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Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas “Amor e Esperança” - Ano 13 - nº 114 - Abril/2012 Distribuição Gratuita

- A Lição Inesquecível - O Evangelho de Chico Xavier - Exemplo de Chico em Família - Homenagens a Chico Xavier PROIBIDA A VENDA


Editorial Publicação Mensal Doutrinária-espírita Ano 13 – nº 114 – Abril/2012 Órgão divulgador do Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança CNPJ: 03.880.975/0001-40

Inscrição Estadual: 146.209.029.115 Seareiro é uma publicação mensal, destinada a expandir a divulgação da Doutrina Espírita e a manter o intercâmbio entre os interessados em âmbito mundial. Ninguém está autorizado a arrecadar materiais em nosso nome, a qualquer título. Conceitos emitidos nos artigos assinados refletem a opinião de seu respectivo autor. Todas as matérias podem ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

Esta edição foi toda dedicada ao nosso querido médium Francisco Cândido Xavier. O que falar mais da vida desse grande SER HUMANO. Uma pessoa simples, isso todos sabemos, um médium dedicado, também, um divulgador do Espiritismo? Sua vida marcada pelo carinho e amor ao próximo, sua paciência para com todos, seu exemplo de humildade e desprendimento, só faz lembrarmo-nos de coisas boas, e também pela perseguição no início do século XX, da parte daqueles que ainda resistiam em aceitar as Verdades do Cristo. Falar do nosso Chico é recordarmos da perseverança, palavra tão pouca usada ou virtude tão pouco perseguida nos dias de hoje. Perseverança é um substantivo que vem do grego e significa capacidade de aguentar ou manter-se firme em face das dificuldades. Persistir, continuar firme e constante em um sentimento ou em uma resolução, nos torna pessoas mais resilientes. “E não somente isso, mas exultemos enquanto em tribulações, visto que sabemos que tribulação produz perseverança. Paulo aos Romanos 5:3.” Os mais de 400 livros psicografados por ele são os frutos dessa disciplina ao qual se impôs para trazer à lume a consolação prometida pelo Mestre Jesus.

ÍNDICE

Diante de uma vida dedicada exclusivamente ao próximo, só nos resta estudarmos cada vez mais a Doutrina Espírita e nos esforçarmos realmente por colocar em prática todos os ensinamentos vertidos deste coração maravilhoso, que sabemos, ainda zela por nós.

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Grandes Pioneiros: Homenagem ao Estado de Minas Gerais - Pág. 03 Atualidade: De Kardec aos Dias Atuais- Pág. 08 Kardec em Estudo: O Livro dos Espíritos - Cap. VI - Vida Espírita - Pág. 09 Família: Exemplo de Chico em Família - Pág. 10 Cantinho do Verso em Prosa: Na Eterna Luz - Pág. 12 Livro em Foco: O Evangelho de Chico Xavier - Pág. 13 Pegadas de Chico Xavier: Hansenianos - Pág. 13 Mensagem: Livro Espírita - Pág. 14 Contos: A Lição Inesquecível - Pág. 15 Homenagem: Francisco Cândido Xavier - Coração de Mãe, Gratidão Eterna - Pág. 16 Clube do Livro: Paz e Renovação - Pág. 17 Canal Aberto: Homenagem aos 100 anos de Chico Xavier - Pág. 17 Tema Livre: Boa Religião ‘‘Fora da Caridade não há Salvação’’ - Pág. 18 Calendário: Abril - Pág. 19

Direção e Redação Rua dos Marimbás, 220 Vila Guacuri São Paulo - SP - Brasil CEP: 04475-240 Tel: (11) 2758-6345 Endereço para correspondência Caixa Postal 42 Diadema - SP CEP: 09910-970 Tel: (11) 4044-5889 com Eloisa E-mail: contato@espiritismoeluz.org.br Conselho Editorial Cladi de Oliveira Silva Fátima Maria Gambaroni Geni Maria da Silva Reinaldo Gimenez Roberto de Menezes Patrício Rosane de Sá Amado Rosangela Araújo Neves Silvana S.F.X. Gimenez Vanda Novickas William de Paula Amado Wilson Adolpho Revisão Conselho Editorial Jornalista Responsável Eliana Baptista do Norte Mtb 27.433 Diagramação e Arte D´Artagnan Propaganda www.dartagnan.com.br Imagem da Capa Composição artística através de imagens dos sites: http://www.casadechicoxavier.com.br www.blogspot.com www.google.com.br/imagens Impressão Van Moorsel, Andrade & Cia Ltda Rua Souza Caldas, 343 - Brás São Paulo - SP - (11) 2764-5700 CNPJ: 61.089.868/0001-02 Tiragem 12.000 exemplares Distribuição Gratuita


Grandes Pioneiros

O INÍCIO DE UMA NOVA ERA

Fonte: http://2.bp.blogspot.com

Minas Gerais! Entre as riquezas materiais guardadas nas profundezas de seu solo, outros tesouros de luzes se acenderam para iluminar a Humanidade. Espíritos de elevada hierarquia espiritual reencarnaram por ordem Divina, elaborando árdua missão mediúnica. Eurípedes de Barsanulfo nasceu na pequenina e acolhedora cidadezinha de Sacramento, no dia 1º de maio de 1880. Viveu exclusivamente para servir a Jesus. Médium de bicorporeidade, fenômeno de isolamento do corpo encarnado, mostra-se, em outros lugares, em Espírito, para prestar socorro, atendendo pedidos urgentes. Essa mediunidade era comum em Eurípedes de Barsanulfo. Outro fenômeno era o de desdobramento, através do sono. Era também receitista, vidente, curador e exercia outros tantos trabalhos, confirmados pelo testemunho de amor a Deus e a Jesus, em favor do próximo. Francisco Cândido Xavier reencarnou em 2 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo, local tão apagado na época, como Sacramento. Ambas rodeadas de morros e matas, aparecendo, em suas ruelas, casinhas simples, abrigando os habitantes, que ganhavam seus parcos proventos, plantando e colhendo seus alimentos, ou cuidando dos gados nos pastos. Com Francisco Cândido Xavier, nascia uma nova era, na qual a Humanidade veio a conhecer o “Consolador” prometido por Jesus, através do médium, que vivenciou os exemplos contidos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Diante de toda a missão a ser cumprida na Terra, de

Casa de Chico Xavier

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grande responsabilidade, Francisco Cândido Xavier, antes de seu reencarne, foi conduzido, pelos Benfeitores Espirituais, a conhecer o Espírito que lhe daria a vida física, assim como o local de seu berço reencarnatório. Como já descrito, a região bucólica deu ao futuro reencarnante a sensação de muita luta no porvir. Súbito, a equipe Espiritual para e aponta a porta de entrada de uma simples casinha, que seria o lar de Chico Xavier. Chico, ainda absorto em seus pensamentos, desperta com um dos Espíritos que lhe indica a aproximação de um grupo de senhoras, que retornava do trabalho. Entre elas, o benfeitor destaca a presença de uma senhora de baixa estatura, vestida com simplicidade, mas de aspecto simpático e feliz, embora a pobreza em que vivia. Chico olhou-a com ternura. Escutou quando ela, alegremente, despediu-se das amigas e entrou na casa, passando pelo grupo de Espíritos, sem vê-los. Um dos Espíritos aproximou-se de Chico e explicou: — Essa nobre senhora chama-se Maria João de Deus. Em todas as reencarnações passadas, ela dedicou-se a difundir a fé cristã e sua devoção a Deus, em tarefas assistenciais coletivas. No final do século passado, ela pediu a Espiritualidade Superior que lhe fosse concedida a permissão de ser mãe, como base principal de sua vida,

reencarnando numa extrema pobreza, para dar seu testemunho de fé a Deus, burilando seu Espírito. — Na vida atual, — Chico continuou a explicar o Benfeitor — ela está com vinte e seis anos, é casada com um operário, de nome João Cândido Xavier e é, também, tecelã numa fábrica de tecidos. Sua maternidade resultou em oito filhos e viu desencarnar uma menininha, com pouco tempo de vida física, porém os sete filhos aí estão em fase de crescimento. Chico sentiu grande emoção para com aquela criatura simples. Parecia vê-la numa recordação de profunda afetividade, como se já tivessem vivido juntos em outras eras. Sem poder dominar mais as lágrimas, Chico aproximou-se e abraçou-a, afagando-lhe os cabelos.


