Page 1

Associação dos Docentes da UFF Jornal da ADUFF

Reitor vai à Aduff e diz defender financiamento público da universidade

Adeus,

Luiz Melodia

Seção Sindical do Andes-SN Filiado à CSP/Conlutas

Setembro/2017 www.aduff.org.br

Reunião ocorreu na sede da Aduff a pedido do reitor

REAGIR é urgente e precisa ser unificada para ter força capaz de enfrentar tantos ataques. Deve unir não só todos os servidores federais, como também os municipais e estaduais, numa aliança com a população em geral e os trabalhadores do setor privado. Já é uma questão de sobrevivência para os serviços públicos e os próprios servidores, avaliou-se. A paralisação nacional dos servidores federais no dia 14 de setembro, que será pauta da assembleia dos docentes da UFF no dia 12 de setembro, é parte dessa reação, que também passa pela construção de uma nova greve geral, neste segundo semestre do ano.

Plenária do 62° Conad, que reuniu docentes das instituições de ensino superior públicas de todo o país em Niterói

Luiz Fernando Nabuco

O governo de Michel Temer e seus aliados no Congresso Nacional, no Poder Judiciário, nos estados e municípios estão impondo projetos e reformas que podem transformar o país em uma terra sem leis e direitos trabalhistas, previdenciários e sociais. O discurso da privatização geral, até de reservas ecológicas e indígenas da Amazônia, para resolver os problemas econômicos volta à cena. Tanto no 62° Conselho do Sindicato Nacional (Conad), maior da história do Andes-SN, realizado em Niterói, quanto na reunião ampliada do Fonasefe, que reuniu 102 entidades sindicais do funcionalismo público federal em Brasília, defendeu-se que a reação


2

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Jornal da ADUFF

Editorial

Retomar as mobilizações: não passarão!

O

atual cenário político revela-nos um quadro preocupante: em esfera mundial, temos o ressurgimento de ideais fascistas e, em cenário doméstico, o encobrimento das denúncias contra o corrupto e ilegítimo presidente Michel Temer. Devemos rechaçar com todas as nossas forças as declarações do presidente estadunidense Donald Trump, que, em uma primeira declaração, responsabilizou o que ele identificou como dois lados, quando na verdade o ocorrido foi um atentado orquestrado pela extrema-direita, que se alinha com os ideais de superioridade branca, que sabemos tão bem aonde levaram em um passado de fascismos genocidas. As declarações acima referidas indicam o que vimos apontando como um dos reflexos da crise internacional do capital no plano internacional e local: a ascensão do conservadorismo, cujo objetivo é suprimir direitos dos trabalhadores e atacar as políticas públicas em todas as áreas e instâncias do poder. É cada vez mais comum a desenvoltura de uma direita, que se organiza contra pautas progressistas de gênero, sexualidade e etnias e se esconde por detrás de bandeiras hipócritas, como o Programa Escola Sem Partido. Aliada a tudo isso, temos, além de decretos que atacam reservas ambientais e minerais na Amazônia e da retomada das privatizações, a volta da escalada do governo federal contra direitos históricos da classe trabalhadora. É o caso da aprovação da Reforma Trabalhista no Congresso, e, agora, do anúncio do Executivo, após a escandalosa carta branca que a Câmara dos Deputados deu a Temer ao livrá-lo do processo por corrupção no STF, de que pretende voltar os seus canhões para a aprovação da Reforma da Previdência. Mais uma vez, os setores combati-

Mais uma vez, os setores combativos da sociedade brasileira precisam se organizar contra estes ataques. Os servidores públicos federais já articulam a realização de um dia de paralisações e protestos em todo o país para 14 de setembro

versidades e manifestou-se contrariamente ao seu financiamento privado. Por último, os diretores sindicais cobraram celeridade nos processos de progressão, assim como uma postura clara da Reitoria contra a Ebserh e o fim do contrato com a empresa da área da saúde, que em pouco tempo demonstrou sua inoperância não apenas na UFF como em todo o país. Não descansaremos e manteremos nosso empenho em defender, através da luta, nossos direitos e a sociedade que queremos. Um mundo sem opressões e mais justo, onde os trabalhadores tenham a sua dignidade respeitada e a educação pública gratuita e de qualidade seja um direito de todos e dever do Estado. vos da sociedade brasileira precisam se organizar contra estes ataques. Os servidores públicos federais já articulam a realização de um dia de paralisações e protestos em todo o país para 14 de setembro. Enquanto isso, na Universidade Federal Fluminense, retomamos mais um semestre letivo com a ameaça de cortes de bolsas de pesquisa e a falta de investimentos nos mais diversos setores. Merece destaque a visita do Reitor Sidney Mello às dependências do nosso sindicato, após pedido de sua iniciativa. A partir de questões colocadas pela Diretoria da Aduff, o reitor comprometeu-se a não fechar nenhum Instituto da Universidade, defendeu o caráter público das uni-

EDITAL Ciclo 100 Anos da Revolução Russa Para comemorar o centenário de um dos mais importantes eventos da história da humanidade, a Aduff-SSind lança edital para apoiar iniciativa de docentes da UFF que queiram refletir e debater sobre o significado, os avanços, os limites e a atualidade da Revolução Russa. Aduff poderá custear aluguel de equipamentos, divulgação dos eventos, deslocamentos de palestrantes e outras despesas necessárias para realização das atividades. O edital pode ser lido na página da Aduff na internet (www.aduff.org.br).

