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M da Inclusiva

Inclusive Fashi n

Perguntas e respostas para entender o tema

Questions and Answers to Understand the Subject

M da Inclusiva

M da Inclusiva

Preguntas y respuestas para entender el tema

Domande e risposte per capire l’argomento

M da Inclusiva Perguntas e respostas para entender o tema

Inclusive Fashi n

M da Inclusiva

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Questions and Answers to Understand the Subject

Preguntas y respuestas para entender el tema

Domande e risposte per capire l’argomento


Realização

Governo do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Linamara Rizzo Battistella Projeto Daniela Auler Edição e Revisão Técnica Daniela Auler Juliana Lopes Ilustrações Gabriela Sanches Colaboradores Julia Gonçalves Isabel Cristina Italiano Julia Sato Inayê Brito Raissa da Silva Paz Projeto Gráfico e Diagramação R2 Editorial


M da Inclusiva Perguntas e respostas para entender o tema

Inclusive Fashi n

M da Inclusiva

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Questions and Answers to Understand the Subject

Preguntas y respuestas para entender el tema

Domande e risposte per capire l’argomento


Port uguês

M da Inclusiva Perguntas e respostas para entender o tema

Português......................................................................................................6 1. Apresentação...........................................................................................7 2. O que é moda inclusiva?.........................................................................8 3. O que estamos fazendo a respeito?.......................................................11 4. Por que a moda inclusiva é sustentável?...............................................12 5. Por que a moda é um assunto tão importante para a pessoa com deficiência?........................................................................13 6. O que muda no design das roupas de moda inclusiva?........................14 7. O que o brasil ganha com isso?............................................................15 8. Moda inclusiva, do Brasil para o mundo...............................................16 9. Exemplos de design inclusivo ......................................................... 17/54


Moda Inclusiva – Perguntas e respostas para entender o tema

English

Inclusive Fashi n Questions and Answers to Understand the Subject of Inclusive Fashion

English........................................................................................................18 1. Presentation...........................................................................................19 2. What does Inclusive Fashion means?....................................................20 3. What are we doing about it?.................................................................23 4. Why inclusive fashion is sustainable?....................................................24 5. Why fashion is such an important issue for persons with disabilities?.....................................................................................25 6. What changes in the design of Inclusive Fashion clothing? ..................26 7. What is in it for Brazil?..........................................................................27 8. Inclusive Fashion for Brazil and the World............................................28 9. Examples of Inclusive Design.......................................................... 29/54

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Español

M da Inclusiva Preguntas y respuestas para entender el tema

Español.......................................................................................................30 1. Presentación..........................................................................................31 2. ¿Qué es moda inclusiva?.......................................................................32 3. ¿Qué estamos haciendo al respecto?.....................................................35 4. ¿Por qué la moda inclusiva es sostenible?.............................................36 5. ¿Por qué la moda es un asunto tan importante para las personas con discapacidad?..................................................................37 6. ¿Qué es lo que cambia en el diseño de las ropas de Moda Inclusiva?.....................................................................................38 7. ¿Qué es lo que Brasil gana con eso?.....................................................39 8. Moda inclusiva, de Brasil para el mundo..............................................40 9. Ejemplos de diseño inclusivo.......................................................... 41/54


Italiano

M da Inclusiva Domande e risposte per capire l’argomento

Italiano.......................................................................................................42 1. Apresentação.........................................................................................43 2. Che cos’è la moda inclusiva?................................................................44 3. Cosa stiamo facendo al riguardo?..........................................................47 4. Perché la moda inclusiva è sostenibile?.................................................48 5. Perché la moda è un argomento tanto importante per la persona con disabilità?................................................................49 6. Che cosa cambia nel design degli indumenti della moda inclusiva?....50 7. Cosa ci guadagna il Brasile?..................................................................51 8. Moda inclusiva, dal Brasile al mondo...................................................52 9. Esempi di design inclusivo.............................................................. 53/54


Port uguĂŞs

M da Inclusiva Perguntas e respostas para entender o tema


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Carta de Linamara Rizzo Battistella, Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência Lançado em 2009, o Concurso Moda Inclusiva convida estudantes de cursos técnicos e univer­sitários, e profissionais da área de todo o País a produzirem looks para pessoas com deficiência. Os melhores trabalhos inscritos são apoiados com fornecimento de tecido para a confecção das roupas e participam do desfile final em um grande evento. Os três melhores colocados são premiados. Inédito no âmbito internacional, o Concurso Moda Inclusiva é anual e incentiva os participantes a lançarem um olhar fashion e desenvolverem soluções que facilitem o cotidiano da pessoa com deficiência. A criação de etiquetas e solados de calçados em braile, por exemplo, fornece ao consumidor maiores informações sobre o produto e promove a inclusão social do indivíduo. A iniciativa, que propõe uma reflexão comportamental, estimula alunos, profissionais e o mercado da moda a abordarem o tema. Motivados pelo Concurso, hoje é possível encontrar trabalhos acadêmicos que discorrem sobre moda inclusiva, e assim a discussão perpassa a sociedade, e todos os envolvidos disseminam este conceito. Vamos incluir! A moda a nosso favor!”

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Port uguês

Apresentação


O que é moda inclusiva?

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Port uguês

A moda inclusiva é uma proposta de moda que propõe incluir tipos de corpos que a indústria hoje não contempla. Todos sabemos dos rígidos padrões da moda tradicional, onde apenas um tipo muito específico de corpo é olhado: principalmente pessoas altas, magras e sem nenhum empecilho de movimento. A Moda Inclusiva vai além e pretende incluir pessoas com deficiência. Porque elas existem e são muitas, quase um quarto de toda a população brasileira (*). O projeto, foi realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo de São Paulo. Atualmente o moda inclusiva atua em duas principais frentes: os concursos promovidos entre jovens designers e o fórum de discussão que reúne especialistas de todos os gêneros.

Democratizar a moda É indiscutível a importância da moda no dia a dia de todos os cidadãos. A moda é algo que nos acompanha desde a hora em que acordamos e abrimos nossos guarda-roupas para nos vestirmos. A moda se faz presente quando temos que decidir a roupa de uma reunião de trabalho, a roupa de um evento especial e mesmo a roupa adequada para ir à esquina comprar pão. É a nossa embalagem, o modo como nos apresentamos ao mundo. Por isso, deve ser democratizada, humanizada. Deve inclusive olhar para aspectos como a ergonomia, a mobilidade e a funcionalidade de suas peças.

(*) No Brasil existem 45, 6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, representando 23,9% da sociedade, segundo Censo de 2010, do IBGE.

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Moda Inclusiva – Perguntas e respostas para entender o tema

O projeto Moda Inclusiva parou para pensar e investigar as dificuldades de uma pessoa com deficiência na hora de se vestir e encontrou inúmeras delas. Como a necessidade de ter uma etiqueta indicativa em braile para saber a cor da roupa que está escolhendo, porque também tem o direito de se sentir bem com o que veste, ainda que não veja. Alguém que não tem um braço precisa encontrar modos mais práticos para fechar o zíper de seu casaco e assim ser mais autônomo. Ou então, para os que vivem a vida sentados numa cadeira de rodas, é preciso encontrar soluções mais confortáveis, e igualmente bonitas. Os exemplos são infinitos, porque também são infinitos os tipos de pessoas que existem neste mundo. É inegável o direito que as pessoas com deficiência têm de se vestirem com dignidade. De se sentirem bem apresentadas. O projeto Moda Inclusiva tem o objetivo de fazer com que a sociedade entenda o tema, e estimular pesquisa e criação de mercado para essa faixa da população. Quanto mais pessoas forem incluídas no sistema da moda, mais o mercado cresce e mais pessoas conseguem se sentir bem no dia a dia da vida. Inclusive os que não possuem deficiência. Segundo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), “pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual, mental ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”. O conceito, no entanto, foi modificado recentemente. Hoje a restrição ao um modo de viver pleno tem como foco não a pessoa, mas a interação dela com o meio ambiente onde vive, que pode ter barreiras que pioram ou melhoram a qualidade da vida.

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Port uguês

Roupas que embelezem, e facilitem a vida


Moda Inclusiva – Perguntas e respostas para entender o tema

Port uguĂŞs 10


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Tudo começa com a criação, em 2008, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Foi a partir deste momento que instituiu-se a missão de garantir o acesso das pessoas com deficiência no Estado de São Paulo “a todos os bens, produtos e serviços existentes na sociedade” (trecho da lei complementar no 1.038, de 6 de março de 2008). E a moda está dentro dos bens, produtos e serviços. O 1o Concurso de Moda Inclusiva foi realizado em abril de 2009, já com esse intuito de pro­­­mover a criatividade e a discussão de um tema completamente novo até então. O mundo da moda brasileiro ficou atento e foi envolvido nesse concurso, que teve parceria com Pensemoda e a empresa Vicunha. O Pensemoda é o grande evento de discussão e filosofia de moda do País. E a Vicunha uma indústria têxtil de peso que fornece para grandes marcas brasileiras. A partir do 2o Concurso, nomes importantes como a Rede Globo, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro e o Museu da Língua Portuguesa se juntaram aos apoiadores. Escolas brasileiras e estrangeiras de design começaram a observar a temática.

