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Poesia

hora mais grotesca em que dente de ouro mastiga pedaços de besta caçada; nem a da conversa com indiferentes ou com burros de óculos, gelatina humana, vontades corruptas, palavras sem fogo, lixo tão burguês, lesmas de blackout fugindo à verdade como de um incêndio; não a do cinema hora vagabunda onde se compensa, rosa em tecnicólor, a falta de amor, a falta de amor, A FALTA DE AMOR; nem essa hora flácida após o desgaste do corpo entrançado em outro, tristeza de ser exaurido e peito deserto, nem a pobre hora da evacuação: um pouco de ti desce pelos canos, oh! adulterado, assim decomposto, tanto te repugna, recusas olhá-lo: é o pior de ti? UNIVERSIDADE E SOCIEDADE

DF, ano XXI, nº 48, julho de 2011 - 147

Revista Universidade e Sociedade - N°48  

Revista do Sindicato Nacional ANDES-SN

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