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Revista

ADEPARĂ  

              

  

em Ação


Expediente REALIZAÇÃO: Ascom Adepará DIRETOR GERAL: Mário Moreira DIRETOR OPERACIONAL: Sálvio Freire DIRETOR ADMINISTRATIVO: Adenair de Sá DIRETOR TÉCNICO: Ivaldo Santana GERENTE DE COMUNICAÇÃO: Christina Hayne ASSESSORIA: Evenildo Leal (Alemão) REDAÇÃO: Christina Hayne Andréa Ferreira PROJETO GRÁFICO: Neth Vilhena ESTAGIÁRIOS DE COMUNICAÇÃO: Renan Castro Raphael Puga MÍDIAS SOCIAIS: Raimundo Simão ARQUIVO FOTOGRÁFICO: Ascom Adepará Neth Vilhena Dinho Santos Renan Castro SITE: www.adepara.pa.gov.br MÍDIAS SOCIAIS: @adepara_pa @mariomoreirapa Facebook: Adepará Belém Blog: www.adeparabelem.blogspot.com Email: ascomadepara@gmail.com Contatos: 91 - 3210.1106 91 - 8895.3904


Índice

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BRUCELOSE E TUBERCULOSE

03 05 06 09 29 18

FONESA

HILDEGARDO NUNES SIDNEY ROSA MOSCA DA CARAMBOLA FEBRE AFTOSA

EDUCAÇÃO SANITÁRIA

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL


E

ste ano, a Adepará alcançou a marca de dez anos de existência. Parabéns a todos que participaram desse processo de consolidação e fortalecimento da defesa agropecuária no Estado do Pará. O ano de 2012 foi sem dúvida de grandes avanços para a defesa agropecuária no Pará. Estamos construindo uma defesa forte para contribuirmos, cada vez mais, com a qualidade dos nossos alimentos e com a economia de nosso Estado e do Brasil. Investimentos, parcerias, melhorias quanto à logística, valorização dos servidores, interação dos agentes do setor produtivo, implementação de políticas públicas, vontade política e cooperação técnica, são alguns dos fatores que estão contribuindo para que o trabalho realizado pela defesa no Pará reflita positivamente na sociedade, mercado e na economia local, regional, nacional e internacional. Sem dúvida hoje a Adepará é referência nacional entre as agências de defesa. Nos últimos dois anos, foi possível, através de um planejamento eficaz da equipe de trabalho, apresentar e garantir a liberação de recursos financeiro junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para atender projetos de grande importância no Estado, entre os quais, a modernização do sistema de informática; reforma e aquisição de centenas de veículos e barcos; aquisição de mobiliário; oferta de cursos técnicos em diferentes áreas. Consolidamos o Sistema de Integração Agropecuária (Siapec) para controle e acompanhamento eletrônico da emissão de guias de trânsito animal e vegetal e estamos com todas as ferramentas para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) via “web”, que será um novo marco na política de atender bem, de forma rápida e segura ao produtor rural. Estamos, aos poucos, melhorando o ambiente de trabalho e a logística necessária para promover uma execução funcional de qualidade. Depois de várias tentativas, sem sucesso, em transferir a sede da Adepará para um prédio amplo e seguro, no ano de 2012 foi possível realizar esse sonho e a sede agora funciona na Avenida Pedro Miranda, em Belém. Estamos prestes a realizar outro sonho antigo, que é ter um estado totalmente livre da febre aftosa com vacinação. De acordo com nossas extensas reuniões no Mapa, em Brasília, deverá ocorrer no início de 2013. Outro resultado positivo foi a erradicação do foco da mosca da carambola cujo êxito confirmou-se mediante Portaria assinada pelo Ministério da Agricultura. No campo das relações institucionais conseguimos avançar muito e atualmente temos significativos e importantes parceiros que muito têm apoiado o nosso fazer em prol da modernização, certificação, cooperação técnica e eficácia na defesa e inspeção agropecuária. Quanto a inspeção de produtos artesanais, Adepará e Sagri, com total apoio do Governador Simão Jatene, garantimos a aprovação e a regulamentação da Lei Estadual de Inspeção e Certificação de Produtos Artesanais. Essa ferramenta é um marco significativo para promover o aumento da produtividade; a oferta de alimentos certificados para o mercado e uma melhor remuneração para o pequeno agricultor.

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As viagens ao exterior, como EUA, França e Alemanha produziram frutos e parcerias significativas para o nosso aperfeiçoamento e troca de informações. Estamos nos adequando às exigências do mercado internacional e ao mesmo tempo, prospectando parcerias de alto valor para o nosso estado e para o Brasil. No campo da educação sanitária, implantamos o projeto “Adepará na Escola” que busca conscientizar nossos jovens a respeito da importância da defesa agropecuária em torno das pragas, doenças e as respectivas prevenções. Implantamos ainda o projeto “Adepará próximo ao produtor” que consiste em estar participando ativamente nas feiras agropecuárias aproveitando as oportunidades para melhor interagir com o segmento dos produtores. O ano de 2012 foi ativo quanto às ações voltadas para a valorização do servidor da Adepará. Foi elaborado e encaminhado para a Secretaria de Estado de Administração (Sead), o PCCR (Plano de Cargos e Carreira e Remuneração), a fim de aprová-lo em 2013. A iniciativa tem o objetivo de estimular e valorizar o corpo de servidores da Adepará. Ainda, ao longo do ano, foram executados vários treinamentos em diversos municípios que contribuíram para a qualificação do profissional de campo da defesa agropecuária no Estado. Destaque também para o êxito alcançado junto ao Fórum Nacional de Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa). Conseguimos garantir a coordenação do Fonesa na região Norte, inclusive, já realizamos ações importantes a exemplo dos encontros estaduais, que aconteceu em Manaus e Belém, cujos eventos foram coroados de sucesso e avanços para nossas atividades e relacionamento com o Ministério da Agricultura. Na ocasião do Fonesa, ficou definido a realização do Congresso Nacional de Defesa Agropecuária em Belém, de 2013, evento que sem dúvida colocará o Norte em posição de destaque. A nossa meta está estimada em reunir cerca de 2 mil pessoas entre representantes do setor produtivo, pesquisadores, técnicos, estudantes, imprensa e autoridades. Enfim, chegamos ao fim do ano, depois de muito trabalho e empenho de toda equipe da Adepará. Só resta agradecer a todos pelo esforço, disponibilidade, compromisso, eficiência e espírito de união com que exerceram suas funções. Na certeza de termos grandes projeções para 2013, desejo a todos os parceiros um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações e bons resultados. Para finalizar, não podemos deixar de agradecer os nossos parceiros de toda hora no Estado: Governador do Estado, Simão Jatene, SEDIP, SEPAC, SEMA, SEDUC, SEGUP, Iterpa, Emater, Sagri, Prodepa, Federação de Agricultura do Estado do Pará (Faepa), UFPa, Ufra, Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária (Embrapa), Laboratório Nacional de Análises Agropecuárias (Lanagro), Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac), Fundo de Desenvolvimento da Agricultura do Estado (Fundepec), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Conselho Regional de Arquitetura, Engenharia e Agronomia (CREA), Associação Brasileira de Exportadores de Gado (ABEG), Municípios Verdes, Superintendência Federal de Agricultura (SFA/PA), Ministério Público do Estado do Pará (MPE/PA), Ministério Público Federal (MPF), Imazon, União Nacional dos Exportadores de Carne (Uniec ), Associação dos Agrônomos, sindicatos trabalhadores rurais, escolas agrícolas, Sebrae, Fiepa, Fórum Nacional de Executores de Sanidade Animal (Fonesa), Pará Rural, imprensa em geral, entre outros tantos que muito tem contribuído com o nosso trabalho através de apoios, parcerias e incentivos variados.

Um feliz 2013 a todos.

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Pará sediou encontro do Fórum de Defesa Agropecuária Nacional Por Christina Hayne

Belém do Pará sediou a reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), em novembro, 08, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Na ocasião foram debatidas as principais ações da defesa agropecuária no Brasil e do Pará. Segundo Mário Moreira, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o resultado da reunião do Fonesa foi a proposição instruções normativas que serão encaminhadas ao Ministério da Agricultura para normatizar o trabalho da defesa agrícola a nível nacional. Entre os presentes, representantes do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o diretor de Saúde Animal, Guilherme Marques, diretor de Departamento de Sanidade Vegetal, Cosán Coutinho e o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Ênio Marques. Representando o setor produtivo do Pará, estiveram no evento o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Mário Moreira e o secretário de Estado da Agricultura em exercício, Eliana Zacca.

Reunião dos executores da defesa agropecuária

Compuseram ainda à mesa de abertura dos trabalhos do Fonesa, o promotor de Justiça, Marco Aurélio, que representou a Procuradoria Geral da Justiça; o Superintendente Federal de Agricultura, Andrei Gustavo Viana; a deputada estadual Josefina do Carmo, representante da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa); o presidente do Fórum Nacional de Sanidade de Defesa Agropecuária (Fonesa), Antenor Nogueira e o presidente da Faepa, Sr. Carlos Xavier. Os assuntos abordados pelos representantes do Mapa, gestores e técnicos do setor produtivo do governo estadual e representantes do Fórum Nacional de Sanidade Agropecuária foram o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária; o Sistema Nacional de Notificação de Pragas; a legislação vigente do Ministério da Agricultura referente ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose e sua vinculação da Guia de Trânsito Animal (GTA).


Mário Moreira preside a mesa do FONESA em Belém

Também esteve em foco na programação do evento, temáticas como o abate clandestino; o serviço de apoio às barreiras; a necessidade de uma legislação que contemple a agricultura familiar de pequeno porte; a situação da seca nos estados do nordeste e o posicionamento dos estados para a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa e ainda encaminhamentos para organização da Conferência Nacional de Defesa Agropecuária em 2013. Moreira aproveitou a oportunidade para anunciar que em 2013 o Pará sediará o principal evento do setor, o Congresso Nacional de Defesa. Na ocasião, o Pará foi decretado como área com foco erradicado da Mosca da Carambola. “Um ganho, uma luta de mais de dez anos”, ressaltou Mário Moreira, da Adepará. Os representantes do Mapa, Guilherme Marques e Cosán Coutinho, assinaram Portaria do Ministério, fato que oficializou a declaração.

