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FACULDADE TEOLÓGICA NACIONAL

DISCIPLINA

DOUTRINAS BÍBLICAS


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância CONCEITO GERAL

INTRODUÇÃO

Este Livro tem a finalidade de expor o mais simples do fundamento da fé cristã. A palavra "doutrina" significa ensinamento. E nessas poucas páginas sintetizamos o maior número possível de doutrinas bíblicas. Procuramos escrever de maneira simples e bem clara os ensinos, sempre bem acompanhados de versículos bíblicos. Em nenhuma doutrina frisamos nossas idéias particulares, mas usamos a Palavra para expor a mais límpida verdade. Acreditamos que existem verdades cristãs que devem estar na mente e

Imagem meramente ilustrativa.

coração de cada autêntico servo de Deus.

A simplicidade desse trabalho é proposital, visto que nesses últimos dias muitos estão se esquecendo da simplicidade que há no verdadeiro evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que a graça do Senhor nos ajude e que cresçamos nela com a ajuda do Espírito Santo. Lembrando sempre a exortação paulina: "Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne" (Cl.2:20-23).


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância A DOUTRINA DA TRINDADE Trindade: 1)

O monoteísmo é uma verdade;

2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade. Portanto, temos um únicoDeus, mas trêspessoas. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Dt 6.4; Mc 12.29-32). O apóstolo João, conhecido como apóstolo do amor, diz no Evangelho escrito por ele: Ora a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17.3). João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo, deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, neste versículo a expressão Deus Verdadeiro está claramente associada à pessoa do Pai. Na declaração do Senhor Jesus o Pai é o único Deus Verdadeiro. Porém, o mesmo João que escreveu o Santo Evangelho que leva o seu nome, escreveu também na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20: Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: Ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna. Podemos observar que o mesmo João que escreveu no Quarto Evangelho, foi o autor da 1ª Epístola a que referimos. Assim sendo, ele atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como à pessoa do Filho. Esses textos são provas explícitas de que o apóstolo João conhecia a Unidade Composta de Deus, ou seja, a unidade de essência de Deus como sendo único e verdadeiro composto por pessoas, neste caso: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, de maneira alguma, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor (2 Jo 1.3). Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (1 Jo 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.3,4), e, em Isaías capítulo 43 versículo 10 e 11 lemos: Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá .Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador; se existem três pessoas chamadas na Bíblia de Deus


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância Verdadeiro e ela não admite outro deus ou Deus, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade ou somos obrigados a admitir um politeísmo barato, insuportável e grosseiro. O Unicismo (Movimento que nega as pessoas da Trindade. Também chamado “só Jesus”.) tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria das três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo. Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que são pessoas distintas e não meras manifestações (Jo 1.1-3; 8.16-18; 15.26). O apóstolo João diz: Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22). Embora esses versículos foram escritos para proteger a Igreja do gnosticismo, nos ensina que não podemos negar a personalidade das pessoas. Quem nega que Jesus é o Cristo, quem nega a personalidade do Pai e a personalidade do Filho é classificado como mentiroso, contrário a Cristo, já que negar essas verdades bíblicas são características da doutrina do espírito do anticristo e não do cristianismo ortodoxo. Algumas seitas por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, criaram uma teoria “racionalista paradoxal” negando a divindade de Cristo e a pluralidade na unidade divina (1 Tm 3.16). Assim desenvolveram um sistema doutrinário peculiar, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas Poderosa, chamada de Jesus. Esse ensino caiu de vez no politeísmo, ou seja, a crença em duas ou mais divindades. Algo que é impensável na fé cristã monoteísta. Bem diz o Credo Niceno ou Atanasiano: Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa, por si mesmo como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião católica (universal) de dizer: Existem três deuses ou três senhores. A crença num Deus eternamente subsistente em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo contemplam a realidade bíblica sem ferir o monoteísmo ético. Não enveredamos para o politeísmo nem para a negação das pessoas. Assim, a doutrina da Trindade não é irracional e antibíblica como querem os grupos não ortodoxos, mas é plenamente bíblica e verdadeira. Temos, porém, de ter em mente que as seitas arianas não conseguem dissociar a palavra Deus do Pai. Todas as vezes que dizemos que Jesus é Deus, elas, no seu complexo sistema de entendimento, acusam a idéia de que estamos confundindo o Pai com o Filho. As seitas arianas precisam entender que quando estamos falando de que Jesus é Deus, não estamos dizendo que Jesus é o Pai que seja o Espírito Santo. Mas o sistema de entendimento desenvolvido por essas seitas não permite esse raciocínio, e a primeira coisa que ouvimos delas quando falamos que Jesus é Deus, são as seguintes indagações: “Se Jesus é Deus então Ele orou para si mesmo? Se Jesus é


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância Deus então o céu ficou vaziou quando Ele veio a terra? Se Jesus é Deus então Deus morreu?” Tudo isso porque elas confundem as pessoas da divindade. Essas perguntas das seitas arianas devem direcionar para os unicistas e não para os que acreditam na Trindade. Já que a Trindade são três Pessoas em unidade divina, daí o motivo de qualquer das três Pessoas poderem ser chamadas de Deus. Outro problema levantado pelas seitas que rejeitam a doutrina da Trindade é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina. Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim, essas seitas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade, apenas provam sua outra natureza, a humana. Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o Filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (1 Tm 2.5) e verdadeiro Deus (1 Jo 5.20). No importante documento intitulado Tomo de Leão, que foi bispo de Roma (440-461) parte III diz: Assim, intactas e reunidas em uma pessoa às propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convêm à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer... e na parte IV diz: Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza se fez visível na nossa, Ele que é incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou as leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo de o Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que épróprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro se submete às


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância injúrias.Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênerohumano... Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu ou “Eu e o Pai somos um Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória... O autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitáriosestão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE A TRINDADE Finalmente, declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque: Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõe a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.46; 1 Co 12.4-6; 2 Co.13.13; Nm 6.24-26); Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; 1 Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6); Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Êx 20.2-3; Is 43.10-11); Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus todopoderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus todo-poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar à das testemunhas-de-Jeová: Jeová, o Deus Todo-Poderoso e Jesus, o deus poderoso; Não aceitamos o critério da razão para conceber a divindade, já que Deus não é concebido por meio de um raciocínio humano, nem por uma demonstração matemática. Deus não é fruto da inteligência da carne, Ele é Deus de mistério (Is 45.15; 1 Tm 3.16); Se o Cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventando religiões. Como poderíamos?


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância Estamos lidando com fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos! (C. S. Lewis).

QUADRO DEMONSTRATIVO DA TRINDADE DE DEUS DEUS PAI

DEUS JESUS CRISTO

DEUS ESPÍRITO SANTO

Pai Onipresente, Jr.23:24 Filho Onipresente,Mt.28:20

E. S. Onipresente, Sl.139:7

Pai Onipotente, Gn.17:1

Filho Onipotente, Mt.28:18

E. S. Onipotente, Lc.1:35

Pai Onisciente, IPd.1:2

Filho Onisciente, Jo.21:17

E. S. Onisciente, I Cor.2:10

Pai o Criador, Gn.1:1

Filho o Criador, Jo.1:3

E. S. o Criador, Jó 33:4

Pai o Eterno, Rm.16:26

Filho o Eterno, Ap.22:13

E. S. o Eterno, Hb.9:14

Pai o Santo, Ap.4:8

Filho o Santo, At.3:14

E. S. o Santo, IJo.2:20

Pai Santificador,Jo.10:36 Pai o Salvador, Is.43:11

o Filho o Hb.2:11

Santificador, E. S. IPd.1:2

Filho o Salvador,IITm.1:10

o Santificador,

E. S. o Salvador, Tt.3:5

"Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um" (IJo.5:7) - Tradução Almeida Revista e Corrigida.

