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O espaço multimídia oferece acesso à Internet às pessoas que não têm condições de pagar pelo serviço.

Muito embora esse fator influencie, o acesso à leitura deve ser sempre fornecido e incentivado pelo Estado. Até julho do ano passado foram registradas 5.186 bibliotecas públicas em todo o país, segundo o SNBP (Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas). Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura, o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) neste ano mostrou que em 420 cidades brasileiras ainda não há bibliotecas municipais, ou seja, 7,54% dos 5.565 municípios do país. A pesquisa ainda indicou que nessas instituições há uma média de 296 empréstimos por mês e uma freqüência média de usuários de 1,9 vez por semana. Em 91% delas não há serviços a deficientes visuais, e 94% delas não possuem serviços para portadores de necessidades especiais. Nesse sentido, a Biblioteca de São Paulo é um primeiro passo para uma melhora nas bibliotecas de todo o país, servindo de modelo para as outras. “Lá seria uma biblioteca padrão. Vamos ver se vai continuar, porque o custo... seria muito legal se fosse pra todos”, afirma Denise. O Governo do Estado prevê o investimento

de R$ 1 milhão por ano na compra de novos livros para o acervo. Além disso, tamanho investimento com ênfase na leitura pode trazer como conseqüência um impacto positivo na sociedade, de caráter transformador dos indivíduos, como explica Costa Pinto: “A literatura é o conhecimento pela imaginação, como disse o escritor mexicano Carlos Fuentes, e ela cria um distanciamento da realidade, formando nas pessoas um sentido crítico, de que as coisas são, mas elas poderiam ser de outra maneira”. Para ele, não é a leitura que transforma a sociedade, mas ela é um instrumento que transforma os leitores em transformadores.

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Revista Única  

Revista produzida para a disciplina Produção de Revista do 6º semestre de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi.