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Você sabia

Tudo o que você precisa saber sobre capacete para dirigir seguro

09 abril 2014 | nº 01

Geração saúde Hábitos que todo ciclista urbano precisa praticar no trânsito

Infrações

Entenda como funciona a fiscalização eletronica

www.vrum.com.br

Trânsito Seguro Cada um faz sua parte e todo mundo sai ganhando

Guia de boa conduta para pedestres

VENDA PROIBIDA

Este é um projeto financiado pelo


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Informação é a solução

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omos uma empresa que desenvolve e aplica tecnologia para a segurança no trânsito - mas isso não basta. Toda a tecnologia deve ser compreendida e desfrutada para o benefício das pessoas, tornando suas vidas mais ricas e produtivas. É essa visão que impulsiona a VRUM à constante qualificação do desenvolvimento e da prestação de serviços para aplicá-los com seriedade, contribuindo para um trânsito mais humano e mais seguro. No entanto, o trânsito ainda é compreendido de forma equivocada e limitada. É comum relacioná-lo somente às pessoas que conduzem veículos automotores, e como um fenômeno exclusivo dos grandes centros urbanos. Ao pensar assim, exclui-se o conceito do direito de ir e vir. Conviver no espaço público, com segurança, é um direito de todos e entender isto é também melhorar a compreensão das relações entre as pessoas. A revista VRUM visa aproximar as pessoas e gerar o interesse no tema, aumentando a abrangência das discussões sobre o assunto. Aqui serão encontradas informações sobre equipamentos eletrônicos de fiscalização de trânsito, seu funcionamento, notícias, benefícios, regulamentação, estatísticas e todo conteúdo relevante para quem trabalha no setor. Esperamos interagir com todos aqueles desejosos em ajudar a mudar a situação atual! Com o apoio do Ministério da Educação e o Governo da Paraíba o Vrum saiu do plano das ideias e hoje LEONARDO MOTA é um projeto real!

Leonardo ota M

Diretor Geral: Frederic Zoghaib Kachar

| VRUM ONLINE | vrum@transitoseguro.com.br Editora: Letícia Sorg Editor-assistente: Juliano Machado Repórteres: Danilo Casaletti, Laila Abou Mahmoud, José Antônio Lima e Thiago Cid Tecnologia da Informação: Carlos Eduardo Cruz Garcia Desenvolvedores: Leandro Paixão, Márcio Espósito, Marcos Farias Sixel Web Designers: Andréia Passos, Daniel Mack, Estagiário: Rafael Bruno Pinto | VRUM | Diretor de Redação: Helio Gurovitz vrumdir@transitoseguro.com.br Redatores-Chefes: David Cohen, Ruth de Aquino Diretor de Criação: Saulo Ribas Editores-Executivos: André Fontenelle, David Friedlander Diretor de Arte: Marcos Marques Editores: Alexandre Mansur, Celso Masson, Guilherme Evelin, José Fucs, Kátia Mello, Luís Antônio Repórteres Especiais: Amauri Segalla, Cristiane Segatto, Eliane Brum, Marianne Piemonti, Peter Moon Editores-Assistentes: Denerval Ferraro Junior, Leandro Loyola, Ricardo Mendonça Colunistas: Christopher Hitchens, Domenico De Masi, Fareed Zakaria, Fernando Abrucio Repórteres: Ana Aranha, Andréa Leal, Flavio Machado, Francine Lima, Gisela Anauate, Luciana Vicária Fotografia | Editor: André Sarmento Fotógrafo: Frederic Jean (colaborador) Assistente: Paula Mendanha | Diagramação e Infografia | Editor de Arte: Adriana Karlota Chefe: Adriana Karlota Diagramadores: Adriana Karlota Infografistas: Gerson Mora, Luiz C. D. Salomão, Marco Vergotti, Nilson Cardoso | Secretaria Editorial | Coordenador: Marco Antonio Rangel | Revisão | Coordenadora: Araci dos Reis Rodrigues Revisores: Alice Rejaili Augusto, Elizabeth Tasiro, Verginia Helena C. Rodrigues; Dario Homero da Silva, Gilberto Nunes (colaboradores) Cartas à Redação: João Massaro VRUM@transitoseguro.com.br Assistente-Executiva: Jaqueline Rodrigues Damasceno