Fonte: http://perlbal.hi-pi.com

José Arigó

Fonte: panoramio

Maria João de Deus também sentiu, repentinamente, um desejo enorme de chorar. Chorou sem saber o motivo para tantas lágrimas rolarem pelas suas faces. O marido, de retorno do trabalho, surpreendeuse por vê-la em prantos e perguntou: — O que houve Maria? — Não sei lhe dizer João. Algo me fez triste; é como se me viesse à mente recordações distantes, como aquelas em que a morte ceifou vidas tão queridas ao nosso coração. — Ora, Maria, você andou lendo algum romance que a deixou assim. Chico ali continuava e ouviu essas palavras daquele que iria ser seu pai. João Cândido, sem nada perceber, encaminhou-se para o interior da casa, ouvindo os filhos nas habituais brincadeiras. Maria João recolheu-se num canto da sala, para pedir a Jesus que concedesse paz a quem ali estivesse, sob a forma de saudade ou sofrimento. Chico a tudo presenciou, sentindo o coração de sua futura mãezinha e chorou, olhando a simplicidade e a humildade daquela mulher, submissa aos desígnios de Deus. Tempos depois, Francisco Cândido Xavier retornava para se ligar, em definitivo a Maria João de Deus, sua mãezinha querida. Em Congonhas do Campo, José Arigó abalou o mundo, trazendo pela sua mediunidade, a entidade do doutor Fritz, médico alemão desencarnado durante a primeira guerra mundial, que passou a operar e tratar de pessoas vindas de todas as localidades do Brasil e do mundo exterior, para serem atendidas. Cientistas que ali chegavam curiosos, examinando todo o processo mediúnico, trazendo modernas aparelhagens para comprovarem as diversas e difíceis cirurgias executadas pelo Espírito do doutor Fritz, ficavam sem ação diante dos resultados satisfatórios, após os pacientes levantarem das macas, em perfeitas condições físicas.

Não havia fraudes, tudo era real, por serem realizados os processos cirúrgicos à vista de todos. Apenas esses cientistas não entendiam como que os cortes abertos sem anestesias não provocavam dores e nem infecções e cicatrizavam rapidamente. Se pudessem constatar a parte Espiritual e a assistência dos médicos ali presentes, talvez acreditassem no amparo celestial. Minas Gerais de outrora, revivendo seu passado perante a história do Brasil, fora apontada pela Espiritualidade Superior como os rumos futuros para o seu desenvolvimento físico. Nas terras chamadas de Piratininga - São Paulo, reencarnariam os Espíritos vanguardeiros, que receberiam o nome de “bandeirantes”, por serem responsáveis pelas descobertas das novas terras. Jesus, após decisões com Espíritos Superiores, designa o Espírito de Ismael, para dar continuidade à a obra de restauração da Pátria do Evangelho. Ismael, convoca ao reencarne, para a importante missão, os Espíritos: Antonio Rodrigues Arzão, Marcos de Azeredo, Bartolomeu Bueno da Silva e Fernão Dias Paes Leme entre outros, dizendo-lhes: “Meus irmãos, por ordem do nosso Mestre Jesus, dirijo-lhes a palavra, para lhes dar ciência de que retornarão à Terra, incumbidos, pelos Planos Divinos, de desvendarem as fontes de riquezas escondidas nesse solo de brilhante futuro e progressivo país”. Diante da pequena assembleia, o silênciofoi quebrado pela voz firme de Fernão Dias, que interroga a Ismael: — Senhor, qual será o caminho a ser desvendado e quais garantias teremos nesta importante empreitada, se ainda somos tão pequenos diante da Ordem Divina? Ismael seguro na resposta, esclareceu: — Jesus conhece a todos vocês. Esta será uma nobre reencarnação, seja de êxito ou de fracasso. Sem mais delongas, Ismael continuou falando aos Espíritos ali convocados: “— Sendo a Terra a escola abençoada que dá, através das experiências vividas, a prática do Bem, esperamos que saibam vencer as tentações da ambição ao ouro e aos prazeres carnais. Serão muitas as discórdias, as caminhadas penosas sob o sol causticante, mas terão sempre o refrigério das bênçãos de Deus, se souberem vencer o desânimo e o cansaço, quando olharem para o Alto, nas noites estre-

Banca de Livros Espíritas “Joaquim Alves (Jô)” Livros básicos da Doutrina Espírita. Temos os 419 livros psicografados por Chico Xavier, romances de diversos autores, revistas, jornais e DVDs espíritas. Distribuição permanente de edificantes mensagens.

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objetivo dos bandeirantes, mas eles também deixavam o progresso, com o conhecimento que traziam, na formação das vilas, igrejas, o plantio e a criação de gado. Com esses elementos básicos de alimentação, a vida dos habitantes dessas regiões melhorava sensivelmente, embora os rudes gestos desses homens, pelos terríveis enfrentamentos que tinham de passar, pela ganância dos integrantes das bandeiras, pelas intempéries do clima, diferentes em cada região, e pelas vastas matas fechadas. Tinham, por vezes, que tomar atitudes violentas, para manter o relacionamento da melhor forma possível entre as tropas, mas, apesar de tudo, foram eles os primeiros vanguardeiros nessas valiosas descobertas para as formações físicas destes estados brasileiros. Fernão Dias, o valente caçador de esmeraldas, começou a sentir os desgastes físicos. Sua saúde dava mostras de fraquezas, que estavam refletindo em sua constituição física e mental. O Estado de Minas Gerais ficara gravado em seu coração. Lembrava-se da passagem dos bandeirantes por essas terras e a fundação do povoado “Quinta do Sumidouro”. Sem mais delongas, partiu com a família para lá e fixou sua moradia, e de muitos nativos, que Fernão Dias ajudou nas construções de suas casas. Com o aparecimento desse arraial, assim chamado pelos seus habitantes, Fernão construiu uma pequena igreja, que recebeu o nome de “Capela do Rosário”, feita em estilo barroco. Essa foi a primeira construção, cujo altar foi esculpido, segundo os dados históricos de Minas Gerais, por Aleijadinho. Fernão Dias e os habitantes locais deram prosseguimento à extração do ouro e das pedras preciosas, que ali apareciam em abundância. Essa região mineira crescia a olhos vistos e passou a abastecer todas as regiões aos arredores, com gêneros alimentícios e a criação de gado. Aí firmou-se o município de Pedro Leopoldo, que no futuro seria o berço reencarnatório de Francisco Cândido Xavier. Na metade do século XVIII, o Estado de Minas Gerais crescia, com o surgimento das seguintes localidades: Curral d’El Rei atualmente Belo Horizonte, Contagem das Abóboras, Capela Nova do Betim, Santa Quitéria atualmente Esmeralda, Sete Lagoas, Venda Nova, Riacho da Areia, Olhos D’Água e Pindaíbas. Esses locais progrediam pelo

Fonte: http://t1.gstatic.com

ladas. Vocês irão constituir famílias, mas pouco será o tempo desse convívio, pois muitos serão os afazeres. Enfim, terão acertos e erros, mas as descobertas das novas terras se farão.” Após esses esclarecimentos, Ismael apontando o Espírito Fernão Dias, sentenciao: — Você, Fernão, será o chefe da expedição, pois a sua coragem abrirá novos rumos. Muitas vezes suas energias terão que ser recompostas por severas atitudes que terás a tomar, mas não se esqueça que a Misericórdia Divina se fará, se você souber atender com tolerância as falhas humanas. Fernão Dias mostrou-se submisso à determinação do Alto e todos foram preparados para o retorno à Terra, que se deu mais ou menos nos finais do século XVII, quando as bandeiras paulistas começaram a se espalhar por todas as partes deste país, chamado Pindorama, pelos indígenas aqui existentes. Através das matas fechadas os bandeirantes desbravavam, levando à frente, como símbolo de fé, a cruz do Cristo. As conquistas em busca das esmeraldas surgem pelas regiões de Minas Gerais. Essa ocupação histórica da região mineira e seu povoado provém das exaustivas buscas desses bandeirantes, que começaram as caminhadas alcançando a Bahia, depois o Espírito Santo, sempre, em suas passagens, deixando povoados pelas cercanias do Rio das Velhas, incentivando os pescadores e os escravos fugidos das fazendas a se ocuparem nas regiões descobertas, plantando em solo virgem as com sementes encontradas pelos arredores. Fernão Dias estava sempre à frente das caravanas dos bandeirantes. Sua coragem incentivava-os e tornou-se o principal caçador de esmeraldas, pelo seu desenvolvimento em encontrar, entre os minerais, essa preciosa pedra. Segundo dados do “Arquivo Público Mineiro”, os bandeirantes chegaram, ao então vilarejo de Pedro Leopoldo, em março, no dia 13 de 1673. Até esta data, Bartolomeu Bueno da Silva, Raposo Tavares, Borba Gato, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral seguiam descobrindo novas terras, tesouros escondidos no mar, ouro e pedras preciosas. Porém, a passagem dos bandeirantes não se limitava apenas à caça de tesouros. Em cada lugar que paravam para descansar, para o que precisavam de longo tempo, deixavam roças de milho, como também plantações de mandioca e criação de porcos e galinhas. Assim foram surgindo os povoados no Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira, Ibituruna, Paraopeba, Sumidouro, Roça Grande, Sabará, Mato das Pedrarias e Itacambirá. Em todas essas regiões, a busca do ouro era o principal

