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ANOS


PALAVRA DO PRESIDENTE Caros Profissionais e Associados, Associativismo, porque ser associativista? “A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 10 de Dezembro de 1948 estipula na alínea 1 do Artigo 20 que ‘Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas’.” A Associação para os profissionais, dentre outras inúmeras vantagens, é uma forma de torná-los mais competitivos em um mercado muito disputado, sendo uma iniciativa que agrega nossos profissionais com objetivos comuns, visando superar dificuldades e gerar benefícios para os seus associados. Ou seja, é uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em torno de seus interesses. Caracteriza-se também pelo voluntariado, por reunião de dois ou mais indivíduos visando melhoria de suas necessidades. Quem vive o associativismo de forma séria, consciente, participativa e atuante, descobre que estar em uma entidade de classe, não é apenas se fazer presente as reuniões, cursos, eventos e assembleias. É acima de tudo, um modo de participar efetivamente dos caminhos que levam à proteção da sociedade, utilizando seu direito a cidadania. Portanto, contribuir para que sua organização profissional seja forte, desenvolvida, ousada e participativa é o que uma associação de classe pode e deve fazer, valorizando o exercício profissional e a cidadania. Participar é o caminho! A AEJ, participa de forma efetiva das mais diversas discussões, de forma consciente e em grupo, leva sua opinião buscando proteção a sociedade. Sendo assim, nossa diretoria não mediu esforços e na tentativa de melhorar, agradar e mostrar que o associado é o motivo de existência de nossa associação, ao invés do nosso tradicional churrasco de final de ano, resolvemos mudar! Neste ano teremos, para o próximo dia 29 de novembro nosso Jantar de Fim de Ano. Muita festa e confraternização esperam por nós, com direito a show, portanto contamos com a presença de todos. Vale a pena lembrar que parte da renda arrecadada será destinada a APAE. Profissional amigo, participe, precisamos de sua presença. Saudações Associativas, Boa leitura a todos. Forte Abraço!

ADRIANO RICARDO GALZONI ENGENHEIRO CIVIL E PRESIDENTE DA AEJ

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REVISTA AEJ é uma publicação da BALOODESIGN. Os artigos e matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados. Proibida a reprodução parcial ou integral das matérias publicadas sem autorização da BALOODESIGN.

DIRETORES >ADRIANO BORIN >FÁBIO ROSSI NEVES

DISTRIBUIÇÃO >Gratuita para associados AEJ, CREA e em condomínios de Jundiaí e Região.

CRIAÇÃO >BALOODESIGN

TIRAGEM >5.000 exemplares

JORNALISMO/REDAÇÃO >LÍVIA HADDAD - MTB 0065046

PERIODICIDADE >Mensal

Rua João Ferrara nº 100 - Sala 03 Jundiaí - SP - CEP: 13206-714 www.baloodesign.com.br

PUBLICIDADE >revistaaej@baloodesign.com.br >11 4805.3735 / 997.481.365

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ACESSE


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ESPECIAL Os patrimônios históricos de Jundiaí e a sua preservação.

ACONTECE ART’s de obras e serviços concluídos. Prazo encerrase este ano.

ENTREVISTA Roberto Franco Bueno fala sobre a história arquitetônica de Jundiaí.

ÍNDICE 06 ESPECIAL

12 ENTREVISTA

17 EVENTOS

20 CURSOS

10 ACONTECE

16 ARTIGO

19 CONFEA/CREA

22 CALENDÁRIO

Conheça nossa estrutura

Av. 9 de Julho, 409 - Jd. Brasil - Jundiaí/SP Funcionamento das 8h até às 17h 11 - 4586.3744 / 11 - 4522.0644 falecom@aej.org.br

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ESPECIAL PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Patrimônios de Jundiaí e sua preservação.

