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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 25/08/13

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Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Fundado em 1901

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Ano CXIII Edição 34 Domingo, 25.08.2013 R$ 3,20

Embaixadores do Rei completam 65 anos de trabalho

Comemorando 65 anos, os Embaixadores do Rei tem muita história para contar. Para saber sobre a trajetória desse edificante ministério veja nas páginas 8 e 9 quando tudo começou, bem como o que tem acontecido hoje e o que já está marcado para o futuro.

Seminário do Sul realiza Reunião do Conselho da CBB I Simpósio Internacional de traça estratégias e realiza Manuscritos Antigos e Teologia planejamentos

Entre os dias 7 e 8 de agosto aconteceu a reunião do Conselho da CBB, um encontro de liderança para traçar as estratégias da denominação batista, bem como cuidar da parte administrativa. Nesta reunião foi apresentada a nova instalação de Missões Mundiais no Centro Batista (pág. 10).

Sucesso absoluto, com a Capela do Seminário do Sul lotada desde o primeiro dia e diversos visitantes ilustres. Assim foi o I Simpósio Internacional de Manuscritos Antigos e Teologia, promovido pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro em parceria com a Convenção Batista Brasileira, o Museu dos Manuscritos do Mar Morto e a Universidade Hebraica de Jerusalém (pág. 13).


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reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Arina Paiva (Reg. Profissional - MTB 30756 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Celso Aloisio Barbosa Francisco Bonato Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios: jornalbatista@batistas.com Colaborações: editor@batistas.com Assinaturas: assinaturaojb@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.ojornalbatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Jornal do Commércio

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om o objetivo de contribuir com o Jornal Batista, um novo Conselho Editorial já assumiu suas funções. Faz parte da ideia central do Jornal, de tempo em tempo, modificar os membros do Conselho Editorial, isso para que as ideias e o preparo do jornal possam estar de acordo com a realidade do povo batista brasileiro como um todo. Por isso o Conselho Editorial é composto por cinco conselheiros voluntários de regiões diferentes do país. Sendo todos membros de uma igreja batista filiada à Convenção Batista Brasileira, este grupo tem membros com especialidades e co-

nhecimentos em diferentes áreas do estudo do evangelho e denominacional. A ideia central não é concentrar no Conselho apenas pastores, mas pessoas ativas na denominação, tendo ao menos um membro conhecedor da área de jornalismo e um de teologia. Hoje o Conselho Editorial do Jornal Batista é o órgão interno de natureza consultiva responsável por assessorar o diretor e editora nas definições de natureza editorial, quanto a linha editorial nos aspectos de conteúdo e forma. E foi com este propósito que cinco irmãos de diferentes lugares do país assumiram a missão de fazer parte do Conselho. Irmão Celso

Sou feliz, muito feliz • Há muitos anos atrás, quando eu era jovem, passei muitos anos no Rio de Janeiro estudando. As igrejas batistas naquele tempo tinham o costume de aproveitar os feriados da Semana Santa para fazer conferências especiais. Certa quinta-feira da Paixão fui numa igreja que estava lotada de gente, com programa excelente. Em certa altura um senhor se levantou para dar seu testemunho. Disse ele: “Anos atrás eu havia determinado dar fim a minha vida. O local escolhido foi um edifício alto, da Política Militar. Era quinta-feira da Semana Santa. Eu subi a escadaria alta do lado de fora, até chegar a um pátio pequeno, de onde me joga-

Aloisio Barbosa, engenheiro, da cidade do Rio de Janeiro, envolvido na denominação, com diversos textos publicados. Pastor Francisco Bonato, de Recife, grande divulgador da história dos batistas em Recife, já contribuía com diversas notícias da sua região. Pastor e professor Guilherme Gimenez, da cidade de São Paulo, e pastor titular da Igreja Batista Betel em São Paulo, Doutor em Teologia, ativo na denominação. Othon Avila, da região Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, já fazia parte do Conselho Editorial, historiador, conhecedor de grandes histórias da Convenção Batista Brasileira. Sandra Natividade, jornalista

Ca do rtas s le ed ito ito r@ ba r tis tas es .co m

ria para baixo para morrer. Quando cheguei ao local, eu ouvi pessoas cantando maravilhosamente numa igreja próximo. Eu parei para ouvir hinos maravilhosos e pensei,

‘já que vou morrer dentro de pouco tempo, gostaria de conhecer pessoalmente as pessoas cantando’. Dentro de poucos minutos estava eu na igreja, participando do culto.

As mensagens enviadas devem ser concisas e identificadas (nome completo, endereço e telefone). OJB se reserva o direito de publicar trechos. As colaborações para a seção de Cartas dos Leitores podem ser encaminhadas por e-mail (editor@batistas.com), fax (0.21.2157-5557) ou correio (Caixa Postal 13334, CEP 20270-972 - Rio de Janeiro - RJ).

de Aracaju, conhecida por contar com textos a história dos batistas em Sergipe, escritora do livro “A luz brilhou na terra dos cajueiros”, que retrata o centenário dos batistas em Sergipe. É o momento também de agradecer a todos aqueles que fizeram parte deste Conselho neste último período, Macéias Nunes, David Malta e Sandra Regina Bellonce. Pessoas dispostas a contribuir em tempo e fora de tempo, que mesmo saindo do Conselho se colocaram à disposição para colaborar com o Jornal no que for necessário. Parabéns pela contribuição na divulgação das notícias batistas, bem como na divulgação do evangelho. (AP) Mas... eu não voltei mais ao prédio, porque Jesus já tinha me transformado. Hoje sou feliz, muito feliz porque Jesus me salvou”. Meu caro amigo, você já passou por problemas semelhantes, ou está passando? Procure uma igreja cristã mais próxima, onde você certamente será feliz, muito feliz. Quem sabe você cristão conhece alguém que precisa de sua ajuda. Não deixe de fazer a sua parte para alguém ser feliz, muito feliz. A igreja que participou na conversão daquele senhor foi a PIB do Rio de Janeiro. Parabéns! Gerda Mitt Membro da PIB de Curitiba


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reflexão

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bilhete de sorocaba Julio Oliveira Sanches

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ra uma bateria usada, sofrida pelo tempo, cansada de apanhar. Todos que se aproximavam davam-lhe pancadas. Até as crianças de tenra idade adoravam bater na pobrezinha. Um pequeno descuido dos pais, e, lá estavam os pequenos impondo-lhe sofrimentos. Em algumas igrejas, cercaram-na com redoma de acrílico para que seu barulho não se propagasse. Mas as pancadas continuavam as mesmas. Fortes, sem ritmos, sem pauta musical, sem piedade. Mudavam-se as músicas, os ritmos dos que cantavam, mas, o baterista continuava do mesmo jeito, sufocando-a impiedosamente. Cansada de levar pancadas e verificar que ninguém, dava importância ao seu labor sofrido, resolveu reagir. Um dia ouviu que uma mula falou com um sujeito rebelde. O tal de Balaão, que nome! Era intragável e teimoso. Mesmo contestando a burra, continuou seu caminho de de-

sobediência. Pelo menos a mula transmitiu a sua mensagem de repúdio ao teimoso e renitente Balaão. Quem sabe o baterista não seja tão teimoso, pensou. Após analisar os prós e contras, resolveu falar. Afinal suas irmãs, nas grandes e sofisticadas orquestras eram tratadas com carinho especial. Os bateristas usavam partituras, algumas de difíceis execuções. O mais importante, ao serem tocadas não cobriam os sons dos violinos e oboés. A harmonia era perfeita e gerava nos ouvintes sentimentos de alegria e gratidão. Assim um dia, numa Convenção religiosa, reuniu as forças que lhe restavam e confrontou o seu agressor. Mandou-lhe a primeira pergunta. Como não recebeu resposta, acrescentou-lhe outras. Em suma: desabafou. Por que você me bate com tanta força? Por que não me toca, apenas? Por que você não usa partitura? Toda canção tem uma partitura, que estabelece o ritmo, o tempo

e a intensidade das notas. Ah! Você não sabe o que significam notas musicais, mas quer tocar bateria? Entendi! Não sabe ler as notas musicais? Nesse caso seria interessante um curso de formação musical. Uma iniciação musical que o leve a saber porque existo. Enquanto me bate com tanta força, alguma vez já levantou os olhos para ver as expressões faciais das pessoas? Veja aquela anciã. Veja o seu cenho carregado. Os sons que chegam aos seus ouvidos são insuportáveis. É claro que você nunca leu, jamais estudou, tampouco se interessou em saber o que ocorre nos tímpanos humanos. Deus criou o ser humano e estabeleceu limites de acuidade. O máximo que uma pessoa normal pode suportar são setenta decibéis. Ah! Você é ignorante mesmo. Não sabe o que significa decibéis. DECIBEL: Unidade que serve para avaliar a intensidade do som; um décimo do Bel, 1Bel=1dB,