Sabará – uma das cidades fundadas pelos bandeirantes


fluxo comercial da região, entre a agricultura e a criação de gados e aves. A Fazenda Jaguara, localizada na região de Cachoeira Grande ou Pedro Leopoldo, pouco distante do Arraial do Sumidouro, abrigou, até 1765, o posto fiscal, que exercia a fiscalização dos produtos comercializados em todo esse território, principalmente o tráfego dos mineiros. Mas, com a decadência das minas no interior, a região de Cachoeira Grande, hoje Pedro Leopoldo, passou a fiscalizar somente a exploração dos terrenos para o plantio agrícola. A região de Cachoeira Grande, como seu próprio nome indicava, era o potencial hidráulico dessa região. Por volta de 1890, um cidadão chamado Antonio Alves da Silva, precisou visitar sua irmã Angélica, moradora local, que estava enferma. Espantou-se com a quantidade de água ali existente. Realmente o nome dado à região Cachoeira Grande, fazia sentido. A fazenda do senhor Antonio ficava na região da Cachoeira dos Macacos, onde ele possuía e fazia funcionar uma fábrica têxtil. Porém, entusiasmado com o potencial hidráulico da região, adquiriu, por negociações a Fazenda das Três Moças. Esse local estava abandonado, porque em épocas passadas, o casarão ali existente fora queimado, pois abrigava os doentes portadores de tuberculose. Foi fácil para ele adquirir esse imóvel. Reformou e construiu a Casa do Engenho, onde foi instalada a sede dos diretores da Fábrica de Tecidos Cachoeira Grande. De frente a essa casa, foram construídos os armazéns e a casa do caseiro. Segundo dados históricos da cidade de Pedro Leopoldo, essa fábrica, ficaria na esquina da rua Nossa Senhora da Saúde. Essa fábrica de tecidos foi o início da atividade econômica da cidade, onde o Comendador Antonio Alves dera início ao progresso local, com as atividades agropecuárias. Precisando de mão de obra para o funcionamento, foram construídas muitas casas, que vieram a formar uma vila operária, que ficou conhecida como as “casas do quadro”, justamente por formarem um quadrado junto à fábrica. Muitas famílias passaram a residir nessas casas, trabalhando na área da produção; pessoas para a manutenção das máquinas e para a parte administrativa. No mesmo ano de 1895, fora também inaugurada a estação ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil. O terreno onde foi construída a ferrovia foi doado pela fábrica de tecidos, pelo Comendador Antonio Alves, em nome do desenvolvimento local. Em pouco tempo, ela tornou-se ponto de parada, com grande movimento, trazendo e levando as pessoas para o trabalho ou para viagens de transportes. Foi, também, mais um local para empregar os habitantes da cidade ou dos arredores. A estação, de início, foi inaugurada com o nome de “Parada da Cachoeira”, mas, em virtude da morte repentina do engenheiro que a construiu, passou a se chamar “Dr. Pedro Leopoldo”. Com o funcionamento progressivo da fábrica de tecidos,

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fora preciso aumentar a área para a instalação de uma unidade, onde o tecido teria que sofrer um branqueamento em suas fibras; e, para isso, foi perfurado o primeiro poço artesiano na cidade. Logo novas moradias foram construídas, para empregar mais pessoas. Atualmente, restam poucas casas, que são utilizadas para suporte da produção. Para maior segurança, no local foi construído um muro, contornando toda a unidade fabril. Seguindo o rumo histórico da aprazível cidade, hoje Pedro Leopoldo, há documentos no cartório de Matosinhos, com informações de que a Fazenda da Cachoeira fora hipotecada por dívidas de jogo ao agiota Antonio Dias Torres e que, em 1901, passou ele a escritura definitiva da fazenda para a Companhia Fabril Cachoeira Grande. Mas, em 1920, foi ela absorvida pela Cia. Industrial Belo Horizonte. Pedro Leopoldo, até 1923, era freguesia de Matosinhos, que, por sua vez, era distrito de Santa Luzia. E fora elevado a condição de município em 1924. Já em 1925, Pedro Leopoldo elevou-se a categoria de cidade. Seu nome foi uma homenagem ao engenheiro, Pedro Leopoldo, que havia projetado a ferrovia que passava pela cidade. Dr. Pedro Leopoldo da Silveira nasceu no dia 2 de dezembro de 1850, no município de São Cristóvão, no Estado de Sergipe. Era filho do Tenente Coronel Manoel Fernandes da Silveira e de Felismina Aguiar da Silveira. Formou-se na Escola de Engenharia do Exército, em 1875. Foi alferes, que era um posto na hierarquia militar, mas, após formado, deixou o exército, para trabalhar na Estrada de Ferro Central do Brasil, onde projetou e construiu a Ferrovia de Pedro Leopoldo. Porém, antes de sua inauguração, foi ele vítima de uma congestão cerebral e teve morte instantânea. Foi sepultado no Cemitério Público de Sabará. Era o dia 9 de agosto de 1894. Quando a cidade de Pedro Leopoldo completava quarenta anos, no dia 27 de janeiro de 1964, comemorando sua emancipação, os restos mortais do engenheiro Dr. Pedro Leopoldo, foram transladados para o cemitério da cidade, em agradecimento ao digno engenheiro, pelo povo leopoldense. Surgiu, também em 1923, a primeira usina de pasteurização de leite em Pedro Leopoldo, sendo a primeira no Estado de Minas Gerais. Há também, em plena atividade, a agropecuária na cidade, com importantes fazendas, sendo que muitas delas, atualmente, são apontadas como fontes de renda e turismo local. Há projetos de instalações industriais para a cidade de Pedro Leopoldo e também gerenciamento de exportações via Aeroporto de Confins. A partir de 1955 o crescimento da cidade foi acentuado. Em 1956 foi inaugurada a Companhia


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prendimento de Chico Xavier. de Cimento Cauê. Em 1963 a Precon – Pré Moldados de Partia Chico, também feliz, por ter cumprido com toda Cimento. Em 1975 inaugurou-se a Ciminas (Cimento Nacional de Minas Gerais S/A). humildade a sua vida, exemplificada pelo Evangelho de Jesus. Atualmente, há uma forte expansão econômica; o apaEntre os pontos turísticos da cidade de Pedro Leopoldo, recimento de condomínios fechados, várias lojas, pequenas galerias, shopping centers, vários supermercados etc. destaca-se: A estação ferroviária, onde hoje funciona a Biblioteca Dentre as personalidades importantes da cidade destaMunicipal, conhecida como a “Casa da Cultura”. ca-se, em primeiro lugar, o conhecido médium Francisco Cândido Xavier. A “Casa Chico Xavier”, onde morou o médium, e que hoje funciona como museu, com fotos, livros mediúnicos Muitos ainda confundem a terra natal de Chico Xavier, recebidos por Chico, o quarto em que dormia etc. A casa é dizendo ter ele nascido em Uberaba, no triângulo mineiro. próxima a Escola São José, onde Chico estudou. No local Mas Chico Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, em 2 de abril há atendimentos diários e reuniões do Evangelho no Lar de 1910. aos domingos, às 18 horas, com comentários dos particiEstudou até o quarto ano primário na Escola Estadual pantes. São José. Trabalhou, em sua adolescência, na fábrica de Do outro lado da linha férrea há o Parque de Exposições tecidos, depois na Fazenda Modelo, como escriturário. Assis Chateaubriand, onde são realizados diversos evenEssa Fazenda fora instalada em Pedro Leopoldo pelo tos. Governo Federal, criada para o desenvolvimento da agroPasseios na Fazenda Modelo, onde pode-se fotografar pecuária na cidade. Chico aí permaneceu durante muitos os aspectos das antigas moradias e o escritório. Na parte anos, até a mudança em 1959, para Uberaba. de baixo da casa, foi o local de trabalho de Chico Xavier, Mas durante sua estada em Pedro Leopoldo, Chico funque nas horas de almoço e até a madrugada, psicografava dou o primeiro Centro Espírita na cidade, o “Luiz Gonzaga”, o famoso livro “Paulo e Estevão”, de autoria do espírito Emque continua atuante até hoje, na mesma simplicidade deimanuel. xada pelo médium, com reuniões noturnas e assistência às Seria importante aos visitantes chegarem ao Ribeirão famílias carentes. da Mata, nas proximidades da Represa. É que ali, junto ao Na época, o médium sofreu muitas perseguições por Açude, no final do ano de 1931, Chico viu o Espírito Emmaparte dos católicos, e principalmente pelos líderes da igrenuel, pela primeira vez. Há um marco nesse local, para que ja, devido ao conservadorismo e fanatismo religioso. Fora a visão que fora consagrada pelo médium mineiro faça paruma fase inicial da Doutrina, até então desconhecida, printe, também, da imaginação do povo espírita que ali chegar. cipalmente pela pouca instrução do povo, em sua maioria Local privilegiado pela natureza. analfabeta, como todos os povos ainda em crescimento de A entrada da Fazenda Modelo é cultura. belíssima. Os bambus se unem em Portanto, só através dos anos é forma de arco e causam profunda que Chico, com toda dedicação e disemoção a quem chega e sente o arociplina espiritual, conseguiu ensinar a ma balsâmico. Humanidade a tomar conhecimento O lar da família do senhor doutor das obras de Allan Kardec. E foi a Rômulo Joviano, em sua sede prinpartir de sua ida a Uberaba, que Chicipal, destaca-se em meio à paisaco alcançaria a notoriedade nacional. gem florida do local. E logo nos vem Chico Xavier trabalhou intensalembrança das descrições feitas em mente, atendendo a todos que o provários livros: Chico caminhando encuravam, até alta madrugada. tre os animais, orando e admirando o No ano de 2002 parte ele para a trabalho e as instruções que ele via e pátria de origem, justamente no dia ouvia de Emmanuel, após a primeira em que ele sempre pedira que o povo visão de seu guia. estivesse muito feliz. Assim foi, pois, Chico sempre comentava que à o Brasil conquistava o pentacampenoite, quando se preparava para cononato na Copa do Mundo. O povo tinuar a psicografar o livro “Paulo e todo vibrava em contentamento e Estevão”, era acompanhado por um ninguém quase prestara atenção nas Capela do Rosário sapo que ficava quietinho, recolhido poucas chamadas da mídia, do des-