Enio Marques, Sec. de Defesa Nacional e Mário Moreira coordenador do FONESA Norte

Um dos pontos fortes do evento foi a apresentação do site oficial do Fonesa Nacional, que integrará as regiões com informações estaduais a respeito da defesa agropecuária. Cada Agência de Defesa terá seu espaço garantido sendo que fica a cargo do coordenador do Fonesa Norte, que também é responsável pela comunicação do Fórum, Mário Moreira. Além do site www.fonesa.org, Carlos Rodrigues, gerente de Tecnologia da Informação do Fonesa, apresentou as novas carteiras de identificação dos integrantes e colaboradores, que contém todas as informações necessárias a respeito de seu portador. A novidade, é que a ferramenta informa através do código QR Cold, um código de barras com leitura em 3D que armazena informações e identifica a localização do portador da carteira.


HILDEGARDO NUNES Secretário de Estado de Agricultura Por Christina Hayne

com atenção as demandas; garantir a certificação e o controle de qualidade; se atualizar diante do mundo globalizado e atentar para as novas experiências.

1) Secretário qual a importância da Adepará para a economia, local, regional e nacional? Não é possível pensar em uma agropecuária forte, sem uma Agência de Defesa forte. A Adepará é um instrumento do Estado que acompanha, fiscaliza, orienta os produtores em busca de um alimento saudável, além de orientar a sociedade quanto ao trânsito animal e vegetal. A Adepará, sem dúvida, promove uma produção de qualidade e contribui com a economia de mercado. 2) A Agência de Defesa completou dez anos (2002/2012) e hoje é referência para o setor produtivo em função dos resultados e da credibilidade alcançados. ...? Há anos atrás também na gestão do atual governador do Pará, Simão Jatene, foi possível, por exemplo, iniciar o processo de inclusão do Estado no circuito nacional da febre aftosa, iniciar uma política voltada para a defesa agropecuária. Foi criada a Adepará e hoje a instituição é um orgulho para o setor produtivo paraense. É indissociável pensar em políticas agrícolas eficazes sem o apoio e envolvimento da Adepará. Por isso estamos no caminho certo. 3) A união e integração do setor produtivo são alternativas para o fortalecimento da agropecuária paraense e para o desenvolvimento do Pará? A união do setor produtivo é uma relação emblemática e sem dúvida concretiza o Pacto pelo Desenvolvimento do Pará. É o poder público e a sociedade, juntos, engajados em um processo que tem que ser coletivo. Atualmente não podemos atuar de forma segmentada. Agora a Adepará precisa, cada vez mais, se modernizar; observar

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4) O Governo do Estado vem trabalhando a cooperação técnica, a integração e a melhoria de estruturas e logísticas em prol do desenvolvimento econômico? Sem dúvida, esse é o processo. Cito como exemplo as recentes visitas e cooperações técnicas que foram firmadas com a Alemanha e França e com instituições de pesquisa e órgãos do setor produtivo ao longo de 2012. Além disso, estamos melhorando estruturas. Recentemente inauguramos o porto do Cará Cará, no município de Cachoeira do Arari. Esta é a nova porta de entrada que vai encurtar a distância entre Belém e o Marajó e reduzir custos com transporte. O Governo do Estado firmou um Protocolo de Intenções com o Imet, Embrapa, Ufra a fim de certificar o uso de boas práticas agrícolas na lavoura. Também por ocasião do evento em Cachoeira do Arari construímos um Termo de Referência específico contendo medidas que o produtor precisa adotar para garantir investimentos voltados para a cultura do arroz. 5) Investimentos e parcerias para 2013 no setor agrícola Os avanços podem ser notados. O relacionamento do setor produtivo, com órgãos que fazem a política, está contribuindo com a implantação de políticas públicas eficientes. Estamos ultrapassando dificuldades e obstáculos; garantindo investimento e parcerias necessárias em busca de recursos junto aos ministérios de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Integração, Desenvolvimento Agrário e Pesca. Dessa forma, continuaremos avançando em 2013. Em entrevista recente a revista Pará Rural, Hildegardo Nunes, secretário de Agricultura ressaltou: “Políticas de desenvolvimento para o meio rural são importantes e necessárias, já que o crescimento proveniente da agricultura é pelo menos duas vezes mais eficaz na redução da pobreza do que o crescimento do PIB gerado fora da agricultura, segundo estimativas realizadas em vários países, além de ser inquestionável o seu papel para a segurança alimentar da população. O setor agropecuário tem papel estratégico na consecução do objetivo maior da política de desenvolvimento do Governo do Estado, que é combater a pobreza e diminuir as desigualdades sociais e regionais”.


Secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção Por Andréa Ferreira

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Por Andréa Ferreira

A brucelose e tuberculose são zoonones, ou seja, são doenças que podem ser transmitidas de animais infectados para os seres humanos, um dos motivos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em criar o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) para evitar danos à saúde pública e perdas econômicas no segmento da pecuária, que gira em torno de 25 a 30 %, relativas à perda de peso (diminuição na produção de carne), mastites (diminuição na produção de leite), e infer-

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tilidade (diminuição na oferta de bezerros). “Se uma propriedade produtora de bezerros apresentar focos de brucelose, por exemplo, haverá enormes perdas econômicas, uma vez que, por ser uma doença de ordem reprodutiva, a vaca infectada produzirá bezerros que vão nascer fracos, e que geralmente morrem em seguida, ou até mesmo abortos durante o período da gestação, além das outras graves consequências”, informa a gerente do PNCEBT da Adepará, Susi Barros.


Teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT)

O controle da brucelose e tuberculose é feito tanto nos exames de diagnóstico que são realizados pelos médicos veterinários habilitados quanto pelos achados de necropsia sugestivos das doenças, que são detectados no matadouro pelo Serviço Oficial de Inspeção. De acordo com a Susi Barros, o médico veterinário oficial, ou seja, da Adepará ou Mapa, não pode fazer esses exames, pois se trata de uma competência da iniciativa privada assegurada por lei, somente médicos veterinários autônomos aprovados em curso específico para serem habilitados junto ao Mapa. Em 2013 vai acontecer um estudo coordenado pela a Adepará em que os médicos veterinários oficiais irão fazer exames de diagnóstico de brucelose e de tuberculose, com o intuito de saber a prevalência das doenças, ou seja, o número de animais infectados por meio da colheita de sangue para o estudo da brucelose e a turbeculinização para o estudo da tuberculose. Desta forma, órgãos competentes terão o retrato da ocorrência dessas doenças no Estado do Pará. Portanto, a Agência já tem uma meta de convênio com o Mapa. “Estamos adquirindo esse ano todo o material específico para a utilização no ano que vem no estudo coordenado pela a Adepará e a Universidade de São Paulo, em que os professores virão ao nosso Estado para realizar o treinamento dos médicos veterinários

oficiais quanto à metodologia que será adotada no estudo”. Médicos veterinários oficiais da Adepará participaram de curso em Castanhal, de métodos de diagnóstico de brucelose e tuberculose, já como preparação para atuação no inquérito a ser realizado em 2013. No Brasil inteiro a duas doenças estão na fase de controle, estando presentes em todas as regiões em maior ou menor grau, diferente da febre aftosa que está na fase de erradicação trabalhando com a prevenção para não voltar a acontecer. Quando detectados casos de brucelose e tuberculose, o proprietário tem 30 dias para providenciar a eliminação do animal, que pode ser através da destruição na propriedade com a presença do veterinário oficial da Agência ou ele deve encaminhar para o abate sanitário em um matadouro com o serviço de inspeção oficial, sendo que o mais correto é avisar imediatamente à Adepará e realizar o isolamento do animal, pois a doença pode contaminar os demais animais do rebanho ou mesmo os seres humanos. Sendo assim, o animal infectado receberá uma marcação a ferro de um ‘P’ (positivo) e na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) já deve constar a informação que aquele animal é positivo, acompanhada do laudo do exame realizado. Caso o proprietário não cumpra com suas obrigações, ele poderá ser autuado por não cumprimento da legislação. A gerência central da Adepará controla a distribuição dos antígenos, que são substâncias utilizadas para realização dos testes de triagem realizados por médicos veterinários habilitados, por laboratórios credenciados ou laboratórios oficiais credenciados. Além da central, 14 gerências regionais da Adepará comercializam os antígenos para os médicos habilitados. A lista de médicos autorizados você encontra no site oficial da Adepará: www.adepara.pa.gov.br Várias espécies de animais estão sujeitos à infecção, mas o PNCEBT trabalha principalmente com bovinos e bubalinos, por serem espécies que têm maior importância na epidemiologia das doenças e maior impacto econômico.

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Por Christina Hayne

Após mais de um ano de combate, técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) confirmam a erradicação do foco da Mosca da Carambola no Estado. A praga foi detectada no município de Almeirim, no ano de 2011. O não aparecimento da mosca da carambola ao longo de 378 dias consecutivos confirma o êxito do trabalho. Durante a cerimônia de abertura do Fórum Nacional de Sanidade Agropecuária (Fonesa) que aconteceu em Belém, em 08 de novembro de 2012, no auditório da Federação de Agricultura (Feapa), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu a erradicação do foco no Pará, cuja praga ataca mais de 30 espécies de fruteira. A entrada da praga em território paraense representa uma perda na ordem de R$ 150 milhões no setor da fruticultura brasileira, além do prejuízo econômico para o estado do Pará. Considera-se uma situação de risco a possibilidade da praga

se espalhar para as regiões nordeste, sul e sudeste, uma vez que, as referidas, são tidas como áreas de médio e baixo risco, respectivamente. Tal situação provocaria aumento nos custos de produção, impactos ambientais e queda nas exportações de frutos “in natura”. Atualmente os países europeus, o Japão e Estados Unidos estão entre os maiores compradores das frutas brasileiras. “A não erradicação do foco da mosca da carambola seria um prejuízo para o agronegócio brasileiro e para a economia frutífera no Pará. A presença da praga em questão gera significativo prejuízo econômico, causa a proibição da saída de frutas provenientes das localidades com focos e consequente proibição da venda das frutas brasileiras em outros países”, declarou Leonardo Magno, fiscal estadual agropecuário da Adepará.

