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Função Gerencial Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

1. INTRODUÇÃO Este artigo tem por objetivo levar aos seus leitores à uma aproximação teórica dos estudos da administração empresarial, enfocando a importância

dos

Fundamentos da Administração para a gestão de negócios. A função gerencial no mundo contemporâneo se mostra muito dinâmica no mundo atual, pois requer do seu gerente atitudes rápidas e que oferecerão resultados satisfatórios imediatos e a médio e longo prazo apesar de que o cenário atual não ofereça condições para que se tome decisões bem elaboradas. Essa falta de condições para melhor elaborar as decisões dos gerentes esta muita bem exposta nesse artigo fazendo referencia aos próprios argumentos dos gerentes que se queixam por esse imediatismo da alta gestão. Não só o imediatismo da alta gestão é fator de intensidade na vida de uma gerente, mas também as mudanças de mercado no contesto econômico e político que influenciam na sua gestão. Esses e outros assuntos pertinentes a função dos gerentes estão desenvolvidos ao longo deste artigo. 2. A FUNÇÃO GERENCIAL NO MUNDO CONTEMPORÂNEO Segundo Motta o trabalho gerencial é atípico. Não se parece com nenhuma outra função; por isso torna-se difícil descreve-lo. Muitos estudos já foram feitos acerca da função gerencial, mas cada vez se vê que esta função ainda é ambígua e misteriosa para muitos. Sabe-se hoje, também, que muitas das antigas dificuldades em se definir a função gerencial provinham tanto de perspectivas excessivamente ordenadas da própria função quanto dos contextos organizacionais onde ela é exercida.


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Pensava-se que o dirigente (visão ordenada e tradicional) deveria ser um tomador de decisões racionais, um planejador sistemático e um coordenador s supervisor das atividades organizacional. Entretanto, pesquisas sobre a função gerencial, mesmo nas grandes organizações consideradas eficientes, têm revelado que o lugar-comum da gerência é exatamente o contrário. A maioria dos dirigentes, quando questionada sobre o seu trabalho, informa que encontram sempre uma carga inesperada de tarefas imprevistas, com reuniões, interrupções de trabalhos administrativos intensos, descontínuos e de natureza variável. Sua atenção é constantemente desviada por chamados diversos, o que fragmenta sua ação e torna intermitente o seu envolvimento no processo decisório organizacional. Tomam decisões através de interações diversas, ações isoladas e opiniões manifestadas esparsamente, às vezes pouco coerentes. Aproxima-se dos problemas à medida que estes vão surgindo, na busca de soluções baseadas em informações parciais, imperfeitas e de primeira mão, quase sempre envoltas por grandes incertezas. Esses dirigentes revelam também que gostariam de ser mais racionais, ter mais tempo para pensar sobre o futuro e planejar, mas rendem-se à inevitabilidade da fragmentação e do imediatismo da função gerencial. Em segundo lugar, a visão correta do mundo organizacional está contida na própria idéia de “organização”. Leva-se a pensar a realidade administrativa como racional, controlável e passível de ser uniformizada. Porem esta visão vem se provando enganadora, por constatar, cada vez mais freqüentemente de que a organização e, contudo uma realidade caótica. A união dessas perspectivas sobre a função gerencial e a organização do trabalho produziu a idéia de que um dirigente podia ser eficaz simplesmente pela sua capacidade de comandar e coordenar um trabalho coletivo, a exemplo de um técnico de futebol. Assim seria fácil, pois, a realidade de uma partida de futebol e muito mais simples do que a organização de uma empresa. Ao contrario da ação empresarial a partida de futebol, acontece num espaço demarcado, com regras estabelecidas, tempo determinado e um numero pequeno