Diretor da Redação VRUM é uma publicação mensal da Editora Globo S.A. - Av. João Machado, 1,458 João Pessoa (PB) CEP 05346-902. Distribuidor exclusivo de toda o Brasil. Gráfica: Santa Marta, Av. João Machado, nº201, Distrito Industrial, João Pessoa - PB - CEP 58081-400

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Sinal Verde Respeito e Cidadania

Trânsito seguro é você que faz

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Comportamento seguro para o pedestre

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Capacete

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Geração saúde

Ciclista Urbano

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Infrações

Fiscalização Eletrônica

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Você Sabia?


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Tränsito seguro é agente que faz!

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Antes de pegar no volante, coloque a mão na consciência. Amanda Soares

Cada um faz a sua parte e todo mundo sai

ganhando!

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* Não beba antes de dirigir - O álcool afeta a visão, o comportamento e os reflexos do motorista. O limite máximo permitido de álcool no sangue é de 0,6 g por litro de sangue. * Tenha sempre os seguintes equipamentos de segurança no carro: extintor de incêndio, triângulo e macaco. * Use sempre o cinto de segurança. Ele protege a sua vida, impedindo que seja atirado contra o vidro e sofrendo grandes impactos. * Obedeça rigorosamente à sinalização de trânsito. * As crianças só devem andar no banco traseiro, com cinto de segurança. * Nunca dirija com crianças no colo e não deixe que coloquem mãos, braços e cabeças para fora do carro. * Nunca ultrapasse pela direita e mantenha distância dos outros veículos. * Faça revisões rotineiras. Os veículos desregulados podem provocar: excesso de fumaça preta e fuligem, aumento do consumo de combustível e desgaste do motor, dificuldade de visibilidade nas estradas e danos à saúde e ao meio ambiente.


O pedestre no trânsito. * Nas estradas, andar sempre em sentido contrário ao dos veículos e em fila única, utilizando obrigatoriamente o acostamento onde existir. * Nas vias urbanas, andar sempre à esquerda da rua; e em fila única e em sentido contrário ao dos veículos, onde não houver calçadas ou faixas privativas destinadas ao pedestre. * Não cruzar a pista de viadutos, pontes ou túneis, exceto onde exista sinalização permitindo a travessia. * Ao descer do ônibus, aguardar no passeio a saída do veículo. * Cruzar a via pública somente

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na faixa própria, obedecendo à sinalização. * Quando não houver a faixa, atravessar perpendicularmente às calçadas e na área de seu prolongamento. * Não andar fora da faixa de pedestre nos lugares onde ela existir. * Não utilizar vias em agrupamento capazes de perturbar o trânsito, ou para a prática de atividades de lazer, esportes, desfiles e similares, sem a devida autorização. * Obedecer e respeitar à sinalização de trânsito. Ela existe para a segurança de todos. * Recorrer sempre ao guarda de trânsito em caso de necessidade.