Associação dos Docentes da UFF

Presidente: Gustavo França Gomes • 1º Vice-Presidente: Gelta Terezinha Ramos Xavier • 2º Vice-Presidente: Juarez Torres Duayer • Secretária-Geral: Kate Lane Costa de Paiva • 1º Secretário: Douglas Ribeiro Barbosa • 1º Tesoureiro: Carlos Augusto Aguilar Junior • 2º Tesoureiro: Edson Teixeira da Silva Junior • Diretoria de Comunicação (Tit): Kenia Aparecida Miranda • Diretoria de Comunicação (Supl): Marcio José Melo Malta • Diretoria Política Sindical (Tit): Adriana Machado Penna • Diretoria Política Sindical (Supl): Bianca Novaes de Mello• Diretoria Cultural (Tit): Renata Torres Schittino • Diretoria Cultural (Supl): Ceila Maria Ferreira Batista • Diretoria Acadêmica (Tit.): Antoniana Dias Defilippo Bigogmo • Diretoria Acadêmica (Supl): Elza Dely Veloso Macedo

Seção Sindical do Andes-SN

Editor Hélcio L. Filho Jornalistas Aline Pereira Lara Abib

Filiado à CSP/Conlutas

Setembro/2017 Biênio 2016/2018 Gestão: Democracia e Luta: Em Defesa dos Direitos Sociais, do Serviço Público e da Democracia Interna

Revisão: Renake das Neves Projeto Gráfico e diagramação Gilson Castro

Imprensa imprensa.aduff@gmail.com Secretaria aduff@aduff.org.br

Sítio eletrônico www.aduff.org.br Facebook facebook.com/aduff.ssind

Rua Professor Lara Vilela, 110 - São Domingos - Niterói - RJ - CEP 24.210-590 Telefone: (21) 3617.8200

Twitter twitter.com/aduff_ssind Impressão Gráfica O Globo - 10 mil exemplares


Jornal da ADUFF

3

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Docentes convocam reação para deter política de ‘universidade e direitos mínimos’

Fotos: Luiz Fernando Nabuco

Reunidos em Niterói no 62° Conad, o maior conselho da história do Andes-SN, categoria defende a unidade entre os servidores de todas as áreas, os movimentos sociais e outros setores da classe trabalhadora para deter política que pode aniquilar direitos e a universidade pública no Brasil

A

reforma trabalhista tinha sido aprovada havia poucos dias, quando 240 professores de 70 seções sindicais se reuniram em Niterói, em julho, para fazer o maior Conselho do Andes-SN da história, o 62° Conad. A eliminação de garantias legais trabalhistas, em dimensões jamais vista no país, reforçou a percepção de que algo é preciso ser feito, o quanto antes, neste segundo semestre, para evitar a continuidade de retrocesso histórico em termos de direitos conquistados pela classe trabalhadora. O risco de a reforma da Previdência passar para muitos, reduzido, àquela altura, diante das denúncias de corrupção que abalavam o impopular governo de Michel Temer voltava à pauta. No mês seguinte ao 62° Conad, o governo federal anunciou um pacote de medidas, ainda não detalhado, que prevê dezenas de privatizações de estatais, aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% nos serviços públicos e

congelamento de salários de servidores. Medidas que se somam à que institui um Plano de Demissões Voluntárias e que prevê a possível redução de salários e jornadas. O pacote ainda terá que passar pelo Congresso, assim como a reforma da Previdência. Haverá resistência, é certo. As resoluções do 62° Conad, porém, alertam para a necessidade de uma reação em proporções bem superiores ao que já se fez até aqui. Os docentes defendem a unidade entre os servidores de todas as esferas, trabalhadores do setor privado, estudantes e movimentos sociais em uma mobilização que ocupe as ruas com a bandeira “Fora Temer”, prepare as condições para uma nova greve geral, supere a de 28 de abril e exija o arquivamento dos projetos e reformas que retiram direitos. Assim como a revogação do que já foi aprovado, caso da lei das terceirizações, da Reforma Trabalhista e da emenda constitucional que congela os orçamentos dos serviços públicos (EC 95).

Imagens do 62° Conad, ocorrido de 13 a 16 de julho, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói. Reportagens sobre os debates e resoluções podem ser lidas em www.aduff.org.br


4

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Jornal da ADUFF

Vai haver resistência, afirmam servidores Trabalhadores prometem lutar contra pacote que esvazia serviços públicos e aumenta alíquota previdenciária; primeira parcela da reestruturação da carreira foi incorporada em agosto; governo quer congelar salários em 2018 primeira parcela da reestruturação da carreiA ra docente das instituições

A reestruturação consta em lei, mas é incerto o que acontecerá com a parcela de 2018. O pacote de medidas divulgado pelo governo federal congela os salários no próximo ano, com adiamen-

federais de ensino foi incorporada aos salários em agosto (abaixo, as respectivas tabelas).

to por 12 meses de reajustes previstos. O pacote, que terá que passar pelo Congresso, inclui um PDV e aumenta a alíquota previdenciária de 11% para 14%. Para a direção do An-

des-SN, é um grave ataque ao funcionalismo e aos serviços públicos e também deverá ser contestado na paralisação nacional de 24 horas, indicada para 14 de setembro. “Isso só mostra que

este governo está disposto a tudo para cumprir acordos com banqueiros, vamos brigar por todos os direitos dos servidores públicos”, disse Eblin Farage, que preside o Andes-SN.

