

(ou

vai

racha)…Havia entre outros

ou

a Drª

“ o ar que queríamos ver

à bola, só nos intervalos

Augusta Figueiral, a Drª Maria do

para

íamos

e não respirar” para além das 20,30,

Carmo e o Sr. Santos Almeida; bem,

directamente para as aulas todos

hora a que deveríamos entrar no salão

o

transpirados.

de estudo. Era certo e sabido por todos

Sr.

Almeida

leccionava

as

almoço

de

onde

Se eventualmente, no maior dos

nós que aqueles minutos, para nós

as

segredos, realizávamos um bailarico

poucos, de que tínhamos usufruído

outras…Os horários das aulas eram

e este ia ao conhecimento superior,

para ver os golos do Eusébio e

normais, mas havia uma carga

estava o caldo entornado, porque

companhia, iam custar-nos caro, e

maior no que tocava a salões de

numa menina nem com uma pétala

custavam…Qual guardião do templo,

estudo; estes começavam por volta

se podia tocar, era a máxima do Sr.

à porta do colégio éramos recebidos

das 17,30 horas até às 19,00 horas;

Almeida.

com “mimos” pelo Sr. Almeida.

disciplinas de geografia e ciências, mas

supervisionava

todas

Havia uma pausa para jantar e por

Episódios

engraçados

haveria

volta das 20,30 horas aí estávamos

muitos para contar, mas eu vou

Não se pense, porém, que algum de

de novo no salão de estudo até às

limitar-me a recordar um que se

nós, estou certo, recorde esses tempos

22,00 horas. De realçar que estes

repetia

como maus ou difíceis, bem pelo

salões de estudo serviam também

quase semanal.

com

uma

habitualidade

contrário,

fazem-nos

lembrar

um

vivências em que havia um respeito

nas mais diversas matérias de acordo

programa desportivo na televisão a

e empatias muito grandes entre

com

várias

preto e branco, dirigido pelo Artur

professores e alunos; uma amizade,

disciplinas…Eram os tempos dos

Agostinho, que era transmitido às

confidência e cumplicidade entre

verbos irregulares de Português e

segundas-feiras sobre a jornada do dia

colegas. Os problemas de uns eram as

Francês, das excepções à regra, dos

anterior (é bom lembrar que nesses

preocupações dos outros.

erros ortográficos, do exibir dos

tempos os jogos do campeonato eram

cadernos de significados, que depois

todos

para que o Sr. Almeida nos testasse os

sumários

das

Naquele

tempo,

realizados

havia

ao

domingo),

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

significavam

raramente


22

Colégio

março de 2012

O Pilriteiro

Testemunho: no O 8º éestudar o que se Vê! Colégio de Penedono

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

António Isaías Pádua - Juíz Conselheiro Presidente do Tribunal da Relação de Coimbra António Isaías Pádua, nascido em 18/09/1958, em Antas. Frequentou o Colégio de Penedono nos anos letivos de 1969/1970, até 1972/ 1973 (1º 2º, 3º e 4º anos). Era um jovem de estatura mediana e magro, tímido e ponderado, cujo hobby eleito era o futebol, demonstrando, já então, capacidades técnicas acima da média.Horário letivo no colégio: aulas das 9h até às 17h, seguidas do período de Estudo, até às 22h 30m / 23h. No final do ano letivo, na época de exames, esse período de Estudo era extensivo aos fins de semana. Os Caloiros eram praxados com o “bate cú”, ou seja, os colegas mais velhos mantinham-lhes as pernas abertas e embatiam-lhes o “rabo” no tronco de uma árvore. Experiência dolorosa que dificilmente se esquece. No Colégio, apesar de ser frequentado por jovens de ambos os sexos, a separação dos alunos/as nas salas de aula, por exemplo, era evidente e efetiva: rapazes de um lado e raparigas do outro. Ensino: rigoroso, em que a disciplina imperava. Qualquer pretexto servia para o

exemplar castigo, nomeadamente as abomináveis “sinfonias” reguadas. Professores: guarda na memória, favoravelmente, o padre Mário, professor de Geografia/História e o seu “Ómessa agora!” (Ora esta!”), desabafo infalível, sempre que o faziam zangar; e o “Biqueira”, professor de Português e pároco de Penedono; desfavoravelmente, relembra o implacável “Chucha”, simultaneamente diretor (de facto) do Colégio e professor de Inglês, assumindo, em todos os aspetos, quer da sua vida, quer em termos educacionais, um comportamento “very British”. Episódio: recorda aquele que ficou conhecido por “Greve ao Estudo”. “No 1º ano, no final do ano letivo, num sábado, a televisão transmitiu o jogo da final da Taça de Inglaterra (Chelsea/Tottenham) e, entre os rapazes, colocava-se a questão de faltar ao Estudo e sofrer o respetivo castigo, ou não ver o ansiado jogo de futebol. Pois bem, muitos, entre os quais se inclui, decidiram faltar ao dito Estudo e gozarem duas horas de absoluto prazer futebolístico.