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Segurança do ciclista * Ao andar de bicicleta, vá sempre pela direita, próximo ao meio-fio ou acostamento quando não existir ciclovia e no mesmo sentido dos veículos. * Manter distância de segurança dos outros veículos. * Andar sempre em velocidade compatível com seu veículo. * Fazer conversão em lugares adequados. * Nunca andar na contramão e nunca agarrar a carroceria de um veículo em movimento. * Em um cruzamento, dar preferência para outro veículo que já estiver iniciando a manobra. * Respeitar os pedestres e outros usuários da via. * Quando em grupo, andar em fila única. * Sempre usar equipamentos de segurança como capacete e roupas claras durante a noite e em dias chuvosos para melhor identificação. * Equipar a bicicleta com faróis, luz branca dianteira e luz vermelha traseira. * Verificar sempre as condições dos freios e dos pneus da bicicleta. Fotos: Thayssa Miranda

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Comportamento seguro para o pedestre

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Anthony Mota

Não importa se você tem carro ou não: na essência você é pedestre, seja quando opta por um trajeto completo ou parcial. Dados de uma pesquisa realizada pelo Metrô de São Paulo mostram que, ainda em 1997, mais de 2 milhões de pessoas circulavam diariamente pela parte central da capital paulistana e que andar a pé já tinha o mesmo peso do transporte coletivo. De lá para cá, a ideia de caminhar ganhou força no Brasil, especialmente na capital paulista. Em 2012, foi lançado o livro “Como viver em São Paulo sem carro”, idealizado pelo empresário Alexandre Lafer Frankel e escrito pelo jornalista Leão Serva. Ele apresenta relatos de diversos ícones da cena paulistana que deixaram o automóvel de lado e preferiram caminhar e pedalar. Os personagens dão dicas de melhores trajetos a pé ou de bicicleta para aproveitar as opções de lazer e cultura na metrópole. Caminhar não é apenas para chegar a algum lugar. Ela torna o pedestre fisicamente ativo, gerando benefícios na qualidade de vida, e colabora na redução de gastos em transportes. Porém, é preciso considerar alguns cuidados na hora de adotar os pés como meio de 5

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transporte. Um exemplo é o calçado: não é uma boa ideia andar muito de salto, se você for mulher. Se puder, ande com um tênis que lhe ofereça um amortecimento adequado. No caso dos homens, o famigerado costume de dar passadas largas também não é indicado: expõe a riscos de tropeços e torções. Na medida do possível, use uma roupa leve e, se der, carregue água com você. Todos sabem que caminhar melhora a qualidade de vida, mas você sabe quais benefícios esta atividade traz à sua saúde? Você sabia, por exemplo, que faz bem não só ao corpo, mas também à mente? A melhora da circulação e da eficácia dos pulmões, bem como a sensação de bem-estar e o combate à osteoporose já são bem conhecidos. Isso sem contar o controle do peso e a proteção contra AVCs e infartos. Mas o que nem todos sabem é que caminhar diminui a sonolência, combate a depressão e torna o cérebro mais eficiente, melhorando a memória e a capacidade de atenção. Foto: Felipe Albuquerque


Infrações previstas aos pedestres Você sabia que há infrações de trânsito que o pedestre pode cometer? O artigo 254 do Código de Trânsito Brasileiro determina algumas proibições: É proibido ao pedestre: I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido; II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exista permissão; III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim; IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trânsito, ou para a prática de qualquer folguedo, esporte, desfiles e similares, salvo em casos especiais e com a devida licença da autoridade competente; V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea; VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica.

Foto: Luciana Pereira

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A falta de atenção pode fazer você trombar com alguém ou até mesmo se machucar em um mobiliário urbano, ou tropeçar em uma calçada não muito conservada, sem contar que você pode estar assumindo riscos até mais graves, como o de ser atropelado.

Outro cuidado importante é atenção à sinalização. Fique bem atento em relação aos carros: de onde vêm, para qual sentido se dirigem, se eles podem ou não virar na rua à qual você está atravessando, isso sem contar atenção aos sinaleiros, agentes de trânsito e placas. Para que sua atenção não falhe, ouvir o que se passa à sua volta é fundamental. Não basta contar somente com a visão. Assim, evite também andar com fones de ouvidos ou falando ao celular. A falta de atenção pode fazer você trombar com alguém ou até mesmo se machucar em um mobiliário urbano, ou tropeçar em uma calçada não muito conservada, sem contar que você pode estar assumindo riscos até mais graves, como o de ser atropelado.

