Page 1

FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS – FAMETRO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

RELATÓRIO URBANISTICO BAIRRO TARUMÃ-AÇU

MANAUS 2018


FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS – FAMETRO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ADRIANE MARIA MOTA DE CAMPOS KARLA TATIANA DOS SANTOS FERREIRA ROSEANE LIMA DE SOUZA SUZANE DOS SANTOS VIEIRA TATIANA APOLIANO SOUZA

PLANEJAMENTO URBANO II ESCALAS DIVERSAS

Pesquisa apresentada a Faculdade Metropolitana de Manaus – FAMETRO, como exigência para obtenção de nota na avaliação institucional l (N1) na disciplina Planejamento Urbano II – Escala de Diversas. Prof. Rodrigo Mesquita.

MANAUS 2018


LISTA DE FIGURAS

Figura 01 : Vista de satélite Tarumã-Açú ......................................................... 8 Gráfico 01: População Residente .................................................................... 9 Gráfico 02: Domicílios Particulares Permanentes ......................................... 11 Gráfico 03: População Residente por Cor ou Raça ....................................... 12 Gráfico 04: Proporção de população por grupo de idade (%) ........................ 13 Gráfico 05: Condição no domicilio e seu compartilhamento .......................... 14 Gráfico 06: Taxa de Alfabetização de Pessoas com 10 Anos ou mais .......... 15 Gráfico 07: Domicílios Particulares Permanentes (unidades) ......................... 16 Gráfico 08: Domicílios Particulares Permanentes Banheiro .......................... 17 Gráfico 09: Domicílios Particulares Permanentes Água .................................. 18 Gráfico 10: Domicílios Particulares Permanentes Lixo .................................... 19 Figura 02: Uso Unifamiliar Alto Padrão ........................................................... 20 Figura 03: Atividade Agrícola .......................................................................... 21 Figura 04: Rua da Comunidade União da Vitória .......................................... 25 Figura 05: Guarita – Condomínio Vivenda Verde ......................................... 25 Figura 06: Condomínio Ideal Torquato ........................................................... 26 Figura 07: Habitação Mista ............................................................................. 27 Figura 08: Habitação de Madeira.................................................................... 28 Gráfico 14: Tipologia ...................................................................................... 28 Figura 09: Rua sem Saída e Sem nome ........................................................ 29 Figura 10 : Rua Tomada pela Vegetação ...................................................... 30 Figura 11 : Novos Medidores de Energia Elétrica ........................................... 32 Figura 12 : Poste de Baixa Tensão ................................................................ 32 Figura 13 : Poste de Baixa Tensão de Fibra .................................................. 33


Figura 14 : Rede de Baixa Tensão ................................................................. 33 Figura 15 : Poço Artesiano Comunitário ......................................................... 35 Figura 16 : Esgoto ........................................................................................ 36 Figura 17 : Canalização de Esgoto com Destino a Sarjeta ........................... 36 Figura 18 : Boca de Lobo................................................................................ 37 Figura 19 : Unidade básica de saúde ............................................................ 38 Figura 20 : Escola CEMEI .............................................................................. 39 Figura 21 : Reservatório Público ..................................................................... 39 Figura 22 : Telefone público .......................................................................... 40 Figura 23 : Coletores de lixo .......................................................................... 41 Figura 24 : Lixeira viciada .............................................................................. 42 Figura 25 : Lixeira viciada no Igarapé ............................................................. 42 Figura 26 : Área de Aclive .............................................................................. 43 Figura 27 : Área de Declive ........................................................................... 43 Figura 28 : Palafita no Igarapé ....................................................................... 44 Figura 29 : Bloqueio de Passagem ................................................................ 45 Figura 30 : Bloqueio de Passagem por Residência ...................................... 45


SUMÁRIO

5

INTRODUÇÃO.................................................................................................

7

1. HISTÓRICO DO BAIRRO......................................................................................

8

2. DADOS DO IBGE SOBRE O BAIRRO .................................................................

9

2.1 POPULAÇÃO RESIDENTE.............................................................................

9

2.2 DOMICÍLIOS....................................................................................................

10

2.3 POPULAÇÃO RESIDENTE POR COR OU RAÇA..........................................

12

2.4 PROPORÇÃO DE POPULAÇÃO POR GRUPO DE IDADE...........................

13

2.5 PESSOAS RESIDENTES EM DOMICÍLIOS PARTICULARES.......................

14

2.6 TAXA DE ALFABETIZAÇÃO...........................................................................

15

2.6.1 TAXA DE ALFABETIZAÇÃO PESSOAS DE 10 ANOS OU MAIS.........

15

2.7 RENDA ............................................................................................................ 2.8 SANEAMENTO BÁSICO..................................................................................

16

3. LEVANTAMENTO DE CAMPO.............................................................................. 3.1 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO..................................................................

19

3.2 GABARITO DA QUANTIDADE DE PAVIMENTOS....................................

23

3.3 TIPOLOGIA CONSTRUTIVA......................................................................

27

3.4 SISTEMA VIÁRIO.......................................................................................

29

3.5 INFRAESTRUTURA ..................................................................................

31

3.5.1 REDE ELÉTRICA................................................................................

31

3.5.2 COMUNICAÇÃO INTERNET E TELEFONIA......................................

34

3.5.3 ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL............................................

35

3.5.4 ESGOTO SANITÁRIO............................................. ............................

36

3.5.5 REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS ..............................................................

37

3.6 EQUIPAMENTOS COMUNITÁRIOS...........................................................

38

3.7 MOBILIÁRIOS URBANOS..........................................................................

40

3.8 COLETA DE LIXO ......................................................................................

41

3.9 TOPOGRAFIA.............................................................................................

43

4. ÁREAS DE RISCO E CALÇADAS...........................................................................

44

4.1 ÁREA DE RISCO...............................................................................................

44

4.2 CALÇADAS .......................................................................................................

44

5. DIAGNÓSTICO.........................................................................................................

46

6. PROPOSTA .............................................................................................................