Armadilha de captura da mosca

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Coleta de frutos


Considerada um dos vários tipos de mosca de frutas, a mosca da carambola ataca mais de 30 frutíferas. Embora tenha preferência pela carambola, também se confirma como hospedeiro preferencial a manga, laranja, goiaba e o jambo. Entre os hospedeiros secundários estão o caju, graviola, biribá, abiu, tangerina, laranja, pitanga vermelha, jambo rosa, jambo branco, taperebá e entre outros o tomate e a fruta-pão. O histórico de entrada da praga originária da Malásia no Brasil tem referência a linha de fronteira da Amazônia. Na Guiana os focos existem desde a década de 70. O Amapá, estado brasileiro que faz fronteira com a Guiana confirmou o foco da praga no ano de 1996 no município de Oiapoque. No Pará, entretanto, apenas no ano de 2007 confirmou-se o primeiro foco da mosca da carambola no distrito de Monte Dourado, localizado no município de Almeirim, que tem fronteira direta com o Amapá. Leonardo Magno, explicou que ao identificar a presença da praga o combate deve ser imediato, pois o mercado recusa-se a comercializar frutas atingidas pela mosca de frutas, o que afeta a exportação da fruticultura no Brasil. Para reverter a situação, Leonardo ressaltou que é preciso agilidade quanto a instalação de armadilhas apropriadas, do tipo “Jackson e Mc Phail” . “No Pará, além dos 809 pontos estratégicos de monitoramento com armadilhas Jackson e 251 pontos de monitoramento com armadilhas McPhail, as medidas de combate contam ainda com sucessivas pulverizações de isca tóxica, coleta de frutos e técnicas de aniquilamento de machos”, declarou o técnico da Adepará. O tempo de vida da mosca da carambola, que passa pelo ciclo que se inicia no ovo, larva, pupa e fase adulta, é de 126 dias e o inseto possui capacidade de vôo de cerca de 5km ao longo da vida. A partir dessas peculiaridades os métodos utilizados para captura e erradicação do foco tornam-se eficientes. Pelo fato do Pará estar localizado em área de alto risco de incidência da mosca da carambola, o monitoramento não pode ser interrompido. Hoje, a defesa estadual atua através de 10 gerências regionais e monitora 48 municípios paraenses e 3 distritos considerados de risco potencial devido ao trânsito fluvial intenso do Amapá; faz leituras quinzenais das armadilhas dispostas em áreas urbanas e rurais e garante atenção especial nas regiões de maior produção frutífera, a exemplo de Capitão Poço, Tomé Açú e Baixo Amazonas, além dos municípios de Almeirim e Belém. O monitoramento inclui ainda fiscalização constante nos portos e aeroportos na tentativa de inibir o trânsito de frutos entre localidades, município e entre estados. A educação sanitária também está entre as ferramentas utilizadas pela Adepará no combate à mosca da carambola. A fiscal agropecuária Gabriela Cunha ressaltou a importância da ferramenta, uma vez que a educação sanitária promove uma mudança de comportamento e de atitude das pessoas, pois esclarece a população sobre os aspectos legais, trânsito de frutos, danos econômicos e os problemas sociais gerados pela mosca da carambola.

Segundo fiscal estadual agropecuário do município de Almerim, Marcos Moura, o monitoramento está ligado ao movimento do homem, por isso a importância de estar atento aos centros urbanos além da zona rural. “Nós vencemos uma batalha ao erradicar o foco da mosca da carambola no Pará, mas precisamos estar em atenção permanente”, finalizou o técnico que esteve envolvido com o trabalho de combate ao foco da mosca da carambola. Para o gerente de Programa de Pragas de Importância Quarentenária da Adepará, Carlos Alexandre Mendes, a ação fundamental para o sucesso dessa erradicação foi a implantação imediata do plano de emergência após a detecção do foco. “A agilidade em torno da solução do problema mostra a seriedade do trabalho executado por esta Agência”, declarou o fiscal estadual da Adepará.


PARCERIA ENTRE ADEPARÁ E UFRA QUALIFICA PROFISSIONAIS Por Andréa Ferreira

Estudantes do curso de medicina veterinária

O Estado do Pará vem crescendo gradativamente no setor agropecuário, principalmente a pecuária que tem aproximadamente 20 milhões de cabeças de gado registrados, se tornando o 5º maior rebanho do Brasil. Desta forma, o mercado exige cada vez mais de profissionais bem qualificados. A região paraense tem consumido essa mão de obra através das ações da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). “A região precisa de um controle sanitário muito efetivo, e quem pratica essa ação é o médico veterinário”, diz o coordenador e professor da Ufra. No Pará, a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) vem suprindo essas necessidades, preparando em média 3.500

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acadêmicos envolvidos em oito cursos de graduação. De acordo com o vice-reitor Paulo Santos, o veterinário contribui para o rendimento do Estado, e a Ufra prepara esses futuros profissionais há 40 anos, disponibilizando-os seus renomados docentes que “em 80% são doutores”. Nas aulas práticas, o professor Rinaldo Viana, ensina métodos de diagnósticos de como examinar esses animais e quais são as técnicas disponíveis para esses cuidados e outras metodologias correspondentes a cada enfermidade, além de aula teórica que tange a saúde dos animais de produção como bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos.


Aula prática empolga alunos

Vice-reitor Paulo Santos

Os acadêmicos estão satisfeitos com a abrangência da área no mercado, seja para atuarem em fazendas ou para consultorias temporárias a esses locais ou até mesmo empresas farmacêuticas. A estudante do 7º semestre, Amanda Danin, já vem se preparando por meio de estágios. Conforme seus argumentos, a região está mais abrangente devido ao crescimento na reprodução animal, relativamente em questão do corte de gado e no leite. “Além do mais, o nosso Estado tem muito mais devastação, precisando cada vez mais de cuidados na fauna e flora, e o médico veterinário contribui para manter a biodiversidade que temos”, analisa a universitária. A carne de boi produzido no Pará é um boi livre criado a

Espaço para aulas externas

pasto sem confinamento. Essa razão faz com que o Estado seja um dos maiores exportadores de boi em pé por causa das melhores condições de bem estar, sem esquecer os bubalinos que é comprovadamente eficiente no que desrespeita a saúde humana e que também produz o leite de búfala, segundo o professor. Para melhorar a economia no agronegócio, a região paraense está passando pelo processo de vacinação contra a febre aftosa, saindo do status de médio risco para a zona livre, assim agrega mais valor no produto final. Todo esse processo abre um leque causando um amplo desenvolvimento de toda cadeia produtiva, gerando emprego e renda para o estado do Pará.

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DEFESA VEGETAL Ação da Adepará em conjunto para controlar a praga do cacau e cupuaçu Por Andréa Ferreira No dia 7 de novembro, foi publicada a Portaria Conjunta 182, que envolve a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e Superintendência Federal do Pará (SFA/ PA). No dia 6 deste mês, reuniram-se na sede da Adepará, técnicos da Agência, SFA/PA, Comissão Executiva de Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para avaliação das ações e implementação da Portaria conjunta. De acordo com a Portaria, o estado do Pará é o segundo maior produtor nacional de amêndoas de cacau e o primeiro na produção de frutos in natura de cupuaçu, sendo de grande importância das culturas do cupuaçuzeiro e cacaueiro para a agricultura familiar do Estado. Segundo o diretor técnico da Adepará, Ivaldo Santana, o crescimento produtivo do cacau este ano foi de aproximadamente 85 mil toneladas, sendo o ano passado em torno de 70 mil toneladas. Porém, foi detectado no município de Belterra a praga dos frutos, conhecida como ‘broca’. Desta forma, alguns municípios estão proibidos de transitar com frutos in natura, como Aveiro, Belterra, Santarém e Mojuí dos Campos. É de responsabilidade do órgão estadual da defesa sanitária vegetal da Adepará, interditar as propriedades e adotar outras medidas fitossanitárias cabíveis, por meio de levantamentos fitossanitários, em que irá para análise na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira ou Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a presença da praga. A Agência visa garantir a rastreabilidade, identificação e a sanidade dos frutos oriundos dessas áreas, evitando uma perda maior na produção. O não cumprimento da lei, o condutor estará sujeito às sanções previstas, inclusive a adoção de procedimentos para destruição. O objetivo é dar maior segurança para áreas que não possuem a presença da praga, principalmente na área tampão, que são aquelas áreas de proteção, onde serão realizadas ações prioritárias de educação fitossanitária, vigilância e levantamento fitossanitário, atividades coordenadas pela gerência de programas de pragas de importância quarentenária (GPPIQ) da Adepará. O controle da praga, será realizado através da fiscalização do trânsito dos frutos, onde a Adepará vai preparar barreiras em pontos estratégicos, além da educação sanitária por meio de palestras, “em que os produtores rurais são multiplicadores das informações”, afirma a

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fiscal estadual agropecuária, Karen Belfort. Recentemente a equipe da Adepará em parceria com a SFA/PA e Ceplac, organizou seminários sobre a broca do cupuaçu e a monilíase do cacau, nos municípios Belterra, localizado no Baixo Amazonas (área de foco), Rurópolis, Uruará e Medicilândia, sudoeste paraense (área de proteção). Capacitando 547 produtores rurais de cacau e cupuaçu, visando maior esclarecimento sobre a praga. Atividades em torno de 15 mil reais foram comtempladas no convênio vegetal celebrado com o Ministério da Agricultura e suprimento de fundo da Adepará.


IVALDO SANTANA Engenheiro Agrônomo e Diretor Técnico da Adepará

A importância da Adepará para a economia estadual e nacional A mídia paraense tem noticiado que nos dois primeiros meses de 2012 várias vagas de empregos foram abertas para profissionais qualificados para os postos, o que gerou um crescimento de aproximadamente 0,79% em todo o Estado. O Agronegócio paraense é responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Pará. Isso se deve em grande parte a consolidação da Adepará como executora da defesa agropecuária estadual nesses 10 anos de existência, fruto do esforço e dedicação de todo seu corpo funcional que não teme obstáculos para atingir os objetivos estabelecidos. A história da agricultura e da pecuária no mundo é uma história de luta. Desde quando aprendeu a cultivar alimentos e domesticar animais, há mais de 10 mil anos, o homem vem desenvolvendo técnicas cada vez mais evoluídas para fazer frente às pragas e doenças em suas lavouras e rebanhos-ameaças à produtividade e à saúde humana, que infelizmente também evoluem. A defesa sanitária animal e vegetal é um dos campos cientí-

ficos que mais tem contribuído para que o homem continue a controlar essas doenças e pragas, pois para cada novo obstáculo que surge, a ciência entra em campo com novos estudos, novas vacinas, novas variedades de plantas, novas recomendações de prevenção e contenção de pragas e doenças. No Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do planeta, e mais especificamente em nosso Estado do Pará, a defesa animal e vegetal tem uma história para se orgulhar. O que significa dizer: uma história de superação. Há 10 anos lutávamos para emancipar a defesa agropecuária do Estado como forma de sair da caracterização de um Estado produtor de alimentos especificamente para o consumo interno, e tentar criar um cenário onde o produtor rural pudesse ter perspectivas de ver seu negócio evoluir e assim poder melhorar a qualidade de vida de todo o setor produtivo rural, hoje isso já é uma realidade, porém não foi fácil chegar até aqui.