Na segunda-feira seguinte, esperava-os um aviso afixado na porta de e: “Os alunos que faltaram ao Estudo estão proibidos de frequentar o Colégio”. Durante um ou dois dias, os “faltosos” foram impedidos de entrar no Colégio. Férias forçadas que foram aproveitadas para visitar as Minas da Ferronha e a Barragem da Beselga. Contudo, à hora de almoço, à saída do Colégio, estavam em alas a “receber” os colegas, “traidores” que não os tinham seguido nesta inédita e verdadeira “rebelião estudantil”. Resumindo e concluindo, este castigo, ao invés de provocar humilhação e tristeza, transformou-se numa verdadeira e ímpar alegria que só terminou depois de uma reunião com a verdadeira diretora (em termos de direito), a drª. Maria do Carmo Rua.

Testemunho: Estudar no Colégio de Penedono Maria Elisa M. Lopes - Prof. de Francês AULA MOTIVADORA OU TRAUMÁTICA? Chamo-me Maria Elisa Martins Lopes e sou natural de Penedono. Após o exame de 4ª classe ( agora, 4º ano),fui obrigada a ir para Viseu,uma vez que não existia em Penedono qualquer estabelecimento de ensino onde pudesse prosseguir estudos. Matriculeime no Ensino Preparatório ( creio que a designação era esta) do Ensino Técnico, tendo frequentado a Escola Industrial, hoje denominada Emídio Navarro. Aí concluí o segundo ano, com dispensa de exame, no ano letivo de 1962/1963. A minha memória diz-me que foi nesse ano que abriu o chamado Colégio de Penedono. É evidente que não havendo, nessa época, equiparação pedagógica entre o Ensino Técnico e o Liceal, seria obrigada a repetir o segundo ano. Todavia, foi a solução encontrada pelos meus pais que, sem grandes recursos, assim evitavam despesas relacionadas com aluguer de casa (partilhada com outros estudantes e uma senhora responsável), viagens de camioneta no início e no final de cada período letivo e também com o transporte do cesto contendo víveres, como era habitual na época. Assim, se a minha Matemática não me engana, (tenho obrigação de saber fazer contas, pois em Penedono tive uma óptima professora - Drª Maria do Carmo Rua), entrei no Colégio em 1963. Acontece que do currículo do Ciclo Preparatório do Ensino Técnico não fazia parte nenhuma língua estrangeira,

mas, como no Colégio de Penedono o ensino ministrado era o liceal, os meus colegas já tinham a frequência do primeiro ano de Francês; logo, eu estava em desvantagem. Penso que este facto gerou alguma ansiedade e, por isso, recordo bem a primeira aula desta disciplina, então leccionada pela Drª Maria Augusta. O Colégio não possuía edifício próprio e o ambiente era bastante familiar. As aulas eram ministradas, quer numa das salas da farmácia Rua, quer num dos salões do palácio dos Coutinhos, naquela altura em alto estado de degradação. Então, talvez em outubro, encontravame sentada numa carteira do primeiro espaço mencionado onde iria decorrer a minha primeira aula de Francês. O meu franzino corpo apoucava-se ainda mais, enrodilhava-se de receio pela ignorância latente, quando o dedo indicador comprido e de unha bem tratada se estica na minha direcção e ordena:” Menina, vá ao quadro!” Bem, fiquei completamente desorientada: suores frios e rubor alternavam enquanto ganhava coragem para atingir o quadro. Porquê eu deitada às feras se ainda ninguém me ensinara a defender-me? Uma ideia fervia no meu cérebro :” EU NÃO SEI NADA! E AGORA? QUEM ME SALVA?” A professora, alheia ao meu drama, ordenava: «Traduza de Português para Francês a frase No domingo vou à praia.» Na minha pobre cabeça os fantasmas enovelavam-se, escarneciam, agigantavam-se… o meu cérebro não