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de indivíduos. Pode-se dizer que se assemelha a uma empresa ainda em menor grau, o jogo de futebol abrange o controle de um grande numero de fatos ocorridos que faz a contingência de cada decisão extremamente variável. No futebol, torcedores presenciam as jogadas perigosas em que um jogador de seu time preferido, em situação em que parece fácil, perde dentro da pequena área um gol. “Este até eu faria” uma expressão que mais se ouve, porem se estivesse lá, provavelmente não faria. Condições temporárias de equilíbrio, visão, natureza, local do terreno, ansiedade, por exemplo, são fatores importantes, porem só conhecido por quem vive aquela situação, naquele determinado momento. Desta forma, quem verifica o trabalho gerencial de fora ou em uma posição subordinada, pode analisa-lo pelo ponto de vista racional e segundo critérios de ordem previa. Desconhecendo pressões, políticas de choque de poder e perspectivas organizacionais, que se adquire no desempenho de funções de frente, as pessoas tendem também a pensar que poderiam fazer melhor se exercessem naquele momento a função de topo. Porem funcionários subordinados que criticam constantemente as atitudes de seus chefes, dizendo que tomariam atitudes diferentes se estivessem na função de chefia, mais quando promovidos, na maioria das vezes se portam de forma parecida a de seus antecessores, do que com que prometiam fazer antes se assumir tal posição. Muitos dirigentes têm conhecimento dos objetivos das organizações que administram e se julgam competentes para atingi-los. Porém, quando se deparam com a situação real da empresa encontrando fatores não controláveis, apresentam atitudes diferentes daquelas esperadas. A função do dirigente é essencialmente decisória, devendo ser vista como um estudo que engloba a visão racional previamente planejada para identificar e selecionar as opções diante do objetivo predeterminado. O dirigente pode atuar, durante seu trabalho, de diversas formas como, por exemplo, conversando com outras pessoas externas à empresa que irão contribuir para aumentar seu poder. Assim também em reuniões internas podem contribuir para solucionar problemas que não condizer com os objetivos da organização


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Compreender a dimensão substantiva da decisão pouco informar sobre o que o dirigente realmente faz somente compreendendo a elogicidade e a ambigüidade da vida organizacional é que se pode entender porque o dirigente se comporta de determinada maneira. Assim o processo decisório organizacional é um dos condicionantes fundamentais do comportamento gerencial e, portanto antecedente a determinante da própria decisão. Como as organizações são diferentes para cada uma delas exige-se um novo aprendizado. No entanto, existem comportamentos gerenciais comuns entre os dirigentes de sucesso. Pode-se dizer que esses comportamentos provêm de habilidades gerenciais típicas que podem ser assimiladas. Se dirigentes de grandes organizações aprenderam a se comportar de certa maneira, talvez não tenha sido por mero acaso, mas por imposição de uma realidade organizacional que possui padrões comuns. E é a compreensão dessa realidade e a sistematização desses comportamentos típicos que envolvem os estudos de gestão no que concerne ao alcance de eficácia na ação gerencial. Os mitos sobre a função gerencial encontram - se na perspectivas ordenadas, lógicas e racionais da função. Ao contrário, quando se apresenta uma síntese da realidade do trabalho gerencial, conforme relato por dirigentes, encontrando uma visão mais desordenada e fragmentada da função. 3. CONCLUSÃO A função gerencial para a administração é indispensável para atuação dos futuros gestores.

Demonstrar a necessidade do conhecimento para aplicação no mercado de trabalho é aspecto primordial para os universitários, uma vez que, para cumprir bem a função de gerente é necessário conhece-la bem tanto na teoria como na pratica, mas, sobretudo, como saber aplicar no dia-a-dia da empresa.

A função gerencial é constituída de características relevantes para atuação do profissional, pois, os conceitos e aplicabilidades mencionados nos mostraram que


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suas conseqüências são positivas para melhor desempenho daqueles que formam a empresa. No ramo empresarial, a presença de um bom gestor é muito importante para a vida da empresa, pois é ele que com sua experiência e capacidade de desenvolver soluções para problemas rotineiros e não previstos, mostrando assim o seu diferencial dos demais que ocupam outros cargos na organização. REFERENCIA BIBLIOGRAFICA MOTTA, Paulo Roberto. Gestão Contemporânea. In: ______. A Ciência e a Arte de ser Dirigente. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1991. 4ª edição


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