referência de dimensão aplicada aos sons. Claro você não entendeu nada! Na sua fúria de aparecer, você me leva a produzir mais de cem decibéis, em cada pancada. Algo insuportável ao ouvido humano. Você nunca notou que empregados de grandes fábricas usam protetor auricular? Mesmo assim são levados a aposentadoria antes do tempo, vítimas que são da surdez. O ser humano não foi criado para o barulho. Observe a natureza. Seus sons são suaves. Ah! Você está se espelhando naquelas duplas e solistas que vivem em disputa para ver quem grita mais alto? Tenho certeza, que se fossem mais melodiosos e suáveis, venderiam mais. Há muitos que abandonam o auditório quando eles “cantam”, ou melhor, gritam. Mas, querido algoz, não basta olhar apenas o semblante da anciã. Veja as crianças que colocam as mãos nas orelhas, tentando abafar o som. Significa que você ultrapassou os limites

determinados pelo Criador do ouvido. Veja como as pessoas enrugam as testas. Significa mecanismo de defesa. Tudo isso poderia ser evitado se você, baterista, me tocasse usando uma pauta musical, uma partitura e conhecesse os mistérios da boa música. Desculpe o meu monólogo, continuou a bateria. Afinal, você não respondeu. Você me ouviu, ou está surdo? Sim, eu sei que você e sua geração estão perdendo a capacidade de ouvir. É triste! Caso todas essas questões não sirvam de despertamento para uma produção musical melhor, faço-lhe um último apelo: Diga aos organizadores de Convenções, Congressos, dirigentes de louvor, líderes de igrejas, que providenciem protetores auriculares para os ouvintes. Por favor, toque-me, não me bata com tanta força. Sou frágil. Estude música. Faça um curso e aprenda a tocar bateria. Eu agradeço e os ouvintes também agradecem. www.pastorjuliosanches.org


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reflexão

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ Pastor, professor de Psicologia

Ajuda minha incredulidade

Q João Martins Ferreira Pastor da IB Vila Salete, SP Presidente da Ordem dos Pastores em São Paulo

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uando menino eu costumava brincar de igreja com meus irmãos e a meninada da vizinhança. Quase sempre eu fazia questão de ser o pastor da brincadeira; cantar para os amigos, os cânticos aprendidos na classe da escola dominical, reproduzir as histórias das professoras e às vezes aquelas frases marcantes da pregação do pastor, eram momentos inesquecíveis na ordem dos “cultinhos” de brincadeira. Sem dúvida uma diversão benfazeja. Aquelas brincadeiras de criança ensejou um interesse especial, por parte de uma das minhas “ovelhas” mirins, ele quis conhecer a minha igreja de verdade. Formulei o convite, ele consultou os pais que se sentiram sensibilizados pelo convite e motivados acompanharam o filho a um dos cultos vespertinos da nossa igreja. Naquela noite seus pais se converteram. Foi maravilhoso porque eu e este meu amigo, crescemos juntos aprendendo a Bíblia na escola dominical daquela igreja. Anos mais tarde, já adolescentes, estávamos juntos num acampamento de jovens quando atendemos a chamada para o ministério. Voltamos empolgados daquele encontro e anos depois eu e ele nos tornamos pastores de verdade. Recebemos o preparo no Seminário do Sul, no Rio de Janeiro, e há mais de 40 anos exercemos o ministério pastoral, eu em São Paulo e ele na cidade maravilhosa. “Quando eu era menino agia como menino discorria como menino, mas quando

me tornei homem, acabei com as coisas de menino” (I Coríntios 13.11). Nós éramos duas crianças quando brincávamos de igreja, e adultos levamos a igreja a sério. Percebo que hoje há muito adulto brincando de igreja. Em nossos dias, abrir uma igreja é mesmo muito fácil, se tornou uma atividade lúdica, artesanal e técnica. Uma prática estranha, que foge completamente dos padrões neotestamentário, aqueles que aprendi no seminário e que foram definidos por Jesus para seus discípulos. Estes padrões estão claros na Bíblia, a Palavra de Deus. A imagem da Igreja de Jesus está sendo arranhada, por estes alquimistas da eclesiologia, estes aventureiros da fé. Dias atrás recebi um recorte de propaganda de uma famosa revista brasileira, que trazia instruções do SEBRAE com este título, Como abrir uma igreja. Eram instruções técnicas de orientação úteis para estes visionários, que nestes tempos abundam nossa terra. Não era uma chamada para crentes fiéis a Palavra de Deus, mas era algo direcionado a empreendedores, homens de “visão” comercial, que não conhecendo a Palavra, veem neste empreendimento um esforço compensador, uma espécie de “negócio” lucrativo. De início achei que o anuncio era uma irreverente brincadeira, mas não era, pois a revista que estampava a propaganda é importante veículo da comunicação nacional. Por este e outros motivos, fico um tanto intrigado com esta exagerada multiplicação de igrejas e a criação das novas denominações. Embora pareça contraditório eu não sou contra a prática de abertura de portas para proclamação do evan-

gelho de Jesus. Entendo ser um requerimento bíblico a organização das igrejas locais. Mas a forma, os nomes, e os propósitos desenvolvidos por indivíduos ou por grupos isolados, distantes da Palavra de Deus, que se auto revestem de autoridade eclesiástica, se transformam em pastores, bispos e apóstolos a toque de caixa, é que se constitui a raiz da questão. Alguns se firmam na Bíblia, outros usam o nome de Jesus, mas o que produzem não tem fundamento bíblico e diferem dos ensinos do evangelho de Jesus. A forma de organização destas igrejas e os produtos que oferecem, revelam que o Espírito Santo de Deus não faz parte deste negócio. Tudo isto me faz lembrar a advertência do apóstolo, “se alguém pregar outro evangelho, seja anátema!” (Gálatas 1.8). No propósito de contextualizar a igreja, e em nome da modernidade estão abrindo portas para propagação de heresias, ignorando, adulterando os ensinos do evangelho redentor do Senhor da Igreja. “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (I João 2.6). Não abro mão dos padrões e princípios bíblicos que devem reger a vida do verdadeiro cristão evangélico. Creio que são muitas as propostas e projetos para plantação e crescimento de igrejas, e Deus levanta líderes para ampliar sua obra. É maravilhoso constatar que milhares de pessoas estão aceitando Cristo e professando a fé em Jesus e se integrando a uma comunidade evangélica. Entretanto, é preciso ter cuidado na escolha destas comunidades que chamamos de igreja e onde se vai congregar. É preciso discernir comportamentos éticos dos pastores e líderes,

uando Jesus encontrou um menino controlado por um mau espírito, o pai da criança pediu a cura do seu filho e pediu ajuda espiritual para si mesmo. “Então o pai (do menino) gritou – Eu tenho fé! Ajuda-me a ter mais fé ainda!” (Marcos 9.24). Anos depois, a apóstolo Paulo nos ensinou que, no nosso dia a dia, “temos que lutar contra espíritos e potestades”. E, no grande contexto de nossas batalhas espirituais, Paulo nos conforta, dizendo: “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”. A fé,

“que vence o mundo”, é uma dádiva de Cristo, “o Autor e aperfeiçoador de nossa fé”. É nesse sentido que orar para aumentar a fé se encaixa no ensino bíblico. “Ter mais fé” ainda significa aumentar nossa dependência de Cristo. Significa nos alimentarmos dos Seus ensinos. Significa exercitar nossa atitude de obediência ao Senhor. E qual de nós ousa dizer que obedece inteiramente a Jesus? Nosso aprendizado nos capacita a crescer de “fé em fé, até a estatura do Varão perfeito”, de “nosso Senhor Jesus Cristo”. Senhor: ajuda-nos a ter mais fé!

discernir se há heresias e desvios bíblicos. Havendo constatação, caia fora, procure uma igreja de verdade e da verdade. Há muita heresia sendo propagada pelos meios de comunicação. Entendo que o povo brasileiro é um povo crédulo, ou seja, acredita em tudo e em todos! Influências filosóficas, ciências modernas, inovações, superstições, espiritismo, rituais pagãos e a diversidade do pensamento teológico, trazem consigo ensinos devastadores,

responsáveis pela confusão, pela babel eclesiológica. A decência e ordem requerida pelo apóstolo Paulo aos corintos precisam ecoar na babilônia da eclesiologia evangélica dos nossos dias. “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Corintios 14.40). Vamos sim organizar uma agência do reino, uma igreja genuinamente cristã que seja mais um braço da Igreja universal de Jesus, uma igreja de verdade e não uma simples brincadeira de igreja.


