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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 12/02/17

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Fundado em 1901

Ano CXVI Edição 07 Domingo, 12.02.2017 R$ 3,20

Aqui, ali e além do Solimões!

I Trans Saúde leva compaixão e graça às comunidades ribeirinhas Página 07 UFMBB

Notícias do Brasil Batista

Dia Batista de Oração Mundial conecta mulheres de todo o mundo

SEC e IBB formam I turma de Mestrado no Sertão pernambucano

Página 08

Página 10

Missões Mundiais

Notícias do Brasil Batista

Campanha 2017 também está na internet; baixe o material para a sua Igreja

PIB de Presidente Prudente - SP comemora 90 anos de organização

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o jornal batista – domingo, 12/02/17

reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA

Estamos doentes

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Vanderlei Batista Marins DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Paloma Silva Furtado (Reg. Profissional - MTB 36263 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Celso Aloisio Santos Barbosa Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: editor@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.ojornalbatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Infoglobo

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uando alguém morre é normal o clima de comoção e solidariedade com a família enlutada. Se a pessoa for uma figura pública, a proporção de tudo isso aparece em uma escala muito maior. Infelizmente, com a tal “liberdade de expressão”, pessoas têm utilizado as redes sociais para lançar palavras de ódio contra algo ou alguém. No dia 24 de janeiro, dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, foi internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de um

acidente vascular hemorrágico provocado pelo rompimento de um aneurisma. Na quinta-feira, 02 de fevereiro, um boletim médico informou que já não havia mais fluxo cerebral na ex primeira-dama. Como era esperado, muitas pessoas, através da Internet, prestaram a sua solidariedade à família de Lula. Por outro lado, algo muito triste aconteceu: pessoas comemoraram a morte de Marisa Letícia. Comentários de mau gosto foram publicados e pasmem, uma mulher festejou a morte em frente ao hospital. Fica a

pergunta: o que está acontecendo com a sociedade? A Palavra já nos alertava que, em breve, isso aconteceria. Em Mateus 24.12, Jesus disse que “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”. Nosso país está mergulhado na violência, corrupção, conflitos familiares. Isso reflete em cada indivíduo, que passa a pensar somente em si, não respeita a opinião alheia e por aí vai. Não importa se você é de direita ou esquerda; se torce para o clube x ou y. Precisamos respeitar as particularidades, o momento de cada um.

Colocar-se no lugar do outro, a empatia. Você gostaria que alguém zombasse da sua vida por causa de algum fracasso ou perda? Então, porque fazemos isso com os outros? Nós, como Igreja, precisamos ser diferentes. É necessário amar ao próximo; abraçar, trazer palavras de conforto, orar pela vida e deixar que Deus faça a obra. Somente assim, nosso povo começará a receber a cura desse mal chamado falta de amor. Que Deus abençoe a sua vida! Estevão Júlio Decom


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reflexão

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bilhete de sorocaba Mordomia, sinônimo de fidelidade JULIO OLIVEIRA SANCHES

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pastor Daniel de Oliveira Cândido, já na glória, meu colega de Seminário, em seu livro “Reflexões sobre mordomia cristã”, dedica 27 capítulos aos vários aspectos da mordomia. Alguns capítulos como Mordomia Cosmológica, Antropológica, Somática, Influência, Lúdica, talvez, jamais tenham sido objeto de sermões ou estudo na Igreja. Mas todas têm a sua base bíblica, desafiando o salvo a ser fiel em tudo. Aos Coríntios 4.2, Paulo diz que o despenseiro, mordomo da despensa, deve ser fiel. A revolta maior de alguns salvos refere-se ao dízimo,

que é a parte menos influente na mordomia. Tiago escreve o capítulo três de sua carta sobre a mordomia da língua. O autor diz que a língua é fogo como mundo de iniquidade, alimentada pelas chamas do inferno (Tiago 3.6). Quanta desgraça uma língua alimentada pelo fogo do inferno gera na vida em família, na sociedade e, especialmente, na Igreja de Cristo. Vidas continuam sendo destruídas pela língua dos salvos. Ferinas, falam para depois refletir. A vida prática comprova que os estragos gerados pela língua são irreparáveis. O salvo pode até ser um fiel dizimista, mas se não é um bom mordomo da língua, tudo perde o significado.

Com o surgimento da mídia, a língua ganhou impulso especial. As mensagens voam. São comentadas, compartilhadas e acrescidas de comentários maldosos, estimuladas pelo fogo do inferno. Não deveria ser assim. Mas, a experiência diária confirma que o Diabo continua alimentando as chamas do inferno, usando a língua como instrumento. O homem sempre foi mau mordomo. Deus ordenou-lhe que cuidasse do Universo criado. Os desastres ecológicos atestam a não obediência à ordem divina. O Senhor fez o corpo humano para que fosse o templo do Espírito Santo. Vícios, doenças,

trabalho em excesso, descuido com a saúde confirmam que inexiste mordomia fiel. Alimentação inadequada e outros fatores apressam a derrocada do corpo humano. O pecado incapacitou o homem de exercer com fidelidade a mordomia desejada. Na mente de muitos salvos, o maligno inoculou a ideia que mordomia é sinônimo de dinheiro. Portanto, objeto de discórdia. A definição de dinheiro do meu ex-professor da EBD ajuda-nos a pensar corretamente na verdadeira mordomia. “Que é dinheiro? É o deus do avarento. Ornamento da classe nobre. Ambição do pobre, aspiração de todos, realização de poucos

e perdição de muitos. O dinheiro alimenta o estômago, mas deixa a alma faminta. Veste e adorna o corpo, mas deixa desnudo o espírito. Custeia transporte para toda parte, menos para o céu”. Acrescentaria: Dinheiro foi e é a desgraça dos condenados e dos que serão condenados pela Lava Jato. A mordomia cristã se esforça para aproximar o salvo de Deus, em uma comunhão mais íntima, até chegar à entrega total Àquele que tudo lhe dá. Sejamos mordomos fieis em todos os aspectos do nosso viver e não apenas na devolução do dízimo. Fidelidade total é o desafio que permanece.

Transformados pelo poder do Reino de Deus como discípulos completos Marinaldo Lima, pastor da Igreja Batista em Sítio Novo - Olinda - PE

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discipulado cristão começa quando o Senhor Jesus chama: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”(Mt 11.28). Chamar o ser humano à Sua presença é o propósito de Deus desde a queda no Éden (Gênesis 3.9). No seu ministério terreno, Jesus chamou inúmeras pessoas para seguí-lO. No Mar da Galileia, Jesus disse a Pedro e a André: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Contudo, o chamado de Jesus não é para nos deixar no vácuo. Ele chama com propósitos e, para isso, Ele nos prepara.

O discipulado cristão tem propósitos e, por esta razão, Ele nos prepara: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrarei descanso para as vossas almas” (Mt 11.29). Em seu ministério terreno, Jesus preparou e discipulou Seus seguidores com sábios ensinos através de parábolas, discursos, sermões, admoestações, exortações e, até mesmo, repreensões. Os seus milagres também podem ser vistos como pedagógicos, pois todos eles contém elementos concernentes ao Reino de Deus. No sermão mais conhecido de Jesus (Mateus 5.7), Ele ensinou como os Seus discípulos verdadeiramente devem cumprir a Lei de Deus. Todos os que foram até Jesus ficaram maravilha-

dos com Suas doutrinas “Porque Ele os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7.29). Entretanto, além de chamar - vinde a mim - e preparar aprendei de mim -, Jesus empodera os seus discípulos. O verbo empoderar, que passou a ser usado correntemente nos últimos anos, tem um grande significado. Alude ao fato de investir outrem em um poder ou com um poder, dando publicidade à autoridade que foi outorgada. No nosso caso, como cristãos, recebemos o poder; porém, o que deve ter visibilidade não somos nós, e sim Aquele que nos investiu do poder: o próprio Senhor Jesus Cristo. Em João 3.30, lemos as palavras de João Batista: “É necessário que Ele cresça, e que eu diminua”. Na Sua

autoridade, Jesus ordenou o Espírito Santo sobre os apóstolos: “E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22). Contudo, para nos tornarmos “Transformados pelo poder do Reino de Deus como discípulos completos”, após o vinde a mim, o aprendei de mim e o recebei o Espírito Santo, nosso Senhor Jesus Cristo nos dá outro imperativo: ide por todo o mundo. A ordem completa está em Marcos 16.15: “E disse-lhe: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura”; e também em Mateus 28.19-20 e Atos 1.8. E no Livro de Atos, lemos como os apóstolos, juntamente aos demais discípulos de Jesus, conforme Atos 1.15, que tinham atendido ao convite

do Mestre, aprendido com Ele e recebido o poder do Espírito Santo, começaram a ir por todo o mundo. O Evangelho foi pregado, geração após geração, e chegou até nós. O nosso testemunho e a nossa pregação devem deixar bem claro que nós temos a companhia do Senhor Jesus e nos parecemos com o Mestre. Exerçamos o discipulado completo pelo fato de que Ele nos chama - vinde a mim -, nos prepara - aprendei de mim -, nos unge com poder - recebei o Espírito Santo - e nos envia - ide por todo o mundo. Cumpramos a missão “Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder” (I Co 4.20). E façamos com amor, para termos felicidade no serviço e alegremente cantarmos: “No serviço do meu Rei eu sou feliz!”.