47

17

19

6

7


5 6.1 NOVO TRAÇADO URBANO..........................................................................

47

6.2 ESTUDO DE MANCHAS...............................................................................

47

CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... REFERÊNCIAS...........................................................................................................

4

6

49 51

6

7 1 1

9

6

0 6

0 6

0 7

0

0 9

0

0 0

0 0 0 0 0 0 0 0


7

INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo, apresentar o levantamento de dados sobre o bairro Tarumã-açu. Inicialmente será exposto um breve histórico do bairro, relatando sua origem, localização e importância para a cidade de Manaus. Após serão apresentados alguns dados relevantes do último senso do IBGE e informações coletadas nas visitas In Loco, sobre infraestrutura, urbanismo, qualidade de vida, sistemas viários entre outras. Mostrando assim o tipo de infraestrutura oferecida aos moradores. Com base nesses dados apontar soluções para as problemáticas encontradas, para que se proporcione melhor qualidade de vida aos moradores, visto que o bairro apresenta déficits na infraestrutura urbana.


8

1. HISTÓRICO

O bairro Tarumã-Açu pertence ao município de Manaus, está localizado na Zona Oeste da cidade. De acordo com o senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tinha população de 12 053 habitantes em 2010. Foi criado após ser desmembrado do bairro Tarumã e encontra-se entre os três maiores bairros da cidade de Manaus em área territorial de 4.807,05 hectares de acordo com a LEI Nº 1.401, DE 14 DE JANEIRO DE 2010. Fazem parte do bairro os loteamentos: Jardim Tarumãnzinho, União da Vitória, Portal do Tarumã, Bancrévea, Parque Lusitano e Ismail Aziz.

Figura 01 - Vista satélite

Fonte: Google Maps. 2018.

O bairro possui escolas, creches particulares, supermercados, postos de saúde, academias de bairro, porém, não são suficientes para suprir às necessidades da população que reside ali. Dispõe de condomínios de luxo, classe


9

média e comunidades oriundas de antigas invasões, criando uma diversidade entre as classes residentes. As edificações são em sua maioria de alvenaria, poucas feitas de madeira, estas em grande maioria, estão localizadas nas proximidades de igarapés. A ocupação da área se deu de forma desordenada em algumas partes, e outras de forma ordenada através de loteamentos e criação de condomínios.

2. DADOS DO IBGE SOBRE O BAIRRO 2.1 POPULAÇÃO RESIDENTE

GRÁFICO 01: População Residente.

POPULAÇÃO RESIDENTE: HOMENS X MULHERES

Homens Mulheres

47% 53%

Fonte: IBGE 2010.

A população residente no Tarumã - Açu é composta por 6.074 homens e 5.979 mulheres, definindo sua composição de certa forma homogênea.


10

2.2 DOMICÍLIOS Segundo conceituação do IBGE, denominam-se como domicílio: local estruturalmente separado e independente que se destina a servir de habitação a uma ou mais pessoas, ou que estejam sendo utilizado como tal. Quando em uma mesma propriedade ou terreno existir mais de um domicílio, para serem caracterizados como tal estes deveram estar separados e independentes simultaneamente. O domicílio particular pode ser classificado quanto a condição de ocupação, classificando-o como: Próprio de algum morador - já pago - caso o domicílio seja de propriedade, total ou parcial, de um ou mais moradores e já esteja integralmente pago; - Próprio de algum morador - ainda pagando - caso o domicílio seja de propriedade, total ou parcial, de um ou mais moradores e ainda não esteja integralmente pago; Alugado - caso o domicílio seja alugado e o aluguel seja pago por um ou mais moradores. Considerou-se também como alugado o domicílio em que o empregador (de qualquer um dos moradores) pagar, como parte integrante do salário, uma parcela em dinheiro para o pagamento do aluguel. Cedido por empregador - caso o domicílio seja cedido por empregador (pú- blico ou privado) de qualquer um dos moradores, ainda que mediante uma taxa de ocupação ou conservação (condomínio, gás, luz, etc.). Incluíram-se nesse caso os domicílios cujo aluguel é pago diretamente pelo empregador de um dos moradores do domicílio; Cedido de outra forma - caso o domicílio seja cedido gratuitamente por pessoa que não seja moradora ou por instituição que não seja empregadora de algum dos moradores, ainda que mediante uma taxa de ocupação (impostos, condomínio, etc.) ou de conservação. Incluiu-se nesse item o domicílio cujo aluguel integral é pago, direta ou indiretamente- Resultados Preliminares do Universo, por não morador ou por instituição que não seja empregadora de algum morador; e


11

Outra condição - caso o domicílio seja ocupado de forma diferente das anteriormente relacionadas. Incluíram-se neste item: • o domicílio cujo aluguel, pago por morador, se referir à unidade domiciliar em conjunto com estabelecimento de outras finalidades (oficina, loja, etc.); • o estabelecimento agropecuário arrendado quando a família nele residir; e • os casos de domicílios ocupados por invasão.

GRÁFICO 02: Domicílios Particulares Permanentes – Por condição de domicílio.

Domicílios particulares permanentes, por condição de ocupação do domicílio 0% 9% 14%

Próprio Alugado

77%

Cedido Outra

Fonte IBGE 2010.

Observando o gráfico, vemos que no bairro Tarumã-Açu a condição dos domicílios quanto a condição de ocupação, apresenta: 77% de domicílios próprios equivalentes a 2.384 residências, 14% alugados equivalentes a 451 residências, 9% cedidos equivalentes a 270 domicílios e 0% outros equivalentes a 2 residências.


12

2.3 POPULAÇÃO RESIDENTE POR COR OU RAÇA

GRÁFICO 03: População Residente por Cor ou Raça

População Residente por Cor ou Raça 0%

Branco

24%

Preto

3% 72%

Amarelo

1%

Pardo Indígena Sem declaração

Fonte IBGE 2010.