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Adepará participa do 38° Encontro Ruralista

Por Christina Hayne

Mesa de autoridades da cerimônia de abertura Mesa de autoridades da cerimônia de abertura

Mário Moreira, diretor da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) participou do 38° Encontro Ruralista, em 20 de novembro de 2012, no auditório da Federação de Agricultura do Pará (Faepa). O evento reuniu representantes do setor produtivo a fim de trocar informações e experiências sobre as novidades, avanços, prospecção em torno de investimentos e a abertura do mercado que envolve o setor no Pará a investidores estrangeiros e, ainda, a divulgação de resultados de eventos e debates. A abertura do Encontro contou com a palestra do Dr Kleber Menezes, que explanou sobre a Logística do Agronegócio na Amazônia Oriental. O presidente da Faepa, Carlos Xavier enfatizou a importância dos trabalhos que vem sendo realizados conjuntamente por parceiros no sentido de promover o desenvolvimento agropecuária e do agronegócio no Estado. Xavier destacou que as seguidas participações de representantes do setor produtivo paraense em eventos internacionais como positivas e citou como exemplo a apresentação do cacau brasileiro em Paris, na França, por ocasião do Salão do Chocolate, assim como, o empenho da comitiva paraense em intermediar a aproximação com investidores no Pará. Lembrou que grupos chineses, por exemplo, têm interesse em investimentos no Brasil, com foco no estado do Pará, que podem chegar a R$ 30 bilhões. Citou ainda a vontade de empresas cooperadas estabelecidas no centro-sul com o norte do país, a exemplo da Batavo. “Precisamos cada vez mais verticalizar a economia e para tanto é preciso agregar tecnologia”, declarou. Antes de declarar aberto o Encontro Ruralista, Carlos Xavier falou sobre os problemas enfrentados, a necessidade de união entre os agentes do setor produtivo e a importância em trabalhar o fortalecimento dos municípios no processo de

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produção. Lembrou que no Pará, 95% dos municípios dependem da agropecuária com destaque para alguns voltados para o extrativismo. “É preciso se empenhar para produzir mais e melhor. Tendo o produto, o comércio vende e a indústria processa. Temos que aproveitar e gerar oportunidades e fazer do Pará uma terra de bons negócios”, declarou. Durante o evento Mário Moreira falou dos avanços no âmbito da defesa agropecuário. Ele citou três pontos importantes em sua gestão: o combate ao foco da Mosca da Carambola, os esforços para tornar o Pará livre da aftosa e o foco em torno da melhoria da infra estrutura para promover um trabalho de defesa mais eficaz. Moreira falou ainda sobre o Fórum Nacional de Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), entidade que discute as políticas das agências de defesa do Brasil. Ele fez referência ao evento ocorrido no último dia 08 de novembro, também na Faepa, que reuniu representantes do Fonesa de 24 estados brasileiros além de representantes do MAPA. O Encontro Ruralista, que se estendeu por dois dias, teve uma programação que tratou sobre a “Logística Corredor Norte de Exportação como suporte das exportações brasileiras”; “Psicultura: a produção de peixe, uma real alternativa econômica de negócio”; “Ações das Câmaras setoriais do Conselho do Agronegócio do Estado do Pará (Consagro-PA)”; “Parceria Faepa, Sagri e Sebrae”; “Programa de Agricultura de Baixo Carbono”; “Floresta plantada: seminário nacional e o Global Green Fund Fcp – SIF”; “Lançamento do Cartão do Produtor”; “Melhoramento genético do rebanho bovino – um programa de Governo” e por fim, “Relatos de experiência dos sindicatos rurais”.


Adepará apresenta resultados positivos da defesa agropecuária em encontro ruralista Resultados positivos da defesa agropecuária no Pará foram relatados durante o 38º Encontro Ruralista, realizado, na Faepa, em Belém, por ocasião da palestra ministrada pelo diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Mário Moreira. Ele fez o anúncio de que o foco da Mosca da Carambola no Pará, na região de Almerim, está erradicado. Outra informação destacada trata-se de que o Pará será declarado livre da febre aftosa no início de 2013 e, até maio do próximo ano o Estado receberá o status internacional por estar livre da doença. pecuária, corre-se o risco de prejudicar toda uma economia interestadual e nacional, por isso, todo cuidado é pouco. A defesa agropecuária é fundamental para uma economia competitiva de um estado e, consequentemente, do Brasil. A responsabilidade é grande”, ressaltou Mário Moreira. O diretor relatou aos presentes que para livrar o Pará da aftosa um total de 28 itens de exigência tiveram que ser cumpridos na íntegra por determinação do Mapa, entre os quais, a execução da fiscalização de serviços veterinários e a garantia da aplicação adequada de cerca de 2 milhões de doses de vacina. Também entre os itens avaliados estão o controle de trânsito, epidemiologia, controle de revendas e funcionamento dos escritórios das agências de defesa sanitária.

Mário Moreira ressaltou que para mudar o status sanitário e transformar o Pará em um estado livre da doença, é preciso um intenso e longo trabalho no combate a aftosa, fato que ocorreu nos últimos dois anos. “A previsão é que até o começo de 2013, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declare o Pará como estado livre da febre aftosa”, declarou. Segundo o diretor da Adepará, o anúncio será feito em bloco, juntamente com os estados do Piauí e Maranhão, pelos representantes do Ministério, Ênio Marques e Guilherme Marques, respectivamente Secretário Nacional e Diretor de Defesa Agropecuária. Moreira explicou que primeiro foi o sul do Estado, que confirmou o status

livre da aftosa. O segundo momento de transformação, entretanto, envolveu as regiões do Marajó, norte e nordeste do Pará, consideradas como região de médio risco e as áreas de alto risco do oeste do Pará, que fazem fronteira com os estados do Amapá e Amazonas. Atingir o status de zona livre de febre aftosa é uma meta do Governo do Estado e dos produtores rurais das regiões nordeste, oeste e do Marajó, que vêm perseguindo esse título há mais de 10 anos. “Estados como o Maranhão e Piauí, por exemplo, possuem respectivamente cerca de 8 milhões e 5 milhões de cabeça de gado. Se o Pará, que é fronteira com a região Nordeste do país, não oferece o devido tratamento a defesa agro-

Carlos Xavier, presidente da FAEPA

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dos um total de 15 escritórios oferecem melhor suporte ao produtor e a Adepará, em Belém, está em novo prédio, agora funcionando na Av. Pedro Miranda. Avançou-se ainda na busca pela certificação de qualidade dos produtos agropecuários; na disponibilidade de cursos e treinamentos para qualificação do servidor ; na modernização e informatização ; na emissão de GTAs eletrônicas e na transferência de tecnologia na área da defesa. Destaque ainda para as parcerias entre os agentes do setor produtivo e o intercâmbio internacional entre setores agrícolas.

Outros avanços – Em 2012 o Governo do Estado investiu para garantir uma defesa agropecuária de qualidade tanto na valorização dos servidores da Agência de Defesa como em infraestrutura, o que contribuiu significativamente com as melhorias e o resultado das ações voltadas para defesa agropecuária no Pará. Nos últimos dois anos um total de 200 veículos foi adquirido, entre carros, lanchas e motos; os postos de fiscalização funcionam e os de fronteira estão equipados; mais embarcações foram alugadas e uma parceria foi firmada com a Polícia Militar para atuar conjuntamente com agentes da defesa agropecuária na barreiras; entre implantados e reformaOs trabalhos se encerraram em dezembro de 2012. A próxima etapa é o encaminhamento do relatório final para a ‘Organização Mundial de Saúde Animal’, órgão máximo da sanidade animal e responsável pela certificação de ausência de doença dos animais, para apreciação das comissões científicas a homologação na assembleia geral em maio de 2013. Estar com o status livre da febre aftosa melhora muito a exportação de carnes, atrai novos frigoríficos e permite aos municípios das regiões produtoras levar animais de alta genética para qualquer exposição. “Fizemos o nossa parte. As equipes foram a campo, investimos em logística e obtivemos resultados, agora, o que falta é pura burocracia”, enfatizou Moreira.

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RETROSPECTIVA

Por Andréa Ferreira


Por AndrĂŠa Ferreira

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ADEPARÁ LEVANDO CONHECIMENTO Unidade da Adepará de Breves realiza palestras sobre zoonose Por Andréa Ferreira

A unidade local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) de Breves, localizado no arquipélago marajoara, em parceria com a Vigilância Sanitária do município, realizou um ciclo de dez palestras de educação sanitária com o tema ‘Raiva Humana e Animal’, em nove escolas da região. O público alvo atingiu aproximadamente 450 pessoas, entre eles professores e estudantes do ensino fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A intenção é ensinar como se trata de uma zoonose, doença transmitida do animal ao homem. Um interesse 25-1855-2993- de todos, pois trata-se de “saúde pública 44-4715-0417 devido a forma agressiva e letal que afeta os seres humanos e animais”, afirmou a médica veterinária da Adepará, Samyra Alves. A equipe da Adepará informou a respeito da etiologia; forma de transmissão; quais os transmissores na área urbana e rural; assim como sintomas de doenças nos animais e homem; controle dos morcegos hematófagos e como prevenir a raiva humana e animal. Professores e estudantes assistem palestras sobre zoonose

Alunos aprendem como se prevenir de doenças como a raiva

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ECONOMIA Agropecuária movimenta economia nacional e economia do Pará Por Christina Hayne