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reflexão

Caminhos da Mulher de Deus

Zenilda Reggiani Cintra Pastora e jornalista, Taguatinga, DF

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ma pesquisa em livros e na internet a respeito de famílias me fez constatar algo surpreendente, pelo menos para mim. Fiquei impressionada como grande parte das soluções apontadas em livros e sites cristãos são humanistas. Pouca coisa li que indicava o poder de oração e da aplicação dos ensinos da Palavra para a solução de problemas familiares. À medida que o tempo passa, que a escolaridade

Alonso Gonçalves Pastor da IB Central em Pariquera-Açu, SP “Gastamos todo o tempo em que estamos juntos passando a ferro as inúmeras e pequenas questões que dizem respeito à perpetuação da instituição (igreja)” – Paulo Brabo.

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uando li essa frase de Brabo pensei: e se fosse diferente? Hoje as pessoas na igreja (como instituição), gastam um tempo enorme discutindo questões triviais e supérfluas em torno de temas que, na sua grande maioria, não tem nada a ver com o Reino de Deus, com o fazer

aumenta, há uma tendência de encararmos como se tudo pudesse ser resolvido por meios humanos. Diálogo, terapia, compreensão e outros são alguns dos caminhos indicados para solução de problemas familiares, mas todos nós temos experiência de ver famílias ou viver nossas próprias situações em que, mesmo fazendo tudo isso, não há mudança. Se por um lado acusamos outros segmentos evangélicos de só esperar que alguma solução venha do céu, por outro lado muitas vezes caímos no extremo de con-

fiar somente em soluções humanas. Não que as ferramentas já apontadas não sejam importantes, são sim, e muito, mas elas são apenas uma parte da solução. Creio firmemente que nossas batalhas são vencidas primeiro no céu porque tudo o que nos diz respeito é espiritual: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12).

Acima de qualquer outra providência, precisamos esperar em Deus todos os dias. Que expressão significativa esta: “Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia” (Salmos 25.5). Havia um anseio no coração do salmista para encontrar-se com o Senhor, estar na sua presença e desfrutar da sua companhia. Mas nesse encontro havia um propósito: que Deus o dirigisse, que lhe indicasse o caminho e que ele fosse ensinado cada dia a andar na verdade. Como preci-

samos em nossas lutas ter um encontro com o Senhor todos os dias! Muitos caminhos são propostos para a solução de problemas, para atendermos as carências emocionais, para trabalharmos com as dificuldades dos relacionamentos e para os diversos desafios familiares. No entanto, nosso coração deve estar firme no propósito de, em primeiro lugar, buscar ao Senhor em oração para que ele faça o milagre de transformação nos corações e mentes, de dentro para fora, aquele que só o Espírito Santo pode fazer.

discípulas e discípulos de Jesus. É gente que adora ficar em reuniões intermináveis querendo saber se a cor do templo será azul ou amarelo; é gente que gosta de discutir se o programa X irá mesmo ocorrer e se ele não acontece alguém é o culpado, geralmente o pastor, para não fugir a regra; é gente que se preocupa muito mais com o horário do culto do que propriamente com o culto; é gente que gosta de cobrar a presença de pessoas nos encontros de estudos bíblicos, nossa famosa EBD, mas não consegue vivenciar no dia a dia a tolerância, o amor fraternal e o perdão. É por essas e outras razões que levou Paulo Brabo a dizer: “o lugar (templo) em

que o cristão está servindo passa a significar mais do que o modo (a exemplo de Jesus) como ele está servindo”. O templo, o ajuntamento, não é visto como um lugar de festa, mas sim de obrigações. Quando se entende que igreja é mais um lugar de obrigações do que de ajuntamento, o legalismo e o tradicionalismo tem assento permanente. E se fosse assim... - Um lugar onde as pessoas ficassem chateadas, aborrecidas e, até mesmo magoadas, se não ocorresse aquele abraço no momento do culto; - Um lugar onde todos reclamassem em alto e bom som se a reflexão bíblica não tentasse imprimir na

vida o agir de Jesus e sua maneira de enxergar o Reino de Deus; - Um lugar onde as pessoas observassem bem os participantes da celebração e quando notassem que aquele irmão ou irmã não estava presente, quando em casa a primeira coisa que fariam era pegar o telefone e ligar para saber se estava tudo bem e se precisa de algo; - Um lugar onde as pessoas pudessem se amar ao ponto de se importar menos com as regras e mais com o ser humano. Esse lugar existe e o Novo Testamento chama de IGREJA. Igreja existe para adorar a Deus e procurar vivenciar o mais próximo possível a

caminhada de Jesus. Ele, Jesus, mantinha a agenda livre porque estava disponível às pessoas. A igreja de hoje mantém-se ocupada, mas tão ocupada com os seus programas e reuniões importantes que não pode estar disponível nem mesmo para os próprios irmãos. Essa, com certeza, não é a igreja que Jesus pretendia ter. O livro do teólogo alemão Gerhard Lohfink tem um título interessante: Como Jesus queria as comunidades? Ele diz que as comunidades de Jesus, por terem o seu Espírito, seriam comunidades de seguidoras e seguidores de Jesus. Comunidades em que o principal objetivo é amar, incondicionalmente, amar. Ah se fosse assim...


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missões nacionais

Multidões ouviram a mensagem transformadora de Cristo

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Pr. Tércio traduzindo a pregação do Pr. Sammy

Sammy Tippit em Alagoas

Famílias inteiras foram abençoadas durante a Cruzada Ana Luiza Menezes Redação de Missões Nacionais

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m Alagoas, a Cruzada Jesus Transforma a Minha Família foi realizada durante cinco dias, em várias cidades como Santana do Ipanema, Junqueiro, Murici, São Luiz do Quitunde e Maceió, alcançando um grande número de pessoas com a Palavra de Deus. O preletor do evento foi o pastor norte-americano, Sammy Tippit, que esteve pela segunda vez no estado. Pr. Sammy é um dos grandes líderes desta geração e, nos últimos 40 anos de seu ministério, pregou em mais de 80 países. Durante a cruzada, ele deixou uma palavra abençoada sobre oração intercessória, que foi uma ferramenta de valor para as famílias. “Vimos muitas pessoas trazendo seus familiares e amigos e Deus mudou suas vidas. Ele fez uma grande obra”, avaliou Pr. Sammy Tippit. O objetivo da Convenção Batista Alagoana (CBA) e da Junta de Missões Nacionais foi reunir igrejas e também pessoas não crentes a fim de

Pr. Fabrício e Pr. Sammy Tippit

que todos os participantes tivessem suas vidas transformadas pelo Evangelho de Cristo. “Deus usou o Pr. Sammy Tippit de maneira muito especial. Em todos os lugares houve conversões e muitas famílias foram abençoadas. Pastores e igrejas foram despertados pelo poder do Espírito Santo sobre a necessidade de orar pelos familiares não crentes e também evangelizar, tornar o nome de Jesus conhecido para seus familiares, vizinhos e amigos”, declarou o Pr. Fabrício Freitas, gerente executivo de evangelismo de Missões Nacionais. Segundo os missionários Almir e Ormir Gonçalves, coordenadores de missões em Alagoas, a realização da Cruzada no estado foi um sucesso devido ao controle de Deus, aos 100 Dias de oração, apoio dos líderes locais e também pela presença do Pr. Sammy Tippit junto com o Pr. Tércio Ribeiro, da PIB de Maceió, que foi o tradutor das mensagens. Ainda de acordo com eles, a média de presença do evento nas cidades do interior foi em torno de 400 pessoas e na

capital foi de cerca de 2.500 a 3.000, entretanto o mais relevante foi o resultado, pois um grande número de pessoas aceitou a Cristo, se reconciliou e aceitou receber estudos bíblicos. “Acompanhei o Pr. Sammy Tippit nas cinco reuniões que realizamos nas Associações do nosso estado. O que lhes digo é que a nossa Convenção foi agraciada por Deus. Presenciei muitas vidas se rendendo aos pés de Jesus através de um pastor simples, gentil, animado, dinâmico e usado pelo Senhor. Muitas famílias do nosso Estado podem dizer hoje: ‘Eu e a minha casa servimos ao Senhor!’. A importância desta cruzada reside nisto. Verdadeiramente, Jesus transformou muitas famílias neste tempo tão oportuno”, disse o Pr. Alberto Calado, presidente da Convenção Batista Alagoana. O Pr. Erinaldo Alves, presidente da Associação Batista Sul Agreste, afirmou que, além das vidas alcançadas, a Cruzada gerou um grande despertamento nas igrejas que pertencem a sua associação. “O Pr. Sammy Tip-