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Justiça de Deus em Tiago 1.20 Francisco Mancebo Reis, pastor, colaborador de OJB

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que diz o texto? Após recomendar que todo homem seja tardio para se irar (Tiago 1.19), Tiago dá a razão do verso 20: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tg 1.20). O que alguns comentaristas dizem sobre o texto? Jamieson, Fausset e Brown, em “Comentario Exegetico Y Explicativo de la Biblia”: A verdadeira justiça se semeia em paz, não em ira, conforme Tiago 3.18: “O fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz”. Comentário Bíblico de Abingdon: Justiça de Deus, não no sentido paulino, mas no sentido de uma conduta que Deus aprova. Cita Mateus 5.20 e 6.33: “...Se

a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”; “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça...”. Bonnet e Schroeder, em “Comentario del Nuevo Testamento”: Em todas as circunstâncias da vida, nada é mais irreconciliável do que essas duas coisas postas em notável contraste: a ira do homem e a justiça de Deus. Certamente, Tiago trata com aqueles que já foram agraciados pela Justiça de Deus, no sentido de justificação, e cobra deles um proceder compatível com esse privilégio alcançado. A ira não produz fruto de justificação, mas de condenação; não revela a nova natureza, mas a velha; não atinge os padrões de Justiça que Deus estabeleceu para os crentes. A ira nos predis-

põe ao mal, é incapaz de produzir retidão divina em nós. A Justiça de Deus no texto em estudo deve ser inerente ao caráter cristão e manifestar-se em ações justas, em testemunho prático. O versículo seguinte (Tiago 1.21), complementando o versículo 20, aconselha o despojamento de toda impureza e acúmulo de maldade. Na versão da Sociedade Bíblica do Brasil (NTLH), assim lemos Tiago 1.20: “Porque a raiva humana não produz o que Deus aprova”. Diante de tanto ódio, violência, perversidade e injustiça no Brasil e no mundo, quantos desafios somos constrangidos a aceitar. Não somos cristãos? Reconhecemos nossas falhas? Temos sido sensíveis aos erros cometidos? Estamos dispostos a ser exemplos do bem? Devemos pensar nisso.

Os dois Evangelhos José Manuel Monteiro Junior, pastor da Igreja Batista do Paiva – RJ

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orque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. O Evangelho de Jesus Cristo é a Boa Nova de grande alegria. Nisso eu acredito, prego e ensino dentro desta perspectiva. Dentro da minha limitação, observo que o Evangelho se transformou em algo voltado para o homem, e Jesus Cristo deixou de ser o centro, a razão de

ser o Evangelho. Por isso, fiz questão de intitular esta pequena reflexão de “Os dois Evangelhos”. O do homem e de Jesus Cristo. Que paralelos podemos traçar para estes seguimentos? Em primeiro lugar, o Evangelho dos homens preconiza as bênçãos materiais, e o Evangelho de Jesus a transformação pessoal. Muitos, hoje, querem as bênçãos de Deus, mas não querem o Deus das bênçãos. Deus hoje virou marionete nas mãos dos homens. Não se enfatiza mais a transformação pessoal, o fato de ser uma nova criatura em Cristo Jesus, que é permitir que a vida de Jesus seja cada dia mais evidente

em nossa natureza caída e degenerada pelo pecado. É a cada dia mortificar o eu para abrirmos espaço para Jesus. Em segundo lugar, o Evangelho dos homens enfatiza fenômenos espirituais, e o Evangelho de Jesus a fé genuína. O que é fé? O autor de Hebreus nos diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). A expressão no grego para firme fundamento é garantia inabalável. Isso significa que a fé não está baseada em fenômenos externos, mas na Pessoa de Jesus Cristo. Ele é a nossa garantia inabalável, o nosso porto seguro.

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

Todas as coisas mesmo? uando estivermos na “nova Terra”, revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, viveremos com a completa santidade, característica da perfeita comunhão com Deus. Até lá, entretanto, teremos que enfrentar, nesta primeira Terra, o rigoroso e cansativo treinamento do processo de santificação. O processo é tão rigoroso, que Paulo foi inspirado para nos garantir que o Deus que nos dá provações também nos garante Sua intervenção aperfeiçoadora. “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que Ele chamou de acordo com o Seu plano” (Rm 8.28). A pergunta que alguns fazem, após ler o texto, é: “to-

das as coisas, mesmo? Ou somente algumas, de natureza mais religiosa ou mais santa?”. O mesmo Paulo nos confirma que “tudo” quer dizer “tudo”. Ele se identificava como alguém que não merecia ser chamado de apóstolo, “pois persegui a Igreja de Deus”. Talvez nosso problema seja o de percepção. Damos mais atenção às características mundanas do nosso viver cristão, onde as coisas são cheias de vergonha e de mau cheiro. Nossa percepção, de acordo com o apóstolo, deve ser focada na misericórdia de Deus, em Cristo. A misericórdia, que é o plano do Senhor para quem aceita Jesus como o Cristo, o Salvador, deve guiar nossa conduta cristã. Neste contexto, então, “todas as coisas” devem ser aceitas, literalmente, como “todas as coisas”. No meio do nosso treinamento espiritual, declaremos como Paulo: “No entanto, não sou eu quem tem feito isso e, sim, a graça de Deus que está comigo” (I Co 15.10).

Em terceiro lugar, o Evangelho dos homens convoca pessoas para a prosperidade, e o Evangelho de Jesus Cristo ao discipulado. Ser discípulo de Jesus é reproduzir na vida o caráter de Cristo. Este é o nosso maior desafio nesta sociedade pós moderna. Mostrar que viver com Cristo e andar como Ele andou é significativo e relevante. Ser discípulo de Jesus Cristo não significa andar e viver alienado ao que está em nossa volta, é estar inserido na arte, na cultura, na política, no esporte, apontando Jesus Cristo e o Seu Reino. Para finalizar, o Evangelho dos homens aponta o poder como alternativa de vida, e o

Evangelho de Jesus Cristo para amor e o serviço. Muitos pregadores afirmam que o crente é cabeça e não cauda e, por isso, tem que sempre chegar ao poder. Jesus nos ensina que quem quer ser grande deve se humilhar, deve servir e, acima de tudo, amar. Como diz o hino do Cantor Cristão “No serviço do meu Rei eu sou feliz”. Com isso, não quero dizer que Deus não possa nos abençoar e nos dar prosperidade. O que quero dizer que isso não é prioridade no Evangelho de Jesus. Por quê? O Senhor quer cuidar de nós. Que Deus nos ajude a cada dia vivermos o Evangelho da Graça de Deus em Cristo Jesus.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28)

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O filho do homem Arnaldo Nunes, pastor, membro da Igreja Batista Betel em São Paulo

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ários textos das Sagradas Escrituras confirmam a veracidade de que Jesus Cristo se refere a Sua Pessoa como o Filho do homem. Um termo que vem de uma expressão hebraica, indicando uma posição de humildade, isto é, uma posição de um homem comum, sem privilégios especiais. Essa expressão é mencionada,

aproximadamente, 80 vezes alusivas a Jesus nos evangelhos sinóticos; mencionados também por Ele. Jesus era um ser humano, um homem típico, um homem identificado com outros homens, compartilhando de sua posição, natureza e sofrimento. Em Daniel 7.13-14, aparece um personagem. “Na mesma visão que tive naquela noite, vi um ser parecido como um homem que vinha entre as nuvens dos céus. Ele foi até o lugar

onde estava aquele que sempre existiu e foi apresentado a Ele. Deram-lhe o poder, a honra e a autoridade de Rei a fim de que os povos de todas as nações, línguas e raças o servissem o seu poder é eterno, o seu Reino não terá fim” (Dn 7.13-14). O ministério de Jesus é poderoso. Sem dúvida alguma e, ao mesmo tempo, está relacionado com a sua segunda vinda, quando Jesus aparecer como Juiz para julgar os vivos e os

mortos com poder e glória. Jesus aparecerá como Juiz universal. João 5.22 e 27”. O Pai não julga ninguém, mas deu ao Filho todo o poder para julgar, a fim de que todos respeitem o Filho, assim como respeitam o Pai. Quem não respeita o Filho também não respeita o Pai. “Eu afirmo a vocês que isso é verdade; quem houve as minhas palavras crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mais passou da morte para a vida”. No

verso 27, Deus deu a autoridade ao Filho para julgar, pois Ele é o Filho do homem. Jesus, na qualidade de Filho do homem, veio sofrer como homem representativo. A missão de Jesus Cristo foi realmente inevitável. Portanto, esse foi o seu serviço supremo em favor dos homens perdidos. Marcos 10.45. 14.22 e 24. “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.”