TABELA DE REMUNERAÇÃO APLICÁVEL À CARREIRA DO MAGISTÉRIO SUPERIOR Lei nº 13.325, de 29 de julho de 2016 - Vigência a partir de 01.08.2017 (20 HORAS) GRADUAÇÃO RT TOTAL 0,00 3.821,10 0,00 3.588,96 0,00 3.490,45 0,00 3.394,90 0,00 3.302,25 0,00 2.868,57 0,00 2.810,78 0,00 2.754,69 0,00 2.648,55 0,00 2.490,24 0,00 2.432,88

CLASSE

DENOMINAÇÃO

NÍVEL

E

Titular

D

Associado

C

Adjunto

B

Assistente

Único 4 3 2 1 4 3 2 1 2 1

VENC. 3.821,10 3.588,96 3.490,45 3.394,90 3.302,25 2.868,57 2.810,78 2.754,69 2.648,55 2.490,24 2.432,88

Adjunto-A – se Doutor Assistente-A – se Mestre Auxiliar – se Graduado ou Especialista

2

2.304,66

0,00

A

1

2.236,30

0,00

APERFEIÇOAMENTO VENC. RT TOTAL 3.821,10 235,65 4.056,75 3.588,96 227,85 3.816,81 3.490,45 221,56 3.712,01 3.394,90 215,50 3.610,40 3.302,25 209,62 3.511,87 2.868,57 189,87 3.058,44 2.810,78 178,83 2.989,61 2.754,69 171,73 2.926,42 2.648,55 117,41 2.765,96 2.490,24 111,60 2.601,84 2.432,88 109,27 2.542,15

ESPECIALIZAÇÃO VENC. RT TOTAL 3.821,10 581,49 4.402,59 3.588,96 560,31 4.149,27 3.490,45 550,38 4.040,83 3.394,90 535,10 3.930,00 3.302,25 524,15 3.826,40 2.868,57 272,79 3.141,36 2.810,78 261,78 3.072,56 2.754,69 248,81 3.003,50 2.648,55 237,51 2.886,06 2.490,24 229,60 2.719,84 2.432,88 210,85 2.643,73

VENC. 3.821,10 3.588,96 3.490,45 3.394,90 3.302,25 2.868,57 2.810,78 2.754,69 2.648,55 2.490,24 2.432,88

MESTRADO RT 1.267,42 1.030,59 997,19 964,90 933,68 728,11 687,41 649,10 627,98 597,05 585,20

TOTAL 5.088,52 4.619,55 4.487,64 4.359,80 4.235,93 3.596,68 3.498,19 3.403,79 3.276,53 3.087,29 3.018,08

VENC. 3.821,10 3.588,96 3.490,45 3.394,90 3.302,25 2.868,57 2.810,78 2.754,69 2.648,55 2.490,24 2.432,88

DOUTORADO RT TOTAL 2.408,94 6.230,04 1.981,02 5.569,98 1.915,55 5.406,00 1.852,30 5.247,20 1.791,16 5.093,41 1.400,57 4.269,14 1.324,90 4.135,68 1.291,34 4.046,03 1.262,35 3.910,90 1.229,34 3.719,58 1.192,16 3.625,04

2.304,66

2.304,66

106,58

2.411,24

2.304,66

199,67

2.504,33

2.304,66

571,43

2.876,09

2.304,66

1.165,66

3.470,32

2.236,30

2.236,30

100,90

2.337,20

2.236,30

189,07

2.425,37

2.236,30

540,85

.777,15

2.236,30

1.141,15

3.377,45

Cargo isolado de Professor Titular-Livre do Magistério Superior NÍVEL Único

VENC. 3.821,10

DOUTORADO RT TOTAL 2.408,94 6.230,04

TABELA DE REMUNERAÇÃO APLICÁVEL À CARREIRA DO MAGISTÉRIO SUPERIOR Lei nº 13.325, de 29 de julho de 2016 - Vigência a partir de 01.08.2017 (40 HORAS) GRADUAÇÃO RT TOTAL 5.444,81 0,00 0,00 5.131,92 0,00 5.000,47 0,00 4.873,56 0,00 4.795,93 0,00 4.070,51 0,00 3.989,43 0,00 3.873,81 0,00 3.701,41 0,00 3.549,08 0,00 3.421,40

CLASSE

DENOMINAÇÃO

NÍVEL

E

Titular

D

Associado

C

Adjunto

B

Assistente

Único 4 3 2 1 4 3 2 1 2 1

VENC. 5.444,81 5.131,92 5.000,47 4.873,56 4.795,93 4.070,51 3.989,43 3.873,81 3.701,41 3.549,08 3.421,40

2

3.242,68

0,00

1

3.121,76

0,00

Adjunto-A – se Doutor Assistente-A – se Mestre Auxiliar – se Graduado ou Especialista