saía do zero… eu ia morrer… quem me salvaria desta aflição!? Mas, eis que um “espírito de orelha” me segreda “ dimanche”, um outro (vindo da sala ou do além?) murmura “je vais”. Escrevo “je ve”. A professora corrige:” Não é assim que se escreve, os sons do Francês têm uma grafia diferente.”O espírito solidário dos meus companheiros não parou até que conseguisse chegar ao fim de tão difícil frase para alguém a quem nunca haviam ensinado uma palavra de francês. Corrijo, conhecia a palavra perfumada e colorida “fleur” aprendida durante as férias. Foi traumática esta iniciação? Acho que não. Passado algum tempo já acompanhava bem as aulas e, no exame final desse ano, realizado no Liceu de Lamego, obtive a melhor nota da turma - 15 valores, se bem me lembro. Curioso é também que mais tarde essa disciplina tenha estado entre as minhas preferências a ponto de optar por um curso nessa área. Mas essas já são outras histórias e outras influências…


O Pilriteiro

março de 2012

Colégio

23

Testemunho: estudar no Colégio de Penedono Orlando Rodrigues - Prof. de História

Q

n o s s o s primeiros passos no então ensino liceal. No segundo ano t a m b é m utilizávamos a a t u a l repartição de f i n a n ç a s , normalmente como sala de estudo. O edifício estava quase todo em ruínas e esse espaço era dos poucos que ainda se aproveitava. Nesse mesmo ano, mudámos, se a memória não me falha, para as novas instalações (em frente ao atual quartel dos bombeiros, construído muitos anos depois). Aí passei certamente alguns dos melhores anos da minha vida. A par das inúmeras horas de estudo, das lambadas e reguadas do Sr Santos Almeida, o que efetivamente marcou a maioria dos alunos que por aqui passou foi a convivência e a amizade que tínhamos entre nós, que em casos de se manteve até hoje. namuitos Escola Penedono A nossa solidariedade era algo quase sem limites, como o exemplifica o acontecimento que a seguir vou descrever, mesmo que reprovável para os padrões educacionais de hoje e quase heroico para os de então. O colégio proporcionava estudo aos domingos e os alunos nos anos de exame ( 2º e 5º anos de então) eram

As instalações definitivas em frente aos Bombeiros

As primeiras instalações obrigados a ir ao mesmo. Num desses domingos, estávamos nós, diversos rapazes, no Ribeiro Novo, à espera da abertura do Colégio. Sentados num montão de postes de telefone que lá estavam, cantarolávamos uma canção qualquer, “orientados” pelo Adérito da Póvoa (onde anda este rapaz?). Entretanto, alguém se lembra de sugerir que ninguém fosse ao estudo nesse dia. A sugestão passou a ordem e só um ou dois se vergou, depois de chamados pessoalmente pela diretora do colégio, doutora Maria do Carmo Rua. E a ameaça foi feita no local pela mesma: “ Se não vierem para o estudo, estão todos expulsos e só entram no colégio acompanhados pelos pais!” A grande maioria permaneceu firme e manteve a decisão coletiva. No dia seguinte, lá vieram os pais com os filhos, menos eu, que nesse ano dormia na casa da diretora (no quarto que outrora fora a nossa sala de aulas). Andei quatro dias sem ir ao colégio - a minha mãe estava em França - até que, na sexta feira, a diretora me foi buscar ao campo de futebol, situado mais ou menos onde hoje está o Minipreço! Quando hoje dou raspanetes aos meus alunos, de vez em quando também me lembro das parvoíces que fazíamos. Tudo faz parte do nosso passado. Todos cometemos erros, o fundamental é que tenhamos aprendido algo com eles! Muito havia para dizer, mas o espaço começa a ficar apertado. Mas não poderia terminar este testemunho sem dizer que a criação do Colégio de Penedono foi algo de notável na história desta terra e facto marcante para as diferentes gerações que por aqui passaram.