As sirenes e a minha espiritualidade Jeferson Cristianini, pastor, colaborador de OJB

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as grandes cidades, a poluição sonora é normal. O excesso de barulho nas ruas é comum àqueles que estão na correria cotidiana. São muitos os barulhos da vida moderna e urbana. Na cidade, acordamos com o som do despertador e não com o canto do galo. A chaleira faz barulho e o micro-ondas também. O liquidificador e o espremedor de laranjas são barulhentos. Os toques dos celulares, cada vez mais escandalosos, roubam o sono de muitos no transporte coletivo. Os carros, os ônibus circulares e as motos são ruidosas. As máquinas da construção civil são barulhentas e o som das buzinas no trânsito caótico nos leva a um estresse, muitas vezes absorvido como

normal na loucura da vida urbana. Em meio a tanto barulho, o som das sirenes não provocam mais inquietação em nós. Acostumamo-nos com o seu som. Para nós, é mais uma viatura que está passando. O estranho é que a banalização da vida é perceptível a nós quando não valorizamos a vida de quem está dentro da ambulância e/ou viatura policial. Nossa banalização da vida é uma violência contra o Criador, é um ato de barbárie. Vivemos como se as pessoas fossem descartáveis. Nosso senso de compaixão é sufocado pela correria cotidiana, que tende a nos levar a lugar algum. Diante dos sons das sirenes deveríamos parar e pensar: e se fôssemos nós que estivéssemos em uma ambulância, como gostaríamos de ser tratados? Gostaríamos que orassem por nós? Devería-

mos pensar: e se fosse uma pessoa querida, será que nos preocuparíamos mais? Agiríamos com misericórdia, que é uma palavra rara nessa sociedade do “cada um por si e Deus por todos”. Na parábola do bom samaritano, Jesus acusa os religiosos de “passaram de largo”, ou seja, de cortarem volta para não ajudar. Jesus reprova a indiferença dos religiosos e valoriza um samaritano que teve compaixão. É curioso como sabemos dessa história, mas não aplicamos seus belos ensinos no cotidiano. Ouvimos o ruído das sirenes e “passamos de largo”, não paramos para orar pela mãe do adolescente preso na viatura policial. Não oramos pelas pessoas presas jogadas na viatura militar, clamando a Deus que essas vidas possam ter um encontro com Jesus. Não oramos quando vemos o caminhão

do Corpo de Bombeiros correndo contra o tempo para salvar uma vida, para apagar o fogo de uma casa de uma família que está perdendo tudo. Não intercedemos quando vemos a ambulância do SAMU passando ao nosso lado a toda velocidade para salvar um ferido pelo trânsito violento de nossas cidades. Não oramos pela pessoa que sofreu um ataque cardíaco, que teve um AVC, que sofreu uma queda e que precisa de um atendimento urgente. Não oramos pelas famílias das pessoas que estão nas ambulâncias e estão aflitas com a situação de seus entes queridos. Em uma sociedade robotizada e pragmática, acostumamo-nos com as tragédias, com a violência e com a banalização da vida. O capitalismo ensina que há muita mão de obra, assim, não nos preocupamos como

deveríamos com as pessoas. Diante de tanto sofrimento humano que nos rodeia, ao ouvir um som de uma sirene, nós, como cristãos, deveríamos interceder e orar pelas pessoas que precisam de atendimento. O som das sirenes pode ser uma das formas de exercitarmos nossa fé cristã. Uma forma de pararmos e por alguns instantes tirarmos o foco de nós mesmos e orarmos pelas pessoas que sofrem. Que ao som das sirenes possamos amar o próximo com nossa oração sem sabermos o nome e a dificuldade. Aqueles que amam ao Senhor acima de tudo, não “passam de largo” diante do sofrimento humano, pelo contrário, se compadecem e agem em favor do necessitado. O som das sirenes deve nos levar ao Senhor em profunda gratidão e oração. Nutra compaixão em seu coração orando.


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Roma nunca mais! Tarcísio Farias Guimarães, pastor, colaborador de OJB

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Reforma Evangélica do século XVI, da qual os Batistas também são herdeiros e, ao mesmo tempo, continuadores, gerou uma profunda e irreversível ruptura com a Igreja Católica Romana. O anseio de muitos grupos cristãos e de muitos cristãos que agiram individualmente, era, inicialmente, a restauração da doutrina bíblica no seio da Igreja Católica, o que não foi possível em face das grandes resistências do clero romano, sempre interessado em manter seu domínio político e seus privilégios alcançados na Idade Média sobre a cristandade. Por toda a Europa da Era Moderna, surgiram movimentos de retorno às Escrituras e de rejeição às práticas romanas fundamentadas tão somente na tradição católica. O entendimento dos cristãos comprometidos com

as doutrinas bíblicas era de que não havia no Romanismo disposição verdadeira para revisar-se. Naqueles dias, falava-se muito que “Roma é sempre Roma”. Os Batistas, que afirmaram-se como denominação organizada no século XVII, também disseram “não” a muitas heresias católicas: infalibilidade papal, venda de indulgências, adoração de imagens, corredenção por meio de Maria, salvação por meio de obras, confissão auricular, purgatório, penitência por meio de castigos físicos, celibato obrigatório dos sacerdotes, Missa de Sétimo Dia, clericalismo, sacramentalismo, alianças com o poder estatal, etc. Essa bela história de separação de Roma e de busca incessante pela compreensão da Bíblia tem sido negada por vários grupos que, identificando-se como evangélicos, comportam-se como se em Roma ainda permanecessem. Jesus afirma que “Ninguém

deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam” (Mt 9.16-17). Assim também não é aceitável que um cristão professe a fé evangélica e continue envolvido com práticas romanas estranhas ao Evangelho. Volta a Roma todo aquele que vende ou compra sabonete ungido, água para tratamento espiritual, vassoura para limpeza de ambiente amaldiçoado, bem como toda sorte de quinquilharias do paganismo gospel. Quem idolatra seus “apóstolos” e pratica a conhecida “tietagem” dos artistas que lucram alto com os badalados shows do mundo gospel, volta ao clericalismo romano. Quem busca novas revelações e ex-

periências estranhas à Palavra de Deus volta à conhecida atitude romana de desprezo às Escrituras, constituindo suas próprias tradições e validando-as por suas próprias visões enganosas. Quem despreza o culto centralizado na leitura e exposição fiel da Bíblia, volta a Roma, normalmente sob pretexto de contextualização do culto cristão. Há evangélicos que ultrapassam a subjetividade de suas práticas semelhantes à espiritualidade romana e até declaram abertamente sua simpatia ao Ecumenismo Cristão, movimento mundial que luta pela unificação das diferentes tradições cristãs, cuja liderança natural e predominância numérica pertencem à Igreja Católica Romana. Vemos, com pesar, multiplicarem-se os cultos ecumênicos e as declarações de lideranças evangélicas em prol do engano ecumênico. É politicamente incorreto nos nossos dias posicionar-se con-

trário às iniciativas de caráter ecumênico. Um dia, quando estivermos finalmente diante do nosso Senhor para prestar-lhe contas de tudo que fizemos, seremos questionados quanto à nossa fidelidade a Cristo. Ele não nos perguntará sobre a nossa popularidade, capacidade financeira das nossas Igrejas, beleza da nossa música ou qualquer outro elemento valorizado pela cultura contemporânea. Ouviremos as seguintes palavras do Senhor: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21). Se você ainda está associado à Babilônia Romana, atente para aquilo que diz o Senhor: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Ap 18.4). Roma nunca mais! Sejamos fiéis a Cristo até o fim!

jovens e futuros professores e líderes das Igrejas devem começar o quanto antes no uso da Internet para a aprendizagem, transmissão e ensino da Palavra da fé cristã. Deus orientou a Moisés na prática do ensino da fé e obediência a Palavra de Jeová (Deuteronômio 6.6-9). Como podemos transformar na prática essas orientações de Moisés dadas no deserto para os tempos da tecnologia virtual? Já não andamos no caminho com os filhos, mas navegamos na Internet; Já não nos sentamos em nossa casa, mas temos Facebook; Já quase não vemos os nossos filhos deitarem, mas temos Instagram; Ja nem levantamos com os nossos filhos, mas enviamos e-mail; Ja não atamos as palavras por sinal nas nossas mãos, mas nossos notebooks têm papel de parede;

Já não estão nos frontais dos nossos olhos, mas temos uma tela no notebook; Ja não escrevemos nos umbrais da casa, mas temos blog. Para concluir, espero que este artigo desperte em você o interesse em não somente conhecer o que há na Internet, mas partir para uma ação mais ousada, mais criativa para alcançar não somente os de fora da fé em Jesus, mas principalmente aqueles que estão aos cuidados das comunidades locais, fortalecendo a sua fé mediante novas formas e estratégias de ensino cristão, teológico e ministerial. No mundo virtual há um espaço para o ensino, treinamento ministerial e capacitação do nosso povo. Este povo que, por diversas razões, tem seu tempo também tomado de atividades, mas podem dedicar um tempo para o aprendizado da Palavra fora do formato tradicional das classes ou de grupos comunitários.