A

APERFEIÇOAMENTO VENC. RT TOTAL 5.444,81 363,36 5.808,17 5.131,92 347,06 5.478,98 5.000,47 337,85 5.338,32 4.873,56 323,42 5.196,98 4.795,93 297,12 5.093,05 4.070,51 262,14 4.332,65 3.989,43 254,97 4.244,40 3.873,81 248,01 4.121,82 3.701,41 241,27 3.942,68 3.549,08 233,41 3.782,49 3.421,40 227,66 3.649,06

ESPECIALIZAÇÃO VENC. RT TOTAL 5.444,81 788,36 6.233,17 5.131,92 757,24 5.889,16 5.000,47 744,38 5.744,85 4.873,56 732,70 5.606,26 4.795,93 704,32 5.500,25 4.070,51 601,34 4.671,85 3.989,43 585,48 4.574,91 3.873,81 570,08 4.443,89 3.701,41 555,14 4.256,55 3.549,08 501,08 4.050,16 3.421,40 488,88 3.910,28

VENC. 5.444,81 5.131,92 5.000,47 4.873,56 4.795,93 4.070,51 3.989,43 3.873,81 3.701,41 3.549,08 3.421,40

MESTRADO RT 1.926,19 1.715,45 1.647,81 1.613,02 1.581,64 1.442,82 1.404,35 1.367,01 1.330,80 1.289,08 1.259,15

TOTAL 7.371,00 6.847,37 6.648,28 6.486,58 6.377,57 5.513,33 5.393,78 5.240,82 5.032,21 4.838,16 4.680,55

VENC. 5.444,81 5.131,92 5.000,47 4.873,56 4.795,93 4.070,51 3.989,43 3.873,81 3.701,41 3.549,08 3.421,40

DOUTORADO RT TOTAL 4.509,28 9.954,09 3.960,79 9.092,71 3.782,21 8.782,68 3.602,54 8.476,10 3.538,14 8.334,07 3.223,82 7.294,33 3.137,18 7.126,61 3.053,15 6.926,96 2.971,62 6.673,03 2.877,43 6.426,51 2.809,45 6.230,85

3.242,68

3.242,68

213,93

3.456,61

3.242,68

456,79

3.699,47

3.242,68

1.182,54

4.425,22

3.242,68

2.666,41

5.909,09

3.121,76

3.121,76

202,55

3.324,31

3.121,76

430,32

3.552,08

3.121,76

1.119,29

4.241,05

3.121,76

2.620,38

5.742,14

Cargo isolado de Professor Titular-Livre do Magistério Superior NÍVEL Único

VENC. 5.444,81

DOUTORADO RT TOTAL 4.509,28 9.954,09

TABELA DE REMUNERAÇÃO APLICÁVEL À CARREIRA DO MAGISTÉRIO SUPERIOR Lei nº 13.325, de 29 de julho de 2016 - Vigência a partir de 01.08.2017 (DEDICAÇÃO EXCLUSIVA) GRADUAÇÃO RT TOTAL 0,00 8.119,08

APERFEIÇOAMENTO VENC. RT TOTAL 8.119,08 1.010,61 9.129,69

ESPECIALIZAÇÃO VENC. RT TOTAL 8.119,08 1.740,93 9.860,01

VENC. 8.119,08

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

835,58 800,26 772,15 675,19 550,20 522,79 496,79 480,54 454,16 443,68

8.495,83 8.266,57 8.049,88 7.842,97 6.377,93 6.234,04 6.094,98 5.968,96 5.514,58 5.388,58

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

1.491,84 1.440,79 1.391,78 1.276,77 1.011,89 972,54 951,14 895,84 875,33 822,63

9.152,09 8.907,10 8.669,51 8.444,55 6.839,62 6.683,79 6.549,33 6.384,26 5.935,75 5.767,53

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

3.875,40 3.720,56 3.666,40 3.613,39 2.876,13 2.764,14 2.673,53 2.585,14 2.370,19 2.317,72

11.535,65 11.186,87 10.944,13 10.781,17 8.703,86 8.475,39 8.271,72 8.073,56 7.430,61 7.262,62

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

9.981,46 9.486,48 9.047,61 8.638,80 6.684,98 6.349,52 6.031,39 5.835,29 5.551,33 5.432,42

17.641,71 16.952,79 16.325,34 15.806,58 12.512,71 12.060,77 11.629,58 11.323,71 10.611,75 10.377,32

0,00

4.559,41

4.559,41

432,85

4.992,26

4.559,41

800,82

5.360,23

4.559,41

2.271,60

6.831,01

4.559,41

5.318,57

9.877,98

0,00

4.455,22

4.455,22

409,76

4.864,98

4.455,22

753,71

5.208,93

4.455,22

2.172,21

6.627,43

4.455,22

5.130,45

9.585,67

CLASSE

DENOMINAÇÃO

NÍVEL

E

Titular

Único

VENC. 8.119,08

4 3 2 1 4 3 2 1 2 1

7.660,25 7.466,31 7.277,73 7.167,78 5.827,73 5.711,25 5.598,19 5.488,42 5.060,42 4.944,90