PEDE AJUDA!

O Hospital do Fogo Selvagem de Uberaba – MG, que atende a portadores do Pênfigo (Fogo Selvagem) e também a 150 crianças, precisa de doações para comprar: os remédios Calcort e Psorex pomada (podem ser genéricos); materiais de limpeza (sabão em barra Ypê amarelo para os doentes e sabão em pó para limpeza em geral); fraldas descartáveis tamanho G infantil; Mucilon; lenços umedecidos e álcool gel 70%.


Bibliografia

a um canto do escritório, até que ele desse por terminada a tarefa e saísse de volta para a casa, já tarde da noite. E aí o sapo também saía, para voltar a mesma hora noturna; “parecia que ele consultava o relógio”, dizia Chico. Ao término do livro, o sapo não mais retornou. Outra visita a se fazer em Pedro Leopoldo é o acervo dirigido pelo senhor Geraldo Leão, antigo morador da cidade, onde ele reuniu inúmeras fotos de Chico, desde sua juventude; antigas casas e ruas de Pedro Leopoldo, com e seus moradores. Há outra localidade interessante a ser vista, que é o distrito de Fidalgo, a Quinta do Sumidouro. São construções em estilo barroco e a casa onde morou Fernão Dias, bem preservada, junto à Capela do Rosário. Essa antiga Capela foi erguida pela Irmandade do Rosário e do Santíssimo Sacramento, pelas mãos dos escravos e mineradores, no vale do Rio das Velhas. A Espiritualidade está sempre a favorecer a Humanidade. Por esses fatos históricos sentimos a presença do Cris-

Pesquisas: Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho Pelo Espírito Humberto de Campos – médium Francisco Cândido Xavier FEB – 9ª edição 1971 O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec Versão Popular – Luz no Lar – 8ª edição 2010 Tradução: Roque Jacintho A Gênese – Allan Kardec FEB – 16ª edição – 1973 Tradução: Guillon Ribeiro

to em cada desenrolar das atividades reencarnatórias. Devemos muito a esse grande Espírito, Francisco Cândido Xavier, que em sua reencarnação, renunciou a muitos objetivos de sua vida material para dedicar-se inteiramente aos desígnios superiores. Francisco Cândido Xavier sempre foi fiel à Espiritualidade Superior, e sua sintonia com seu guia Emmanuel pôde trazer ao mundo a maior produção dos originais psicografados de que se tem notícia, até hoje. A Humanidade tomou conhecimento de nomes ilustres em poesias, literatura, de mestres contemporâneos etc, encontrados em obras psicografadas. E é pela mediunidade desse seareiro, que guardamos a certeza da renovação que o Evangelho de Jesus fará com o passar dos tempos, evoluindo em cada canto deste magnífico planeta, chamado Terra. Eloisa

Grandes Espíritas do Brasil FEB – 1ª edição – 1969 Autor: Zeus Wantuil Antologia dos Imortais FEB – 1ª edição – 1963 Deus Conosco Emmanuel – psicografia Francisco Cândido Xavier Editora Vinha de Luz – 1ª edição – 2007 Revista Comunicação – Ano 44, n. 194, dezembro de 2011 GEEM - Grupo Espírita Emmanuel

Atualidade

Jesus, envolvido pelo halo divino que anuncia a vinda do Consolador Prometido, já sabendo que nos desviaríamos da essência de seus ensinamentos, no decorrer dos séculos. Dezoito séculos depois, Kardec vem apresentar ao mundo a grande intercessão do Mais Alto a nosso favor, codificando a doutrina de nosso Mestre Jesus, para que entendêssemos mais facilmente o que seria o “Amai-vos uns aos outros” que Ele exemplificou. Só que, diante de nossa imperfeição, vemos o quanto somos imprevidentes, invigilantes e ainda deixamos que o nosso orgulho e o nosso egoísmo se sobreponha ao que nos está proposto, em termos de Vida Eterna. Vemos, por exemplo, agrupamentos espíritas estudando muito pouco as obras kardequianas, ou até mesmo escolhendo capítulos para estudo, evitando temas que dizem ser “polêmicos”, quando, na verdade, nada é polêmico na doutrina do Cristo. Talvez sejam temas que incomodem a nossa consciência e, aí não queremos estudar, acreditando que isto já seria suficiente para abrandar a nossa responsabilidade.

Portanto, precisamos nos ater às responsabilidades de termos a Doutrina do Cristo, para que a divulguemos, acima de tudo, pelos nossos exemplos, não esquecendo de que a casa espírita deverá ser sempre o espelho moral da Casa do Caminho, onde os apóstolos recebiam e atendiam a todas as pessoas necessitadas, mas acrescida ainda de estudos sérios, baseados nas obras de Kardec, aliado, principalmente, com estudos das obras psicografadas pelo nosso Kardec reencarnado, que foi Francisco Cândido Xavier. Este emissário do Cristo nos trouxe, de uma forma e depois de outra, todo o conhecimento que necessitamos neste momento de nossa evolução. Quando é que reconheceremos que não entenderemos nada de Doutrina Espírita sem que busquemos, nestas obras, a base sólida para que não caiamos em equívocos e nem mesmo sejamos médiuns das Sombras, levando aos agrupamentos espíritas conceitos equivocados que acabarão deturpando o entendimento verdadeiro a todos que ali frequentarem? Armando


Superioridade Moral Questão 274: “As diferentes ordens de Espíritos estabelecem entre eles uma hierarquia de poderes? Existe entre eles subordinação e autoridade?” “— Sim, muito grande. Os Espíritos têm uns para com os outros uma autoridade relativa à sua superioridade, que exercem por uma ascendência moral irresistível.” A autoridade moral é semelhante à autoridade do pai para com o filho, ou seja, o pai que conquista a confiança e o respeito do filho, através dos bons exemplos e conselhos, sendo firme e maleável nos momentos que assim o exijam, ajudando-o em seu aperfeiçoamento espiritual. Ao contrário do que muitos acreditam, esta autoridade não é conquistada pela imposição – como notamos em uma boa parte do mundo, onde a autoridade sobre um povo é “conquistada” pela tirania, pelo medo – mas, pela superioridade moral de cada um. E o que vem a ser superioridade moral? Para responder esta questão, o melhor e maior exemplo que tivemos, ou melhor, temos, é o de Nosso Senhor Jesus Cristo, como o querido médium Chico Xavier O chamava. Jesus, enquanto encarnado, mostrou-nos a verdadeira autoridade moral. Indicou-nos “o Caminho, a Verdade e a Vida”. Mesmo os seus contraditores sentiam, em seu íntimo, fascinação por Ele, através da autoridade que possuía. Tinha como regra de conduta as Leis Divinas. Respeitava o próximo, mesmo quando o próximo transgredisse tais Leis. Nota-se, também, que Jesus não exerceu nenhum cargo importante, nem possuía títulos de “nobreza” – títulos estes ainda tão prezados na – sobre a Terra. Ele não foi governante nem exerceu qualquer cargo na igreja. Ao contrário, foi o mais humilde entre nós. Curou os doentes e aliviou as suas dores, sem ser médico do corpo, mas médico da alma. Livrou a muitos de obsessões terríveis, levando o entendimento, sem que tivesse o rótulo de espírita. Entendia e orientava quem Lhe procurasse, sem ser psicólogo. Durante o Sermão da Montanha, onde centenas O ouviam, falou-nos sobre o Céu e sobre a Terra, sem que fosse doutor em ciências. Ensinou a muitos, sem que fosse professor catedrático. Mostrou-nos que “Fora da Caridade, não há Salvação”. Diante destas descrições, sobre os exemplos deixados pelo Mestre, podemos afirmar que a superioridade moral do Espírito, encarnado ou não, é a única verdadeira e perene.