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

uando em outubro de 1964 cheguei ao recém criado Colégio de Penedono, dei seguramente um dos passos mais importantes da minha vida. Tendo feito a 4ª classe em 1963, não fui fazer o exame de admissão ao liceu nem à escola técnica, pois o meu destino, tal como o de quase todos os conterrâneos de então, estava marcado: ficar cá pela aldeia, talvez a aprender a profissão de carpinteiro, dominante na família. Mas quis o destino e a vontade dos homens (neste caso a de uma mulher, a minha mãe) que as coisas não fossem assim. Nesse ano, emigrou para França e eu lá voltei mais um ano para a escola primária, a fim de posteriormente ir fazer a tal admissão, que em condições normais poderia ter feito antes. Um ano perdido! O Colégio de Penedono estava então no segundo ano de atividade. As instalações funcionavam na antiga farmácia e o nosso recreio era o jardim doO atual Cine Fórum. Lembro-me de Alexandre Pascoal praticamente todos os colegas que comigo entraram nessa longínqua aventura e que eram: o Júlio, o Matos, O Fernando Beselga, o Adérito, o Luís Carneiro, o Manuel da Ferronha, o Manuel “alcagoitas”, a Dulce, a Né, Manuela, a Conceição e a Irides. Bons tempos. Numa minúscula sala, lá demos os


24

Colégio

março de 2012

Testemunho: estudar O 8º é o que no se Vê! Colégio de Penedono Maria Helena Hipólito - Prof. do 1ºCEB - Aposentada Uma Amizade Molhada

E

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

assim floresceu sentimento… -“Sotora”, passei? -Dispensaste! -E eu “sotora”? -Dispensaste! -E eu? -Vais à oral. -E eu? -Dispensaste!

um

lindo

Era o que mais se ouvia naquela tarde de verão, decorria o mês de Julho de 1963. Nós, alunos do 2º ano (hoje 6º ano), aos magotes, saltitando em redor da nossa ótima professora de matemática, doutora D. Maria do Carmo Rua e diretora do colégio de Penedono, ávidos de saber os resultados que trouxera do liceu de Lamego - pois era aí que se faziam os exames - não parávamos de fazer perguntas, todos à uma. A maioria tinha dispensado. Naquele tempo, quem tivesse média igual ou superior a catorze dispensava, isto é, não precisava de fazer o exame oral. O nosso ano, já com cerca de vinte alunos, em que só quem tivesse algumas possibilidades económicas estudava, contribuiu para engrossar o caudal da boa fama deste colégio que corria pelos concelhos vizinhos. Foi assim que eu vim aqui parar. A minha madrinha, de seu nome Helena, como eu, dava aulas na Granja e passou o testemunho dos bons resultados tidos pelos alunos anteriores aos meus pais. Estes, então, resolveram mudar de ares e, abandonando o Douro, mais propriamente a minha aldeia, Sebadelhe, concelho de Vila Nova de Foz Côa, assentaram arraiais em Penedono, arrastando-me com eles. O meu pai era relojoeiro e, ao mesmo tempo que eu estudava debaixo das asas deles, decidiram arriscar o ganha pão nestas terras serranas. Até porque Penedono era concelho e prometia melhores dias… E lá vim eu… Não queiram saber a desilusão, a frustração e a revolta, quando me deparei com aquilo a que chamavam “afamado”Colégio de Penedono! Fui encaminhada para a antiga Farmácia Rua (junto ao jardim da avenida), pois seriam lá ministradas

as aulas. Entrei para uma salinha repleta de carteiras da escola primária e dei por mim encaixada entre os meus novos colegas. Quem vem do liceu de Lamego, onde fizera o 1º ano, não é para bater palmas de contentamento. Mas não é que, ao fim de dias, até gostei? Nós, as crianças, temos a grande capacidade de adaptação e de ultrapassar certos contratempos. Em breve éramos todos amigos, comunicativos, endiabrados também, mas sobretudo unidos. Com peripécias pelo meio, como adiante contarei. Como todos os dias iam chegando mais e mais alunos transferidos de outros estabelecimentos de ensino e a tal salita não esticava, passámos doravante a ter aulas numa sala do Solar dos Coutinhos, onde hoje funciona a repartição de finanças. Só no ano seguinte, já no 3º ano (hoje

7º) é que fomos inaugurar o novo e tão afamado Colégio de Penedono. Retomando o fio da descrição anterior e ainda nos espaços antigos, o recreio era no largo da Devesa, diferente do atual. Havia um tanque, sempre cheio de água, onde costumávamos brincar amiudadas vezes. Um dia, ao brincarmos às apanhadas, (creio que ainda hoje os mais novatos praticam) aconteceu o episódio mais marcante da minha vida estudantil e que iria influenciar para sempre o meu futuro. Numa dessas brincadeiras, em correrias desenfreadas, estava uma colega parada junto a esse tanque, sendo