Analisando o gráfico de população residente por cor ou raça, observamos que 24% considera-se branca, num total de 2.892 pessoas, 72% considera-se parda, equivalendo a 8.687 pessoas. Pretas tem-se 3% - 384 pessoas, amarelas 1% - 28 pessoas e não tiveram pessoas que não declararam suas raças.


13

2.4 PROPORÇÃO DE POPULAÇÃO POR GRUPO DE IDADE

GRÁFICO 04: População Residente por Grupos de Idade (%).

PROPORÇÃO DE POPULAÇÃO POR GRUPOS DE IDADE (%) 3% 25a 29 anos

5% 22% 12%

30 a 34 anos 35 a 39 anos 40 a 49 anos

22%

2… 16%

50 a 59 anos 60 a 69 anos 70 anos ou +

Fonte IBGE 2010.

Analisando o gráfico de proporção de população por grupos de idade, observamos que o Tarumã-Açu tem população predominante entre 25 a 39 anos equivalentes a 44% da população total do bairro. Enquanto a população entre 40 a 49 anos tem uma parcela de 20%, a de 50 a 59 anos ocupa 12% e a de idosos entre 60 e 69 anos ocupa 5% e os acima de 70 anos ou mais ocupa parcela de 3% do total da população.


14

2.5 PESSOAS RESIDENTES EM DOMICÍLIOS PARTICULARES, POR CONDIÇÃO NO DOMICÍLIO E COMPARTILHAMENTO DA RESPONSABILIDADE PELO DOMICÍLIO

GRÁFICO 05: Condição no domicílio e compartilhamento da responsabilidade pelo domicílio.

PESSOAS RESIDENTES EM DOMICÍLIOS PARTICULARES, POR CONDIÇÃO NO DOMICÍLIO E COMPARTILHAMENTO DA RESPONSABILIDADE PELO DOMICÍLIO 2 7%

9%

Com compartilhamento Sem compartilhamento

5% 17%

Cônjuge Filho(a) ou Enteado(a)

42%

18%

Neto(a) ou bisneto(a) Outro parente Sem parentesco

Fonte IBGE 2010

O gráfico da condição das pessoas dos domicílios particulares por condição no domicilio e compartilhamento da responsabilidade por ele, nos mostra que 9% dos domicílios da região do Tarumã-Açu são compartilhados e 17% das residências não são compartilhadas. Para os que são compartilhados, as responsabilidades pelo domicílio são assumidas por: 42% são entre filho (a) ou enteado (a), 18% por cônjuge, 7% por outro parente, 5% por neto (a) ou bisneto (a) e 2% por pessoas sem parentesco.


15

2.6 TAXA DE ALFABETIZAÇÃO Considerando que a taxa de alfabetização indica a percentagem de alfabetização (capacidade de ler e escrever) da população de um determinado local. Temos que no bairro Tarumã-Açu, a quantidades de homens alfabetizados supera a de mulheres e que o maior índice de alfabetização é da população considerada adulta.

2.6.1 TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DAS PESSOAS DE 10 ANOS OU MAIS DE IDADE, POR SEXO.

GRÁFICO 06: Taxa de alfabetização pessoas com dez anos ou mais .

TAXA DE ALFABETIZAÇÃO PESSOAS DE 10 ANOS OU MAIS DE IDADE, POR SEXO

48%

Homens

52%

mulheres

Fonte IBGE 2010

O número de pessoas de 10 ou mais anos no bairro tarumã-Açu é de 8.727 pessoas, o que representa 72,41% da população total do bairro, sendo 4.402 homens que correspondem a 52% e 3.325 mulheres que correspondem a 48% desse total. Analisando os dados do gráfico acima, nos leva a concluir que há um equilíbrio entre a taxa de alfabetização entre homens e mulheres no Tarumã-Açu.


16

2.9 RENDA Ao analisar a renda do bairro, o IBGE considerou como rendimento mensal domiciliar a soma dos rendimentos mensais dos moradores do domicílio, exclusive os das pessoas cuja condição no domicílio fosse pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

GRÁFICO 07: Domicílios particulares permanentes (unidades), classe de rendimento mensal domiciliar.

CLASSES DE RENDIMENTO NOMINAL MENSAL DOMICILIAR Até 1/2 de salário 5% 21% 46% 18% 7% 0%

mínimo Mais de 1/2 a 1 salário mínimo Mais de 1 a 2 salário mínimo Mais de 2 a 5 salários mínimos Mais de 5 a 10 salários mínimos Mais de10 a 20 salários mínimos Mais de 20 Sem rendimento

1% 2% Fonte IBGE 2010

Para a pesquisa foi considerado pelo IBGE o salário mínimo no valor de R$510,00 e a categoria sem rendimento inclui os domicílios cujos moradores recebiam somente em benefícios. Conclui-se que o rendimento mensal domiciliar do Tarumã-Açu tem 46% da sua população considerada sem rendimentos. Já 39% tem sua renda variando entre ½ a dois salários mínimos. Logo após tem-se as variações: Mais de 2 a 5 salários mínimos que leva 7% do todo, até ½ a 1 que leva 5%, mais de 5 a 10 que


17

leva a proporção de 2%, mais de 10 a 20 salários mínimos o índice chega a 1% e pessoas com mais de 20 salários mínimos chega a 0% da população.

2.10

SANEAMENTO BÁSICO

Segundo IBGE, saneamento básico engloba questões como captação, adequação da qualidade e fornecimento da água através de rede geral de distribuição, incluindo formas alternativas de abastecimento das populações; extensão das redes de esgotamento sanitário e aspectos do tratamento do esgoto; pontos de lançamentos e extensão das redes de drenagem urbana; fatores agravantes de inundações, alagamentos e erosões nos municípios; bem como volume, frequência da coleta e destino final do lixo, abrangendo a coleta de resíduos sólidos especiais, entre outras informações.

GRÁFICO 08: Domicílios particulares permanentes, por existência de banheiro ou sanitário e tipo de esgotamento sanitário.