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Capacete Ele só protege se você souber usar Lucas Vieira

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erá que a lei foi feita para multar? Como foi que nasceram as leis de trânsito? Inúmeros especialistas colaboraram com os legisladores para a criação do Código de Trânsito Brasileiro, você sabia que muita gente ainda não o segue porque acredita que, se o guarda não ver, nada acontece com ele? Pois é, o que menos se 7

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pensa é que a própria vida está em jogo, principalmente no que diz respeito ao uso do capacete. Além das consequências legais (multa e suspensão do direito de dirigir), quem não usar o equipamento pode se machucar feio, e até morrer. Convidamos você para seguir viagem com a gente neste texto para aprendermos um pouco mais sobre como isso ocorre e como evitar.

De acordo com Adriano Maeda, neurocirurgião e coordenador geral da comissão de residência médica do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, que também recebe grande quantidade de vítimas de acidentes de trânsito, o capacete oferece proteção ao impacto direto, pois protege a estrutura do crânio e o cérebro, minimizando a ocorrência de traumatismos crânio-encefálicos. “Pacientes com traumas pela falta de uso de capacete têm a possibilidade de contrair maiores problemas neurológicos com sequelas, como a paralisia, déficits motores e alterações de fala. O acidentado também pode apresentar dificuldades de cognição e compreensão, distúrbios de memória e alterações de fala”, enumera. Fábio Alexandre Martynetz, ortopedista no mesmo hospital e membro da Sociedade Foto: Felipe Albuquerque


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O Brasil é o vice-campeão, no mundo, entre os países onde mais morrem motoqueiros no trânsito

Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, conta que pelo menos 50% de quem conduz motocicletas no perímetro urbano já sofreram algum trauma. O fato de serem geralmente em membros inferiores mostra que o uso do capacete tem evitado danos maiores. Mas Martynetz avisa que não basta apenas utilizá-lo. “Recomenda-se que o faça de forma adequada, uma vez que é ele que vai absorver boa parte da energia do trauma”, explica, acrescentando que – apesar de muitos preferirem o conforto e a estética em detrimento da segurança – isto precisa ser tratado de forma mais séria. Como a frota de motocicletas tem aumentado exponencialmente – atualmente, é de quase 18,8 milhões no Brasil –, a tendência é que casos graves só aumentem, caso os motoristas não se tornem mais cuidadosos e conscientes no trânsito (veja box abaixo). De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Sangari, em 2015 as mortes no trânsito deverão ultrapassar o que era, até pouco tempo atrás, o grande vilão da letalidade violenta nacional: os homicídios.

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Estudo traz triste notícia ao Brasil Em maio de 2012, foi divulgado um estudo inédito do Instituto Sangari, baseado em mais de 1 milhão de certidões de óbito, que mostrou que o Brasil é o vicecampeão, no mundo, entre os países onde mais morrem motoqueiros no trânsito, perdendo apenas para o Paraguai: são 7,1 mortos a cada 100 mil habitantes. Em 15 anos, essa taxa cresceu 846,5% e este não foi um erro de digitação. Para se ter uma ideia, a mesma taxa para os carros foi de 58,7%. E o pior: até o final do ano, morrerão mais 13 mil motoqueiros, sendo que 5,2 mil devem morrer no próprio local do acidente com a violência do impacto. Gráficos: Crédito -Trânsito ideal

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Ciclista Urbano Amanda Soares

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ciclista também deve respeitar a sinalização. Quando estiver pedalando, nunca circule pelas calçadas e,especialmente, respeite os pedestres. Lembre-se sempre que a bicicleta é um veículo com pouca estabilidade. Pedale atento às condições da via para evitar derrapagens, movimentos bruscos e quedas. Sinalize suas manobras com o braço esquerdo, indicando conversões à direita, esquerda ou parada. E vale à pena conferir se o motorista viu e entendeu o seu sinal. Na dúvida, não execute a manobra. Sempre que possível, planeje uma 9

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rota por vias calmas e de pouco trânsito, trafegue sempre pelo canto direito da pista, no mesmo sentido dos demais veículos. Muito cuidado ao pedalar em avenidas, ruas e estradas com grande fluxo de veículos e pedestres, especialmente em vias onde circulam caminhões e ônibus, que vão disputar a faixa da direita com você. Para ciclistas, nem sempre o caminho mais curto é o mais prático ou seguro.