O setor mais importante da economia nacional brasileira é o agronegócio representando em torno de um terço do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil possui perspectivas satisfatórias para o setor por conta das características e diversidades favoráveis, a exemplo do clima e do solo fértil; da extensão territorial e muitas áreas ainda inexploradas e entre outros tantos fatores, por conta de inúmeros cultivos de culturas de interesse nacional e internacional. O aumento populacional e a consequente demanda por alimentos são fatores que levam a crer que o caminho da agropecuária e do agronegócio no Brasil está aberto e que o ano de 2013 sugere boas perspectivas para o país, em especial para o estado do Pará. Estudiosos acreditam que o Brasil ainda alcançará o patamar de líder mundial no fornecimento de alimentos e comomodities ligadas ao agronegócio, contribuindo, assim, cada vez mais, com a solidificação da economia nacional. Em entrevista concedida à imprensa , a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, disse no dia 11 de dezembro de 2012, que 21

a queda no volume dos estoques mundiais e o aumento do consumo de alimentos, principalmente nos países asiáticos, aliados à redução do volume produzido em alguns países, podem elevar em 4,3% o resultado do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário, em 2013 no Brasil, para R$ 382,8 bilhões. O cálculo do VBP considera o faturamento obtido com a venda de 25 produtos. Os produtores rurais brasileiros poderão colher até 180,1 milhões de toneladas de grãos e fibras em 2013, volume suficiente para abastecer o mercado interno e gerar excedentes para manter um bom nível de exportação, segundo estimativas da CNA. Nesse cenário otimista, as estimativas de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio oscilam entre 3,5% a 4% para o próximo ano. Em relação ao desempenho agropecuário no terceiro trimestre de 2012, o setor contribuiu para o crescimento em 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no período. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do setor agropecuário cresceu 2,5% no terceiro trimestre de

2012, na comparação com o período anterior (segundo trimestre do ano). Comparando o resultado do terceiro trimestre de 2012 com igual período de 2011, o crescimento foi de 3,6%. O agronegócio no Pará tem grande destaque no cenário da agropecuária brasileira. Além de ser o segundo maior PIB, perdendo apenas para extração de minérios, apresenta perspectivas de aumento de produtividade. Entretanto, em relação a geração de empregos diretos e indiretos, a agropecuária tem uma maior importância social para o estado do Pará. No Pará, o agronegócio paraense tem participação superior a 30% no PIB estadual e o setor agropecuário contribui em média com cerca de 21% para a composição do PIB dos municípios. Embora a indústria e o setor de serviços também contribuam com importante percentual na forma do PIB paraense, essas atividades estão localizadas em pequenas áreas de concentração do território paraense, constituindo-se a agropecuária a atividade econômica de maior capilaridade, abrangendo, praticamente todos os municípios do Estado.


Para o diretor geral da Adepará, Mário Moreira, “o agronegócio paraense é responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Pará. Isso se deve em grande parte a consolidação da Adepará como executora da defesa agropecuária estadual nesses 10 anos de existência” Conforme a publicação na revista Pará Rural em matéria veiculada sob o título “Agropecuária , atividade que dinamiza a economia estadual”, a área agrícola plantada em 2012 está estimada em torno de 3.000.000 de hectares, com destaque para as lavouras de cacau, dendê, grãos milho, arroz, feijão e mandioca – florestas plantadas, coco, cupuaçu, abacaxi, citrus, pupunha, pimenta-do-reino, cana de açúcar entre outros produtos. Quanto à pecuária, cerca de 20 milhões de cabeças no efetivo bovídeo do Estado do Pará, ocupa uma área de pastagens de aproximadamente 27 milhões de hectares. O Estado possui o 4º maior rebanho do país e é o maior produtor do norte e nordeste de grãos e fruticultura Para manter-se com a economia em evidência é importante que a defesa agropecuária no Pará, representada pela Adepará e a SFA/PA

– Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ande em conjunto com essa perspectiva de evolução do setor, propiciando um alimento seguro e saudável para os consumidores, assim como, assegurando uma pecuária saudável bem como a qualidade e a inocuidade dos alimentos produzidos. Presente em 123 dos 144 municípios paraenses, cabe a Agência de Defesa do Estado, validar e atestar a qualidade dos produtos e a origem da produção para viabilizar o avanço do agronegócio. Atualmente a Adepará é o órgão de maior capilaridade no Estado. Descentralizada através de 20 gerências regionais, exerce o papel estratégico no controle do trânsito da certificação, da cormercialização e da produção de produtos e sub-produtos de origem animal e vegetal. Sendo o órgão responsável pela certificação da produção e da produtividade agropecuária estadual, a Adepará tem compromisso com a geração de divisas ao estado do Pará, colocando o setor produtivo e indústrias condição de competitividade com os demais estados e países. A certificação de produtos agro-

pecuários abre às portas do mercado nacional e internacional e movimenta a economia estadual e nacional. A carne paraense, por exemplo, é hoje comercializada para mais de 10 países e todos os estados brasileiros. Os bovídeos vivos são exportados para três países e o estado do Pará é o maior exportador de gado vivo no Brasil, chegando a comercializar mais de 500 mil animais ao ano. A produção e comercialização de açaí, soja, dendê também é uma curva ascendente na economia estadual, contribuindo significativamente com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e chamando atenção da qualidade do produto brasileiro no cenário internacional. Para Sálvio Freire, diretor operacional da Adepará a visibilidade em torno dos produtos paraenses de origem animal e vegetal é decorrência da parceria entre os atores principais da cadeia produtiva que reúne o setor produtivo, o governo estadual e o Ministério da Agricultura. “ O bom resultado acontece em função da união do setor, que juntos dão aos mãos e discutem estratégias de ação visando o fortalecimento da agropecuária no Estado.


Por Andréa Ferreira

Foi realizado na França nos dias 14 a 18 de novembro do ano passado, o Protocolo de Cooperação Franco-Brasileiro, que trata das Indicações Geográficas (IG), Marcas de Qualidade e Legislação Higiênico-Sanitária de produtos agropecuários entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento da República Federativa do Brasil e o Ministério da Agricultura, Alimento, Pesca, Ruralidade e Gestão Territorial da França. O evento contou com representantes brasileiros da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Ministério Público Federal (MPF), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e outros órgãos interligados. O intercâmbio objetivou a troca de experiências e conhecimentos técnicos sob influência da União Europeia e francesa. Entre os destaques da informação bilateral, a diferença do trabalho a partir da cultura de utilização dos selos de qualidade. “A França valoriza muito a certificação e cada produto é especificado com selo de qualidade, selo de super qualidade ou selo de agricultura natural. Tem selo que liga a origem ao produto; selos ligados ao “saber fazer”; selos ligados à agricultura biológica e orgânica, cada um com suas identificações”, comentou o diretor geral da Adepará, Mário Moreira. Ele acrescentou que naquele país é comum reconhecer o produto pela marca, por sua origem e certificação. “Isso valoriza os alimentos agropecuários e dessa forma, o consumidor tem a garantia de ter em sua mesa um alimento saudável e seguro”, ressaltou o diretor da Adepará. No Pará, os selos existentes também têm sua importância, a exemplo do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e do SIE (Serviço de Inspeção Estadual), praticado pela Adepará. Essa relação bilateral Brasil e França, trouxe resultados positivos ao Pará, pois a Agência de Defesa pôde conhecer diversas ferramentas de valorização de produtos agropecuários. Essa utilização de selos de certificação será uma ferramenta utilizada com maior intensidade no Brasil. No Marajó, por exemplo, poderá vir a acontecer a implantação do selo de qualidade do queijo marajoara, que está intimamente ligado a sua origem (ilha), onde tem o valor do “saber fazer”. Dessa forma, o queijo de búfala que tem alto

valor protéico é produzido a partir de pasto natural poderá ser reconhecido em qualquer lugar. “Vamos agregar valor nesse queijo, vender no mundo inteiro, o produtor vai ganhar mais e quem enriquece é o Pará”, afirmou Moreira. A Adepará está em busca de estrutura para fazer com que o boi criado em área que não seja desmatada, que se alimenta do pasto natural, também tenha um selo de qualidade. Outro selo possível de criação é o “Boi Verde da Amazônia” criado somente em pasto natural, o que agrega valor ao animal em especial nos mercados europeu, asiático e Oriente Médio. A Adepará juntamente com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), pretende instituir um selo voltado também para agricultura. Com essa troca de experiência, representantes brasileiros puderam prestigiar na ocasião o que é feito no continente europeu e assim, agregar valor nos produtos paraenses como a carne bovina, queijo, açaí, tucupi e afins. Outras trocas de informações foram relevantes a exemplo do conhecimento adquirido em torno do funcionamento do Ministério da Agricultura da França, e Ministério da Economia e Finanças da França, que controla os selos de qualidade e o Inao (Institut National de l’origine et de la qualité), que produz os selos. Os convidados puderam conhecer ainda os procedimentos das medidas sanitárias. A França é a grande produtora de leite, portanto, esteve em pauta a Maison Du Lait (Casa do Leite). A visita se estendeu às câmaras setoriais de agricultura da França, exatamente para ver como funciona todo processo agrícola. Conheceram ainda as certificadoras privadas, que são fiscalizadas pelo Ministério. Segundo Mário Moreira, o governo do Estado poderá vir a sediar o próximo encontro mundial de Indicações Geográficas de selos de qualidade em 2013. “Até lá estaremos com selos de qualidades do queijo do Marajó, do açaí, boi verde, selo de qualidade de uma série de produtos agropecuários que são peculiares da Amazônia, aqui no Pará”, finalizou o diretor geral da Adepará.


Por Andréa Ferreira

Diretores e gerentes da Adepará das áreas animal e vegetal receberam visitas dos alemães: Martin Schübler, coordenador da Cooperação Internacional do Ministério da Alimentação, Agricultura, e Silvicultura de Bavarian, e o reitor da maior universidade rural (Weihenstephan-Triesdorf) da Alemanha, tendo como intermediador entre os países o presidente da BTO Amazonas Udo Leibrecht, uma Organização não Governamental (ONG). Durante o encontro no gabinete

da Adepará, os gerentes apresentaram para os convidados o funcionamento do órgão. Segundo Udo Leibrecht, o estado do Pará tem condições de ser trabalhado com enfoque no desenvolvimento econômico sustentável. A principal questão da visita é conhecer a realidade das instituições que envolvem a área rural, agricultura e agropecuária para formular uma cooperação internacional. “Observamos que o Estado não começa em zero, a situação é totalmente diferente do que a mídia divulga

da Amazônia, além do potencial muito grande para elaborar questões”. Três projetos já fazem parte dessa relação, um é a questão profissional a nível médio e nível superior. Outra situação importante é implantar um sistema de defesa agropecuária de garantia de qualidade e comprovação de origem regional dos produtos. O terceiro projeto é o de acesso ao mercado, ou seja, montar um sistema de informação para a evolução desse mercado facilitando a venda do produto.