pit é um homem de Deus, um instrumento do Senhor para ganhar almas. Com seu jeito simples e autoridade da Palavra de Deus, nos impactou e, como canal do Espírito Santo, trouxe a nós um profundo avivamento”, afirmou. Ele destacou ainda a conversão do esposo de uma irmã que é membro de sua igreja, pois o homem não tinha nenhuma simpatia por crentes, porém se rendeu a Cristo durante o apelo do Pr. Sammy. “Hoje, ele está se firmando mais e mais em sua decisão, portanto digo sem sombra de dúvidas que valeu a pena o esforço realizado para podermos ter essa cruzada maravilhosa em nossa associação”, completou Pr. Erinaldo. Nas redes sociais, as pessoas que participaram da Cruzada também expressaram o impacto do evento em suas vidas. A irmã Andrea Marcia escreveu: “Vai ser para sempre inesquecível, pois meu lindo ‘painho’ aceitou a Jesus. Eu e minha família ganhamos o presente mais precioso, que é saber que o meu pai fez a mais linda e certa decisão na vida dele.

Muitas vidas se renderam a Cristo durante apelo

Obrigada a Jesus e a todos que, de alguma forma, foram usados para que esta cruzada acontecesse!”. “A Cruzada Jesus Transforma Minha Família em Alagoas aconteceu de forma maravilhosa. Vimos Deus agindo nitidamente. Das cinco cruzadas, duas aconteceram com fortes chuvas e uma com chuva mais branda, mas essas foram em ginásio coberto. Deus é tremendo! As caravanas iam chegando e quando menos esperávamos o local estava cheio. Quem semeou, colheu. Deus levantou muitos voluntários para ajudar e houve muita alegria porque houve festa no céu”, concluiu Pr. Almir, que junto com sua esposa, Ormir, ficou responsável pela organização da cruzada. Pr. Sammy também foi usado por Deus para ministrar sobre a vida do governador do estado de Alagoas, Teotônio Vilela. Acompanhado de líderes batistas locais, ele entregou uma Bíblia para o governador, compartilhou a mensagem do evangelho e também orou por sua vida, abençoando definitivamente o estado.


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notícias do brasil batista

Embaixadores do Rei completam 65 anos de trabalho Samuel J. Gonçalves(Coordenador Nacional dos Embaixadores do Rei) e Lucas Tavares (Coordenador do DAER Gonçalense, RJ)

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udo começou em 1883. Um grupo de rapazes de 12 a 14 anos, da cidade de Owesboro, Kentucky, nos EUA, costumava se reunir para estudar missões e orar pelos missionários. Pensando assim em missões, o grupo resolveu custear as despesas de uma estudante na escola dirigida pela grande missionária Lottie Moon, em Tengchow, na China. Em outubro de 1907 a União Feminina Missionária da Convenção Batista do Sul dos EUA organizou a primeira embaixada: Embaixada Carey Newton da PIB Goldsboro, Carolina do Norte. “Alvin, não deve existir um campo missionário no mundo maior e mais maduro do que o Brasil. E meninos… tem milhares. Os batistas brasileiros estão precisando de Embaixadores do Rei, e pelo menos alguns missionários e pastores mostraram bastante interesse nesse tipo de trabalho”. Com essas palavras proferidas por J. Ivyloy Bishop, líder nacional dos E.R. dos EUA, o pastor Willian Alvin Hatton e o próprio Bishop pensaram, sonharam juntos… nova vida num país de outra língua, outros costumes… Oito meses depois dessa conversa, precisamente em 4 de março de 1948, Pr. Alvin Hatton e sua esposa D. Katie viajaram da cidade Van Buren em Arkansas para Nova York e de lá embarcaram para o

Brasil. Após dezesseis dias de viagem, finalmente chegaram ao Rio de Janeiro. Dedicaram 40 anos de suas vidas a obra de Deus no Brasil. Em agosto do ano de 1948 houve a primeira reunião com os E.R. da Igreja Batista da Tijuca e a organização foi apresentada para os adolescentes do Colégio Batista de Itacuruçá. Pela graça de Deus em 4 de setembro do mesmo ano houve a primeira reunião da Embaixada de Itacuruçá. Duas semanas depois os E.R. desta embaixada e os E.R. da Embaixada da I.B. da Tijuca foram passear em um lugar chamado Alto da Boa Vista. Em agosto de 1950 foi comprado o Sítio do Sossego e no período de 26 de fevereiro à 1º de março de 1951 foi realizado o 1º Acampamento dos Embaixadores do Rei, no Sítio do Sossego, com 18 acampan-

tes e 3 igrejas representadas. A revista “O Embaixador” – teve seu primeiro exemplar no primeiro trimestre de 1951. O 2º Acampamento dos Embaixadores do Rei no Sítio do Sossego foi realizado em julho do mesmo ano com 35 acampantes e 8 igrejas de três estados representadas. A partir de janeiro de 1978, com a criação da União Masculina Missionária, o departamento de Embaixadores do Rei foi transferido para esta organização. O Primeiro secretário-geral, eleito em 1979, foi o irmão Dirceu Amaro. Embaixadores do Rei é uma Organização das Igrejas Batistas da CBB que visa ajudar meninos de 09 a 17 anos em seu desenvolvimento como homem, no crescimento cristão e desenvolvimento de seus dons a serviço de Deus, ajudando-os a formar sua consciência

missionária e a envolver-se com a obra de missões. E Embaixador do Rei é aquele que representa Jesus aqui terra. Com o tema Somos Embaixadores por Cristo e a divisa “De sorte que somos Embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus” (II Coríntios 5.20). O E.R. é um representante do Rei Jesus aqui na terra, mostrando ao mundo como é a vida de um cristão. Ele deve viver e agir do modo como Jesus ensinou, seja na escola, ao praticar esportes, em casa, entre seus vizinhos, na igreja, e em qualquer lugar. Meninos entre as idades de 09 e 17 anos podem se tornar um E.R. fazendo parte da melhor organização para sua idade nas igrejas batistas, para isso ele precisa satis-

65 anos de Embaixadores do Rei, mas como tudo começou? Proclamar Seu Nome

Na América do Norte há muito tempo atrás, uma semente missionária foi plantada, Deus chamou meninos para serem embaixadores. O grupo foi crescendo logo se espalhou, e esta semente veio para o meu Brasil, Chegou onde eu estava, e eu ouvi o chamado do Rei. Ele disse “filho vem, pois eu mesmo te escolhi, para me representar ai na terra”, Farei lembrado o seu nome a cada geração e para sempre os povos O louvarão. Eu louvo o meu Rei por tudo o que Ele fez porque morreu por mim e me deu a vida eterna Eu louvo o meu Rei, pois me fez um embaixador, Vou proclamar seu Nome, onde eu estiver. Música: “Proclamar seu Nome”, letra e música de Clériston Nascimento da Silva

fazer os requisitos a seguir: Saber o significado do nome Embaixador e Embaixador do Rei, o tema, a divisa, o compromisso e o hino oficial da Organização E.R. A Insígnia da Organização simboliza: Escudo – Fé, quem o possui é um E.R. por Cristo. Faixa com as letras E.R. – prova que o E.R. é trabalhador falando de Cristo. Coroa – 5 pontas, 5 ideais: Estudo da Bíblia, Missões, Oração e Serviço Real. Ramo de louro – a vitória que deve ser ganha por Cristo e para Cristo. As cores: Azul: Lealdade, a Cristo, a Igreja e seus programas, a Organização e seu ideais; Branca: Pureza de corpo, de mente da alma, na adoração a Deus e somente a Ele; Amarela: Preciosidade é necessário para o E.R. quando este o aceita como Salvador, Conselheiro e Guia, o E.R. é precioso para Cristo quando emprega no trabalho de Deus o melhor de sua capacidade. O hino oficial da Organização fala desses ideais e do significado das cores. Deus continua chamando homens para trabalhar na seara que é muito grande, homens obedientes e corajosos têm respondido SIM ao chamado do Rei. Se hoje ouvir o chamado do mestre não endureça o seu coração. Informe-se sobre capacitação para trabalhar com E.R. através do site www.embaixadoresdoreimg.com.br conheça o CICER (Curso Intensivo para Conselheiro de Embaixadores do Rei) e saiba quando haverá um CICER no DAER (Departamento Associacional dos Embaixadores do Rei) da sua região.