Jovens pensantes e realizadores O principal resultado que se vê desde o primeiro concurso foi o nascimento de um novo pensamento. Os concursos estimularam jovens designers a exercerem sua criatividade num campo inédito, instigante e necessário. Muitos passaram a defender teses na universidade a respeito, a especializar-se no assunto. Não à tôa os looks criados por alguns desses designers chegaram a desfilar em Milão, capital da moda italiana, em maio de 2012, como referência de um projeto exclusivamente brasileiro que pode servir de exemplo para todo o mundo.

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Port uguês

O que estamos fazendo a respeito?


Por que a moda inclusiva é sustentável?

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Port uguês

Existem muitas discussões sobre o tema da sustentabilidade. Pensa-se que sustentabilidade ain­da é o mesmo que ecologia. Mas o assunto é muito mais amplo. A ecologia, que é a preocupação com os recursos ambientais que nosso Planeta apresenta, é uma parte da sustentabilidade. O conceito do que é sustentável, no entanto, inclui hoje em dia algo tão óbvio e tão esquecido: a sociedade. Um produto sustentável, então, não é apenas um produto que não polui a terra, a água e o ar. Um produto sustentável hoje em dia não prejudica o planeta e nem o ser humano. As formas de respeitar o ser humano na produção de uma mercadoria são várias, como por exemplo: usar trabalho humano digno, sem violar direitos, oferecer produtos que respeitem o direito dos consumidores, com materiais adequados, e enxergar, com respeito, os diversos tipos de consumidor que existem.

Indústria sustentável respeita o ser humano Uma indústria verdadeiramente sustentável é aquela que aprendeu também que o consumidor tem milhares de particularidades. Não existe um único tipo de pessoa que compra detergente, liquidificador e roupa. A indústria sustentável sabe que precisa atingir consumidores que até hoje não foram olhados. De pessoas acima do peso a pessoas que, por exemplo, não têm todos os membros e funções do corpo. O que são chamados de “modelos” no mundo da moda, na verdade não são modelos dos seres humanos. Porque o ser humano não é único e a verdadeira sustentabilidade está de olho nisso. Isso é responsabilidade social.

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O mercado da moda é um assunto importante para todos porque dependemos dele para nos apresentarmos ao mundo. Vivemos vestidos, e o modo como fazemos isso reflete nossa personalidade. Na vida social a roupa cumpre muitas funções, que podem ser funções triviais do dia a dia, ou mais sérias e cerimoniosas. O vestuário vai muito além da vaidade. É um item necessário para a vida que vivemos. E esse aspecto é tão ou mais importante para uma pessoa com deficiência. Experiências recentes e conversas com especialistas, feitas pela equipe criadora do projeto Moda Inclusiva, têm constatado que a moda, quando feita sob medida, melhora a auto-estima das pessoas com deficiência. Não é difícil entender. Se uma pessoa que tem atualmente facilidade em se vestir (porque não possui nenhum tipo de deficiência) se sente bem com uma roupa que lhe caia bem, na pessoa com deficiência a felicidade duplica. Porque com a roupa certa ela não adquire apenas beleza, mas um valor precioso que é a autonomia de conseguir vestir-se sozinha. É o poder de sentir-se confortável como todos os outros, porque se vale de modelagens diferenciadas pensadas para facilitar a vida delas. Sem contar a facilidade de saber o que se está escolhendo. Uma pessoa com deficiência visual que queira escolher uma roupa consegue descobrir como é feita apenas se encontra etiqueta explicativa em braile, por exemplo. Sabe o gesto aparentemente tão simples de acordar de manhã, escolher uma calça de uma cor que se quer, e vesti-la em menos de um minuto? Para pessoas com deficiência esse gesto é uma conquista, ou até um sonho. Talvez quem não possui alguma deficiência se lembre disso quando quebram um braço, ou quando adquirem uma idade avançada e os movimentos podem ser comprometidos. Por isso, esse novo conceito de moda visa facilitar o cotidiano das pessoas com deficiência apresentando soluções e inovações nas modelagens das peças e em seu acabamento estendendo o conforto para todas pessoas com ou sem deficiência.

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Port uguês

Por que a moda é um assunto tão importante para a pessoa com deficiência?


O que muda no design das roupas de moda inclusiva?

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Port uguês

O mundo do design pode, e muito, colaborar para que a Moda Inclusiva conquiste seu espaço no mercado. Porque o design é um instrumento que resolve boa parte das situações do nosso dia a dia. O banco do ônibus foi desenhado por alguém, a cafeteira que usamos foi desenhada por alguém, o sapato que nos ajuda a caminhar, também. Praticamente tudo o que nos rodeia na vida urbana foi desenhado por alguém. Quando um designer, como acontece no Concurso de moda inclusiva, pára para pensar nas necessidades de uma pessoa com deficiência, muitas soluções e ideias novas são encontradas. No Brasil, essa investigação de design começou com o primeiro concurso em 2009, e até agora muitas ideias foram experimentadas: modelagens diferenciadas com aberturas estratégicas no cós da calça ou no decote da camisa, fechamentos com velcro ou íman que são mais práticos, bolsos apenas em lugares úteis para não machucar quem fica sentado numa cadeira de rodas, etc. Soluções novas surgem a cada ano e no dia em que essas mentes criativas forem usadas pela indústria de moda para atender essa fatia de mercado completamente esquecida, uma boa parte da sociedade vai ser beneficiada.

Inovação Dentro do campo do design, pensar num tipo de moda completamente diferente do que foi pensado até hoje significa inovar, romper barreiras e ganhar valores de vanguarda. Pensar na Moda Inclusiva pode ser estimulante para os designers que têm como objetivo contornar limites e pesquisar materiais especiais. Valoriza-se assim a função dos tecidos, dos recortes, o deslocamento das costuras, as posições dos pontos e bolsos. Materiais podem ser substituídos: o zíper pelo velcro, o velcro pelo íman e assim por diante. Quanto mais a pesquisa avança, mais se encontram soluções para essa nova moda. E esse é o papel do designer, inovar sempre para o bem da função e da estética.

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O Brasil está num momento de crescimento cultural e econômico, com aquecimento do mercado interno e projeção externa. Sendo um país de história recente, não tem ainda tradições arraigadas como os países do Velho Mundo. Devemos, neste momento, aproveitar todo nosso vigor e disponibilidade para criar a nossa história com riqueza e dignidade. E isso só é possível se apresentarmos ao mundo, e a nós mesmos, valores genuínos de nossa identidade. Somos um país com muitas excelências, com muitos talentos e recursos espalhados pelo nosso vasto território. Chegou o momento em que temos que organizar a casa e ver onde somos realmente bons. Uma das nossas excelências que tem tudo para se consolidar é a sustentabilidade. Nosso mercado de moda está em crescimento, vide as grandes manifestações no eixo São Paulo e Rio de Janeiro, sem contar as inúmeras escolas de moda e design que pipocam por todos os estados. E agências de pesquisa, e novas confecções que crescem apenas se valendo do nosso robusto mercado interno. O resto do planeta já está de olho no que estamos produzindo, no nosso próprio estilo.

Uma indústria que pode ser brasileira Não existe ainda uma oferta de mercado na moda inclusiva. É difícil encontrar empresas que desenvolvam esses produtos. Um familiar ou cuidador que queira encontrar uma roupa específica para quem tem limites de locomoção deve se esforçar muito para procurar, e no máximo adquirir algumas peças pela internet. A moda inclusiva é um novo modelo de negócio, com um grande potencial de consumo interno e externo, à espera de seu desenvolvimento. Já existem pesquisas, já existem jovens que estão se especializando no assunto, e no Brasil temos matéria-prima e inteligência para desenvolver coleções lindas, criativas e verdadeiramente com estilo. A indústria de moda tem muito o que ganhar se aumentar a oferta de roupa com o conceito inclusivo. Só no Brasil, são 45, 6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população, como já citamos.

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Port uguês

O que o brasil ganha com isso?


Moda inclusiva, do Brasil para o mundo

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Port uguês

Estreia do projeto Moda Inclusiva em Milão, Itália Em maio deste ano (2012), o projeto Moda Inclusiva estreou na passarela da Fiera Milano, o maior local expositivo de Milão, capital da moda italiana. A convite da associação milanesa Atlha, que se ocupa de projetos para pessoas com deficiência, o Moda Inclusiva fez parte do evento que se chama “L’Anormalità della Bellezza”, uma espécie de trocadilho entre a palavra normalidade e anormalidade da beleza. O grande objetivo deste evento, com uma mesa de discussões no qual participou Daniela Auler, gestora do projeto Moda Inclusiva, era discutir o “Direito à Beleza”. No final do evento, jovens e crianças com algum tipo de deficiência foram maquiados e vestidos com diversos looks, muitos dos quais foram desenhados por designers brasileiros. Os looks levados pela Secretaria a Milão foram considerados a semente de uma discussão de ponta. As roupas foram criadas pelos brasileiros que participaram do Concurso Moda Inclusiva e já tinham sido desfiladas em edições anteriores, em São Paulo. A mídia percebeu o feito e publicou artigos a respeito. Uma página da Vogue Itália falou sobre o evento e o projeto brasileiro. O reconhecimento italiano das nossas propostas pode servir como um bom estímulo porque a Itália é um país historicamente forte em manifestações sociais e de moda. Ser convidado por uma associação (Atlha) que tem parcerias com diversos países do globo (Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Israel, Inglaterra, Bélgica, etc.) é mais um indício, entre tantos outros, de que a iniciativa é forte. Forte porque original, única, autêntica e, além de tudo, necessária.

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Nos concursos realizados pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com DeficiĂŞncia, muitos looks foram apresentados usando o conceito da moda inclusiva. Veja na pĂĄgina 54 alguns exemplos de propostas que os jovens designers criaram.

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Port uguĂŞs

Exemplos de design inclusivo


English

Inclusive Fashion – Questions and Answers to Understand the Subject

English

Inclusive Fashi n Questions and Answers to Understand the Subject

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Presentation

1

Launched in 2009, the Inclusive Fashion Contest invites students from technical and college courses as well as fashion professional from all over the country to produce looks for persons with disabilities. The best enrolled looks will be supported with the supply of fabrics for the confection of the garments that participate of the final fashion show at a large event. The three best models will receive awards. Novel in the international scenario, the Inclusive Fashion Contest is an annual event which incentives participants to give special consideration and develop solutions to make easier the day-to-day of a person with disabilities. The creation of labels and soles of shoes in Braille, for instance, gives the consumer better information on the product and promotes social inclusion. The initiative that proposes a behavioral changes and thoughts stimulates students, professionals and the fashion market to approach the subject. Motivated by the contest, today it is possible to find academic work on inclusive fashion, and thus discussion permeates the society and all involved parties disseminate this concept. Let us include! The fashion is for us!

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English

Letter from Linamara Rizzo Battistella, Secretary of the Rights of the Person with Disability


What does Inclusive Fashion means?

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English

Inclusive fashion is a proposal to include all types of body forms that presently are not contemplated by the industry. We are well aware of the strict standards of the traditional fashion, where only very specific types of bodies are considered: mainly tall, thin persons with no movement problems. Inclusive Fashion goes beyond that and has the purpose of including persons with disabilities, because these people exist and are numerous: almost one fourth of the Brazilian population (*). The project was carried out by the State Secretariat of the Rights of the Person with Disability of the Government of the State of S達o Paulo. Presently Inclusive Fashion works in two fronts: contests promoted among young designers and the discussion forum that gathers experts of all sectors.

Democratize fashion The importance of fashion in the daily life of all citizens in undisputable, fashion is something that accompanies us from the moment we wake up and open our wardrobe to get dressed. Fashion is present when we have to decide what to dress to a work meeting, for a special event and even the adequate clothes to go to the bakery buy bread. It is our packaging, the way we present ourselves to the world, therefore it should be made democratic and humanized. It should also look into aspects as ergonomics, mobility and functionality.

(*) In Brazil there are 45.6 million persons with some type of disability representing 23.9% of the society according to the 2010 census carried out by IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics)

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Inclusive Fashion – Questions and Answers to Understand the Subject

Clothes that embellish and make life easier The Inclusive Fashion Project stopped to think and investigate the difficulties of a person with disabilities to dress and found numerous problems, such as the need of Braille labels so that the person can know the color of the garment, because although the person has no sight, he/she still have the right to feel good with what they are dressing. Someone who does not have an arm has to find more practical ways to close a coat’s zipper and thus become more independent. Or yet, those who spend their life sitting in a wheelchair have to find more comfortable and equally good looking solutions.

The right of persons with disabilities to dress with dignity is undisputable, as is their right to feel well dressed. The Inclusive Fashion contest has the goal of making the society understand the issue and to stimulate research and creation of a market for this segment of the population. The more people are included in the fashion system, more the market will grow and more people will be able to feel good in their day-to-day, inclusively those who have no disabilities. According to the Convention on the Rights of Persons with Disabilities (2006), “persons with disabilities are those that have impediments of physical, intellectual, mental or sensorial nature, that interacting with different barriers may prevent their full and effective participation in the society with other persons”. However, the concept has been changed recently. Nowadays the restriction to a full mode of living has as focus not only the person, but his/her interaction with the environment in which this person lives and which may have barriers that improve or impair quality of life.

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English

Examples are infinite, because infinite are the types of persons in this world.


Inclusive Fashion – Questions and Answers to Understand the Subject

English 22


What are we doing about it?

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Everything starts with the creation in 2008 of the State Secretariat of the Rights of the Person with Disability. It was the time when was created the mission of guaranteeing the access of persons with disabilities in the State of São Paulo to “all goods, products and services existing in the society”(part of Complementary Law No.

The 1st Inclusive Fashion Contest was carried out in April 2009 with the purpose of promoting creativity and the discussion of a then completely novel subject. The Brazilian fashion world paid attention and became involved in this contest that had the partnership of Pensemoda and a textile company by the name Vicunha. Pensemoda is a large event that discusses and thinks fashion in Brazil, and Vicunha is an important textile industry that supplies to important Brazilian brands. As of the 2nd Contest, important names as Rede Globo TV network, Lucy Montoro Rehabilitation Network and Museum of Portuguese Language joined the supporters. Brazilian and foreign design schools started to pay attention to the theme.

Young thinking entrepreneurs The main result since the first contest was the birth of a new thinking. The contest stimulated young designers to use their creativity in a novel, instigating and much needed field. Many of them started to defend thesis on the subject at Universities, to specialize in the issue. Not by chance the looks created by some of these designers reached the catwalks of Milan, the Italian capital of fashion in May 2012 as a reference of an exclusively Brazilian project that may serve as an example for the entire world.

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English

1038 of March 06, 2008). And fashion is inserted within goods, products and services.


Why inclusive fashion is sustainable?

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There are many discussions on the issue of sustainability. It is thought that it is the same thing as environment. But the issue is much wider. Environment is the worry with our planet’s environmental resources and is part of sustainability.

English

However, nowadays the concept of what is sustainable is something so obvious as forgotten: society Therefore, a sustainable product is not only a product that does not pollute the Earth, water and air. Today, a sustainable product does not harm the planet or human beings. The forms of respecting the human being in the production of a good are many: use worthy human work, not violating rights, offer products that respect the rights of consumers using adequate materials and look with respect the different types of consumers.

A sustainable industry respects the human being A really sustainable industry is the one that has learned that the consumer has thousands of particularities. There is no single type of person who buys detergent, blenders or clothing. A sustainable industry knows that it has to reach consumers that have not been envisaged until now. People who are overweight or those who for instance do not have all limbs or body functions. Those who in the fashion world are called “models�, in truth are not models of human beings, because the human being is not one and real sustainability has this in mind. This is social responsibility.

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Why fashion is such an important issue for persons with disabilities?

5

Clothing goes well beyond vanity, it is a necessary item for the life we live, and this aspect is as or more important for a person with disabilities. Recent experiences and exchanges with experts made by the team that created the Inclusive Fashion Project have shown that when fashion is customized, it improves the self-esteem of persons with disabilities. It is not difficult to understand why. If a person dresses easily (due to no type of disability) feels good in a clothing that becomes him/her, in a person with disability such happiness increases many times, because with the right clothing the person not only acquires beauty, but clothing acquires a precious value of the granted autonomy of being able to get dressed without help. It is the power of feeling as comfortable as everyone else, because he/she is wearing clothes with special features thought to make their lives easier. A person with sight disability, who wants to choose something to dress, will be able to discover how such garment is made reading the Braille instructions printed on the label. The apparently simple gesture of waking up in the morning and choosing a certain pair of trousers and putting them on in less than a minute is a commonplace for us, but for persons with disabilities this act is a conquest or even a dream. Perhaps people with no disabilities might remember this fact when they break an arm or become elderly and have their movement compromised. Therefore, this new fashion concept aims to make easier the day-to-day of persons with disabilities presenting solutions and innovations in the modeling of the garments and their finishing, presenting comfort for everyone, with or without deficiencies.

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English

The fashion market is an important issue for everyone because we depend on it to present ourselves to the world. We are always dressed, and the way we dress reflects our personality. In social life, clothing has many roles that may be trivial roles in the day-to-day, or more serious and formal roles.


What changes in the design of Inclusive Fashion clothing?

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The world of design may cooperate to help Inclusive Fashion conquest its space in the marketplace. Design is the instrument that solves a large part of our daily situations. The bus seats have been designed by someone, the coffeemaker as well, the same goes to the shoes that help us walk. Practically everything around us in the cities has been designed by someone.

English

When a designer takes a moment to think about the needs of a person with disabilities, many new ideas and solutions are found. In Brazil, this investigation in the field of design started with the first contest in 2009 and until now many ideas have been experimented: different modeling with strategic openings in pants and shirts, closing with Velcro or magnets that are more practical, and pockets placed only where they will not harm those who spend the day sitting in a wheelchair. New solutions appear every year and, on the day these creative minds will be used by the fashion industry to meet these completely forgotten consumers, a good part of the society will benefit.

Innovation In the realm of design, think about a completely different fashion from what has been thought until now, means to innovate, break barriers and become avant-garde. Thinking Inclusive Fashion may be stimulating for designers who have the goal to reach beyond limits and research special materials. Thus, value is ascertained to textiles, modeling, displacement of seams, positioning of pockets, etc. Materials may be substituted: zippers for Velcro, Velcro for magnets, and so on. The more the research advances, more new solutions are found for this fashion. This is the role of the designer - always innovate for the improvement of function and aesthetics.

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What is in it for Brazil?

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The moment to organize our house and see where we really excel has arrived. One of our excellences is sustainability. Our fashion market is growing: see the large manifestations in the Rio-SĂŁo Paulo axis, not forgetting the many fashion and design schools that are being created in all states. Research agencies and new apparel factories are growing to meet the needs of our strong domestic market. The rest of the world has their eyes set on what we are producing, in our style.

An industry that may be Brazilian There is still no inclusive fashion market offers. It is difficult to find companies to develop these products. A family member or a caretaker who is willing to find specific clothes for someone who has locomotion impairments has to make great efforts and at most buy a few pieces in the web. Inclusive fashion is a new business model with a great potential of domestic and foreign consumption waiting to be developed. There is ongoing research and young people are specializing in the subject, and in Brazil we have the raw material and intelligence to develop beautiful, creative and stylish collection. The fashion industry has much to profit if it increases the offer of clothing with the inclusive concept. Only in Brazil there are 45.6 million persons with some type of disability, which as we already mentioned, represent 23.9% of the population.

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English

Brazil is experiencing a moment of cultural and economic growth, its domestic market is heating and the country’s image is good. As we are a country with recent history and no deep rooted traditions in comparison to the Old World countries, therefore, we should use all our strength and availability to create history with riches and dignity. And this will be only possible if we show to the world and to ourselves, the real values of our identity. We are a country with many excellent things, many talents and resources spread among our vast territory.


Inclusive Fashion for Brazil and the World

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Launching the Inclusive Fashion Project in Milan, Italy

English

In May of 2012 the Inclusive Fashion Project was shown for the first time on the catwalks of the Fiera di Milano, the largest exhibition stead of Milan, the capital of fashion. Invited by the Milanese Athla Association, that is involved in projects for persons with disabilities, Inclusive Fashion was part of an event called “L’Anormalità della Bellezza” (The abnormality of beauty) a kind of play of words between normality and abnormality of beauty. The purpose of the event, with a discussion round table with Daniela Auler, the manager of the Inclusive Fashion Project was to discuss “The Right to Beauty”. At the end of the event, youngsters and children with some type of disability had make-up applied and were dressed with different looks, many of which created by Brazilian designers. The looks taken by the Secretariat to Milan were considered the seed of an important discussion. The garments had been created by the Brazilians who had taken part of the Inclusive Fashion contest and had already been shown at previous editions in São Paulo. The media sensed the fact and published some articles on the issue. A page of the Italian Vogue magazine mentioned the event and the Brazilian project. The Italian acknowledgement of our proposals may serve as a good stimulus because Italy is a country with a long history of social and fashion manifestations. To be invited by an association (Atlha) which has partnerships with different countries (USA, Australia, Germany, Israel, England, Belgium, etc.) is another fact, as many others, that shows us that this is a strong initiative. Strong because is it original, unique, authentic and above all, necessary.

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Examples of Inclusive Design

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At the contests carried out by the Secretariat of the Rights of the person with Disability many looks were presented using the inclusive fashion concept.

English

See page 54 examples of Inclusive Design.

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español

Moda Inclusiva – Preguntas y respuestas para entender el tema

M da Inclusiva Preguntas y respuestas para entender el tema

español

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Presentación

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Carta de Linamara Rizzo Battistella, Secretaria de los Derechos de las Personas con Discapacidad

Inédito en el ámbito internacional, el Concurso Moda Inclusiva es anual e incentiva a los participantes a que dirijan una mirada fashion y desarrollen soluciones que faciliten el cotidiano de las personas con discapacidad. La creación de etiquetas y suelas de zapatos en braille, por ejemplo, entrega al consumidor mayores informaciones sobre el producto y promueve la inclusión social del individuo. La iniciativa, que propone una reflexión comportamental, alienta a alumnos, profesionales y al mercado de la moda a abordar el tema. Motivados por el Concurso, hoy es posible encontrar trabajos académicos que tratan sobre moda inclusiva, y así la discusión llega a la sociedad, y todos los involucrados difunden este concepto. ¡Incluyamos! ¡La moda a nuestro favor!”

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El Concurso Moda Inclusiva, lanzado en 2009, invita a estudiantes de cursos técnicos y universitarios y a profesionales del área de todo el país a producir looks para personas con discapacidad. Los mejores trabajos inscritos reciben apoyo con suministro de telas para la confección de las ropas y participan en el desfile final en un gran evento. Los tres mejores lugares reciben premios.


¿Qué es moda inclusiva?

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La moda inclusiva es una propuesta cuyo objetivo es incluir tipos de cuerpos que la moda actual no contempla. Todos conocemos los rígidos estándares de la moda tradicional, donde solamente se ve un tipo muy específico de cuerpo: principalmente personas altas, delgadas y sin ninguna restricción de movimiento. La Moda Inclusiva va más allá y pretende incluir a personas con discapacidad. Porque ellas existen y son muchas, casi un cuarto de toda la población brasileña (*).

Democratizar la moda español

Es indiscutible la importancia de la moda en el cotidiano de todos los ciudadanos. La moda es algo que nos acompaña desde la hora en que despertamos y abrimos nuestros armarios para vestirnos. La moda se hace presente cuando tenemos que decidir la ropa de una reunión de trabajo, la ropa de un evento especial e incluso la ropa adecuada para ir a la esquina a comprar el pan. Es nuestro envoltorio, el modo como nos presentamos al mundo. Por eso, debe ser democratizada y humanizada. Incluso debe enfocarse en aspectos como la ergonomía, la movilidad y la funcionalidad de sus prendas.

(*) En Brasil existen 45,6 millones de personas con algún tipo de discapacidad, representando el 23,9% de la sociedad, según el Censo de 2010, del IBGE.

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Moda Inclusiva – Preguntas y respuestas para entender el tema

Ropas que embellezcan y faciliten la vida. El proyecto Moda Inclusiva investigó y consideró las dificultades de una persona con discapacidad en el momento de vestirse y encontró muchísimas. Como la necesidad de que haya una etiqueta indicativa en braille para saber el color de la ropa que se está eligiendo, porque también tienen el derecho de sentirse bien con lo que usan, aunque no lo vean. Alguien que no tiene un brazo precisa encontrar modos más prácticos para cerrar la cremallera de su chaqueta y así ser más autónomo. O entonces, para los que viven la vida sentados en una silla de ruedas, es necesario encontrar soluciones más cómodas, e igualmente bonitas. Los ejemplos son infinitos, porque también son infinitos los tipos de personas que existen en este mundo.

Según la convención sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad (2006), “personas con discapacidad son aquellas que tienen restricciones de naturaleza física, intelectual, mental o sensorial los que, en interacción con diversas barreras, pueden obstruir su participación plena y efectiva en la sociedad con las demás personas”. Sin embargo, el concepto fue modificado recientemente. Hoy la restricción a un modo de vivir pleno no se enfoca en la persona sino en su interacción con el medio ambiente en donde vive, que puede tener barreras que empeoran o mejoran la calidad de vida.

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Es innegable el derecho que tienen las personas con discapacidad de vestirse con dignidad. De sentir que se presentan bien. El proyecto Moda Inclusiva tiene el objetivo de hacer con que la sociedad entienda el tema, y alentar el estudio y creación de mercado para esa población. Cuantas más personas se incluyan en el sistema de la moda, más crece el mercado y más personas consiguen sentirse bien en el cotidiano, incluso quienes no tienen discapacidad.


Moda Inclusiva – Preguntas y respuestas para entender el tema

espaĂąol

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¿Qué estamos haciendo al respecto?

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Todo comienza en 2008, con la creación de la Secretaría de Estado de los Derechos de las Personas con Discapacidad. Fue a partir de ese momento que se instituyó la misión de asegurar el acceso de las personas con discapacidad en el Estado de São Paulo “a todos los bienes, productos y servicios existentes en la sociedad” (trecho de la ley complementaria nº 1.038, del 6 de marzo de 2008). Y la moda está dentro de los bienes, productos y servicios.

A partir del 2º Concurso, nombres importantes como la Red Globo, la red de Rehabilitación Lucy Montoro y el Museo de la Lengua Portuguesa se unieron a los apoyadores. Escuelas brasileñas y extranjeras de diseño empezaron a observar la temática.

Jóvenes pensantes y realizadores El principal resultado, ya a partir del primer concurso, fue el nacimiento de un nuevo pensamiento. Los concursos alentaron a jóvenes diseñadores para que ejercieran su creatividad en un campo inédito, instigador y necesario. Muchos pasaron a defender tesis relacionadas a esa área en la universidad, a especializarse en el asunto. Una de las consecuencias es que los looks creados por algunos de esos diseñadores llegaron a desfilar en Milán, capital de la moda italiana, en mayo de 2012, como referencia de un proyecto exclusivamente brasileño que puede servir de ejemplo para todo el mundo.

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El 1er Concurso de Moda Inclusiva se realizó en abril de 2009, ya con el intuito de promover la creatividad y la discusión de un tema completamente nuevo hasta ese momento. El mundo de la moda brasileño prestó atención y se envolvió en ese concurso que realizó una alianza con Pensemoda y la empresa Vicunha. Pensemoda es el gran evento de discusión y filosofía de moda del país. Vicunha es una industria textil de renombre, proveedora de grandes marcas brasileñas.


¿Por qué la moda inclusiva es sostenible?

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Existen muchas discusiones sobre el tema de la sostenibilidad. Se piensa que sostenibilidad todavía es lo mismo que ecología. Pero el asunto es mucho más amplio. La ecología, que es la preocupación por los recursos ambientales que nuestro planeta presenta, es una parte de la sostenibilidad. El concepto de lo que es sostenible, no obstante, incluye actualmente algo tan obvio y tan olvidado como es la sociedad.

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Un producto sostenible, entonces, no es solamente un producto que no contamina la tierra, el agua y el aire. Hoy en día, un producto sostenible no perjudica ni el planeta ni al ser humano. Las formas de respetar al ser humano en la producción de mercancías son diversas, como por ejemplo: usar trabajo humano digno, sin violar derechos, ofrecer productos que respeten el derecho de los consumidores, con materiales adecuados, y observar, con respeto, los diversos tipos de consumidor que existen.

La industria sostenible respeta al ser humano Una industria verdaderamente sostenible es aquella que aprendió también que el consumidor tiene millares de particularidades. No existe un único tipo de persona que compra detergente, una licuadora o ropa. La industria sostenible sabe que debe llegar a consumidores que hasta hoy no se habían considerado. Desde personas con sobrepeso hasta personas que, por ejemplo, no tienen todos los miembros o funciones del cuerpo. Lo que se llama de “modelos” en el mundo de la moda, en realidad no son modelos de los seres humanos. Porque el ser humano no es único y la verdadera sostenibilidad lo lleva en cuenta. Eso es responsabilidad social.

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¿Por qué la moda es un asunto tan importante para las personas con discapacidad?

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El mercado de la moda es un asunto importante para todos porque dependemos de él para presentarnos al mundo. Vivimos vestidos y el modo como lo hacemos refleja nuestra personalidad. En la vida social la ropa cumple muchas funciones que pueden ser funciones triviales del cotidiano, o más serias y ceremoniosas. El vestuario va mucho más allá de la vanidad. Es un ítem necesario para la vida que vivimos. Y ese aspecto es tan o más importante para una persona con discapacidad.

No es difícil de entender. Si una persona que tiene actualmente facilidad para vestirse (porque no tiene ningún tipo de discapacidad) se siente bien con una ropa que le sienta bien, en una persona con discapacidad la felicidad se duplica. Porque con la ropa adecuada ella no solo adquiere belleza, sino un valor precioso que es la autonomía de conseguir vestirse sola. Es el poder de sentirse confortable como todos los demás, porque se vale de modelajes diferenciados pensados para facilitarle la vida. Sin contar la facilidad de saber lo que está eligiendo. Una persona con discapacidad visual que quiera elegir una ropa solo consigue descubrir cómo está hecha si encuentra una etiqueta explicativa en braille, por ejemplo. ¿Sabe ese gesto aparentemente tan sencillo de despertar en la mañana, elegir un par de pantalones del color deseado, y ponérselos en menos de un minuto? Para las personas con discapacidad ese gesto es una conquista, o incluso un sueño. Tal vez quien no tiene ninguna discapacidad se dé cuenta de ello cuando se rompe un brazo o cuando llega a una edad avanzada y los movimientos pueden llegar a estar comprometidos. Por lo tanto, ese nuevo concepto de moda tiene como objetivo facilitar el cotidiano de las personas con discapacidad presentando soluciones e innovaciones en los modelajes de las prendas y en sus remates, extendiendo la comodidad a todas las personas con o sin discapacidad.

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Experiencias recientes y charlas con especialistas, hechas por el equipo creador del proyecto Moda Inclusiva, han constatado que la moda, cuando se hace a la medida, mejora la autoestima de las personas con discapacidad.


¿Qué es lo que cambia en el diseño de las ropas de Moda Inclusiva?

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El mundo del diseño puede colaborar mucho para que la Moda Inclusiva conquiste su espacio en el mercado. Porque el diseño es un instrumento que resuelve gran parte de las situaciones de nuestro cotidiano. El asiento del autobús fue diseñado por alguien, la cafetera que usamos fue diseñada por alguien, los zapatos que nos ayudan a caminar, también. Prácticamente todo lo que nos rodea en la vida urbana fue diseñado por alguien. Cuando un diseñador, como sucede en el Concurso de moda inclusiva, piensa cuidadosamente en las necesidades de una persona con discapacidad, encuentra muchas soluciones e ideas innovadoras.

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En Brasil, esa investigación de diseño comenzó con el primer concurso en 2009, y hasta ahora muchas ideas han sido experimentadas: modelajes diferenciados con aberturas estratégicas en la cintura del pantalón o en el escote de la camisa, cierres con velcro o imán que son muy prácticos, bolsillo solamente en lugares útiles para no lastimar a quien permanece sentado en una silla de ruedas, etc. A cada año surgen soluciones nuevas y el día en que esas mentes creativas sean usadas por la industria de la moda para atender ese nicho de mercado completamente olvidado, beneficiarán a gran parte de la sociedad.

Innovación Dentro del campo del diseño, pensar en un tipo de moda completamente diferente del que se ha pensado hasta hoy significa innovar, quebrar barreras y ganar valores de vanguardia. Pensar en la Moda Inclusiva puede ser estimulante para los diseñadores que tienen como objetivo contornar límites e investigar materiales especiales. De esta forma se valoriza la función de las telas, de los recortes, el desplazamiento de las costuras, las posiciones de los puntos y bolsillos. Los materiales se pueden reemplazar: la cremallera por el velcro, el velcro por el imán y así por delante. Mientras más avanza la investigación, más soluciones se encuentran para esa nueva moda. Y es ese el papel del diseñador, innovar siempre para el bien de la función y de la estética.

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¿Qué es lo que Brasil gana con eso?

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Brasil está en un momento de crecimiento cultural y económico, con impulso del mercado interno y proyección externa. Siendo un país de historia reciente, todavía no tiene tradiciones arraigadas como los países del Viejo Mundo. En este momento debemos aprovechar todo nuestro vigor y disponibilidad para crear nuestra historia con riqueza y dignidad. Y eso solo es posible si presentamos al mundo, y a nosotros mismos, valores genuinos de nuestra identidad. Somos un país con muchas excelencias, con muchos talentos y recursos repartidos por nuestro vasto territorio. Llegó el momento en que tenemos que organizarnos y ver en dónde somos realmente buenos.

Una industria que puede ser brasileña Aún no existe una oferta de mercado en la moda inclusiva. Es difícil encontrar empresas que desarrollen esos productos. Un familiar o cuidador que quiera encontrar una ropa específica para quien tiene limitaciones de locomoción debe esforzarse mucho para buscar y, como máximo, adquirir algunas prendas por internet. La moda inclusiva es un nuevo modelo de negocio con un gran potencial de consumo interno y externo, a la espera de su desarrollo. Ya existen estudios, ya existen jóvenes que se están especializando en el asunto y en Brasil tenemos materia prima e inteligencia para desarrollar colecciones lindas, creativas y verdaderamente con estilo. La industria de la moda tiene mucho que ganar si aumenta la oferta de ropa con el concepto inclusivo. Solo en Brasil, son 45,6 millones de personas con algún tipo de discapacidad, lo que representa el 23,9% de la población, como ya citamos.

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Una de nuestras excelencias con todas las condiciones para consolidarse es la sostenibilidad. Nuestro mercado de moda está en crecimiento, basta ver las grandes manifestaciones en el eje São Paulo y Río de Janeiro, sin contar las innumerables escuelas de moda y diseño que surgen por todos los estados y las agencias de investigación, y nuevas confecciones que crecen valiéndose apenas de nuestro robusto mercado interno. El resto del planeta ya está atento a lo que estamos produciendo, en nuestro propio estilo.


Moda inclusiva, de Brasil para el mundo

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Estreno del proyecto Moda Inclusiva en Milán, Italia En mayo de este año (2012), el proyecto Moda Inclusiva estrenó en la pasarela de la Feria Milano, el mayor local de exposiciones de Milán, capital de la moda italiana. Por invitación de la sociedad milanesa Atlha, que se ocupa de proyectos para personas con discapacidad, Moda Inclusiva formó parte del evento que se llama “L’Anormalità della Bellezza”, una especie de juego de palabras entre la normalidad y la anormalidad de la belleza. El gran objetivo de este evento, con una mesa de discusiones en la que participó Daniela Auler, gestora del proyecto Moda Inclusiva, era discutir el “Derecho a la belleza”. Al final del evento, jóvenes y niños con algún tipo de discapacidad fueron maquillados y vestidos con diversos looks, muchos de los cuales fueron diseñados por profesionales brasileños. español

Los looks llevados por la secretaría a Milán fueron considerados la semilla de una discusión de vanguardia. Las ropas fueron creadas por los brasileños que participaron en el Concurso Moda Inclusiva y ya habían desfilado en ediciones anteriores, en São Paulo. Los medios observaron el hecho y publicaron artículos al respecto. Una página de la Vogue Italia habló sobre el evento y el proyecto brasileño. El reconocimiento italiano de nuestras propuestas puede servir como un buen estímulo porque Italia es un país históricamente fuerte en manifestaciones sociales y de moda. Ser invitado por una asociación (Atlha) que tiene alianzas con diversos países del globo (Estados Unidos, Australia, Alemania, Israel, Inglaterra, Bélgica etc.) es un indicio más, entre tantos otros, de que la iniciativa es fuerte. Fuerte porque es original, única, auténtica y, sobre todo, necesaria.

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Ejemplos de diseño inclusivo

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En los concursos realizados por la Secretaría de los Derechos de las Personas con Discapacidad, muchos looks fueron presentados usando el concepto de la moda inclusiva.

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Consulte la página 54 en la lista de diseñadores jóvenes que participaron en el concurso.

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M da Inclusiva Domande e risposte per capire l’argomento


Apresentação

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Lettera di Linamara Rizzo Battistella, Segretaria dei Diritti dei Disabili Organizzato per la prima volta nel 2009, il Concorso Moda Inclusiva invita studenti di corsi tecnici e universitari e professionisti del settore di tutto il Paese a creare look per le persone disabili. I migliori lavori iscritti sono sostenuti mediante la distribuzione gratuita di tessuti per la confezione di capi di abbigliamento e partecipano alla sfilata finale in un grande evento. I primi tre classificati ricevono un premio. Inedito in campo internazionale, il Concorso Moda Inclusiva è annuo e invita i partecipanti a pensare all’eleganza dalla prospettiva dei disabili e a trovare soluzioni che facilitino il loro quotidiano. La creazione di etichette e suole da scarpe in Braille, per esempio, offre all’utente ulteriori informazioni sul prodotto e promuove l’inclusione sociale dell’individuo. Questa iniziativa, che propone una riflessione comportamentale, stimola studenti, professionisti e il mercato della moda ad affrontare l’argomento. Oggi è possibile trovare studi universitari che, motivati dal Concorso, trattano della moda inclusiva e, così, il dibattito è presente nella società e le persone coinvolte disseminano questo concetto.

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Impegniamoci a includere! La moda a nostro favore!”

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Che cos’è la moda inclusiva?

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La moda inclusiva è una proposta di moda che include tipi di corpo che l’industria, attualmente, non prende in considerazione. Conosciamo bene i rigidi standard della moda tradizionale, che guardano soltanto a un tipo molto specifico di corpo: soprattutto persone alte, magre e senza nessuna difficoltà di movimento. La Moda Inclusiva va oltre tutto questo e si propone di includere persone con disabilità, perché esistono e sono molte, quasi un quarto della popolazione brasiliana (*). Il progetto è stato realizzato dalla Segreteria Statale dei Diritti dei Disabili del Governo dello Stato di San Paolo. Oggigiorno la moda inclusiva agisce su due fronti principali: i Concorsi promossi fra giovani designer e il forum di discussione che riunisce specialisti di vari campi.

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Democratizzare la moda È indiscutibile l’importanza della moda nel quotidiano di tutti i cittadini. La moda è una cosa che ci accompagna fin da quando ci alziamo e apriamo il nostro armadio per vestirci. La moda è presente quando dobbiamo decidere cosa indossare per andare a una riunione di lavoro, a un evento speciale o anche per andare fino all’angolo a comprare il pane. È il nostro imballaggio, il modo come ci presentiamo agli altri. Per questo, deve essere democratizzata, umanizzata. Deve, inoltre, considerare aspetti come l’ergonomia, la mobilità e la funzionalità delle sue parti. (*) In Brasile ci sono 45,6 milioni di persone con un tipo di disabilità, numero che corrisponde al 23,9% della società, secondo il Censo del 2010, dell’IBGE.

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Moda Inclusiva – Domande e risposte per capire l’argomento

Indumenti che abbelliscano e facilitino la vita Il progetto Moda Inclusiva è sorto per riflettere sulla difficoltà a vestirsi delle persone con disabilità e ne ha trovate moltissime. Un esempio, fra gli altri, è la necessità di un’etichetta in Braille che indichi il colore dell’indumento scelto, perché, anche chi non vede, ha il diritto di sentirsi bene con ciò che indossa. Una persona priva di un braccio deve disporre di mezzi pratici per chiudere la cerniera del suo giubbotto e, così, sentirsi indipendente. Per chi vive in una sedia a rotelle devono essere trovate soluzioni confortevoli e belle. Gli esempi sono innumerevoli, perché innumerevoli sono i tipi di persone che ci sono nel mondo. Non si può negare alle persone con disabilità il diritto di vestirsi con dignità, di sentirsi eleganti. Il progetto Moda Inclusiva ha lo scopo di far capire questa questione alla società e di stimolare la ricerca e la creatività del mercato per questa fascia della popolazione. Quanto più persone saranno incluse nel sistema della moda, più il mercato crescerà e più persone riusciranno a sentirsi bene nella loro vita quotidiana. Anche chi non è affetto da disabilità. Secondo la Convenzione sui Diritti delle Persone con Disabilità (2006), “persone con disabilità sono quelle che hanno limitazioni di natura fisica, intellettuale, mentale o sensoriale, che, nell’interazione con diversi ostacoli, possono impedire la loro partecipazione piena e effettiva nella società con le altre persone”. Questo concetto, però, ha subito delle modifiche recentemente. Oggigiorno l’impedimento a vivere in modo pieno ha come oggetto non la persona, ma la sua interazione con l’ambiente in cui vive, che può presentare

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ostacoli che peggiorano o migliorano la qualità della vita.

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Moda Inclusiva – Perguntas e respostas para entender o tema

Port uguĂŞs 46


Cosa stiamo facendo al riguardo?

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Tutto ha inizio con la creazione, nel 2008, della Segreteria Statale dei Diritti dei Disabili. A partire da quel momento si è stabilita la missione, nello Stato di San Paolo, di garantire alle persone con disabilità l’accesso a “tutti i beni, prodotti e servizi esistenti nella società” (brano della legge complementare n. 1.038 del 6 marzo 2008). E la moda fa parte dei beni, prodotti e servizi. Il 1º Concorso di Moda Inclusiva è stato realizzato nell’aprile 2009 allo scopo di incentivare la creatività e la discussione di un argomento fino ad allora completamente nuovo. Il mondo della moda brasiliano si è mostrato interessato e ha appoggiato questo Concorso, che ha ricevuto la collaborazione di Pensemoda e dell’azienda Vicunha. Pensemoda è un grande evento del Paese dedicato alla discussione e alla riflessione sulla moda. Vicunha è un’industria tessile importante che fornisce grandi marche brasiliane. A partire dal 2º Concorso, nomi importanti, come la Rede Globo, la Rete di Riabilitazione Lucy Montoro e il Museo della Lingua Portoghese si sono associati agli altri patrocinatori. Scuole brasiliane e straniere di design hanno cominciato a riflettere su questo argomento.

Il risultato più importante che si osserva fin dal 1º Concorso è stata la nascita di un pensiero nuovo. I Concorsi incentivano i giovani designer a sviluppare la loro creatività in un campo inedito, stimolante e necessario. Molti studenti universitari hanno cominciato a scrivere tesi su questo argomento e a specializzarsi in questo campo. Non per niente i look creati da alcuni di questi designer hanno sfilato a Milano, capitale della moda italiana, nel maggio 2012, come rappresentanti di un progetto esclusivamente brasiliano che può servire di esempio a tutti.

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Giovani pensanti e realizzatori


Perché la moda inclusiva è sostenibile?