E SER VISTO para a segurança de todos que circulam nas vias e passeios. Seja mais visível no trânsito e evite acidentes: roupas escuras dificultam a visibilidade, use roupas claras e capacete colorido. Além dos refletores na traseira, dianteira e laterais da bicicleta, que são obrigatórios, instale uma lanterna com luz branca na dianteira e vermelha na traseira para passeios noturnos. Ainda que não ilumine satisfatoriamente a rua, torna você Torne o seu passeio mais muito mais visível evitando que seguro - No trânsito é muito pedestres ou carros cruzem seu importante aplicar a regra do VER caminho. Foto: Luciana Pereira


Foto: Felipe Albuquerque

tênis de cadarços curtos ou velcro para não enroscar nas rodas.

Lembre-se:

- Quando não estiver sinalizando, mantenha as duas mãos sobre o guidão; - Não faça ziguezagues com sua bicicleta, mantenha-a em linha reta e em trajetórias seguras na via pública; - Não circule por ruas com aparelhos eletrônicos plugados aos seus ouvidos, você estará perdendo um dos sentidos fundamentais à sua atenção; - Circulando por vias com semáforos, comporte-se como os demais veículos, parando quando o sinal estiver vermelho e seguindo em frente no verde; - Nas zonas com muitos estacionamentos de automóveis reduza a velocidade e procure observar veículos saindo e entrando nas vagas.

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No trânsito é muito importante aplicar a regra do VER E SER VISTO para a segurança de todos que circulam nas vias e passeios

Use sempre o capacete, ao se deslocar de casa para o trabalho, ao praticar esportes, treinos, passeios ou simplesmente para uma volta no bairro. Além de torná-lo mais visível, ele protege sua cabeça em caso de quedas e acidentes. Compre o seu próprio capacete e escolha o tamanho ideal para você: ele não pode ficar muito folgado e moverse em sua cabeça, nem muito apertado e fazer pressão na sua testa. O capacete não foi feito para usar inclinado para trás como se fosse um boné. Deixando sua testa à mostra ela estará exposta a pancadas em caso de queda. Use também luvas e óculos. As luvas dão firmeza, mantêm as mãos secas, evitam calos e protegem em caso de quedas. Os óculos protegem de insetos, chuva, vento e areia. Mas lembre-se: use óculos de lente amarela somente em condições de baixa luminosidade, quando em dias ensolarados ele ofusca os olhos e dificulta a visão. Para os pés prefira

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Estudos mostram que a principal causa de acidentes é a imprudência do condutor aliada ao excesso de velocidade

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contribuição da fiscalização eletrônica de velocidade para induzir o condutor a respeitar a velocidade regulamentada – que é um dos fatores de risco e gravidade mais importantes em acidentes de trânsito – é reconhecida em diversos estudos. A fiscalização é eficaz por ser permanente e por abranger todos os tipos de veículos que transitam na via monitorada. A Lombada Eletrônica, por ser mais ostensiva que os outros dispositivos, apresenta índices de respeito superiores a 99,9%, de acordo com as estatísticas geradas pelos equipamentos Perkons. Os estudos mostram que a principal causa de acidentes é a imprudência

do condutor aliada ao excesso de velocidade. Experiências em todo o mundo demostram que um dos meios mais eficazes para reduzir o número de mortos e feridos em acidentes de trânsito é a adoção de um programa de fiscalização eletrônica. O Brasil é um dos primeiros países a utilizar a fiscalização eletrônica de velocidade através de equipamentos fixos, com a instalação das primeiras Lombadas Eletrônicas em 1992, e tem hoje um dos mais exitosos programas de monitoramento de trânsito. Dados do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte mostram que a implantação da