De acordo com o artigo 216 da Constituição Federal, é considerado patrimônio cultural brasileiro todos os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, memória e ação dos diferentes grupos que formam a sociedade. Quando avaliados como patrimônio, esses bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo são tombados, isto é, por meio de um ato administrativo realizado pelo poder público, recebem proteção especial. Tal medida de proteção pode ser feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pelo tombamento em nível federal, e pelos institutos do patrimônio histórico e artístico do Estado - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) - ou município - Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac). Com os bens imóveis, o ato de tombar 6

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não significa desapropriar o imóvel, nem proibir o proprietário de vendê-lo ou reformá-lo. “É muito comum que as pessoas continuem morando no imóvel após ele ser tombado”, explica o arquiteto Roberto Franco Bueno. No caso da venda, primeiramente o imóvel deve ser oferecido para a União, Estado e município, nesta ordem. Se nenhum tiver interesse, a venda é autorizada. A reforma ou restauração é mais burocrática, uma vez que, além de necessária uma autorização prévia do órgão que tombou o bem em questão, é o proprietário do imóvel quem fica responsável pela conservação ou serviços a serem feitos no prédio. “O restauro desses imóveis é muito delicado, porque no geral, é muito caro e o proprietário não tem condições de arcar com essas despesas. É o caso da Casa Rosa, em Jundiaí, que está em processo de tombamento”, conta o arquiteto. O primeiro passo é fazer o pedido de abertura do processo de tombamento, que será avaliado por um corpo técnico que analisa se o bem em questão tem valor


histórico, arquitetônico, cultural, ambiental ou afetivo para a população.

tombamentos na cidade. Contudo, a relação de bens do Inventário de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural de Jundiaí (Ippac) já é grande:

Posteriormente o processo é encaminhado aos responsáveis pela preservação e, se aprovado, uma notificação é expedida ao proprietário e o estudo volta ao corpo técnico. Enquanto aguarda-se a decisão final, o imóvel fica protegido legalmente. Por fim são feitas as inscrições no Livro do Tombo e expedido um comunicado formal aos proprietários.

• Mercado Municipal antigo – Rua Barão de Jundiaí, 1093; • Caixa Econômica Estadual – Rua Barão de Jundiaí; • Estação de Energia e Empresa Luz e Força – Rua Barão de Jundiaí;

De acordo com a Lei Municipal 7.857/12, está prevista a regulamentação dos critérios de intervenção na área do Polígono de Proteção do Patrimônio Histórico, que compreende as ruas do Rosário, Barão de Jundiaí, Major Sucupira, Professor Luiz Rosa, São Vicente e as avenidas Paula Penteado e Henrique Andrés. Área essa que compreende a maioria dos imóveis já tombados da cidade. Hoje correm cerca de 40 processos de

Foto/Prefeitura de Jundiaí

Jundiaí é uma cidade muito rica historicamente e participou de todo o processo de formação da sociedade brasileira. Muitas de suas obras arquitetônicas ajudam a contar e propagar a história do país. Foi por isso que em 2007, de acordo com a Lei Complementar 443/7, foi criado o Compac de Jundiaí.

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Foto/Prefeitura de Jundiaí

• Argos Industrial – Av. Dr. Cavalcanti, 396; • Fábrica Japi – Rua Lacerda Franco; • Fazenda Ermida – Av. Antonio Pincinato; • Fazenda Nossa Senhora Conceição – Rod. Eng. Constâncio Cintra, km 72,5; • Casa de Giovanni Nalini – Bairro do Caxambu; • Casa da família Bonfiglioli (Cica) – Rua Cica; • Solar do Barão de Jundiaí – Rua Barão de Jundiaí, 762; • Casa da família Prado (Pernambucanas) – Rua Barão de Jundiaí; • Casa da família Queiroz Telles – Rua do Rosário, 189; • Casa Paroquial – Rua do Rosário; • Edifício Carderelli – Rua Barão de Jundiaí; • Vila Argos – Rua Pompeu Tomasisi; • Vila Fepasa – Rua França, Conde de Mauá e Antônio Furegatti Guim;