O Pilriteiro “apanhada”quando lhe tocassem nas costas. Como ela não me tinha visto eu, com grande rapidez, dou-lhe a tal pancada. Mas, oh! Deus do Céu! Ou que a pancada fosse com mais força, ou que ela estivesse pouco segura, aconteceu o imprevisível! Mergulhou no tanque! Daria para rir, não? Foi um drama! O tanque era ainda fundo e foi puxada por uma colega. Parecia um pinto a pingar por todos os lados. Não queiram imaginar o que me sucedeu! As colegas lançaram-se a mim como feras vociferando o que nenhum ser humano gostaria de ouvir. Bem tentava explicar que não o tinha feito propositadamente, mas o “ bullying”(já existia naquele tempo) estava em curso e nada parecia apaziguá-lo. Entretanto, fomos com ela a casa para trocar de roupa e a cena, já de si tão má, passou a dramática! Ao mesmo tempo que mudava a roupa, a mãe batia-lhe, ela chorava e as colegas continuavam a culpar-me. Senti-me ostracizada, indefesa, só e triste. Se já tivesse estudado Camões, teria pensado:”…o dia em que eu nasci morra e pereça.” Foi então que, num momento mágico, se ergueu uma voz, segura e desafiadora, calma e serena, de onde menos se esperava, a mesma que até há pouco poderia ter morrido afogada e, em tom recriminatório diz: “ Deixai a Lena! Ela não o fez de propósito! Aconteceu! Eu também não estava muito segura!” Ah! Leitores graúdos e de palmo e meio, não sabereis nunca o que eu senti naquele momento! Foi como se tivesse subido ao céu, descarregasse a pesada cruz e voltado à terra, limpa de todos os pecados, mesmo o que não cometera. Uma profunda emoção me invadiu e nesse instante nasceu uma bela amizade, uma amizade bem molhada que cresceu e se perpetuou até aos dias de hoje. Seu nome é Elisa Martins Lopes. É de Penedono. É amada por todos os colegas. Tem um coração de ouro. Foi, é e será sempre a melhor amiga! Sem desprimor para todas as outras com as quais fomos igualmente amigas. Seguimos percursos idênticos, ligados ao ensino. Ela, professora de português /francês e eu professora do 1º ciclo. Que este exemplo sirva para inspirar alguém vítima de”bullying”. Que haja vozes a levantar-se contra os fracos e injustiçados. Uma palavra, um sorriso podem operar milagres e, muitas vezes, bastará. Alguém um dia disse: “Um sorriso não custa nada a quem o dá e enriquece quem o recebe.”


O Pilriteiro

março de 2012

TESTEMUNHO: ANTIGA DIRETORA DO COLÉGIO DE PENEDONO Maria do Carmo Rua

F

e entusiasmo próprias da inexperiência. Começámos em 1962 por funcionar em duas salas contíguas à farmácia. Logo no primeiro ano contei com 8 alunos, apresentando-os a exame em Lamego e conseguindo 4 deles obter 20 valores na disciplina de Matemática. A fama dos resultados espalhou-se como o vento frio da serra do Sirigo e recebi alunos de todas as vilas e lugares à volta de Penedono, de Vila Nova de Foz Côa à Pesqueira, de Tabuaço, Trancoso e Meda. Enquanto se implementava o projecto da autoria dum arquitecto do Porto, cujo nome se me escapa neste momento, ainda tivemos aulas no Solar dos Coutinhos, dado que o número de alunos não parava de aumentar. Muitos dos alunos que nos chegavam começavam no 3º ano (actual 7º ano) depois de terem assistido à tele-escola. Para o desenvolvimento deste projecto contei com a preciosa ajuda do meu Pai, que napensou Escola de mais Penedono no local adequado e contactou a Câmara para a compra do mesmo e do meu irmão António, que encontrou o desenhador do edifício e financiou a compra do espaço e a sua construção. Os Professores Inicialmente o corpo docente foi formado por mim própria, pelo meu marido e por alguns clérigos, uma vez que à data ninguém queria deslocarse para tão longes terras para ensinar.