A DOUTRINA DE CRISTO - CRISTOLOGIA Jesus de Nazaré transformou o mundo. Jamais houve e jamais haverá alguém como Ele. Ele é o tema de mais livros, peças, poesias, filmes, e manifestações de adoração do que qualquer outro homem na história da humanidade. Ele dividiu a história humana em a.C. e d.C. – "antes e depois de Cristo".


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância Ler as Suas palavras cuidadosamente – comparando-as com as de Maomé, Buda, e os escritos hindus, ou de qualquer outro líder religioso – é ficar atônito diante do seu poder e singularidade. Os que O ouviram, perguntaram surpresos: "Donde lhe vêm esta sabedoria e poderes miraculosos?" (Mt 13.54). Observar o que Ele fez é convencer-se intuitivamente das afirmações básicas da fé cristã.

Tudo de bom que o cristianismo fez ao mundo é resultado da influência de Jesus. Mas, quem era esse homem? As Escrituras hebraicas predisseram com séculos de antecedência a vinda de um Messias divino para toda a humanidade, e Jesus é o cumprimento dessas profecias. Veja o que a Bíblia diz sobre Ele: § Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito (Colossenses 1.15);

de toda a criação

§ Porque aprouve a Deus que, em Jesus, residisse toda a plenitude (Colossenses 1.19); §

Jesus é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1.17);

§

Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2.9);

§ Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito [Jesus], que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18); § Jesus é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder... (Hebreus 1.3); § Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2.3); § O Verbo [Jesus] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (João 1.10);


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§ O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se manifestou... Isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Colossenses 1.26,27); § Jesus se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção (1 Coríntios 1.30); §

Jesus é a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem (João 1.9);

§ Deus, o Pai, constitui ao Filho, Jesus, herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo (Hebreus 1.2); §

Jesus é o Mediador da Nova Aliança... (Hebreus 12.24);

§

Jesus é o Autor e Consumador da fé... (Hebreus 12.2);

§

Em Jesus temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.14);

§ Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5); § Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6).

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO A Bíblia nos informa que o Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade, um ser pessoal, inteligente, com vontade e determinação próprias: Ele sonda as coisas profundas de Deus Pai - I Cor.2:10; Ele fala - Mt.10:20; At.8:39; At.10:19,20; At.13:2; Ap.2:7; Ele ensina - Lc.12:12; Jo.14:26; I Cor.2:13; Ele conduz e guia - Jo.16:13; Rm.8:14; Ele intercede - Rm.8:26-28; Ele dispensa dons - I Cor.12:7-11; Ele chama homens para o seu serviço - At.13:2; At.20:28; Ele se entristece - Ef.4:30; Ele dá ordens - At. 16:6,7; Ele ama - Rm.15:30;


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Ele pode ser resistido - At.7:51. Vemos claramente que o Espírito Santo é uma pessoa. Isso é fato!

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO O batismo com o Espírito Santo ocorre quando um cristão é cheio do Espírito (Ef.5:18) e vivencia uma manifestação sobrenatural de Deus (At.1:5,At.2:4, I Cor.14). Todo cristão deve buscar a experiência com o Espírito de Deus, pois quem se relaciona com Ele ora melhor e edifica a si mesmo (I Cor.14:4). A experiência de comunhão com o Espírito Santo era uma prática procurada e vivenciada no dia-a-dia da Igreja primitiva (At.2:4, 4:31, 8:15-17, 10:46, 11:15-16; ICor.14:13-14...). Ser cheio do Espírito Santo é uma experiência contínua para o resto da vida.

ORAR AO ESPÍRITO OU NO ESPÍRITO O apóstolo Paulo explicou com exatidão qual a tarefa do Espírito Santo na oração: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26). Somos exortados em Efésios 6.18: "...com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos." Orar "no Espírito" é algo bem diferente do que orar ao Espírito! Pois, no fundo, "orar no Espírito" significa simplesmente: orar através do Espírito de Jesus! E isso, significa, conforme Sua orientação, que podemos e devemos aproximar-nos do Pai em nome de Jesus, na certeza de que Deus atende à oração!


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância A DOUTRINA DA SALVAÇÃO

A salvação do homem é o sublime tema de toda a Bíblia. O objetivo de Deus foi e sempre será redimir a sua mais ilustre criatura, o homem. O homem que Deus formou era diferente de todos e de tudo que havia sido criado. Ele possuía um espírito e ao mesmo tempo tinha uma alma por onde tomava as decisões. O homem foi criado com liberdade perfeita e tinha a opção de escolher o que lhe melhor parecia. A Bíblia nos fala de duas árvores que havia no jardim do éden; “... bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal"(Gn.2:9). Aqui estava a grande opção do homem; a vida eterna, comendo a árvore da vida ou a morte, comendo a árvore do bem e do mal. A árvore escolhida pelo o homem foi a do bem e do mal, ou seja, ele optou por viver independentemente do seu criador (Gn.3:6). A partir da queda do homem é dado início no mais fenomenal romance entre o grande Deus amoroso e sua criatura rebelde (Gn.3:15). Por toda história bíblica é nos mostrado o esforço do Senhor em aproximar-se da sua criatura. O derradeiro ato de salvação conclui-se na manifestação do Verbo de Deus (Jo.1:1-3), o Senhor Jesus e o seu grande gesto de amor - A MORTE NA CRUZ DO CALVÁRIO E A SUA RESSURREIÇÃO AO TERCEIRO DIA (Mc.15:21-32, Mc.16:9). A partir da morte e ressurreição de Cristo na cruz a porta da salvação abriu-se a todos os homens (Jo.14:6) hoje só precisamos aceitar o Senhor Jesus Cristo (Jo.1:12) como nosso salvador, pois a nossa dívida foi paga (Cl.2:14) e a nossa redenção concluída (Ef.1:7). Leiamos: - "e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo" (Lc.1:69). - "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus"(Jo.1:12). - "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo" (I Ts.5:9). SOBRE A SALVAÇÃO Salvar significa: "Livrar do perigo" e Salvação é o ato de salvar (Boyer). 1) - A salvação procede de Deus para o homem (Rm.6:23). 2) - Só em Jesus Cristo há salvação,(At.4:12). 3) - A salvação é obtida pela Graça ou favor imerecido da parte de Deus e não por obras humanas (Ef.2:8-9). 4) - A salvação abrange o espírito, alma e corpo do homem (I Ts.5:23).


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância 5) - A salvação tem alcance eterno (Hb.5:9). 6) - A salvação pode ser perdida (Jo.15:6, Cl.1:23, I Cor.15:2, Hb.2:3, Hb.3:14, Hb.10:38, I Jo.1:7). 7) - A salvação é operada pela fé em Cristo (Mc.16:16). PODEMOS TER A CERTEZA DA NOSSA SALVAÇÃO E DA VIDA ETERNA? Embora algumas denominações cristãs ensinem que a nossa salvação só será confirmada no dia da ressurreição (esses acreditam no sono da alma), a Bíblia nos mostra o contrário e nos garante a salvação, leiamos: "Quem crê no Filho tem a vida eterna" (Jo.3:36). "Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida"(Jo.5:24). "Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas" (I Tm.6:12). "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida"(I Jo.5:12) "Tomai também o capacete da salvação..." (Ef.6:17). "alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas" (I Pe.1:9). Pelos textos apresentados podemos ter certeza que estando em Cristo (II Cor.5:17) a nossa salvação é garantida. Muitos servem a Deus sem essa certeza, mas quando passamos a entender a Palavra vivemos nessa convicção de que somos salvos por nosso Senhor. Aleluia!