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Embaixadores em Ação Pr. Edemilson Benedito de Oliveira Missionário dos ER Coordenador Estadual dos ER MG

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ias 21 a 23 de junho realizamos um CICER na Igreja Batista Central de Três Corações. Homens obedientes e corajosos têm respondido SIM ao chamado o nosso Mestre. Dias 28 a 30, também de junho, realizamos um CICER na Igreja Batista de Vila Isa, em Governador Valadares. Dia 30 de junho participamos do Culto Solene de Promoção de Postos da Embaixada Franklin Billy Graham da IB Filadélfia em Coronel Fabriciano, apesar de ser o dia da decisão final da Copa das Confederações da Copa FIFA de 2013, tivemos uma excelente participação de ERs e suas famílias. Agora no mês de julho, dias 05 a 07, realizamos mais um Acampamento Regional da Associação Sudeste. Este aconteceu na fazenda da PIB Juiz de Fora. Com 59 participantes representando 7 igrejas tivemos a alegria de ver 6 embaixadores fazendo um compromisso com Deus. No dia 13 realizamos uma Mini Olimpíada na ABAME no Jardim Teresópolis em Betim com a participação de 60 meninos representando 4 igrejas. Dias 27 a 28 realizamos a Olimpíada Estadual. Nas dependências do Colégio Batista Mineiro unidade BH Maior realizamos parte das modalidades e outras na Academia da Polícia Militar de BH. Contamos com 146 participantes representando 07 associações e 15 igrejas. No mês de agosto, dias 2,3 e 4, realizamos mais um CICER na PIB de Coronel Fabriciano, na ABAVAÇO, com a participação de 12 alunos representando 08 igrejas.

Fique por dentro dos próximos eventos: Agosto: 24 Culto de Celebração de Aniversário – IB Itacuruçá – RJ 24 a 25 Congresso UMHBM – PIB Santa Luzia 30 a 31 CICER – PIB de Juiz Fora Setembro: 6 a 8 Acampamento Regional Sul de Minas 13 a15 CICER – Convenção Batista Mineira - BH 20 a 22 CICER – Uberlândia Outubro: 1 a 12 MUNAMI 26 Mini-Olimpíada em Itabirito Novembro: 15 a 18 Acampamento Regional ER – Vale do Aço Janeiro/2014: 11 a 14 Acampamento Estadual – CBTL 16 a 19 acampamento Estadual – CBTL


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Reunião do Conselho da CBB traça estratégias e realiza planejamentos

Fotos: Sélio Morais

Arina Paiva Editora de O Jornal Batista

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ntre os dias 7 e 8 de agosto aconteceu a reunião do Conselho da CBB, um encontro de liderança para traçar as estratégias da denominação batista, bem como cuidar da parte administrativa. Como sempre o presidente abriu a reunião do Conselho da Convenção Batista Brasileira com uma mensagem, dessa vez alertando para o relacionamento devocional, a necessidade de se fazer discipulado, não só na conversão, mas durante toda a vida. Luiz Roberto Silvado, pastor da Igreja Batista do Bacacheri e presidente da CBB, compartilhou um guia de encontro discipular que contem três perguntas: Como está meu relacionamento com Deus, meu tempo devocional, leitura da Palavra e oração? Compartilhei do amor de Jesus e da mensagem do Evangelho com um não crente? Tenho me preocupado demais com as opiniões dos outros? Com esta ideia de compartilhar, discipular e colaborar, na Assembleia da Convenção em Foz do Iguaçu foi feito o Macro diretrizes e planejamento da CBB, e este ano na Assembleia em Aracaju foi aprovado. Um grande plano estratégico em prol do crescimento do Reino de Deus. Para tanto, todos que estavam presentes na reunião do Conselho foram divididos em 5 grupos: Grande comissão, com o objetivo da expansão missionária, evangelização, oração, formação missionária e relevância social. Formação de Liderança, com o objetivo de criar diretrizes para

Nova instalação da JMM

o pensamento teológico, vocação, visão e paixão missionárias, capacitação continuada, qualidade de ensino, espiritualidade, excelência na gestão. Discipulado, traçando o crescimento e desenvolvimento, conteúdo de qualidade, consultoria educacional, rede de atendimento e programa de educação. Nova Geração, pensando no engajamento, capacitação, respostas contextualizadas, comunicação, evangelismo e missões. Gestão Coorporativa, Network e Conectividade, planejando diretrizes em sinergia, aprendizado e desenvolvimento, transparência, processos (eficiência e eficácia), visão estratégica, rede de comunicação, integração denominacional, registro histórico, cenários e tendências e suporte às igrejas. Com um integrante da diretoria em cada um desses grupos foi discutido e assimilado sugestões e opiniões para levar para aprovação na próxima Assembleia da CBB. Durante a reunião de planejamento e coordenação a UFMBB apresentou antes do seu relatório uma palavra de disposição para todos e entendimento de que é necessário “nos valorizar apoiando um ao outro”. Nesse intuito a União Feminina Missionária Batista do Brasil tem trabalhado com discipulado através de revistas de estudo envolvendo crianças e o elemento feminino das igrejas locais. Hoje a UFMBB tem como meta a formação de liderança, além de envolver pelo menos 80% de voluntárias na campanha da JMN – Mega Trans no país, bem como nos projetos sociais das igrejas locais. Teve grande destaque na reunião o trabalho realizado

pela Juventude Batista Brasileira através do congresso nacional Despertar, este ano feito em Belém. O mover de Deus foi grande diante da Com uma estrutura de excelência a nova sede de Mispresença de jovens de todo sões Mundiais no Centro Batista está dando os últimos o país, contando com preretoques para atender todos os batistas e fazer o trabalho sença maciça da juventude da JMM com total qualidade. Foi neste novo prédio que batista do norte do Brasil. a diretoria da Convenção Batista Brasileira se encontrou O Congresso teve ênfase na antes da reunião do Conselho. Com primazia um novo Palavra de Deus, com duas momento está acontecendo. pregações em cada culto. O relatório de Missões Nacionais destacou o trabalho da Trans Piauí, em parceria com a Convenção Batista do Piauí e igrejas de todo o país. Pela primeira vez foi realizada a Trans Crianças. A JMN acredita que a evangelização da criança é importante porque crianças são importantes para Deus, e dessa forma os missionários trabalham para abençoar Reunião na nova instalação a nova geração para que vivam uma vida toda com Cristo. A evangelização discipuladora também é outro foco e por isso a JMN tem trabalhado para o treinamento de evangelistas. A Trans Copa das Confederações foi outra estratégia para a evangelização durante os jogos de futebol que aconteceram em todo o país. Missões Mundiais apresentou seu relatório sobre o alcance de povos por todo o mundo. Regiões onde o evangelho não pode ser pre- Reunião do Conselho da CBB gado, em público, tem sido o alvo dos missionários, com estratégias que tem alcançado os países mais fechados. O poder de Deus tem agido de maneira significativa. Na China, o alvo de 500mil Bíblias distribuídas foi alcançado, e um novo alvo já foi idealizado, 1milhão de Bíblias. Ore por isso. Foi apresentada também a nova instalação da JMM no Centro Batista, na rua José Higino, 416, Tijuca, RJ.

Representantes da CBB em frente ao prédio da JMM

Conselho da CBB se reúne em grupos para definir Macro diretrizes e planejamento

Diretoria da CBB se reúne na nova instalação da JMM

Conselho da CBB visita a nova instalação da JMM


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Famílias e jovens chilenos aprendem a andar com Cristo Willy Rangel Redação de Missões Mundiais

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discipulado é uma das muitas ações que têm motivado o casal missionário Claudinei e Priscila Godoi a anunciar Cristo na região de Arica, próximo ao deserto do Atacama, no Chile. Desde 2010 a família Yampara é acompanhada pelos missionários em sua caminhada com Cristo. “Eles têm sido de grande encorajamento e ânimo para nós. O pai, Miguel, entregou sua vida a Cristo recentemente e tem recebido especial atenção por parte de nossa família”, diz o missionário. O Pr. Claudinei conta que Miguel trabalha seis dias durante a semana, e participa todos os domingos, bem cedo, de um projeto missionário. “E durante a semana, à noite, estudamos juntos a Bíblia, preparando as atividades ministeriais do final de semana e fazendo discipulado”, explica o Pr. Claudinei.

