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Os emigrantes brasileiros de Maringá E a polémica promoção mediática da iniciativa

Maringá Maringá, cidade do Noroeste do Estado de Paraná, povoação fundada a 10 de Maio de 1947, elevada a Município em 1951 e a Comarca em 1954, é hoje uma Cidade com 319 mil habitantes (Censo de 2005), sede metropolitana de uma vasta região, metrópole moderna de concepção urbanística planificada com largas avenidas e densa arborização (40 metros quadrados de área verde por habitante!). O desbravamento das matas subtropicais para dar lugar à futura cidade iniciou-se nos finais dos anos 30 com a vinda de colonos Paulistas e Nordestinos, que foram, mais tarde, secundados por fortes contingentes de emigrantes japoneses, portugueses, árabes, alemães e italianos. Maringá está geminada desde 1982 com a Cidade de Leiria, graças à influência de um grupo de emigrantes/empresários portugueses que para ali se fixaram. Essa geminação teve inícios auspiciosos, mas veio a ser interrompida por um largo período por questões relacionadas com a política local de Maringá, sendo reatada com grande dinamismo em 2005, ano em que uma extensa delegação visitou o nosso País, em particular o Distrito de Leiria. Leiria – Maringá – Vila de Rei, eis um triângulo de contactos e afinidades políticas e económicas, que talvez possa explicar o porquê de Maringá e não de uma outra qualquer terra do Brasil.

Inovadores e pioneiros

O “escândalo” da vinda das 4 famílias de Maringá

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Diz D. Irene: – “Não deixa de ser curioso. Estou casada há 44 anos e, por isso, devo estar fora de moda, porque realmente agora o que é moderno é o divórcio e as separações. Com esta questão passa-se o mesmo: o que é normal é a clandestinidade; aparecer um projecto de legalização e correcto, é a excepção!” – “Há males que vêm por bem. Sabe, toda essa polé-

mica foi muito positiva para a promoção da minha estratégia... mesmo muito positiva, colocou Vila de Rei no mapa.” – “Depois daquele programa na televisão, surgiu uma chuva de pedidos de informação e de contactos para investimento e trabalho, que nunca poderia ter conseguido de outra forma.” – “Quero pessoas em Vila de Rei, mas só as quero nas mesmas condições em que estas vieram, devidamente seleccionadas e devidamente legalizadas, de contrário não.” – “Não basta encontrar pessoas dispostas a vir para Vila de Rei. A nossa estratégia exige certos perfis morais, de formação e de disponibilidade, que só se conseguem quando há possibilidade de selecção.”

O grupo “pioneiro” e as suas razões: São quatro famílias: Pedro Luís Ramos Oliveira tem 51 anos e é natural de Maringá, Brasil. É formado em Linguística e Literatura Brasileira, mas trabalhava na área da publicidade e da propaganda, numa agência de sondagens própria, na cidade brasileira. Actualmente, está a trabalhar na área da restauração na Albergaria D. Dinis em Vila de Rei. Pretende criar uma empresa de assessoria publicitária no concelho vilarregense. Pedro é casado com Adélia Oliveira, de 28 anos, que tinha um salão de beleza no Brasil, do qual “retirava bons ganhos”. Adélia pretende montar o seu próprio salão de beleza em Vila de Rei, mas, entretanto, está empregada no sector de hotelaria da mesma Albergaria. O casal tem dois filhos: Lauren Louise de 7 anos e Luís Vinicius com 3. Marcelo Duarte é um jovem natural de Maringá, mas que, curiosamente, tem familiares em Proençaa-Nova. Trabalha como Técnico de Informática numa empresa da Sertã. É casado com Letícia, também natural de Maringá, e que tem o curso de Psicologia.

Viver 2 - A Juventude da BIS  

Encarar os jovens como sérias esperanças para evitar o despovoamento absoluto e a subsequente desertificação da Beira Interior Sul foi o des...

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