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Brasil é um dos primeiros países a utilizar a fiscalização eletrônica de velocidade através de equipamentos fixos, com a instalação das primeiras Lombadas Eletrônicas em 1992, e tem hoje um dos mais exitosos programas de monitoramento de trânsito.

fiscalização eletrônica em pontos críticos das rodovias federais e em trechos de vias urbanas contribuiu para a redução de aproximadamente 70% dos acidentes de trânsito. Por isto o Brasil foi citado como referencia mundial em fiscalização eletrônica no livro “Reduzindo Acidentes”, editado pelo BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento no ano 2001. O uso de equipamentos ostensivos, como as Lombadas Eletrônicas, foi decisivo para obter tais resultados, diferenciando o Brasil dos demais países. Pesquisas realizadas pelo BID, no ano 2001, mostram que em pontos onde estavam instalados os equipamentos, o número de Foto: Thayssa Miranda

acidentes diminui cerca de 30% e o número de mortes, aproximadamente 60%. Em pontos muito críticos, com grande incidência de acidentes de trânsito, o número de mortos passou a quase zero depois da instalação dos equipamentos de controle de velocidade. Esse é o principal êxito do sistema: contribui para melhorar a gestão do trânsito e age como um aliado para as ações de segurança pública. Uma pesquisa de opinião pública realizada em 2002, encomendada pela ABRAMCET - Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito, realizada em oito capitais brasileiras, revelou que 84% dos entrevistados aprovam o sistema monitoramento eletrônico de trânsito implantado no Brasil. Além disso, a pesquisa demonstrou que 46% dos entrevistados acreditam que, depois da instalação dos radares eletrônicos, o número de acidentes reduziu, uns 30% que a situação se manteve, 13% que o número de acidentes aumentou e 11% não opinaram ou não souberam responder. A margem de erro estimado é de ± 2,7 pontos percentuais.

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Estudos do Ibmec-Rio Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, realizado nas rodovias federais do Brasil, comprova que a instalação de redutores eletrônicos de velocidade contribui para a redução do número de acidentes e mortes. Segundo o estudo, somente no ano de 2004, a instalação de Lombadas Eletrônicas evitou 1.061 mortes e 12.370 acidentes nas rodovias federais brasileiras. Ou seja, os equipamentos evitam cerca de três mortes e 34 acidentes por ano. Outra vantagem considerável do uso dos equipamentos para controle de trânsito é a redução de custos. Pesquisa divulgada em 2006 pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em parceria com o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito e ANTP – Associação Nacional de Transporte Público, mostra que cada acidente com morte nas rodovias federais custa aos cofres públicos R$ 418 mil quando há vítima fatal, e R$ 86 mil quando há feridos. Um estudo, feito em 2003 pelo mesmo instituto, revela que, nas aglomerações urbanas o custo é menor: R$ 144 mil para acidentes com vítima fatal e R$ 17 mil quando há feridos. Com os resultados apresentados acima, sabemos que é vital o uso de todos os dispositivos disponíveis para promover a segurança viária e reduzir o índice de acidentes - um compromisso assumido por todo o mundo através da Década de Ações para a Segurança Viária. No documento “Gestão da velocidade: um manual de segurança viária para gestores e profissionais da área”, publicado mundialmente pela Organização Mundial da Saúde, em 2008, é recomendado o uso de dispositivos eletrônicos para 13

