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Leitura para transformar A recém inaugurada Biblioteca de São Paulo pretende inovar para atrair leitores e facilitar o acesso aos livros Reportagem e fotos | Adriana Gonçalves e Sirlene Ribeiro

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ualquer um desconfiaria ao ouvir que o terreno onde era o Carandiru, palco de sangrentas rebeliões, abriga hoje a moderna Biblioteca de São Paulo, inaugurada em 8 de março deste ano. Em meio a um gramado verde, a silenciosa e imponente construção revela paz onde um dia houve sofrimento. O silêncio permeia todos os cantos em volta do prédio. Lá longe mal se ouve o barulho dos carros na Avenida Cruzeiro do Sul, e até quase se pode ouvir os pássaros cantando no Parque da Juventude. Lá dentro já é bem diferente. Alegre e colorida, a biblioteca atrai pessoas de todas as regiões, inclusive de fora da cidade. Os espaços multimídia trazem o acesso à internet - que por enquanto é irrestrito - àqueles

que nunca tinham visto um computador antes, e a disposição dos livros, com as capas viradas para frente, atrai os olhares curiosos. Toda essa tecnologia, um investimento de R$ 12,5 milhões, pretende atrair as pessoas para a leitura, como explicou o Gerente de Cultura da biblioteca, Mario Silva: “A biblioteca é voltada para a leitura, para o incentivo da leitura, não para a pesquisa”. O moderno espaço para deficientes visuais é um exemplo disso, com livros em braile, e um novo equipamento que lê o livro em voz alta e já ao mesmo tempo grava o áudio em CD para ser levado para casa. A bibliotecária Denise de Queirós, 51, que há 19 anos trabalha na Biblioteca Pública Mário Schenberg, aprovou o investimento. “Quando abre o livro e não é aquela voz ruim, é uma A fachada da biblioteca combina modernidade e praticidade

Revista Única  

Revista produzida para a disciplina Produção de Revista do 6º semestre de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi.

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