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Ci sono molti dibattiti sul tema della sostenibilità. Si pensa che sostenibilità e ecologia siano la stessa cosa. L’argomento, però, è molto più ampio. L’ecologia, che è la preoccupazione rivolta alle risorse ambientali di cui dispone il nostro Pianeta, è una parte della sostenibilità. Il concetto di sostenibilità, tuttavia, include oggi una cosa molto ovvia e molto dimenticata: la società. Un prodotto sostenibile, dunque, non è solo un prodotto che non inquina la terra, l’acqua e l’aria. Un prodotto sostenibile, attualmente, non danneggia né il pianeta né l’essere umano. Le forme di rispetto verso l’essere umano nella produzione della merce sono svariate, come, per esempio: usare lavoro umano degno, senza violare diritti, offrire prodotti che rispettino i diritti dei consumatori, con materiali idonei, e guardare, con rispetto, i diversi tipi di consumatori.

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L’industria sostenibile rispetta l’essere umano Un’industria veramente sostenibile è quella che ha imparato che il consumatore ha mille particolarità. Non c’è un unico tipo di persona che compra detersivi, frullatori e indumenti. L’industria sostenibile sa che deve raggiungere consumatori di cui fino ad ora nessuno si era accorto. Dalle persone al di sopra del peso medio alle persone che, per esempio, non hanno tutti i membri o tutte le funzioni del corpo. I cosiddetti “modelli” del mondo della moda non sono, a dire il vero, modelli degli esseri umani, perché l’essere umano non è unico e la vera sostenibilità è attenta a questo fatto. In ciò consiste la responsabilità sociale.

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Perché la moda è un argomento tanto importante per la persona con disabilità?

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Il mercato della moda è un argomento importante per tutti perché tutti noi dipendiamo da esso per presentarci nel mondo. Viviamo vestiti e il nostro modo di fare questo riflette la nostra personalità. Nella vita sociale gli indumenti svolgono varie funzioni che possono essere comuni, come nella vita quotidiana, o più serie e impegnative. L’abbigliamento va oltre la vanità. È un elemento necessario per la nostra vita ed è ugualmente o molto più importante per una persona disabile. Esperienze recenti e dibattiti con specialisti hanno portato lo staff che ha creato il progetto Moda Inclusiva a concludere che la moda, quando è fatta su misura, migliora l’autostima delle persone con disabilità.

Basta pensare a un gesto apparentemente tanto semplice come svegliarsi la mattina, scegliere un paio di pantaloni del colore che si vuole e indossarli in meno di un minuto. Per le persone con disabilità questo gesto è una conquista, o addirittura un sogno. Chi non ha nessuna disabilità forse si ricorderà di questo quando si romperà un braccio o quando, in età avanzata, avrà difficoltà a muoversi. Per tutto ciò, questo nuovo concetto di moda si propone di facilitare il quotidiano delle persone con disabilità, presentando soluzioni innovative nella modellatura e rifinitura degli indumenti al fine di migliorarne l’uso per tutte le persone, con o senza disabilità.

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Non è difficile capirne la ragione. Se una persona che si veste con facilità (perché non ha nessun tipo di disabilità) è soddisfatta di indossare un vestito che le cade bene, nella persona disabile la soddisfazione raddoppia, perché, con un abito adatto, il disabile non acquista solo bellezza, ma acquista anche un altro valore prezioso che è l’autonomia, la possibilità di riuscire a vestirsi da solo. È il potere di sentirsi a proprio agio come tutti gli altri, perché il disabile ha a sua disposizione modelli differenziati, pensati per facilitargli la vita. Senza contare il conforto che dà sapere cosa si sta scegliendo. Per esempio, una persona con disabilità visiva che voglia scegliere un indumento riesce a scoprire come è fatto se trova un’etichetta con le spiegazioni in Braille.


Che cosa cambia nel design degli indumenti della moda inclusiva?

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Il mondo del design può, senz’altro, aiutare la Moda Inclusiva a conquistare il suo spazio nel mercato, perché il design è uno strumento che risolve molte situazioni del nostro quotidiano. Il sedile degli autobus è stato disegnato da qualcuno, la caffettiera che usiamo è stata disegnata da qualcuno e anche le scarpe che usiamo e che ci aiutano a camminare. In pratica, tutto ciò che ci circonda nella vita quotidiana è stato disegnato da qualcuno. Quando un designer, come succede nel Concorso di moda inclusiva, si ferma a riflettere sulle necessità di una persona con disabilità, sorgono molte soluzioni e molte idee nuove. In Brasile questa ricerca di design è iniziata con il primo Concorso, nel 2009, e fino ad oggi sono state sperimentate molte idee: modellature differenziate con aperture strategiche nella cintura dei pantaloni o nel collo del camicia, chiusure con velcro® o calamita sono molto pratiche, tasche solo in posizioni utili, che non feriscano chi usa la sedia a rotelle ecc. Ogni anno sorgono soluzioni nuove e, se un giorno queste menti creative saranno indotte dall’industria della moda a soddisfare questo settore del mercato completamente dimenticato, grande parte della società ne trarrà beneficio.

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Innovazione Nel campo del design, ideare un tipo di moda completamente differente da quello che è stato ideato fino ad oggi significa innovare, rompere barriere e essere all’avanguardia. Ideare la Moda Inclusiva può essere una sfida per i designer che si propongono di superare dei limiti e sperimentare materiali speciali. Si valorizza, così, la funzione dei tessuti, dei tagli, dello spostamento delle cuciture, della posizione dei punti e delle tasche. Alcuni materiali possono essere sostituiti: la cerniera dal velcro®, il velcro® dalla calamita e così via. Più la ricerca progredisce, più si trovano soluzioni per questa nuova moda. E la funzione del designer è proprio questa: innovare sempre a beneficio della funzione e dell’estetica.

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Cosa ci guadagna il Brasile?

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Il Brasile è in un momento di crescita culturale ed economica, con un mercato interno forte e visibilità all’estero. Dato che è un paese la cui storia è recente, non ha ancora tradizioni radicate come quelle dei paesi del Vecchio Mondo. In questo momento, dobbiamo mettere a profitto tutto il nostro vigore e la nostra disponibilità per creare la nostra storia con ricchezza e dignità. E ciò è possibile solo se presentiamo al mondo, e a noi stessi, i valori genuini della nostra identità. Siamo un paese con molte qualità, con molte risorse e molti talenti sparsi sul nostro vasto territorio. È arrivato il momento di organizzarci e di vedere cosa siamo realmente capaci di fare. Una delle nostre qualità, che facilmente si può consolidare, è la sostenibilità. Il nostro mercato della moda è in crescita, come dimostrano i grandi eventi realizzati a San Paolo e a Rio de Janeiro, senza contare le numerose scuola di moda e design che sorgono in tutti gli stati, le agenzie di ricerca e le industrie di abbigliamento che crescono grazie soltanto al nostro vigoroso mercato interno. Il resto del pianeta osserva quello che stiamo producendo, è interessato al nostro stile.

Un’industria che può essere brasiliana

La moda inclusiva è un nuovo modello di affari, con potenzialità molto grandi di consumo interno e esterno, in attesa di sviluppo. Sono già in corso delle ricerche, alcuni giovani si stanno specializzando in questo campo e, in Brasile, abbiamo materia prima e capacità intellettuali atte a produrre collezioni magnifiche, creative e piene di stile. L’industria della moda ha tutto da guadagnare aumentando l’offerta di indumenti ispirati al concetto inclusivo. Solo in Brasile ci sono 45,6 milioni di persone con qualche tipo di disabilità, numero che rappresenta il 23,9% della popolazione, come già si è detto.

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Nel mercato non c’è ancora l’offerta di moda inclusiva. È difficile trovare aziende che sviluppino questi prodotti. Un parente o un assistente familiare che voglia comprare indumenti specifici per chi ha limitazioni motorie avrà difficoltà a trovarli e, al massimo, riuscirà ad acquistare qualcosa su internet.


Moda inclusiva, dal Brasile al mondo

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Debutto della Moda Inclusiva a Milano, Italia Nel maggio 2012, il progetto Moda Inclusiva ha fatto il suo debutto sulla passerella della Fiera di Milano, il più grande centro di esposizioni di Milano, capitale della moda italiana. Su invito dell’associazione milanese Atlha, che si dedica a progetti per disabili, la Moda Inclusiva ha preso parte a un evento chiamato “L’Anormalità della Bellezza”, una specie di gioco di parole con la normalità e l’anormalità della bellezza. Lo scopo dell’evento, durante il quale era prevista una tavola rotonda con la partecipazione di Daniela Auler, responsabile del progetto Moda Inclusiva, era discutere il “Diritto alla Bellezza”. Alla fine dell’evento, giovani e bambini portatori di disabilità sono stati truccati e vestiti con vari look, molti dei quali disegnati da stilisti brasiliani. Questi look, portati a Milano dalla Segreteria, sono stati considerati stimoli per un dibattito innovatore.