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• Grupo Escolar conde do Parnaíba – Rua Barão de Jundiaí; • Grupo Escolar Siqueira de Moraes – Rua Barão de Jundiaí, 109; • Gabinete de Leitura Ruy Barbosa – Rua Cândido Rodrigues, 301; • Teatro Polytheama – Rua Barão de Jundiaí, 178; • Cine República – Rua Barão do Rio Branco; • Câmara Municipal – Rua Barão de Jundiaí; • Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro – Rua Prof. Ulysses Jorge Martinho; • Companhia Paulista de Estrada de Ferro – Av. União dos Ferroviários, 1760; • Estação Ferroviária – Av. União dos Ferroviários; • Ponte Torta – Av. Dr. Odil Campos Sales; • Viaduto São João Batista – Rua Torres Neves com Av. São João;


ça da Bandeira, Rua Petronilha Antunes; Igreja do Traviú – Av. Comendador Antonio Carbonari; • Igreja Islâmica – Rua José do Patrocínio; • Loja Maçônica Amor e Concórdia – Rua Barão de Jundiaí; • Cemitério Nossa Senhora do Desterro – Av. Henrique Andrés.

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• Praça D. Pedro II – em frente ao Hospital São Vicente de Paulo; • Praça dos Andradas e Prédio da Semis – Rua Anchieta e Senador da Fonseca; • Praça Governador Pedro de Toledo – em frente a catedral, centro; • Praça Sebastião Pontes – Vila Arens; • Bebedouro – Av. União dos Ferroviários; • Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio – Praça D. Pedro II; • Hospital São Vicente de Paulo – Praça D. Pedro II; • Ginásio de Esportes Nicolino de Lucca (Bolão) – Rua Rodrigo Soares de Oliveira; • Mosteiro de São Bento e Igreja de Sant’Ana – Largo São Bento; • Mosteiro do Carmelo – R. Dom Pedro I; • Catedral Nossa Senhora do Desterro – Praça Governador Pedro de Toledo; • Igreja Nossa Senhora da Conceição – Vila Arens; • Igreja Nossa Senhora do Rosário – Pra-

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ACONTECE/CREA ART´s DE OBRAS E SERVIÇOS CONCLUÍDOS Prazo encerra-se este ano. A data limite para a solicitação do registro Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) relativas a obras ou serviços já concluídos e a cargos ou funções extintas é 31 de dezembro deste ano. A medida é regulamentada pela Resolução Nº 1.044, de 25 de março de 2013, que dispõe sobre ART e Acervo Técnico e pode ser lida na integra abaixo: RESOLUÇÃO Nº 1.044, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Altera o art. 79 da Resolução nº 1.025, de 30 de outubro de 2009, que dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica e o Acervo Técnico Profissional, e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA – CONFEA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 27, alínea “f”, da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e considerando que o prazo decadencial de doze meses para o registro da ART de obra ou serviço con10

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cluído que tenha sido iniciado antes da entrada em vigor da Resolução nº 1.025, 30 de outubro de 2009, demonstrou-se insuficiente para a juntada de documentos por parte dos profissionais e para a aprovação de dotação orçamentária específica por parte dos órgãos públicos que não registraram as ARTs de seu quadro técnico na época devida. Considerando que o curto prazo de publicidade e a ausência de regulamento para a regularização de obra ou serviço concluído com participação de profissional sem a anotação de responsabilidade técnica dificultaram a adequação da comunidade profissional ao novo critério que veda o registro da ART de obra ou serviço concluído, bem como da ART de cargo ou função extinta em 2010 cujas atividades técnicas foram iniciadas após a vigência da Resolução nº 1.025, de 2009. Considerando que por meio da Resolução nº 1.042, de 29 de junho de 2012, o caput do art. 79 da Resolução nº 1.025, de 2009, foi alterado de maneira a incre-


mentar o prazo para requerimento junto ao Crea, nos termos da Resolução nº 394, de 17 de março de 1995, a Anotação de Responsabilidade Técnica relativa a obra ou serviço concluído e a cargo ou função extinta que tenha sido iniciada até 31 de dezembro de 2012. Considerando que o prazo estabelecido pela Resolução nº 1.042, de 2012, também se mostrou insuficiente, de maneira que se mostra oportuno e conveniente a respectiva dilatação. Art. 1º Alterar o art. 79 da Resolução nº 1.025, de 2009, cujo caput foi anteriormente alterado por meio da Resolução nº 1.042, de 2012, publicada no Diário Oficial da União – DOU, de 9 de julho de 2012 – Seção 1, pág. 152, o qual passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 3º Fica revogada a Resolução nº 1.042, de 29 de junho de 2012, e demais disposições em contrário.