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A DOUTRINA DO BATISMO

A palavra "Batismo" significa imergir, ou seja, o batismo é realizado por imersão (Mt.3:16, At.8:38). A ordenança do batismo saiu dos lábios de Jesus e todos os que verdadeiramente acreditam no Senhor têm a alegria de cumpri este mandamento: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt.28:19). Imagem meramente ilustrativa

A FÓRMULA DO BATISMO Alguns argumentam que o batismo tem que ser feito só em nome de Jesus, mas afirmar isso acerca da fórmula batismal é uma prova de falta de conhecimento Bíblico e teológico. Quem pensa assim criou uma fórmula que não existe modelo nas Escrituras. A menção do batismo em nome de Jesus (Atos 2:38; 8:16; 10:48 e 19:5) encontra-se em passagens que não tratam da fórmula batismal, e, sim, de atos ou eventos feitos em nome de Jesus, pois tudo o que é feito em nossas vidas é em nome de Jesus. Veja o que diz o apóstolo Paulo em Colossenses 3:17: "E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". O cristão quando se reúne, se reúne em nome de Jesus; Quando louva a Deus com cânticos, louva em nome de Jesus; Quando apresentamos uma criança, apresentamos em nome de Jesus;... e quando realizamos um batismo, realizamos em nome de Jesus, mas de acordo com a fórmula dada por Cristo: "Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo" (Mt.28:19). Os textos do livro de Atos só nos mostram essa realidade e não uma fórmula batismal, veja: Atos 2:38 - "Em nome de Jesus Cristo"; Atos 8:16 - "em nome do Senhor Jesus". Se essas passagens revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois qualquer fórmula é padronizada. O que a Palavra está dizendo é que as pessoas eram batizadas na autoridade do nome do Senhor Jesus, mesmo porque não é possível que Pedro, pouco tempo depois da ordem de Jesus, em Mateus 28:19, agisse de modo tão diferente, alterando a fórmula batismal. O BATISMO SALVA E PURIFICA O HOMEM DO PECADO? É uma ordenança de Jesus O batismo é uma ordenança clara de Jesus para todo aquele que nele crê:


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“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19) O batismo não serve para purificação do pecado do homem, o que purifica o homem do pecado é o poder que há no sangue de Jesus. (1 João 1:7) O batismo se torna requisito de salvação para todo aquele chamado, para a obra do evangelho. (Marcos 16:16) O batismo tem como objetivo a morte do velho homem, para que o corpo de pecado seja destruído, para que juntamente com Jesus possamos viver uma vida nova. (Romanos 6:2-7) Muitos usam o ladrão da cruz para justificar a salvação sem o batismo, mas a bíblia não diz que o mesmo foi batizado ou não. Temos o exemplo em que a bíblia nos diz que todo aquele que confessar a Jesus Cristo como Senhor e salvador será salvo, onde podemos ver a salvação em forma de confissão. (Romanos 10:9) Trazendo uma linha de raciocínio que é a salvação pela confissão e para todo aquele que não teve tempo de se batizar, e nem foi separado para a obra do evangelho.

QUEM DEVE SER BATIZADO? Os que devem passar pelas águas do Batismo são aqueles que creram na Palavra, se arrependeram dos seus pecados e querem viver uma nova vida (Mc.16:16, At.2:38, Rm.6:4). As crianças estão isentas dessa ordenança, pois dos tais é o Reino de Deus (Mt.19:14).

O QUE SIMBOLIZA O BATISMO? “... que também agora, por uma verdadeira figura, o batismo..." (I Pe.3:21). "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte..." (Rm.6:4). O batismo é uma figura do que acontece com as nossas vidas. Éum símbolo da nossa morte e ressurreição com Cristo, pois Jesus morreu por nós e, pela fé, nós morremos com ele naquela cruz. Hoje vivemos em novidade de vida, por termos crucificado o nosso velho homem (Gl.2:19-20).


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A DOUTRINA SOBRE A IGREJA DE JESUS CRISTO “... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt.16:18). Entendemos que o significado amplo da terminologia “Igreja” seja: "Os chamados para fora (do mundo) para serem santos (separados)". No N.T., o termo designa o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Ef.2:19), com o propósito de adorar a Deus (Jo.4:23-24). A palavra Igreja pode referir-se a uma Igreja local (Mt.18:17, At.15:4) ou à Igreja no sentido universal (At.16:18, At.20:28, Ef.2:21-22). A Igreja é composta por filhos de Deus através de Jesus Cristo (Jo.1:12) que irá morar nos céus com o Ele (Hb.12:23). Veja que o texto de Hebreus diz: "igreja dos primogênitos inscritos nos céus", a palavra "primogênitos" está no plural indicando que todos os filhos de Deus compõem a Igreja que está nos Céus. TODOS OS QUE ACEITAM A JESUS COMPÕEM A IGREJA QUE VAI PARA O CÉU "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo.1:12). "Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb.12:22-23). "e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à Igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas" (Ef.1:22). "..., saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade" (I Tm.3:15). "mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança" (Hb.3:6). A compreensão dos textos acima é simples. Você aceita a Jesus Cristo como seu Salvador e se torna filho de Deus. Ao tornar-se filho, você é transformado em casa de Deus, em morada do Espírito Santo (I Co.3:16) e sendo "casa de Deus" você é automaticamente a Igreja de Jesus Cristo na Terra. Essa Igreja representa o corpo do Senhor movendo-se na terra e fazendo a obra do Pai. É lógico que quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja (Jo.14:1-3, I Ts.4:13-18), Ele não vai levar uma parte do seu corpo e deixar a outra, mas como disse Paulo; "estaremos com Ele" (Fp.1:23). Naquele dia será uma grande festa entre o noivo e a sua "Igreja noiva" (II Co.11:2, Ef.5:23-27).


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O Apóstolo Paulo escreveu a maior parte das epístolas do N.T. e nunca fez separação entre o povo que servia a Deus, mas sempre chamava todos os servos de Deus de Igreja de Jesus e mostrava a certeza de um dia estarmos com o Senhor, por isso seja fiel e esteja pronto para o toque da trombeta. (leia: Rm.16:16, I Co.1:2, I Co.16:19, II Co.1:1, Gl.1:2, Cl.4:15, I Ts.1:1, II Ts.1:1, I Tm.3:5, I Tm.5:16, Fp.1:2).

A MISSÃO DA IGREJA DE JESUS CRISTO A missão da Igreja no mundo é continuar a passar o amor de Jesus que uma vez foi expresso na Cruz do Calvário. Por isso foi nos dito: "...Portanto ide..." (Mt.28:19,20). A incumbência de pregar as boas novas de Cristo deve estar em cada cristão, que autenticamente tenha recebido o novo nascimento (Jo.3:6). Levar a salvação é motivo de grande alegria para o verdadeiro crente(Lc.10:17). Acredito que a pessoa que está em comunhão com o Espírito Santo sente necessidade de falar do amor de Deus (Lc.6:45, Jo.16:8, At.2:14-36). Alguns argumentam preguiçosamente que; "quando eu sentir, então irei falar da graça de Jesus", mas Jesus não mencionou nada de sentimento quando incumbiu a sua Igreja. A Palavra de Deus é clara "IDE", ou seja, já temos mandamento para trabalharmos e pregarmos o amor de Jesus. Muitos ainda dizem, "mas quando eu vou?"; a Bíblia diz "a tempo e fora de tempo" (II Tm.4:2). Por isso trabalhemos, pois o nosso trabalho não é vão no Senhor (I Cor.15:58). PROVAS BÍBLICAS QUE VAMOS PARA O CÉU Dentre as muitas promessas feitas por Jesus, destaca-se a do arrebatamento. Jesus Disse: "E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (Jo.14:3). A Bíblia em vários lugares fala do céu e da nossa ida para esse lugar glorioso. Logo abaixo veremos alguns desses versículos: "Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos" (Ap.7:9). "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt.5:6). "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mt.5:10). "Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós"(Mt.5:12).