25

Mais tarde foram contratados professores no Porto para lecionarem sobretudo línguas (Inglês e Francês). As crianças pagavam uma mensalidade, que era cerca de 100$00/mês (50 cêntimos) mas aqueles que não tinham possibilidade financeira mas demonstravam empenho não deixavam de o fazer por não poderem pagar. Após o horário lectivo normal, eram organizados estudos no salão de minha casa (uma espécie de ATL da altura), uma vez que nas casas de muitos alunos ainda não existia luz eléctrica e não havia condições para eles estudarem. Alguns ficavam durante meses em Penedono, hospedados em quartos e outros, como os habitantes da Granja, percorriam a pé, com chuva, neve e sol, os quilómetros que os separavam da nossa vila. O Colégio tinha uma lotação autorizada de 170 alunos, mas excedia muitas vezes esse número e chegou a atingir os 500 alunos, em 1975, com o regresso dos retornados do Ultramar. Após o 25 de Abril de 1974, as instalações foram cedidas ao Estado para lecionar os 3º, 4º e 5º anos (7º/8º e 9º anos), sem qualquer contrapartida financeira. Algumas salas foram reservadas para mim, para as aulas do 2º ciclo, aí sim, através de Contrato de Associação com o Ministério de Educação. Em 1980 deixei a totalidade do Colégio entregue ao Estado, com todo o seu recheio e sem nunca ter recebido nada em troca. Foi um empreendimento ambicioso, como referi, fruto da falta de experiência, mas também duma ainda maior preocupação em fazer alguma coisa pelos jovens da zona. Foi, no entanto, um projecto enriquecedor em termos pessoais e o resultado da boa vontade de muitos que se empenharam em o fazer crescer - os pais da crianças que depositaram em mim a confiança unilateral para educar e instruir os seus filhos, um conjunto de clérigos que apostaram na formação dos jovens, e gostaria de referir em especial o Padre Francisco Guilherme Pinto e o Padre Manuel da Fonseca, do meu Pai, para quem o bem-estar das gentes de Penedono era sempre uma preocupação, do meu irmão António que sempre me ajudou financeiramente e da população de Penedono, em geral, que compreendia as minhas idas e vindas entre a farmácia e o colégio. E gostaria ainda de referir também a compreensão dos meus filhos que me apoiaram sem reservas e que nunca se queixaram das ausências da mãe, ocupada que estava em cuidar dos filhos dos outros.

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

oi-me pedido para escrever umas breves linhas sobre o início do Colégio de Penedono, do qual fui directora até 1980, data em que passou a ser totalmente dirigido pelos serviços do Ministério de Educação. Terras do demo Antes de referir a razão para a sua criação em 1962, é da maior importância situarmo-nos no espaço onde a ideia da criação dum colégio surge. Aquilino Ribeiro chamou à terra onde nasceu (CarregalSernancelhe) e às terras irmãs que ficavam na sua vizinhança as “Terras do Demo”, e chamou-as assim pela simples razão de, à época, ser tão escasso o pão, de ali não medrarem vides. Chamou-as assim porque as terras eram agrestes, porque o chão era duro de lavrar, porque o sol queimava as frontes no tempo de Verão, porque a neve e a geada mal deixavam as árvores florir. Este era o local onde não havia onde estudar após a antiga 4ª classe (actual Alexandre 1ºO ciclo) e onde surgiu a Pascoal ideia de criar um espaço onde as crianças de então pudessem prosseguir os estudos, sem terem que se deslocar a terras como Lamego ( como eu própria o fiz) ou Viseu ou Coimbra. E este plano surge na cabeça de meu Pai, Cesarino Rua, que pede a meu irmão António para o concretizar. Como eu tinha vindo do Porto e dirigia a Farmácia Rua, fui envolvida no projecto que desenvolvi com ingenuidade, carolice

Colégio


26

Clubes

março de 2012

O Pilriteiro

Clube de Ciências Prof. Manuela Aguiar OBJETIVOS: - Estimular nos alunos o interesse pelas Ciências. - Incutir nos alunos hábitos de investigação. - Planificar pequenas experiências. - Transmitir conhecimentos científicos. - Adquirir e consolidar saberes e práticas que permitam lidar

com

situações

quotidianas

que

envolvam

conhecimentos científicos ou produtos tecnológicos. - Desenvolver atitudes de persistência, rigor, gosto pela pesquisa, autonomia, cooperação e respeito pelos outros. - Combater o insucesso escolar, através da motivação para a aprendizagem e do desenvolvimento de capacidades Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

cognitivas. - Estimular a cooperação, a autodisciplina, o prazer de aprender e de comunicar, elevando a autoestima dos alunos. - Ocupar o tempo livre dos alunos. - Tornar a escola mais atrativa.