Claudinei e Priscila Godoi

O casal missionário acredita que Miguel e sua esposa, Lucia, têm vocação especial para um ministério específico e que pretendem encaminhá-los para uma instituição teológica para receberem melhor preparo. “Contudo, a vocação pastoral e missionária não é valorizada no Chile e, diante dessa insegurança, alguns resistem ao chamado”, conta o missionário. O discipulado da família Yampara é apenas um exem-

Miguel e Lucia Yampara

plo do que o Pr. Claudinei e a missionária Priscila têm feito em termos de discipulado. Eles entendem que discipular é mais do que fornecer uma série de informações teológicas. É também prestar assistência às pessoas em suas necessidades e dilemas, com o objetivo de levá-las a ter uma vida com muitos frutos. Jovens universitários também têm sido discipulados pelo casal missionário. Os encontros acontecem sema-

nalmente. No mais recente encontro, num feriado em um camping fora da cidade, o grupo conversou, jogou futebol, desenvolveu atividades lúdicas, e no final todos estudaram as três parábolas de Lucas 15. O pastor conta que os jovens sempre apresentam muitas perguntas e que se alegra em vê-los crescendo em maturidade e conhecimento do Senhor. Pr. Claudinei e Priscila pedem oração por disciplina na exposição das Escrituras

durante os discipulados, pela igreja local e sabedoria na condução das atividades no Valle de Lluta, onde será a sede de um trabalho com crianças e adolescentes da comunidade. “Agradecemos a todos que entendem que o Reino de Deus tem precedência sobre suas próprias necessidades. Continuemos juntos orando e servindo ao Senhor, pois a Seu tempo receberemos a eterna recompensa”, conclui o missionário.

Muçulmanos se convertem durante o Ramadã

Marcia Pinheiro Redação de Missões Mundiais

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o mês em que muçulmanos do mundo inteiro mais uma vez praticavam o jejum do Ramadã, o casal missionário Dawei e Mali realizou um encontro do Projeto ELA, que a partir dos princípios bíblicos busca elevar a autoestima de jovens do Sudeste da Ásia. O resultado honrou a dedicação dos missionários: três moças abriram mão de todo o tradicionalismo da fé islâmica e decidiram seguir a Jesus, mesmo sabendo que enfrentarão retaliações de suas famílias. Em meio a louvores, aulas de estética e beleza, lágrimas e abraços, a missionária relata que enquanto a alma destas jovens gritava por socorro, o Deus verdadeiro estendia sua poderosa mão para socorrê-las. O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e, este ano, foi celebrado entre os dias 9 de julho e 7 de

agosto por mais de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo. Os praticantes do islamismo consideram este um período sagrado porque creem ter sido nele que o profeta Maomé recebeu de Alá a revelação dos primeiros versos do Alcorão, o livro do islamismo. Neste período, Missões Mundiais promoveu uma grande mobilização de oração a fim de que muçulmanos também fossem alcançados pelo amor e graça de Jesus. A conversão dessas moças foi um dos resultados imediatos. Outros missionários da JMM levaram a mensagem do Evangelho a pessoas de outras nações. Os resultados talvez sejam conhecidos apenas pelo Pai. Cabe a nós, filhos já alcançados por Deus e conhecedores de sua Palavra, interceder, orar, ofertar e seguir aos povos para que o Evangelho seja pregado em todo o tempo a toda a criatura. O projeto ELA – Especiais, Lindas e Amadas – é uma das muitas ferramentas desenvolvidas pelos missio-

nários de Missões Mundiais para promover o amor de Cristo entre povos de mais de 70 países. Por meio dele, a missionária Mali trabalha a autoestima de jovens que, em quase sua maioria, é oprimida pelos padrões de beleza da sociedade e que têm uma jornada de trabalho quase escrava, com 14 horas por dia. O projeto agora tem seu próprio espaço. Um lugar especial para cuidar das asiáticas e ministrar a Palavra de Deus ao coração delas. A inauguração do Espaço Ela contou com a participação do Pr. João Marcos B. Soares, diretor executivo da JMM, e do Pr. Guy Key, coach da International Mission Board no Brasil – IMB. Foi a primeira vez que os dois estiveram naquela cidade, a qual não podemos citar o nome para não pôr em risco este trabalho missionário. Em quase toda a Ásia, falar de Jesus Cristo é praticamente proibido pelas autoridades. Mali, que é bióloga e massoterapeuta, percebeu as

Jovem asiática atendida pelo Projeto ELA

principais carências dessas meninas do seu campo transcultural e hoje alcança vidas para Cristo por meio da oferta de serviços estéticos e de beleza gratuitos. Recentemente, a missionária passou a realizar também um trabalho com crianças de um orfanato local. Em uma programação especial com música, esportes e contação de histórias, ela pode ver crianças sedentas de amor e de cuidados básicos. Em seu coração,

ficou o compromisso de prosseguir com esse trabalho entre os órfãos. Ela espera, em breve, oferecer a esses pequeninos o “Spa Day”, um dia especial com brincadeiras, histórias, comidas, banho de banheira, massagem, roupas novas e fotos. Tudo para eles se sentirem especiais. A missionária só precisa da autorização do diretor do orfanato para que a programação seja feita. Ela pede orações por isso.


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Liderança Nacional dos Homens Batistas do Brasil visita pela terceira vez Jacinto em MG

Dailson Oliveira dos Santos Presidente da UMHBB

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os dias 28 a 30 de julho de 2013 a liderança dos Homens Batistas do Brasil visitaram a cidade do Jacinto, no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Fizeram parte da comitiva os seguintes irmãos: Dailson Oliveira dos Santos (presidente da UMHBB), Marinho Zimer (diretor executivo dos Homens Batistas Mineiros), pastor Getúlio Alves Neves (coordenador de Ação Social do MUNAMI da UMHBB), Niraldo Bastos (relator da comissão do Sítio do Sossego da UMHBB), Joab Seabra da Silva

(diretor executivo dos Homens Batistas do Nordeste) e Ademir Clemente Bezerra (coordenador do DENASMHOB da UMHBB). Vale ressaltar que o presidente da UMHBB, Dailson Oliveira visitou pela terceira vez a cidade de Jacinto. Fizemos várias reuniões de planejamento com a igreja local, com a presença do pastor da congregação, Dilenilson Reis dos Santos, acerca do trabalho a ser realizado em Jacinto, onde além da grande obra de evangelização que realizaremos em toda a cidade e adjacências, faremos também um grande trabalho social, e um trabalho voltados para crianças com o projeto Kids Games, bem

como a construção de uma igreja batista naquela cidade. Foram visitados os seguintes locais: • T erreno, local onde será edificado a igreja; • P refeitura Municipal de Jacinto; • C omando da polícia militar; • Delegacia do município; • Pousadas; • Colégios Tivemos uma abençoada reunião com o prefeito da cidade, o senhor Carlos Dantez Ferraz de Melo, que nos recebeu em sua residência. Também conversamos com as autoridades, polícia militar e polícia civil, onde consideramos muito produtivo esses encontros.

Igrejas batistas do Brasil, contamos com o seu apoio, em orações e ofertas para esse projeto missionário, que ocorrerá nos dias 7 a 12 de outubro, sendo o culto da vitória inauguran-

do a igreja no dia 12 às 19h30. Banco Bradesco: Agência 3463 - 0 Conta Poupança 1004448 - 0 Favorecido: União de Homens Batistas do Brasil.