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" Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (Jo.14:1-3). "Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mt.5:20). "O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu" (I Cor.15:47). "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu," (II Cor.5:1-2). "Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu" (II Cor.12:2). "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fil.3:20). "... por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho" (Col.1:5). "... à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus..."(Hb.12:23). "... para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós"(I Pe.1:4). É só pesquisar e você encontrará muitos outros versículos. O apóstolo Paulo fez do arrebatamento da Igreja ao céu um dos mais importantes assuntos de suas pregações e escritos: "Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (I Ts.4:14-17). "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (I Cor.15:51-53).


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O arrebatamento poderá ocorrer a qualquer momento. O apóstolo Pedro diz que esse dia virá como ladrão (II Pe.3:10), ou seja, Cristo não será manifesto ao mundo no arrebatamento, mas somente à Igreja. No findar da última semana de Daniel, então Cristo voltará com a sua Igreja para o grande julgamento das nações onde todo olho o verá (Dn.9:27, Ap.11:2-3, Mt.25:31-46, Jd.14, Mt.24, Ap.1:7).

A JERUSALÉM CELESTIAL - O CÉU ARREBATADA

PARA ONDE

A IGREJA SERÁ

Imagem meramente ilustrativa. A Igreja será arrebatada ao céu que é a mesma coisa que Jerusalém celestial, leia: "Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb.12:22-23). Nesta cidade celestial viveremos com Jesus por toda a eternidade. O patriarca Abraão tinha essa mesma esperança; "Pela fé, Abraão sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus" (Hb.11:8-10). Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada, Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que Deus Havia preparado para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo povo de Deus(Gl.3:14); devemos reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para o nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinado por ele como fazem os mundanos (Hb.11:13). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (Hb.11:16, Fil.3:20), a Jerusalém Celestial (Hb.12:22) e a cidade permanente (Hb.13:14) .


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância A DOUTRINA DA VIDA APÓS A MORTE O Céu

Há muito tempo atrás, em meio ao sofrimento e à morte, Jó perguntou: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" Séculos se passaram antes de haver a resposta certa e final dada por Jesus Cristo: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crêem mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (Jo. 11:25,26). Na véspera da Sua crucificação, Jesus disse aos Seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (Jo. 14:2,3). O lugar de que Jesus falou é o céu. Ele é a esperança de todo aquele que nEle crê. O céu é real. Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, é fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto à existência e ao propósito do céu. E já que o céu e o Estado Eterno são partes do plano de Deus, o céu e a profecia estão relacionados integralmente. Deus não julga apenas, mas também é amor. Por isso, Ele providenciou um caminho para escaparmos do inferno. Para aqueles que aceitam Seu caminho de salvação, Ele preparou um lindo lugar chamado céu. Ali reinam a alegria e o descanso supremo. Ali estão totalmente ausente o pecado, o sofrimento, o desapontamento e a solidão. Trata-se de um lugar de glória eterna, na presença do próprio Deus e de Jesus Cristo, ao invés da perdição eterna (veja Ap. 4:5; 21:4-27; 22:1-5). Você pode chegar a esse lugar confiando em Jesus Cristo como seu Salvador. O homem tem tanto um corpo material como um espírito imortal. Ao morrer, o espírito do homem retorna para Deus, no Céu (Ec. 12:7). Paulo disse que, quando ele morresse, estaria presente com o Senhor (IICo. 5:6-8; Fp. 1:21-23). Mesmo a alma dos homens ímpios permanecem sofrendo tormento. (Lc.16:19-31). Muitas pessoas ficam confusas com a palavra "morte". Elas crêem que ela significa aniquilação ou o fim da existência. Contudo, a idéia básica na palavra "morte" é separação. A morte material significa separação do corpo e do espírito. A morte espiritual significa a separação do homem e de Deus. Quando eu morro, eu não deixo de existir, mas de fato minha alma e meu corpo são separados. A bíblia diz sobre a situação dos mortos que seus corpos retornaram ao pó, aguardando a ressurreição:


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“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (Daniel 12:02) A alma do ímpio vai para o Hades (Sheol em Hebraico) que significa lugar de tormento, a alma do justo volta para Deus. (Lucas 16:19 ao 31) Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. Éum lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Jesus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza!

O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO DA DOUTRINA DO SONO DA ALMA

Muitos grupos religiosos acreditam que quando o homem morre, ele fica inconsciente, não percebendo o que se passe ao seu redor. Porém, a Bíblia não ensina a doutrina do “Sono da Alma”. O fato de que a alma dos cristãos vai imediatamente para a presença de Deus também significa que a doutrina do sono da alma está errada. Essa doutrina ensina que quando os cristãos morrem, eles entram em um estado de existência inconsciente e que voltarão à consciência somente quando Cristo voltar e ressuscitá-los para a vida eterna. Precisamos entender que as Escrituras quando falam da morte como “dormir”, tratase apenas de uma metáfora usada para indicar que a morte é apenas temporária para os cristãos, como é temporário o sono. Isso é visto claramente, por exemplo, quando Jesus fala a seus discípulos sobre a morte de Lázaro. Jesus diz: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo. 11.11). Devemos notar que Jesus não diz aqui que alma de Lázaro adormeceu, nem qualquer texto bíblico de fato afirma que a alma de alguém está dormindo ou inconsciente (declaração necessária para provar a doutrina do sono da alma). Em vez disso Jesus diz apenas que Lázaro adormeceu. João prossegue, explicando: “Jesus, porém, falar; com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” (Jo. 11.13, 14). Os outros versículos que falam sobre dormir após a morte são igualmente metáforas que ensinam que a morte é temporária. Já os textos que indicam que os mortos não louvam a Deus, ou que a atividade consciente cessa depois da morte, devem ser entendidos da perspectiva da vida nesse mundo. De nossa perspectiva, uma vez que pessoa esteja morta, ele não se envolve mais com atividades como essas. Mas o Salmo 115 apresenta a perspectiva bíblica plena sobre


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essa posição. O texto diz: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio”. Prossegue, porém, no próximo versículo com um contraste indicando que aqueles que crêem em Deus bendirão o Senhor para sempre: “Nós, porém, bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre. Aleluia!” (Sl. 115.17-18). Finalmente, os versículos citados acima que mostram que a alma dos cristãos vai imediatamente a presença de Deus e desfruta da comunhão com Ele ali (IICo 5.8; Fp 1.23 e Hb. 12.23) indicam todos que o cristão tem consciência e comunhão com Deus imediatamente após a morte. Jesus não disse: “Hoje já não terás mais consciência de nada que esta acontecendo”, mas sim “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc. 23.43). Certamente o conceito de paraíso naquela época não era de existência inconsciente mas sim de existência de grande bênção e de regozijo na presença de Deus. Paulo não disse: “Tenho o desejo de partir e ficar inconsciente por muito tempo”, mas sim “tenho o desejo de partis e estar com Cristo” (Fp. 1.2 3) — e sem dúvida ele sabia que Cristo não era um Salvador inconsciente, adormecido, mas sim alguém que está vivo, ativo e reinando no céu. Estar com Cristo era desfrutar a bênção da comunhão da sua presença, e é essa a razão por que partir e estar com ele era incomparavelmente melhor (Fp. 1.23). Foi por isso que ele disse: “Preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (II Co. 5.8). Apocalipse 6:9-11 e 7:9-10 também mostram claramente as almas dos mortos que foram para o céu orando e adorando a Deus: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”. E eles foram vistos “em pé, diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7:9-10). Todos esses versículos negam a doutrina do “aniquilacionismo” ou “sono da alma”, pois deixam claro que a alma do cristão experimenta comunhão consciente com Deus no céu imediatamente após a morte.