Precisamos pensar no mundo virtual José Miguel M. Aguilera, pastor, membro da Missão Batista no Jardim Embaré São Carlos – SP, mestre em Ciências da Religião

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gora, no século 21, muito da nossa realidade mudou. Nosso desafio é o mundo global, as tribos virtuais. A nova praça onde os relacionamentos são construídos são o Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais da web. O mundo está a um click. O site da UOL, no blog Tecnologia, com data de 05/08/2015 divulga dados de uma pesquisa feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (cetic.br). Com base na pergunta: “Qual tem sido a relação das crianças com a rede?”, os dados analisados apontam: • 82% dos entrevistados navegam pelo celular diariamente; os smartphones cor-

respondiam a 53% dos acessos (contra 71% de desktops), em 2013, 73% apontam as redes sociais como a principal atividade no ambiente virtual. • 63%, ou seja, seis em cada dez crianças e jovens brasileiros que usam a rede admitem que não seguem as orientações dadas pelos pais. • 52% informaram que seus perfis são públicos, ou seja, podem ser vistos por qualquer pessoa. Se somarmos ao número de perfis “parcialmente privados”, o número chega a 64%. • 43% das crianças entre 9 e 10 anos que acessam a internet tem um perfil em alguma rede social. Entre a faixa de 11 a 12 anos, o número sobe para 68% e entre 13 e 14 vai para 88%. Quanto mais alta a classe social, maior o número de jovens com perfil nas redes sociais (85% nas classes A e B e 69% na classe D e E). • 32% admitiram mentir a idade para poder entrar no Facebook, que permite que

apenas maiores de 13 anos participem da rede. • 22% ainda usam as velhas Lan Houses para ter acesso à rede; em 2012, o índice era de 35%. Diante disso, devemos nos perguntar: e a Igreja, como vai alcançar essas crianças, jovens e adolescentes? Como esta Igreja providencia o ensino da fé cristã? Quais são as estratégias que os adultos estão usando para essa nova realidade? Não se pode esperar o futuro para desenvolver hábitos cristãos no uso da internet; a Igreja precisa começar hoje. Atualmente, os cursos teológicos denominacionais já estão sendo oferecidos em ambiente virtual, embora entendo que seja necessário um link com as comunidades locais para uma pratica ministerial desta aprendizagem, a fim de não desencarnar o estudante da sua realidade. Porém, nossos líderes, nossos


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missões nacionais

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Aqui, ali e além do Solimões! I Trans Saúde leva compaixão e graça às comunidades ribeirinhas

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primeira parada só aconteceria após 30h de navegação. Durante a viagem, a bordo do barco O Missionário, éramos uma equipe comprometida e feliz em fazer parte de um projeto que transforma vidas, a começar da nossa. O mais importante não era a profissão que exerceríamos ali, mas o Deus que apresentaríamos. Todas as ações de saúde foram ferramentas para que o Evangelho fosse pregado. Nenhuma pessoa saía do consultório sem que fosse minisAntes eu me sentia envolvido, mas agora estou comprometido com a evangelização dos ribeirinhos. Pastor Ubirajara de Oliveira, médico pediatra e pastor da PIB em Marambaia - RJ

trada com uma oração e uma palavra do Senhor. Levamos compaixão e apresentamos a Graça aos ribeirinhos da Amazônia. Formamos uma caravana de 28 voluntários: 5 médicos, 6 dentistas, 8 enfermeiros, 1 farmacêutico, 1 psicólogo e 7 profissionais de outras áreas que formaram a equipe de apoio. Atendemos cerca de 500 pessoas em 7 comunidades. A mobilização aconteceu em Costa do Jussara, Itapeua, Jacaré, Japiin, Ubin, MoreiDeus usou as situações que encontramos entre os ribeirinhos para me mostrar que preciso olhar mais em volta e não usar o meu trabalho só de uma maneira técnica, mas que eu lido com seres humanos que precisam da Graça de Deus. Vivian Teles, dentista e membro da IB de Magé - RJ

ra e Fátima, onde já temos Radicais que desenvolvem o trabalho de evangelização discipuladora - essa é uma estratégia que abre portas e possibilita aos nossos Radicais mais aproximação com a comunidade. Dentre as pessoas atendidas que ouviram o Evangelho, 31 pessoas se decidiram por Cristo. Na evangelização de crianças, 145 ouviram sobre o Amor de Jesus e 45 decidiram entregar a vida a Cristo. Vinte e duas Bíblias

foram distribuídas. A equipe médica atendeu 469 pessoas, sendo 271 adultos e 198 crianças. No atendimento odontológico, 412 pessoas foram atendidas, sendo 243 crianças e 169 adultos. Foram feitos 534 procedimentos odontológicos. A equipe também ofereceu atendimento psicológico, consultando 7 adultos e 3 crianças. Ao todo, a equipe médica distribuiu 1045 medicamentos e 412 kits odontológicos para a comunidade ribeirinha.

A Trans Saúde, que aconteceu nos dias 21 a 29 de janeiro, foi uma ação evangelística realizada pela JMN, ligada ao Projeto Novo Sorriso da Amazônia, que é coordenado pelos missionários e dentistas André e Germana Matheus. Torne-se um parceiro de Missões Nacionais e faça parte da evangelização dos ribeirinhos. Acesse o site www. missoesnacionais.com.br ou entre em contato com a nossa Central de Atendimento pelo telefone (21) 2107-1818 (opção 4).

Enquanto nós estamos na nossa vida lá fora, acomodados com tudo que acontece, existem pessoas pela qual Cristo morreu, e elas estão com dor, estão sofrendo, e nós não podemos ficar indiferentes.

A impressão que a gente tem é que a gente é muito mais abençoado do que abençoa. Poder servir sem esperar nada em troca é realmente uma experiência transformadora.

A gente tem conseguido com o barco alcançar mais famílias, entrar em mais casas. As portas se abrem com a vinda do barco para as comunidades ribeirinhas.

Germana Matheus, coordenadora do Novo Sorriso da Amazônia

Juliano Polito, engenheiro civil e membro da IB Mata da Praia - ES

Ediardson Lima, Radical na comunidade do Ubim


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jornalbatista batista––domingo, domingo,12/02/17 12/02/17 oojornal

notíciasdo dobrasil brasilbatista batista notícias

Dia Batista de Oração Mundial conecta mulheres de todo o mundo Por Dione Vasconcelos Assistente da Junta Executiva do Departamento Feminino da AMB. esde 1948, celebramos o Dia Batista de Oração Mundial. Esta é uma data na qual as mulheres Batistas de todo o mundo se reúnem para orar por suas irmãs espalhadas pelos quatro cantos da Terra e levanta-se uma oferta especial, designada para projetos que atendem às necessidades de mulheres e crianças nos diferentes continentes, possibilitando a

D

capacitação, o treinamento e a expressão de líderes em lugares onde estão sob perseguição e não tem oportunidades. O Departamento Feminino da AMB agradece pela generosidade das mulheres batistas do Brasil e quer ser um elo entre elas em todo mundo. Que o Senhor continue a abençoá-las. A data é comemorada sempre na primeira segunda-feira do mês de novembro. Mobilize a sua igreja e amigas para promover a campanha de 2017. Mais informações pelo site www.bwawd.org

Da esquerda para a direita: Kathy James, Tesoureira, Ksenija Magda, Presidente, Moreen Sharp, Diretora Executiva Interina e Dione Vasconcelos, Assistente da Junta Executiva.

Notícias dos Campos da UFMBB Pernambuco

C

Mensagerias do Rei aproveitam as férias reunidas em crescimento espiritual

omunhão, meditação, oração e muita alegria na presença do Senhor não faltou durante o período das férias para as Mensageiras do Rei, em Pernambuco. O grupo de MR da PIB Moreno esteve, no mês de janeiro, estudando a Bíblia, orando, louvando, participando de gincanas e evangelizando nas ruas em pleno feriado municipal. No encerramento do evento elas refleti-

Rio de Janeiro

E

ntre os dias seis e oito de Janeiro de 2017, cerca de 450 meninas participaram do 45º Acampamento das Mensageiras do Rei da Convenção Carioca, que foi realizado em Rio Bonito. O tema foi: “Você está seguindo os passos de Cristo?”, baseado no livro: “Em seus passos que faria Jesus?”. A ênfase do encontro foi Missões Mundiais.

ram sobre o tema de 2017: “Anunciando o reino com o poder de Deus” e ideais para que possam anunciar o Reino e viver uma vida em santidade.

Grupo de MR com a Coordenadora Estadual e Diretora do SEC, Solange Ribeiro Araújo, que está na fileira superior com a camisa da organização.

45O Acampamento Carioca das MR reúne 450 participantes

Atividades do 45º Acampamento das Mensageiras do Rei da Convenção Carioca


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notícias notícias do do brasil brasil batista batista

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2017: ano do

O

Centenário do SEC

SEC, Seminário de Educação Cristã – Recife/PE, na proximidade de 100 Anos capacitando pessoas vocacionadas para múltiplos ministérios na expansão do Reino de Deus, através de um eficiente sistema educacional com foco na Educação Cristocêntrica, estendem a todo o povo de Deus, aos amigos e colaboradores o convite para participarem das celebrações que serão promovidas na semana de 19

a 23 de Junho de 2017, culmi- existência, tendo a certeza do nando com o Culto em Ação cumprimento de sua missão. de Graças que acontecerá na Igreja Batista da Capunga. Consta na programação o Congresso de Educação Cristã “SEC-100 anos Promovendo Educação Cristrocêntrica”, de 20 a 22 de junho. A programação completa das atividades de celebração você encontra no site http://sec. org.br/site/. O SEC e todos os que o representam louvam e glorificam a Deus pelos seus 100 Anos de nobre e valorosa

CIEM & SEC

ESCOLAS PARA FORMAÇÃO DE VOCACIONADOS Conta para depósito da Oferta de ECM

BRADESCO Agência – 1434-6 Conta Corrente – 16423-2

Favorecido – UNIÃO FEMININA MISSIONÁRIA BATISTA DO BRASIL CNPJ – 33.973.553/0001-80

CURSOS DO SEC SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ NÍVEL DE PÓS-GRADUAÇÃO Estudos Avançados em Nível de Especialização e Mestrado em Educação Cristã, Missiologia e Ministério Social Cristão

NÍVEL DE GRADUAÇÃO Superior Livre em Educação Cristã - habilitações: Missiologia ou Ministério Social Cristão Superior Livre em Missões

CURSOS DO CIEM CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E MISSÕES NÍVEL DE PÓS-GRADUAÇÃO (STRICTO SENSU) Mestrado em Missiologia Mestrado em Educação Cristã

NÍVEL MÉDIO Médio em Missões Seminário Aberto à Terceira Idade

NOVOS CURSOS Administração Eclesiástica Formação para Professores da Escola Bíblica Dominical Estudo da Bíblia

NÍVEL DE GRADUAÇÃO Curso de Missões Curso de Educação Cristã

NÍVEL MÉDIO Curso de Educação Cristã para Líderes de Crianças Curso de Líderes para o Ensino de Missões Curso de Missões por Extensão

Rua Uruguai, 514 - Tijuca CEP 20510-060 - Rio de Janeiro, RJ Telefone: (21) 2570-6793 (21) 2238-8654 - Fax: (21) 2571-9597 E-mail: ciem@ciem.org.br www.ciem.org.br

Rua Padre Inglês, 143 - Boa Vista CEP 50050-230 - Recife, PE Telefone: (81) 3423-3396 (21) 3423-3591 - Fax: (81) 3222-5090 E-mail: admin@sec.org.br www.sec.org.br


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notícias do brasil batista

Associação Batista de Educadores Cristãos de Goiás realiza Curso de capacitação em EBD Marcos José Rodrigues, seminarista da Primeira Igreja Batista em Anápolis-GO “Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).