ALEMANHA FIRMA ACORDO DE COOPERAÇÃO COM GOVERNO DO ESTADO Governo do Estado do Pará assinou Protocolo de Intenções com o estado da Baviera, na Alemanha. Por Christina Hayne

Após etapa de assinatura do Protocolo de Intenções com o Governo do Estado do Pará, consumada em evento realizado no fim de novembro de 2012, no auditório da Polícia Militar, em Belém, comitiva alemã da região da Baviera visita municípios paraenses a fim de conhecer projetos e programas sustentáveis em áreas verdes e setores de alimentação, agropecuário, reflorestamento e demais potencialidades do Pará. A expectativa é que o Estado torne-se o quadragésimo (40º) na lista de estados parceiros de diferentes regiões do mundo que mantém estreita relação de cooperação com a Baviera. Governador do Estado do Pará, Simão Jatene esteve presente à agenda bilateral, juntamente com secretários de governo. Do setor produtivo, participaram do acordo de cooperação o secretário de Estado da Agricultura (Sagri), Hilde-

gardo Nunes e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará, Mário Moreira. Integrando a comitiva alemã representantes do Ministério da Agricultura, pesquisadores da área frutífera, reitor da Universidade da Baviera e representante de investidores privados. Nos dias 28 e 29 do mês de novembro, a comitiva alemã cumpriu agenda na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Na sequência, visitaram os municípios do Marajó, Paragominas, Xinguara, Floresta do Araguaia, Redenção e Santana do Araguaia. O Brasil é um dos países com características naturais mais adequadas para investimentos no setor produtivo em especial no agronegócio. Possui extensão territorial; clima e solo favoráveis para a atividade agropecuária; bacias hidrográ-

ficas e terra suficiente que possibilitam a melhoria e/ou construção de estrutura adequada (portos, rodovias e ferrovias) e modernizada para promover o desenvolvimento; riqueza mineral; sistemas de explorações sustentáveis e florestas. O potencial produtivo destaca a produção de dendê, de cacau, a cultura do arroz, fruticultura com ênfase nas culturas do açaizeiro, cupuaçuzeiro, abacaxizeiro, coqueiro e bananeira. A potencialidade do Pará confirma ainda a viabilidade de expansão para o cultivo de grão; verticalização da cultura da mandioca e de culturas industriais como pimenta do reino, café, citrus e cana de açúcar a e ainda a aquicultura.


Ao se pronunciar sobre a importância da comitiva alemã para o setor produtivo, Mário Moreira, diretor geral da Adepará, destacou que o Brasil é competitivo no agronegócio e que o Pará é o Estado que está sob a mira dos alemães, pois possui peculiaridades que atendem aos interesses de investimentos privados e de projeção de futuro. “Eles estão vindo pela segunda vez ao Pará e, agora, com a proposta de negócios”, declarou Mário. “O mundo vai precisar de acréscimo significativo de alimentos até o ano de 2020 em função do crescimento demográfico, isso é fato e, a Alemanha é o país de sustentação da Europa. Eles têm essa perspectiva com relação a necessidade de investimento no setor produtivo e estão prospectando condições adequadas para realização de negócios” , esclareceu o diretor da Adepará. Os municípios paraenses são grandes produtores de frutíferas e possuem importância significativa no cenário nacional. Floresta do Araguaia, por ex-

emplo, é a segunda maior cidade produtora de abacaxi no Brasil e o Pará é um grande produtor de frutas. No município, está previsto ainda a visita a lavoura de pequenos colonos, a fábrica de sucos. No sul do Pará, o grupo reuniu-se com empresários, pecuaristas e visitou propriedades produtivas, algumas de grande referência na bovinocultura, na produção de grãos e ainda áreas de cultivo do abacaxi. Uma das culturas de maior interesse para os alemães é a do cacau. Em meados de outubro do corrente ano, Mário

Moreira e o secretário de Agricultura do Pará ,Hildegardo Nunes, além do superintendente do Senar, Walter Cardoso e do representante Sebrae estiveram juntamente com representantes do setor produtivo na França, por ocasião do Salão do Chocolate.


COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Representantes dos setores público e privado mostram programas sustentáveis que fazem do sul do Pará importante pólo econômico na agropecuária do Estado. Por Christina Hayne

Para apresentar as possibilidades de negócios, representantes do setor produtivo do Estado - o secretário de Agricultura, Hildegardo Nunes (Sagri) e o diretor geral da Agência de Defesa do Pará (Adepará), Mário Moreira -, acompanharam à Comitiva, em viagem oficial, pelos municípios de Redenção, Floresta do Araguaia, Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Xinguara. Antes, porém, passaram pelo Marajó, Dom Eliseu e Paragominas. Na ocasião, o grupo alemão pode conhecer um pouco das muitas potencialidades que fazem do Pará importante pólo econômico do Brasil. Para Mário Moreira, diretor da Adepará, o momento é de aproximação com quem tem intenção e condição de gerar negócios e viabilizar investimentos. “Esta é uma oportunidade para avançarmos na transferência de tecnologia para agricultura e pecuária a partir de modelos sustentáveis. A cooperação em questão vislumbra culturas de abacaxi, cacau, grãos e reflorestamento, além de

novos mercados para carne, queijo e fruticultura em geral”, comentou Moreira. Segundo Hildegardo Nunes, secretário de Agricultura, o grupo de representantes da Alemanha dos setores público e privado possui visão profissional que atenta para necessidade de formação e de experiência. Aqui no Pará, um dos programas de governo faz referência a criação da Universidade

Tecnológica (Unitec) do Pará, cuja instituição terá formação de nível superior com visão prática e a implantação e melhoria da qualidade de escolas técnicas no Estado. Em relação a Unitec, Hildegardo explicou que todos os professores terão que ter um total de cinco anos de experiência em empresas privadas a fim de repassar aos alunos a importância do empreendedorismo. Durante o encontro com pecuaristas e representantes do setor produtivo em Redenção, em 05 de dezembro do corrente ano, o secretário de Agricultura fez uma retrospectiva a respeito das etapas que se cumpriram entre os estados do Pará e da Baviera que antecederam ao momento atual e reforçou o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento sustentável a partir do programa “Municípios Verdes”.


Demosntrando surpresa com o cenário positivo para a prospecção de futuros negócios no Pará, Dr Theodor Weber, representante do setor agrícola da Baviera, ressaltou a importância e a satisfação da cooperação entre os estados. Disse que existem intenção e disponibilidade financeira para investimentos voltados para o chamado “negócio verde”, que atualmente possui alto valor para desenvolvimento econômico. Segundo Weber, o “negócio verde” é produto certificado para três grandes mercados: alimentação e matéria prima para diferentes indústrias, reflorestamento e qualidade de vida com possibilidade de crescimento a partir do respeito e compromisso ambiental. Weber fez uma retrospectiva em relação ao estado alemão e lembrou que foi uma região devastada por ocasião da 2ª Gerra Mundial e consumada como uma das regiões mais pobres da Alemanhã. “Hoje somos um estado industrializado, com tecnologia de ponta que

contribui significativamente com o PIB da Alemanha a partir da agropecuária e do agronegócio. São cerca de 100 mil famílias no campo que empregam direta e indiretamente aproximadamente um milhão de pessoas”, declarou Theodor Weber. Relatou ainda que mais de um terço tem relação com a produção de carne e leite e que o estado alemão exporta esses produtos para 166 países. Durante o encontro com os produtores pecuaristas, Weber ressaltou que a região da Baviera foi pioneira quanto à questão da sustentabilidade e comentou a importância desta ferramenta para o mundo. “Optamos pelo investimento em programas que promovam o desenvolvimento humano com base na autosustentabilidade das populações e das regiões”, disse Weber. Ele lembrou a importância da atividade agropecuária para atual e futuras gerações na União Européia e no mundo. “Uma cooperação entre estados estrangeiros às vezes rende mais. Estamos

aqui para dialogar e identificar possibilidade de cooperação e prospectar negócios. Queremos ampliar os mercados internacionais, defender e dar visibilidade a origem desses produtos, portanto, desenvolvemos e atuamos a partir de sistemas de garantia de certificação e de qualidade que levem e tragam benefícios para área rural. Para tanto, trabalhamos a cooperação com mercados que optem pelas mudanças que se fazem necessárias no mercado e no mundo”, finalizou Weber. O grupo alemão permaneceu no Pará até o dia 08 de dezembro. Antes, porém, visitaram projetos de grãos, abacaxi, eucalipto, calcário, seringueira e propriedades rurais em Redenção, Xinguara, Santana do Araguaia e Floresta do Araguaia.


RETROSPECTIVA

Defesa busca livrar o Pará da Febre Aftosa até 2013 Por Christina Hayne

Governo do Estado trabalha para garantir a condição de área totalmente livre de aftosa até o início de 2013, dessa forma, o mercado estará ainda mais propício para a comercialização de animais qualificados o que movimentará positivamente a economia local e nacional. Segundo Mário Moreira os traba-lhos em torno do combate à febre aftosa no Pará encontram-se na melhor condição dos últimos tempos. O Estado teve o trabalho veterinário e o de capilaridade da defesa agropecuária executados, pois, para transformar o Pará em área totalmente livre da febre aftosa é necessário o cumprimento de 28 itens condicionantes pelo Ministério da Agricultura. Entre as ações de combate a febre aftosa, destaca-se a sorologia realizada em animais no Pará, a partir de sorteio das propriedades em terra aleatórias, que apresentou baixa reatividade, o que representa uma conquista e, a eficiência da criação de barreiras com os estados do Amapá e do Amazonas, cujas regiões são consideradas áreas de alto risco. Uma das funções das barreiras é impedir a entrada de animais no Estado sem a devida certi-

ficação. Para acompanhar a qualificação dos trabalhos, o Ministério da Agricultura realiza auditorias. O setor agropecuário garante que o Pará seja todo livre de febre aftosa com vacinação, pois a meta é ficar acima dos 90%, como preconiza para uma área livre. Hoje o Pará tem 44 municípios livres da doença, sendo a região sul e sudeste. Atingir o status de zona livre de febre aftosa é uma meta de Governo e produtores rurais das regiões Nordeste, Oeste e do Marajó, que vêm perseguindo há mais de 10 anos. “Isso melhora muito a exportação de carnes, atrai novos frigoríficos e permite aos municípios dessas regiões levarem animais de alta genética para qualquer exposição”, ressaltou o diretor geral da Adepará, Mário Moreira. O Pará evoluiu nos 28 itens avaliados, crescendo em 27 e mantendo o mesmo status, sem regressão, em apenas um deles. Entre os itens avaliados estão o controle de trânsito, epidemiologia, controle de revendas e funcionamento dos escritórios das agências de defesa sanitária. O diretor geral da Adepará crê que o

Ministério da Agricultura estará declarando o Pará como área totalmente livre da febre aftosa até no máximo no início do ano de 2013. Ele explicou que atualmente, apenas a região Sul do Pará possui esse título, porém, em breve as regiões do Baixo Amazonas, Oeste, Nordeste e Marajó também estarão credenciadas. Após o encerramento dos trabalhos será encaminhado relatório final a ‘Organização Mundial de Saúde Animal’, órgão máximo da sanidade animal e responsável pela certificação de ausência de doença dos animais, para apreciação das comissões científicas a homologação na assembleia geral em maio de 2013.


