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Teorias e práticas de desenvolvimento local

ANA ALVIM

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ta dos poderes instituídos, nunca puderam realmente escolher a sua maneira de viver, sempre tiveram que obedecer a modelos impostos pelos diferentes centros supostamente garantes da coesão dos diferentes locais “de baixo”. É minha convicção, aberta a toda a confrontação e evolução democrática, que somente as relações sociais trabalhadas, construídas, controladas e consolidadas pela coesão social permitida pela existência de organizações democráticas de nível comunitário, articuladas e solidariamente complementares de escala em escala, mas sempre sob controlo do nível inferior, constituem a “GRANDE ESTRADA” que nos pode levar ao renascer da esperança da Humanidade num futuro mais justo, mais equitativo e, coisa fundamental, em LIBERDADE. Serão as relações de proximidade e o trabalho prático sobre o terreno de cada Comunidade, para criar a sua coesão e definir as áreas e níveis de cooperação com as outras Comunidades, que permitirão o exercício da pedagogia indispensável à evolução das consciências para a compreensão da necessidade da implantação duma economia socialmente solidária. Hoje, bater-se pelas práticas democráticas de Desenvolvimento Local (territorializado, integrado e sustentável) significa bater-se por:

– Uma economia socialmente solidária; – Todas as medidas favoráveis à auto-organização das pessoas nos seus territórios de pertença e ou de vida. Os denominados “pactos locais” de verdadeira origem local (à francesa), parcerias de grande representatividade local; planos locais de acção concebidos e realizados sob co-responsabilização dos reais destinatários (planeamento participado à brasileira), etc., são pistas de práticas a aperfeiçoar e generalizar para que seja possível ir invertendo as relações entre os “centros” e as “periferias”. Em todas as novas frentes de luta social e política; pela economia socialmente solidária como pela conservação da natureza e do ambiente; na luta contra a pobreza como nos combates contra as desigualdades e exclusões; contra os terrorismos e violências de toda a ordem como contra todas as injustiças sociais e crimes contra a Humanidade; na luta pela PAZ como na defesa da LIBERDADE... Em tudo isto, a importância da reafirmação do exercício da cidadania, que as relações de nível local propiciam e potencializam, é uma questão decisiva para a evolução das Sociedades Humanas, em Paz e Liberdade. • Assunção Pedrosa

Viver 2 - A Juventude da BIS  

Encarar os jovens como sérias esperanças para evitar o despovoamento absoluto e a subsequente desertificação da Beira Interior Sul foi o des...

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