ATIVIDADES: - Análise e discussão das regras de segurança no laboratório. - Identificação do material de laboratório. - Planificação de atividades experimentais de Física e Química para encontrar respostas a problemas do dia a dia. - Realização de atividades experimentais de Física e Química no laboratório. - Construção de caleidoscópios e de um cabide. - Jogar jogos didáticos sobre Ciência. - Participar na atividade “Laboratório Aberto”.

ALGUMAS OPINIÕES DOS ALUNOS: - “O clube é fixe e interessante”. - “Dá para fazer experiências e aprender coisas novas”. - “Gosto do clube, mas podíamos fazer ainda mais experiências”.

Fotos e protocolo da experiência “Pasta de dentes para elefantes”

Material: Erlenmeyer, espátula e tina. Reagentes: água oxigenada, detergente, iodeto de potássio. Procedimento experimental: - Coloca um erlenmeyer numa tina. - Coloca no erlenmeyer a mesma quantidade de água oxigenada e detergente. - Adiciona, com a espátula, um pouco de iodeto de potássio ao erlenmeyer. - Observa o que vai acontecer!


O Pilriteiro

março de 2012

Desporto

27

DESPORTO ESCOLAR

I

Corta-Mato em Vila Real

RESULTADOS

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

niciámos o 2º período com a participação no Corta – Mato realizado em Vila Real. “No dia 1 de Fevereiro, realizou-se o corta-mato em Vila Real. A viagem para Vila Real e de regresso foi muito boa e com muita animação! Conseguimos alcançar bons resultados, com o esforço de todos. No nosso escalão (Iniciadas Femininas), a 1ª classificada foi a aluna Ana Cláudia Paulo e a 2ª classificada foi a aluna Bruna Castro. Nos iniciados masculinos, tivemos o aluno Telmo Terêncio no 1º lugar. Estes foram os alunos que conseguiram subir ao pódio pela Escola de Penedono. Por equipas, as Iniciadas Femininas conseguiram ficar em 3º lugar. Representámos a nossa escola com muito orgulho e esforço! No futuro, esperamos continuar assim ou ainda melhor. E, por fim, queríamos fazer um agradecimento muito especial ao professor Rui Coelho, porque sem ele não conseguiríamos alcançar esta classificação.” Texto escrito por: Bruna Castro 6ºC, Cláudia Paulo 8ºB, Luana Santos 8ºB, Paula Fonseca 8ºB


28

Desporto

março 2012

O Pilriteiro

DESPORTO ESCOLAR Corta-Mato em Vila Real

O

torneio de Basquetebol, Compal Air 3x3, teve jogos bastante equilibrados e com algumas surpresas. Os vencedores vão representar a Escola em Moimenta da Beira no 3º período.

Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, “O Magriço”

Equipas vencedoras masculinas: 7ºB – Os Terríveis João Santos Edgar Neto José Paulo João Saraiva 9ºA – Quarteto Fantástico Micael Anciães João Brás Miguel Pacheco João Pereira Equipas vencedoras femininas: 6ºB – Xu-Xu Maravilha Madalena Martins Mariana Martins Tânia Sertório Débora Sousa 8ºB – S.A.M.A. Alexandra Martins Sara Romão Ana Paula Mariana Amaral 9ºA – The First Ana Rita Catarina Gonçalves Ana Cachinho Rafaela Borges Sónia Sertório

N

o Mega Sprint realizado no dia 9 de fevereiro, o equilíbrio foi nota dominante. Os saltadores, os sprinters e os quilometristas estiveram todos em grande nível. Classificação geral feminina: Infantis A - 1º lugar – Rute Azevedo – 5º B Nº 20 - 2º lugar - Gabriela Costa – 5º A Nº10 - 3º lugar - Beatriz Aguiar – 5º B Nº 2 Infantis B - 1º lugar-Madalena Martins–6ºA Nº7 - 2º lugar - Cristina Castro – 6º C Nº 4 - 3º lugar-Micaela Pacheco – 6ºB Nº 10 Iniciadas - 1º lugar - Ana Cláudia - 8º B Nº 3 - 2º lugar - Bruna Castro – 6ºC Nº 3 Juvenis - 1º lugar - Mónica Azevedo – Cef CAB Classificação geral masculina: Infantis A - 1º lugar-Samuel Ferreira–5ºA Nº 21 - 2º lugar - Bruno Santos – 5º B Nº 6 - 3º lugar - Fábio Anciães – 5º A Nº 7 Infantis B - 1º lugar - Pedro Gomes – 7º A Nº 13

