Page 4

Já ouviu falar em visagismo? A técnica é cada vez mais procurada nos salões brasileiros, e busca a expressão da personalidade e características pessoais através da beleza Por Adriana Gonçalves Foto | Adriana Gonçalves e Sirlene Ribeiro

N

icole Kidman ficou irreconhecível quando interpretou o papel da escritora Virginia Wolf no filme As horas. A atriz fez questão de ficar o mais parecida possível com a personagem, e usou até uma prótese de nariz para assemelhar-se mais. A atriz Beth Goulart, que está interpretando a escritora Clarice Lispector na peça Simplesmente eu, Clarice Lispector, passou por um trabalho de visagismo, para recriar a imagem da escritora em seu rosto e cabelo, acentuando a semelhança já existente entre as duas. A esse trabalho de criar uma imagem utilizando diversas técnicas de beleza, dá-se o nome de visagismo, derivado da palavra “visage”, que significa rosto em francês. A técnica é ótima para ajudar na construção de personagens para o cinema e teatro, mas é muito utilizada na vida real, para realçar a beleza de homens e mulheres, revelando melhor sua personalidade. O artista plástico, escritor e apresentador de TV Philip Hallawell, que ministra cursos sobre visagismo no Brasil e já escreveu quatro livros sobre o tema, descreve essa técnica como uma arte. “A arte de descobrir o que o cliente deseja expressar através da sua imagem e, consequentemente, a arte de transformar essa intenção numa imagem com harmonia e estética”. Ele explica que essa técnica tem como objetivo captar informações sobre o rosto da pessoa e a imagem que ela expressa, analisando também a personalidade. O conceito, cada vez mais difundido no Brasil, é tema de cursos, workshops, e agora de cursos uni-

4|

versitários em renomadas escolas. Salões e clínicas de estética já oferecem esse serviço, como é o caso do Salão Bijin e do Salão Cat’s Hair, em São Paulo.

Revista Única  

Revista produzida para a disciplina Produção de Revista do 6º semestre de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi.

Advertisement