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

2

4.559,41

1

4.455,22

D

Associado

C

Adjunto

B

Assistente Adjunto-A – se Doutor Assistente-A – se Mestre Auxiliar – se Graduado ou Especialista

A

Cargo isolado de Professor Titular-Livre do Magistério Superior NÍVEL Único

DOUTORADO VENC. RT TOTAL 8.119,08 11.321,40 19.440,48

MESTRADO DOUTORADO RT TOTAL VENC. RT TOTAL 4.271,11 12.390,19 8.119,08 11.321,40 19.440,48


Jornal da ADUFF

5

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Servidores apostam em unidade e na mobilização para reagir e deter retrocesso Fórum Nacional dos Servidores Federais sinaliza unidade entre todo o funcionalismo e trabalhadores do setor privado para retomada, no segundo semestre, das mobilizações contra as contrarreformas e o desmonte dos serviços públicos Hélcio Lourenço Filho Da Redação da Aduff

O

s servidores públicos federais apostam na construção de uma forte mobilização que una o conjunto do funcionalismo, em aliança com outros setores da classe trabalhadora, para deter o retrocesso histórico em curso em termos de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.

O pontapé inicial foi dado na reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), ocorrida na primeira quinzena de agosto, com a participação de quase 300 representantes sindicais do funcionalismo. Entre as deliberações, está a construção de uma paralisação geral do funcionalismo

federal no dia 14 de setembro – data referendada pela reunião setorial das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), no Andes-SN. A docente Kate Paiva, dirigente da Aduff-SSind que esteve nas duas atividades, diz que a reunião do Fórum dos Servidores deu um passo importante por um movimento que enfrente a política dos

governos das três esferas de retirada de direitos e desmonte das políticas sociais. “Acho que o mais importante foi rearticular o fórum [dos servidores] nos estados, começar a movimentar as nossas bases, para poder criar atos nos estados e uma perspectiva de uma nova greve geral para o segundo semestre”, disse. A professora destaca que o

risco de aprovação da Reforma da Previdência é real e é preciso impedir não só que isso aconteça, como pressionar para que as reformas já aprovadas sejam revogadas. “A gente não pode fazer essa luta sozinhos, temos que expandir para outras categorias. O desmonte do serviço público não atinge só a nós, atinge toda a população”, defendeu.

Sob forte repressão, Caxias aprova pacote de maldades contra servidores Aline Pereira Da Redação da Aduff

“T

roquei atuar em Teresópolis por trabalhar em Duque de Caxias, acreditando que seria mais valorizada profissionalmente, já que tenho três pós-graduações e um título de mestre”, recorda Sabrina Machado, professora de História da rede de ensino deste município da Baixada Fluminense. A docente está entre os milhares de servidores da cidade com os salários em atraso e em luta para reverter a decisão da Câmara de Vereadores que desmonta o plano de carreira do funcionalismo. O projeto foi aprovado nos primeiros dias de agosto, em três minutos e sem discussão com a comunidade ou entre os parlamentares. Não havia quórum regimental, afirmam os servidores. Os profissionais da educação de Caxias criticam a redução da gratificação entre os níveis dos atuais 12% para 6%, o fim dos triênios e ainda o aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária. “Existe um projeto maior de desmonte do ensino público e gratuito de qualida-

de; o que acontece em Caxias é mais um capítulo disso”, disse Sabrina, que ainda está sem o salário de julho. Nas ruas da cidade, em frente à Câmara Municipal, e ainda no plenário, trabalhadores da Educação e da Saúde enfrentaram repressão policial, bombas e spray de pimenta do Batalhão de Choque. “Foi um ato de extrema violência e simbólico; uma arbitrariedade”, disse Josiane Peçanha, também professora do município. “Direitos conquistados em 30 anos de lutas foram destruídos”, disse.

Solidariedade Por meio de notas públicas, a diretoria da Aduff manifestou solidariedade aos servidores de Caxias e afirmou que o projeto “é uma afronta à garantia constitucional da irredutibilidade dos salários e à dignidade da pessoa humana”.

Estudantes nas ruas no ato do dia 11 de agosto, no Rio: contra os cortes de verbas na educação

Educação vai às ruas contra cortes no setor Lara Abib Da Redação da Aduff

E

studantes do Rio de Janeiro foram às ruas denunciar a política de destruição das universidades e escolas públicas, levada à frente pelos governos de Pezão e Temer. A manifestação em defesa da educação pública, ocorrida no Dia do Estudante – 11 de agosto –, contou com a participação de profes-

sores, técnicos-administrativos e trabalhadores de outras categorias. "Governador, ficar sem aula dá caô. Vê se me entende, por favor! Eu tô sem professor, a merenda acabou. Eu vim aqui cobrar, governador", entoaram, no ritmo da música do Nego do Borel, enquanto se dirigiam ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado. “Pezão quer fechar salas de aula, cortou verbas das univer-

sidades estaduais e das escolas técnicas, está fechando hospitais, atrasando salário de servidores; ele e Temer querem que os trabalhadores ralem até morrer. Por isso estamos na rua com os estudantes, em defesa do direito à educação, à saúde, à aposentadoria e dos serviços públicos e dos servidores”, disse a professora Lorene Figueiredo, da UFF de Santo Antônio de Pádua e da diretoria do Andes-SN.