O poder exercido entre os encarnados não é uma autoridade real, já que é uma autoridade transitória, portanto, passageira. Entretanto, vale ressaltar que mesmo aqueles Espíritos desencarnados, ou seja, que se encontram no Plano Espiritual, e que acreditam possuir uma aparente “autoridade” – André Luiz, no livro “Libertação”, descreve uma região espiritual inferior, onde a autoridade é baseada na força – esta autoridade é ilusória. Espíritos inferiores, semelhantes a tiranos, submetem outros Espíritos a seu jugo pelo temor. Assim, concluímos que a verdadeira autoridade é a intelecto-moral, ou seja, a conquistada por cada um, através do trabalho honesto e do estudo salutar e orientada pelo Evangelho de Jesus. Diante dos exemplos do Cristo, rogamos ao Pai Celeste: Ajuda-nos Senhor! Que permitamos que o Amor prevaleça sobre qualquer ato! Que aprendamos a ser o servo fiel e o filho que o Senhor pede que sejamos. Que aprendamos a respeitar as suas Leis e a conquistar a verdadeira autoridade pelo Amor! Reinaldo Bibliografia: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec Tradução de Guillon Ribeiro - 76ª ed. - 1995 - FEB.


Família

Embora na maioria das vezes não consigamos entender e enxergar, a Sabedoria Divina nos coloca no meio da família que precisamos, segundo a sua vontade e entendimento e não pelo nosso, vez que somos crianças, do ponto de vista da maturidade espiritual. Chico Xavier, para nosso exemplo, e necessidade daqueles que compuseram sua família, nasceu em um lar pobre e simples. Sua mãe desencarnou quando ele tinha apenas cinco anos. O pai, por necessidade, pois, como caixeiro viajante, tinha que deixar as crianças em segurança, distribuiu os filhos entre os amigos e parentes. Chico ficou com a madrinha, que o maltratava constantemente. Diante dessa dificuldade inicial, em tão tenra idade, Chico não se deixou descambar para o lado da vagabundagem, da delinquência ou da frivolidade. Não usou como desculpa a falta de uma mãe, tampouco se rebelou por ter que se separar dos irmãos e do pai para ir morar com uma mulher que o maltratou durante dois anos. Ao contrário, sempre trabalhou para o sustento dos familiares e por último, ingressou no funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura. Ainda menino, aprendeu a manter-se calmo e calado em momentos de sofrimento. Quando sofria agressões de sua madrinha, dirigia-se ao quintal da casa a fim de reencontrar sua mãe, e, sempre a via e a escutava após fazer orações. “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Então, não vamos lamentar pelo que fizemos até o presente momento. Ajamos a partir de agora; é sempre tempo. Vejamos o exemplo acima. Chico aprendeu a se acalmar nos momentos de maior sofrimento através da oração. Nas conturbações do lar, vamos nos acalmar e fazer uma prece, conversar com Deus. Vamos ensinar aos filhos a

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procederem assim. Vamos fazer, exemplificando, para que haja harmonia dentro do lar. Chico, desde criança, sofreu muita perseguição e discriminação por causa de sua mediunidade. O próprio pai e os irmãos não conseguiam compreender a grande missão que lhe cabia na Terra. Dentro de sua casa, lutava por manter a harmonia entre os entes que amava e o atendimento ao chamado dos sofredores que suplicavam auxílio à sua porta. A família é o cadinho que todos devemos aceitar e superar, a fim de que não seja mais necessário suportar, mas, para que se torne verdadeiramente uma família universal. Chico Xavier, exemplo de vida para a humanidade, trouxe essa postura a qual devemos seguir. Se, para ele a vida familiar não foi facilitada, o que nós, com tanto a aprender e melhorar na nossa índole rebelde, poderemos esperar? Orar, acalmar e conversar! “Nasceste no lar que precisavas, vestiste o corpo físico que merecias, moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento. Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização. Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes... São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência. Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e viverás melhor.” Mensagem de Chico Xavier.

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Rosangela


Segundo volume: A Serviรงo de Jesus


Cantinho do Verso em Prosa

Quando parti deste mundo Em busca da Imensidade, A alma ansiosa da Verdade, Do azul imenso dos céus, Fugi do pesar profundo, Lamentando os sofrimentos, As mágoas, os desalentos, Confiado no amor de Deus.

Os tesouros peregrinos, Formados de amor e luz Do Mestre Amado – Jesus, Arauto do Onipotente; Os reflexos divinos Quais lírios iluminados, Alvos, belos, deificados, Penetrarão sua mente.

Mal, porém, abrira os olhos Em meio de luzes puras, Nas radiantes alturas, Em célico resplendor, Compreendi que os abrolhos Que a Terra me oferecera, Eram mesmo a primavera Do meu sonho todo em flor.

Acordai, pois, ó vivente, Contemplai-vos nesta vida, Que vossa alma ensandecida Procure a luz que avigora. O Senhor sempre clemente, Concede-vos neste instante A benção dulcificante Do seu amor – doce aurora.

Disseram-me então: - “Ó crente Que chegais a estas plagas, Fugindo das grandes vagas Do mar revolto das lutas, Aportai serenamente Nesta estância do Senhor, Pois daqui existe amor Nestas almas impolutas!

Sacudi o pó da estrada Que trilhaste na amargura, Pois agora na ventura Fruireis consolações; Nesta esfera iluminada, Que aportais neste momento, Não vereis o sofrimento Retalhando os corações.

Aqui existe a pureza, A meiga flor da Bondade, O aroma da Caridade Perfumando os corações; Não se conhece a torpeza Da lâmina – hipocrisia, Que mata toda a alegria, Provocando maldições.

Só vereis clarões de luz A despontar nestas almas, Tornadas em belas palmas Das mansões do Criador! Bendizei, pois, a Jesus, O Mestre da Caridade, O Luzeiro da Bondade, O grande Mestre do Amor!”

Aqueles que já sofreram No dever nobilitante, Cujo peito sempre amante Só conheceu dissabores; Aqueles que conheceram As feridas dolorosas, Dessas mágoas escabrosas De um triste mundo de dores,

Então, eu vi na Terra Em meio da iniquidade, Na tremenda tempestade Das dores e expiações, A nossa alma que erra, Tão longe das grandes luzes, Só aproveita das cruzes, Das amargas provações.

Encontram nestas moradas Tão formosas, resplendentes, Os clarões resplandecentes De afetos imorredouros! As almas imaculadas São flores das boas-vindas, Luminosas, sempre lindas, Ofertando-lhes tesouros:

Venturoso, abençoei A dor que amaldiçoara, Que renegar eu tentara Como os míseros ateus, E feliz então busquei As bênçãos, flores brilhantes, Alvoradas fulgurantes Do amor imenso de Deus.