N

o último domingo de janeiro de 2017, como de costume, foi levado a efeito mais um Curso de Formação Continuada para equipe de Escola Bíblica Dominical (EBD). O curso foi oferecido pela Associação Batista de Educadores Cristãos de Goiás (ABEC-GO), em parceira com a Convenção Batista Goiana (CBG), que, dentre outras coisas, ofereceu o local para a realização do evento, o Seminário Teológico Batista Goiano. Com o título “Oficina Pedagógica de EBD”, o curso buscou levar a todas as Igrejas e Congregações da CBG mais uma oportunidade de capacitação continuada. O curso atendeu o objetivo proposto: possibilitar o aprendizado através das trocas de experiências, proporcionar aos professores e

Waldelísia, executiva da ABEC-GO, fazendo a apresentação do corpo docente da oficina pedagógica em EBD 2017

líderes mais conhecimento, e a obtenção de manuseio e técnicas de produção pedagógica. Além do bom resultado alcançado através do desenvolvimento das atividades e perspectivas do curso, os participantes tiveram também uma rica oportunidade de conhecer novos irmãos, desenvolver a comunhão fraternal, aprimorar o conhecimento e refletir sobre o programa educacional da Igreja. A organização que tem a maior responsabilidade no programa de educação religiosa (cristã) de uma Igreja é a EBD. “A tarefa principal da Escola Dominical é ensinar a Bíblia, que tem sido o livro-texto da EBD desde a inauguração das

primeiras séries de lições até o presente momento” (SMITH, Cathryn, 1989, p. 44). “A missão da Igreja se encontra nas palavras do Mestre: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. Seu alvo deve ser ganhar verdadeiros discípulos para Cristo, que desejam unir-se na comunhão daqueles que continuam a aprender a viver como cristãos” (SMITH, Cathryn, 1989, p 15). A instrução foi norma nas Igrejas primitivas. Todos que foram acrescentados à Igreja “Perseveraram na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Ainda citando Cathryn Smi-

Recuros e técnicas pedagógias trabalhadas no curso

th, ela escreveu em seu livro “Programa de educação religiosa”: “Através da educação religiosa, as Igrejas Batistas aprendem a serem Igrejas. Cada Igreja é uma escola” (SMITH, Cathryn, 1989, p. 15). “Os batistas têm como base sólida para qualquer dos seus ensinos a Palavra de Deus. É, portanto, na Bíblia, que encontramos os fundamentos da Educação Cristã (GILBERTO, Antônio, 1981).” Encerro esta breve reflexão sobre a importância do ensi-

no cristão, citando o doutor John Landers, em sua obra Teologia dos Princípios Batistas: “Houve uma época no Brasil quando os batistas e os crentes eram chamados de “Biblias”, a título de menosprezo. Em lugar de reagirem, os batistas aceitaram este cognome como um distintivo de honra. Os batistas já foram chamados “Povo do Livro”, por causa de seu ideal de nortear sua fé e prática pela Bíblia” (LANDERS, John, 1987, p15).

SEC e IBB formam I turma de mestrado no Sertão pernambucano

Acom CBPE

O

Seminário de Educação Cristã (SEC) formou no mês de dezembro de 2016, a primeira turma do Curso Avançado em Nível de Mestrado no Sertão de Pernambuco. A iniciativa foi possível graças a um acordo de cooperação com o Instituto Betel do Brasil (IBB), em Petrolina - PE, local onde as aulas foram ministradas. O Culto em Ação de Graças foi oferecido no dia 06 de dezembro de 2016, na Igreja Batista do Calvário. Já a colação de grau aconteceu no dia 10 de dezembro do mesmo ano, na Igreja Batista Água Branca, ambas em Petrolina. O Curso Avançado em Nível de Mestrado teve duração de três anos. Iniciou em março de 2014 e teve como ên-

fase Missiologia e Educação Cristã. Foram nove módulos, sendo dois de pesquisa. Ao todo, nove alunos concluíram o curso, todos pastores e educadores religiosos de Igrejas batistas filiadas à Convenção Batista Brasileira (CBB). Nas festividades, estiveram presentes a professora Solange Ribeiro, diretora do SEC; pastor Emanuel Alírio de Araújo, presidente da Convenção Batista de Pernambuco (CBPE), diretor do IBB e um dos formandos; o paraninfo, pastor Valdeck Souza Oliveira; o professor homenageado Ivanildo Alves Lopes e a professora Milzede Albuquerque. A turma contou com alunos da região, mas também de fora do estado: Petrolina, Araripina, Juazeiro (BA), Distrito Federal (DF) e Manaus (MA). Uma das concluintes foi

Foto: Divulgação IBB

Festividades aconteceram nas IB Calvário e Água Branca, em Petrolina

a educadora religiosa Lídia Pedrosa, da IB Calvário, em Petrolina. Para ela, a formação no interior é “Relevante, levando em consideração as dificuldades dos obreiros de se deslocarem para os grandes centros, minimizando custos e possibilitando buscarem capacitação sem se afastarem do convívio familiar e eclesiástico”. E ressalta o “Sentimento maior é de gratidão a Deus pelo chamado

e ter sido companheiro fiel no cumprimento de todas as etapas”. O pastor Levi Merlo, da Igreja Batista Monte Horebe, em Manaus, também foi um dos formandos. Ele destaca que o “Sentimento é de alegria e gratidão e de novos desafios”, e que junto a sua família, sua vida “Sempre foi pautada pela obra missionária”. E explica que, apesar de hoje habitar terras

manauaras, “Uma boa parte de nossa vida missionária foi desenvolvida em Pernambuco. Nossa formação teológica foi no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). Quando comecei o mestrado, morava em Pernambuco e pastoreava a PIB de Belo Jardim, além de ser presidente da Associação Agrestina”. Para o pastor Emanuel Alírio de Araújo, esta turma foi “Uma oportunidade ímpar pelo fato desse tipo de pesquisa não ter precedência” no interior do estado. Ele reforça que “Todas as linhas de pesquisa foram regionais, estudando questões do entorno do Sertão”, a fim de gerar assim uma visão fiel à realidade local. O SEC e o IBB já estudam abrir uma próxima turma de Mestrado em 2018.


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missões mundiais

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Campanha 2017 também está na internet Willy Rangel – Redação de Missões Mundiais

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o ar há quase dois meses, o site da Campanha de Missões Mundiais, “Leve esperança até que Ele venha” está acessível em www.missoesmundiais. com.br/campanha. Nele, é possível ler e baixar todo o material do kit enviado às 10 mil Igrejas da Convenção Batista Brasileira e também conteúdos extras, como banners temáticos, marca da Campanha 2017, áudios com a versão cantada e playback da música oficial, além de obter informações sobre a ofertas e adoções de projetos e missionários. Em breve, será disponibilizada a arte da camisa da Campanha para as Igrejas interessadas em produzi-las. Também no portal de Missões Mundiais, www.missoesmundiais.com.br, na aba Downloads, você encontra as mesmas peças e ainda outros conteúdos, inclusive de campanhas anteriores. Os vídeos da nossa Campanha, além de disponíveis no DVD do kit, também podem ser acessados em nosso canal no Youtube (www.youtube. com/canaljmm) e baixados no Vimeo (www.vimeo.com/ missoesmundiais). E se você quiser ouvir e baixar a música oficial da Campanha, “Até que Ele venha”,

Site da campanha 2017 permite download de materiais enviados às igrejas em kits

Kit da campanha 2017 já seguiu às igrejas da CBB

acesse www.soundcloud. pirativos e estudos temáticos com/missoesmundiais. que podem ser desenvolvidos também em classes e pequePeças da Campanha 2017 nos grupos. Em todas as publiO kit contém peças espe- cações você encontra a defesa cialmente preparadas para teológica do tema, redigida ajudar na mobilização das pelo pastor João Marcos BarIgrejas em prol da Campanha reto Soares, diretor executivo “Leve esperança até que Ele da JMM, inspirada na divisa venha”. São revistas, cartazes, de Mateus 28.19-20. vídeos e cartões de oração Os pastores ganharam um para envolver cada pessoa folder com testemunhos dos ainda mais com a missão do campos missionários que pocumprimento do ide de Cris- dem ser usados para ilustrar sermões, reflexões e mensato. São três cartazes (principal, gens. Esta mesma peça taminfantil e metas) que podem bém possui uma linha do temser afixados nas dependências po, um resumo cronológico do templo para deixar a Igreja da história da JMM, que em no clima de Campanha de junho completará 110 anos Missões Mundiais. de fundação. As revistas (promotor de A música oficial, “Até que missões e líder de ministério Ele venha”, foi composta pelo infantil) contêm informações cantor Alexandre Magnani e sobre os campos, testemu- o clipe é um dos vídeos do nhos missionários, artigos ins- DVD da Campanha. Os músi-

cos ganharam uma revista que está disponível apenas na forma digital, em www.missoesmundiais.com.br/campanha. Também foram enviados cartões de oração com informações sobre os nossos projetos nas Américas, Europa, África e Ásia, além de fichas de adoção que podem ser enviadas pelo correio sem custo para o adotante. É importante que você lembre ao pastor e ao promotor de sua Igreja sobre a importância de desenvolver a Campanha de Missões Mundiais. Caso sua Igreja ainda não tenha um promotor, converse com seu pastor a respeito disso. Quem sabe você não possa ser um? Escreva para promocao@jmm.org.br e saiba como é possível ser um promotor voluntário de Missões Mundiais.