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Gli indumenti sono stati creati dai brasiliani che hanno partecipato al Concorso Moda Inclusiva e che avevano partecipato a sfilate precedenti, a San Paolo. La stampa era al corrente dell’evento e ha pubblicato alcuni articoli sull’argomento. Una pagina di Vogue Italia è stata dedicata all’evento e al progetto brasiliano. L’approvazione italiana delle nostre proposte deve servire come uno stimolo efficace perché l’Italia è un paese storicamente forte in fatto di manifestazioni sociali e nel campo della moda. Essere stati invitati da un’associazione (Atlha) che ha collaboratori in diversi paesi del mondo (Stati Uniti d’America, Australia, Germania, Israele, Inghilterra, Belgio ecc.) è un altro segno, fra i tanti, che la nostra iniziativa è forte. Forte perché originale, unica, autentica e, soprattutto, necessaria.

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Esempi di design inclusivo

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Nei Concorsi realizzati dalla Segretaria dei Diritti dei Disabili sono stati presentati molti look che prendono ispirazione dal concetto di moda inclusiva.

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Vedi pagina 54 esempi di proposte che i giovani designer hanno creato.

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ão.

de do  Estado  de  Santa  Catarina  

Examples of Inclusive Design

Stylist – Larissa Lehmkuhl 3rd Edition University of the State of Santa Catarina

• manga comprida destacável por velcro. • long Velcro lined detachable sleeves • manga larga retirable por velcro • Maniche lunghe rimovibili fissate con velcro®

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Examples of Inclusive Design

manga comprida     destacável  por  velcro.   • manga comprida destacável por velcro. • long Velcro lined detachable sleeves • manga larga retirable por velcro • Maniche lunghe rimovibili fissate con velcro®

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Examples of Inclusive Design

           Porta-­‐almofada    

nas costas para        nas  • cPorta-almofada ostas  para   um     um conforto maior.                  conforto   m aior.   • Back pillow envelope to impart more comfort.

• Porta-almohada en la espalda para mayor comodidad. • Portacuscino sulle spalle per aumentare la comodità.

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Examples of Inclusive Design

• Velcro no lugar de zíper, facilita o ato de vestir e despir. • Velcro instead ofnzipper makes Velcro   o  lugar   dressing and undressing easier

de zíper,  facilita  o  ato   • Velcro en lugar de cremallera, de  vvestirse esAr  y desvestirse e  despir.   facilita • Velcro® al posto della cerniera lampo facilita l’atto di vestirsi e svestirsi

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Examples of Inclusive Design

Estilista

L

arissa 3ª Edição.

L

ehmkuh

Universidade do  Estado  de  Santa  Cat

• Abertura com velcro no decote para facilitar a passagem da cabeça. opening atcom the neckline makes    •  AVelcro bertura   velcro   dressing easier no  decote  para  facilitar     con velcro d ena   el c escote para    • aAbertura  passagem   abeça   facilitar que pase la cabeza

• Apertura con velcro® nella scollatura per facilitare il passaggio della testa

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Examples of Inclusive Design

• Reforço interno no joelho, para a criança que mesmo consegue “engatinhar“.  Rcadeirante eforço   interno   no  Com costuras mais finas para evitar que machuque.

joelho, para  a  criança  

• Internal knee high reinforcement for children who que esmo   even being m wheelchair userscadeirante   are able to crawl. Thinner seams avoid bruising. consegue   "engaAnhar“.   • Refuerzo interno en las rodillas losfi niños Com   costuras   mpara ais   nas   que consiguen gatear aunque anden en silla evitar   ue  evitar de ruedas.para   Con costuras más finasqpara lastimaduras machuque.   • Rinforzo interno sulle ginocchia per il bambino che, sebbene usi la sedia a rotelle, riesce a camminare gattoni. Con cuciture sottili per evitare ferimenti

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Examples of Inclusive Design

Stylist - Mariah Iscila 3rd Edition UTFPR – Federal Technological University of Paraná

Estilista

M

ariah 3ª Edição

I

scila

UTFPR -­‐  Universidade  Tecnológica  Federal  do  Paraná  

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Examples of Inclusive Design

• Aplicação em Braille com a identificação do produto.

• Aplicações de flores em relevo para estimular o tato.

• Braille label to enable product identification : Floral dress

• High relief flower application to stimulate touch

• Aplicación en Braille con la identificación del producto

• Aplicaciones de flores en relieve Aplicação em  Braille   para estimular el tacto

• Applicazione in Braille con i dati del prodotto

com a  idenAficação   • Applicazioni di fiori per   do  inprilievo roduto. stimolare il tatto

Aplicações de  flores   em  relevo  para   esAmular  o  tato.  

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Examples of Inclusive Design

Stylist – Letícia Nascimento 2nd Edition São Paulo University Center Belas Artes

• O colete possui ilhós interno nos bolsos esquerdo e direito, que acomodam fones de ouvido de parelhos de música e/ou celular e os mantém sempre presos ao colete, dando maior segurança e liberdade para as mãos.

Estilista

L

etícia

N

• The vest has internal left and right pockets ascimento that hold music devices or cellphones, and 2ª Edição eyelets for earphones that keep them always Centro Universitário  Belas   Artes   de  vest São   aulo   attached to the forPmore safety, leaving free hands. • El chaleco tiene ojales internos en el bolsillo izquierdo y derecho, que acomodan música y/o              Oaudífonos  colete  de  paparatos ossui  de ilhós   móviles, que los mantienen siempre seguros interno   nos  mayor bolsos   al chaleco dando seguridad y libertad esquerdo   a las manose  direito,  que  

acomodam fones  de  ouvido   • Il giacchetto senza maniche ha delle asole de  parelhos   de  m úsica   e/ou   metalliche interne nella tasca destra e nella celular   e    o s  m antém  gli auricolari di tasca sinistra, dove si sistemano apparecchi sonori o del in modo da sempre   presos   ao  telefonino, colete,   fissarlimalaior   giacchetto e dare maggiore dando    segurança   e  sicurezza e libertà alle mani liberdade  para  as  mãos.  

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Examples of Inclusive Design

• Abertura para quem necessita de medicação e/ou alimentação por sonda externa . • Opening to facilitate for those who need to receive medication or food through external probes. • Abertura total em zíper na lateral facilita o ato de vestir e despir • Complete side zipper opening to facilitate dressing and undressing • Abertura total de la cremallera en la  lateral facilita vestirse          Abertura   total  yem   desvestirse zíper  na  lateral  facilita  

• Abertura para quienes necesitan medicamentos y/o alimentación a través de sonda externa • Apertura per chi ha bisogno di medicamenti o alimentazione con sonda esterna

o ato   vesAr  lampo e   • Apertura totale conde   cerniera sul fianco facilitadespir   l’atto di vestirsi e svestirsi

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Examples of Inclusive Design

Stylist – Mariana Duarte 2nd Edition SENAI

Estilista

M

D

ariana

uarte

2ª Edição SENAI

• Técnicas de costura em alto relevo, para estimular o desenvolvimento tátil – ”Nervuras”.

Técnicas de  costura   • High relief stitching techniques to em  alto  stimulate relevo,   para   tactile development – esAmular   o “ribbing”.   desenvolvimento  táAl   • Técnicas de costura en alto relieve, -­‐  ”Nervuras”.   para estimular el desarrollo táctil

-”nervuras”.

• Tecniche di cucitura in alto rilievo, per stimolare lo sviluppo tattile – “filettature”

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Examples of Inclusive Design

• Aplicação em Braille. • Braille label - beehive • Aplicación en Braille – colmena • Applicazione in Braille – alveare

• Aplicação em Braille. • Braille label – little hands that see • Aplicación en Braille manecitas Aplicação em  B–raille.     que ven   • Applicazione in Braille – manine che vedono

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Examples of Inclusive Design

Stylist – Adauto Caramano 2nd Edition Jahu School of Technology – FATEC-JAHU

Estilista

Adauto Caramano

2ª Edição Faculdade de  Tecnologia  de  Jahu  -­‐  FATEC-­‐JAHU

• Abertura frontal (total) em velcro, guiada por botões • Internal descriptive label in Braille: size: small, color: off white • Etiqueta interna descriptiva en Braille - vestido color hielo - tamaño P • Etichetta interna descrittiva in Braille - vestito color ghiaccio - taglia P • Etiqueta interna descritiva em Braille

Abertura frontal   (total)  em  velcro,   guiada  por  botões  .  

• Total frontal opening made in Velcro and guided by buttons. • Abertura frontal (total) en velcro guiada por botones • Apertura frontale (totale) in velcro® accompagnata da bottoni

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EAqueta interna   descriAva  em  Braille  


Realização

Governo do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência Linamara Rizzo Battistella Projeto Daniela Auler Edição e Revisão Técnica Daniela Auler Juliana Lopes Ilustrações Gabriela Sanches Colaboradores Julia Gonçalves Isabel Cristina Italiano Julia Sato Inayê Brito Raissa da Silva Paz Projeto Gráfico e Diagramação R2 Editorial


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Inclusive Fashi n

Perguntas e respostas para entender o tema

Questions and Answers to Understand the Subject

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Preguntas y respuestas para entender el tema

Domande e risposte per capire l’argomento

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