Domicílios particulares permanentes, por existência de banheiro ou sanitário e tipo de esgotamento sanitário 0% 18%

Rede geral de esgoto ou pluvial Fossa Séptica

42%

Outro

40%

Não tinham

Fonte IBGE 2010


18

Observando o gráfico acima, pode-se verificar que dos 3.107 domicílios particulares permanentes, 3.048 haviam banheiros ou sanitários que tinham algum tipo e esgotamento sanitário. Dos quais, 1.291 utilizavam outro tipo de esgotamento sanitário, que representa 42% dos domicílios, 1.081 possuíam fossa séptica, equivalente a 40% dos domicílios, 550 possuíam rede de esgoto ou pluvial, correspondendo 18% dos domicílios e 59 que não possuíam nenhum tipo de esgotamento sanitário, equivalendo a 0% dos domicílios.

GRÁFICO 09: Domicílios particulares permanentes, por forma de abastecimento de água.

Domicílios particulares permanentes, por forma de abastecimento de água Rede geral de distribuição

19%

28% Poço ou nascente na propriedade Outra

53%

Fonte IBGE 2010

Aqui vemos que 53% dos domicílios possui poço ou nascente na propriedade, equivalente a 1.651 domicílios, 28% são abastecidos por rede geral de distribuição, totalizando 882 e 19% são abastecidos por outro tipo de fornecimento, totalizando 574 domicílios.


19

GRÁFICO 10: Domicílios particulares permanentes, destino de lixo coletado.

Domicílios particulares permanentes, destino de lixo coletado

11%

Diretamente por serviço de limpeza Em caçamba de serviço de limpeza

25% 64%

Outro

Fonte IBGE 2010

Neste gráfico pode-se constatar que 64% das residências tem seu lixo coletado por serviço de limpeza pública, equivalendo 2.786 domicílios, 25% da coleta é feita por caçambas, totalizando 179 residências e 11% por outro tipo de coleta, equivalendo a 142 domicílios.

3 LEVANTAMENTO DE CAMPO

3.1 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

De acordo com o plano diretor da cidade de Manaus, a estratégia de uso e ocupação do solo urbano tem com a finalidade geral, garantir uma melhor qualidade de vida a população, como também a reconfiguração da paisagem urbana e a valorização das paisagens não urbanas. No bairro do Tarumã Açu, de acordo com levantamento da área realizado em fevereiro e março de 2018, observou-se que a maioria das edificações são de uso


20

residencial unifamiliar com 77% são de alto e baixo padrão, as de alto padrão estão localizadas em Condomínios como o Vivenda do Pontal, Vivenda Verde, Residencial Nascentes do Tarumã e em edificações as margens do Igarapé do Tarumã Açu. As de baixo padrão estão localizadas nas comunidades União da Vitória, Omar Aziz e no entorno do bairro em pequenas chácaras e sítios na maioria em vias locais e ramais. Figura 02: Uso unifamiliar alto Padrão.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.

O uso multifamiliar com 3% está localizado em pequenos lotes em vilas, quitinetes e nos Condomínios Ideal Torquato, Amazon Village, Villa Jardim Azaleia, Conjunto Villa Jardim, Condomínio Lírio entre outros em vias locais coletoras e arteriais. As edificações de características comerciais representa 2%, mistas 3% e de serviços também 3%, a maioria está alocada em vias arteriais como: Av. Torquato tapajós e Estrada do Tarumã e coletoras como Rua Peixe Cavalo, Rua 25 e Rua 38, que tem como objetivo suprir a necessidades das comunidades, pois assim não há a obrigação do deslocamento desses habitantes para o centro ou bairros vizinhos garantindo a comodidade dos mesmos, e as margens do igarapé com o Restaurante Aero River atraindo o turismo.


21

O uso Industrial tem parcela de 2% e temos a UG Industria de Colchoes da Amazônia LTDA na Rua 38, a Daikin Ar Condicionado Amazonas Ltda., Ceras Johnson Ltda., Norte, Bike Houston localizadas na Rua do Luso e a Duraes Distribuidora Ltda. na Torquato Tapajós entre outras. No uso de Lazer tem-se 0% e está presente em clubes, balneários associações, casas de show, na Pista Amazon quadri Club de motocross e em escassez nas comunidades que só utilizam campinhos de terra para a pratica de esportes próximas as suas residências. O uso agrícola representa 4%, há várias utilizações como a piscicultura em fazendas e sítios na produção e comercialização de peixes, Avicultura como a fazenda São Pedro e três outras granjas. Há também a produção de verduras, legumes e hortaliças em fazendas e chácaras. Figura 03: Atividade Agrícola.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.

Nas áreas verdes conforme o artigo, Análise da cobertura vegetal como indicador de qualidade na Bacia hidrográfica do Tarumã-Açu, Manaus-AM (Mônica Alves de Vasconcelos; Lizit Alencar da Costa ; Maria Antônia Falcão de Oliveira ; David Franklin Da Silva Guimarães, 2016) a cobertura vegetal é de 312.220m² no


22

setor sul do bairro Tarumã- Açu, em 2016 existia cerca de 44%, que é a somatória da área de floresta ombrófila ao de floresta secundária no setor sul do bairro. Conforme foi constatado no levantamento, há um percentual de Edificações abandonadas de 0%, mesmo que seja uma pequena quantidade considera-se um assunto relevante já que, o bairro se encontra em crescimento, assim como também foram identificadas algumas residências em construção e várias delas migrando da tipologia de madeira para alvenaria. As áreas sem identificações foram devido à falta de visibilidade pela cobertura vegetal ou por muros altos, não obtendo nenhuma identificação do uso ali presente. De acordo com o levantamento In Loco, pode-se dividir o uso e ocupação de solo em dez categorias, as quais estão descritas no gráfico abaixo:

Gráfico 11 – Uso e Ocupação do Solo

USO E OCUPÇÃO DO SOLO Área lazer 0% - 30 Comercial 2% - 167

Área Agrícola 4% - 346

Área Abandonada 0% - 5 Não Identificado 6% - 503

Serviço 3% - 245 Industrial 2% - 119 Misto res.uni + Comer. ou Serv. 3% - 254 Residência Multifamiliar 3% - 271

Residência Unifamiliar 77% - 6.287

Fonte: Pesquisa In Loco pela equipe, 2018.