A DOUTRINA DA CONTRIBUIÇÃO PARA A OBRA DO SENHOR

Antes de acirrarmos a questão sobre a temática, deveríamos nos inquirir – qual a ótica que temos sobre a obra de Deus e sua importância para a humanidade? Se a resposta, a esse questionamento, for positiva e o assunto relevante, então falar de contribuição à Obra do Senhor será muito tranquilo. Quem começou a dar o dízimo foi o pai dos crentes, Abraão e sua benção tem chegado até nós através de Cristo (Gl.3:14). Na ótica cristã, o servo de Deus precisa exceder os escribas e fariseus (Mt. 5:20; 23:23; Hb.7:8-9) e ser mais do que dizimista, devemos ser uma oferta viva no altar do Senhor!


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Todos concordam que devemos "dar a César o que é de César" (Lc.20:25), mas quando é para dar a Deus, inventam muitos argumentos e obstáculos. Assim, muitos demonstram serem mais fiéis a César (o governo) do que a Deus. Que nunca nos deixemos contaminar pela avareza (Cl.3:5) e devolvamos a Deus o que lhe pertence: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro (a igreja), para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança" (Ml.3:10). É preciso salientar também que o dízimo, no período da Graça de Cristo, não é dado com o objetivo de salvação, mas é dado com amor, pois Deus ama aos que ofertam com alegria (II Cor. 9:7). Cada oferta é como se fosse uma semente de bênçãos que na hora certa todos colheremos (II Co. 9:10)

SUBMISSÃO – UM PRINCÍPIO DE DEUS

Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns que se trata de um tema seco, mas a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer. Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão não tem valor para Deus. Émecânico e sem vida.

UM PRINCÍPIO DIVINO Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que no mundo (cosmos) existe é sustentado pela palavra do poder de sua autoridade (Hb 1.3). Nada sobrepuja a autoridade de Deus no universo. Logo, é indispensável, para todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a autoridade de Deus. Entrar em contado com a autoridade do Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta com Deus. "A maior das exigências que Deus faz ao homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que Obedeça". "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." 1Sm 15.22-23


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Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo que ir contra o próprio Deus. No Reino de Deus está implícita a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor determina, isto é, sendo-lhe completamente submisso. Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o problema principal do homem: a sua independência para com Deus. Na independência está implícita a Rebeldia. E o evangelho do reino ataca a causa, levando o homem à dependência do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo e regenerado. O evangelho do reino é a única maneira de recuperar um rebelde.

AUTORIDADE DELEGADA: RM 13.1

O princípio de autoridade delegada é que rege todas as relações do homem com o homem, bem como do homem para com Deus. Todas as coisas estão debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um princípio de ordem e paz, nunca de confusão. Deus assim criou todas as coisas, mas ao rebelar-se, Lúcifer gerou a confusão. E, pior, está levando todos os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião. Como funciona o princípio de autoridade delegada? Na Trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual ao Espírito Santo. Na essência os três são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são diferentes nas funções. O Pai enviou o Filho (Jo 4.34); O Filho veio (Jo 16.28); O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29); O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26); O Espírito Santo veio (At 2.16-17); O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo 16.12-15). A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio divino é encontrado em todas as relações estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe, que é igual aos filhos. O ocorre que na família, o pai é “o cabeça” e a mãe a ajudadora. Eles são iguais, têm o mesmo valor para o Senhor, mas têm funções diferentes. Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a autoridade delegada para a ela se submeter. O QUE É SUBMISSÃO? Não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso,


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mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós. Quando é que aprendemos o que é a submissão? Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo, tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às direções e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a si mesmo se humilhou", "tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8). Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5.8). Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete a liderança, é porque estão cheios de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso.

QUEM SÃO AS AUTORIDADES DELEGADAS NA IGREJA? §

Cristo: Ef 1.20-22.

§ Palavra: Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode dizer que é submisso a Cristo e sua igreja se não obedece à palavra do Senhor. § Apóstolos: At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; Tt 1.5. Os apóstolos determinavam a doutrina e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado. A igreja continua necessitando desse ministério. Continua precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam o reino de Deus com clareza e firmeza. § Pastores: Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos, profetas e evangelistas, são ministérios específicos de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino, a visão, a doutrina sempre firmemente clara, cuidando para que não percam sua consistência, e fiquem firmes. § Paterna: Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento harmônico da família. O homem não deve ser "ditador" nem tão pouco um "frouxo". Ele


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deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e os filhos precisam da proteção e da autoridade do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo. § Aqueles que nos guiam: 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar ligados por "juntas" ou "ligamentos", no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores. Isto faz um corpo coeso e firme. § Uns Aos Outros: Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Todos se comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando ou mesmo corrigindo uns aos outros. O princípio da autoridade deve ser respeitado e vivido quotidianamente, pois é um princípio de Deus que, praticado, é uma bênção. Abandonado, não respeitado, poderá redundar em maldição. Davi, submisso à autoridade de Deus, foi, por Ele, considerado o homem segundo o seu coração. Foi uma bênção. "Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Rm 13.1

Capítulo 1 Escritura Sagrada

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. II Tm 3:16-17 1.1

A Bíblia

Quanto à sua tradução que difere tanto das versões evangélicas, como entre as católicas, existem várias versões. Alguém pode lhe indagar: Por quê existem tantas Bíblias diferentes? Porém, seria mais correto perguntarem: “ porquê existem tantas traduções diferentes? ” Não existem Bíblias diferentes, como se algumas fossem mais completas do que outras, ou algumas falassem coisas que contradizem as demais! O que ocorre é que as


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Sociedades Bíblicas, que se dedicam à tradução deste tão precioso livro, adotam filosofias de tradução diversificadas. Todas as Bíblias consistem de 66 Livros, sendo que no Antigo Testamento, escrito em hebraico, são 39 livros; e o Novo Testamento, escrito em grego, com 27 livros1. 1.2 Confissão de Fé de Westminster I.1 Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo. 1Mais a frente veremos sobre a quantidade dos livros da Bíblia, incluindo uma comparação com a Bíblia Católica.

1.3

Definição da doutrina:

A Bíblia é a inerrante, clara, suficiente e Palavra de Deus inspirada, sendo a nossa única fonte e regra de fé e prática. Necessitamos ter convicção sobre qual fundamento estamos crendo. Nossa fonte de conhecimento é a Palavra de Deus. Através dela o Senhor se dá a conhecer de um modo especial. Ela é o nosso objeto de estudo para conhecermos verdadeiramente quem é o nosso Deus, e qual a Sua vontade para todo ser humano. Para isso é necessário sabermos o que é a Bíblia. É indispensável termos convicção do que estaremos aprendendo. Provavelmente você ouvirá argumentos do tipo “ah! papel aceita qualquer coisa!”, ou, “porquê a Bíblia é sua única regra de fé?” O apóstolo Pedro nos ordena “ santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós ” (1 Pe 3:15). Começaremos a nossa jornada de estudos analisando primeiramente o que é a Bíblia. Lorraine Boettner nos adverte, dizendo que “ a resposta que dermos à pergunta ‘o que é Cristianismo’ ? dependerá amplamente do conceito que sustentarmos da Escritura”. Se aceitarmos que a Bíblia é um mero livro de religião, sem inspiração, insuficiente, cheio de erros, e impossível de ser entendido, então, ele não nos servirá para nada, a nossa fé será vazia de significado tornando o nosso Cristianismo uma religião confusa! Estaremos baseando a nossa convicção a respeito da Bíblia sobre cinco declarações que caracterizam a Bíblia como sendo a Palavra de Deus.