Casimiro Cunha

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“Parnaso de Além-Túmulo” foi o primeiro livro publicado com psicografias de Chico Xavier. Ao ser lançado em 1932, provocou muitos comentários, pois o livro continha poesias assinadas pelos mais ilustres escritores brasileiros e portugueses. Olavo Bilac, Artur Azevedo, Augusto dos Anjos, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, e tantos outros escritores discorreram sobre os mais diversos assuntos, sob o ponto de vista espiritual. A poesia “Na Eterna Luz” comenta sobre a felicidade que se tem ao acordar na espiritualidade, em um local tranquilo e de paz, após saber aproveitar os sofrimentos na Terra com resignação, e é de autoria de Casimiro Cunha, poeta vassourense, nascido em 14 de abril de 1880 e desencarnado em 1914. Pobre, ao demais espírita confesso, há, na sua existência terrena, uma triste particularidade a assinalar, qual da de haver perdido uma vista aos 14 anos, por acidente, para de todo cegar da outra aos 16. Órfão de pai aos sete anos, apenas frequentou escolas primárias. Era um espírito jovial e forte no infortúnio, que ele sabia aproveitar no enobrecimento da sua fé. Parece-nos que a poesia transcrita fala de sua própria experiência, pois Casimiro Cunha sofreu muito enquanto encarnado, mas manteve a sua fé e, conforme o texto, ao acordar na espiritualidade, se vê em um lugar venturoso e belo, e é informado que, naquele local só há paz e harmonia. Então, o poeta conclui que as dores e expiações sofridas na Terra serviram para o seu fortalecimento espiritual. Deveríamos analisar as dores e sofrimentos pessoais que já passamos. Façamos perguntas a nós mesmos: Como éramos antes do sofrimento e o que mudou em nós após o sofrimento? Será que aproveitamos as dolorosas experiências para fortalecermos a nossa fé, para nos questionarmos das razões que nos levaram às situações que tão penosamente passamos? Será que aproveitamos a oportunidade para refletirmos sobre as nossas atitudes e os nossos conceitos? E, após a reflexão, tivemos coragem para modificar a nós mesmos? O verso de Casimiro Cunha encoraja-nos a desenvolver a resignação frente aos sofrimentos, pois estaremos construindo um futuro de mais paz. Sigamos os exemplos de Jesus, o Mestre da Caridade, o Luzeiro da Bondade, o grande Mestre do Amor! Wilson Bibliografia: Parnaso de Além-Túmulo – psicografado por Francisco Cândido Xavier FEB – 16ª edição - 2002


Livro em Foco

O autor do livro conviveu com nosso querido amigo Chico Xavier por muito tempo, visitando-o e participando dos estudos doutrinários. Dessas visitas, foi anotando o que podia, dos comentários feitos por Chico Xavier em torno do Evangelho. Como o próprio autor menciona no prefácio, “... com o Chico, aprendíamos o Evangelho na teoria e na prática, pois, logo em seguida aos estudos da tarde, que eram igualmente enriquecidos com as observações de vários companheiros convidados à palavra, confraternizávamo-nos com os nossos irmãos da periferia”. Este livro nos traz comentários e reflexões simples, mas que vêm carregados da força maior que ensina: a força do exemplo. Todos que conheceram Chico Xavier sabem que, além

de falar sobre o Evangelho de Jesus Cristo, ele exemplificava. Diz ainda o autor que, nos comentários que Chico fazia do Evangelho, o tema quase sempre girava em torno do capítulo V – “Bem-aventurados os Aflitos”, pois Chico queria trazer para perto de todos o Cristo Consolador. Ótimo livro de estudos em grupo ou individual, pois aborda temas dos mais variados, com palavras simples, que pode ser usado para leitura de um trecho na abertura dos estudos nos grupos espíritas. Vitório O Evangelho de Chico Xavier Autor: Carlos A. Baccelli Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier” Fone: (17) 3426-8590 site: www.editoradidier.com.br

Pegadas de Chico Xavier

Contou Jesus Gonçalves um episódio, quando das visitas de caravanas espíritas aos hansenianos internados em tratamento no leprosário de Pirapitingui, em Itu SP. Disse que os doentes em pior estado, “ferro velho”, como diziam, ficavam isolados. Os espíritas não permitiam que nenhum dos internos desse o passe, rejeitando-os. Depois desse acontecimento, constataram que a doença deles ficou seriamente agravada, não comiam, não tomavam remédio, foi um período muito difícil, pelo processo depressivo em que entraram, passando a não acreditar em mais nada. Diziam que as caravanas espíritas só iam lá pra dizer que tinham ido, apenas para manter as aparências. Chico foi visitá-los, sabendo do ocorrido, orientando Jesus Gonçalves que, doravante, esses doentes, mesmo sem

braços ou sem mãos, deveriam dar passe em todos que ali fossem, pois o passe era uma doação de energias, feitas através do pensamento. A partir de então, reanimados, os internos se envolveram nos trabalhos do passe, o que perdura até os dias de hoje. Chico sempre nos estimula e encoraja na marcha da vida. Nereide


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Filhos, Trago-lhes a flâmula da paz. Necessário é, sim, enquanto perdurar a conturbação em agrupamentos do cristianismo redivivo, que alguns se ofereçam ao doce sacrifício da divulgação dos postulados de Jesus. A tempestade vem, sim! Não se repetirá, contudo, o sacrifício nos circos romanos, mas vocês deverão defrontar-se com as investidas das Sombras. Recomendamos-lhes, pois, que convoquem os obreiros mais próximos de toda a obra e, em horários alternados, esteja cada um onde estiver, irradiem amor e esperança, envolvendo a tarefa de livro-Luz! Sabemos dos sacrifícios. Esta, contudo, é a hora de união de um mesmo ideal, a que todas as nações da Terra necessitam do Sol do livro a serviço do Espiritismo. Renovem o ânimo.

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A tarefa deve prosseguir com vocês, mas se houver alguma lamentável distanciação das necessidades destas horas, iremos em busca de quem se faça um servidor da Luz. Vocês, queridos, sequer imaginam o esplendor de Luzes que descem sobre vocês, nestas horas de luta. Em verdade, queridos amigos e filhos do coração, o Livro Espírita é a mensagem de esperança aos povos abatidos pela falência das religiões. Se esta tarefa é enorme, e deverá ser desenvolvida, lembremo-nos de que seguem, na sua vanguarda, o Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso, nosso amado e generoso Públio Lêntulos e, na última das fileiras dos vanguardeiros de Luz, o nosso Fabiano de Cristo. A Verdade, na dosagem do Evangelho, nos fará a todos livres das sombras e das dores, para um novo porvir. Paz Roque Jacintho


Contos

Pela psicografia de Chico Xavier, também chegaram livros para as crianças serem orientadas. Na série de livros “A Vida Fala”, o espírito Neio Lúcio traz histórias infantis de grande conteúdo moral. De fácil entendimento e ricamente ilustrada, trará para as crianças os conceitos cristãos tão necessários hoje em dia. Destacamos a história seguinte: Hilda, menina abastada, diariamente dirigia más palavras à pequena vendedora de doces que lhe batia humildemente à porta da casa. — Que vergonha! De bandeja?! De esquina a esquina?! Suma daqui! – gritava, sem razão. A modesta menina se punha pálida e trêmula. Entrementes, a dona da casa, tentando educar a filha, vinha ao encontro da pequena humilhada e dizia, bondosa: — Que doces tão perfeitos! Quem os fez assim tão lindos? A mocinha, reanimada, respondia, contente: — Foi a mamãe. A generosa senhora comprava sempre alguma coisa. A senhora recomendava à filha: — Hilda, não brinque com o destino. Nunca expulse o necessitado que nos procura. Quem sabe o que nos sucederá amanhã? A menina resmungava e, à noite, ao jantar, o pai secundava os conselhos maternos, acrescentando algo. — Não zombe de ninguém, minha filha. O trabalho, por mais humilde, é sempre respeitável e edificante. Aqueles que socorremos poderão vir a ser nossos benfeitores. Mas, no dia seguinte, Hilda fustigava a vendedora: — Fora daqui! Bruxa! Bruxa! E a mãe de Hilda sempre acolhia a pequena. Correu o tempo e, depois de quatro anos, o quadro da vida se modificara. O paizinho de Hilda adoeceu e debalde os médicos procuraram salvá-lo. Morreu numa tarde calma, deixando o lar vazio. A viúva recolheu-se ao leito extremamente abatida e, com as despesas enormes, em breve a pobreza e o desconforto invadiram-lhe a residência. A pobre mal podia mover-se. Privações chegaram em bando. A menina, anteriormente abastada, não podia agora comprar nem mesmo um par de sapatos. Aflita por resolver a angustiosa situação, certa noite Hilda chorou muitíssimo, lembrando-se do papai. — Oh! Papai... Meu papai... Dormiu lacrimosa e sonhou que ele vinha da Espiritualidade confortá-la.