6

Jornal da ADUFF

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Notas da Aduff

Adeus, Luiz Melodia

A

precoce morte de Luiz Melodia, aos 66 anos, vítima de câncer, deixou triste uma legião de fãs do cantor, compositor e músico carioca. Nascido em 7 de janeiro de 1951, Luiz Carlos dos Santos, como registrado, eternizou o morro de Estácio – sua origem – em um de seus grandes sucessos. Ganhou popularidade em 1971, pela voz de Gal Costa, que interpretou “Pérola Negra”, uma das composições mais conhecidas do único filho do sambista Oswaldo Melodia. Márcio Malta, docente da UFF em Campos dos Goytacazes e autor da caricatura que ilustra esta nota, lembra que uma das músicas de Luiz Melodia foi censurada pela ditadura. “Presente Cotidiano” – cujos versos indagam "quem vai querer comprar banana? Quem vai querer comprar a lama? Quem vai querer comprar a grana?" – foi classificada como “subversiva” e proibida de tocar nas rádios na década de 1970. Negro como “Ébano”, Luiz Melodia cantou o amor, mas também o Brasil de todas as cores em 15 álbuns gravados. Seu último trabalho foi "Zerima" (2014). O Holly Estácio amanheceu chuvoso no dia 4 de agosto – a alegria irreverente e a voz suave de Luiz Melodia vão deixar saudades.

Huap e Ebserh - I

Valor da educação - I

Jubileu da Aspi

O reitor da UFF, Sidney Mello, não descartou, mas evitou falar em rescisão do contrato com a Ebserh na recente visita que fez à Seção Sindical dos Docentes. Questionado, disse que a postura da administração central diante da cessão do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares é de “pressão” e que ameaçou romper o contrato pela não realização de concursos e repasses de verbas.

A empresa privada CCR-Barcas barrou a gratuidade da travessia para cerca de 20 estudantes, do turno da noite, do Colégio Estadual Paulo Assis Ribeiro, em Niterói-RJ, para participarem de atividade extraclasse no Museu do Amanhã, no Centro do Rio, em 18 de agosto. O pedido de gratuidade havia sido solicitado previamente pela escola.

A Aduff participou da solenidade pelo Jubileu de Prata da Aspi (Associação dos Professores Inativos da UFF), em julho, no Cine Arte UFF. Gelta Xavier e Juarez Duayer representaram a Seção Sindical na cerimônia pelos 25 anos da associação, no Teatro da UFF. "É importante que caminhemos juntos diante dessa conjuntura de muitos ataques", disse Juarez.

Huap e Ebserh - II Para o reitor, a “pressão” deu alguns resultados, com o anúncio da contratação de 58 trabalhadores e da liberação de recursos para reformas nas instalações do hospital – após mais de um ano da contestada cessão do Huap à empresa. A Aduff-SSind avalia que o contrato se deu sem debate, sem legitimidade e fere a autonomia universitária.

Valor da educação-II A tentativa de negociar uma solução durou duas horas. A empresa acusou os estudantes e as professoras de criarem tumulto. A solução foi as professoras se cotizarem para pagar os R$ 5,60 da passagem de cada aluno. O atraso prejudicou a visitação da exposição sobre o Holocausto. Os estudantes portavam cartão Rio-Card, mas estavam sem uniforme porque há dois anos o governo estadual deixou de fornecê-lo gratuitamente.

Rafael Braga O TJ-RJ negou, por 2 votos a 1, o habeas corpus para Rafael Braga. Negro, pobre e morador de favela, Rafael foi detido portando duas garrafas de desinfetantes, durante os protestos de julho de 2013. Dois anos depois, Braga foi novamente enquadrado e condenado a 11 anos de prisão, por suposto tráfico e associação ao tráfico de drogas. A única "prova de crime" são declarações de dois policiais.


Jornal da ADUFF

7

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Em debate, cem anos da revolução que abalou o mundo Aline Pereira, enviada a Rio das Ostras Da Redação da Aduff

“Q

uem já fez uma revolução sabendo de antemão como levá-la até o fim? Onde se adquire tal conhecimento? Ele não pode ser encontrado em livros. Não existem tais livros. Nossas decisões podem apenas nascer da experiência das massas”. A citação de Vladimir Lênin, um dos artífices da Revolução Russa, constou da exposição do historiador Luciano Barboza, coordenador do Sepe em Rio das Ostras/ Casimiro de Abreu, o sindicato dos trabalhadores da educação, durante atividade na UFF que debateu o legado dos acontecimentos de 1917. Organizado pelo Sepe em parceria com a Aduff e o movimento estudantil, teve ainda a projeção do filme ‘Olga’, dirigido por Jayme Monjardim, seguida de debate entre docentes e participantes. O hall do prédio da UFF em Rio das Ostras ficou pequeno para abrigar a comunidade que, atenta, assistiu às considerações dos palestrantes – que incluíram Wanderson Melo, professor da UFF naquela unidade e ex-diretor da Aduff-SSind, e Anita Leocádia Prestes, pesquisadora e professora da UFRJ. Incialmente, Luciano Barboza enfatizou o papel dos sovietes (conselhos popula-