SIB Manaus inicia Congregação na Comunidade Ribeirinha de São João do Tupé – Amazonas

Saída de Manaus

Pr. Cleber Souza

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dia 03 de agosto foi marcante para o grupo de 32 irmãos da SIB Manaus que, após 40 minutos de voadeira, chegou à Comunidade Ribeirinha do Tupé, no Amazonas para o culto de abertura de uma nova Congregação, em uma celebração repleta de alegria. Antes de chegar na comunidade, visitamos a base do Radical Amazônia, que fica próximo, o que nos emocionou muito em ver a seriedade dos projetos e como Pr. Donaldo tem se desdobrado para que o nome de Jesus seja glorificado. Pr. Donaldo e irmã Marinalva, missionários da Junta de Missões Nacionais e líderes do projeto Radical Amazônia, conseguiram alcançar

Visita a tribo indígena

com este projeto, doze novas comunidades onde não havia a presença evangélica. A missionária Kátia Nayara Vieira de Lima tem o seu sustento da Igreja Batista Sião, Salvador, Bahia (Pr. Valter Batista) e há ainda, a parceria da SIB Manaus, como Igreja Mãe, no apoio logístico e aluguel da missionária naquela comunidade ribeirinha, onde vivem também tribos indígenas. A Amazônia legal é composta de aproximadamente 80 mil comunidades ribeirinhas, entre os nove estados da região Norte. Em 35 mil comunidades destes Estados, não há presença evangélica. No Estado do Amazonas há 4 mil comunidades sem a presença evangélica. O culto na casa da missionária Kátia foi marcado por alegria e pela emoção

da realização de um sonho. Orações, louvores e pregação da Palavra ficaram registrados nos corações dos moradores presentes. O irmão Márcio Pontes, membro da SIB Manaus relata: “Sou amazonense, nascido e criado no município de Parintins, terra dos Tupinambás, mas foi hoje a primeira vez que entrei em uma maloca onde os índios estavam reunidos!” O projeto tem por objetivo alcançar os ribeirinhos e a tribo indígena da região com o evangelho. No domingo à noite, 04 de agosto, na SIB Manaus, a missionária Kátia estava presente para agradecer o apoio e testemunhou o seguinte: “Na noite daquele sábado, me preparando para dormir, escutei alguém batendo em minha porta e quando fui atender eram dois indígenas pedindo desculpas

Saída para visitação e Evangelismo na comunidade

Momento de oração de comissionamento da missionária Kátia

por não estarem presentes ao culto. Após uma conversa com eles, entrei e quando estava, novamente, me preparando para dormir, alguém bateu a porta outra vez, e desta vez, eram representantes da comunidade, que também vieram me pedir desculpas por não

estarem presentes, declararam apoio ao projeto”. Glorificamos o nome de Deus e pedimos para que o povo batista interceda pela missionária Kátia Nayara, essa guerreira de Deus que vai cumprir seu chamado naquela comunidade.


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Seminário do Sul realiza I Simpósio Internacional de Manuscritos Antigos e Teologia Fotos: Sélio Morais

Teresa Akil Coordenação Geral Acadêmica do Seminário do Sul

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ucesso absoluto, com a Capela do Seminário do Sul lotada desde o primeiro dia e diversos visitantes ilustres. Assim foi o I Simpósio Internacional de Manuscritos Antigos e Teologia, promovido pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro em parceria com a Convenção Batista Brasileira, o Museu dos Manuscritos do Mar Morto e a Universidade Hebraica de Jerusalém, durante os dias 5, 6 e 7 de agosto. Primeiro simpósio totalmente organizado pelo curso de Teologia da FABAT, sob a supervisão do Diretor Geral, Pr. Luiz Sayão, o evento possibilitou aos participantes conhecer e aprofundar alguns conhecimentos sobre os manuscritos antigos da Bíblia, além de proporcionar uma visão sobre a sociedade judaica da Terra de Israel durante o período do Segundo Templo, época do nascimento do cristianismo e do judaísmo rabínico. Além de equipar a mente com conhecimento bíblico e teológico super atualizado, o Simpósio abriu o campus do STBSB para as outras instituições de ensino superior cujos reitores e professores marcaram presença na Colina e estreitou ainda mais a comunhão entre alunos e professores da Casa, que ficaram envolvidos na recepção dos congressistas (agradecimentos à Lúcia, aluna de Teologia, a Lais, assessora da CGA, e ao prof. Delambre), em lindos momentos de inspiração musical (com Clarindo, aluno de Teologia,

Professores com Dr. Roitmann (de amarelo)

Adolfo Roitmann

e Damires, de Música), na organização das comunicações discentes (agradecimentos ao prof. Fábio) e na recepção

Dr. Adolfo Roitmann apresenta seu estudo

Alunos do Seminário do Sul dirigiram o louvor

A segunda-feira, dia 5 e translado do Prof. Adolfo Roitmann (agradecimentos de agosto, primeiro dia de à profª. Westh Ney e ao Pr. simpósio, foi aberto pela Emersen Evandro de Oliviera). conferência do Prof. Luiz

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Sayão sobre “O Contraste entre a cosmovisão hebraica e grega”. Na terça-feira, dia 6, a conferência foi com o Prof. Yehuda Hochmann, rabino messiânico, jornalista, PhD em Estudos Bíblicos pelo Trinity College e Prof. da Universidade Hebraica de Jerusalém, que versou sobre a “Situação Social e Política em Israel na Época do Segundo Templo”. No último dia 7, quarta-feira, a terceira conferência foi com o Dr. Adolfo Roitman, que há dez anos é curador dos Manuscritos do Mar Morto e Diretor do Santuário do Livro, no Museu de Israel, em Jerusalém. Doutor em Literatura Judaica Antiga e Pensamento Judaico, Mestre em Religião Comparativa e Graduado em Antropologia, Dr Roitman discorreu brilhantemente sobre o tema “A importância dos Manuscritos do Mar Morto”. Com uma predica empolgante, Dr. Roitman contou em detalhes como foi a história da descoberta dos manuscritos e mostrou diversos manuscritos antigos, explicando a sua importância para a compreensão tanto no Antigo quanto do Novo Testamento. Este primeiro simpósio internacional da Fabat ainda foi marcado por um evento paralelo na Biblioteca Davi Malta do Nascimento que reuniu estande de vendas de livros aos participantes do evento com descontos especiais e uma exposição sobre a história do STBSB através das obras literárias dos seus reitores e das revistas teológicas publicadas pela Casa desde 1950, quando o Dr. Crabtree publicou o primeiro número da Revista Teológica.

Capela completamente cheia de alunos, professores e estudiosos sobre o tema central


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A verdadeira revolução (II)

o texto anterior abordei este assunto nas perspectivas social e de gestão governamental. Sabemos, todavia, que elas não são as mais importantes. Penso que o essencial neste processo de mudança é o espiritual ou a revolução no coração. Tudo começa aqui, pois é dele que procedem as saídas da vida. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Podemos fazer uma conexão bem sucedida entre a mudança do coração, ou seja, uma experiência profunda com Cristo (II Co 5.17), e um movimento social maduro, consciente, somado a gestão competente, movida pela paixão em servir. O Brasil precisa de pessoas transformadas por Cristo, especialmente na gestão pública, nos tribunais, nas casas legislativas, forças armadas, escolas e universidades. Pessoas que tenham a ética do Reino de Deus a partir de uma experiência com o Senhor Jesus como fundamental no seu viver. Não podemos prescindir de uma moralidade cristã genu-

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ponto de vista

á 15 dias publiquei nesta coluna um levantamento comparativo de dados que tenho feito em duas ocasiões (2000 e 2011) em que foi possível obter, ainda que provisoriamente, alguns importantes indicadores sobre a situação de vida pastoral batista no Brasil. Recebi diversas manifestações de preocupação por causa dos dados que foram apurados. Em primeiro lugar temos de nos ocupar com os desgastes que o ministério tem provocado nas famílias dos pastores. Considerando 2011 foi possível detectar que para 13% dos que responderam o questionário, o exercício do ministério empobreceu a sua vida familiar e para 23% (em 2000 eram 10%) a igreja foi responsável por desastres na vida familiar do pastor.

ína e amadurecida. Precisa-se de líderes-servos comprometidos com a excelência cristã genuína. Deus usou homens íntegros, espiritual e eticamente, para mudanças profundas nas sociedades francesa, suíça, alemã, americana e inglesa. Especialmente na sociedade inglesa, o Senhor usou o jovem piedoso William Wilberforce (1759-1833). “Ele entrou no Parlamento Britânico aos vinte e um anos, e se tornou amigo próximo de William Pitt, o jovem Primeiro Ministro. Teria sido seu sucessor natural em sua liderança política se tivesse ‘preferido festejar para a humanidade’. Mas aos vinte e cinco anos de idade tornou-se um cristão comprometido e, desde então, confessou: ‘Deus Todo-Poderoso colocou diante de mim dois assuntos: a abolição do comércio de escravos e a reforma dos costumes da Inglaterra’. Diz um autor acerca de Wilberforce: ‘Ao final da vida não havia ninguém mais universalmente honrado como cidadão inglês do que ele, a quem pertence o crédito principal pela abolição do comércio escravo no Reino