23

3.2 GABARITO DA QUANTIDADE DE PAVIMENTOS A noção de altura da edificação está associada a “invólucro da edificação”, isto é, ao volume total definido pelos parâmetros exteriores do edifício, incluindo a cobertura. É este invólucro da edificação que interessa definir nos instrumentos de planejamento territorial, dado que é ele que estabelece a quantidade de pavimento que é realizada ou pode ser realizada numa dada porção do território de acordo com o plano diretor de Manaus. No levantamento In Loco realizado na área em estudo, observou-se que as edificações com 1 pavimento se concentram de forma predominante no Bairro Tarumã-Açú.

1 PAVIMENTO; 12206

GRÁFICO 12: Proporção da quantidade de gabarito

GABARITO

Fonte: Levantamento. Equipe. 2018.

NÃO IDENTIFICADOS; 451

4 PAVIMENTOS; 346

3 PAVIMENTOS; 2

1 A 2 PAVIMENTOS; 1896

2 PAVIMENTOS; 498

GABARITO


24

GRÁFICO 13: Proporção da quantidade de gabarito (%)

Quantidade de Pavimentos 0% 2%

3%

1 Pavimento

13% 3%

2 Pavimentos 1 a 2 Pavimentos 3 Pavimentos 4 Pavimentos 79%

Não Identificados

Fonte: Levantamento. Equipe. 2018.

Com os dados expressos nos gráficos acima temos os seguintes dados: 12.206 (doze mil e duzentos e seis) caracterizados com 1 pavimento, totalizando 79%; 498 (quatrocentos e noventa e oito) caracterizados com 2 pavimentos, totalizando 3%; 1896 (um mil e oitocentos e noventa e seis) caracterizados com 1 a 2 pavimentos, totalizando 13%, 346 (trezentos e quarenta e seis) caracterizados com 4 pavimentos, totalizando 2%, 451 (quatrocentos e cinquenta e uma) caracterizados como não identificado e apenas 2 (dois) edificações com caracterizados com 3 pavimentos, totalizado 0%. No levantamento In Loco realizado na área em estudo, observou-se que as edificações com 4 pavimentos estão localizadas na Av. Torquato Tapajós em áreas de condomínios. Os Gabaritos não identificados são as edificações com difícil acesso, localizados em ramais ou rua sem pavimentação; falta de visibilidade em área com terreno muito extenso, com vegetação alta e em áreas particulares. Observou-se que os gabaritos nas áreas particulares próximo as margens do Igarapé Tarumã-Açú, são de 1 a 2 pavimentos. Área consolidada com residência unifamiliar de classe média alta, são terrenos com grande extensão de terra a


25

também área de Condomínios como o Vivenda do Pontal, Vivenda Verde, Residencial Nascentes do Tarumã. Figura 04: Rua da Comunidade União da Vitória, gabarito predominante 1 pavimentos.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.

Figura 05: Guarita - Condomínio Vivenda Verde, próximo a margem do Igarapé Tarumã-Açú.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


26

Figura 06: CondomĂ­nio Ideal Torquato, 4 pavimentos.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


27

3.3 TIPOLOGIA CONSTRUTIVA A tipologia construtiva equivale ao estudo dos tipos de construção, determina a morfologia formada por um conjunto de características físicas tais como, o material usado (alvenaria, madeira, mista e ferro) num contexto urbanístico, distinguido uma residência da outra. No levantamento In Loco realizado na área em estudo, observou-se a tipologia construtiva das edificações de forma diversificada. E na sua maioria as edificações são em alvenaria, mas considerando os aspectos econômicos locais, foi possível enxergar habitações de madeira, como as palafitas nas áreas verdes (áreas de riscos), próximas das margens do Igarapé, habitações mistas, onde houve um acréscimo de compartimentos na residência, ou a mudança aos poucos da madeira por alvenaria. FIGURA 07: Habitação Mista - Alvenaria e Estrutura de Ferro.

FONTE: Arquivo Pessoal. Equipe. 201


28

FIGURA 08: Habitação de madeira, palafitas.

FONTE: Arquivo Pessoal. Equipe. 2018.

O total de edificações encontradas na área em estudo foi de 7,144, entre elas, 5,644 eram edificações construídas totalmente em alvenaria, totalizando 79%, 1,176 edificações construídas totalmente em madeira totalizando 16%, 17 edificações construídas com estrutura de ferro totalizando 1%, 40 edificações mistas totalizando 0% e 267 edificações não identificados totalizando 4%. Gráfico 14: Tipologia

Tipologia 1%

4%

0% Alvenaria

16%

Madeira Ferro Mistas

79%

FONTE: Levantamento Equipe. 2018.

Não Identificadas


29

3.4 SISTEMA VIÁRIO (HIERARQUIA E FLUXO) O bairro Tarumã Açu é carente de um leito carroçável bem estruturado, parte de suas ruas faltam sarjetas, calçadas, asfalto, iluminação e sinalização horizontal e vertical. A Estrada Torquato Tapajós e AM 010, que delimitam parcialmente o bairro, por serem importantes vias da cidade de Manaus estão relativamente em bom estado, e exercem a função de vias arteriais. A Estrada do Tarumã, que é extensão da avenida do turismo desempenha a função de uma via coletora, apesar de não atender as medidas exigidas pelo Plano Diretor Urbano e Ambiental do Município de Manaus. Além de ruas sem pavimentação, foram identificadas muitas vias locais sem saída, com isso, no seu traçado podemos apontar pouca evasão para as arteriais. Também foram percebidas uma grande quantidade de ruas locais de servidão, já que no bairro Tarumã Açu há uma grande quantidade de sítios, chácaras e condomínios. Figura 09: Rua sem saída e sem nome.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