res) no processo revolucionário de 1917 e buscou problematizar os acontecimentos que abalaram o mundo no início do século 20. Tomou como base o pensamento de Leon Trótski, intelectual marxista e revolucionário bolchevique, destacando a atualidade do tema numa conjuntura que exige que os trabalhadores se organizem e resistam à retirada de direitos. O docente Wanderson Melo também ressaltou o significado de abordar o assunto neste momento. “Muito bom que tenhamos uma atividade de formação na UFF, em Rio das Ostras, no momento em que querem fazer da instituição um ‘inferno’ tal qual o sentido do termo usado por Dante Alighieri em “A Divina Comédia” – “Abandonai toda a esperança vós que entrai”, disse, em referência à política de contingenciamento de verbas do governo federal que tem levado à asfixia das instituições públicas de ensino. Para ele, há uma onda conservadora de ataque aos direitos sociais, exigindo uma recomposição das esquerdas. “O sentido de se discutir a Revolução Russa se faz na perspectiva de buscar a intervenção dos trabalhadores na história, as propostas alternativas à crise do capital e as suas revoluções”, disse Wanderson.

Luiz Fernando Nabuco

Atividade, com exibição de filme e debates sobre os 100 anos da Revolução Russa, tem público expressivo na UFF, em Rio das Ostras, e reforça a relevância do tema na atualidade

Muita gente compareceu ao debate sobre os 100 da Revolução Russa em Rio das Ostras

‘Tema atual’

A professora e pesquisadora da UFRJ mencionou um dos maiores historiadores do século 20, o inglês Eric Hobsbawm para assinalar a Revolução Russa como um acontecimento excepcional, com efeitos diretos e indiretos em toda a sociedade. “É um caminho para a humanidade libertar-se da barbárie em meio à sociedade capitalista que vivemos hoje”, afirmou Anita, filha dos militantes comunistas Olga Benário e Luís Carlos Prestes. Ela lembrou que a primeira tentativa de revolução proletária deu-se em 1871, na França, com a Comuna de Paris. Entretanto, o primei-

ro governo operário da história não sobreviveu por muito tempo. Anita disse que somente em outubro de 1917 uma sociedade mais justa e igualitária começa a ser forjada, com transformações sociais profundas, a partir da manutenção do poder pelos trabalhadores bolcheviques. A experiência soviética repercutiu em todo o mundo – inclusive no Brasil, apesar dos quatro séculos de escravidão e das oligarquias agrárias da época. Mencionou a greve geral de 1917, que parou São Paulo naquele ano por direitos, como a jornada de 8 horas diárias e o fim do trabalho infantil.

Filha de Prestes e de Olga, a professora havia participado, pouco antes, do debate que sucedeu a exibição do filme sobre a sua mãe. Nascida em um campo de concentração nazista na Alemanha, Anita afirmou ser “filha da solidariedade internacional”. Disse ser importante combater práticas e discursos conservadores que se afinam com doutrinas fascistas em voga na sociedade. “Há grupos de caráter ‘fascistoides’ levantando a cabeça. Vou citar Antônio Gramsci para dizer que ‘odeio os indiferentes’. É necessário tomar posição, ainda que possamos incorrer em erros e, mais adiante, tenhamos que revê-la”, disse.

“Nazismo também esteve a serviço do lucro das multinacionais capitalistas", diz Anita Prestes

“É

necessário sinalizar que por trás do fascismo e do nazismo existiam interesses comerciais”, afirmou Anita Leocádia Prestes, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no debate realizado logo após a exibição do filme “Olga”, dirigido por Jayme Monjardim e lançado em 2004 a partir de biografia escrita por Fernando Morais. Anita é filha de Olga Benário e nasceu nos campos de concentração nazistas. A professora criticou o enfoque dado Anita Leocádia Prestes no evento na UFF por certa vertente historiográfica que

discute o nazismo, considerando apenas o Holocausto. Para ela, o regime, que teve em Adolf Hitler seu principal expoente, esteve a serviço de grandes multinacionais, que utilizavam o trabalho dos prisioneiros em campo de concentração em condições análogas à escravidão. De acordo com Anita Prestes, a Alemanha nazista contou com forte propaganda ideológica e Hitler encontrou, não sem resistência de parcelas da população que foi duramente reprimida, amparo entre os alemães da época. “Importante que

as pessoas saibam que ele chegou ao poder por meio de eleições. E que, logo após, houve uma onda de forte repressão aos comunistas no país”, disse a professora, observando que o nazismo nunca rompeu com o capitalismo, aprofundando, inclusive, a exploração do homem pelo homem. Explicitou também que o nazismo se opunha não apenas aos judeus, mas a todos os grupos considerados “inferiores”, entre eles os eslavos, os negros, os homossexuais. “Não podemos esvaziar o conteúdo de classe do nazismo”, concluiu Anita Prestes.