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1.4 1.4.1

A Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia é nossa única fonte e regra de fé e prática

Somente a Escritura Sagrada é autoridade absoluta. Somente a Escritura Sagrada define minhas convicções doutrinárias. Somente na Escritura Sagrada encontro a verdadeira sabedoria. Somente a Escritura Sagrada rege as minhas decisões. Somente a Escritura Sagrada molda o meu comportamento. Somente a Escritura Sagrada determina os meus relacionamentos. Mas porque a Bíblia tem toda esta autoridade? A resposta é simples: ela é a Palavra inspirada por Deus. 1.4.2

A Bíblia é plenamente inspirada pelo Espírito Santo

Cremos que a Escritura Sagrada é plenamente inspirada. Isto significa que o Espírito Santo exerceu soberanamente uma influência suficiente e completa estendendo-se a todas as partes das Escrituras, conferindo-lhes uma revelação autorizada de Deus, de modo que as revelações vieram a nós por intermédio da mente e da vontade de homens, todavia, elas são no sentido estrito, a Palavra de Deus. Esta influência do Espírito Santo que envolveu os escritores sacros, estendeu-se não somente aos seus pensamentos gerais, mas também a todas as palavras que eles usaram, de modo que os pensamentos que Deus desejou revelar-nos foram conduzidos com infalível exatidão. Não foram inspirados apenas os seus pensamentos, mas cada palavra original que os autores usaram. Esta inspiração se estende não somente ao texto, mas afetou organicamente o seu autor, no momento do registro da revelação. Os escritores foram os instrumentos de Deus no sentido que aquilo que eles disseram, foi de fato o que Deus disse. No ato da inspiração o Espírito não anulou o escritor, mas aqui em, com e através de sua personalidade. O Espírito de Deus não inspirou os autores como se fossem máquinas, anulando a sua liberdade, responsabilidade e capacidades mentais, mas escreveu através deles (II Pe 1:16-21). Cada autor viveu numa situação social específica, num contexto histórico real, escrevendo com preocupações particulares, para destinatários e propósitos definidos. Mesmo havendo na Bíblia a diversidade literária, lingüística, e estilo próprio de cada autor, isto não anula que ela tenha fonte numa única mente, que o Espírito Santo é o seu autor primário (II Pe 1:19-21; Rm 11:33-36). O Dr. A.A. Hodge descreve como a inspiração ocorreu sobre os autores. Os escritores de todos os livros eram homens, e o processo de composição que lhes deu origem era, caracteristicamente, processo humano. As características pessoais do modo de pensar e sentir dos escritores operaram espontaneamente na sua atividade literária e imprimiram caráter distinto em seus escritos, de um modo em tudo semelhante ao efeito que o caráter de quaisquer outros escritores produz nas suas obras. Escreveram impelidos por impulsos humanos, em ocasiões especiais e com fins determinados. Cada umdeles enxerga o seu assunto do seu ponto de vista individual. Recolhe o seu material de todas as fontes que lhe são acessíveis – da experiência e observações pessoais, de antigos documentos e de testemunho contemporâneo. Arranja seu


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material com referência ao fim especial que tem em vista; e de princípios e fatos tira inferências segundo o seu próprio modo, mais ou menos lógico, de pensar. Suas emoções e imaginações exercitam-se espontaneamente e manifestam-se como co-fator nas suas composições. As limitações de seu conhecimento pessoal e de seu estado mental em geral, e os defeitos de seus hábitos de pensar e de seu estilo são tão óbvios em seus escritos como o são outras quaisquer de suas características pessoais. Usam a linguagem e os modismos próprios da sua nação e classe social. 1.4.3

A Bíblia é clara em suas declarações sobre a salvação e santiftcação

A essência da revelação bíblica é acessível ao homem independentemente do seu nível cultural (Sl 19:76; Sl 119:1307). Não é requisito necessário ser formado em teologia para se interpretar a Bíblia! Nem mesmo receber uma ordenação oficial para isto. Todos devem ter livre acesso à sua interpretação. Todavia, isto não significa que cada um é livre para interpreta-la do modo que lhe for mais conveniente. Livre acesso à interpretação das Escrituras significa que qualquer pessoa pode verificar, usando responsavelmente as regras corretas da hermenêutica, o real significado de uma passagem bíblica (CFW I.78). Quando a Escritura fala que o homem natural “ não pode entende-las, porque se discernem espiritualmente” (I Co 2:14b), ela não está negando uma capacidade do não convertido de entender os assuntos naturais e éticos de que a Bíblia fala. Por exemplo, a Palavra de Deus é a revelação da vontade de Deus, mas ela contém a história da raça humana, a narração de culturas de povos antigos, a descrição geográfica de lugares específicos e muitos outros assuntos. Mas, mesmo quando trata de assuntos éticos, o não convertido é capaz de entender. Usemos de exemplo os “ Dez Mandamentos” (Ex 20:1-179). 67 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. 7130 A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples. 8VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas. Ref. II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11. 91 Então, falou Deus todas estas palavras: 2 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem 6 e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro;

Será que por mais ímpia que seja a pessoa ela pode alegar incapacidade de entender a lei


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de Deus? Se a Palavra de Deus fosse absolutamente obscura, então Deus não poderia condenar os pecadores que ouvem a sua Palavra, pois eles poderiam alegar que nada entendem! Elas têm em si mesmas uma fonte de iluminação que garante a inteligibilidade da sua mensagem. Não se nega que as Escrituras contenham muitas coisas de difícil entendimento. É verdade que elas requerem estudo cuidadoso. Todos os homens precisam da direção do Espírito Santo para o correto entendimento e obtenção da verdadeira fé. Afirma-se, porém, que em todas as coisas necessárias à salvação, elas são suficientemente claras para serem compreendidas mesmo pelos iletrados. Toda verdade necessária para a nossa salvação e vida espiritual é ensinada tanto explícita como implicitamente na Escritura. Tudo o que é necessário para a salvação e uma vida de obediência é inteligível para qualquer pessoa, desde que iluminada pelo Espírito Santo (1 Ts 2:1310; I Pe 1:22-2511). o que é a iluminação do Espírito Santo? 1.4.4

A Bíblia

é inerrante em todas as suas afirmações

Por ter sido escrita por homens sujeitos a erros, alguns incrédulos (e até alguns pastores) afirmam que a Escritura Sagrada também contém erros. Todavia, estas pessoas ao negarem a inerrância das Escrituras estão fazendo da mente humana um padrão de verdade mais elevado do que a própria Palavra de Deus. O que encontramos na Bíblia são “ aparentes contradições ”, ou afirmações incompreendidas, que podem ser coerentemente harmonizadas com uma interpretação cuidadosa (Hb 6:1812; Jo 17:1713). 11 porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. 12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. 13 Não matarás. 14 Não adulterarás. 15 Não furtarás. 16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo. 1013 Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes. 1122 Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, 23 pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. 24 Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; 25 a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.

Um antigo teólogo chamado Francis Turrentin observou que “ os escritores sacros foram movidos e inspirados pelo Espírito Santo, envolvendo tanto os pensamentos, como a linguagem, e que eles foram preservados livres de todo erro, fazendo com que os seus escritos sejam inteiramente autênticos e divino.” Se a Bíblia contêm algum erro histórico, geográfico, ou científico, como poderemos ter certeza de que não terá erros morais (Sl 12:614)? Deus mentiu, ou errou em alguma de suas informações? Seria a pergunta mais


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sensata a se fazer. Deus soberanamente não poderia livrar os seus agentes escritores de errarem? Como poderíamos aceitar a autoridade da Bíblia, que alega ser a verdade, ensinar a verdade, inspirada por um Deus verdadeiro, e que ama a verdade, se a sua Palavra estivesse cheia de erros (Nm 23:1915; II Sm 7:2816; Jo 17:1717; Tt 1:218; Hb 6:1819)? No mínimo, ela seria algo não confiável, e perderia toda a sua autoridade, pois não poderíamos chamá-la de Palavra de Deus! Mas a Escritura autentica a si mesma como inerrante (Js 23:1420; Sl 12:621; Pv 30:522; Jo 14:23-2423).