— Papai... Papai... — Minha filha! Ouviu-o dizer, perfeitamente: — Não desanime, minha filha! Vá trabalhar! Venda doces para auxiliar a mamãe!... Ajudou a mãezinha enferma a fazer muitos quadradinhos de doce-de-leite e, logo após, saiu a vendê-los. Algumas pessoas generosas compravamnos com evidente intuito de auxiliá-la; entretanto, outras criaturas, principalmente meninos perversos, gritavam-lhe aos ouvidos: — Saia daqui! Bruxa de bandeja! ... Sentia-se triste e desalentada, quando bateu à porta de uma casa modesta. Graciosa jovem atendeu. — Você, Hilda?! — Oh, eu ... Hilda esperava ser maltratada, já que era a jovem que noutro tempo vendia cocadas. Mas a jovem sorriu — Que doces tão perfeitos. Quem os fez assim tão lindos? Hilda, aliviada, relembrou os ensinamentos maternos de outrora e informou: — Foi a mamãe. A ex-vendedora comprou quantos quadradinhos restavam na bandeja e abraçou-a com sincera amizade. Desse dia em diante, a menina vaidosa transformou-se para sempre. A experiência lhe dera inesquecível lição. ***** Vemos, nessa linda história de Neio Lúcio, que aos pais cabe a sublime missão de educar e não deixar passar nenhuma oportunidade de transmitir aos seus filhos a moral cristã, principalmente a do respeito ao próximo, pois estes filhos crescerão e terão que enfrentar as adversidades da vida. Se forem criados com o fortalecimento da fé e com a moral fundada em conceitos cristãos, não serão abalados e saberão manter-se no rumo certo. Agradecemos por Chico Xavier e a Espiritualidade Superior se preocuparem, também, em nos ajudar a orientar os nossos pequeninos. Adolpho Bibliografia: A Vida Fala III – pelo Espírito Neio Lúcio – psicografado por Francisco Cândido Xavier – adaptação Roque Jacintho – FEB – 10ª edição


Homenagem

Na homenagem a Francisco Candido Xavier, são inúSolidarizava-se com as mães que vinham em busca das meros os pontos a ressaltar, valiosas experiências a ilustrar mensagens dos filhos, desencarnados de forma inesperasua vida de dedicação e superação. Neste texto lembremos da. Em contato com estas mães, que pranteavam a perda a importância de sua querida mãezinha, Dona Maria João do filho amado, falava nada poder dizer, apenas chorar junde Deus, na sua vida. to com elas. Seu compromisso, fidelidade e amor ao trabaChico sofreu muito quando esteve no lar de sua madrilho alcançaram limites inimagináveis para nós. nha e lembrava das preces que fazia diariamente junto com Chico, que tanto nos abrilhantou na sua esmerada e a mãezinha querida. Sentia muita falta desse momento que intensa tarefa mediúnica, certamente continua contribuinnão existia na casa atual; resolveu então ir para o quintal e do no auxílio aos que aqui permanecem na escola terrena, orar a Jesus, quando viu a mãe, viva, ao seu lado. ainda tão equivocados, indecisos e perdidos nesse terreno Esses encontros se repetiram e Chico se esforçava por tão profundo, verdadeiro e cristalino que é o Evangelho de obedecer e confiar no que sua mãe dizia. A paciência era Jesus. Dizia: “O que crê, apenas admite, mas o que se ilua indicação de sempre, seguida por obedecer a vontade de mina, vibra e sente”. Deus, orar e ter fé. Demonstrou, com seus exemplos de vida, a forma de O incentivo de sua mãe, para crescer mais forte perante nos aproximarmos de Jesus e seguirmos seu Evangelho de o trabalho, motivava e consolava o menino Chico. Nesses Luz e sabedoria, que nos leva ao Pai. encontros ele conseguia forças para suportar as surras e Com humildade, simplicidade e obediência, cumpriu sua maus tratos de sua madrinha. tarefa, que continuará dando frutos, pois os ensinamentos e A mãe, como referência e proteção para Chico, foi de experiências contidos nas obras que psicografou, com desfundamental importância no desenvolvimento do seu travelo, fidelidade e amor, serão absorvidos e praticados pela balho mediúnico. Figura ímpar em nosso meio, a Sra. Mahumanidade, conforme avançar nos estágios evolutivos tal ria João de Deus mostrou-nos o verdadeiro e imensurável qual segue a Lei da Natureza, sem dar saltos, pois cada amor maternal. Mesmo sabendo e observando o sofrimento etapa é importante para o essencial e inevitável crescimendo amado filho, jamais se abateu, derramando-se em lágrito de todos nós. mas de desespero; pelo contrário, sempre confiou no Mais Ao querido Chico, nosso agradecimento com sincero deAlto e, assim, obediente e com a fortaleza da fé sublimada, sejo de nos empenharmos em superar nossas mazelas e conseguiu orientar e tranquilizar, com esperança sempre abraçar os ensinamentos de Jesus, tendo-O como bússola renovada, aquele que veio a ser o mensageiro dos espía nos guiar ao Pai Maior. ritos, que com o coração voltado a Jesus, nunca se achou melhor que ninguém. Equipe do Seareiro Apesar de todo o sofrimento e pobreza passados em sua infância e, ainda, com muitas limitações físicas (angina, cegueira parcial com dores Sua doação é importante para o custeio da postagem do Seareiro e nos olhos), psicografou mais de 400 livros de suma pode ser feita em nome do importância para a Doutrina Espírita, clareando os Núcleo de Estudos Espíritas Amor e Esperança - CNPJ: 03.880.975/0001-40 caminhos do entendimento, da fé e da esperança. Banco Itaú S.A. - Agência 0257 - C/C 46.852-0

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Clube do Livro

Este livro, segundo Emmanuel, é um convite a que nos desgarremos das sombras do desânimo ou da inércia. Por aqui já dá para termos uma ideia da proposta da obra _ nossa perseverança na busca da melhoria interior. Mudar o mundo? Não, mudarmos a nós mesmo, eis a fórmula descrita por André Luiz, por meio de Chico Xavier: “...se cada um de nós consertar de dentro o que está desajustado, tudo por fora estará certo”. Para representar o título, a capa é ilustrada com a imagem da pomba e da borboleta. A pomba branca é um dos mais reconhecidos símbolos da PAZ; a borboleta, pela própria mutação física realizada com a paciência e a resignação exemplificadas pela Natureza, ao transformar-se de pegajosa e rastejante lagarta em belo e vivaz inseto, com suas cores alegres a enfeitar a vida, simboliza a RENOVAÇÃO. Ao final da obra, um resumo da biografia de Francisco Cândido Xavier.

André Luiz, Albino Teixeira, Batuíra, Bezerra de Menezes e Emmanuel, através da psicografia do querido médium Chico Xavier proporcionaram aos amigos leitores do Clube do Livro Espírita “Joaquim Alves (Jô)”, bem como, proporcionarão a todos os que quiserem adquirir esta obra, um bálsamo de esperança enviado pela Sabedoria Divina. Renovemo-nos! Rosangela

Espíritos Diversos - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - IDE

Canal Aberto CANAL ABERTO Este espaço é reservado para respondermos às dúvidas que nos são enviadas e para publicações dos leitores. Agradecemos por todas as correspondências e e-mails recebidos. Reservamo-nos o direito de fazer modificações nos textos a serem publicados.

Aqui estamos reunidos Em clima de confraternização Para saudar um grande amigo, Um verdadeiro irmão... Que muito se dedicou Na causa do Criador, O bem ele exemplificou Nas diretrizes do amor... Seguiu firme na missão A qual lhe foi conferida, Nesta encarnação Fez da caridade a sua vida... Agora vive liberto Dos entraves materiais, De Jesus está bem perto, Goza enfim da sua paz... Carlo Augusto Sobrinho