30

O sistema viário do bairro em questão, se encontra em constante transformação. Ao examinar o mapa cadastral de Manaus e compararmos com a presente realidade durante as visitas in loco, percebemos que houveram mudanças, algumas ruas antigas foram tomadas pela vegetação, e outras foram abertas por populares nos últimos anos, para o mapa ser utilizado foram utilizadas imagens de satélite. Figura 10: Rua tomada pela vegetação.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


31

3.5 INFRAESTRUTURA A infraestrutura é constituída por uma série de elementos em rede, organizados de forma a promover moradia, mobilidade, saúde, educação, lazer, segurança e abastecimento das redes de água, energia elétrica, comunicações. Deve propiciar o desenvolvimento das atividades de produção e comercialização de bens e serviços, oferecendo os meios necessários ao desenvolvimento das atividades da própria cidade. Consideram-se

infraestrutura

básica

os

equipamentos

urbanos

de

escoamento das águas pluviais, iluminação pública, redes de esgoto sanitário e abastecimento de água potável, e de energia elétrica pública e domiciliar e as vias de circulação. 3.5.1 REDE ELÉTRICA (BAIXA E ALTA TENSÃO) Um sistema elétrico de fornecimento está composto por um conjunto de elementos interligados que se encarregam de captar energia primária, convertê-la em elétrica, transportá-la até os centros consumidores e distribuí-la neles, onde é consumida por usuários residenciais, comerciais, industriais, serviços públicos, etc. A rede elétrica pode ser aérea ou subterrânea, sendo a última a solução mais cara. A rede elétrica aérea é a solução obrigatória pelo seu menor custo, embora produza poluição visual e apresente menor segurança que a subterrânea. No levantamento In Loco realizado na área em estudo, observou-se que o sistema de rede elétrica e distribuídos nas principais Avenidas do Bairro do Taruamã-Açú, Avenida Torquato Tapajós e Avenida do Turismo, interligado as comunidades e as demais domicílios existentes no bairro, em sua maioria poste de concreto sem iluminação pública e com iluminação pública nas comunidades União da Vitória e Osmar Azim. Testa forma podemos concluir que a existência de energia elétrica nos domicílios particulares permanentes, independentemente de ser proveniente de uma rede geral (com medidor do consumo) ou obtida de outra forma. Podemos


32

notar que o sistema de energia elétrica está disponível em todo o bairro, até mesmo nas áreas de acesso mais difícil. Figura 11: Instalação de novos medidores do consumo na Comunidade da União da Vitória.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.

Figura 12: Poste de baixa tensão com transformado.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


33

Figura 13: Poste de baixa tensão de fibra e iluminação pública.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018. Figura 14: Rede de baixa tensão em difícil acesso.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


34

3.5.2 COMUNICAÇÃO (INTERNET E TELEFONIA) Compreende a rede telefônica e a rede de televisão a cabo sendo as conexões feitas por condutores metálicos. As redes de infraestrutura que compõem este subsistema (cabeamento e fios) seguem especificações similares às do sistema energético. Ao analisar a área, observa-se que a rede de comunicação passa somente em algumas ruas do bairro (conforme especificando nas pranchas 11 e 12), não atendendo a necessidade da população que tem que optar por outra rede de comunicação particular. As redes mais utilizadas são das operadoras Claro, Embratel 21, Via e Sky.


35

3.5.3 ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL O abastecimento de água na região é feito através de três mecanismos: rede de abastecimento da concessionária, poço artesiano particular ou comunitário. A rede de água potável abastece apenas a uma comunidade do bairro, chamada por populares de União da Vitória, onde há um adensamento maior de casas. Moradores que usam o serviço público, alegam que é difícil ocorrerem casos de falta de água. No entanto, famílias dessa comunidade que residem mais próximo ao igarapé, não recebem o serviço por estarem em uma área de risco e preservação, e viver ali ilegalmente. Nas demais extensões do bairro Tarumã Açu, os habitantes utilizam poço artesiano particular ou comunitário. Nos casos dos poços comunitários a distribuição da água é feita através mangueiras. Figura 15: Poço artesiano comunitário.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


36

3.5.4 ESGOTO SANITÁRIO No levantamento realizado, constatou-se a falta de rede de esgotamento sanitário, logo, o esgoto produzido em cada casa é direcionado para sarjetas e boca de lobo ou ligado diretamente nas tubulações de redes de drenagem de águas pluviais, onde seu destino final são os igarapés, além disso, também são feitas a utilização de fossas sépticas. Figura 16: Esgoto de uma residência ligado diretamente na tubulação de água pluvial.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.

Figura 17: Canalização de esgoto com destino a sarjeta.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


37

3.5.5 REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS (BOCA DE LOBO) Para a captação das águas pluviais do bairro Tarumã Açu, é utilizado as bocas de lobo, que se localizam nas áreas mais adensadas. Nas vias pavimentadas e com sarjetas o sistema funciona razoavelmente bem, já que no levantamento foram detectadas várias bocas de lobo sem tampa e algumas delas entupidas por lixos ou tomadas por vegetação. Nas ruas sem pavimentação o escoamento da água fica comprometido, com dificuldades de chegar ao ponto mais baixo do terreno. Figura 18: Boca de lobo sem tampa.

Fonte: Acervo Pessoal. Equipe. 2018.


38

3.6 EQUIPAMENTOS COMUNITÁRIOS Tem a função de prover a população o acesso à educação, saúde e segurança. Equipamentos Comunitários se consideram, tais como: escolas, creches, faculdades, delegacias, postos de saúde, hospitais e similares. Portando, os equipamentos comunitários são de grande utilidade para a sociedade e se ter uma melhor qualidade de vida, podem ser implantados pelo setor público, privado e de parcerias público-privadas. Analisando os equipamentos comunitários existentes no bairro do Tarumã Açu, notou-se deficiência nas unidades básicas de saúde, postos de polícia, escolas, creche inacabada suprindo parcialmente a necessidade da população.

FIGURA 19: Unidade Básica de Saúde.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.