1218 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; 1317 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 146 As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. 1519 Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? 1628 Agora, pois, ó SENHOR Deus, tu mesmo és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido a teu servo este bem. 17Idem 182 na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos 19Idem 2014 Eis que, já hoje, sigo pelo caminho de todos os da terra; e vós bem sabeis de todo o vosso coração e de toda a vossa alma que nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou. 21Idem 225 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. 2323 Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. 24 Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.

1.4.5

A Bíblia é suftciente para nos ensinar tudo em matéria de fé.

Os 39 artigos de Fé da Religião Anglicana exprime este tema de forma mui precisa ao declarar que “ as Escrituras Sagradas contêm todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação.” Na Bíblia o homem encontra tudo o que precisa saber e tudo o que necessita fazer a fim de que venha a ser salvo, viva de modo agradável a Deus, servindo e adorando-O aceitavelmente (II Tm 3:16-1724; I Jo 4:125; Ap 22:18- 1926). A Bíblia é completa em seus 66 livros. Mesmo se os arqueólogos encontrassem uma outra epístola do apóstolo Paulo não a aceitaríamos como parte da Palavra de Deus. O número de livros que o nosso Senhor intentou dar-nos é somente este, nada mais acrescentaremos (Ap 22:18-1927). O que os autores escreveram, movidos pelo Espírito Santo, é inspirado, todavia, não significa que os outros dos seus escritos também sejam


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inspirados. Por exemplo, Paulo escreveu 13 dos 27 livros do Novo Testamento, mas durante toda a sua vida, após a conversão, certamente que escreveu muito mais do que apenas estas epístolas, mas isto, não significa que a inspiração estava inerente à sua pessoa de tal modo, que sempre escrevia inspirado. Mas, é bom lembrarmos que tudo o que nos foi deixado, os 66 livros, somente foi preservado por causa de sua inspiração. Não podemos acrescentar nada à Bíblia (Dt 4:228; 12:3229; Pv 30:5-630; Ap 22:18-1931). Deus quer que descubramos o que crer ou fazer segundo a sua vontade somente na Escritura Sagrada (Dt 29:2932; Rm 12:1-2133). Não existe nenhuma revelação moderna que deva ser equiparada à autoridade da Palavra de Deus. Somente a Bíblia é a nossa única fonte e regra de fé e prática e não novas profecias (Sl 11934).

24Idem 251 Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. 2618 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; 19 e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. 27Idem 282 Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando. 2932 Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás. 305 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. 6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso. 31Idem

1.5

A Bíblia “Católica” é diferente?

A resposta é um “ SIM ” e um “ NÃO ”. Sim, pois há de fato pelo menos duas diferenças que podem ser claramente observadas. A diferença é que as “Bíblias Católicas” possuem 7 livros a mais (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc) e alguns acréscimos nos livros de Ester e Daniel. Até a Reforma do século XVI o conjunto de livros da Bíblia era aceito como sendo de apenas 66 livros. 3229 As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. 331 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. 4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, 5 assim também nós,


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Faculdade e Seminário Teológico Nacional Ensino à Distância conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, 6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; 7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; 8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. 9 O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. 10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; 12 regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; 13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; 14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. 17 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; 18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 34Todos os 176 versículos do Salmo 119 exaltam a Palavra de Deus. Confira em sua Bíblia.

Os protestantes começaram a declarar Sola Scriptura (somente a Escritura) como única regra de Fé, e apegando-se ao número de livros do Antigo Testamento hebraico (39 livros) e do Novo Testamento grego (27 livros). Em reação a isto, a Igreja Católica Romana tomou a seguinte decisão em seu Concílio de Trento (1545-1563 d.C.) na 4a sessão de 08/04/1546 no Decreto Concernente às Escrituras Canônicas lemos: Se alguém não receber como sagradas e canônicos os livros do Antigo e do Novo Testamento, inteiros e em todas as suas partes, como se contém na velha edição Vulgata, e conscientemente os condenar, seja anátema. Esta decisão da Igreja Católica Romana implicou que ao adotar a Vulgata Latina como texto padrão oficial, ela endossou todos os livros apócrifos que esta tradução continha. A Vulgata Latina é uma tradução latina da Bíblia feita em 382-383 d.C. a partir da Septuaginta e não do texto hebraico original. O seu tradutor foi Sofrônio Eusébio Jerônimo (340-420 d.C.) que desde aquela época questionava o acréscimo na nova tradução de livros que não faziam parte do texto hebraico. Em outras palavras a Vulgata Latina é uma tradução de outra tradução. A nossa convicção como herdeiros da Reforma encontra-se expressa na Confissão de Fé de Westminster da seguinte forma: Os livros comumentes chamados apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; e, portanto, não são de nenhuma autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados nem utilizados senão como escritos humanos. Certamente aprenderemos muito, mas, em tudo examinando o que as Escrituras dizem? O Pastor Presbiteriano Rev. Henry B. Smith escreveu um poema que poderíamos usar para resumir o que falamos até aqui a respeito da Escritura Sagrada: Aprendamos sempre com a Bíblia na mão O que nos foi entregue, nada aceitando senão O que nos foi ensinado, nada amando senão O que nos foi prescrito, nada odiando senão


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O que nos foi proibido, nada fazendo senão O que nos foi ordenado na Bíblia do Cristão.

1.6 Livros recomendados

1. Norman Geisler & William Nix, Introdução Bíblica (São Paulo, Editora Vida). 2. Philip W. Comfort, ed., A Origem da Bíblia (Rio de Janeiro, CPAD). 3. Bruce Bickel, ed., Sola Scriptura (São Paulo, Editora Cultura Cristã). 4. Paulo Anglada, Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo, Editora Os Puritanos).

5. Joseph Angus, História, Doutrina e Interpretação da Bíblia (São Paulo, Editora Hagnus).

6. Laird Harris, Inspiração e Canonicidade da Bíblia (São Paulo, Editora Cultura Cristã).

7. R.C. Sproul, O Conhecimento das Escrituras (São Paulo, Editora Cultura Cristã).

8. Peter Jensen, A revelação de Deus (Editora Cultura Cristã).

Capítulo 2 O Ser e Atributos de Deus Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a terra. Os 6:3 2.1

Confissão de Fé de Westminster II.1

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos,


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pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado. 2.2

Definição da doutrina:

Há um só Deus que é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade, que existe em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. 2.3

A Trindade

Há um só Deus que existe em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos os três são co-iguais em tudo. Trindade econômica. Não são três duses. Não há subordinação das outras suas pessoas em relação ao Pai. 2.4

Os atributos de Deus

Os atributos incomunicáveis de Deus. Estes são aqueles atributos que Deus não transmitiu a sua criação. São prerrogativa dEle somente. A eternidade, a infinitude, a independência, a imutabilidade, perfeição. Deus é eterno. Significa que Ele não tem começo nem fim.Deus é infinito. Deus é independente. Deus não precisa de ninguém. Nós em tudo carecemos dEle. Deus é imutável. Deus não cresce, nem diminui. Não se fortalece, nem enfraquece. Não aprende, nem de nada se esquece. O seu eterno decreto, não muda. Deus é perfeito. Em todos os seus atributos e suas obras não há erros, nem defeitos. 2.5

Livros recomendados

1. Heber Carlos de Campos, O Ser de Deus e Seus Atributos (São Paulo, Editora Cultura Cristã). 2. J.I. Packer, O Conhecimento de Deus (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 3. Gerald Bray, A doutrina de Deus (São Paulo, Editora Mundo Cristão).


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Capítulo 3 As Obras de Deus O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. At 17:24-25

3.1

Confissão de Fé de Westminster V.1

Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível pré ciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.