Tema Livre

çando pela prece sincera, dirigida aos que necessitam tanto Mais uma vez retornamos ao tema que, por si, já adverou mais que nós. te: Seja caridoso, é o caminho. Na parábola do fariseu (ditos como conhecedores das Nos idos de 1971, Chico já respondia, no programa “PinEscrituras) e do publicano (discriminados por serem coga Fogo”, da extinta TV Tupi, de São Paulo, semelhante questão, ora transcrita: bradores de impostos e pela fama de corrupção), aquele que fez a prece sincera, com o coração, foi o publicano, ao “Pode-se dizer, então, *ecumenicamente, que religião passo que o fariseu apenas mantinha boa é a que melhora o homem?”. Chico esclareceu que toda religião uma aparência de devotamento, para que fosse visto por todos. é boa. O capítulo mencionado é incisiPor que, então, vemos tantos absurdos ocorrerem em nome das religivo. Não é através de rótulos religiosos que vamos vencer os nossos vícios, ões? e, todos os que praticarem a caridade Assim como na história da Humaestarão no caminho da verdadeira felinidade, o homem, por meio de seu cidade. livre-arbítrio, conduziu os ensinamenFinaliza Chico que nós, como tos recebidos para caminhos equivoespíritas-cristãos, devemos respeitar cados. Os ensinamentos religiosos a todos, sem discriminação. são sempre bons, desde que fundaÀ época do mencionado progrados nos princípios do Bem. Mas, por ma “Pinga Fogo”, houve muita perinteresse próprio (não gostamos de seguição por parte dos inimigos da reconhecer, é o vulgarmente denomidoutrina espírita, tentando, a custo, nado egoísmo), desvencilhamo-nos denegrir a imagem do querido médo caminho correto. dium. Um amigo de Chico, Luciano Uma planta doente, embora apaNapoleão da Costa e Silva, resolveu rentemente seja uma planta, dificilfazer uma pequena pesquisa sobre mente dará bons frutos. Se tivermos a repercussão exercida entre as pesuma base religiosa que não adultere soas. Entre católicos, judeus e protestantes pesquisados, os ensinamentos divinos e que tenha como lema o amor todos foram unânimes em elogiá-lo, considerando-o verdaao próximo, estaremos no caminho santo, como bem disse deiro Apóstolo do Bem e do amor ao próximo e confessanChico. do experimentar profundo sentimento de respeito. Prosseguindo em sua resposta, Chico acrescentou que Os ensinamentos acima expostos retratam a atitude de todas as religiões que objetivam o burilamento do homem, Chico ao longo de sua vida como missionário espírita, mas que trazem a legenda de paz e amor autênticos, sem neacima de tudo, como exemplo cristão. Era a caridade em nhuma ofensa ou desconsideração a ninguém, devem ser ação. respeitadas. *Ecumênico: em grego significa “aberto para o mundo Seguindo o capítulo XV de “O Evangelho Segundo o Esinteiro”. piritismo”, onde está a nossa salvação? Rô Esta salvação a que o Evangelho se refere, é no sentido da evolução. Ela está em nós mesmos, quando conseguiBibliografia: Pinga Fogo com Chico Xavier – organizado por Saulo Gomes mos substituir os defeitos por virtudes, salvando-nos das Editora Inter Vidas – 1ª edição – out/2009 consequências funestas que acarretaríamos para nós e aos http://pensesp.blogspot.com/2011/04/cantinho-do-chico.html outros, com os nossos atos equivocados. A cada passo dado na busca da evolução, ficamos mais próximos de Deus e, sucessivamente, mais próximos da felicidade. Nisto constitui o burilamento que o homem deve procurar para sua reforma interior: “buscar dentro de si mesmo as mudanças para um mundo melhor”. Chico quis nos fazer entender que, Pedimos sua ajuda para darmos continuidade à construção da sede do nosso Núcleo de Estudos. qualquer que seja a doutrina da qual faPrecisamos de qualquer tipo de colaboração, desde materiais de construção a apoio financeiro. O óbolo da viúva é sempre bem-vindo! çamos parte, o processo de comunicação com Deus dar-se-á se dará através A nova sede fica na rua dos Marimbás, 220 - V ila Guacuri - São Paulo - SP da nossa ação no campo do Bem, come-

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Calendário

DIA 01 1858 constituída a Sociedade Espírita de Paris, tendo como fundador Allan Kardec e outros. DIA 02 1869 sepultado Allan Kardec no Cemitério de Montmartre, Paris. 1910 nasce Francisco Cândido Xavier (Francisco de Paula Cândido), em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Autor de mais de 400 obras espíritas. Sua primeira obra “Parnaso de Além Túmulo” suscitou debates por todo o país pela originalidade e ineditismo. Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus. A desencarnação de dona Maria João de Deus deu-se a 29 de setembro de 1915, quando Chico tinha apenas 5 anos. Dos nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda), seis foram entregues a padrinhos e amigos. Chico sofreu muito em companhia de sua madrinha, que era obsediada. Conta ele que apanhava três vezes por dia, com vara de marmelo. O pai de Chico casouse novamente, desta feita com Cidália Batista, de cujo casamento teve mais seis filhos (André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido). 2010 centenário de nascimento de Francisco Cândido Xavier. - Lançamento do filme “Chico Xavier” - Lançamento do selo comemorativo do seu nascimento. - Por todo o país, e também em várias regiões do mundo, a figura magnânima e boníssima de Chico Xavier é reverenciada e tida como uma das personalidades mais brilhantes e amorosas que por aqui viveram. DIA 04 1919 desencarna William Crookes, químico e físico, pesquisador espírita e membro da Academia de Ciências de Londres, autor do livro “Fatos Espíritas”; durante quatro anos pesquisou a mediunidade de Florence Cook com as materializações do espírito Katie King. DIA 10 1775 nasce Christian Friedrich Samuel Hahnemann, o “pai da Homeopatia”, na Alemanha. 1901 desencarna Pierre Gaëtan Leymarie, Paris, França, médium, sucessor de Kardec à frente da Revue Spirite, que em certa ocasião escreve sobre Allan Kardec: “Aos domingos, sobretudo nos últimos dias de sua vida, convidava amigos para jantar em sua Vila Ségur e após haverem debatido os pontos mais difíceis e mais controvertidos da Doutrina, esforçavase para entreter os convidados. Mostrava-se expansivo, espalhando o bom-humor em todas as oportunidades”. DIA 11 1900 desencarna Adolfo Bezerra de Menezes, no RJ, “O Médico dos Pobres”. Foi médico, mi-

litar, escritor, jornalista, político e expoente da Doutrina Espírita no Brasil. Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de Agosto de 1886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público (estimado, conforme os seus biógrafos, entre mil e quinhentas e duas mil pessoas), justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo. Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil a 21 de Abril e, a 22 de Dezembro de 1890, oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal brasileiro de 1890. DIA 12 1927 desencarna o francês Léon Denis, o “Filósofo da Doutrina Espírita”, autor de várias obras tais como: “Depois da morte”; “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”; Cristianismo e Espiritismo”; “No Invisível”; “O Porquê da Vida”; “O Grande Enigma”. DIA 14 1949 inicia-se a primeira Feira Nacional do Livro Espírita no RJ, patrocinada pelo Conselho Consultivo de Mocidades Espíritas do Brasil. DIA 15 1865 desencarna Abraham Lincoln, em Washington, EUA, presidente norte-americano, espírita, realizava sessões espíritas na Casa Branca. DIA 18 - DIA DO LIVRO ESPÍRITA 1857 surge a primeira edição de “O livro dos Espíritos”. 1957 surge no Brasil o primeiro selo espírita, comemorando o centenário do aparecimento de “O Livro dos Espíritos”. 1972 lançado o Primeiro Livro Espírita Infantil, “Lobo Mau Encarnado”, de autoria de Roque Jacintho autor de vários livros espíritas infantis e doutrinários. Escreveu, também, livros didáticos nas áreas de Contabilidade e Direito, livros estes muito utilizados nas Universidades brasileiras. 1974 lançado o jornal “Folha Espírita’’ primeiro a ser vendido em bancas em São Paulo. DIA 19 1862 nasce Inácio Bittencourt, na Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, Freguesia da Sé de Angra do Heroísmo (Portugal); médium receitista e curador, espírita atuante no Brasil. Fundou o semanário “Aurora” e o “Abrigo Tereza de Jesus”, tradicional obra assistencial até hoje em pleno funcionamento; fundou o Centro Cá-

ritas, tomou parte ativa na fundação da “União Espírita Suburbana” e do “Asilo Legião do Bem”, que acolhe vovozinhas desamparadas. Durante alguns anos exerceu também a VicePresidência da Federação Espírita Brasileira, presidiu o “Centro Humildade e Fé”, onde nasceu a “Tribuna Espírita”, por ele dirigida durante alguns anos. DIA 21 1889 fundado o Centro Espírita do Brasil e a primeira escola de médiuns pelo Dr. Bezerra de Menezes e Augusto Elias da Silva. DIA 22 1904 desencarna Florence Cook, médium, por intermédio da qual o Espírito Katie King se materializava, dando ensejo ao cientista William Crookes para estudar o fenômeno, com detalhes. DIA 23 1923 desencarna a médium Anna Prado. Pioneira da prática de efeitos físicos no país; foi uma das maiores colaboradoras do escritor espírita Raymundo Nogueira de Faria, para a preparação de sua obra “O Trabalho dos Mortos”, publicada pela Federação Espírita Brasileira (FEB) em 1921. A obra detalha os fenômenos de efeitos físicos de materialização nos quais Anna Prado era o agente mediúnico. Sendo ilustrada por fotografias, as sessões aconteciam na residência da família, sendo a filha, Antonina Prado, médium psicógrafa. DIA 24 1984 desencarna Deolindo Amorim, jornalista e escritor que idealizou os Congressos de Jornalistas e Escritores Espíritas, a ABRAJEE e o Instituto de Cultura Espírita do Brasil. DIA 25 1882 desencarna Johann Carl Friedrich Zollner, Leipzig, Alemanha, astrônomo e pesquisador dos fenômenos mediúnicos, autor do livro “Provas Científicas da Sobrevivência”. DIA 29 1909 desencarna Amália Domingo Soler, em Barcelona, médium. 1864 lançada a primeira edição de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, DIA 30 1856 transmitida a Allan Kardec a primeira revelação mediúnica, a respeito da missão que haveria de desempenhar. 1969 desencarna Sebastião Lasneau, em Barra do Piraí, RJ, poeta, cego por glaucoma, e um dos criadores das Semanas Espíritas.

Clube do Livro Espírita “Joaquim Alves (Jô)”

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O Seareiro 04 / 2012 CORRIGIDO