39

FIGURA 20: Escola Cmei Ismail Aziz.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.

FIGURA 21: Reservatório Público.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.


40

3.7 MOBILIÁRIOS URBANOS

O Mobiliário Urbano é um termo coletivo que representa todos aqueles elementos que nos sãos úteis ou servem de suporte as redes urbanas, como: bancos de praças, lixeiras, telefones públicos, bancas de jornal, postes de sinalização, postes de iluminação, abrigos de parada de ônibus e etc., contudo, o conceito é muito mais amplo, envolvendo elementos que permitem a utilização dos espaços, fornecendo conforto, acessibilidade, serviços, informação, lazer e cultura. Ao analisar a área, observa-se uma deficiência em todos os elementos que compões o mobiliário urbano, não atendendo a necessidade da população. Observamos que, em todo o trajeto das principais ruas existem pouquíssimas lixeiras públicas. Em alguns pontos do Bairro há telefones públicos (conforme especificando nas pranchas 15 e 16), que estão em mal-uso. FIGURA 22: Telefone público, Avenida Peixe Cavalo.

FONTE: Google Maps. 2018


41

3.8 COLETA DE LIXO A coleta de lixo é feita em quase todo o bairro assim nas ruas principais como Avenida Turismo, Avenida Torquato, também pela União Vitória e as demais ruas, conforme informado por moradores a coleta passa todos os dias volta das 13h menos aos domingos. FIGURA 23: Coletores de lixo.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.

Observa-se no bairro muitos pontos de lixeiras viciadas, as quais a população faz uso continuo dificultando o serviço de limpeza do bairro. Conforme informado pela população, não existe coleta seletiva no bairro.


42

FIGURA 24: Lixeira viciada.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.

FIGURA 25: Lixeira viciada em igarapé.

FONTE: Arquivo Pessoal, Equipe. 2018.


43

3.9 TOPOGRAFIA A topografia da área apresenta interflúvios, é formada em partes por aclives e declives pouco sublinhado com predominância de áreas planas, com presença de córregos igarapés em algumas áreas do bairro e a mesma é favorável, não necessitando de grandes intervenções.

FIGURA 26: Onde há aclive na área.

FONTE: Arquivo Pessoal. Equipe. 2018.

FIGURA 27: Onde há aclive e declive na área.

FONTE: Arquivo Pessoal. Equipe. 2018.


44

4 ÁREA DE RISCO E CALÇADAS 4.1 ÀREA DE RISCO No bairro Tarumã-Açu são encontradas áreas de risco, na margem do igarapé que fica na comunidade União da Vitória, onde são encontradas residências muito próximas ou até mesmo dentro do igarapé (palafitas). Essas residências ficam expostas a alagamentos em épocas de cheia e também por contaminação de doenças devido ao esgoto sanitário descartado nas águas do igarapé.

FIGURA 28: Palafita no igarapé – comunidade União da Vitória

FONTE: Arquivo Pessoal. 2018.

4.2 CALÇADAS Grande parte do Bairro Tarumã Açu tem calçadas defeituosas ou simplesmente inexistentes. Por se tratar de uma área com um adensamento maior de residências, as comunidades Omar Aziz e União da Vitória, onde se encontra boa parte dos passeios públicos, a qual são completamente fora do padrão estabelecido pelo plano diretor do município de Manaus, não atendendo as medidas mínimas.


45

Na visita feita às comunidades foram identificados vários obstáculos que dificultam a passagem de pessoas, logo o bairro é totalmente deficiente no que desrespeito a acessibilidade, veja na figura:

FIGURA 29: Onde há bloqueio da passagem, uma churrasqueira

. FONTE: Google Maps. 2018.

FIGURA 30: Onde há bloqueio das residências pela passagem.

FONTE: Arquivo Pessoal. Equipe. 2018.


46

5 DIAGNÓSTICO Com base nos dados coletados na pesquisa realizada In Loco foi diagnosticado que o bairro Tarumã Açu apresenta um grande déficit de serviços básicos para a população como: infraestrutura, transporte coletivo, escolas, hospitais ou UBS, postos de policiamento, rede de esgoto sanitário e pluviais, áreas de lazer entre muitos outros que são necessários para proporcionar qualidade de vida aos moradores. Além de se ter encontrado moradores vivendo em áreas de risco nas beiras do Igarapé que corta o bairro e pontos de alagamentos devido à falta de sua correta estruturação. Pôde-se observar que existe uma grande deficiência no que se refere a infraestrutura urbana em quase toda a totalidade do bairro. Muitas ruas sem pavimentação ou com boa parte dela comprometida, muitas das vias com buracos, sem calçadas adequadas, falta de redes de esgoto e redes pluviais encanadas, em quase todas as vias foi observado que o esgoto é descartado ali mesmo, causando mal cheiro e podendo ocasionar doenças na população local. O bairro é carente de policiamento, postos de saúde, escolas, centros de treinamento técnico entre outros equipamentos urbanos, que são essenciais para que a comunidade disfrute de segurança, formas de desenvolvimento escolar e profissional para que tenham uma melhor qualidade de vida. Quanto aos mobiliários urbanos, é possível verificar que são insuficientes e os existentes estão em más condições para atender a população. Observa-se que não existem lixeiras espalhadas pelo bairro, as paradas de ônibus nem sempre tem abrigo para a população que a utiliza. Outro ponto deficiente são áreas de lazer, como quadras poliesportivas, praças entre outros onde a comunidade possa ter momentos de convivência e interação entre eles. Por término, temos que apesar de existir coleta de lixo regular em todas as áreas do bairro, foram encontrados pontos de lixeiras viciadas, em locais inadequados como em terrenos baldios e ao longo das ruas. Ocasionando mal cheiro, poluição e até transmissão de doenças, pois nestes pontos onde elas estão nos períodos de chuva ou cheia criam-se pontos de alagamento.