Após auditorias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) durante os anos de 2011 e 2012 no Pará, em áreas de médio risco, contatou-se que o serviço de defesa agropecuária no estado do Pará, realizado pela Adepará, está sendo efetuado de forma consistente e eficaz. Tais avaliações realizadas nas áreas do nordeste, Baixo Amazonas e arquipélago do Marajó, permitem, hoje, que os 99 municípios paraenses que integram essas áreas alcancem o status de área livre da aftosa com a vacinação. O status de livre com vacinação fez-se necessário um estudo soroepidemiológico coordenado pelo Mapa e executado pela Adepará para avaliar a existência da circulação do vírus da febre aftosa. Atualmente, um dos maiores riscos da introdução do vírus da febre aftosa nos rebanhos é o trânsito de animais. O delineamento do estudo ou inquérito soroepidemilógico proposto pelo Mapa na áreas II e III do Pará e nos estados de Pernambuco, Piauí, Maranhão, Alagoas e Ceará foi feito através da base de dados de emissão de GTA (Guia de Trânsito) dos anos 2010 e 2011, excluindose as GTA’s de trânsito com destino ao

No Pará - A coleta do Pará ocorreu em 58 municípios dos 99 das áreas II e III, com aproximadamente 11.900 amostras de soro sanguíneo de bovinos e bubalinos distribuídos em 382 propriedades. A partir da coleta iniciou-se a etapa de inspeção e monitoramento, realizada até o fim das análises laboratoriais. O estudo confirmou que 340 propriedades não apresentaram alteração nos

abate. Após as auditorias do Ministério, mais dois estados foram incluídos ao estudo soroepidemilógico, a Paraíba e o Rio Grande do Norte, formando, desta forma, o bloco de 8 estados ao pleito de livres com vacinação contra febre aftosa.

testes laboratoriais. Em 42 propriedades houve reação, entretanto, pode ter ocorrido em função da imunidade adquirida através da vacinação dos animais. Nestas, os estudos terão continuidade, assim como, o monitoramento.

Por conta das fronteiras do Pará com estados com risco sanitário inferior e de alto risco (Amazonas e Amapá), o Ministério da Agricultura determinou a delimitação de áreas de proteção nos municípios de Faro, Terra Santa e parte de Juruti (fronteira com o Amazonas) e Afuá, Breves, Faro, Gurupá, Melgaço, partes do município de Chaves, localizadas na região do rio Croarí e ainda as ilhas deste município (fronteira com o Amapá). Os municípios citados continuarão com status de médio risco até a evolução dos estados vizinhos e, diante do risco, para impedir a entrada de produtos, subprodutos e animais suscetíveis a febre aftosa oriundos de áreas de status inferior a Adepará implantou 8 novos postos de fiscalização na fronteira com os estados do Amazonas e do Pará.


Resultados das etapas de vacinação contra febre aftosa no Pará em 2012

Lançamento da campanha de vacinação da aftosa no Marajó em 2012 Sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, com a participação da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e do setor produtivo, o Pará segue na luta contra a febre aftosa. Foram realizadas quatro etapas de vacinação: uma no período de 01 a 31 de maio de 2012 na área 1 ( Centro-sul do Pará); outra no período de 01 a 30 de junho de 2012 nas áreas 2 (Nordeste paraense) 3 (Baixo Amazonas); outra no período de 01 a 30 de novembro de 2012 nas áreas 1, 2 e 3 e uma etapa única no

arquipélago do Marajó (área 3) no período de 15 de agosto a 30 de setembro. A 1ª etapa de vacinação das áreas 2 e 3 (nordeste paraense e Baixo Amazonas) teve seu período adiado para junho de 2012, devido a realização no mês de maio de 2012 da 1ª fase do inquérito soroepidemiológico para avanço da área livre de aftosa, onde foram realizadas visitas prévias das propriedades selecionadas para o estudo. Segundo resultado da etapa de vacinação de maio de 2012, o Pará possui o 5º maior rebanho bovino do Brasil, com

18.720.670 bovídeos existentes, deste total, foram vacinados 97,92%, o equivalente a 18.331.151. Quanto ao resultado obtido na etapa de vacinação realizada nos meses de agosto e setembro do corrente ano, no arquipélago do Marajó, a cobertura vacinal foi de 92,19%, ou seja , do total de 562.967 bovídeos, foram vacinados 518.997. Nas etapa de maio /2012 e agostosetembro/2012 foram registrados os seguintes indicativos:

Indicativos

Área 1

Área 2

Área 3 - Baixo Amazonas

Área 3 - Marajó

Proprietários Existentes

71.485

22.874

17.972

2.874

Proprietários Existentes com bovídeos

68.114

21.955

15.558

2.129

Bovídeos existentes

14.800.421

2.890.372

1.029.877

562.967

Bovídeos vacinados

14.627.766

2.713.972

939.413

518.997


AÇÕES ADEPARÁ Postos de fiscalização contribuem com defesa agropecuária na fronteira do Pará Por Christina Hayne

A fim de garantir fiscalização 24 h em áreas de fronteira com regiões tidas como de alto risco quanto aos cuidados com o trânsito de animal e vegetal, a defesa agropecuária do Pará criou, em 2012, a logística necessária para funcionamento dos postos de fiscalização volante e fixo, sendo 04 volantes para atuar na fronteira dos estados do Pará com o Amazonas; 03 volantes para a fiscalização entre os estados do Pará e Amapá e um posto fixo em Monte Dourado, na comunidade do Munguba. O Governo do Estado, através da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), firmou parceria com a Polícia Militar para contribuir com a integridade dos fiscais que fazem a abordagem de veículos em trânsito nos rios em áreas de fiscalização. Se detectado alguma irregularidade os fiscais da defesa podem advertir, multar ou determinar o retorno do veículo para o local de origem, antes, porém, fazem a devida averiguação das guias de trânsito e de permissão para transporte animal ou vegetal. A referida parceria facilita e credencia ainda mais o processo de fiscalização. Segundo Ivaldo Santos de Santana, engenheiro agrônomo e diretor técnico da Adepará, o trabalho executado no Pará reflete positivamente na economia local, regional e nacional. “Precisamos

trabalhar para impedir o trânsito de animais e vegetais que não estejam devidamente credenciados. Essa força tarefa contribui para que pragas e doenças de origem animal e vegetal não ultrapassem fronteiras e não sejam multiplicadas”, explicou Ivaldo. Por ser uma ação de execução das agências de defesa com atuação interestadual e de importância nacional, portanto, determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), representantes do MAPA sobrevoaram regiões de fronteiras na

Amazônia e no caso do Pará, juntamente com técnicos da Adepará definiram a fiscalização fluvial em pontos estratégicos através dos postos volantes. Para tanto, um total de 15 voadeiras foi adquirido e, com um montante significativo de embarcações alugadas foi possível avançar na fiscalização em áreas limítrofes do Pará. “Esse investimento em prol da defesa agropecuária no Estado foi fundamental para garantir resultados ao longo do ano de 2012, entre os quais, a eficácia quanto ao combate à febre aftosa no Pará e a erradicação do foco da Mosca da Carambola”, declarou o diretor técnico da Adepará. “Entre os esforços, estamos trabalhando para conquistar o status de área livre de aftosa com reconhecimento nacional no início de 2013 e o reconhecimento internacional até 2014. Essa conquista com certeza contribuirá com a possibilidade de competição e concorrência dos produtos paraenses no mercado internacional”, finalizou Ivaldo Santana.


INVESTIMENTOS DOS GOVERNOS ESTADUAL E FEDERAL FORTALECEM A DEFESA ANIMAL E VEGETAL Por Christina Hayne

Os investimentos que garantem atuação na defesa animal e vegetal no Pará superam os 45 milhões, distribuídos, anualmente, entre folha de pagamento manutenção da instituição e investimentos em ações e material permanente. Deste total, cerca de 10 milhões são recursos originários de convênio animal; 2 milhões são recursos originários de convênio vegetal e o restante originário da arrecadação estadual (cerca de um milhão) e ainda recurso destinado para pagamento anual da folha de servidores ( aproximadamente 2,6 milhões ao mês). Hoje, mais de 1.140 servidores da Adepará, sendo 170 servidores tem-

porários, se dividem entre defesa animal e vegetal, fiscalização, educação sanitária, serviços de inspeção, entre outros setores. Na divisa entre os estados do Pará com o Amazonas e com o Amapá, por exemplo, atuam cerca de 60 profissionais e em terra, na área em questão, mais de 100 profissionais. A Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), desde janeiro de 2011, tem como objetivo alcançar o reconhecimento nacional como referência em defesa agropecuária no país. Para isso, a atual gestão não tem medido esforços na qualificação de pessoal através de treinamentos para todas as áreas da Agência.

