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V. – Sabemos que no contexto distrital existem outras cidades com atractividades próprias, mas, tendo em consideração a responsabilidade territorial da ADRACES a sul da Gardunha, especificamente em relação às zonas rurais da Beira Interior Sul, que mais poderá ou não fazer Castelo Branco pela coesão social e económica deste espaço territorial de identidade cultural tão singular no panorama dos hábitos e costumes nacionais? J.M. – O Concelho de Castelo Branco é hoje o Concelho mais populoso, com maior desenvolvimento económico e social e mais massa crítica, dos quatro Concelhos que compõem a Beira Interior Sul. O Concelho de Castelo Branco, ao criar cada vez mais riqueza, cada vez mais emprego, ao ter uma estratégia de criar cada vez mais emprego, está a influenciar a diminuição do desemprego nos outros Concelhos, permitindo que as pessoas venham trabalhar para Castelo Branco e continuem a residir nos seus Concelhos de origem. Aqui

a estratégia é a de fortalecer cada vez mais a Cidade de Castelo Branco, que é a grande fornecedora de trabalho desta Região. É aqui que se criam cada vez mais postos de trabalho, é aqui que os empresários investem cada vez mais. Os empresários investem lá onde as acessibilidades, as infra-estruturas, o acesso aos serviços essenciais e a disponibilidade de mão-de-obra qualificada existem (por isso é que o Politécnico é tão importante). É isto que acontece com todas as capitais regionais do tipo de Castelo Branco. Castelo Branco, ao conseguir criar uma imagem positiva, induz essa mesma imagem aos Concelhos vizinhos. V. – Senhor Presidente, face aos números do último censo, podemos concluir que oferta de emprego de Castelo Branco ainda não é suficiente para travar o despovoamento dos Concelhos eminentemente rurais da BIS? J.M. – Estou convencido que a realidade actual é bem diferente e muito mais equilibrada. Apesar disso, convém sublinhar que não

é nosso propósito transformar os outros Concelhos em Comunidades “dormitórios” assegurando-lhes total oferta de emprego! Em primeiro lugar, trabalhamos para C. Branco que é a nossa primeira e directa responsabilidade, mas, sempre defendi e defendo, que cada Município deve identificar e desenvolver capacidades para definir e executar a sua própria estratégia. Como bem devem saber, as mais recentes correntes de opinião a nível europeu reivindicam, para as novas políticas de Desenvolvimento Rural, o princípio de que a coesão social das regiões da Europa deve começar ao nível das NUTS III. Também partilho dessa premissa, por isso entendo que nesta NUT III, que é a Beira Interior Sul, muito teremos de fazer, uns e outros, também a ADRACES, mas principalmente as autarquias e as diferentes instituições públicas e privadas, para colmatar os défices de articulação e planificação concertada ainda existentes, apesar do enorme caminho percorrido nesse sentido. •



Tem a palavra

CMCB

Viver 2 - A Juventude da BIS  

Encarar os jovens como sérias esperanças para evitar o despovoamento absoluto e a subsequente desertificação da Beira Interior Sul foi o des...

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