Brasília, 25 de março de 2013. Eng. Civ. José Tadeu da Silva Presidente Publicada no D.O.U, de 28 de março de 2013 – Seção 1, pág. 135

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“Art. 79. O profissional terá até o dia 31 de dezembro de 2013 para requerer ao Crea, nos termos da Resolução nº 394, de 17 de março de 1995, a Anotação de Responsabilidade Técnica relativa a obra ou serviço concluído e a cargo ou função extinta. Parágrafo único. (REVOGADO)” (NR) Art. 2º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. revista AEJ

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ENTREVISTA COM O ASSOCIADO Roberto Franco Bueno O arquiteto mineiro Roberto Franco Bueno cursou técnico em edificações e formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. É pós-graduado em Engenharia de Avaliações pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia e em Direito Urbanístico. Participou da fundação da AEJ, do Lions Clube Jundiaí-Oeste e do Banco de Olhos de Jundiaí. Fundou e foi eleito primeiro presidente da diretoria da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Departamento de Edifícios e Obras Públicas do Estado de São Paulo. Aposentou-se em 1992, com 35 anos de carreira. Hoje, aos 79 anos, é diretor técnico da MERCI. REVISTA AEJ: Por que escolheu estudar arquitetura? Roberto Franco Bueno: Primeiro eu me formei técnico em edificações na Escola Técnica Federal, em São Paulo. Aproveitei que tinha curso industrial e horas vagas para aprender todas as oficinas, como serralheria, fundição e marcenaria, pois assim poderia entender como é que o meu futuro operário trabalhava. Com essa experiência eu ganhei muito profissionalmente. Depois que terminei o técnico, fiz cursinho na Poli e fui aluno de ninguém menos que Mário Covas. Primeiro eu prestei vestibular para o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), já que este era o sonho do meu pai. Porém, eu gostava de aviação, mas não gostava de militar, e acabei passando, só que não contei para o meu pai. Um amigo dele ficou sabendo e mostrou a lista: ‘Oh, seu filho entrou. Parabéns!’ E meu pai veio correndo me perguntar e eu falei, ‘Não pai, eu não quero. Quero fazer arquitetura’. Então acabei fazendo a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (FAU-USP). Eu fiz arquitetura 12

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porque eu gostava muito de construção que, pra mim, era um charme e eu tive bons professores no técnico. Eu adorava construção.

REVISTA AEJ: Fale um pouco sobre sua experiência profissional. Roberto franco Bueno: Logo depois de formado o então prefeito Vasco Venchiarutti me chamou para trabalhar na prefeitura, pois o diretor de obras tinha acabado de falecer. Eu fiquei lá durante uns três anos, quando acabou o mandato e o Omair Zomignani entrou. Ele era oposição, mas me manteve no cargo. Naquela época eu era maluco, queria endireitar a cidade em cinco dias. Mas não é assim, tem que pensar muito. Apesar de a cidade ser muito menor do que é hoje, os problemas eram grandes, maiores até do que é hoje. Eu fiquei na prefeitura até o fim do governo do Omair. Nesse período começaram a surgir os problemas de Jundiaí: falta de fórum, estrada industrial que não acabava