- 2º lugar - Telmo Terêncio - 6º A Nº 17 - 3º lugar - Fernando Martins – 5º A Nº 13 Iniciados - 1º lugar - Miguel Pacheco – 7º B Nº 16 - 2º lugar - João Santos – 8º B Nº 12 - 3º lugar - Daniel Delgado – 7º B Nº 4 Juvenis - 1º lugar - Gabriel Pereira – 6º C Nª 6 - 2º lugar-Bruno Fonseca–CefCAB Nº 3 - 3º lugar-Rui Gregório–Cef CAB Nº 10

M

ega Sprint (40 m em velocidade)

Classificação geral feminina: Infantis A - 1º lugar - Beatriz Aguiar – 5º B Nº 2 - 2º lugar – Rute Azevedo – 5º B Nº 20 - 3º lugar - Gabriela Costa – 5º A Nº10 Infantis B - 1º lugar- Micaela Pacheco–6º B Nº 10 - 2º lugar - Cristina Castro – 6º C Nº 4 - 3º lugar - Tatiana Frias – 6º C Nº 11 Iniciadas - 1º lugar - Ana Cláudia - 8º B Nº 3 - 2º lugar - Bruna Castro – 6ºC Nº 3 - 3º lugar - Paula Fonseca – 8ºB Nº 23 Juvenis - 1º lugar-Magda Martins–CefCAB Nº8 - 2º lugar - Ana Fonseca - 7º B Nº 2 - 3º lugar - Mónica Azevedo – CEF Cab Classificação geral masculina: Infantis A - 1º lugar- Samuel Ferreira–5ºA Nº 21 - 2º lugar - Bruno Santos – 5º B Nº 6 - 3º lugar - Rui Teixeira – 5º B Nº 19 Infantis B - 1º lugar - Telmo Terêncio–6ºA Nº 17 - 2º lugar - André Pacheco – 6º B Nº 1 - 3º lugar - Ruben Martins – 6º A Nº 13 Iniciados - 1º lugar - José Folecho – 8º A Nº 13 - 2º lugar-Miguel Pacheco – 7º B Nº 16 - 3º lugar - Joel Ferreira – 8º B Nº 14 Juvenis - 1º lugar-Bruno Fonseca–CefCAB Nº 3 - 2º lugar - Gabriel Pereira – 6º C Nº 6 - 3º lugar - Bruno Marra – Cef CAB

NATAÇÃO O Grupo de Natação deslocou-se à piscina de S. João da Pesqueira, participar no I Encontro da Modalidade. Os nadadores da escola conseguiram nos vários estilos boas marcas.

M

ega Km (1000 m)

Classificação geral feminina: Infantis A - 1º lugar - Gabriela Costa – 5º A Nº10 - 2º lugar – Rute Azevedo – 5º B Nº 20 - 3º lugar - Beatriz Aguiar – 5º B Nº 2 Infantis B - 1º lugar-Micaela Pacheco – 6ºB Nº 10 - 2º lugar - Cristina Castro – 6º C Nº 4 - 3º lugar - Rute Formoso - 5º A Nº 20 Iniciadas - 1º lugar - Ana Cláudia - 8º B Nº 3 - 2º lugar - Luana Santos - 8º B Nº 16 - 3º lugar - Bruna Castro – 6º C Nº 3 Classificação geral masculina: Infantis A - 1º lugar - Rui Teixeira – 5º B Nº 19 - 2º lugar - Luis Cachinho – 5º A Nº 12 - 3º lugar – André Mateus – 5º B Nº 4 Infantis B - 1º lugar - Telmo Terêncio– 6ºA Nº 17 - 2º lugar - André Pacheco - 6º B Nº 1 - 3º lugar – Diogo Almeida – 5º B Nº 11 Iniciados - 1º lugar - Alexandre Silva – 7º A Nº 1 - 2º lugar - Rui Silva – 8º A Nº 17 - 3º lugar - Micael Anciães – 9º B Juvenis - 1º lugar - Hugo Ramos - CEF Cab Nº 7 - 2º lugar - Gabriel Pereira – 6º C Nº 6 - 3º lugar - Fábio Castro – CEF Cab Nº 6

N

o dia 5 de Março, realizou-se em Vila Real, na pista da UTAD o Mega Sprinter fase CLDE. A escola foi muito bem representada. Os nossos alunos estão de parabéns.

O Pilriteiro - Março 2012  

Jornal Escolar do Agrupamento de Escolas Álvaro Coutinho, O Magriço - Pendono. Edição de março de 2012

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you