A previsão de chegada de todos os kits da Campanha 2017 foi até o fim de janeiro. Se a sua Igreja não recebeu, o pastor ou o promotor deverá entrar em contato com a gente através do e-mail centraldeatendimento@jmm.org. br ou ligar para 2122-1901 ou 2730-6800 (cidades com DDD 21) e 0800-709-1900 (demais localidades), nos dias úteis, das 08h às 19h (horário de Brasília). Também estamos no WhatsApp, nos números 98216-7960, 98884-5414, 98055-1818 e 98368-9999, todos com DDD 21. Com o tema “Leve esperança até que Ele venha”, queremos trazer à memória das nossas Igrejas sobre a importância do cumprimento contínuo da missão, que apenas terminará quando Cristo voltar.

Nova escola em Moçambique Redação de Missões Mundiais

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m Moçambique, a Escola Comunitária Arco-Íris Machava agora funciona em um novo local. A unidade faz parte do Projeto Videira, liderado por nossos missionários Edvaldo e Adriana Marcolino e que beneficia cerca de 400 crianças ao todo, inclusive, com um orfanato. O novo prédio, em alvenaria, é uma vitória, pois durante 18 anos a escola funcionou em um prédio feito de bambu e que foi derrubado por fortes ventos no ano passado. No entanto, o desafio de manter a escola funcionando com qualidade continua.

A missionária Adriana Marcolino, em pé, à direita, no primeiro dia de aula de 2017

Ano letivo de 2017 começou em novo prédio da Escola Comunitária Arco-Íris Machava, em Moçambique

Mesmo mudando para o novo ção para ajudar a mudar esta prédio, as carteiras usadas pelos realidade ofertando para o Proestudantes ainda são antigas. jeto Videira. Você pode dar sua contribuiPara isso, escreva para cen-

traldeatendimento@jmm. org.br ou ligue para 21221901/2730-6800 (cidades com DDD 21) e 0800-709-1900

(demais localidades), nos dias úteis, das 8h às 19h (horário de Brasília). Leve esperança a Moçambique!


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notícias do brasil batista

Escola Bíblica de Férias da PIB Tabuleiro AL atrai crianças da comunidade Joseane Santos Oliveira

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fim de semana foi de muito aprendizado e diversão para as crianças da Primeira Igreja Batista no Tabuleiro - AL. Entre os dias 20 e 22 de janeiro, cerca de 70 delas, com idades entre 03 e 12 anos, participaram da Escola Bíblica de Férias (EBF), uma tradição nas Igrejas Batistas. A programação envolveu diversão, gincanas bíblicas, lanches e distribuição de brindes. O evento teve a participação das crianças do Lar Batista Marcolina Magalhães e da comunidade, que receberam o convite em suas residências. Este ano a liderança do ministério Infantil escolheu o tema “Vida com Jesus” e aproveitou para ensinar aos pequenos os benefícios que uma vida comprometida com os ensinamentos de Cristo produz. O objetivo da EBF, segundo a educadora cristã Nerivânia Lima é preencher o tempo livre das crianças com atividades lúdicas que transmitam as mensagens bíblicas, além de passar conceitos de ética e cidadania. Nas tardes de sexta-feira e sábado, o estudo foi fundamentado nas parábolas bíblicas do semeador, filho pródigo e da videira e os ramos. As crianças corresponderam às expectativas interagindo em todos os momentos; enquanto isso, os pais também

Crianças aprendem e se divertem na EBF

Cerca de 70 crianças participam da EBF em 2017

tiveram a oportunidade de discutir sobre o tema em uma palestra voltada para eles. Para o pastor Anderson Nunes, presidente da PIB Tabuleiro, este investimento é de grande alcance, pois além instruir as crianças, também envolve toda a família. “Ensinando as crianças esta-

mos investindo para que elas estimulem seus pais para ter uma prática de vida cristã e se desenvolvam em famílias estruturadas e firmadas na Palavra de Deus”, disse. O encerramento foi com um culto no domingo pela manhã, com a participação ativa das crianças nos louvo-

Pastor Anderson se caracteriza de discípulo de Jesus para atrair garotada

res e orações. A mensagem foi transmitida em forma de conto infantil, ministrada pelo pastor Anderson, caracterizado de discípulo de Jesus

para melhor atrair a atenção dos meninos e meninas. Após a mensagem, cerca de dez crianças fizeram a decisão de seguir a Jesus.

Convocação O presidente da ADBB - Associação dos Diáconos Batistas do Brasil, Dc. Cila Alves, no desempenho de suas atribuições de acordo com Art. 14 do Estatuto e Art. 23 VII E e os Art. 11 11 § 1o item III. Do regimento interno. Convoca os Diáconos e Diaconisas das Igrejas Batistas do Brasil cooperantes com a Convenção Batista Brasileira, para se reunirem em Assembleia Ordinária a ser realizada em 18 de abril de 2017, no Templo da Igreja Batista da Pedreira à Rua Av. Pedro Miranda, 1367- Pedreira – Belém - Pará, constando da Assembleia da eleição da diretoria, renovação do conselho de planejamento e conselho fiscal. Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2017 Cila Alves – Presidente


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Pastor Doronézio celebra 30 anos de Ministério Andressa Andrade, jornalista

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oi uma noite incrível. E não poderia ser diferente, pois, celebrar três décadas de ministério pastoral é algo realmente encantador. Ou “tremendamente encantador”, como costuma dizer o pastor Doronézio Pedro de Andrade, que completou 30 anos de consagração pastoral e, desses, 22 anos como pastor titular da Primeira Igreja Batista em Guarapari-ES. O culto, realizado na quinta-feira, dia 04 de agosto de 2016, foi agradável, cheio de gratidão a Deus e com sinceras e belas homenagens ao pastor. O momento foi conduzido pela primogênita do pastor, Andressa, e contou com a oração da caçula,

Andressa, Adassa, pastor Doronézio, Ivanielze e Rebeca

Adassa. Nota-se o cuidado do pastor com sua família, fruto que permanece. A reflexão foi trazida pelo amigo e professor de Homilética do Seminário Batista do Norte do Brasil, pastor Jilton Moraes.

Amigos da família participaram musicalmente: Laila Novaes, Geovana Valle, Lucas Dantas, Alexandre Gregório, Leonardo Rodrigues, Eliana Lyrio, Virgínia Gotardo, Inárley e amigos. Placas e vídeos com frases

Dos 30 anos de ministério pastoral, 22 são como pastor titular na PIB em Guarapari - ES

de carinho foram entregues ao pastor pela Convenção Batista do Estado do Espírito Santo, na pessoa do pastor Diego Bravim; Junta de Missões Nacionais, representada por Fabíola Molulo e Valdice Decoté; Câmara Mu-

nicipal de Guarapari, pelo vereador professor Germano Borges; Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, seção Espírito Santo, pelo pastor Carlos Augusto e demais pastores presentes; Associação de Músicos Batistas do Estado do Espírito Santo, por Lucas e Luanna Dantas; e Centro de Educação Teológica Batista do Espírito Santo, pelo diretor pastor Vanedson Ximenes. Pastor Doronézio foi consagrado em Alagoas, na Cidade do Pilar, e pastoreou a Primeira Igreja Batista do Pilar e Igreja Batista de Bom Parto, em Maceió - AL. Desde 05 de agosto de 1994 é pastor da PIB em Guarapari-ES. E, para completar a festa, um delicioso bolo de chocolate com morangos, com uma Bíblia desenhado no topo, foi servido.