porque sempre desmoronava o morro. Então teve um dia que eu fui para uma reunião em São Paulo, tratar da estrada de Campo Limpo, pois a Krupp ia se instalar lá e ela era o xodó do Jânio Quadros, que naquela altura, era Presidente da República. Embora o pessoal do DR fosse contra o convênio, o Jânio falou e assinou ‘Façase o contrato, esse convênio de qualquer maneira’. E Jundiaí não tinha dinheiro para fazer banheiro no prédio da prefeitura, como ia ter para construir uma estrada? Então eu fiz um relatório e denunciei o convênio. Eu era um moleque com 26 anos, peitando o secretário do Estado. O pessoal tinha que refazer o projeto e eu fiquei responsável por dar continuidade a Rua Barão, que chegava na Vila industrial e ia plana até a beira do morro. Depois desse novo projeto da Industrial, o presidente do tribunal me convidou para fazer o projeto do Fórum e virei fun-

cionário do Estado até me aposentar. Saí de lá como Diretor Regional de Campinas, cargo em que fiquei por 10 anos. Depois dos projetos da Industrial e do Fórum, fui convidado pelo INPS quando houve a fusão dos institutos. Mas como eu não conhecia muito bem essa parte de obra pública, fui ao Rio de Janeiro como um voluntário, ajudar a fazer os programas das obras do instituto. Eu tenho um currículo enorme, de indústrias, loteamentos, em Jundiaí, Itupeva e outras cidades. Sem falar nas obras públicas, pois quando fui diretor regional, tomava conta de 83 municípios. REVISTA AEJ: Em relação a importância histórica de Jundiaí, conte um pouco sobre a história da cidade. Roberto Franco Bueno: Jundiaí é uma cidade das mais antigas do País, porque de São Paulo para Jundiaí correm pouco mais de 50 anos.

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Uma forma de preservar e contar a história da nossa cidade é por meio das construções, que inicialmente, eram de taipa e passaram por uma sequência de sistemas construtivos. O próprio Solar do Barão é uma riqueza arquitetônica. Eu acredito que a construção foi concluída em 1802, pois existe uma aquarela em que o artista pintou um pedacinho do Solar do Barão, o que prova que em 1827 ele já existia. Minha tia-avó Setembrina foi a última moradora do Solar. A data de 1862 na porta do casarão é na verdade a data do casamento da Escolástica, a neta queridinha do Barão de Jundiaí, filha do Barão do Japi. Essa Escolástica é minha bisavó e se casou com um Coronel-médico do Rio de Janeiro. O Solar foi todo reformado para o casamento deles, daí a data na porta. E o João Borin conseguiu descobrir um documento que comprovava que a Prado, mãe do Barão, vendeu uma propriedade para terminar o Solar e isso foi após a morte do pai do Barão.

Quando fui diretor de obras em Jundiaí, eu fui até uma garagem onde hoje é o DAE. Achei uma papelada toda escrita com pena de pavão. Então o Vasco me deu duas funcionárias, que pacientemente organizaram todos aqueles documentos. Eu expliquei pra elas como é que se lia a data e então elas organizaram documento por documento e eu mandei encadernar. E se não fosse aquilo, tinha perdido tudo, porque o telhado da garagem já estava para cair e já tinha molhado e estragado muita coisa. Na minha opinião, esse foi o tombamento mais espetacular que Jundiaí já teve porque contou toda a história da cidade. REVISTA AEJ: Você participou de algum tombamento em Jundiaí? Roberto Franco Bueno: Teve diversos que eu participei, mas a gente não faz tudo sozinho. O tombamento envolve profissionais de diversas áreas, que são convidados a participar do conselho e cada um dá a sua opinião a respeito da história e do valor desse bem.

REVISTA AEJ: Fale um pouco sobre o tombamento em Jundiaí. Roberto Franco Bueno: O pessoal tem pavor de ouvir essa palavra. O tombamento é esse aspecto de preservar aquilo que tem qualquer conotação histórica, ou de valor arquitetônico, cultural, como uma cachoeira, um córrego, uma mata, um prédio. E a preservação de documentos é uma coisa importantíssima. 14

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Foto/Prefeitura de Jundiaí

Além de ser penta-neto do pai do Barão, sempre gostei muito da preservação dos imóveis de Jundiaí e de sua história, até porque os arquitetos tem mais sensibilidade em relação, não só aos bens matérias, como também aos imateriais.


REVISTA AEJ: Em sua opinião, qual é o imóvel tombado mais importante de Jundiaí? Roberto Franco Bueno: Sem dúvidas o Solar do Barão e a Ponte Torta.

REVISTA AEJ: Quais imóveis deveriam ser tombados? Roberto Franco Bueno: O que eu lamento é que muitos dos bens arquitetônicos não existem mais, por exemplo, aqui na Senador, tem um galpão que foi usado com tipografia, mas ali, antigamente, existia uma casa de 1640. Outra lamentação foi o antigo quartel e o Pelourinho. O imóvel ao lado do Solar, que pertenceu a Família Prado. Lamentavelmente o antigo prédio da prefeitura e outras casas foram demolidos sem motivo.

REVISTA AEJ: Qual a importância do Patrimônio Histórico para Jundiaí? Roberto Franco Bueno: Por Jundiaí ser uma das cidades mais antigas do país, preservar os patrimônios da cidade é uma forma de conservar e contar a nossa história, porque Jundiaí fez parte, participou de toda essa história.

era engenheiro e, sim, um técnico em edificações, mas queria mostrar serviço. REVISTA AEJ: Para você, por que a AEJ é importante para a cidade? Roberto Franco Bueno: Ah, a Associação é muito importante. Ela precisa participar de todos esses eventos, de todos esses movimentos que se fazem na cidade. Não só no sentido da preservação que é arquitetônica, que é histórica, documental.

REVISTA AEJ: Como começou sua relação com a AEJ? Roberto Franco Bueno: Eu ainda era técnico naquela época. Estava fazendo o cursinho e já era formado técnico, mas como eu construía, me alinhei com o pessoal, pois como minha família sempre foi muito tradicional aqui, eu conhecia muita gente, toda a “engenherada”. E quando o pessoal resolveu fazer a Associação, me convidaram para participar da fundação. Eu fiquei muito honrado, porque eu não revista AEJ

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Foto: Paulo Grégio/Prefeitura de Jundiaí

ARTIGO Complexo Fepasa: nos trilhos da história Inaugurada em 1867, foi a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, também conhecida como São Paulo Railway Company, que deu origem as primeiras ideias de fundar uma companhia particular para construir uma estrada de ferro em São Paulo que prolongasse os trilhos da São Paulo Railway até Campinas. Nesse mesmo ano, um grupo de fazendeiros e negociantes se reuniu com o presidente da Província de São Paulo, Conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, e decidiram fundar a Companhia Paulista, que buscava atender o progresso pelo qual passava a lavoura cafeeira. Em 1872, dois anos após o início das obras, inaugurava-se a Companhia Paulista da Estrada de Ferro de Jundiahy à Campinas. Porém a Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) só foi criada em 1971, quando houve a unificação das ferrovias paulistas. Patrocinado pelos barões do café e construído pelos ingleses em 1892, o Complexo da Companhia Paulista de Estradas de Ferro servia como um grande galpão de armazenagem de café. Tudo para facilitar o transporte do produto até o porto de Santos.

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O prédio construído de tijolos de barro maciço abriga hoje o Museu Ferroviário da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, inaugurado em março de 1979. Com o intuito de ser um centro de referências e preservação da história da ferrovia, o Complexo procura manter viva a memória da atividade que abriu as portas para o desenvolvimento socioeconômico da cidade e de todo o interior paulista. Além das grandes locomotivas em frente ao prédio, o museu conta com peças e maquinário antigos, mobiliários de vagões e trens, um acervo de fotos e maquetes de marias-fumaças. Atualmente, o prédio do Complexo, que é tombado como patrimônio histórico de Jundiaí, abriga também órgãos e instituições públicas, o Poupatempo e a Faculdade de Tecnologia de Jundiaí (Fatec). Comente esta matéria em nossa rede social.