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aumentar a segurança viária: Uma estratégia altamente eficiente para a gestão da velocidade envolve operações conjuntas com radares de velocidade fixos e móveis (instalados em veículos). Embora sejam, em geral, facilmente detectados e logo identificados pelos condutores, os radares fixos são uma mensagem consistente de que os excessos de velocidade não serão tolerados e de que existe uma fiscalização no local. Como estratégia complementar, o uso de radares ocultos móveis, especialmente em áreas urbanas, provou ser muito eficiente em transmitir aos condutores a mensagem de que o excesso de velocidade é ilegal e não será tolerado qualquer que seja o local ou a hora. Uma combinação dos dois revelou-se muito eficiente na redução da velocidade média de circulação em trechos principais da malha viária – e, em alguns casos, na redução dos limites de velocidade existentes. Radares fixos constituem outra medida útil para lidar com os riscos de colisões ligadas à velocidade num determinado local da rede viária. Eles podem servir para tratar um ponto crítico, com efeitos mensuráveis sobre as colisões nos locais onde são colocados. Mas há poucas evidências de que têm um impacto na redução das colisões no restante da rede, exceto para o pequeno efeito de “halo” que se estende por alguns poucos quilômetros além do local do radar. O mesmo documento reforça a importância da fiscalização para que aconteça uma mudança comportamento dos condutores. Pesquisas e estudos sobre avaliações apresentam resultados variados quanto às ligações entre uma educação ampla do público e os riscos associados aos excessos de velocidade, e quanto às mudanças subsequentes no comportamento dos condutores. A conclusão geral é que campanhas de segurança no trânsito, amplamente divulgadas na mídia, podem mudar conhecimentos e atitudes do público, mas não existem evidências de que elas mudam o comportamento sem o monitoramento e a fiscalização do trânsito.


O uso do equipamento indica claramente que a velocidade deve ser reduzida.

Em abril de 2009 o Engenheiro civil e Mestre em Infraestrutura de transportes, Sr. Creso de Franco Peixoto, publicou um artigo afirmando que para reduzir a velocidade ou conter seu excesso, tem a Lombada Eletrônica, uma solução eficaz e com grande aceitação pública. Sua estrutura é visível a longa distância, tem um display onde se pode ver a velocidade em que passou, uma luz amarela intermitente e um conjunto de sinais sonoros e luminosos que informa aos condutores e pedestres a condição de trânsito do veículo, essas características fazem da Lombada Eletrônica um equipamento diferente dos demais radares. Para os que não compreendem ou não querem compreender porque é necessário respeitar a velocidade máxima, o uso do equipamento indica claramente que a velocidade deve ser reduzida. Para outros, a presença do equipamento representa um local mais propenso a acidentes ou atropelamentos e por isso é importante reduzir a velocidade de forma eficaz. O equipamento tem ampla e exitosa aplicação em proximidades com escolas e locais com intenso fluxo de pedestres.

Limite de velocidade O limite máximo de velocidade nas vias brasileiras foi estabelecido em 28 de janeiro de 1941, quando foi promulgado o primeiro Código Nacional de Trânsito. Para os veículos de passeio, os limites eram: 40 km/h na zona urbana, 60 km/h nas grandes avenidas e 80 km/h nas estradas de rodagem. Velocidades superiores só eram permitidas em estradas especiais, a critério da autoridade competente. Fonte: O guia dos curiosos Pesquisas e estudos sobre avaliações apresentam resultados variados quanto às ligações entre uma educação ampla do público e os riscos associados aos excessos de velocidade, e quanto às mudanças subsequentes no comportamento dos condutores. A conclusão geral é que campanhas de segurança no trânsito, amplamente divulgadas na mídia, podem mudar conhecimentos e atitudes do público, mas não existem evidências de que elas mudam o comportamento sem o monitoramento e a fiscalização do trânsito. Fotos: Felipe Albuquerque

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É você quem dirige a sua vida

Revista VRUM  

Revista fictícia desenvolvida para a disciplina de diagramação do curso de design gráfico.

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