PIB de Presidente Prudente - SP comemora 90 anos de organização Natacha Dominato, jornalista, membro da PIB de Presidente Prudente - SP

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Primeira Igreja Batista de Presidente Prudente - SP (PIBPP) comemorou seus 90 anos durante os dias 16 a 20 de novembro de 2016. A celebração do Jubileu de Álamo contou com a presença do pastor Itamir Neves de Souza – São Paulo/ Capital; do Quarteto “Ressurreição”, da Primeira Igreja Batista da Penha – São Paulo/ Capital e, ainda, com um grande coral de 120 vozes, formado pelos membros da PIBPP. Nos cultos, as mensagens proferidas pelo preletor foram baseadas na Epístola de Paulo aos Efésios. “Creio que um dos bons presentes que o próprio Deus nos dá numa festa como a do aniversário da PIBPP é Ele falar ao coração da Igreja, assim, nada melhor do que es-

Coro de 120 vozes foi criado para o Jubileu de Álamo

tudar a Palavra, que é a viva Palavra de Deus”, afirma. O pregador lembra que já participou de celebrações parecidas como o centenário de uma Igreja em Cristianópolis - Goiás, e espera participar do centenário da PIBPP. “A minha oração e o meu desejo é que toda a Igreja aproveite essa bela celebração e todos se entusiasmem para fazer brilhar ainda mais a luz do evangelho aí em Presidente Prudente e adjacências. Deus abençoe toda a igreja!”, assegura. Durante toda a sua existência, a Igreja organizou quatro Igrejas filhas e, atualmente, conta com 10 missões e mais

dois pontos de pregação. Como forma de unir os membros que frequentam tanto o templo/sede como as missões e os pontos de pregação e, ainda, abrilhantar mais as celebrações, foi composto um grande coral com mais de 120 vozes e cinco instrumentistas. A base desse coral contou com os membros dos corais da Igreja, que são: Coral “Paz Eternal”, Coral “Essência de Deus”, Coral “Perfeita Adoração” e Coral “Ao Redor do Mestre”, além dos demais membros da Igreja que sentiram o desejo de louvar a Deus, participando desse momento especial.

Tânia Amaral Araújo, regente do “Essência de Deus”, foi a responsável por reger esse grande coral que se apresentou durante a celebração do Jubileu de Álamo. “Eu sabia que o fato de nos juntarmos traria muito mais do que a música em si. O resultado seria mais comunhão entre os coristas. Todos sentiriam grande alegria em erguer aqueles louvores a Deus e que seríamos muito abençoados, e realmente foi assim”, diz. Atualmente, a Igreja conta com um colegiado pastoral formado por: Edson Borges de Souza, como pastor titular, e como auxiliares, os pastores: Humberto Oswaldo Vargas Sedano, Ananias Pires de Albuquerque, Messias José dos Santos, Edson Francisco Teixeira e Luiz Antônio Ribeiro. Thiago Aparecido de Oliveira, diácono, ressalta que não é todo dia que vemos uma Igreja completar 90 anos e isso revela o quanto Deus se importa com a PIBPP.

“As mensagens baseadas na Epístola de Paulo aos Efésios nos mostraram o quanto a Palavra de Deus é viva e fala aos nossos corações. Só podemos agradecer a Deus pela vida do pastor Itamir, um servo que foi usado por Deus de maneira tremenda para nos ensinar, admoestar e inspirar por meio de suas pregações”, salienta. O pastor titular da PIBPP, Edson Borges de Souza, ressalta o lema principal da Igreja: “Só Jesus Cristo, salva sua vida”. A PIBPP chegou ao seu 90º aniversário e seu rol de membros conta com 583 pessoas, sendo 246 homens e 337 mulheres. “Esta história não termina aqui, pois caminhamos para a “trans-história”. Que possamos permanecer firmes e fiéis, trabalhando até a segunda vinda do Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao Deus Eterno, seja dada toda a Glória” finaliza.


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A marca distintiva do cristão “Esta é a marca distintiva do cristão – a experiência da cruz. Não apenas que Cristo morreu por nós, mas que nós morremos com Ele. Sabendo isto: que foi crucificado com Ele o nosso velho homem” (Rm 6.6)

E

sta é uma afirmação muito preciosa, pois fala de uma vida liberta do domínio do eu ou ego, pela obra de Cristo na cruz e na ressurreição. De complicados, fomos, em Cristo Jesus, simplificados. O Senhor nos tornou pessoas simples, facilitadoras e relacionáveis em amor. O nosso velho homem não mais domina, mas, sim, o nosso novo

homem em Cristo Jesus (II Coríntios 5.17). A nossa marca é a de Cristo – do amor, da humildade, da mansidão e do perdão. Todos os nossos relacionamentos são marcados por estes traços distintivos, a partir de Cristo Jesus, nosso Salvador e Senhor. Pertencemos a Ele por direito de criação (pois, sem Ele, nada do que foi feito se fez, João 1.3; Colossenses 1.1517) e de redenção (Efésios 1.7). Somos pessoas felizes, bem resolvidas e confiantes nAquele que tudo pode (Filipenses 4.13). A nossa posição em Cristo Jesus é a de contidos no contentamento em toda e qualquer situação (Filipenses 4.10-20).

Que coisa maravilhosa sabermos que Deus nos alcançou com a Sua graça, “pois graça é Deus dando e fazendo tudo a quem nada merece” (Ef 2.8-10)! Somos, agora, pessoas graciosas e dispostas a viver em paz com o nosso próximo. Temos prazer nos relacionamentos. Aprendemos a valorizar e respeitar as pessoas. A compreendermos que não somos iguais em temperamento e em formação. O que distingue o cristão do não cristão é a experiência com Cristo e a sua consequente capacidade de amar o próximo com amor fraternal, preferindo-o em honra (Romanos 12.10). Fomos aceitos no Amado e

A marca do cristao temos prazer em aceitar o nosso próximo como ele é, sabendo, contudo, que Deus fará a obra no coração, de transformação pelo evangelho (Efésios 1.6). É impressionante o amor de Deus em Cristo Jesus! É o modelo de amor entre os filhos de Deus. Um homem ou uma mulher que teve a experiência de crucificação há de revolucionar positivamente o seu contexto como sal e luz (Mateus 5.13-16). Aqueles que morreram com Cristo na cruz têm facilidade em aceitar, perdoar e fazer a celebração. O prazer do cristão genuíno é agradar o seu Senhor. As suas entranhas fervilham de amor pelo Se-

nhor e pelo próximo. É muito bom nos relacionarmos com os crucificados, mortos e ressurretos com Cristo. Eles não são problema, mas solução. Não são pessoas implicantes, hipócritas, maledicentes, antipáticas, invejosas, maldosas. São pessoas amorosas, sábias, empáticas, simpáticas, autênticas, perdoadoras, bondosas e solidárias. O Pai tem prazer naqueles que O obedecem. Que a nossa marca distintiva seja a nossa crucificação, morte e ressurreição com Cristo. Identificação perfeita com Ele. Isto só é possível pela fé na obra perfeita do Cristo perfeito na cruz. Nisto o Pai é glorificado!

nome da fé, enriquecem a si mesmos, enquanto a multidão que os segue perece faminta de justiça. Propus levantar com mais veemência a bandeira que milita em nome de um sacerdócio comprometido com a anunciação da Verdade de Cristo, para transformação das pessoas. Nego-me a ser colocado em um mesmo nível, com os corruptores da bondade humana. Aqueles que desmerecendo o favor divino, envergonham o Evangelho. Sempre haverá os emissários da verdade. Não são todos os pastores falastrões, aproveitadores e capitalistas da fé. Existem e sempre existirão homens valorosos e comprometidos com a sua

missão e vocação. Convido a esses homens piedosos para nos juntarmos em defesa apologética da fé, promovendo através do discipulado e em todo o tempo, a verdade que não cede aos corruptores pós-modernos. Vamos construir redis cuja parede de proteção esteja na anunciação da Palavra de Deus, no discipulado que prepara para a eternidade e no cuidado que protege o coração pela verdade. Que a suntuosidade da vida cristã esteja na fé e não nos templos, enquanto nossos missionários morrem nos campos; que a nossa referência para o povo seja a Cruz de Cristo. Eu decidi me pronunciar através de uma vida que autentique a minha fé em Cristo.

Eu decidi não me calar Esio Moreira da Silva, pastor da Primeira Igreja Evangélica Batista em Pindamonhangaba - SP “Então eu lhes darei governantes conforme a minha vontade, que os dirigirão com sabedoria e com entendimento.” (Jr 3.15)

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tempo da apostasia (II Tessalonicenses 2.3) propõe a destituição dos valores éticos e morais de maneia fugaz e covarde. Depõe contra a fé aquilatada pelo comprometimento com a verdade. Milita acintosamente, de maneira feroz e sem qualquer piedade, contra todas as autoridades consti-

tuídas. Forma os vendilhões da fé. Esses, que imbuídos do projeto de depreciação da cruz e da vergonha do Evangelho - pela via do capitalismo religioso e do benefício pessoal – identificados apenas por um título, ou melhor, um rótulo, dizendo-se “pastores”, “bispos” e “apóstolos”, travestidos de cordeiros, escondem a sua real face de lobo, e fazem uso de maneira ilegítima dos “púlpitos”, atraindo para si, e não para Cristo, centenas de pessoas débeis na fé. Os corruptores das pessoas necessitadas de esperança, que desconhecendo o real sentido do seu problema, que é o pecado, submetem-se a horas consecutivas de lavagem cerebral. Movidos pelo

sentimentalismo de um fundo musical e pela eloquência desses lobos insaciáveis, sujeitam-se a homens e mulheres, que se dizendo emissários de Deus, através de uma agenda própria, prometem milagres dimensionados pelo valor da oferta entregue. Esses fraudadores, sem temor a Deus e sem qualquer piedade ao próximo, usurpam a autoridade dada pelo Senhor aos pastores sérios, que não vendem sua vocação e chamado. Por isso, eu decidi não aceitar ofensas ao ministério Pastoral que me foi dado, não por homem algum, mas pelo Senhor. É uma ofensa ser comparado com alguns desses “líderes” religiosos, que extorquindo as pessoas, em


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“Essa tal autonomia...” OBSERVATÓRIO BATISTA Gratidão à reação do pastor Alonso S. Gonçalves LOURENÇO STELIO REGA