EVENTOS REALIZADOS AQUI VOCÊ ENCONTRA os últimos eventos realizados pela aej

CURSO NORMA DE DESEMPENHO NBR 15.575 A Associação dos Engenheiros de Jundiaí realizou em suas dependências o curso Guia orientativo para aplicação e atendimento à norma de desempenho, ministrado pelo Eng. Ercio Thomaz. Visando familiarizar os participantes com o conteúdo da NBR 15575, de forma que possam aplicar seus conceitos nos novos projetos de edificações habitacionais.

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1- Rodolfo, Daniel e Fernanda. 2 - Pedro, Ivo e Sidney. 3 - Rose e Camila. 4 - Antonio, Maria, Rubens e Juliana. 5 - Bárbara e Maria Helena. 6 - Adriano, Ércio e Alessandro.

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palestra ÉTICA PROFISSIONAL E MERCADO DE TRABALHO A AEJ realizou nas dependências da Faculdade Pitágora e Universidade Unip a palestra sobre ética e mercado de trabalho. Foram discutidos temas como a ética profissional voltada para engenharia, anotação de responsabilidade técnica, o acervo técnico profissional, atribuições dos profissionais cadastrados no CREA e principalmente sobre a AEJ.

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ESPAÇO CONFEA/CREA 8º Congresso para SISTEMA CONFEA/CREA Mais de 700 profissionais reuniram-se em Gramado.

Em setembro aconteceu a última reunião do 8º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), realizado este ano na cidade gaúcha de Gramado. O representante nacional do Crea Junior/Jovem, Saulo Pereira, entregou ao Presidente do Confea, Eng. José Tadeu da Silva, um manifesto com os resultados do Fórum realizado dias antes. Saulo lembrou que os jovens estão presentes em Creas de 22 Estados, mesmo não regulamentados. “Este documento expressa o nosso anseio de participação no Sistema”, destacou. Representando as mulheres, a Conselheira Federal Darlene Leitão destacou a importância do CNP. “É nossa responsabilidade manter esse sistema forte e unido”. “Gramado foi palco de um grande espetáculo graças à participação de vocês. Precisamos de projetos de estado e não projetos de governo; precisamos de projetos que revertam em benefícios para a sociedade”, ressaltou o anfitrião Presidente do Crea-RS, Eng. Luiz Alcides Capoani, que destacou ainda a obrigação de ser um farol de referência para todos, não apenas indicando o caminho à distância, e, sim, caminhar juntos.

O Presidente do Confea, José Tadeu, reforçou os 80 anos de lutas para a construção do Sistema, agradecendo aos ex-presidentes do Confea nos últimos 20 anos, período de realização do Congresso Nacional de Profissionais. “Naquela época já havia a vontade de reconstruir um sistema para os desafios do século XXI. Temos lideranças no sistema para fazerem as coisas acontecerem da forma que os nossos profissionais querem.” A primeira turma a concluir os trabalhos de apreciação das propostas foi a da sala verde, onde estavam reunidos o presidente do Crea-SP, Eng. Francisco Kurimori; o coordenador do GT CNP, Eng. José Luiz Pardal; e o vice-presidente da Faeasp, Eng. Agr. Pedro Katayama; entre outros profissionais do Sistema. De acordo com o presidente do CreaSP, as propostas sobre a questão das atribuições profissionais, viagens internacionais, descentralização da Mútua e as eleições por voto eletrônico receberam atenção especial da delegação paulista. Comente esta matéria em nossa rede social.

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NOVOS EVENTOS Curso certificação ambiental das construções

A Associação dos Engenheiros de Jundiaí em parceria com a empresa EcoConstruct Brazil e com apoio do CREA-SP, realizará o Curso “CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL DAS CONSTRUÇÕES - REQUISITOS E SISTEMAS DE AVALIAÇÃO”, visando proporcionar a atualização e valorização profissional. Objetivo: Permitir ao aluno tomar conhecimento das certificações de sustentabilidade construtiva mais utilizadas no mercado, de forma que possa compreender os requisitos das mesmas nos atos de projetar, gerenciar e avaliar edificações e seus impactos socio-ambientais, sem-