Ainda visando alcançar os objetivos traçados, a Adepará adquiriu material permanente tais como veículos (cerca de 200) e equipamentos de informática. Ações em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), setor produtivo do governo estadual também contribuíram significativamente com a busca pela eficácia das ações de defesa no Estado. Para o diretor operacional, Sálvio, Freire ações realizadas em 2012, a exemplo do inquérito soroepidemiológico nas áreas 2 e 3 e a implantação da Guia de Trânsito Vegetal (GTV) e Guia de Trânsito Animal (GTA) são exemplos da seriedade que o governo atual emprega na Agência. Uma das ações que promove a qualidade dos serviços da defesa agropecuária tem relação com a valorização do servidor, para isso, o diretor geral da Adepará, Mário Moreira, direcionou parte dos investimentos para qualificação de pessoal, através de treinamentos constantes em diferentes municípios paraenses. As parcerias com os demais representantes do setor produtivo do Estado, com os municípios, setor educacional, com a polícia Militar e a com a comunicação também vem colaborando com os resultados satisfatórios para a defesa do Estado, seja para a economia local, regional e nacional, seja para a qualidade nutricional dos alimentos e certificação dos produtos de origem animal e vegetal ou ainda para a contribuição quanto a comercialização e abertura de novos mercados.


Equipe ASCOM Adeparรก


RETROSPECTIVA

Agência de Defesa contribui com o desenvolvimento do Estado e possui reconhecimento nacional A fim de consolidar a defesa agropecuária no Pará e em torno da qualidade e certificação dos produtos agropecuários; avançar na inspeção das ações de campo e na fiscalização e promover a educação sanitária o governador do Estado, Simão Jatene, ainda em seu primeiro mandato determinou a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) em 17 de setembro de 2002. Após dez anos de existência, a Adepará consolidou-se e destacou-se no cenário nacional e internacional por conta dos êxitos alcançados em torno da defesa animal e vegetal no Pará e consequente contribuição com o desenvolvimento do Pará e com a economia nacional. A atuação da Adepará é fundamental para garantir uma produção agropecuária estadual com rigoroso controle nas

propriedades rurais, nos postos de fiscalização, na agroindústria, no comércio e em diversos setores. Nesse longo trajeto, o Pará veio conquistando vitórias através da Agência, uma delas, foi ficar livre da Sigatoka Negra, praga da bananeira. Foi um desafio para os servidores do órgão, porém, foi executado com sucesso. Atualmente, a Adepará tem a missão de deixar o Estado do Pará 100% livre da febre aftosa com vacinação até final do ano de 2012 e seguida confirmação, via Ministério da Agricultura, até início do ano de 2013. Entre os resultados alcançados confirmou-se, inicialmente, o êxito nas regiões sul e sudeste do Pará, como áreas livres de aftosa e ao longo do ano de 2012, o foco esteve voltado para as regiões oeste, nordeste e região do Marajó. Os bons resultados se apresentam a partir das campanhas de vacinação, que chegaram a atingir 97% de cobertura. Através das ações desenvolvidas a Adepará que atua em

cerca de cem mil propriedades rurais consegue alavancar a economia paraense abrindo mercado para a exportação de produtos de origem animal e vegetal inclusive para outros países, assegurando a qualidade e a credibilidade da defesa agropecuária do Estado do Pará, integrando de modo efetivo os diversos órgãos parceiros. Vale lembrar que o desenvolvendo da defesa agropecuária funciona como ferramenta de inserção e expansão do agronegócio estadual no Brasil e no mundo, uma vez que a questão sanitária é fator limitante para a comercialização e um diferencial de competitividade. Ao longo dos últimos dois anos, esforços empreendidos estiveram voltados para valorização da produção e do servidor; agregação de valor dos produtos e subprodutos agropecuários; relação custo benefício mais adequada para cada região; implantação de frigoríficos; melhorias quanto a estrutura e logística e modernização da Adepará. Merece destaque a mudança de sede da Adepará, no segundo semestre de 2012, para a Av. Pedro Miranda, no bairro da Pedreira, em Belém, um sonho para os servidores que passaram a ter espaços mais adequados para a execução do trabalho diário. Agora, mais satisfeitos, servidores da Agência trabalham com mais segurança e mais qualidade estrutural para o exercício da função. Mário Moreira, atual diretor geral da Agência de Defesa destacou alguns diferenciais de gestão e citou o empenho em torno da informatização da Agência. Ele lembrou, por exemplo, que o Pará está entre os pioneiros na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica (via web). Moreira lembrou ainda a importância da emissão da Guia de Trânsito Vegetal (GTV), que contribui com o transporte adequado e seguro de produtos como o abacaxi, pimenta do reino, caju, laranja e muitos outros. Destaque também para a regulamentação da Lei de Sanidade Animal e a parceria dos governos estadual e federal que, através de convênios com o Ministério da Agricultura, garantiu investimentos na ordem de R$ 60 milhões para o setor até o ano de 2014. Nos anos de 2011 e 2012, por exemplo, a Adepará foi contemplada com 200 novos veículos entre caminhonetes, motos e carros, confirmando assim melhorias estruturais.


“É certo que nos últimos dois anos, a Agência ganhou visibilidade e credibilidade. Estamos presentes em feiras agropecuárias, eventos nacionais e regionais. Além disso, nosso trabalho está focado na troca de experiência, na busca por conhecimento e utilização de novas tecnologias em prol da defesa agropecuária e, dessa forma, as relações de interação entre profissionais, integração com órgãos afins e de aproximação com representantes do mercado interno e externo avançaram e contribuíram com o desenvolvimento do setor agropecuário”, esclareceu Mário Moreira.

O servidor foi essencial para o processo de construção da Adepará ao longo dos dez anos de criação e consolidação da Adepará “Ao longo desses dez anos de existência da Adepará, o servidor foi responsável pelo crescimento e solidificação da instituição, interagindo entre os diversos setores da Agência, conseguindo assim executar suas atividades em todos os segmentos. Adepará hoje é reconhecida nacional e internacionalmente por garantir a segurança dos rebanhos e das lavouras contra as possíveis contaminações de pragas e doenças advindas de outros Estados”, declarou o diretor técnico Ivaldo Santana. Os servidores de forma contínua estão sempre buscando o aperfeiçoamento dos valores organizacionais e a necessária aplicação de procedimentos integrados, tendo como norte a defesa agropecuária do Estado e consequentemente da sociedade. A real compreensão da importância de suas atribuições por parte dos servidores e a busca para o exercício dessas fun-

ções com determinação, lealdade e espírito público, contribuiu com a construção da solidez da Adepará. “Nenhuma Instituição será forte, eficiente e respeitada se não estiver alicerçada em um corpo de profissionais qualificado, coeso e movido pela consciência do dever a cumprir”, declarou Mário Moreira. Segundo Santana, “a organização que se consolida deverá ser capaz de exercer a plenitude de suas atribuições. É certo que individualmente não conseguiremos chegar aos nossos almejados objetivos; juntos, entretanto, poderemos alcançar o esperado reconhecimento do Estado, prestando indispensável serviço aos produtores e empresários do setor agropecuário paraense. Somos sabedores que é longa a jornada em busca da eficiência e da credibilidade, mas estamos convictos de que não faltará determinação e coragem a todos os valorosos integrantes da Adepará para alcançá-las”.

ADEPARÁ COMEMOROU DEZ ANOS DE ATUAÇÃO

Há dez anos a Agência de Defesa Agropecuária do Estado surgiu pra fazer história na área animal e vegetal do Pará. Foram 10 anos de muitas conquistas. Por merecimento, a Adepará organizou um grande evento

no Pará Clube, um churrasco recheado de diversão. Na ocasião, houve momentos marcantes como a entrega do Cheque Moradia, certificados, medalhas para os jogadores de futebol e vôlei, até desfiles de servidores e estagiários que esbanjaram simpatia. Muitas homenagens foram feitas com os atuais diretores e ex- diretores do órgão juntamente com as autoridades que estiveram presentes, entre eles o secretário de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do Estado, Sidney Rosa; presidente da Federação da Agricultura do Pará, Carlos Xavier; presidente da União das Indústrias Exportadoras de Carne do Estado do Pará, Francisco Victer entre outros.


Exposições e Feiras agropecuárias movimentaram municípios paraenses em 2012 O Governo do Estado do Pará, através dos órgãos públicos que atuam em prol do desenvolvimento do setor produtivo do Estado, a exemplo da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e Emater, apóiam a realização de exposições e feiras agropecuárias que integram o calendário de eventos dos municípios paraenses. Para o diretor geral da Adepará, Mário Moreira, os eventos são oportunidades para discutir alternativas e soluções para os problemas do setor agropecuário e trocar e atualizar informações. “É um momento adequado para se aproximar do meio rural”, disse Moreira. Os eventos contribuem com o desenvolvimento local; com a economia regional; geram trabalho e renda pois são oportunidades de realização de negócios; comercialização de animais de alta linhagem; difusão de novas tecnologias e capacitação de mão de obra. As feiras beneficiam não só o meio agropecuário, mas os setores voltados para o entretenimento, segmento cultural, hotelaria, alimentação e o comércio local. A movimentação nas cidades em torno das exposições agropecuárias é grande. Com a economia em alta, comércio e mercado informal preparam-se para atender a demanda que surge durante o período do evento por parte da população local e população itinerante. São visitantes que chegam de outras

REDENÇÃO

regiões para conhecer a exposição e a cidade, aquecendo assim, o turismo local. Em 2012, a Coordenadoria de Educação Sanitária e Comunicação (Cesco / Adepará ) esteve presente em exposições agropecuárias, montou estandes e e realizou ações educativas junto à comunidade, entidades representativas de produtores rurais, estudantes e visitantes. O programa de Educação Sanitária da Adepará tem como objetivo dar suporte às ações de inspeção e defesa animal e vegetal, buscando informar e estimular a mudança de hábitos em seu público alvo, através do desenvolvimento de campanhas e projetos educativos, contribuindo para uma atividade agropecuária e agroindustrial sustentável nos municípios paraenses. Em muitos dos 144 municípios acontecem anualmente às feiras agropecuárias e os eventos reúnem representantes do setor produtivo dos segmentos público e privado, entidades não governamentais, segmento cultural e a população em geral. Normalmente, funcionam como o maior evento cultural do município, com destaque para os shows, palco de diversidade cultural onde são realizadas apresentações regionais.

TUCUMÃ


FALE COM A DIRETORIA DA ADEPARÁ MÁRIO MOREIRA Tel.: (91) 3210-1101 Cel.: (91) 8149-8040 gab@adepara.pa.gov.br

CHRISTINA HAYNE Tel.: (91) 3210-1106 Cel.: (91) 8895-3904 Cel.: (91) 8137-8773 ascomadepara@gmail.com


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