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m primeiro lugar, gostaria de agradecer ao pastor Alonso pela participação neste diálogo, que o fez com notável inteligência e percepção da realidade nua e crua que vivemos como estrutura convencional, seja no âmbito nacional, seja no regional (Veja artigo intitulado “Essa tal autonomia...” Uma reação ao artigo do pastor Lourenço Stelio Rega”, em OJB 15/01/17). Alonso, parabéns! Você “pegou bem no ponto”, como os jovens dizem hoje. Em segundo lugar, apenas esclareço que meu artigo apresenta princípios e ideais que tenho aprendido e nutrido ao longo de quase 40 anos de ministério Batista e vivência denominacional. Como os 15 artigos sobre Igreja, que compuseram a série, farão parte de futuro livro sobre eclesiologia funcional (inventei essa expressão para diferenciar da eclesiologia clássica), procurei escrevê-los de forma didática e ideal. É o que sempre sonhei para a estrutura denominacional e tenho sido acompanhado por muitos líderes e, mais ainda, é o que ensino aqui na Teológica de São Paulo nas disciplinas “Administração Eclesiástica” e “Realidade Denominacional”, formando novas gerações que farão diferença para alcançar de forma adequada, concreta e construtiva os diversos aspectos que pastor Alonso apresenta sobre algumas “disfunções” que, ao longo da história, foram se instalando na prática convencional. Em outras palavras, capacitando esta nova geração a fazer cada vez mais as estruturas convencionais (que bem chamou pastor Alonso de paraeclesiásticas) serem servas das Igrejas com o foco voltado na missão que Deus tem dado às Igrejas (Deus não deu esta missão para as estruturas convencionais, mas para as Igrejas). Então, não escrevi um artigo questionando o funcionamento estrutural da Convenção em seus âmbitos nacional e regionais ou até mesmo associacionais, mas um artigo didático e idealista do que deveria ser a prática.

Em outros artigos que escrevi nesta Coluna tenho feito esta análise indicada pelo pastor Alonso. Por exemplo, “Temos uma estrutura, mas será que temos um sistema?” (OJB de 11/04/2010), discutindo que a estrutura convencional pode ter se tornado um fim em si mesma, em vez de ser servidora das Igrejas locais. Outro artigo com o título “Somos um povo ou uma multidão?” (OJB de 23/01/2011), discutindo que o papel da Convenção é promover a comunicação entre as Igrejas e um senso de que, como Igrejas, somos um povo, temos uma identidade e não uma multidão sem rumo. Vejam novamente a Convenção como serva das Igrejas. Mais um artigo, “Precisamos reinventar a Convenção!” (OJB de 14/03/2010), um título um tanto ousado eu sei, mas desafiando os líderes da denominação a repensar o papel e a prática da Convenção; aí veio um artigo mais ousado ainda e em duas partes “Precisamos de um choque de gestão” (OJB de 05/06/2011 e 17/07/2011), em que demonstro princípios de gestão estratégica que a Convenção deveria adotar, tanto em âmbito nacional como regional para funcionarem, não como Igreja, mas como agências de serviços para as Igrejas, focalizando processos de gestão estratégica, em vez de se basear em eclesiologia, que é exclusiva para as Igrejas. Mas ainda, outro artigo sobre a “Missao da CBB” (OJB de 13/01/2013), explicando a declaração de Missão da CBB, em que participei na sua elaboração na época do “GT Repensando a CBB”, em meados da década de 90 cujo foco é viabilizar a cooperatividade entre as Igrejas locais para o cumprimento de sua missão (isto é, a missão que Deus tem dado às Igrejas e não à Convenção). Sei que foram artigos assertivos, críticos, sugestivos de alterações profundas no funcionamento operacional da Convenção, mas também no modo de pensar Convenção, em sua concepção em relação às Igrejas locais como serva delas.

Em outros documentos, como o Plano Diretor de Educação Religiosa (PDER), deixei claro que a educação religiosa das Igrejas deveria ter profunda alteração não apenas no modo de se fazer educação na Igreja local, mas dever-se-ia alterar radical e profundamente a visão e prática educacional. Isto é, em vez da Convenção se valer de uma política de oferta, (“nós temos isto para oferecer às Igrejas”), partir para uma política de demanda. E isso muda radicalmente o modo de ser Convenção, pois, neste caso, a pergunta será outra “O que a Igreja local precisa?”. Então, o PDER parte do “chão da Igreja local”, da “linha de frente”, em que cada Igreja poderá ter um projeto pedagógico que construirá a sua educação a partir de suas necessidades, de seu perfil característico. Tenho ajudado Associações de educadores e Convenções em diversas regiões do Brasil a aprender em como fazer isso. No ano passado, terminei a versão 4.0 do formulário para se levantar o perfil da Igreja local (são quase 20 páginas repletas de perguntas e destaques). Assim, cada Igreja, conhecendo o seu perfil, em diversas facetas, poderá desenvolver um projeto educacional que caiba exatamente em sua realidade. Confesso que temos tido uma certa dificuldade e nos acompanha nesta mesma compreensão alguns líderes, como pastor Sócrates Oliveira, nosso diretor geral, mas também a Associação de Educadores Batistas, especialmente com a sua presidente professora Samya, mas centenas de educadores e educadoras, que é conseguir apoio e suporte de Convenções estaduais e Associações regionais de Igrejas se colocarem à disposição como centros de capacitação de Igrejas e educadores para que este Plano Diretor chegue a alcançar o maior número de Igrejas locais, de modo que consigam desenvolver seu plano educacional próprio. Vejam, isso é ser Convenção, ajudar, servir, promover a cooperação, ser útil às Igrejas locais em suas necessidades, etc. Por isso, escrevi dois outros ar-

tigos “Convenção, para que ela existe?” (OJB de 13/01/2013) e dois outros artigos com o título “Convenção - ela tem futuro” (OJB de 09/12/2012 e OJB de 23/12/2012). Este último sugerindo a criação de grupos gestores de modo a promover a descentralização do Conselho Geral da CBB e colocar na liderança e comando, especialmente dos Seminários, líderes regionais representantes das Igrejas, que poderiam acompanhar mais de perto a gestão de cada instituição, e, mais ainda, fazer a composição destes conselhos gestores de forma diferente do que temos hoje, em sua maioria pastores. Nada de errado com os pastores, mas ser pastor é, naturalmente, ser piedoso, misericordioso, esperançoso, é dar mais chance em situações que nem sempre a piedade, a misericórdia, a esperança vão resolver, pois demandam decisões e ações assertivas, rápidas de gestão estratégica de avaliação continuada por meio de instrumentos adequados. Então, proponho grupos gestores compostos de forma mista, com administradores, contadores, advogados; se for área educacional, então, educadores, se for área missionária, então missionários, mas precisamos também de pastores para darem o equilíbrio no momento de decisões assertivas e que ajudariam com sua sabedoria a “pesar menos a mão” no momento destas decisões. Acompanhei de perto a crise da JUERP e até tenho em meu arquivo a análise da auditoria externa feita na época em que a Junta, depois de tomar conhecimento da gravidade do assunto, declarou o documento confidencial e que não poderia sair daquele ambiente (não fui membro da Junta, mas acabei recebendo uma cópia). Ao ler o documento, pois tenho formação na área contábil, pensei que a Junta deveria ter tomado outra decisão, a de reavaliar o cumprimento da missão e razão de ser da JUERP, reduzir pessoal, readequar o funcionamento estrutural da instituição, etc. Mas não declarar um documento revelador, analítico de

auditoria, como confidencial. Vale lembrar que a quase totalidade de membros da Junta na época era oriundo de pastorado. Então, ser pastor é errado? Não, de modo nenhum. O que estou dizendo é que um pastor necessariamente não precisa ter habilidades gerenciais, contábeis, jurídicas. Pastor tem de ser o que tem de ser, amoroso, piedoso, misericordioso. Virtudes que na gestão são importantes, mas que em certos momentos críticos e avaliativos de gestão e resultados, postergarão decisões, soluções, e ações que necessitam ser assertivas, pontuais e muitas vezes envolvem a demissão de um executivo, que é alguém também piedoso, amável, mas não está conseguindo cumprir a missão da instituição a que dirige. Neste sentido, escrevi outro artigo “Como avaliar a equipe?” (OJB em 11/09/11). Para encerrar, quero agradecer a interação e o diálogo que o pastor Alonso aceitou fazer e dizer, ao estimado colega, que estamos juntos, seguindo os mesmos desejos e ideais. Repito, o artigo foi escrito como um capítulo de um futuro livro, com o caráter didático e idealista de como a Convenção deveria se relacionar com a Igreja e vice-versa. Não foi a intenção, naquela ocasião, fazer uma avaliação do que de fato tem ocorrido em algumas situações convencionais. Isso fiz nos artigos acima citados e em outros que em futuro próximo escreverei, e sempre utilizando uma linguagem clara, com exemplos concretos, respeitosa e buscando apresentações, sugestões possíveis para desafiar a novas decisões e ações, sempre em benefício da Igreja local a quem toda estrutura convencional, cada executivo, cada funcionário institucional devem servir. Mais ainda, aqui em São Paulo, estamos preparando novas gerações para estes novos momentos que poderão melhorar o que já existe, corrigir o que precisa ser corrigido e criar novas alternativas de servir à Igreja local. Obrigado Alonso por esta interação, vamos continuar dialogando?



Jornal Batista - nº 07-2017