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pre alinhadas aos princípios de eficiência energética, ambientais, climáticos, sociais e econômicos. Conteúdo Programático: • Modelos de certificações de sustentabilidade construtiva: LEED, AQUA e PROCEL EDIFICA. • Requisitos e sistemas de avaliação: os referenciais técnicos e os critérios de desempenho. Data 20, 21 e 22 de novembro de 2013. Horário: 19:00 às 22:30. INSTRUTORa: Eng.ª. Cristiane Silveira de Lacerda. Professora Coordenadora do MBA Edifícios Sustentáveis: Projeto e Performance da Universidade FUMEC. Diretora Geral da ECOCONSTRUCT BRAZIL, empresa especializada em consultoria e treinamentos em construções sustentáveis. É gra-duada em engenharia civil pela Universidade FUMEC, especialista em urbanismo pela UFMG, MBA executiva internacional em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, e pós-graduada pelo PDD Programa de Desenvolvimento de Dirigentes - Fundação Dom Cabral (FDC). Possui mestrado em Relações Internacionais para a América Latina (MAIA) pela Ohio University, Athens / OH / EUA. Formação nível auditora processo AQUA cons- trução sustentável - Fundação Vanzolini (2011). Carreira desenvolvida na área comercial com 20 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais, como a VALLOUREC & MANNESMANN TUBES, além de experiência internacional da Embaixada

do Brasil - Washington, D.C. – Estados Unidos no Departamento de Política Comercial. Professora da Universidade FUMEC de 2002 a 2012 na graduação e pósgraduação do curso de engenharia de produção/civil e outros, responsável pelas disciplinas gestão estratégica, gestão ambiental, e gestão de pessoas. Professora homenageada do curso engenharia de produção/civil da Universidade FUMEC em agosto de 2011, e como professora da UFMG em 1999. Possui substancial conhecimento de estratégias gerenciais e planos de negócios com marcante orientação para resultados e ênfase em estratégias com foco em sustentabilidade corporativa. Publico-Alvo: Engenheiros, arquitetos, empresários do setor da construção, incorporadores, fabricantes de materiais de construção, gestores ambientais, estudantes e demais interessados. INVESTIMENTO: Sócio R$ 550,00 Não sócio: R$ 750,00 Pagamento em até 2x ou à vista com 5% de desconto. INSCRIÇÕES: (11)4586-3744 ou falecom@aej.org.br até o dia 15/11/2013 Será oferecido aos participantes material didático, certificado e café.

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CALENDÁRIO AQUI VOCÊ ENCONTRA OS EVENTOS COM PARTICIPAÇÃO DA AEJ Agenda sujeita a alteração

INÍCIO

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CURSO Certificação Ambiental das Construções - REQUISITOS E SISTEMAS DE AVALIAÇÃO A AEJ traz para Jundiaí a Eng.ª. Cristiane Silveira de Lacerda, tendo como principal objetivo o aluno tomar conhecimento das certificações de sustentabilidade construtiva mais utilizadas no mercado. jantar anual aej - ideias que transformam

29 Para celebrar o fim de um ano de grandes conquistas e nos preparar para um NOV novo período que inicia, a AEJ convida para seu Jantar Anual.

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Novos cursos Em breve você encontrará aqui, os mais renomados e reconhecidos cursos da região, que farão você avançar profissionalmente.


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obras adiantadas a 4 0 m i n u t o s d e s ã o pa ulo Av. S a l v a d o r C a r u s o O r l a n d o , 1 7 2 9 - J u n d i a í a lt ur a d o k m 7 3 , 5 d a r od o v i a d o m g a br i el pa ul i n o b uen o c o u t o w w w. t e r r a s d a a l v o r a d a . c o m . b r - ( 0 1 1 ) 7 8 7 0 - 3 0 2 5 comercialização

Loteadora

realização

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ANOS

O Residencial Colinas de Itupeva, comercialmente chamado de “Terras da Alvorada”, encontra-se devidamente registrado sob o nº R.4, na matrícula nº 106.437, do 1º Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de Jundiaí.


Revista AEJ - Edição 06 - novembro / 2013