3.2

Definição da doutrina:

Tudo foi planejado e criado por Deus, e agora Ele preserva e governa todas as coisas para a Sua glória.

3.3

O decreto de Deus

Deus soberanamente determinou tudo o que o iria fazer e acontecer antes da fundação do mundo.

3.4

A Criação de Deus

Deus criou todas as coisas a partir do nada, pelo poder de Sua Palavra (Gn 1-21; Hb 11:32).

3.5

A providência de Deus

A providência de Deus é o seu soberano controle sobre todas as coisas. Ele preserva, sustenta, governa, dirige, e faz com que todas as coisas cooperem para o bem de seus escolhido, e para a sua glória (Gn 50:19-203; Rm 8:284; Rm 11:33-365). Não existe acaso, nem fatalismo. Todas as coisas estão sob o controle do Senhor (Jó 42:26; Dn 4:357). Tudo o que Deus faz é resultado daquilo que Ele


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é. Veja o que diz o Salmo 139.1-18 "1 SENHOR, tu me sondas e me conheces. 2 Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. 3 Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. 4 Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. 5 Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. 6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir. 7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; 9 se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, 10 ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. 11 Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, 12 até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa. 13 Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. 14 Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; 15 os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. 16 Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. 17 Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles! 18 Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim."

1Leia os dois capítulos, pois mostra o cuidado de Deus em toda a Criação e um cuidado especial na criação do homem. 23 Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. 319 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 428 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 533 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? 36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! 62 Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. 735 Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?

3.6

Livros recomendados

1. Heber Carlos de Campos, A Providência e a sua realização histórica (São Paulo, Editora Cultura Cristã). 2. Paul Helm, A providência de Deus (São Paulo, Editora Mundo Cristão).


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Capítulo 4 Jesus Cristo

Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. At 4:11-12 4.1

Confissão de Fé de Westminster VIII.1

Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado. 4.2

Definição da doutrina A Pessoa de Cristo: • É unigênito de Deus; • É verdadeiro Deus em todos os seus atributos; • É verdadeiro homem em toda a sua constituição; • É em pessoa o Deus-homem; • O Filho de Deus se fez um de nós através da encarnação. É encarnado da virgem Maria por obra sobrenatural do Espírito. • É impecável, todavia, podia ser tentado;

4.3

A humilhação de Cristo Jesus tornou-se amaldiçoado em nosso lugar. Cristo não desceu ao Inferno.

4.4

A Aliança da Redenção

Jesus é o nosso Mediador na nova Aliança. Ele é o nosso único representante diante de Deus. A Aliança da Redenção estipulava que o Filho viesse ao mundo para cumprir a vontade do Pai, ou seja, que viesse morrer pelos seus escolhidos (Jo 4:341; 6:38-402; 10:103).


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4.5

A obra de Jesus Cristo • É o prometido Profeta que nos traz a Palavra do Pai; • É o perfeito Sacerdote que intercede por nós; • É o soberano Rei que inaugura o Reino de Deus sobre nós; • É nosso suficiente e definitivo sacrifício; • É limitada a expiação em seu propósito de salvar somente os eleitos; • É intercessor eficaz à destra do Pai; • É esperado o seu retorno físico num futuro não revelado.

4.6 Livros recomendados 1. Heber C. de Campos, As Duas Naturezas do Redentor (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 134 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 238 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 310 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

2. Heber C. de Campos, A União das Naturezas do Redentor (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 3. Donald MacLeod, A pessoa de Cristo (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 4. Robert Letham, A Obra de Cristo (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 5. Francis A. Schaeffer, A Obra Consumada de Cristo (São Paulo, Editora Mundo Cristão). 6. John Owen, Por Quem Cristo Morreu? (São Paulo, PES).

Capítulo 5 O Espírito Santo Quando vier, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as cousas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e volo há de anunciar. Jo 16.13-14


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5.1

Confissão de Fé de Westminster XXXIV.1

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade, procedente do Pai e do Filho, da mesma substância e igual em poder e glória, e deve-se crer nele, amá-Lo, obedecê-Lo e adorá-Lo, juntamente com o Pai e o Filho, por todos os séculos. 5.2

Definição da Doutrina • A personalidade do Espírito Santo • A divindade do Espírito Santo • A obra Providencial do Espírito Santo • A Obra Salvadora do Espírito Santo • O Espírito no Ministério de Cristo • O Espírito na aplicação da salvação dos eleitos • O Espírito na edificação da Igreja.

5.3

Todo Pecado tem perdão?

Segundo o que diz as Escrituras em Mateus 12.31 "Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. As Escrituras dizem que Cristo declarou que o pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Seria possível explicar o que é isso e como eu poderia orar por alguém que está cometendo esse pecado? Há muita confusão sobre o pecado que Jesus disse que não pode ser perdoado nem nesse mundo nem no mundo futuro. Algumas pessoas pensam que o pecado imperdoável é o homicídio porque o Antigo Testamento apresenta sanções muito fortes contra o homicídio é diz que se uma pessoa comete homicídio ainda que ela se arrependa deve ser executada. Outros acreditam que é o adultério, porque o adultério viola a união entre duas pessoas. Por mais graves que esses pecados possam ser, não creiam que eles caibam na descrição porque vemos que o rei Davi, por exemplo, que era culpado de ambos, adultério e homicídio, foi perdoado. Creio que Jesus é claro. Ele o identifica. Ele diz que o pecado é a blasfêmia contra o Espírito Santo. O que significa isso? Antes de mais nada, vamos entender que blasfêmia é um pecado que só pode ser feito com palavras. É um pecado que você comete com a sua boca ou com a sua pena - é um pecado verbal. Tem a ver com o dizer algo contra o Espírito Santo. Você se lembra que os líderes religiosos - os clérigos, fariseus e saduceus eram os que se mostravam constantemente hostis contra Jesus e tramavam uma conspiração para


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apanhá-lo. Eles planejaram matar Jesus e estavam sempre o atacando e o acusando disso e daquilo. Numa ocasião, eles disseram que Jesus expulsava Satanás pelo poder de Satanás. É quase como se Jesus dissesse: “ Parem já, rapazes. Tenho sido paciente com vocês, tenho sido tolerante, tenho sido longânime, mas agora vocês estão chegando perigosamente perto de fazer uma acusação que os aniquilará agora é para sempre”. Ele disse que qualquer pecado contra o Filho do Homem pode ser perdoado, mas se você blasfemar contra o Espírito Santo, ou seja, atribuindo a ação do Espírito Santo a Satanás, ou igualando-as, você está perdido. Preste atenção também que quando Jesus está sobre cruz, ele ora por aqueles mesmos homens que o colocaram ali: “ Pai, perdoa-lhes” - Por quê? – “ porque não sabem o que fazem” . E no dia de Pentecostes, quando Pedro pregou seu tremendo sermão, ele fala sobre aqueles que mataram Jesus, dizendo que eles não o teriam feito sé soubessem. Depois da ressurreição, o Espírito Santo elevou Jesus e o declarou como o Cristo poderoso. Se você ler o livro de Hebreus, verá que a distinção entre blasfemar de Cristo e blasfemar do Espírito Santo desaparece. Sobre aqueles que cometeram “ o pecado para a morte”, a Bíblia nos diz que não somos obrigados a orar por tais pessoas. Devemos orar pelas pessoas que estão cometendo qualquer outro pecado, mas se virmos uma pessoa cometendo o pecado para a morte, não somos obrigados a orar por ela. A Bíblia não nos proíbe, mas diz que não somos obrigados a orar por tais pessoas, e creio que isso se aplica a esse pecado.1 5.4

Livros Recomendados

1Fonte: Boa Pergunta, R.C. Sproul, página 50-51, Editora Cultura Cristã.

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