Unido’”. Foi uma revolução social sem precedentes iniciada por um jovem cristão autêntico, comprometido com a ética de Yahweh, com o evangelho do Senhor Jesus Cristo. Os irmãos John e Charles Wesley, fundadores da Igreja Metodista, contemporâneos de Wilberforce na Inglaterra, foram usados por Deus para grandes reformas sociais no seu país. O nosso Pai usou poderosamente o Monge-Doutor Martinho Lutero (Martin Luther) na Reforma Protestante de 31 de outubro de 1517, em Wittenberg, Alemanha. Esta revolução da fé cristã genuína produziu grandes reformas sociais naquele país que duram até hoje. Neste mesmo país, Augusto Framke foi usado pelo Senhor para uma revolução educacional muito eficiente com repercussões no mundo inteiro. Deus usou o trabalho de Framke para influenciar o conde Nicolau Zizendorf, um dos homens responsáveis por Missões Modernas, líder dos Morávios – um empreendimento missionário revolucionário e movimento de oração que durou cerca de 100 anos. As grandes uni-

versidades inglesas (Oxford e Cambridge) e as americanas (Yale e Harvard), foram iniciadas por homens cristãos genuínos que souberam unir cultura e piedade, erudição e fé prática. Homens a frente de seu tempo, que amavam seus países e estavam comprometidos com a excelência e com a paixão em servir, utilizando o seu intelecto e o seu coração centrados em Cristo Jesus. Mentes brilhantes e corações ardentes. Eram pessoas que não pensavam em si mesmas, mas no seu povo. Semearam as sementes da fé, da integridade, do trabalho sério e da criatividade. Na verdade, eram criativos, proativos e zelosos em seus empreendimentos. Estavam dispostos a pagar um alto preço pela construção de um país com uma sociedade dinâmica e exigente com os padrões de qualidade de suas instituições. Esses modelos cristãos do passado devem servir de inspiração para nós, hoje, especialmente no Brasil. A convicção, a ética, o trabalho sério, o padrão de qualidade, o espírito de serviço, a rejeição visceral da corrupção, o amor pela pátria, e, acima

de tudo, pelo Senhor, devem ser fatores de alta motivação para os nossos líderes cristãos dentro e fora do governo ou da gestão pública, nas escolas, universidades, centros de tecnologia e demais instituições. Os ideais destes homens do passado, que revolucionaram positivamente seus contextos, devem encher o nosso coração de inspiração para que haja uma transpiração contagiante. As gerações mais antigas, comprometidas com o desenvolvimento sustentável, devem influenciar as novas gerações nesta visão. O nosso compromisso deve ser o de formar crianças, adolescentes e jovens para que estejam absolutamente comprometidos com a construção de famílias saudáveis para produzirem uma sociedade saudável, voltada para a excelência de uma vida útil, que tenha propósitos nobres definidos. Façamos, então, a verdadeira revolução com os padrões do Senhor Jesus Cristo expostos na Sua Palavra revelada. Sejamos, pois, revolucionários com o objetivo de abençoar nosso amado Brasil e, acima de tudo, glorificar o nosso Deus.

Tem sido observável que as exigências do ministério acabam absorvendo tanto do tempo, das energias e da vida pastoral que a família pode acabar ficando para segundo plano. Ao longo da história são conhecidos os dilemas da família pastoral: filhos desanimados, muitas vezes afastados do convívio eclesiástico ou com mágoas; filhos “órfãos” com pai-pastor vivo. Mas também esposas de pastores amarguradas, entristecidas e machucadas, também “viúvas” de marido-pastor vivo, que acaba tendo de dar mais atenção às senhoras da igreja e abrindo uma avenida de riscos para a sua vida matrimonial e para sua esposa. Uma vez ouvi uma ilustração que um pastor dizia que ele tinha a missão de pastorear as ovelhas da igreja enquanto Deus pastorearia a

sua família!?!? Mas também já ouvi muitos colegas “batendo no peito” afirmando que nunca tiraram férias, como se isto fosse um grande triunfo. A Tito e a Timóteo Paulo admoesta que um dos critérios essenciais para o presbítero/ bispo (pastor) é cuidar bem da sua própria casa, porque se não sabe cuidar de sua própria casa não está em condições de cuidar da igreja de Deus (Timóteo 3.4,5; Tito1.6). Além disso, se você considerar as prioridades de Deus que estão expressas em Efésios 5.15-6.20, verá que o matrimônio e a família antecedem o trabalho e o ministério: 1) eu e Deus (5.17-20); 2) eu e o matrimônio (5.20-33); 3) eu e a família (6.1-4); 4) eu e meu trabalho (ministério também) (6.5-9); 6) eu e a guerra espiritual (6.10-20). Então, temos estas duas linhas paralelas de princípios

bíblicos sobre a prioridade do matrimônio e da família em relação ao ministério. O que passa disso é pecado e germina consequências destrutivas como tem ocorrido na vida de muitos matrimônios e famílias pastorais. Por outro lado, temos conhecimento de igrejas que absorvem tudo o que podem dos pastores (e de suas esposas também) de modo a minar sua vida matrimonial e doméstica. Tratam pastores como escravos e máquinas de produção. Soube de uma igreja que estabeleceu que o salário do pastor seria calculado por produtividade. Soube de outra igreja que, alguns dias após a morte de seu pastor, foi na casa da viúva exigindo que desocupasse de imediato a casa pastoral. Em outra igreja o pastor quando comunicava a sua saída, ouviu de uma pessoa

da liderança que aquela igreja não precisava de pastor. Praticamente todos os pastores que saíram ultimamente daquela igreja acabaram se estabilizando em outra igreja ou ministério. Claro que há pastores que não dignificam nem levam a sério o ministério, há também pastores autoritários, mas há igrejas que são cruéis com seus pastores e famílias. Precisamos sempre de dignidade e eficiência no exercício do ministério, no cuidado com o matrimônio com as famílias, mas também mais tratamento digno aos pastores. Precisamos de uma trégua e de atenção à vida pessoal e familiar do pastor para que suas famílias sobrevivam e possam ser saudáveis exemplos de fé e harmonia. Colegas pastores, queridas igrejas vamos aceitar este desafio?


o jornal batista – domingo, 25/08/13

ponto de vista

Nilson Dimarzio Pastor, colaborador de OJB

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esde sua chegada ao Rio de Janeiro, o ilustre visitante captou a simpatia popular, por sua simplicidade e humildade, ao ponto de ser cognominado “O Papa dos pobres”. Milhares de pessoas se acotovelavam ante sua passagem no “Papamóvel”, no desejo de vê-lo e reverenciá-lo. Entretanto, a visita do Papa ao Brasil nos traz à lembrança alguns equívocos da doutrina católica que, a bem da verdade, devemos mencionar. O primeiro se refere ao próprio papado, uma instituição baseada em exegese falsa do

texto de Mateus 16.13-18, em que Jesus conversa com os apóstolos a respeito da Igreja que estava para ser instituída. Mas, antes dessa comunicação importante, o divino Mestre quer saber dos discípulos, o que o povo pensava a seu respeito. Várias opiniões surgiram: “Uns dizem que tu és João, o batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. E, no versículo 18 Jesus diz a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Note-se, porém, que no original

o nome Pedro é Petrus, que significa um fragmento de pedra. E pedra é Petra, Rocha. O que Jesus está dizendo, nesse jogo de palavras, é que Ele é o alicerce da igreja, e não Pedro ou outro homem qualquer. Aliás, o apóstolo Pedro concorda com esta afirmação, vez que em seu discurso perante o Sinédrio, em Jerusalém, assim se refere a Cristo: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular”. E, em sua primeira epístola, reitera a mesma verdade: “(...) e chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade pelos homens, mas, para com Deus, eleita e preciosa” (I Pedro 2.4).

Portanto, com base numa interpretação errada do texto de Mateus é que os católicos são levados a pensar que Pedro tenha sido o primeiro Papa e que, através da suposta “Sucessão Apostólica”, surgiram os demais chefes da igreja de Roma, até os nossos dias. A verdade, porém, é que Pedro nunca foi Papa e nem sequer esteve em Roma. Como afirma Alcides Conejeiro Peres, em seu livro “O Catolicismo Romano Através dos Tempos”, JUERP, p. 35: “Até o ano de 451 (até Leão I) não havia um bispo romano chefe do catolicismo. Podia ser até que eles fossem chefes de igrejas locais, o que em si seria um erro; porém, só 300 anos mais tarde é que ficaram

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conhecidos como chefes católicos no sentido em que os conhecemos hoje em dia”. Na verdade, nos primeiros séculos do cristianismo não havia hierarquia como a da igreja católica. Os apóstolos, pastores, bispos e presbíteros tinham todos a mesma função de liderança nas igrejas, sem que houvesse um chefe supremo do ponto de vista humano. O Pastor Supremo era Jesus Cristo. E o será para sempre. Portanto, com todo o respeito que nos merecem os católicos, a verdade cristalina é que o papado não tem base nas Escrituras. Afinal, “nada podemos contra a verdade, a não ser a favor da verdade” (II Coríntios 13.8).



Jornal Batista - 34