47

6 PROPOSTA As propostas feitas para melhoria no bairro foram feitas a partir das deficiências encontradas durante o levantamento feito. 6.1 NOVO TRAÇADO URBANO Para o novo traçado urbano, propõe-se a abertura de vias arteriais, coletoras e locais, de forma que, com o desenvolvimento do bairro essas vias atendam com eficiência a população. Juntamente com as novas vias, a adição de ciclovias para que se tenha uma opção sustentável e econômica de locomoção. No que se diz respeito aos loteamentos, a proposta seria quadras que sigam as curvas de nível da região, de forma que suavize áreas que possam vir a ter ladeiras, além da correta e eficiente alocação de calçadas e sistemas de esgoto sanitário e escoamento de águas pluviais. 6.2 ESTUDO DE MANCHAS Infraestrutura: serão criadas redes viárias, para atender as necessidades de pavimentação e calçadas, redes de saneamento para que se tenha a correta drenagem de águas pluviais, recolhimento de esgoto sanitário, além da rede de abastecimento de água potável. Área destinada para habitação de interesse social: Serão criadas áreas para proporcionar aos moradores que estão em áreas de risco tenham a possibilidade de terem moradia digna. Retirada de Residências em área de proteção ambiental e ocupação desordenada: Serão tiradas residências de áreas de proteção ambiental, para que se tenha a preservação destas áreas. Área destinada para reserva Tarumã- Açu: Uma reserva será criada para que se tenha a preservação da mata nativa da região.


48

Área destinada a intervenção ambiental: Será feita a requalificação do igarapé e a retirada das residências ali existentes. Área destinada a criação de calçadão público: Será criado calçadão para que a população tenha mais opção de lazer. Área destinada a mirante e praça de contemplação: Será criado mirante e praça de contemplação, para que se tenha requalificação em áreas degradas. Área destinada a praça e quadra poliesportiva: Serão criadas quadras e praças pelo distrito, para que a população tenha áreas de lazer e recreação. Criação de Ciclovia: Um sistema de ciclovias será criado para atender a população do bairro. Área destinada a postos de saúde: Será destinado um ponto para a construção de uma Unidade básica de saúde para atender a comunidade. Revitalização da estação de ônibus embarque e desembarque (comunidade União da Vitória): Será criado uma estação de ônibus mais estruturada para que a população tenha melhor qualidade no serviço de transporte coletivo. Área destinada a escola de ensino médio: Será criada escola de ensino médio para suprir o déficit que existe no bairro.


49

COSIDERAÇÕES FINAIS O bairro Tarumã-Açu apresenta insuficiência com problemas básicos de infraestrutura. Tem um ponto de carência significativa com serviços essenciais para a população como postos de polícia, unidades básicas de saúde e escolas, que suprem parcialmente a necessidade da população. . Outro fator extremamente relevante que foi observado, foi a inexistência de sistema de esgoto sanitário, visto que, tal serviço é de extrema necessidade pois, é diretamente ligado as condições sanitárias, de saúde e qualidade de vida da população. Atrelado a estas más condições de esgotamento sanitário estão as residências que se encontram em áreas de risco, nas margens dos igarapés que em períodos de cheia levam água contaminada para dentro destas. Outro fator com grande déficit, foram as condições das vias, que boa parte está com o asfalto comprometido, com buracos e mato, outras de terra ou até mesmo encobertas de mato, sem saída e com medidas abaixo do necessário para que veículos trafeguem adequadamente. Além da falta de calçadas em várias vias e as existentes boa parte delas estão em situações precárias, existe a falta de lixeira, áreas de lazer entre outros serviços que são essenciais para se proporcionar uma boa qualidade de vida para a população. Soluções para tais problemáticas seriam, a criação de postos policiais e médicos, criação de bocas de lobo para o correto escoamento das águas pluviais evitando alagamentos e transtornos para os moradores, criação de um sistema de esgoto sanitário, para que os moradores não fiquem mais expostos ao esgoto a céu aberto. A revitalização das calçadas, criando o remodelamento das mesmas com proposta de torna-las acessíveis para pessoas com problemas de mobilidade, como cadeirantes, idosos e deficientes visuais. Readequação das vias, para sanar as necessidades existentes, o acréscimo de lixeiras de coleta seletiva em pontos estratégicos, como por exemplo, os pontos de ônibus onde a circulação de pessoas é intensa e se ter mais dias para os caminhões de coleta. Logo, para que esses problemas sejam sanados, ações do município devem ser tomadas para atender a população. Visto que saúde e segurança pública são


50

básicos e necessários para os moradores, independente de classe social. Além das demais problemáticas apresentadas ao longo do estudo.


51

REFERÊNCIAS 1. Histórico: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_Oeste_de_Manaus acesso em: 14/03/18. 2. Histórico : https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_bairros_de_Manaus acesso em: 14/03/18 3. Histórico: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tarum%C3%A3-A%C3%A7u acesso em: 14/03/18 4. Lei Nº 1.401, DE 14 DE JANEIRO DE 2010 acesso em : 14/03/18

5. Mônica Alves de Vasconcelos1 ; Lizit Alencar da Costa2 ; Maria Antônia Falcão de Oliveira3 ; David Franklin Da Silva Guimarães Análise da cobertura vegetal como indicador de qualidade na Bacia hidrográfica do Tarumã-Açu, Manaus-AM Disponível em: <https://even3.azureedge.net/processos/Artigo_MAVasconcelos_ver sao_final.c4943ee435a1482f8360.pdf > Acesso em: 22 de março de 2018

6. Conceituação das características investigadas, IBGE. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indica doresminimos/conceitos.shtm acesso em 14/03/2018. 7. Conceituação IBGE: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/p nad99/metodologia99.shtm acesso em 14/03/2018.

8. Plano diretor de Manaus.

trabalho projeto urbano  

RELATÓRIO URBANÍSTICO BAIRRO TARUMÃ-AÇU MANAUS 2018

trabalho projeto urbano  

RELATÓRIO URBANÍSTICO BAIRRO TARUMÃ-AÇU MANAUS 2018

Advertisement