8

Setembro/2017 • www.aduff.org.br

Jornal da ADUFF

Reitor vai à Aduff, propõe unidade e se declara a favor do financiamento público Direção sindical destacou que defesa conjunta da UFF passa pela luta pelo financiamento público em contraposição aos cortes e à parceria público-privada Luiz Fernando Nabuco

Lara Abib Da Redação da Aduff

“Eu

acho que o consenso é o financiamento público da universidade. Essa vai ser a posição da UFF. Se você pegar Harvard, e estou citando Harvard porque é uma universidade caríssima que cobra anuidade, a anuidade de Harvard financia apenas 7% do custeio da universidade. Então não vamos falar de parceria público-privada, não vamos falar de pagamento de mensalidade. Vamos falar que quem financia a universidade forte é o Estado, é o recurso público, é o financiamento público. A gente já sabe disso. Isso é uma pauta que unifica”. A declaração acima é do reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Sidney Mello, que esteve na sede da Aduff, no dia 8 de agosto, para participar de reunião com a diretoria da associação docente. O encontro foi agendado a pedido de Sidney, no final do primeiro semestre letivo de 2017. Na reunião, o reitor da UFF propôs unidade em defesa da universidade pública. “Acho que a gente poderia eleger essa pauta e encontrar uma estratégia coletiva de força”, disse. A presidente do Andes-SN e professora da UFF, Eblin Farage, que participava da reunião, ponderou que, embora a defesa da universidade pública aparentemente seja uma bandeira capaz de unificar, existe divergência na forma de fazer isso. “Uma boa parte defende que agora é hora de fazer parceria público-privada, de vender curso. Essa vai ser uma pressão, na nossa avaliação, que o MEC [Ministério da Educação] vai fazer no segundo semestre de 2017 sobre os gestores, inclusive”, disse. “Não, não é isso. Esses daí não têm consenso. Eu estou na defesa do financiamento público da universidade, com contratação com Regime Jurídico Único”, respondeu o reitor, citando o exemplo de Harvard. Na reunião, Sidney Mello

Na reunião na Aduff, o reitor disse ter acordo com reivindicações dos professores do Coluni - única unidade da UFF que não conta com eleições diretas para cargos diretivos

também garantiu que a UFF tem dinheiro para terminar o ano de 2017, se o governo continuar cumprindo com o repasse orçamentário. Questionado, afirmou que não “há risco de nenhuma unidade do interior ser fechada”, mas que só há dinheiro para a conclusão das obras nos prédios da Geociências e Biologia, em Niterói. Revelou ainda que a UFF entrou na Justiça, através da Advocacia Geral da União (AGU), para cobrar do MEC um repasse de 17 milhões. O pagamento do montante havia sido acordado entre o MEC e a administração da universidade para saldar a dívida da instituição com a Ampla, concessionária de distribuição de energia elétrica.

Aposentadorias e concurso O reitor comprometeu-se a repassar para a seção sindical dados como o número de professores que entraram com pedido de aposentadoria, este ano, na UFF. Perguntado sobre o que seria feito com essas vagas, ele garantiu que abri-

ria concurso imediatamente para preenchê-las. “Historicamente, a UFF vinha mantendo duas janelas, agora eu acabei com as janelas. Toda vaga, juntou um grupo, faz concurso”, disse.

Coluni O reitor também reconheceu os problemas estruturais por que passa o Coluni e admitiu que o colégio nunca foi realmente incorporado ao orçamento da UFF. Também disse ter sido “sensibilizado” e “convencido” pela reivindicação dos professores do Coluni, apresentada pelo diretor da Aduff e professor do Coluni, Carlos Augusto Aguillar Jr, de ampliação da democracia interna no colégio. O Coluni é a única unidade acadêmica da UFF que não conta com eleição direta para cargos diretivos. Ao final da reunião, o presidente da Aduff-SSind, Gustavo Gomes, agradeceu a presença do reitor na Aduff e ressaltou que foi a primeira vez na história da seção sindical que um reitor esteve na

sede do sindicato para reunir-se com os docentes. “Nesse momento de contingenciamento, de corte de bolsa, corta de verbas e retirada de direitos, é importante para nós manter um diálogo aberto e franco com a administração

da universidade, num esforço de identificar pontos em comum, como a defesa do financiamento público para a universidade pública, a carreira pública na universidade e pensar iniciativas mais conjuntas”, finalizou Gustavo.

Aduff cobra de reitor fim da demora nas progressões e promoções da carreira docente na UFF As progressões e promoções de docentes na carreira também foram pautadas pela direção da Aduff na reunião com o reitor Sidney Mello. Diante do relato de que muitos docentes estão recorrendo ao sindicato para reclamar da demora nas progressões e promoções, Sidney prometeu verificar quais são os entraves e agilizar os processos internos. A direção da Aduff já vem cobrando da administração da UFF uma solução para o problema há algum tempo. No caso da promoção acelerada, protocolou em abril uma petição na Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), com cópia para o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP), solicitando o encaminhamento das requisições de professores da promoção acelerada. O assunto havia sido tratado ainda em reunião anterior com o reitor. Os processos de promoção acelerada, a partir daí, começaram a andar, atendendo a parte dos docentes. No entanto, a diretoria da Aduff, auxiliada por sua assessoria jurídica, seguirá acompanhando o caso e cobrando a devida celeridade.

Profile for ADUFF SSind

Jornal aduff setembro 2017 internet  

Jornal aduff setembro 2017 internet  

Advertisement